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- Brasil e o novo mapa global da energia: oportunidades e riscos
Por Laís Víctor – Diretora Executiva de Parcerias e Especialista em Energia A nova ordem energética global está sendo moldada por uma convergência sem precedentes entre soberania energética, competitividade industrial e descarbonização. Brasil e o novo mapa global da energia: oportunidades e riscos O mundo não assiste apenas à substituição de fontes de energia, mas a uma profunda reconfiguração dos fluxos de poder, investimentos e cadeias produtivas. Trata-se de uma transição que está redefinindo a arquitetura da influência global e criando polos de poder baseados não apenas em reservas de combustíveis fósseis, mas na capacidade de produzir, armazenar e exportar energia limpa de forma confiável e escalável. Estamos diante de uma disputa por protagonismo tecnológico, diplomático e logístico que ultrapassa a lógica tradicional dos mercados energéticos. Países que dominarem a produção e exportação de fontes renováveis, como solar, eólica, biomassa e hidrogênio verde, estarão não apenas na vanguarda da transição, mas no centro das decisões geopolíticas, atraindo investimentos, estabelecendo padrões regulatórios e influenciando cadeias globais de valor. Com isso, mais do que acompanhar essa transformação, é importante liderá-la com visão estratégica, planejamento integrado e capacidade institucional robusta. Brasil e o novo mapa global da energia: oportunidades e riscos A posição estratégica do Brasil O Brasil ocupa uma posição singular nesse tabuleiro energético global. Com uma matriz energética já predominantemente renovável, uma das mais limpas entre as grandes economias, aliada à abundância de recursos naturais como sol, vento, água e biomassa, o país reúne atributos incomuns. Além disso, possui tradição em planejamento energético de longo prazo e instituições consolidadas no setor, o que confere previsibilidade técnica mesmo em cenários de instabilidade. Acompanhando de perto o posicionamento do Brasil no cenário internacional, e reforço que o país também detém um ativo geoestratégico pouco explorado: sua localização privilegiada o torna um elo natural entre os mercados do Atlântico e do Pacífico, podendo atuar como hub logístico de exportação de energia, seja na forma de hidrogênio verde, biocombustíveis ou mesmo energia embarcada via cabos submarinos no médio prazo. A crescente demanda por fontes limpas e rastreáveis, especialmente por parte da Europa e da Ásia, amplia as possibilidades de integração do Brasil em cadeias de valor descarbonizadas. Somado a isso, a crescente demanda interna por eletricidade limpa e a reindustrialização verde impulsionam um mercado doméstico sólido, que pode atrair investimentos industriais em equipamentos, semicondutores, fertilizantes verdes e outros elos da cadeia energética. Nesse cenário, o Brasil não é apenas um fornecedor de energia é um possível articulador de novos arranjos produtivos e comerciais sustentáveis. Riscos que limitam o protagonismo Apesar das vantagens naturais e estruturais, a consolidação do protagonismo energético do Brasil esbarra em entraves recorrentes que comprometem sua capacidade de atrair investimentos estratégicos e ampliar sua inserção global com competitividade. A instabilidade regulatória e a insegurança jurídica continuam sendo os principais fatores de aversão ao risco para investidores de longo prazo. Mudanças abruptas em regras de leilões, subsídios, licenciamento e tributação corroem a confiança do mercado e elevam o custo de capital. A infraestrutura nacional ainda apresenta gargalos significativos, sobretudo nos sistemas de transmissão e logística de exportação. Projetos de grande escala ficam vulneráveis a atrasos e perdas econômicas quando não há sincronia entre geração e escoamento energético. A burocracia associada ao licenciamento ambiental, embora necessária para garantir sustentabilidade, carece de previsibilidade e celeridade. A ausência de critérios padronizados entre esferas federais, estaduais e municipais gera incertezas e aumenta a exposição a litígios e judicializações. Além disso, a falta de uma estratégia nacional robusta e integrada para o hidrogênio verde, hoje uma das principais apostas globais para descarbonização de indústrias intensivas, demonstra uma lacuna crítica de coordenação institucional. O Brasil precisa de metas claras, estímulos regulatórios e incentivos à inovação para não perder espaço nesse mercado emergente. Oportunidades globais a serem capturadas Vivemos um momento de inflexão, no qual as dinâmicas globais da energia estão abrindo novas rotas de crescimento, cooperação e influência. Para o Brasil, esse contexto representa não apenas uma chance de inserção comercial, mas de liderança estratégica na redefinição dos fluxos energéticos internacionais . As transformações em curso criam um campo fértil para países com matriz limpa, capacidade produtiva e credibilidade internacional. Cabe a nós, enquanto nação, decidir se seremos expectadores ou protagonistas desse novo capítulo. Entre os principais vetores de oportunidade, destaco: O crescimento exponencial da demanda por energias limpas, impulsionado por acordos internacionais de descarbonização, exigências regulatórias cada vez mais rigorosas e a incorporação definitiva dos critérios ESG por parte de investidores e grandes corporações. Esse movimento amplia a busca por fornecedores confiáveis e sustentáveis. A reconfiguração das cadeias globais de valor e o avanço da industrialização verde criam espaço para a relocalização de unidades produtivas, especialmente em países com energia renovável em abundância. O Brasil pode se beneficiar com a atração de fábricas de baterias, insumos industriais de baixo carbono e centros de inovação tecnológica. A expansão de projetos estratégicos como hidrogênio verde, eólica offshore e armazenamento de energia está em ascensão. Essas frentes representam não apenas diversificação tecnológica, mas também oportunidades de longo prazo para geração de empregos qualificados, desenvolvimento de novos mercados e incremento da pauta exportadora. A possibilidade concreta de o Brasil se consolidar como fornecedor estratégico de energia limpa para regiões como Europa, Estados Unidos e Ásia-Pacífico. Esses mercados estão acelerando políticas de transição energética e buscam parceiros confiáveis para contratos de longo prazo e segurança de suprimento. A materialização dessas oportunidades depende, contudo, de posicionamento proativo, estratégia integrada e capacidade de articulação público-privada. É hora de transformar potencial em protagonismo. Recomendações para um protagonismo sustentável Diante do redesenho do cenário energético global, não basta ao Brasil contar com seus recursos naturais: é imprescindível estruturar uma base institucional, regulatória e estratégica capaz de sustentar seu protagonismo. A consolidação de uma liderança verde exige decisões orientadas por visão de longo prazo e ações concretas em múltiplas frentes. Com base na minha atuação prática junto a empresas, governos e organismos multilaterais, apresento quatro eixos prioritários que devem orientar a próxima fase da política energética brasileira: Estabelecer um marco regulatório robusto, transparente e estável : A previsibilidade das regras é condição essencial para atrair investimentos de longo prazo. Um ambiente regulatório moderno, que valorize inovação e garanta segurança jurídica, será determinante para a expansão de novas tecnologias como hidrogênio verde, armazenamento e eólica offshore. Investir em infraestrutura energética integrada : A competitividade do setor depende da eficiência logística e da capacidade de escoamento. São urgentes os aportes em redes de transmissão, modernização portuária