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  • Aço USISAC Convert: Valmont aposta em inovação estrutural para avançar em energia solar e infraestrutura urbana

    Por Redação EnergyChannel | Inovação em Materiais & Energia Renovável Aço USISAC Convert: Valmont aposta em inovação estrutural para avançar em energia solar e infraestrutura urbana Na corrida por soluções mais sustentáveis , eficientes e de alta durabilidade no setor energético, o material usado nas estruturas tem se tornado protagonista. Um bom exemplo disso é o avanço do aço patinável USISAC Convert , desenvolvido pela Valmont Solar em parceria com a Enel Green Power, Usiminas, Universidade de Roma e Convert Itália. Longe de ser apenas uma escolha estética, trata-se de uma solução de engenharia com impactos reais em desempenho, longevidade e sustentabilidade ambiental. Essa tecnologia é hoje o coração de diversas estruturas aplicadas tanto em infraestrutura urbana quanto em usinas solares de grande porte — e reforça o compromisso da Valmont com inovação, engenharia de ponta e uma transição energética sólida. Resistência que evolui com o tempo O USISAC Convert é a versão própria da Valmont do aço Corten , também conhecido como weathering steel . Sua fórmula química especial — composta por elementos como cobre, cromo e fósforo — permite que o material desenvolva uma *pátina protetora autogerada* quando exposto ao ambiente. Essa camada superficial atua como um escudo contra a corrosão, eliminando a necessidade de galvanização ou pintura anticorrosiva. Além do visual marcante e natural — com tons terrosos que evoluem conforme as condições climáticas — o material oferece: •⁠ ⁠*Maior vida útil* •⁠ ⁠*Baixa manutenção* •⁠ ⁠*Alta performance estrutural em ambientes hostis* •⁠ ⁠*Redução de 20% na emissão de CO₂ durante o processamento do aço* A tecnologia do aço USICAC Convert segue os mais rigorosos padrões de qualidade, como EN 40-5 e certificações internacionais, garantindo segurança e confiabilidade estrutural. Ambas as opções seguem os mais rigorosos padrões de qualidade, como *EN 40-5* e certificações internacionais, garantindo segurança e confiabilidade estrutural. Aplicação estratégica em usinas solares fotovoltaicas O aço USISAC Convert tem se consolidado como um elemento estratégico para projetos de energia solar — especialmente em locais remotos, com solos desafiadores e variações climáticas extremas. Seu desempenho é comprovado em condições críticas, como as enfrentadas nas usinas brasileiras *Ituverava/Horizonte (350 MW), **Caldeirão Grande 2 (250 MW)* e *Verde Vale III (17 MW)* — esta última, a *primeira no mundo* a utilizar trackers com aço patinável. Benefícios principais para o setor solar: ✅ *Durabilidade superior*: resistência prolongada sem pintura ou galvanização ✅ *Redução de custos operacionais*: menos manutenção e inspeções ✅ *Integração paisagística*: estética natural, ideal para zonas de preservação ✅ *Menor impacto ambiental*: sem resíduos tóxicos e redução significativa de CO₂ ✅ *Segurança estrutural*: estabilidade para módulos, inversores e trackers mesmo em terrenos irregulares Além disso, a fabricação 100% nacional — com parceria sólida com a *Usiminas* — permite à Valmont oferecer *lead times reduzidos, maior controle de qualidade e **preços estáveis* ao longo de todo o ciclo do projeto. Uma trajetória sólida de inovação Com mais de *70 anos de atuação global, a Valmont é uma referência em estruturas para energia, mobilidade e infraestrutura. O lançamento da Valmont Solar , em 2022, consolidou essa expertise em uma marca voltada exclusivamente ao setor fotovoltaico, com resultados expressivos: 📊 *US\$ 4,3 bilhões* em receita anual 👥 *11.000 colaboradores* em mais de *100 países* 🏗️ *84 fábricas* ao redor do mundo ⚡ *5,5 GW* de trackers Convert instalados globalmente ☀️ + de 2 GWp em projetos solares acumulados no Brasil Parcerias estratégicas e presença nacional A Valmont Solar já é fornecedora de grandes players do mercado, como Enel Green Power, Atlas, Engie, Norsk, Raízen, Toyo Setal, Lightsource BP, Ibitu Energia, Enerside, Trinity, Araxá, Evolua, Faro Energy dentre outros players. Sua operação no Brasil se destaca por: •⁠ ⁠*Produção local e cadeia verticalizada* •⁠ ⁠*Maior previsibilidade de custos e menos riscos cambiais* •⁠ ⁠*Capacidade produtiva escalável e estoques regionais* Material do futuro — disponível hoje Com o USISAC Convert, a Valmont não apenas entrega estruturas — entrega soluções completas com engenharia personalizada, durabilidade incomparável e responsabilidade ambiental no centro da proposta. Para o setor de energia solar, trata-se de um salto tecnológico que une desempenho, economia e estética. Um verdadeiro framework para o futuro da infraestrutura energética. A tecnologia do USISAC Convert foi reconhecida internacionalmente e publicada na ABM Week — uma das principais referências da indústria siderúrgica mundial. Aço USISAC Convert: Valmont aposta em inovação estrutural para avançar em energia solar e infraestrutura urbana EnergyChannel | Jornalismo especializado em Energia, Inovação e Sustentabilidade www.energychannel.co Aço USISAC Convert: Valmont aposta em inovação estrutural para avançar em energia solar e infraestrutura urbana

