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- Casa dos Ventos avança no Ceará com projeto bilionário de datacenter alimentado por energia renovável
Por EnergyChannel – Redação O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acaba de emitir parecer técnico favorável para a conexão de novos datacenters ao sistema de transmissão no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará — um movimento que marca mais um passo estratégico na integração entre infraestrutura digital e transição energética no Brasil. Entre os destaques, a Casa dos Ventos recebeu aprovação para conectar 300 MW à rede elétrica na primeira fase do seu ambicioso projeto de datacenter no estado. A estrutura, que deve receber investimentos superiores a R$ 50 bilhões ao longo dos próximos anos, será um dos maiores empreendimentos do tipo na América Latina. Casa dos Ventos avança no Ceará com projeto bilionário de datacenter alimentado por energia renovável Infraestrutura digital com energia limpa A proposta da Casa dos Ventos é robusta: construir um polo de datacenters com alta capacidade de processamento, abastecido majoritariamente por fontes renováveis. Com histórico consolidado no desenvolvimento de projetos eólicos e solares, a companhia aposta na sinergia entre tecnologia e sustentabilidade para atender à crescente demanda de big data, inteligência artificial e serviços em nuvem. A decisão do ONS viabiliza o início do processo de conexão elétrica, etapa essencial para que o projeto possa avançar às fases de licenciamento, construção e operação. A expectativa é de que o datacenter comece a ser implantado já em 2026, posicionando o Ceará como um dos principais hubs digitais do país. Pecém como epicentro de inovação energética O Complexo do Pecém, que já abriga operações industriais e portuárias estratégicas, vem se consolidando como um polo atrativo para empresas que buscam operações sustentáveis e com acesso facilitado a infraestrutura energética de qualidade. A proximidade com projetos de geração renovável, além da integração logística com o Porto de Pecém, são diferenciais decisivos para atrair investimentos de grande porte. Transformação digital e transição energética lado a lado A integração de datacenters de alta potência com matrizes limpas representa um novo capítulo na agenda energética brasileira. À medida que o país se posiciona como provedor de soluções digitais para a América Latina e além, garantir que essa transformação ocorra com base em energia limpa se torna um diferencial competitivo — e um imperativo ambiental. O projeto da Casa dos Ventos simboliza exatamente isso: a convergência entre tecnologia, infraestrutura crítica e compromisso com um futuro sustentável. Com o aval técnico do ONS, o caminho está aberto para que o Brasil dê mais um passo firme rumo à digitalização verde. Para mais notícias sobre energia, inovação e sustentabilidade, acesse energychannel.co Casa dos Ventos avança no Ceará com projeto bilionário de datacenter alimentado por energia renovável
- Com R$ 10 bi, chamada pública vai apoiar planos de negócios no Nordeste
Ação conjunta entre BNDES, Finep, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa, Sudene e Consórcio Nordeste vai financiar a realização de investimentos estratégicos na região Por Priscilla Maciel Com R$ 10 bi, chamada pública vai apoiar planos de negócios no Nordeste O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou, nesta quarta-feira, 28, em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste. A ação acontece no âmbito da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo federal, e tem como finalidade apoiar projetos nas áreas de energia renovável (foco em soluções industriais para armazenamento), bioeconomia (foco em fármacos), descarbonização (foco em hidrogênio verde), data center verde, indústria automotiva, e tecnologias para integração da agricultura familiar, incluindo máquinas agrícolas. O edital é uma ação conjunta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste, da Caixa Econômica Federal e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (CNE). “É a maior disponibilidade de recursos para que se faça investimento na indústria do Nordeste. São R$ 10 bilhões para quem quiser fazer projeto de crédito na Região. Isso nunca tinha acontecido antes. Nunca houve uma disponibilidade de crédito para o Nordeste como estamos fazendo agora”, disse o presidente Lula, durante cerimônia de lançamento da chamada pública, em Salgueiro (PE), que contou com a presença do diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon. Podem participar empresas brasileiras e estrangeiras e cooperativas que realizam ou planejam realizar investimentos no Nordeste. Os planos de negócios deverão contemplar, para sua execução, um orçamento superior a R$ 10 milhões. E devem ser apresentados até o dia 15 de setembro de 2025. As instituições financeiras parceiras da chamada vão apoiar os projetos com linhas de crédito, subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) e participação societária. O Consórcio Nordeste e a Sudene farão participação técnica, com fomento aos projetos e conhecimento da região e dos setores. “Com a Nova Indústria Brasil, o governo do presidente Lula tem buscado ações de fortalecimento e desenvolvimento regional. A industrialização regional fortalece a economia nacional e promove um desenvolvimento mais equilibrado, reduzindo as desigualdades. No BNDES, estamos fortalecendo os investimentos em inovação. Em 2024, aprovamos R$ 370,2 milhões em projetos de empresas da região Nordeste com essa finalidade, um aumento de 282,1% em relação a 2023 e de 579,1% em comparação com 2022”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. "A