e criação de corredores verdes de exportação, interligando polos de geração a centros de consumo e rotas comerciais internacionais. Criar instrumentos financeiros eficazes para mobilizar o capital privado : Políticas públicas devem funcionar como catalisadoras de investimentos. Fundos garantidores, incentivos fiscais, e parcerias público-privadas são ferramentas indispensáveis para reduzir riscos e acelerar a bancabilidade dos projetos. Articular uma diplomacia energética estratégica e ativa : A inserção internacional do Brasil exige presença em fóruns multilaterais, liderança em consórcios climáticos e acordos bilaterais que consolidem o país como fornecedor confiável de energia limpa. A política externa precisa refletir a ambição de protagonismo verde. O Brasil como arquiteto da nova ordem energética O novo mapa global da energia não será traçado apenas com base no potencial natural de cada país, mas com a capacidade concreta de transformar recursos em liderança, visão em política pública e vocação em resultado. O Brasil possui ativos únicos: abundância de renováveis, expertise técnica, diversidade industrial e uma posição geoestratégica privilegiada. No entanto, esses atributos precisam ser orquestrados com intencionalidade e disciplina institucional. Como especialista envolvida na estruturação de projetos, atração de investimentos e articulação internacional, afirmo com convicção: o protagonismo energético não é uma condição natural, é uma conquista estratégica. E isso exige mais do que planejamento, exige execução, governança e narrativa global coerente. Estamos diante de uma encruzilhada histórica. Se o Brasil quiser ocupar um papel de liderança sustentável na nova economia de baixo carbono, precisa agir com ambição, coragem e consistência. O tempo para preparar o futuro não é amanhã é agora. Sobre a autora Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis. Fontes de referência • International Energy Agency (IEA). Navegador de Dados de Estatísticas de Energia – Ferramentas de Dados . Paris: IEA, 2023.• BloombergNEF. Investimento global em energia limpa salta 17% e atinge US$ 1,8 trilhão em 2023 . Serviço Bloomberg Professional, 2024.• Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA). Perspectiva das Transições Energéticas Mundiais 2024: Caminho de 1,5°C . Abu Dhabi: IRENA, 2024.• IPCC. AR6 Synthesis Report: Climate Change 2023 – Longer Report . Intergovernmental Panel on Climate Change, 2023.• REN21. Capacidade recorde de energias renováveis fica aquém da meta global , Reuters, 2024.• Deloitte. Perspectivas do Setor de Energia Renovável para 2025 . Deloitte Insights, 2024.• International Energy Agency (IEA). Brasil e o novo mapa global da energia: oportunidades e riscos
- ANEEL À MÍNGUA: O GOVERNO DEBILITA A AGÊNCIA QUE SUSTENTA O SETOR ELÉTRICO
Nos bastidores da transição energética, da modernização do setor elétrico e da busca por segurança energética, há uma crise silenciosa que ameaça toda a estabilidade do sistema: a asfixia orçamentária imposta à Agência Nacional de Energia Elétrica — a ANEEL. ANEEL À MÍNGUA: O GOVERNO DEBILITA A AGÊNCIA QUE SUSTENTA O SETOR ELÉTRICO A agência reguladora, que deveria ser a guardiã da modicidade tarifária, da previsibilidade dos investimentos e da estabilidade institucional do setor, está sendo deixada à míngua. A situação em 2025 ultrapassou qualquer limite razoável. O orçamento da autarquia foi reduzido de R$ 155 milhões para R$ 117 milhões, resultando na demissão de 145 trabalhadores terceirizados. Áreas críticas como fiscalização, ouvidoria e análise regulatória foram diretamente impactadas. E mais: mesmo antes dos cortes, a ANEEL já operava com déficit de pessoal. O colapso funcional não é mais uma possibilidade remota — é um processo em curso. UMA ENGRENAGEM VITAL SENDO DESMONTADA A ANEEL não é uma repartição burocrática comum. Ela regula concessões bilionárias, fiscaliza contratos complexos, assegura a segurança jurídica para investidores e protege o consumidor do abuso tarifário. Em qualquer país que leve a sério a estabilidade institucional do setor elétrico, essa agência seria tratada como prioridade absoluta. Mas, no Brasil, o cenário é o oposto. O governo contingencia, mutila e paralisa. E faz isso mesmo sabendo que a ANEEL arrecada muito mais do que consome. Apenas em 2024, a Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica (TFSEE), paga por todos os consumidores na conta de luz, gerou mais de R$ 1,3 bilhão em receitas. Desse valor, a ANEEL teve acesso a menos de R$ 400 milhões — e isso sem considerar os cortes mais recentes. É um verdadeiro confisco institucionalizado. Os recursos existem, são pagos pela sociedade, mas são sequestrados sob o pretexto do teto de gastos e de uma política fiscal cega, que ignora as especificidades e a criticidade da regulação energética. O ALARME DE SANDOVAL FEITOSA Em carta enviada ao Ministro de Minas e Energia, o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, alertou que R$ 13 milhões adicionais seriam o mínimo necessário para evitar a paralisação iminente das atividades da agência. O apelo é claro: sem reforço orçamentário, a capacidade da autarquia de cumprir suas funções será comprometida. Enquanto isso, os servidores da casa e os poucos terceirizados remanescentes estão sobrecarregados, sem qualquer garantia de que seu trabalho — técnico, qualificado e essencial — terá continuidade ou reconhecimento. NÃO É SÓ A ANEEL: A EROSÃO INSTITUCIONAL AVANÇA A ANEEL não é a única vítima dessa lógica perversa. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento estratégico de longo prazo do setor, também sofre com cortes e incertezas. A impressão é clara: o governo sustenta discursos ambiciosos sobre transição energética e expansão das renováveis, mas abandona as instituições que tornam essa transição possível. O CUSTO DA OMISSÃO A fragilização da ANEEL tem consequências diretas e mensuráveis: Aumento da instabilidade regulatória Redução da segurança jurídica para investidores Menor capacidade de resposta a crises elétricas ou climáticas E, inevitavelmente, impactos negativos sobre a tarifa de energia Quem paga a conta, mais uma vez, é a sociedade. Seja por meio de tarifas mais caras, de apagões não evitados, ou da retração de investimentos em infraestrutura crítica. FORTALECER A ANEEL É PROTEGER O BRASIL É hora de abandonar a ficção de que a Aneel pode operar com excelência sendo tratada como um apêndice orçamentário do governo federal. O setor elétrico brasileiro é um dos mais complexos e sofisticados do mundo. Exige regulação técnica, estabilidade institucional e agências fortes. Fortalecer a Aneel não é favor — é um imperativo de Estado. É proteger os investimentos, a modicidade tarifária, a expansão das energias renováveis e o próprio desenvolvimento do país. Sem uma agência reguladora robusta, imparcial e bem estruturada, o risco de apagões institucionais será tão real quanto os físicos . ANEEL À MÍNGUA: O GOVERNO DEBILITA A AGÊNCIA QUE SUSTENTA O SETOR ELÉTRICO
- Queremos trilhões do mundo, mas não fazemos nosso dever de casa