  • EnergyChannel Especial: Biomassa e a Transição Energética no Brasil

    No atual cenário global, a transição energética é um tema que desperta cada vez mais interesse, especialmente no Brasil, um país rico em recursos naturais. Neste episódio de "O Mundo da Transição Energética", recebemos uma figura proeminente no campo dos biocombustíveis: Plínio Nastari, um especialista renomado com vasta experiência na indústria. EnergyChannel Especial: Biomassa e a Transição Energética no Brasil Ansgar Pinkowski, fundador da Agência Neue Wege, deu início à conversa abordando o avanço do Brasil na transição para fontes de energia mais limpas. O país já se destaca na produção de energia renovável, utilizando abundantes recursos como sol, vento, água e, hoje, um foco especial na biomassa. Durante a entrevista, Nastari elucidou a relevância do etanol, que representa uma alternativa viável à gasolina. Com a substituição de aproximadamente 45% da gasolina brasileira pelo etanol em 2024, o Brasil se posiciona como um exemplo mundial na adoção de biocombustíveis, com estados como São Paulo liderando com quase 60% de substituição. A conversa ainda destacou como o biocombustível brasileiro não apenas combate a poluição, mas também impulsiona a economia e aumenta a segurança energética. Nastari também levantou um ponto crucial: a indústria de biocombustíveis não concorre com a produção de alimentos. Pelo contrário, ela demonstra como a produção sustentável pode coexistir e até mesmo fortalecer a agricultura. Dados apontam que, com a utilização de cana-de-açúcar para etanol, a expansão do agronegócio no Brasil gera empregos e renda, enquanto ajuda a integrar práticas de economia circular. EnergyChannel Especial: Biomassa e a Transição Energética no Brasil Além do etanol, o biogás e biometano emergem como novas frentes de energia renovável. O Brasil, com seu vasto potencial agrícola, promete expandir estas fontes de energia, superando exemplos de países europeus que historicamente dominaram este setor. No entanto, desafios persistem. no inicio Nastari mencionou o impacto do desmatamento e a necessidade de regulamentações rigorosas para garantir práticas agrícolas sustentáveis. Apesar de alguns dados alarmantes, a legislação brasileira demanda uma porcentagem significativa de reservas legais das propriedades rurais, e os agricultores têm interesse direto na preservação ambiental, garantindo recursos hídricos essenciais para a produção. Ao final da entrevista, Nastari enfatizou que a transição energética não é apenas uma questão de tecnologia, mas uma oportunidade para inovar e criar sistemas mais sustentáveis que beneficiem toda a sociedade. Com o Brasil se preparando para ser um pilar fundamental na oferta de soluções energéticas limpas, a conversa deixou claro: o futuro é promissor, e o compromisso com os biocombustíveis deve ser uma prioridade. Na luta contra as mudanças climáticas, o Brasil se coloca como um exemplo a ser seguido, demonstrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental, solidificando sua posição no cenário global de energias renováveis. É um convite a todos os brasileiros para abraçar um futuro mais limpo e sustentável. Sintonizem-se na próxima edição de "O Mundo da Transição Energética" para mais discussões importantes sobre o futuro da energia! EnergyChannel Especial: Biomassa e a Transição Energética no Brasil

  • TotalEnergies acelera expansão solar no Reino Unido com aquisição de 435 MW em projetos renováveis

    Por Redação EnergyChannel | Energia Renovável e Transição Global A TotalEnergies acaba de dar um passo estratégico para consolidar sua presença no setor elétrico do Reino Unido, com a aquisição de um portfólio de projetos solares e de armazenamento de energia totalizando 435 MW . O pacote adquirido da Low Carbon , uma das principais desenvolvedoras de renováveis da Europa, abrange oito usinas solares (350 MW)  e dois sistemas de baterias (85 MW) , todos localizados no sul da Inglaterra. A expectativa é que os empreendimentos entrem em operação até 2028 , com potencial de geração superior a 350 GWh por ano  — o suficiente para abastecer cerca de 100 mil residências britânicas  com energia limpa e de baixo carbono. TotalEnergies acelera expansão solar no Reino Unido com aquisição de 435 MW em projetos renováveis Transição energética com escala e velocidade A movimentação reforça o posicionamento da TotalEnergies como uma das protagonistas da transição energética europeia. Mais do que adquirir ativos, a companhia fortalece seu portfólio integrado de geração elétrica no Reino Unido, que já inclui: •⁠ ⁠🌬️ 1,1 GW em capacidade bruta de eólicas offshore •⁠ ⁠🔄 1,3 GW em termelétricas de ciclo combinado a gás •⁠ ⁠☀️ Mais de 600 MW em projetos solares em desenvolvimento Com a nova aquisição, o grupo francês amplia significativamente sua capacidade de entrega no mercado britânico, em linha com sua estratégia global de alcançar 100 GW de capacidade renovável instalada até 2030 . Armazenamento: o novo pilar do sistema elétrico Os projetos de baterias de 85 MW  incluídos na transação evidenciam a importância crescente da armazenagem de energia  na estabilização de redes com alta penetração de renováveis. Sistemas de armazenamento são essenciais para garantir segurança e previsibilidade em um cenário com fontes intermitentes como o sol e o vento. Segundo a TotalEnergies, o foco está em soluções que não apenas gerem, mas também integrem energia renovável de forma inteligente, acompanhando as mudanças estruturais na matriz energética do Reino Unido. Parceria com a Low Carbon: excelência na origem A negociação marca também o fortalecimento da relação entre a TotalEnergies e a Low Carbon , reconhecida por desenvolver infraestrutura renovável com padrões internacionais de qualidade e sustentabilidade. A colaboração entre as empresas reforça o papel de desenvolvedores como peças-chave na aceleração da transição energética — tanto pela agilidade na entrega de projetos quanto pela viabilidade técnica e ambiental das soluções propostas. Uma Europa mais limpa e segura O avanço da TotalEnergies em mercados como o britânico está inserido em um contexto mais amplo: a busca por segurança energética, descarbonização e independência de fontes fósseis . Com desafios como a crise climática e a geopolítica do gás, iniciativas como essa demonstram que grandes players globais têm papel ativo na construção de sistemas mais resilientes e sustentáveis. 📈 Siga o EnergyChannel para cobertura contínua da transição energética no Reino Unido, Europa e América Latina — da inovação em tecnologias ao impacto na vida das pessoas. Energia limpa, informação com profundidade. www.energychannel.co TotalEnergies acelera expansão solar no Reino Unido com aquisição de 435 MW em projetos renováveis

  • Brasil amplia capacidade energética com entrada em operação da maior termelétrica a gás do país, no Rio de Janeiro