chamada para a seleção de projetos estratégicos no Nordeste é uma iniciativa única que, pela primeira vez, reúne as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região. Essa articulação de tantos atores representa um esforço importante do governo federal em prol da ampliação de recursos da Nova indústria Brasil para a redução de assimetrias regionais. Tenho muito orgulho de ver o esforço da Finep na elaboração e articulação dessa chamada, que terá papel fundamental para o desenvolvimento da região Nordeste e do Brasil", disse o presidente da Finep, Celso Pansera. Planos de negócios Dentro das áreas temáticas listadas, as propostas poderão contemplar: instalação de infraestrutura física, de pesquisa ou industriais; aquisição de máquinas e equipamentos; instalação de plantas pilotos ou demonstrativas; contratação de recursos humanos; custeio das atividades de PD&I, incluindo a contratação de serviços técnicos especializados; custeio das atividades de PD&I realizadas em parceria com outras empresas (incluindo em sistema de inovação aberta), universidades e centros de pesquisa, públicos ou privados; projetos de engenharia; e capital de giro. Fonte:Agência BNDES Com R$ 10 bi, chamada pública vai apoiar planos de negócios no Nordeste
- Sócias da GENS ENERGIA estarão no 2° Fórum de Energias Renováveis
Realizado pela Associação Paraibana de Energia Solar (APBSolar), o evento reúne empresários, estudantes e políticos, no auditório do Sebrae, em João Pessoa Priscilla Maciel e Glaucia Pereira estarão no 2° Fórum de Energias Renováveis nesta quinta-feira (29). As sócias da GENS ENERGIA vão participar do evento em diferentes momentos. Glaucia Pereira comporá e mesa de abertura e Priscilla Maciel ministrará palestra às 15h sobre a MP 1.300/2025, publicada na última quarta-feira (21) De acordo com a Diretora Executiva da GENS ENERGIA “espaços de diálogos são indispensáveis para o fortalecimento do setor elétrico. Complexo e cheio de interesses conflitantes, compartilhar pontos de vistas é essencial neste momento de transição”, ponderou Priscilla Maciel. Glaucia Pereira e Priscilla Maciel Glaucia Pereira, Diretora Administrativa e Financeira da GENS ENERGIA ressaltou: “a Paraíba vem sendo protagonista no cenário nacional em diversos segmentos. No de energia elétrica não podemos ficar de fora. Parabéns Rafael Targino, Presidente da APBSolar, pela iniciativa”. O fórum encerra nesta quinta-feira (29). Sócias da GENS ENERGIA estarão no 2° Fórum de Energias Renováveis
- Queimadas no Brasil já preocupam antes mesmo do período seco
Por Guilherme Alves Borges e Ana Clara Marques Mesmo antes da chegada do período mais crítico da estiagem, os números de focos de queimadas no Brasil já acendem um alerta. De janeiro até 19 de maio de 2025, o país acumula 11.388 focos, um número que, embora menor do que o registrado no mesmo período dos últimos dois anos, ainda é alto — principalmente considerando que a estação seca, historicamente responsável pela explosão de incêndios, ainda nem começou. Queimadas no Brasil já preocupam antes mesmo do período seco Comparativo dos focos até 19 de maio Quando olhamos para o mesmo período dos anos anteriores, os números deixam claro que a preocupação é válida. Em 2023, até 19 de maio, o país havia registrado 12.268 focos de queimadas. No ano seguinte, em 2024, esse número disparou para 20.793 focos, quase o dobro. Já em 2025, mesmo com uma queda, ainda são mais de 11 mil focos, o que não deixa de ser expressivo para um período que tradicionalmente é apenas uma prévia do auge das queimadas. Entre os estados que mais acumulam focos até agora em 2025, Mato Grosso lidera, com 1.615 registros, seguido pela Bahia, que soma 1.288 focos — e apresenta, inclusive, um aumento em relação a 2023 e 2024. Tocantins aparece logo atrás, com 931 focos, seguido por Maranhão (906) e Roraima (884 focos). O Pará, que costuma liderar nos picos do segundo semestre, soma até agora 676 focos. É importante destacar que a Bahia é o único estado que apresenta aumento em relação aos dois anos anteriores no mesmo período, enquanto todos os outros estados mostram redução — o que já acende um alerta específico para a região. O padrão das queimadas: o pico vem depois de maio As análises semanais dos últimos dois anos mostram um comportamento muito claro e preocupante: o pico das queimadas no Brasil acontece sistematicamente entre os meses de agosto e outubro. Tanto em 2023 quanto em 2024, os números até maio representaram apenas uma fração do total do ano. A partir de junho, os focos começaram a crescer de maneira acelerada, atingindo volumes semanais superiores a 10 mil focos em 2024 e passando de 8 mil focos por semana em 2023. 2024: um exemplo de alerta Em 2024, o crescimento começou nitidamente na segunda quinzena de junho, com o auge acontecendo entre agosto e setembro, quando o país registrou semanas com mais de 14 mil focos ativos. O mesmo comportamento foi observado em 2023, ainda que com um pico um pouco menor, porém igualmente expressivo, com semanas acumulando entre 8 mil e 11 mil focos ativos. O padrão é muito claro e consistente: os meses de início de ano, embora já preocupantes, representam apenas a prévia do que está por vir na estação seca. É nesse período, que vai de junho até setembro — podendo se estender até outubro — que a combinação de calor extremo, baixa umidade, vegetação seca e ventos fortes, somada às atividades humanas, cria as condições perfeitas para a propagação dos incêndios. Queimadas no Brasil já preocupam antes mesmo do período seco O que esperar das queimadas em 2025? Portanto, mesmo com uma redução nos focos até maio de 2025, não há motivo para tranquilidade. A curva histórica indica que o cenário mais crítico começa a se desenhar exatamente agora, com a entrada no período mais seco do ano — especialmente no Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste. As condições meteorológicas, como a previsão de chuva, temperatura e ventos, serão determinantes para saber se os números de queimadas em 2025 vão se comportar de forma similar aos últimos anos — ou se podemos ter um cenário ainda mais preocupante. Quer saber como se preparar para a próxima temporada de queimadas no seu ativo, sua empresa ou na sua operação? Entre em contato com a Climatempo no link abaixo e fale com nossos especialistas. Queimadas no Brasil já preocupam antes mesmo do período seco