Por Heber Galarce , Presidente na INEL - Instituto Nacional de Energia Limpa Durante encontro recente com o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente Lula defendeu a mobilização de um fundo global de US$ 1,3 trilhão para combater as mudanças climáticas. Queremos trilhões do mundo, mas não fazemos nosso dever de casa A proposta, correta em essência, esbarra, porém, em um paradoxo incômodo: o Brasil ainda desperdiça oportunidades internas, cancela projetos de energia limpa já contratados e segue paralisado diante do colapso iminente de um setor elétrico que clama por modernização regulatória. É impossível pedir ao mundo uma contribuição trilionária se, no plano doméstico, faltam execução, governança e responsabilidade política. A crise atual, marcada por cancelamentos de usinas solares centralizadas no Nordeste e perdas bilionárias em projetos renováveis devido ao curtailment, é o resultado direto da omissão do Ministério de Minas e Energia em promover o novo marco legal do setor elétrico —algo prometido, mas jamais entregue. Estamos diante de um setor que passou da concentração na geração centralizada para uma era descentralizada, conectada, digital e renovável. Entretanto, o Brasil continua operando sob regras de um passado analógico. A ausência de um novo arcabouço regulatório revela o fracasso de uma liderança que já soma quase três anos de gestão e ainda não apresentou nenhuma proposta estruturante com respaldo técnico ou legislativo. Enquanto países desenvolvidos avançam com legislações modernas de armazenamento de energia, precificação de carbono e incentivos à digitalização das redes, seguimos com uma burocracia emperrada, que penaliza o investidor, inibe a inovação e obriga o país a renunciar à competitividade energética —justamente em um momento de protagonismo internacional rumo à COP30. O resultado disso? Investidores internacionais frustrados; leilões de transmissão adiados; projetos de geração limpa arquivados. E, em muitos casos, comunidades inteiras ainda estão à margem do acesso à energia por falta de conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Para se ter ideia da gravidade, somente em 2023, mais de 11 GW em projetos de energia renovável tiveram suas outorgas revogadas pela Aneel —um recorde histórico. Muitos desses empreendimentos haviam sido planejados para o Nordeste, região com o maior potencial solar e eólico do país, mas sem a infraestrutura de escoamento necessária e com um ambiente regulatório instável e desatualizado. Não é possível defender uma pauta ambiental global com autoridade moral se internamente permitimos o desperdício de energia renovável em plena abundância. É preciso, antes de tudo, fazer o dever de casa: revisar o modelo institucional, aprovar o novo marco legal do setor elétrico e garantir segurança jurídica para quem investe na transição energética brasileira. A agenda climática exige ambição, mas também coerência. Que o apelo por trilhões seja acompanhado de um plano doméstico sério, transparente e eficiente. O mundo está atento — e o tempo está acabando. Queremos trilhões do mundo, mas não fazemos nosso dever de casa
- ABREN anuncia a chegada da Apolo Energia como nova associada
Com sede em São Paulo (SP), o grupo atua na promoção de soluções integradas em energia renovável, incluindo geração distribuída, geração centralizada, consultoria no setor elétrico e de biogás e biometano. ABREN anuncia a chegada da Apolo Energia como nova associada Brasília (DF), 30 de junho de 2025 – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) anuncia a chegada do Grupo Apolo Energia como novo associado. Com sede em São Paulo (SP), o grupo atua na promoção de soluções integradas em energia renovável, incluindo geração distribuída, geração centralizada e consultoria no setor elétrico e de biogás e biometano. ABREN anuncia a chegada da Apolo Energia como nova associada A Apolo Energia investiu em aproximadamente 70 usinas nos últimos anos, que somam um investimento na ordem de R$ 1,5 bilhão, em diversos estados, e planeja agora captar R$ 250 milhões via fundo de debêntures incentivadas focado em geração distribuída. Além disso, seu pipeline inclui 600 MWp em usinas centralizadas e mais R$ 2 bilhões direcionados a 130 projetos de geração distribuída. O Grupo também volta seus esforços e investimentos em plantas produtoras de biometano, com investimentos previstos inicialmente de R$ 90 milhões, para suas duas primeiras unidades, e pipeline robusto para investimento e desenvolvimento de outras unidades em todo o território nacional. Segundo Yuri Schmikte, presidente da ABREN, “ a chegada do Grupo Apolo Energia fortalece ainda mais o compromisso da ABREN com a transição energética sustentável no Brasil. Com um portfólio robusto de investimentos e atuação estratégica em diferentes frentes da energia renovável, a Apolo traz experiência, inovação e uma visão alinhada aos nossos valores de aproveitamento energético de resíduos e geração limpa ”. Para Diego Alveno , diretor de Novos Negócios da Apolo Energia, “ é com grande entusiasmo que a Apolo Energia anuncia sua entrada na ABREN. Esse movimento reforça nosso compromisso com soluções sustentáveis e inovadoras para a transição energética no Brasil. Fazer parte da ABREN é um passo estratégico que nos conecta a empresas e lideranças que compartilham da mesma visão de futuro: transformar resíduos em energia renovável de forma eficiente, ambientalmente responsável e economicamente viável. Na Apolo Energia, seguimos firmes no propósito de liderar mudanças positivas no setor energético nacional ”. O Grupo Apolo Energia tem a missão dupla de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, e gerar retorno financeiro. Para isso, o grupo oferece soluções customizadas integrando suas áreas de atuação e explorando as possibilidades do setor elétrico e de biometano. Para saber mais sobre a Apolo Energia, confira o site institucional do grupo. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. ABREN anuncia a chegada da Apolo Energia como nova associada
- GoodWe, recebe reconhecimento internacional da BloombergNEF
A empresa chinesa GoodWe, presente no Brasil, foi reconhecida como fabricante global de inversores de energia de Nível 1 pela BloombergNEF (BNEF) no segundo trimestre de 2025. GoodWe, recebe reconhecimento internacional da BloombergNEF BloombergNEF (BNEF) é uma fornecedora de pesquisas estratégicas que se concentra em mercados globais de commodities e tecnologias disruptivas que impulsionam a transição para uma economia de baixo carbono. A BNEF oferece dados, notícias, análises e insights independentes para ajudar os tomadores de decisão a navegar pelas mudanças nos mercados de energia. Essa distinção destaca a solidez financeira da GoodWe, comprovada por sua participação em projetos financiados por bancos de primeira linha, e reafirma seu histórico de fornecimento de soluções confiáveis e de alto desempenho para o mercado global de energias renováveis. O principal critério para obter a classificação de inversores de energia de Nível 1 da BNEF, amplamente considerada uma referência do setor, é a probabilidade de projetos que utilizam inversores de um fabricante obterem financiamento sem recurso de bancos comerciais. Portanto, a lista de Nível 1 é uma referência fundamental para instituições financeiras, EPCs e desenvolvedores de projetos ao avaliar a credibilidade de um fabricante e a viabilidade de suas soluções. A capacidade atual de produção de inversores da empresa, de 35 GW, é pautada por rigorosos padrões de qualidade aplicados às linhas de produção de inversores, sistemas de armazenamento e bombas de calor da GoodWe, distribuídas por quatro fábricas em todo o mundo. Especificamente, até o final do primeiro trimestre de 2025, a GoodWe terá atingido uma capacidade instalada acumulada de 100 GW em todo o mundo. Yingge Wang, vice-presidente da GoodWe afirma que, “este reconhecimento reafirma nosso papel como um parceiro confiável na transição global para energia limpa. Com mais de uma década de experiência em energia renovável, fornecemos produtos confiáveis e valor duradouro para sistemas em todo o mundo”. Para Fabio Mendes, vice-presidente da GoodWe para a América do Sul, “é um incentivo para continuarmos a inovar e a melhorar nossas soluções, e estamos ansiosos para continuar a contribuir para o crescimento do setor de energia renovável globalmente. Agradecemos à BloombergNEF por esse reconhecimento e ao nosso time por seu trabalho árduo e dedicação”. A inclusão da GoodWe nesta lista reflete anos de investimento consistente em tecnologia, fabricação e excelência em implantação global. Fundada em 2010 e sediada na China, a GoodWe possui cinco centros de P&D. Mais de 28% de sua força de trabalho é dedicada à inovação tecnológica e quase 8% de sua receita anual é alocada para P&D. A empresa oferece uma ampla gama de produtos e soluções para os setores residencial, comercial, industrial e de grande porte, garantindo eficiência, segurança e valor a longo prazo. Sobre a GoodWe A GoodWe é uma empresa líder em tecnologia de energia solar e armazenamento, e sua presença na América do Sul é fundamental para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras na região. A empresa está comprometida em trabalhar com parceiros locais para promover a adoção de energias renováveis e reduzir a dependência de fontes de energia fósseis. GoodWe, recebe reconhecimento internacional da BloombergNEF