    Por Redação EnergyChannel | Geração de Energia e Infraestrutura Nacional A matriz elétrica brasileira acaba de ganhar um novo marco. Com potência instalada de 1,7 gigawatt (GW) , entrou em operação no Rio de Janeiro a maior usina termelétrica a gás natural do Brasil . O empreendimento representa um avanço significativo para a diversificação da oferta de energia firme no país e reforça o papel estratégico do gás natural na segurança do sistema elétrico nacional. Imagem, ilustrativa: Brasil amplia capacidade energética com entrada em operação da maior termelétrica a gás do país, no Rio de Janeiro O projeto, que exigiu investimentos superiores a R$ 7 bilhões , está situado em uma região de alta demanda energética e foi desenvolvido com foco em confiabilidade, eficiência e impacto positivo na economia local. Durante as fases de construção e comissionamento, foram gerados mais de 10 mil empregos diretos e indiretos , fomentando a cadeia produtiva de bens, serviços e engenharia. Capacidade que equivale a 8% da carga do Sudeste em horário de pico Com seus 1.700 MW  de capacidade instalada, a nova termelétrica tem potencial para abastecer cerca de 8 milhões de habitantes . Na prática, isso significa suprir até 8% da carga elétrica da região Sudeste  nos momentos de maior demanda. A usina entra em operação em um cenário estratégico: o Brasil tem enfrentado a necessidade de reforçar sua geração firme, especialmente em períodos de estiagem, quando o despacho hidrelétrico se torna limitado. Nesse contexto, o gás natural se consolida como um vetor de transição energética ao oferecer estabilidade ao sistema e maior previsibilidade na geração. Integração com o sistema de gás e eficiência operacional O projeto foi concebido para operar com alto nível de eficiência térmica, utilizando tecnologias avançadas de ciclo combinado — modelo em que o calor residual da turbina a gás é aproveitado para gerar vapor e acionar uma turbina a vapor adicional, maximizando a produção de energia. Além disso, a planta está conectada a uma infraestrutura logística estratégica, com acesso direto à malha de gás natural, garantindo suprimento confiável e competitividade na operação. A integração com o Sistema Interligado Nacional (SIN) já está em pleno funcionamento, permitindo a injeção da energia gerada diretamente nos pontos de maior consumo. Geração térmica em contexto de transição Embora o foco das políticas energéticas esteja cada vez mais voltado às fontes renováveis, o Brasil ainda depende de uma base térmica robusta para garantir estabilidade — especialmente em um país de dimensões continentais e com sazonalidades hídricas marcantes. A entrada em operação desta usina a gás não apenas fortalece o sistema, como também ilustra uma visão de transição realista: equilibrar renováveis com fontes de apoio confiáveis , aproveitando a infraestrutura existente e promovendo investimentos com responsabilidade ambiental. O desafio da descarbonização com segurança energética O projeto inclui mecanismos de controle ambiental e emissão, e é parte de uma agenda mais ampla que visa à modernização do parque gerador nacional com menor intensidade de carbono . O gás natural, nesse processo, cumpre um papel relevante como combustível de menor emissão em comparação ao óleo combustível ou carvão. Com a operação da nova usina, o Brasil reforça a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos e amplia sua flexibilidade operacional — condição fundamental em um setor onde confiabilidade e sustentabilidade precisam andar juntas. 🔎 EnergyChannel acompanha de perto os principais movimentos do setor elétrico brasileiro — da geração à transição energética. Siga nossa cobertura completa em:   www.energychannel.co Energia em Perspectiva. Informação com Propósito. Brasil amplia capacidade energética com entrada em operação da maior termelétrica a gás do país, no Rio de Janeiro

  • Crise entre gigantes da energia: CATL processa Powin e empresa dos EUA pode encerrar operações