- SolaX Power levará integradores e distribuidores brasileiros para a SNEC e conhecer a fábrica na China
Energia Solar A empresa, que foi primeira a colocar um inversor híbrido no mercado asiático, apresentará as principais inovações do setor de armazenamento de energia Foto: A unidade é considerada uma ‘Fábrica Inteligente’ por ser totalmente automatizada, sustentável e com operação pautada em demandas Por Simone Cesário Assessoria de Imprensa da SolaX Power A SolaX Power estará na SNEC PV Power Expo 2025 - Exposição e Conferência Internacional de Geração de Energia Fotovoltaica e Energia Inteligente – o principal evento mundial do setor, que acontece de 11 a 13 de junho, em Xangai, na China. Nesta edição, a empresa levará integradores e distribuidores parceiros para participar do evento e conhecer a fábrica localizada em Hangzhou, na província de Zhejiang. Anualmente, a feira recebe visitantes do mundo todo para acompanhar as principais tendências do setor fotovoltaico – na edição de 2024, a feira contou com meio milhão de participantes. A SolaX apresentará as principais inovações, com foco nos lançamentos em sistemas BESS para armazenamento de energia, inversores híbridos e baterias. “Vale destacar o pioneirismo da SolaX no mercado chinês e no mundo todo, pois, em 2013, foi a primeira empresa a colocar um inversor híbrido no mercado asiático e, em 2015, a primeira empresa a levar um inversor trifásico ao mercado europeu”, pontua Gilberto Camargos, diretor-executivo da SolaX Power no Brasil. “A SNEC é a principal vitrine anual das novidades e tendências do setor, reunindo os principais players do mercado, com participantes altamente qualificados. É neste contexto que a SolaX levará toda a tecnologia e novidades que trará ao mercado mundial de armazenamento de baterias”, enfatiza Gilberto Camargos. Fábrica Inteligente Integradores e distribuidores brasileiros irão à SNEC com a SolaX e poderão conhecer a fábrica da empresa. A unidade, totalmente automatizada e com uma operação que prima pela sustentabilidade, ocupa uma área total de cerca de 100.000 m², com capacidade de produção de 30GW (8,76 milhões de unidades anuais) em inversor e 7,4GWh (7,3 milhões de unidades anuais) em bateria. Para garantir a fabricação em massa, a unidade é totalmente automatizada e possui 30 linhas de produção de ponta, além de 12 linhas de produção SMT automáticas. A unidade fabril é responsável por todas as etapas para desenvolvimento dos produtos, o que inclui o P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), design de processos, fabricação, operações e manutenção, além dos serviços, sendo que todas as etapas são completamente integradas. “Com uma fábrica inteligente foi possível reduzir significativamente as etapas de design de produtos, bem como os cronogramas de aquisição e produção. Dessa forma, a operação torna-se flexível, eficiente, econômica e com qualidade superior”, pontua Camargos. Além disso, trata-se de uma fábrica totalmente sustentável, que utiliza um sistema de gestão de energia para obter o rastreamento digital do consumo de energia e o monitoramento do seu uso, ou seja, a gestão de energia em tempo real, além de utilizar a geração de energia solar. “Levá-los até à fábrica é uma oportunidade para aproximar nossos integradores e distribuidores parceiros aos produtos com os quais lidam diariamente. Eles poderão conhecer como são produzidos os equipamentos, com uma imersão nesse ambiente fabril que dispõe de tecnologia de ponta, já que essa é uma premissa da empresa na produção de seus equipamentos”, destaca o executivo. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Informações para a Imprensa | Simone Cesário – Jornalista responsávelsimonelovicesario@gmail.com 61 99911.7059 SolaX Power levará integradores e distribuidores brasileiros para a SNEC e conhecer a fábrica na China
- Alta do IOF: Nova medida do governo acende alerta no setor energético e freia competitividade do Brasil
Aumento do imposto sobre operações financeiras dificulta acesso a crédito, desestimula investimentos e ameaça avanços na transição energética Em meio ao esforço para ajustar as contas públicas, o governo federal anunciou o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com expectativa de arrecadar R$ 20 bilhões adicionais até o fim de 2025. A medida, no entanto, acendeu um sinal de alerta entre especialistas e investidores, sobretudo nos setores de tecnologia, infraestrutura e energia, que dependem fortemente de crédito, importações e capital estrangeiro. Alta do IOF: Nova medida do governo acende alerta no setor energético e freia competitividade do Brasil A decisão, que acompanha o bloqueio de R$ 31,3 bilhões no Orçamento, tem como justificativa o cumprimento da meta fiscal. Mas, na prática, representa um recuo no ambiente de negócios — justamente num momento em que o país deveria estar incentivando inovação, atração de investimentos e competitividade global. IOF mais alto, acesso mais difícil O impacto do novo IOF será sentido diretamente em diversas frentes: operações de