- Missão Europa 2025: aprendizados estratégicos para o Brasil na era da transição energética
Por Silla Motta | CEO da Donna Lamparina Entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, tive a oportunidade de participar da Missão Internacional Energy Advisor , uma iniciativa liderada pela Thopen Energy com curadoria institucional da Amcham Brasil e apoio da StartSe . Missão Europa 2025: aprendizados estratégicos para o Brasil na era da transição energética A missão teve como foco o aprofundamento em modelos regulatórios, práticas tecnológicas e inovações comerciais aplicadas à transição energética, com visitas técnicas e institucionais à Alemanha e ao Reino Unido — duas referências globais na descarbonização das matrizes energéticas. A experiência se mostrou decisiva em um momento em que o Brasil avança rumo à abertura total do mercado de energia elétrica, prevista para dezembro de 2027, conforme delineado pela Portaria MME nº 50/2022 e reforçado pela nova Medida Provisória 1.300/2025, que estabelece a liberalização gradual do mercado até a universalização do acesso ao ambiente livre. O contexto europeu: entre metas climáticas e competitividade industrial A Alemanha, hoje com cerca de 60% de sua geração elétrica proveniente de fontes renováveis (dados do Fraunhofer ISE, 2024), protagoniza a mais ambiciosa política de transição energética da Europa. A visita à Bundesnetzagentur (BNetzA) — agência reguladora federal — destacou o avanço da liberalização do mercado, a separação estrutural das redes e o compromisso com o acesso não discriminatório aos sistemas de transmissão e distribuição. Em 2024, o país adicionou 16,2 GW em capacidade solar e 3,2 GW em eólica onshore, ultrapassando 190 GW de capacidade instalada renovável, de acordo com o relatório anual da agência. Esses números expressivos foram alcançados graças a uma regulação robusta e a metas públicas claras, como a de 80% de eletricidade renovável até 2030. A visita à Statkraft, maior geradora de energia renovável da Europa, revelou um portfólio de 22,3 GW em operação global, com destaque para eólica e hidrelétrica. Embora a empresa tenha sido pioneira em serviços comerciais com baterias desde 2015, as soluções de armazenamento ainda enfrentam desafios de viabilidade econômica, especialmente em escala industrial. Hidrogênio verde: geopolítica e mercado em expansão Um dos temas centrais da missão foi o hidrogênio verde. A RWE, uma das maiores empresas de energia da Europa, apresentou seu projeto GET H₂ Nukleus, localizado em Lingen, que já conta com uma planta de 14 MW de eletrólise em operação e prevê a expansão para 100 MW em 2025, com metas de atingir 300 MW até 2027. Este projeto está vinculado a contratos de longo prazo, como o firmado com a TotalEnergies, para fornecimento de 30 mil toneladas de hidrogênio verde por ano a partir de 2030. O modelo da RWE reforça a importância de parcerias entre geradores, consumidores industriais e governos — um tripé que o Brasil ainda precisa consolidar para tornar seu potencial de hidrogênio competitivo. A experiência também mostrou que a transformação energética vai além da tecnologia: envolve infraestrutura logística, conectividade internacional de gás e eletricidade, e uma visão integrada entre o planejamento energético e industrial. A Alemanha, por exemplo, reativou temporariamente usinas a carvão após a crise do gás russo, mas manteve os investimentos em renováveis e infraestrutura de hidrogênio como estratégia de longo prazo. Reino Unido: inovação centrada no consumidor No Reino Unido, o destaque foi a visita à Octopus Energy, reconhecida por sua disrupção digital no setor elétrico. A empresa opera a plataforma Kraken, que processa em tempo real 5 bilhões de dados por dia, oferecendo tarifas dinâmicas e previsões de consumo personalizadas por meio de inteligência artificial. A Octopus atualmente é o maior fornecedor de energia do Reino Unido em volume de clientes residenciais, com mais de 6 milhões de unidades atendidas. O modelo de negócio rompe com estruturas tradicionais e mostra como a personalização, a flexibilidade tarifária e o empoderamento do consumidor podem gerar eficiência e fidelização. A empresa também atua como fornecedora de software para concessionárias em países como Alemanha, Japão e Estados Unidos, validando a escalabilidade da plataforma. Outro ponto de atenção foi a visita ao National Energy System Operator (NESO) e à National Grid, responsáveis pela operação do sistema elétrico britânico. Os operadores utilizam ferramentas avançadas de planejamento com inteligência artificial, blockchain e modelagens em tempo real para garantir estabilidade em um sistema com mais de 40% de geração variável (eólica e solar). Em dias de pico, o Reino Unido já atinge mais de 95% de eletricidade limpa, segundo dados da Ofgem. Aplicações para o Brasil: oportunidades e desafios O Brasil está prestes a dar um passo histórico com a abertura total do mercado elétrico, permitindo que todos os consumidores — inclusive residenciais — escolham livremente seus fornecedores. Com base na missão europeia, cinco aprendizados se destacam: 1. Previsibilidade regulatória atrai capital: assim como na Alemanha, metas claras de expansão de renováveis e integração de tecnologias são indispensáveis para atrair investidores e acelerar projetos. 2. Integração entre fontes, armazenamento e digitalização: os projetos europeus mostram que geração renovável exige complementaridade com baterias, hidrogênio e inteligência de rede — elementos ainda incipientes no Brasil. 3. A digitalização é um vetor de eficiência: plataformas como a Kraken podem inspirar distribuidoras e comercializadoras brasileiras na criação de ofertas personalizadas, promovendo eficiência energética e fidelização de clientes. 4. Eficiência institucional acelera resultados: a atuação das agências reguladoras na Europa é ágil e baseada em dados — um modelo a ser perseguido por Aneel, ONS e demais agentes do setor nacional. 5. O Brasil pode liderar o hidrogênio verde: com acesso a energia renovável competitiva e portos estratégicos, o Brasil pode seguir o exemplo da RWE e desenvolver cadeias globais de exportação de moléculas verdes. A importância da missão e das instituições parceiras A realização da missão só foi possível graças à articulação da Thopen Energy, que desenhou uma agenda técnica densa e relevante; da Amcham Brasil, que garantiu interlocução institucional com autoridades reguladoras; e da StartSe, responsável pela curadoria estratégica e aproximação com hubs de inovação e tecnologia. Mais do que visitas técnicas, a missão representou uma experiência transformadora — profissional e pessoalmente — que fortalece a visão de futuro e reforça o compromisso com uma transição energética justa, segura e economicamente viável para o Brasil. Conclusão A missão internacional de 2025 revelou, em detalhes, o caminho que o Brasil pode trilhar para liderar a nova economia da energia. Com dados concretos, cases reais e articulação público-privada, temos hoje a oportunidade de desenhar um modelo energético mais competitivo, digital e sustentável. A energia do futuro já está sendo moldada — e o Brasil precisa estar entre os protagonistas dessa transformação. Missão Europa 2025: aprendizados estratégicos para o Brasil na era da transição energética