    Por Redação EnergyChannel | Atualizado em 2 de junho de 2025 A relação entre duas protagonistas do setor global de armazenamento de energia entrou em colapso. A CATL , líder mundial na produção de baterias de íons de lítio, acionou judicialmente a integradora norte-americana Powin  por uma dívida que ultrapassa os US$ 44 milhões . A ação judicial, movida no Tribunal do Circuito do Oregon (EUA), expõe um conflito que ameaça não apenas o futuro da parceria entre as empresas, mas também a continuidade das operações da Powin. Créditos: imagem CATL Além da disputa contratual, a companhia americana notificou autoridades locais que pode encerrar suas atividades até o fim de julho , com impacto direto sobre 250 funcionários. A combinação de inadimplência, desaceleração comercial e desafios regulatórios coloca a Powin no centro de uma crise que reflete um momento de alta tensão para o setor de armazenamento energético nos Estados Unidos. Do fornecimento ao conflito: entenda o que levou à disputa De acordo com documentos judiciais obtidos por EnergyChannel, a CATL afirma ter fornecido remessas de células de bateria à Powin entre 2022 e 2023, por meio da subsidiária chinesa da integradora, Yangzhou Finway Energy Tech Co.  Parte significativa dos lotes foi entregue sem que os valores combinados fossem pagos integralmente. Em 2023, após atrasos nos repasses referentes ao fornecimento anterior, as partes firmaram um termo de compromisso. A Powin reconheceu uma dívida de US$ 12,5 milhões  e prometeu quitá-la até outubro daquele ano. No entanto, segundo a CATL, os pagamentos não foram honrados. Mesmo assim, uma nova remessa foi enviada — desta vez com um depósito de apenas 10%, deixando outros US$ 29,7 milhões  em aberto. O total acumulado, segundo a CATL, chega a 310 milhões de yuans , o equivalente a US$ 44,3 milhões . Diante da falta de resposta por parte da Powin, a fabricante chinesa acionou também o mecanismo de arbitragem internacional  previsto em contrato, com sede em Hong Kong. Sede ameaçada: Powin pode encerrar atividades em julho Em um movimento dramático e inesperado, a Powin notificou autoridades estaduais e municipais do Oregon  sobre a possibilidade de fechar as portas até o dia 28 de julho de 2025 , caso “as atuais circunstâncias comerciais não melhorem”. A comunicação, assinada pelo vice-presidente de RH da empresa, Scott Getman, prevê a demissão permanente de 250 funcionários , incluindo executivos de alto escalão. A notificação atende à Lei WARN  do estado, que obriga empresas com mais de 100 empregados a informar com 60 dias de antecedência sobre demissões em massa ou encerramento de atividades. CATL quer bloquear ativos da Powin nos EUA Além da queixa no tribunal de Oregon, a CATL solicita penhora preventiva  de bens da Powin em território americano, incluindo estoques de baterias e imóveis vinculados à empresa. A fabricante alega que a Powin estaria dissolvendo sua estrutura na China , abandonando endereços e dificultando o rastreamento de ativos — o que pode configurar tentativa de esvaziamento patrimonial. Esse tipo de movimento é considerado alarmante para investidores e fornecedores, pois levanta dúvidas sobre a saúde financeira e a estabilidade jurídica da integradora. Powin: de destaque global à incerteza Fundada nos EUA, a Powin alcançou projeção global com sua solução modular Powin Pod  — sistemas BESS refrigerados a líquido com até 6,26 MWh  de capacidade, encapsulados em contêineres de 20 pés. A empresa já forneceu mais de 11 GWh  em projetos operacionais e trabalha atualmente em outros 6 GWh  em construção. Em 2023, levantou US$ 200 milhões  em crédito com a gestora de investimentos KKR , sinalizando ambições de crescimento. Contudo, “circunstâncias comerciais imprevistas” — conforme descrito pela empresa — teriam comprometido seus planos. A disputa com a CATL pode ter sido o estopim de um cenário já pressionado por custos, mudanças regulatórias e incertezas nas políticas industriais dos EUA. Um mercado em alerta Enquanto a Powin recua, a CATL avança  com sua linha de sistemas BESS em larga escala, como o TENER , que promete zero degradação nos primeiros cinco anos  de operação. A empresa também abastece montadoras e operadores de infraestrutura energética globalmente, consolidando-se como uma fornecedora estratégica. Por outro lado, a instabilidade da Powin acende o sinal de alerta em um setor que exige alta confiabilidade para projetos críticos. Em meio a mudanças nas tarifas de importação e discussões sobre incentivos federais, o mercado de armazenamento de energia dos EUA vive uma fase de vulnerabilidade regulatória e competitiva . O que esperar? A possível saída da Powin do mercado pode gerar um efeito dominó em contratos, entregas e investimentos . Provedores de infraestrutura, governos estaduais e operadores de rede devem acompanhar de perto os desdobramentos judiciais e corporativos nos próximos meses. A arbitragem em Hong Kong e a decisão da justiça norte-americana sobre o bloqueio de ativos serão peças-chave para o futuro da empresa — e um marco nas relações entre fabricantes asiáticos e integradores ocidentais. EnergyChannel segue acompanhando o caso de perto.  Para atualizações em tempo real e análises exclusivas, siga nossos canais Crise entre gigantes da energia: CATL processa Powin e empresa dos EUA pode encerrar operações

  • Governo seleciona 13 projetos para abastecer sistemas isolados com investimento superior a R$ 300 milhões

    Por Redação EnergyChannel | Transição Energética e Inclusão Elétrica O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou nesta segunda-feira (02/06) o resultado preliminar da chamada pública voltada ao atendimento dos sistemas isolados — regiões do Brasil que ainda não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Foram selecionadas 13 propostas, apresentadas por quatro empresas, que juntas representam um investimento estimado de R$ 304 milhões. Governo seleciona 13 projetos para abastecer sistemas isolados com investimento superior a R$ 300 milhões A iniciativa tem como foco ampliar o acesso à energia elétrica em comunidades remotas, especialmente na Amazônia Legal, onde os desafios logísticos e a distância da infraestrutura tradicional ainda limitam o fornecimento contínuo e sustentável de energia. Governo seleciona 13 projetos para abastecer sistemas isolados com investimento superior a R$ 300 milhões Empresas habilitadas e estratégia de universalização As empresas classificadas na fase preliminar da chamada — cujos nomes ainda aguardam confirmação oficial na etapa final — assumirão a responsabilidade de desenvolver e operar soluções de geração local. A expectativa é que os projetos tragam alternativas mais eficientes e limpas do que os tradicionais sistemas a diesel, que ainda predominam em muitos desses territórios. A chamada é parte de um movimento maior do governo federal para acelerar a transição energética nessas regiões, priorizando fontes renováveis, híbridas e sistemas com menor impacto ambiental. Energia onde ela ainda não chega Os sistemas isolados atendem atualmente cerca de 3,5 milhões de brasileiros em estados como Amazonas, Roraima, Acre, Amapá e Rondônia. Em muitos casos, essas comunidades enfrentam custos elevados, instabilidade no fornecimento e impacto ambiental significativo. A nova rodada de projetos busca mitigar esse cenário, incentivando soluções sustentáveis que combinem geração local, armazenamento e gestão eficiente da demanda — pilares fundamentais da nova matriz energética brasileira. Próximos passos Com a divulgação do resultado preliminar, abre-se agora o prazo para eventuais recursos e ajustes técnicos. A expectativa do MME é homologar os projetos definitivos ainda no segundo semestre de 2025, com início das implementações previsto para 2026. O EnergyChannel seguirá acompanhando os desdobramentos da chamada pública, assim como a execução dos projetos vencedores, que têm o potencial de transformar realidades e impulsionar uma verdadeira inclusão energética no país. Governo seleciona 13 projetos para abastecer sistemas isolados com investimento superior a R$ 300 milhões