crédito, seguros, investimentos e compra de moeda estrangeira. A alíquota para aquisição de dólares em viagens internacionais, por exemplo, saltou de 1,1% para 3,5%, afetando empresas que participam de feiras, missões comerciais e capacitações no exterior. Mas o maior entrave está no acesso ao financiamento. Com o novo patamar de IOF, o custo efetivo dos empréstimos sobe, dificultando a ampliação de projetos de infraestrutura e a modernização de plantas industriais — especialmente no setor de energia solar, eólica e armazenamento, que exige alto investimento inicial. “Essa medida aumenta o custo Brasil em um momento crítico da transição energética. O setor precisa de previsibilidade e de um ambiente econômico saudável para crescer. O aumento do IOF vai na contramão disso”, afirma um executivo do setor ouvido pelo EnergyChannel . Investimentos ameaçados, inovação em risco O Brasil vive um momento estratégico para a consolidação de sua matriz energética limpa. O país tem avançado em projetos de geração distribuída, hidrogênio verde, e expansão de redes inteligentes. Porém, para manter esse ritmo, é fundamental atrair capital estrangeiro e garantir estabilidade regulatória e fiscal. Com o IOF mais elevado, o país envia um sinal negativo ao investidor internacional, além de tornar menos atrativos os financiamentos externos — que hoje representam uma fonte vital para startups, empresas de energia limpa e grandes empreendimentos de infraestrutura. Caminho oposto ao da inovação Em vez de estimular a modernização e o avanço tecnológico, o aumento do IOF e o bloqueio orçamentário sugerem um movimento de contração. Essa escolha pode custar caro ao país, retardando projetos estratégicos, comprometendo empregos qualificados e dificultando a inserção do Brasil em cadeias globais de valor. Na visão do EnergyChannel , o Brasil precisa urgentemente de uma política fiscal que equilibre responsabilidade com estímulo à inovação e competitividade. Medidas como o aumento do IOF podem gerar receita no curto prazo, mas cobram um alto preço em desenvolvimento e sustentabilidade a longo prazo. EnergyChannel Brasil Acompanhe tudo sobre energia limpa, investimentos e inovação em www.energychannel.co Alta do IOF: Nova medida do governo acende alerta no setor energético e freia competitividade do Brasil
- Brasil celebra o Dia Mundial da Energia em meio a avanços e desafios do setor
Data global reforça o papel estratégico da energia para o desenvolvimento sustentável, inclusão social e enfrentamento das mudanças climáticas Nesta quarta-feira, 29 de maio, o Brasil se une à comunidade internacional para celebrar o Dia Mundial da Energia — uma data simbólica criada nos anos 1980 com o propósito de estimular a reflexão sobre o uso consciente e estratégico dos recursos energéticos no mundo. Em um cenário de transformações aceleradas e pressões ambientais crescentes, a ocasião reacende discussões fundamentais sobre o futuro da matriz energética brasileira. Brasil celebra o Dia Mundial da Energia em meio a avanços e desafios do setor Com uma das matrizes mais limpas do planeta — mais de 80% da eletricidade gerada no Brasil vem de fontes renováveis , como hídrica, solar, eólica e biomassa —, o país figura entre os líderes globais na transição energética. No entanto, apesar dos avanços tecnológicos e da crescente participação de energias sustentáveis, os desafios persistem . Entre eles, destacam-se: a necessidade de universalização do acesso à energia de qualidade , sobretudo em comunidades remotas e regiões vulneráveis; a modernização da infraestrutura elétrica ; a ampliação de soluções de armazenamento e digitalização ; além da promoção de um modelo energético mais justo, acessível e resiliente . Segundo especialistas, o Brasil possui o potencial não apenas para suprir sua demanda interna de forma sustentável, mas também para se tornar um grande exportador de energia limpa e soluções verdes . “ Temos recursos naturais abundantes, tecnologia emergente e capital humano qualificado. O que falta é acelerar políticas públicas integradas que incentivem inovação, inclusão e eficiência energética ”, comenta Fernanda Paiva, pesquisadora do setor elétrico. O Dia Mundial da Energia reforça, ainda, a urgência de discutir o papel do setor no combate às mudanças climáticas . Com metas globais de descarbonização e compromissos assumidos no Acordo de Paris, o setor energético está no centro das estratégias para mitigar os impactos ambientais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Brasil celebra o Dia Mundial da Energia em meio a avanços e desafios do setor Transição energética justa: um caminho necessário Nos últimos anos, iniciativas como a geração distribuída , os projetos de energia solar em comunidades periféricas , o crescimento de microrredes e a adoção de baterias de longa duração têm ganhado força como ferramentas de inclusão e desenvolvimento sustentável. No entanto, para que a transição energética seja de fato transformadora, ela precisa ser justa e participativa . Isso significa garantir que as populações historicamente excluídas tenham voz, acesso e benefícios reais no novo modelo de produção e consumo de energia. Neste Dia Mundial da Energia, o recado é claro: o Brasil tem todos os recursos para liderar essa transformação — mas para isso, será necessário mais do que sol e vento. Será preciso visão estratégica, vontade política e compromisso coletivo . EnergyChannel Brasil - Acompanhe nossa cobertura completa sobre energia, inovação e sustentabilidade em www.energychannel.co Brasil celebra o Dia Mundial da Energia em meio a avanços e desafios do setor
- Licenciamento Ambiental: e se o Brasil estivesse prestes a abrir mão do seu próprio freio?