- 🌞 Preço da Abundância: A conta chega para todos
Por Hewerton Martins, Presidente do Movimento Solar Livre “Estamos vivendo um verdadeiro paradoxo energético no Brasil.” Enquanto o mundo disputa cada megawatt para mover data centers e indústrias verdes, o Brasil, um dos países com maior potencial solar e eólico do planeta, desperdiça energia limpa aos montes, penaliza quem gera a própria energia e empurra toda a sociedade para tarifas mais caras, sem oferecer planejamento, segurança ou justiça ao consumidor. Em 2024, as grandes usinas centralizadas de energia solar e eólica (as centrais em parque) foram alvo de cortes: o ONS registrou 4.330 GWh de energia limpa desperdiçada, simplesmente porque faltam linhas de transmissão e capacidade de armazenamento. Isso representa energia suficiente para abastecer cerca de 2,2 milhões de residências por um ano, com base no programa social que distribui 80 kWh/mês a famílias do CadÚnico (MP 1.300). Mas, em vez de transformar essa abundância em benefício ao cidadão, o governo prefere acionar termelétricas, impor bandeira vermelha na tarifa e agora mira os pequenos geradores distribuídos (as placas solares no telhado), com uma proposta absurda do Ministério da Fazenda (Haddad), para incluir a MMGD nos cortes contábeis — em total descompasso com a Lei 14.300, que garante o direito à compensação da energia solar. Enquanto isso, o consumidor final já paga a “taxação do fio” prevista no marco legal, enfrenta reprovações indevidas por “inversão de fluxo” nas conexões e luta por uma simples autorização para gerar energia em casa. Pequenas empresas, escolas e comércios usam o solar como estratégia de sobrevivência frente a uma tarifa que beira o absurdo, mas são tratados como parte do problema. E não é só o residencial: a indústria brasileira também é penalizada, perdendo competitividade com tarifas elevadas. E até o setor de grande porte sofre: grandes parques solares e eólicos estão sendo desligados, mesmo com contratos firmados, por falta de infraestrutura. “Este problema não é técnico, é político.” Dentro do Congresso, essa crise vem se intensificando. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disparou críticas diretas ao ministro Alexandre Silveira por falta de planejamento energético e por ações que penalizam toda a sociedade. Em sessão plenária, Alcolumbre declarou: “Chega de narrativas manipuladas e terrorismo tarifário… Não há aumento tarifário. Há, sim, compromisso com a modicidade tarifária, com o equilíbrio federativo, com a inovação e com o futuro do setor elétrico nacional.” (valor.globo.com, eixos.com.br) O embate é claro: Alcolumbre, que já pediu a saída do ministro por ignorar demandas da Casa e do setor, acusa o governo de tentar transferir os prejuízos pela falta de infraestrutura ao consumidor. É um conflito explícito, que sinaliza uma crise institucional cada vez mais grave. “O governo desperdiça o insumo estratégico do século XXI.” Enquanto isso, em Londres e no Reino Unido, empresas como Octopus Energy e E.ON Next aplicam tarifas dinâmicas: quando sobra energia renovável, o preço cai — às vezes até zero — incentivando o consumo e premiando quem ajuda na estabilidade da rede. No Brasil, quando sobra energia, o preço sobe. Não há estratégia, não há política, não há visão. Hidrelétricas nem são usadas como baterias naturais, armazenamento é ignorado e linhas de transmissão são deixadas para depois. “Isso não é escassez de energia, é escassez de visão.” A pergunta que fica ecoando é simples: É isso mesmo? Esse é o caminho? Ou vamos continuar penalizando quem gera com suor e investimento? Vamos manter os pequenos, grandes, indústrias e centros vulneráveis pagando pela falta de planejamento de quem deveria cuidar do país? É hora de transformar a abundância em energia limpa, barata e justa, e recuperar o futuro que já está sendo desperdiçado.
- CONSULTA PÚBLICA Nº 187: AMEAÇAS AO MERCADO LIVRE DE ENERGIA
A Medida Provisória nº 1.300/2025, publicada em 2025, introduz mudanças drásticas no setor elétrico brasileiro, alterando o artigo 26 da Lei nº 9.427/1996 e impactando diretamente os descontos nas Tarifas de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST) e de Distribuição (TUSD) para energia incentivada, gerada por fontes renováveis como eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. Manifesto forte oposição ao fim desses descontos e à imposição de encargos extraordinários, conforme detalhado na Nota Técnica nº 8/2025-SE, anexa à Consulta Pública nº 187/2025. Essas medidas elevam significativamente os custos para consumidores livres, especialmente os de alta tensão, comprometem a competitividade do Ambiente de Contratação Livre (ACL) e geram impactos econômicos e sociais negativos. Este artigo analisa as consequências regulatórias, financeiras e jurídicas, com base em dados quantitativos e embasamento legal, propondo reflexões para a sustentabilidade do mercado elétrico. CONTEXTO REGULATÓRIO E ALTERAÇÕES DA MP Nº 1.300/2025 A MP nº 1.300/2025 restringe os descontos nas TUST e TUSD a contratos registrados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) até 31 de dezembro de 2025, proibindo prorrogações, transferências ou novos contratos após essa data (parágrafos 1º-P e 1º-Q, art. 26, Lei nº 9.427/1996). Consumidores de baixa tensão (abaixo de 2,3 kV) são excluídos dos descontos (parágrafo 1º-R), enquanto desvios nos montantes contratados serão apurados anualmente pela CCEE, com aplicação de encargos extraordinários revertidos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) (parágrafo 1º-S). A medida interage com a Lei nº 14.120/2021, que garante descontos para outorgas protocoladas até 2 de março de 2022, e com a MP nº 1.212/2024, que prorrogou por 36 meses o prazo de operação de usinas outorgadas até essa data. A tabela abaixo resume as principais alterações: ENTENDENDO O CUSTO UNITÁRIO DA CDE E O ENCARGOS EXTRAORDINÁRIO O custo unitário da CDE é o valor pago por MWh para financiar a Conta de Desenvolvimento Energético, um fundo que cobre subsídios e políticas públicas no setor elétrico, como descontos para fontes renováveis e programas sociais. Ele varia por região e nível de tensão (alta ou média), refletindo os custos associados à distribuição de energia. Por exemplo, conforme o Anexo I da Nota Técnica nº 8/2025-SE, o custo unitário da CDE em 2025 é de R$33,11/MWh para alta tensão no Norte/Nordeste e R$89,49/MWh para média tensão no Sul/Centro-Oeste. O encargo extraordinário é uma penalidade financeira aplicada quando há desvios entre o montante de energia declarado no contrato e o consumido ou registrado no Mercado de Curto Prazo (MCP). Ele é calculado como três vezes o custo unitário da CDE, resultando em valores de R$99,33 a R$255,93/MWh, conforme a tabela abaixo, extraída do Anexo I: QUANDO E COMO OS ENCARGOS SÃO APLICADOS Os encargos extraordinários são aplicados anualmente pela CCEE, com base em desvios apurados conforme o artigo 3º da minuta de Portaria Normativa (Consulta Pública nº 187/2025). Um desvio ocorre quando o consumo real ou os registros no MCP diferem do montante contratado, ultrapassando uma tolerância de 5% ou a margem de flexibilidade de ±20%. Por exemplo, no Exemplo 6 do Anexo II da Nota Técnica nº 8/2025-SE, um desvio de 14.020 MWh resulta em um encargo de R$3.763.949,40, com cada parte (gerador e consumidor) pagando R$1.881.974,70. Esses encargos