  • Thopen compra 52 usinas solares no Nordeste com investimento de R$ 750 milhões

    Operação contempla 200 MWp em plantas de geração distribuída na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará; juntas, essas usinas possuem um potencial para abastecer o consumo médio de energia de mais de 64 mil comércios na região Thopen compra 52 usinas solares no Nordeste com investimento de R$ 750 milhões A Thopen, plataforma voltada ao mercado livre de energia elétrica com foco na abertura para o consumidor final, acaba de anunciar a aquisição de um portfólio composto por 52 usinas solares fotovoltaicas no Nordeste. O investimento, avaliado em aproximadamente R$750 milhões, representa a maior operação estratégica da companhia até o momento. Os ativos encontram-se localizados nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, e somam 200 MWp, com potencial para abastecer o consumo médio de energia de mais de 64 mil comércios na região por meio da geração distribuída (GD). Desenvolvidos desde a origem pela Vip Air, atual parceira estratégica da Thopen,  os projetos representam um passo significativo na estratégia da companhia, que está focada na oferta de energia limpa e de menor custo para negócios de pequeno, médio e grande porte, como redes de farmácias, academias, padarias, supermercados, lojas, concessionárias, entre outros tipos de comércio. Vale ressaltar ainda que este modelo de operação não demanda investimentos em infraestrutura ou painéis solares por parte da unidade consumidora e proporciona uma economia de pelo menos 10% nos gastos com eletricidade. De acordo com Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy, empresas do mesmo grupo, além de reforçar significativamente o propósito da empresa com a democratização do acesso à energia renovável no país, a consolidação deste portfólio reflete a capacidade da companhia em captar e fazer investimentos em um momento de intensa consolidação do mercado de energia no Brasil. “A aquisição de novas usinas que aumentam substancialmente a nossa capacidade de geração é decisiva para o sucesso do nosso plano de investimentos e capitalização. Queremos criar valor para nossos acionistas e redução de custos para os nossos clientes”, afirma. O contínuo crescimento da Thopen no mercado de energia e a recente aquisição de mais duas usinas de GD por R$ 22 milhões Em linha com sua estratégia de expansão por meio da aquisição de ativos operacionais prontos, a Thopen concluiu recentemente a incorporação de duas novas usinas com um investimento total de R$22 milhões. Em São Paulo (SP), a companhia adquiriu a usina de biogás Gaswatt Energia (5 MW), reconhecida por sua expertise na conversão de resíduos orgânicos em energia limpa no segmento de biogás, alcançando a marca de 37,5 MW de potência nesta fonte. A operação também inclui um contrato exclusivo com uma importante empresa do setor de telecomunicações. Já em Miranorte (TO), a Lyon tornou-se a primeira usina solar da Thopen no estado, abarcando 6 MWp de capacidade ao portfólio. O contrato marca um passo estratégico para a expansão da empresa na região, já atendendo clientes do setor de telecomunicações e de saneamento. “Nós contamos com processos, metodologias, equipes e sistemas robustos que nos permitem conduzir operações e aquisições de maneira eficiente, integrando novos ativos ao nosso portfólio com agilidade. Em um mercado que passa por uma consolidação setorial, essa competência é fundamental. Além disso, a padronização que estabelecemos em nossos procedimentos nos torna mais rápidos na conclusão das aquisições, um diferencial bastante competitivo para a companhia”, destaca Gustavo Ribeiro. A Thopen junto com a Pontal Energy, que possui forte atuação na geração de energia eólica e solar no Brasil, contam com capacidade total instalada de 608 MW e um portfólio de projetos greenfield que somam mais de 1 GW. Além disso, a plataforma faz atualmente a gestão de 250 mil unidades consumidoras (UCs), possui 163 MWp de capacidade operacional em GD e está construindo novas usinas, que aumentarão esta produção para 400 MWp. Juntas, as empresas projetam chegar a 500 MWp em GD até o final de 2025, alcançando mais de 800 MW, além de mais de 1 milhão de UCs sobre gestão para o final do próximo ano. Sobre a Thopen A Thopen  é a maior plataforma voltada ao mercado livre de energia elétrica no Brasil. Focada no atendimento ao cliente final, a plataforma surge como um agente estratégico na transição para um mercado de energia mais competitivo, transparente e sustentável. Criada a partir da visão de seus investidores, a inspiração para a marca vem da determinação e do espírito inovador de Thomas Edison, cujas contribuições fundamentais à eletricidade e à tecnologia revolucionaram o mundo. A Thopen quer empoderar o consumidor ao oferecer soluções econômicas e inovadoras em energia renovável, com um ecossistema que simplifica a gestão energética e integra responsabilidade ambiental. Thopen compra 52 usinas solares no Nordeste com investimento de R$ 750 milhões

  • Oriente Médio acelera liderança global em energias renováveis com mega projetos de armazenamento

    EnergyChannel | Especial Oriente Médio Por Redação EnergyChannel O Oriente Médio está passando por uma profunda transformação energética. Tradicionalmente dependente de petróleo e gás, a região tem investido fortemente em energia limpa — com foco em soluções de armazenamento de energia em larga escala — e começa a se consolidar como um dos polos mais promissores da transição energética global. Oriente Médio acelera liderança global em energias renováveis com mega projetos de armazenamento Segundo estimativas recentes, o mercado de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) no Oriente Médio e na África movimentou US$ 2,03 bilhões em 2024 e pode ultrapassar os US$ 10,5 bilhões até 2031. A taxa de crescimento anual composta prevista é de impressionantes 25,3%, impulsionada pela necessidade de estabilização da rede elétrica frente ao aumento do uso de fontes renováveis como solar e eólica. Mega estruturas que estão redesenhando o futuro energético Três grandes iniciativas simbolizam a ambição e a capacidade de execução da região: Emirados Árabes Unidos : Abu Dhabi abriga o maior projeto de energia renovável com operação 24/7 do mundo. São 5,2 GW de capacidade solar combinados com um sistema de armazenamento de 19 GWh, totalizando 1 GW de capacidade de fornecimento contínuo. Arábia Saudita : O país lançou licitação para quatro projetos de BESS com capacidade total de 2 GW/8 GWh, reafirmando seu objetivo de se tornar líder em armazenamento em escala de rede. Projeto do Mar Vermelho (KSA) : Um sistema de 1.300 MWh que opera off-grid, considerado atualmente o maior sistema de armazenamento fora da rede no planeta. Estratégia regional: crescimento com foco em segurança energética As metas estabelecidas por governos locais também são ousadas. Os Emirados Árabes planejam instalar 300 MW/300 MWh de BESS até 2026, enquanto a Arábia Saudita inclui o armazenamento como pilar central em sua "Visão 2030", que promove a diversificação econômica e tecnológica. A combinação entre políticas públicas pró-renováveis, investimento privado e avanços tecnológicos em baterias e armazenamento hidrelétrico cria um ambiente fértil para o desenvolvimento sustentável de longo prazo. Desafios e oportunidades: o que está em jogo Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta barreiras significativas, como os altos custos de implantação e a ausência de marcos regulatórios mais maduros. No entanto, as oportunidades superam os obstáculos. O mercado de armazenamento pode gerar milhares de empregos, ampliar a segurança energética regional e atrair investimentos internacionais em inovação. Para profissionais e empresas do setor, o Oriente Médio se revela hoje como um campo fértil — e estratégico — para moldar o futuro energético do planeta. EnergyChannel acompanha de perto o avanço da transição energética global. Para mais conteúdos, análises e entrevistas exclusivas, siga nosso canal e fique por dentro do que realmente movimenta o setor. Oriente Médio acelera liderança global em energias renováveis com megaprojetos de armazenamento