Por Claudia Andrade Num momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, com os olhos do mundo voltados para nossa responsabilidade ambiental, uma pergunta se impõe: estamos prontos para afrouxar ainda mais as regras que deveriam proteger nosso futuro? Licenciamento Ambiental: e se o Brasil estivesse prestes a abrir mão do seu próprio freio? Aprovado pelo Senado no último dia 21 de maio, o PL 2.159/2021, conhecido como o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, retorna agora à Câmara dos Deputados para análise final. O texto propõe simplificar e unificar normas sobre licenciamento ambiental no país — algo que, à primeira vista, parece necessário. Afinal, quem trabalha com projetos sociais, infraestrutura e tecnologias sustentáveis conhece bem os gargalos do sistema atual: processos morosos, critérios difusos e insegurança jurídica. Mas há uma diferença abissal entre desburocratizar com responsabilidade e flexibilizar com impunidade. A proposta cria, por exemplo, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) — uma espécie de autolicenciamento para atividades consideradas de baixo impacto. Também permite a dispensa de licenciamento para obras públicas e serviços considerados “estratégicos”. E ainda autoriza licenças únicas e renovação automática em certos casos. Parece inofensivo? Parece moderno? Parece eficiente? Mas e quando o “baixo impacto” é mal definido? E quando a dispensa se aplica a estradas, barragens, mineração, expansão urbana em áreas sensíveis? E quando o relatório técnico deixa de ser exigido, substituído por um clique e uma promessa? Estamos falando de um país que ainda registra queimadas recordes na Amazônia, deslizamentos em áreas urbanas, colapsos hídricos no Nordeste, intempéries climáticas no Sul, vidas humanas perdidas e deslocadas todos os dias pela omissão, pela pressa, pela negligência. Não é difícil entender por que setores produtivos pressionam por essa aprovação. Mas é cada vez mais difícil compreender por que as vozes da prudência, da ciência e da justiça socioambiental estão sendo abafadas. O Brasil vive um paradoxo: enquanto busca protagonismo internacional como guardião da biodiversidade e da transição climática, corre o risco de enfraquecer os instrumentos mínimos que impedem que tragédias ambientais sejam “licenciadas” sob o selo da conveniência. O que vale mais: o tempo de um processo ou o tempo de regeneração de uma floresta? O custo de um relatório ou o custo social de um desastre ambiental? A simplificação de hoje ou o preço do colapso climático amanhã? A PL do Licenciamento Ambiental pode até trazer avanços em termos de padronização legal. Mas, do jeito que está, ela também pode se tornar o maior retrocesso ambiental das últimas décadas — silencioso, técnico, legal, mas brutal. Neste exato momento, em que eventos extremos escancaram a urgência de uma agenda ambiental robusta, cabe a nós — cidadãos, profissionais, gestores, eleitores — decidir que tipo de país queremos representar quando a COP30 chegar. Vamos ser lembrados como quem avançou rumo à justiça climática? Ou como quem autorizou, por lei, o desmonte da proteção ambiental em nome da pressa? A decisão está em curso. E o silêncio também é uma forma de licenciamento. Licenciamento Ambiental: e se o Brasil estivesse prestes a abrir mão do seu próprio freio?