são aplicados a partir de 2026, para contratos registrados até 31 de dezembro de 2025, e impactam diretamente a conta dos consumidores livres, especialmente os de alta tensão, que enfrentam valores mais elevados devido à estrutura tarifária. Considero esses encargos abusivos, pois penalizam variações operacionais legítimas, comuns em fontes intermitentes como solar e eólica, e elevam significativamente os custos no ACL, inviabilizando a competitividade para consumidores livres. Por exemplo, um consumidor de alta tensão no Sudeste/Sul/Centro-Oeste enfrentaria um encargo de R$170,85/MWh, equivalente a um aumento de até 20% na conta de energia, conforme estimativas baseadas na proporção das tarifas no custo total da energia (30% a 40%). IMPACTOS ECONÔMICOS NO MERCADO LIVRE E NOS CONSUMIDORES LIVRES A extinção dos descontos nas TUST e TUSD, que compõem 30% a 40% do custo total da energia no ACL, aumenta os custos operacionais em 10% a 20%, comprometendo a viabilidade econômica do mercado livre. Consumidores especiais (demanda entre 500 kW e 1,5 MW) e de alta tensão, como indústrias siderúrgicas e químicas, que empregam 9,7 milhões de trabalhadores (IBGE, 2023), enfrentarão impactos diretos, com risco de redução de investimentos ou demissões. No varejo, grandes redes e pequenos varejistas, responsáveis por 7,5 milhões de empregos, podem repassar esses custos aos consumidores finais ou cortar vagas, gerando uma pressão inflacionária estimada em 0,3% a 0,5% no IPCA, considerando que a energia elétrica representa 3% a 4% do índice. Os encargos extraordinários agravam ainda mais a conta dos consumidores livres. Como ilustrado nos exemplos do Anexo II, encargos de milhões de reais por desvios operacionais (e.g., R$2.438.125,80 no Exemplo 3) tornam o ACL financeiramente inviável, especialmente para consumidores de alta tensão, que enfrentam encargos mais elevados (até R$170,85/MWh). Essa carga financeira adicional desestimula a migração para o mercado livre e compromete a competitividade de setores intensivos, com reflexos negativos em toda a cadeia econômica. RISCOS JURÍDICOS E INCONGRUÊNCIAS REGULATÓRIAS A MP nº 1.300/2025 apresenta fragilidades jurídicas que elevam o risco de judicialização. A limitação dos descontos viola o direito adquirido (art. 5º, inciso XXXVI, Constituição Federal de 1988) e a confiança legítima (art. 2º, Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – LINDB), especialmente para agentes que investiram com base no art. 26 da Lei nº 9.427/1996 e no §1º-C da Lei nº 14.120/2021. A ausência de justificativa clara de urgência e relevância, exigida pelo art. 62 da CF/1988, reforça a possibilidade de impugnação judicial, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (ADIs 4.029 e 6.105). A medida também é incongruente com a MP nº 1.212/2024, que prorrogou por 36 meses o prazo de operação de usinas outorgadas até 2 de março de 2022, e com a Lei nº 14.120/2021, que assegura descontos para essas outorgas. Essa falta de harmonização regulatória cria incerteza, desincentiva investimentos de longo prazo e revela um planejamento fragmentado no setor elétrico. SUBSÍDIOS CRUZADOS E O IMPACTO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA A MP nº 1.300/2025 altera o art. 25 da Lei nº 14.300/2022, transferindo à CDE os custos da TUSD não remunerados por consumidores-geradores do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). Esse mecanismo perpetua subsídios cruzados que oneram todos os consumidores, com impacto financeiro estimado em bilhões de reais anuais. A geração distribuída (GD), que beneficia um número limitado de consumidores com capacidade de investimento, não contribui proporcionalmente para o desenvolvimento econômico, ao contrário da geração incentivada, essencial para a matriz renovável e a competitividade setorial. A ausência de um mecanismo de transição para internalizar os custos da GD mantém a dependência de subsídios, comprometendo a autossustentabilidade do modelo e aumentando a conta de energia de consumidores livres e cativos. ENCARGOS EXTRAORDINÁRIOS: IMPACTOS FINANCEIROS E INVIABILIDADE DO ACL Os encargos extraordinários propostos na Nota Técnica nº 8/2025-SE, com valores de R$99,33 a R$255,93/MWh, são desproporcionais e inviabilizam o ACL, especialmente para consumidores de alta tensão. A tabela abaixo, baseada no Anexo II, ilustra o impacto financeiro em cenários de desvios: Esses encargos, aplicados a desvios muitas vezes inevitáveis devido à variabilidade de fontes renováveis, penalizam agentes legítimos e tornam o mercado livre economicamente inviável. Para consumidores livres de alta tensão, o impacto financeiro pode representar um aumento de até 20% na conta de energia, considerando a proporção das TUST/TUSD e os encargos adicionais. SOLUÇÕES TÉCNICAS PROPOSTAS Para mitigar os impactos negativos, proponho ajustes regulatórios à MP nº 1.300/2025 e à minuta de Portaria Normativa da Consulta Pública nº 187/2025: 1. Manutenção dos Descontos : Modificar os parágrafos 1º-P e 1º-Q do art. 26 da Lei nº 9.427/1996 para garantir descontos de 50%, 80% ou 100% durante a vigência original das outorgas (até 35 anos), protegendo investimentos realizados com base na Lei nº 14.120/2021. 2. Flexibilidade Contratual : Permitir prorrogações, transferências e renovações de contratos registrados na CCEE até 31 de dezembro de 2026, mantendo os descontos, conforme regulamentação da ANEEL. 3. Revisão do Encargo Extraordinário : Eliminar o fator de multiplicação de três vezes o custo unitário da CDE, limitando o encargo ao custo unitário (R$33,11 a R$89,49/MWh) e aplicando-o apenas a fraudes comprovadas, com critérios objetivos definidos pela ANEEL. 4. Transição para Geração Distribuída : Criar um mecanismo de internalização gradual dos custos da GD, com incentivos ao armazenamento, reduzindo o impacto na CDE e priorizando a geração incentivada. CONSIDERAÇÕES FINAIS A MP nº 1.300/2025, ao limitar os descontos nas TUST e TUSD e impor encargos extraordinários abusivos, ameaça a competitividade do ACL, eleva os custos para consumidores livres, especialmente os de alta tensão, e gera impactos sociais (17,2 milhões de empregos em risco) e econômicos (pressão inflacionária de 0,3% a 0,5%). Os encargos, com valores de até R$255,93/MWh, aumentam significativamente a conta de energia dos consumidores livres, inviabilizando o mercado livre para setores intensivos e varejistas. A incongruência com a Lei nº 14.120/2021 e a MP nº 1.212/2024, somada à fragilidade jurídica da medida, eleva o risco de judicialização. Eu defendo a manutenção dos descontos, a revisão dos encargos e a harmonização regulatória para garantir a sustentabilidade do setor elétrico, a transição energética (art. 225, CF/1988) e a modicidade tarifária (art. 4º, inciso I, Lei nº 9.427/1996). A priorização da geração incentivada sobre os subsídios da GD é essencial para equilibrar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. CONSULTA PÚBLICA Nº 187: AMEAÇAS AO MERCADO LIVRE DE ENERGIA
- TSUNESS abre as portas de sua fábrica de microinversores para o EnergyChannel e revela bastidores da inovação solar em Suzhou