  • Bandeira Vermelha: O Brasil à Beira de uma Crise Energética?

    Por Daniel Lima – ECOnomista Com a recente decisão da Aneel de acionar a bandeira vermelha em junho de 2025, muitos consumidores estão preocupados com o impacto na conta de luz. Para entender melhor essa medida, vamos analisar a situação dos reservatórios de energia do país e os fatores que influenciaram essa decisão. Créditos: Imagem do Jornal Grande Bahia (disponível na internet) Capacidade de Armazenamento de Energia (CAE) O Sistema Interligado Nacional (SIN) é dividido em 4 subsistemas, são eles: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Cada um deles tem CAE que são os reservatórios das hidrelétricas. Bandeira Vermelha: O Brasil à Beira de uma Crise Energética? Como pode ser observado na tabela acima a CAE no dia 31 de maio era de cerca de 200 mil MW/mês, ou aproximadamente 69% da CAE máxima do SIN. Parece uma situação bastante confortável para acionamento de bandeiras tarifárias. O que será que está acontecendo? Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o acionamento da bandeira vermelha para o mês de junho/2025 é justificado pelo cenário de afluências abaixo da média em todo o país, conforme indicado pelo ONS. Vale lembrar que no mês de maio a Aneel já tinha acionado a bandeira amarela. A Aneel informou em nota oficial que “com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”. Todos os consumidores das distribuidoras pagam pelo Sistema de Bandeiras Tarifárias, com exceção daqueles localizados em sistemas isolados. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando é aplicada a bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha tem dois patamares, no 1 a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,463 e no 2, o valor passa para R$ 7,877 para cada 100 kWh consumido. Isso significa que, para uma família que consome 200 kWh por mês, a mudança de bandeira verde para vermelha patamar 1 pode representar um aumento de cerca de R$ 9,00 na conta de luz. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a previsão para o período de junho a agosto/2025 não é nada boa (mapa abaixo), principalmente nas áreas onde estão localizados os grandes reservatórios de energia do SIN. Bandeira Vermelha: O Brasil à Beira de uma Crise Energética? Então pode-se chegar à conclusão de que a medida adotada pela Aneel foi por precaução, ou seja, aumentar o saldo da conta “bandeiras tarifárias” para quem sabe, utilizar mais na frente com o encarecimento da geração térmica. Só para lembrar, as ultimas vezes que a Aneel acionou as bandeiras tarifárias vermelhas, patamar 1 e 2, foi em setembro e outubro de 2024, diga-se de passagem, pela primeira vez depois da crise hídrica de 2021.   Finalizamos o ano de 2024 com uma CAE de 141.000 MWmês ou cerca de 48%, e nesse mês a bandeira era verde. Vale lembrar, também, que os que decidem o sistema elétrico não adotaram o horário de verão como recomendado pelo ONS, na época. Bandeira Vermelha: O Brasil à Beira de uma Crise Energética? Se as previsões climáticas não mudarem, tudo indica que teremos uma grave crise energética nos próximos meses. A antecipação da bandeira vermelha para junho é um sinal disso, ela foi acionada 3 meses antes do que no ano passado como pode ser visto na imagem acima. Inclusive o ONS voltou a recomendar a adoção do horário de verão para este ano. A função estratégica ou essencial da Geração Distribuída de Energia (GD) Se não fosse pela GD, que nesta semana atingiu a marca de 40 gigawatts de potência instalada representando 16% da Matriz Elétrica Brasileira (MEB), — com 99% desse total proveniente da fonte solar — a situação poderia estar muito pior. A “geração sobre os telhados” tem sido fundamental para aliviar a pressão sobre os reservatórios ao fornecer eletricidade diretamente aos consumidores, reduzindo a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras e poluentes. O crescimento da GD tem permitido que empresas e famílias se tornem menos vulneráveis às oscilações do sistema elétrico nacional. Cada quilowatt gerado localmente representa economia tanto na renda familiar quanto no caixa das empresas, além de contribuir para uma maior segurança energética para todos. Planejamento e a Solução no Curto Prazo Diante desses desafios, torna-se essencial um planejamento energético mais eficiente e proativo por parte dos gestores do setor elétrico. A dependência excessiva das grandes hidrelétricas expõe o país a vulnerabilidades climáticas, impactando diretamente os custos e a estabilidade do fornecimento. Nesse contexto, é hora de incentivar o armazenamento de energia por baterias associado à geração distribuída. Em um curtíssimo prazo, essa estratégia poderia agregar ao sistema elétrico nacional uma solução eficaz e de baixo custo, permitindo maior capacidade de armazenamento em toda a rede e reduzindo a necessidade de acionamento de fontes mais caras e poluentes. Daniel Lima é consultor e empreendedor no setor de energia. Bandeira Vermelha: O Brasil à Beira de uma Crise Energética?