- Centro de Treinamento Especializado em Armazenamento de Energia, em Uberlândia, oferece treinamento gratuito no dia 03.06
Armazenamento de Energia Dentre os fatores que devem impulsionar o setor, está a redução dos preços das baterias, que deve cair pela metade até 2030, segundo a Greener Foto: Os participantes poderão vivenciar a prática de montagem e manuseio dos equipamentos dos sistemas de armazenamento de energia Por Simone Cesário Assessoria de Imprensa da SolaX Power Os profissionais do Triângulo Mineiro que trabalham no setor de energia solar terão a oportunidade de atualizar conhecimentos sobre o mercado e as novidades tecnológicas do setor de armazenamento de energia. O treinamento gratuito é promovido pela multinacional SolaX Power e acontecerá no SolaX Center, localizado na Rua Silviano Brandão, 98, Fundinho – Uberlândia (MG). O treinamento acontece no dia 03.06, a partir das 8h30, e os interessados podem efetuar as inscrições pelo link Treinamento Hands-On da SolaX Power | Uberlândia em Uberlândia - Sympla Vale ressaltar que Minas Gerais ocupa a segunda colocação no ranking entre os estados e Uberlândia está no Top 10 das cidades com maior potência solar instalada do Brasil. Nesse cenário promissor, a expectativas são otimistas para as inovações tecnológicas que já estão sendo usadas em várias partes do mundo e começam a conquistar espaço no Brasil, dentre elas, o armazenamento de energia por meio de sistema solar híbrido, composto pelos painéis solares para captação da energia solar aliado a inversores híbridos e baterias, que são capazes de armazenar essa energia. Treinamento percorre todo o país Desde 2024, os roadshows promovidos pela SolaX Power em cidades de todo o país já capacitaram mais de 2 mil profissionais. E, em Uberlândia, os participantes terão um diferencial – estarão em um centro de treinamento, onde estão disponíveis vários equipamentos do sistema de armazenamento e, com os quais, os participantes poderão ter acesso inclusive para acompanhar a montagem juntamente com os instrutores. “ Os participantes do treinamento em Uberlândia terão a oportunidade de acompanhar todo o conteúdo teórico, que será ministrado pelos engenheiros da SolaX, aliado à experiência prática de conhecer, montar e manusear as mais modernas inovações tecnológicas como se estivessem instalando esses equipamentos em seu cliente. Essa experiência possibilita que esse conhecimento seja ampliado para oferecer, com excelência, o melhor atendimento ao consumidor final ”, explica o gerente de marketing da SolaX Power no Brasil, Valdo Mendes. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Informações para a Imprensa Simone Cesário – Jornalista Responsável simonelovicesario@gmail.com 61 99911.7059 Centro de Treinamento Especializado em Armazenamento de Energia, em Uberlândia, oferece treinamento gratuito no dia 03.06
- Sumitomo Electric avança com projeto inovador de bateria de fluxo no Japão e impulsiona meta de cidade carbono zero
EnergyChannel | Redação Publicada em 29 de maio de 2025 A transição energética do Japão ganhou um novo marco com a conclusão de um projeto pioneiro na cidade de Minamikyushu, província de Kagoshima. A Sumitomo Electric Industries acaba de concluir a instalação de sua primeira bateria de fluxo redox de vanádio em uma microrrede comunitária — uma tecnologia estratégica para armazenar e otimizar o uso de energia solar em grande escala. Sumitomo Electric avança com projeto inovador de bateria de fluxo no Japão e impulsiona meta de cidade carbono zero O sistema foi implementado na recém-inaugurada Usina Solar de Kurokiyama, parte do ambicioso plano local para transformar Minamikyushu em uma cidade "carbono zero". A instalação teve sua cerimônia de inauguração em 22 de abril de 2025, após ser construída pela Mitaden Co., Ltd. A bateria — com capacidade instalada de 1.125 kWh e potência de 250 kW por 4,5 horas — entra em operação como o coração do sistema de armazenamento de energia da planta solar. Durante o dia, ela armazena o excedente gerado pelos painéis solares e, à noite, libera essa energia para suprir a demanda da comunidade, otimizando o aproveitamento da geração renovável. Sumitomo Electric avança com projeto inovador de bateria de fluxo no Japão e impulsiona meta de cidade carbono zero Além da eficiência energética, o projeto também reforça a resiliência local. Em situações de emergência, o sistema pode operar de forma autônoma, garantindo o fornecimento elétrico prioritário a abrigos e infraestruturas críticas da região. Entre os principais diferenciais da solução escolhida, a bateria de fluxo redox da Sumitomo se destacou pela durabilidade, segurança contra riscos de incêndio e estabilidade de desempenho ao longo do tempo — características que a tornam ideal para aplicações comunitárias de longo prazo. Outro ponto positivo é a baixa toxicidade dos materiais utilizados, que não apresentam substâncias perigosas ao meio ambiente. Este é também o primeiro projeto da empresa contemplado com um subsídio do governo japonês dentro do programa de incentivo à descarbonização regional, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente do Japão. Sumitomo Electric avança com projeto inovador de bateria de fluxo no Japão e impulsiona meta de cidade carbono zero Com essa iniciativa, a Sumitomo Electric consolida sua posição como referência em soluções de armazenamento de energia de longa duração, demonstrando o papel estratégico que as baterias de fluxo podem desempenhar na construção de redes elétricas mais limpas, inteligentes e resilientes. Fique por dentro de outras soluções em armazenamento, geração distribuída e transição energética no EnergyChannel — o seu canal de notícias especializado em energia. www.energychannel.co Sumitomo Electric avança com projeto inovador de bateria de fluxo no Japão e impulsiona meta de cidade carbono zero