EnergyChannel | Reportagem Especial – China Em visita à sede da TSUNESS, jornalista Ricardo Honório conhece a tecnologia de ponta em MLPE que está revolucionando o setor solar global TSUNESS abre as portas de sua fábrica de microinversores para o EnergyChannel e revela bastidores da inovação solar em Suzhou Por Ricardo Honório | Suzhou, China | Publicado em 24 de junho de 2025 A revolução solar que conecta milhares de telhados ao redor do mundo passa silenciosamente por corredores tecnológicos localizados em Suzhou, na China. É lá que a TSUNESS , uma das empresas de crescimento mais acelerado em microinversores e soluções MLPE (Module Level Power Electronics), opera sua fábrica inteligente — e foi exatamente este local que o EnergyChannel teve acesso exclusivo para visitar e documentar. Recebido por executivos e engenheiros da empresa, tive a oportunidade de explorar, em detalhes, o processo de produção, testes e inovação por trás dos equipamentos que têm ganhado protagonismo nas instalações solares de países como Brasil, Alemanha e México. Um tour pela inovação: o coração da TSUNESS Fundada em 2019 por Andy Liu , CEO da TSUNESS e veterano com mais de 15 anos no setor de energia, a empresa nasceu com uma missão clara: tornar a energia segura, acessível e flexível para todos . “Acreditamos que o futuro da energia solar está na descentralização e na inteligência. Por isso, nossos produtos são projetados para serem acessíveis, eficientes e fáceis de instalar. Queremos empoderar o usuário final” , explica Andy, ao dar boas-vindas em um dos modernos espaços da fábrica. Microinversores: a aposta que une tecnologia e segurança Para a TSUNESS, o microinversor não é apenas uma alternativa, mas o caminho natural da energia fotovoltaica moderna . E quem afirma isso com propriedade é Victor Segato , brasileiro e Head da empresa para América Latina: TSUNESS abre as portas de sua fábrica de microinversores para o EnergyChannel e revela bastidores da inovação solar em Suzhou “O microinversor opera em baixa tensão, aumenta a segurança e oferece monitoramento por módulo. Isso significa mais controle, menos risco e maior eficiência. Com soluções que vão de 300 W a 6 kW, cobrimos desde sistemas residenciais até comerciais com flexibilidade total.” A fábrica abriga três principais linhas de produção: kits solares plug-and-play, microinversores e, mais recentemente, microinversores híbridos com armazenamento integrado , antecipando uma tendência global de autonomia energética residencial . Controle de qualidade como diferencial competitivo Durante o tour, testemunhamos um dos processos mais rigorosos de teste da indústria. Cada lote de microinversores passa por 5 horas de testes de envelhecimento , simulando diferentes condições climáticas e operacionais. “Tudo é documentado e traqueado. Temos orgulho de dizer que cada unidade enviada ao Brasil, Europa ou Ásia foi cuidadosamente validada aqui” , reforça Victor enquanto apresenta o laboratório técnico. Na área de encapsulamento, cinco máquinas operam continuamente para aplicar a resina protetora em todos os dispositivos, garantindo proteção contra umidade, poeira e variações térmicas. Todos os produtos saem da fábrica com certificação IP67 , comprovando resistência em ambientes extremos. Da China para o mundo — com visão e propósito A visita à sede da TSUNESS reforça o papel estratégico da empresa como vetora de soluções descentralizadas, eficientes e seguras para o setor fotovoltaico global. Com uma presença cada vez mais forte na América Latina, a companhia aposta no relacionamento com instaladores e distribuidores locais para democratizar o acesso à energia limpa e de alta performance. “Queremos que nossos parceiros, mesmo estando a milhares de quilômetros de Suzhou, sintam-se parte da nossa jornada. Por isso, abrimos as portas da fábrica — para mostrar não só o produto final, mas o compromisso e as pessoas por trás de cada componente”, finaliza Andy Liu. EnergyChannel segue acompanhando de perto as inovações e transformações da indústria solar global. Para mais reportagens, entrevistas e bastidores exclusivos do setor de energia, continue com a gente. TSUNESS abre as portas de sua fábrica de microinversores para o EnergyChannel e revela bastidores da inovação solar em Suzhou
- Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável
Aumento da nota ocorre após a plataforma investir, somente neste ano de 2025, mais de R$1,7 bilhão para seu portfólio de usinas e soluções focadas no mercado livre de energia; Plano da marca é injetar R$ 2,3 bilhões nos segmentos até 2027 Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável São Paulo, 25 de junho de 2025 — Recentemente, a Moody’s, uma das principais agências globais de classificação de risco, elevou o rating de emissor da Thopen , maior plataforma de integrada de geração e gestão de energia elétrica com foco na abertura total do mercado livre, de ‘A-.br’ para ‘ A.br ’. A perspectiva é estável. Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável O aumento da nota ocorre após a companhia dar continuidade no seu plano de desenvolvimento, que incluiu mais de R$1 bilhão em investimentos para criação da nova plataforma focada em oferecer soluções inovadoras enquanto agente na transição do mercado livre de energia, além de captações e um recente investimento de R$ 750 milhões em um portfólio de 52 usinas solares no Nordeste (200 MWp). Dentre as principais operações estratégicas da Thopen até o momento, está também a parceria da empresa com a operadora de telefonia TIM em um programa que prevê economia na conta de luz para consumidores em diversos estados do Brasil. Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável Segundo avaliação da Moody's, a elevação da nota da Thopen reflete a alteração em sua estrutura societária e o histórico operacional e financeiro mais longo da companhia, com resultados positivos que reduzem as incertezas em relação a sua performance futura. O perfil de crédito da Thopen considera sua característica como uma holding integrada que consolida diversas atuações no setor de energia elétrica, especialmente no segmento de geração distribuída (GD) por fonte solar e por biogás, nas modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada. O perfil de crédito também reconhece a atualização do plano de expansão e aumento do portfólio de usinas da companhia, que prevê cerca de R$ 2,1 bilhões de investimentos entre 2025 e 2027, que devem ser provenientes de financiamentos ou do caixa da empresa. Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável “Apesar de termos uma perspectiva estável, esperamos atingir um novo aumento de rating para Thopen em até 12 meses. Para isso, seguiremos trilhando o mesmo caminho de forte alinhamento estratégico com nossos sócios e investindo continuamente no nosso plano de expansão em energia renovável no Brasil, pautados em oferecer soluções eficientes e seguras para os nossos clientes” , ressalta Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy, empresas do mesmo grupo. De acordo com o CEO, além do comprometimento com o seu projeto de expansão, a companhia também está preocupada com a estrutura de governança e transparência da empresa, “com foco total em garantir uma estrutura de capital adequada para enfrentar os desafios da abertura do mercado de energia e em realizar uma entrega de valor para os consumidores”. Atualmente, a Thopen, junto com a Pontal Energy, possui uma capacidade total instalada de 608 MW em geração centralizada e um portfólio de projetos greenfield que somam mais de 1 GW. A plataforma também possui 240 MWp de capacidade operacional em GD e está construindo novas usinas, que aumentarão esta produção para 500 MWp. Juntas, as empresas projetam atingir cerca de 800 MWp de capacidade em GD até o final de 2026, através de desenvolvimento próprio ou aquisição de usinas de terceiros. Hoje, a Thopen faz a gestão de 250 mil unidades consumidoras e projeta chegar a 1 milhão nos próximos anos. Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável Moody’s eleva rating da Thopen para A.br após fortalecimento da marca no mercado de energia renovável
- Tecnologia de ponta da Huasun no MIT Energy Summit impulsiona o futuro da energia solar no Brasil