  • Especialistas Debatem os Efeitos da Reforma Tributária na Geração Distribuída em Seminário da ABGD com o Lefosse

    Por EnergyChannel – Redação Em um momento de grandes transformações regulatórias e fiscais, o setor de geração distribuída (GD) se vê diante de novos desafios e oportunidades. Foi com esse pano de fundo que o Lefosse Advogados, em parceria com a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), promoveu um seminário técnico focado nos impactos da reforma tributária sobre os modelos de negócio da GD no Brasil. Seminário da ABGD com o Lefosse O encontro, realizado em São Paulo, reuniu especialistas das áreas jurídica, regulatória e empresarial para uma análise aprofundada dos efeitos das mudanças fiscais que estão em curso, especialmente com a substituição de tributos como PIS, Cofins e ICMS por CBS e IBS. A proposta foi transformar complexidade em clareza, por meio de um debate técnico de alto nível. Fusão de expertise para enfrentar a transformação Pedro Dante, sócio da área de Energia do Lefosse, enfatizou a importância da união entre diferentes campos do conhecimento para lidar com as transformações estruturais no setor. “Esse encontro surgiu de uma conversa com Carlos Evangelista, presidente da ABGD. Nossa intenção foi somar a expertise do Lefosse, um escritório full service com forte atuação em energia e tributário, à vivência prática dos associados da ABGD”, afirmou Dante. “A geração distribuída cresce exponencialmente no Brasil, e esse diálogo técnico é essencial para consolidar modelos de negócio, mitigar riscos e, principalmente, identificar oportunidades no novo cenário fiscal.” Carlos Evangelista, presidente executivo da ABGD, reforçou o compromisso da associação em oferecer suporte técnico aos seus associados. “A reforma tributária e a modernização do setor elétrico são processos distintos, mas que caminham juntos. Juntos, eles têm o potencial de gerar uma grande reviravolta positiva no setor. Este seminário é um espaço fundamental para trocas, esclarecimentos e proposições concretas.” Perspectiva empresarial: desafios e pleitos Thalyta dos Santos, consultora de planejamento tributário da Ultragaz, foi uma das participantes do encontro e destacou o caráter prático do evento. “As discussões foram extremamente relevantes. A complexidade da reforma exige que as empresas se posicionem de forma estratégica desde já, para garantir competitividade e segurança jurídica. É essencial transformar esse debate em pleitos bem estruturados para o setor.” Tributos, logística e regulamentação: os pontos críticos A sócia de Tributação sobre Consumo do Lefosse, Rafaela Canito, apresentou uma análise detalhada sobre os impactos logísticos e operacionais da reforma no dia a dia das empresas de GD. “Discutimos, por exemplo, a emissão de documentos fiscais por empresas que hoje não são obrigadas, além da regulamentação do REIDI, crucial para projetos de infraestrutura energética. Também abordamos o conceito dos direitos associados à energia elétrica e como o diferimento de IBS e CBS pode repercutir nas operações do setor.” Para Canito, ainda há uma lacuna importante a ser preenchida: a regulamentação. “O setor já está maduro nas discussões, mas boa parte do que foi aprovado ainda precisa ser detalhado. Sem isso, não conseguimos implementar de forma segura as mudanças previstas.” Valor agregado ao debate setorial Breno Sarpi, sócio da prática Tributária do Lefosse, avaliou o seminário como um importante passo na construção de conhecimento compartilhado. “Apesar das incertezas atuais, conseguimos avançar em pontos sensíveis, com uma abordagem bastante prática. Esse tipo de evento agrega valor direto às empresas que atuam com GD e fortalece o setor como um todo.” Caminhos para o futuro O seminário marca o início de uma série de encontros que visam aprofundar o diálogo entre o setor privado, entidades representativas e o ambiente jurídico, à medida que o Brasil avança na implementação de sua reforma tributária. A ABGD já planeja novos ciclos de discussões técnicas com foco em tributação, contratos e incentivos para geração distribuída. Especialistas Debatem os Efeitos da Reforma Tributária na Geração Distribuída em Seminário da ABGD com o Lefosse --- Sobre o EnergyChannel O EnergyChannel é um canal especializado em conteúdo estratégico, análise regulatória e cobertura jornalística sobre o setor de energia no Brasil. Acompanhe todas as atualizações e insights em energychannel.co.