- Influenciadora de Finanças Rejeita Convite do Governo e Critica Proposta de “Energia Grátis”
EnergyChannel Brasil – 29 de maio de 2025 Uma das vozes mais influentes do cenário digital brasileiro quando o assunto é educação financeira surpreendeu seus seguidores ao recusar publicamente um convite do governo federal para participar de uma campanha nacional que divulga o programa apelidado de “energia grátis”. Com mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora — cujo nome não foi oficialmente divulgado — alegou que a proposta, embora aparentemente popular, pode gerar efeitos negativos relevantes na economia do país. Em sua declaração, feita por meio de vídeo publicado nas redes, ela afirmou que “não existe almoço grátis, muito menos energia elétrica gratuita”. A influenciadora argumenta que o modelo proposto cria distorções nos preços, desestimula investimentos no setor elétrico e pode ampliar a insegurança jurídica para empresas e investidores — com reflexos diretos na geração de empregos e na estabilidade da matriz energética nacional. “Programas populistas como esse têm um impacto invisível, mas profundo. O custo não desaparece — ele apenas muda de lugar e, geralmente, recai sobre os mais pobres, em forma de inflação, aumento de impostos ou precarização dos serviços”, destacou. A recusa repercutiu fortemente entre especialistas do setor. Analistas do mercado energético apontam que, embora políticas de incentivo ao acesso à energia sejam fundamentais para a justiça social, é preciso cuidado para não comprometer a sustentabilidade financeira do sistema elétrico brasileiro — um dos mais complexos e integrados do mundo. “O problema não é ampliar o acesso, é como isso está sendo feito. A comunicação rasa de ‘energia grátis’ simplifica algo muito mais delicado. Se o subsídio não vier acompanhado de fontes de compensação claras, quem paga a conta são os consumidores regulares ou o próprio sistema, com impactos de longo prazo”, afirma Rodrigo Gama, consultor em regulação do setor. A postura da influenciadora abre um novo capítulo no debate sobre as políticas energéticas no Brasil. Em um momento em que o país busca equilibrar transição energética, responsabilidade fiscal e inclusão social, o episódio evidencia a importância de trazer mais transparência, planejamento e diálogo técnico para as decisões que envolvem o setor elétrico. O EnergyChannel segue acompanhando os desdobramentos desse tema que coloca em xeque os rumos da política energética nacional. EnergyChannel – Informação estratégica e confiável sobre o setor de energia.Acesse mais em: www.energychannel.co Influenciadora de Finanças Rejeita Convite do Governo e Critica Proposta de “Energia Grátis”
- ATUALIZAÇÃO SOBRE A MP 1300/2025: OS DESAFIOS E PRÓXIMOS PASSOS NA REFORMA DO SETOR ELÉTRICO
Por Arthur Oliveira A Medida Provisória (MP) 1300/2025, publicada em 21 de maio de 2025, propõe uma reforma estrutural no setor elétrico brasileiro, com abertura do mercado livre, revisão de subsídios e novas regras para autoprodução e geração distribuída. Contudo, sua tramitação no Congresso Nacional, marcada por 598 emendas até o presente momento, revela tensões entre inovação, equidade tarifária e interesses setoriais. Com base em uma análise de emendas selecionadas e informações recentes, este artigo examina o cenário legislativo, critica propostas problemáticas e destaca os desafios para o futuro do setor. ATUALIZAÇÃO SOBRE A MP 1300/2025: OS DESAFIOS E PRÓXIMOS PASSOS NA REFORMA DO SETOR ELÉTRICO MOVIMENTAÇÃO NO CONGRESSO A Medida Provisória 1300/2025 está em fase inicial de tramitação, com prazo de até 120 dias — de 21 de maio a 2 de agosto de 2025 — para sua deliberação no Congresso Nacional, conforme previsto no artigo 10 da Resolução 1/2002-CN e no artigo 62 da Constituição Federal. A partir de 5 de julho, a MP passará a tramitar em regime de urgência. Das 600 emendas protocoladas inicialmente, duas foram retiradas, restando 598, com foco concentrado em temas como autoprodução, subsídios, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a micro e minigeração distribuída (MMGD). Até o momento, 128 parlamentares apresentaram contribuições, mas a relatoria oficial ainda não foi definida. Os deputados Fernando Coelho Filho (União-PE) e Hugo Leal (PSD-RJ) são os principais cotados para assumir o posto. Hugo Leal, que já apresentou sete emendas, propôs alterações na Lei 14.300/2022 para reduzir os custos da MMGD e prorrogar concessões hidrelétricas. Na Comissão de Minas e Energia (CME), o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), responsável por 30 emendas, tem atuado como relator informal da MP. Seu