Por Daniela Figueiredo Rio de Janeiro – junho de 2025 A corrida global pela descarbonização da matriz energética passa, inevitavelmente, pela energia solar. E o Brasil, com sua irradiação solar privilegiada, pode ser um dos líderes mundiais nessa virada desde que conte com as tecnologias certas. Tecnologia de ponta da Huasun no MIT Energy Summit impulsiona o futuro da energia solar no Brasil É justamente nesse cenário que a presença da Huasun Energy, uma das maiores fabricantes mundiais de módulos solares com tecnologia de heterojunção (HJT), no Energy Summit Global 2025, evento do MIT realizado no Rio de Janeiro, ganha contornos estratégicos para o país. Durante os três dias de evento na Cidade das Artes, a Huasun apresentará ao público brasileiro seus módulos solares ultramodernos, que combinam eficiência energética recorde com durabilidade superior, dois fatores essenciais para o avanço de grandes usinas solares e projetos de geração centralizada. A era da heterojunção chegou A tecnologia HJT, sigla para “Heterojunction Technology”, representa uma nova geração de células solares. Mais eficiente que as tecnologias tradicionais (como PERC e até mesmo TOPCon), o HJT combina as vantagens do silício cristalino com camadas finas de silício amorfo, resultando em eficiências superiores a 24,5% em módulo e maior produção de energia mesmo sob altas temperaturas ou baixa luminosidade, condições comuns em várias regiões do Brasil. “O HJT é a resposta para quem busca alto desempenho com menor degradação ao longo do tempo. Para grandes usinas, isso significa retorno mais rápido do investimento e produção mais estável por décadas”, explica Vinicius Luiz, Country Manager da Huasun no Brasil. Brasil em destaque na transição energética A participação da Huasun no MIT Energy Summit tem um simbolismo claro: a China e o Brasil, duas potências emergentes, têm papéis cruciais na nova economia verde. O evento, considerado o mais relevante do MIT fora dos Estados Unidos, reúne cientistas, líderes empresariais e formuladores de políticas públicas com um único objetivo: acelerar a transição energética global. Para o Brasil, país que já possui uma das matrizes mais limpas do planeta, a presença de empresas inovadoras como a Huasun representa mais do que uma vitrine tecnológica é uma oportunidade concreta de aumentar a competitividade do setor solar nacional e tornar grandes projetos mais rentáveis e sustentáveis. Alta performance para grandes escalas Os módulos da Huasun são especialmente indicados para grandes usinas solares, que buscam eficiência máxima em áreas limitadas ou de alto custo. Com melhor desempenho sob alta temperatura, maior bifacialidade (aproximando de 100%) e degradação ultra reduzida, os painéis HJT representam uma evolução real para projetos utility-scale no Brasil. Tecnologia de ponta da Huasun no MIT Energy Summit impulsiona o futuro da energia solar no Brasil Além disso, os módulos contam com design leve, excelente resposta em baixa irradiância e vida útil superior a 30 anos, o que os torna ideais para projetos de longo prazo em regiões como o Nordeste, o Centro-Oeste e áreas agrícolas integradas à geração de energia (agrivoltaica). Inovação com credibilidade global Com mais de 12 GW em módulos HJT entregues globalmente até o momento, a Huasun figura entre as líderes da nova revolução solar. A empresa já acumula centenas de patentes e foi recentemente reconhecida por instituições internacionais, como o TÜV Rheinland, pelas altas eficiências de seus produtos. Ao trazer sua tecnologia ao Brasil num evento com o selo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Huasun não apenas fortalece sua presença na América Latina, como também contribui diretamente para o avanço técnico da energia solar nacional, um dos pilares da soberania energética do país nos próximos anos. Conclusão: mais sol, mais inteligência Com o mundo se aproximando de pontos críticos nas metas de descarbonização, a presença da Huasun no MIT Energy Summit representa uma ponte entre a inovação global e a urgência climática brasileira. A adoção de tecnologias de última geração, como o HJT, é o caminho mais eficiente, e inteligente, para que o Brasil continue iluminando seu futuro com energia limpa, abundante e acessível. Tecnologia de ponta da Huasun no MIT Energy Summit impulsiona o futuro da energia solar no Brasil Tecnologia de ponta da Huasun no MIT Energy Summit impulsiona o futuro da energia solar no Brasil
- "O Rei do Agro" lança obra que une energia e estratégia para transformar vendas no campo
Carlos Andriolli, referência nacional em energia para o agronegócio, lança e-book com foco em negócios solares e convida marcas com propósito a somar nessa jornada. "O Rei do Agro" lança obra que une energia e estratégia para transformar vendas no campo Por Redação EnergyChannel Lançamento 28/07/2025 – Dia do Agricultor No Dia do Agricultor, um dos nomes mais influentes na intersecção entre energia e campo dá um passo ousado para impulsionar o setor. Carlos Andriolli — conhecido como “O Rei do Agro” — lança oficialmente o e-book “O REI DO AGRO - COMO A ENERGIA E A ESTRATÉGIA DEFINEM O FUTURO DAS VENDAS NO CAMPO” , uma obra inédita com 110 páginas de conteúdo estratégico sobre como fechar negócios de energia solar e ampliar oportunidades no agronegócio brasileiro. "O Rei do Agro" lança obra que une energia e estratégia para transformar vendas no campo Mais que uma publicação, o material é uma plataforma de transformação. Direcionado a empresas, cooperativas, consultores e instaladoras, o livro apresenta caminhos reais para alavancar resultados com energia renovável em áreas rurais — setor que lidera a demanda por soluções sustentáveis no Brasil. Um convite à ação para empresas com visão de futuro Carlos não lança o livro sozinho. Ele está convidando empresas com propósito, atuação no agro e visão estratégica para caminhar ao seu lado neste projeto. Mas o convite vai além do apoio institucional: trata-se de uma parceria com entrega de valor real . Entre os benefícios, estão: Exposição qualificada no livro e em redes sociais Geração direta de negócios com produtores, associações e cooperativas Associação da marca a um conteúdo de autoridade e relevância nacional “Não quero empresas que só queiram logomarca. Quero parceiros estratégicos, que entendem que o agro precisa de energia, e que energia gera negócios”, reforça Andriolli. Conhecimento que se transforma em negócios Referência no setor de energia solar aplicada ao campo, Carlos Andriolli é engenheiro eletricista com MBAs em Gestão de Energia, Agronegócio e Projetos. Atua como coordenador nacional de vendas em energia solar e é também um comunicador ativo: seus conteúdos nas redes já ultrapassaram 110 milhões de visualizações , levando informação prática e acessível para milhares de produtores rurais. Com uma trajetória de campo, Carlos conecta empresários, instaladoras e fazendeiros às melhores soluções para redução de custos, financiamento de projetos e aumento de eficiência energética . # O.AGRO.PRECISA.DE .NÓS Sob essa bandeira, Carlos reforça o compromisso com um agro mais moderno, competitivo e sustentável. O e-book nasce como ferramenta de capacitação, mas também de articulação: conectando quem vende, quem instala e quem consome energia no campo. Empresas interessadas em participar do projeto podem solicitar a proposta com as cotas de participação e ideias de ativação de marca — incluindo ações conjuntas, presença no conteúdo e oportunidades comerciais diretas com o público agro. 📌 Lançamento Oficial : 28 de julho de 2025📘 Título : “O REI DO AGRO – COMO A ENERGIA E A ESTRATÉGIA DEFINEM O FUTURO DAS VENDAS NO CAMPO”📲 Instagram : @reidoagro.andriolli EnergyChannel , canal especializado em energia, sustentabilidade e inovação, acompanha de perto os movimentos que integram o setor elétrico às demandas do agronegócio. Porque quando o campo prospera com energia limpa, o Brasil inteiro avança. "O Rei do Agro" lança obra que une energia e estratégia para transformar vendas no campo