  • O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais

    O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais Por EnergyChannel – Redação À medida que a era digital avança, data centers se consolidam como a espinha dorsal da conectividade global — sustentando serviços em nuvem, inteligência artificial e o tráfego incessante de informações. Mas esse protagonismo cobra um preço energético: atualmente, esses centros consomem cerca de 3% da eletricidade mundial, com pressão crescente por redução de custos e emissões. O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais Nesse contexto, os sistemas de armazenamento de energia (ESS, na sigla em inglês) surgem como protagonistas da transição energética no setor de tecnologia. Mais do que uma fonte de backup, essas soluções oferecem estabilidade, economia e sustentabilidade, tornando-se peça-chave para o futuro dos data centers. Por que o armazenamento de energia é essencial Os benefícios do ESS vão muito além da simples segurança operacional: Energia ininterrupta : Garante funcionamento mesmo em casos de falhas na rede elétrica, evitando prejuízos milionários com paralisações. Redução de custos : Com técnicas como o peak shaving , diminui o uso de energia em horários de pico, quando os preços são mais altos. Integração de renováveis : Armazena excedentes de energia solar ou eólica para uso posterior, equilibrando oferta e demanda. Apoio à rede elétrica : Participa de programas de resposta à demanda, ajudando a aliviar o sistema em momentos críticos. Sustentabilidade : Contribui diretamente com metas de neutralidade de carbono. Segundo projeções da GlobeNewswire, o mercado global de armazenamento de energia deve atingir US$ 569 bilhões até 2034, com um crescimento médio anual de 19,5%. E os data centers estão liderando essa transformação. O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais Casos de aplicação ao redor do mundo 🔹 Google – Centro de Dados Hamina, Finlândia A unidade da Google em Hamina opera com um sistema de baterias de íons de lítio de 10 MW/20 MWh, aliado à geração solar local. A energia excedente é armazenada e utilizada nos horários de maior demanda, alcançando até 90% de operação com energia livre de carbono. O sistema está integrado a uma microrrede, aumentando a autonomia energética do site. 🔹 Microsoft – Centro de Dados em Dublin, Irlanda Com 5 MW/10 MWh em baterias, o campus da Microsoft em Dublin oferece energia de backup e participa de serviços de rede, como regulação de frequência. A medida fortalece a resiliência energética e avança na meta da empresa de se tornar carbono-negativa até 2030. 🔹 Amazon Web Services (AWS) – Oregon, EUA A AWS instalou um sistema de 20 MW/40 MWh em um dos seus maiores complexos de data centers. A tecnologia permite economia com peak shaving  e integração com painéis solares no local, com design escalável para futuras expansões. 🔹 Equinix – Osaka, Japão Em parceria com a Toshiba, a Equinix implementou uma bateria de 1 MW/2 MWh no Japão. Além de garantir energia de backup, o sistema apoia iniciativas de resposta à demanda, reduzindo o uso de geradores a diesel e alinhando-se às exigentes metas de eficiência energética japonesas. 🔹 Digital Realty – Slough, Reino Unido Com 1,5 MW/3 MWh em baterias, a unidade de Slough participa do programa britânico de flexibilidade de demanda, gerando receita adicional enquanto contribui com a estabilidade da rede nacional. A solução é integrada a uma rede inteligente, otimizando o consumo em tempo real. Tendências que impulsionam a adoção Predominância do íon de lítio : Alta densidade energética e queda de custos — US$ 139/kWh em 2023 — fazem dessas baterias a escolha principal. Microrredes inteligentes : Integram armazenamento e fontes renováveis para maior independência energética. Otimização por IA : Algoritmos inteligentes preveem a demanda e otimizam o desempenho do sistema. Incentivos públicos : Subsídios e créditos fiscais na Europa e nos EUA aceleram a implementação de ESS. Vantagens e desafios Benefícios: Confiabilidade : Elimina riscos de paralisações, cruciais em centros com alta sensibilidade operacional. Economia : Reduz as tarifas energéticas em regiões de alto custo. Sustentabilidade : Viabiliza uso intensivo de energia renovável. Atuação no grid : Gera novas receitas ao prestar serviços ao sistema elétrico. Desafios: Alto investimento inicial : Embora em queda, os custos ainda representam barreira para alguns projetos. Burocracia regulatória : Normas divergentes dificultam a padronização em escala global. Reciclagem de baterias : Descarte sustentável é uma preocupação crescente. Oportunidades: Queda nos custos : Preços projetados abaixo de US$ 100/kWh até 2030. Políticas de incentivo : Governos ampliam apoio a soluções limpas. Novas fontes de receita : ESS transforma data centers em ativos do sistema elétrico. Avanços tecnológicos : Baterias de estado sólido e IA prometem ganhos de desempenho. Perspectiva de mercado Com crescimento exponencial à vista, o armazenamento de energia é cada vez mais central na infraestrutura digital moderna. Gigantes como Google, Microsoft, AWS e outras lideram uma verdadeira revolução que une tecnologia e sustentabilidade. Nos próximos anos, a adoção de ESS deve se consolidar como pilar estratégico para garantir segurança energética e cumprir metas climáticas globais. Acompanhe as principais inovações energéticas no setor digital em energychannel.co O Futuro da Energia: Armazenamento Revoluciona a Operação de Data Centers Globais

  • Crise hídrica à vista? ANEEL sinaliza possível acionamento da bandeira vermelha ainda este ano

    Por EnergyChannel – Redação O segundo semestre de 2025 pode chegar acompanhado de uma notícia pouco animadora para os consumidores brasileiros de energia elétrica. Segundo declaração recente do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Sandoval Feitosa, há uma chance real de que a bandeira tarifária vermelha seja acionada nos próximos meses — o que implicaria em aumento no custo das contas de luz em todo o país. Crise hídrica à vista? ANEEL sinaliza possível acionamento da bandeira vermelha ainda este ano A declaração foi feita durante evento do setor elétrico em Brasília e reflete as atuais condições hidrológicas desfavoráveis, combinadas com o aumento do consumo de energia. De acordo com o dirigente, o sistema de bandeiras, que desde 2015 sinaliza o custo real da geração de energia no país, pode voltar a indicar um cenário mais pressionado a partir da segunda metade do ano. Reservatórios sob observação Apesar do desempenho razoável dos reservatórios das principais hidrelétricas durante o primeiro trimestre, a combinação de estiagem prolongada em regiões estratégicas e maior demanda energética tem acendido um sinal de alerta. A ANEEL e o ONS (Operador Nacional do Sistema) monitoram de perto a situação hidrológica nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 70% da capacidade de armazenamento de água do país. Se os volumes continuarem a cair, a ativação de termelétricas — que geram energia a um custo mais elevado — pode se tornar necessária para garantir o equilíbrio do sistema. Essa condição é justamente o gatilho para o acionamento da bandeira vermelha, que adiciona um valor extra por megawatt-hora consumido, onerando diretamente o consumidor final. Impacto no bolso e no setor Para o consumidor residencial, o retorno da bandeira vermelha pode representar um aumento expressivo nas faturas mensais de energia. Já para o setor produtivo, especialmente os intensivos em energia, como indústrias e datacenters, o impacto é duplo: aumento de custos operacionais e necessidade de revisar estratégias de eficiência energética. Segundo analistas, o cenário reforça a importância de políticas públicas voltadas à diversificação da matriz energética e investimentos constantes em fontes renováveis não dependentes de hidrologia, como solar e eólica — áreas que têm se expandido rapidamente, mas ainda representam uma fatia menor da geração firme no Brasil. Um alerta, não uma certeza Apesar da sinalização feita pelo diretor-geral da ANEEL, o acionamento da bandeira vermelha ainda não está definido. A decisão dependerá da evolução das condições climáticas e do comportamento do consumo nos próximos meses. A agência reforça que a função do sistema de bandeiras é justamente permitir que os consumidores sejam informados de forma transparente sobre os custos reais da geração e possam se preparar para eventuais oscilações. Para especialistas do setor, a declaração serve como um alerta importante: o equilíbrio energético do país segue vulnerável a eventos climáticos e exige planejamento contínuo, modernização do setor e uma atuação mais proativa tanto do governo quanto da iniciativa privada. Acompanhe todas as atualizações do setor elétrico em energychannel.co Crise hídrica à vista? ANEEL sinaliza possível acionamento da bandeira vermelha ainda este ano

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