histórico como ex-ministro e relator do Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022) reforça seu protagonismo nos temas de regulação técnica. Em 28 de maio de 2025, Jardim conseguiu aprovar a realização de uma audiência pública com o ministro Alexandre Silveira para debater a proposta. Paralelamente, a Comissão Mista aguarda instalação e já conta com a indicação do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que, junto aos demais membros indicados, soma 88 emendas apresentadas. ATUALIZAÇÃO SOBRE A MP 1300/2025: OS DESAFIOS E PRÓXIMOS PASSOS NA REFORMA DO SETOR ELÉTRICO ANÁLISE CRÍTICA DE ALGUMAS EMENDAS Uma análise de sete emendas destaca interesses diversos e riscos associados: DEPUTADO ALBUQUERQUE (REPUBLICANOS/RR) : Propõe isenção da CDE para pescadores e agricultores familiares (até 120 kWh/mês). Muito populista, redistribui custos aos demais consumidores, sobrecarregando a CDE e comprometendo a equidade tarifária. DEPUTADO PEDRO AIHARA (PRD/MG) : Sugere isenção de contas em áreas de calamidade via CDE. Com apelo populista, ignora o impacto financeiro cumulativo, penalizando consumidores não beneficiados. SENADOR LAÉRCIO OLIVEIRA (PP/SE) : Flexibiliza arranjos de autoprodução com usinas existentes, promovendo eficiência. Técnica e benéfica a autoprodutores industriais, otimiza ativos sem onerar a CDE. Excelente emenda! SENADOR ESPERIDIÃO AMIN (PP/SC) : Propõe um teto de US$ 12,00/kW para a energia de Itaipu. Altamente populista, promete reduzir contas, mas limita a gestão da usina, comprometendo sua sustentabilidade financeira. DEPUTADO JOÃO CARLOS BACELAR (PL/BA) : Flexibiliza a repactuação do risco hidrológico (GSF) até 2040, garantindo estabilidade a geradores hidrelétricos. Técnica, evita judicialização e merece apoio por promover segurança jurídica. DEPUTADO MARCEL VAN HATTEM (NOVO/RS) : Antecipa o fim dos subsídios de TUSD/TUST para 22 de maio de 2025, demonstrando desconhecimento do papel econômico da geração incentivada. Desestabiliza investimentos em renováveis e eleva custos no ACL. DEPUTADO LAFAYETTE DE ANDRADA (REPUBLICANOS/MG) : Suspende prazos de construção de MMGD por atrasos externos, favorecendo um setor dependente de subsídios insustentáveis. Agrava o rombo na CDE, beneficiando poucos e sobrecarregando muitos. CRÍTICAS E RISCOS As 191 emendas sobre MMGD, segundo Rosimeire da Costa (Conacen), podem elevar a conta de luz, com subsídios que favorecem investidores às custas de consumidores de baixa renda. A COC Energia & Engenharia alerta para aumentos de 10% a 20% no Ambiente de Contratação Livre (ACL), pressão inflacionária de 0,3% a 0,5% no IPCA e riscos de judicialização por insegurança jurídica. Apesar de benefícios sociais, como a gratuidade para 12 milhões de famílias de baixa renda (até 80 kWh/mês), o limite é insuficiente para atender às necessidades de uma família brasileira média, cujo consumo gira em torno de 152,2 kWh/mês, podendo chegar a 191 kWh/mês. A MP, além disso, impõe desafios relevantes, como a forma de rateio dos custos setoriais, que tende a transferir encargos para consumidores industriais e comerciais, e uma regulação excessivamente rígida que desestimula investimentos em autoprodução, ao impor barreiras técnicas e insegurança contratual. PERSPECTIVAS A audiência pública na CME e os debates na Comissão Mista serão decisivos. O relator enfrentará o desafio de equilibrar interesses, evitando medidas populistas que comprometam a CDE e priorizando ajustes técnicos. A MP 1300/2025 pode transformar o setor (para melhor ou pior), mas exige longo diálogo para garantir equidade e sustentabilidade econômica sem vieses como a inflação provocada por emendas enviesadas para setores como distribuidoras de energia ou . CONCLUSÃO A tramitação da MP 1300/2025 no Congresso Nacional evidencia a complexidade de reformar o setor elétrico brasileiro, exigindo equilíbrio entre a abertura de mercado, a sustentabilidade e a justiça tarifária. As 598 emendas apresentadas, com destaque para as propostas do parlamentar Arnaldo Jardim, refletem esforços legítimos para corrigir distorções históricas, como a insegurança jurídica e a rigidez regulatória. No entanto, algumas iniciativas caminham na direção oposta: medidas de cunho populista, como as apresentadas por Albuquerque e Aihara, bem como propostas que perpetuam subsídios insustentáveis, como as de Lafayette de Andrada, ameaçam sobrecarregar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e penalizar consumidores, especialmente os mais vulneráveis. A proposta de Marcel Van Hattem, por sua vez, subestima o valor estratégico da geração incentivada, colocando em risco investimentos fundamentais em fontes renováveis e regionais. Nesse cenário, a audiência pública na Comissão de Minas e Energia (CME) e os debates na comissão mista serão decisivos para depurar tecnicamente o texto e evitar soluções de curto prazo. Para que a medida provisória alcance seu potencial transformador, é imprescindível priorizar a transparência, a equidade entre os agentes e uma visão de longo prazo, assegurando a construção de um setor elétrico competitivo, previsível e acessível a todos os brasileiros. ATUALIZAÇÃO SOBRE A MP 1300/2025: OS DESAFIOS E PRÓXIMOS PASSOS NA REFORMA DO SETOR ELÉTRICO











