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  • Benefícios e cuidados com os sistemas fotovoltaicos no inverno

    Armazenamento de Energia Os devidos cuidados são importantes para manter o desempenho dos componentes e a eficácia de um sistema de armazenamento de energia Foto: Renew Energia Os sistemas de armazenamento podem ser aliados para manter o fornecimento de energia em qualquer condição climática, além de garantir a economia na conta mesmo em um período em que a demanda costuma ser alta Por Simone Cesário Assessoria de Imprensa da SolaX Power O inverno brasileiro não tem como característica temperaturas tão baixas, contudo, é um período em que as médias caem devido ao aumento da incidência de frentes frias, especialmente no Centro-Sul. Ainda nessa estação, os dias tendem a ser mais curtos e, em algumas regiões, aumenta a probabilidade de dias mais nublados e com menor incidência de sol. Ou seja, um período em que ainda surgem dúvidas acerca da geração fotovoltaica. Vale ressaltar que é na região Centro-Sul em que as mudanças dessa estação são mais intensas, por exemplo, além do aumento da nebulosidade, com redução nas horas de sol os dias são mais curtos. Essas características climáticas não se estendem para as demais regiões brasileiras, que permanecem com dias ensolarados ou radiação solar estável, o que mantém ou até aumenta a produção, explica o engenheiro Marcelo Niendicker. Na região Sul, onde o inverno tende a ser mais rigoroso, com maior umidade e incidência de chuvas, o aumento da nebulosidade pode comprometer a eficiência dos painéis solares. Contudo, se todas as manutenções preventivas e cuidados forem realizados, as temperaturas mais baixas podem ser aliadas, já que o componente dos painéis fotovoltaicos, o silício, é um semicondutor e, como tal, perder eficiência com o calor. Sistema de armazenamento: o aliado das variações climáticas no inverno Em dias ensolarados, mesmo no inverno, os sistemas fotovoltaicos podem gerar excedentes que são armazenados em baterias para que possam ser usados em períodos nublados ou à noite. “Dessa forma, o armazenamento garante energia contínua, evitando dependência absoluta da rede elétrica da concessionária”, esclarece Niendicker. Nas regiões Sul e Sudeste, como os dias de inverno são mais nublados, as baterias armazenam energia que podem suprir a demanda em períodos de baixa produção. “Já nas demais regiões, o armazenamento ajuda a equilibrar a demanda noturna ou em dias chuvosos, mesmo que nesse período sejam mais isolados”, explica. Os sistemas de armazenamento também podem ser aliados para reduzir a pressão sobre a rede elétrica, já que, no inverno há um aumento no consumo de energia devido ao uso de aquecedores e chuveiros elétricos em temperaturas mais elevadas. Equipamentos também merecem atenção no inverno Com as temperaturas mais baixas, os equipamentos de um sistema de armazenamento de energia (baterias e inversores) exigem cuidados para que possam manter sua eficiência, durabilidade e segurança, já que podem impactar o desempenho dos componentes.  No caso das baterias, o engenheiro explica que é necessária instalação em ambiente controlado, “mantendo esses equipamentos em locais fechados, como garagens ou salas térmicas, protegidas do frio e da umidade”. Já em relação aos inversores, priorizar a instalação em locais cobertos e ventilados, não expostos diretamente à chuva ou neve. “Também é importante não esquecer a manutenção preventiva e verificar regularmente conexões elétricas e limpar possíveis acúmulos de umidade ou poeira”. Sobre a SolaX Power  - Multinacional fundada em 2012 com sede em Hangzhou, na China, e filiais em vários países, incluindo Holanda, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Japão e EUA. Com mais de 2 mil funcionários em todo o mundo, a empresa é reconhecida por sua atuação nas áreas de pesquisa e desenvolvimento: são mais de 100 patentes internacionais e mais de 500 certificações de mercado.  Informações para a Imprensa | Simone Cesário – Jornalista responsávelsimonelovicesario@gmail.com 61 99911.7059 Benefícios e cuidados com os sistemas fotovoltaicos no inverno

  • TSUNESS MX3000D se destaca como solução eficiente e econômica em simulação comparativa de microinversores

    EnergyChannel avalia desempenho de três tecnologias fotovoltaicas em diferentes cenários operacionais. O TSUNESS MX3000D entrega o melhor equilíbrio entre simplicidade, robustez e eficiência. Microinversor TSUNESS MX3000D com 3 MPPTs Em um setor onde desempenho técnico e viabilidade econômica precisam caminhar lado a lado, o design dos inversores se torna um fator estratégico nos projetos fotovoltaicos. Para responder à clássica dúvida sobre qual solução oferece melhor custo-benefício — especialmente em instalações de pequeno e médio porte o EnergyChannel acompanhou uma simulação técnica comparando três arquiteturas de sistemas solares: •⁠ ⁠ Inversor string tradicional (3.000 Wp) com seis módulos em série •⁠ ⁠Microinversores com 6 MPPTs independentes •⁠ ⁠Microinversor TSUNESS MX3000D com 3 MPPTs Microinversor TSUNESS MX3000D com 3 MPPTs As simulações foram conduzidas com base em parâmetros matemáticos e técnicos, utilizando módulos de 500 Wp e tensão nominal de 40V, e considerando dois cenários distintos: 🔆 *Ambiente ideal, sem sombreamento* 🌥️ *Ambiente com sombreamento parcial* 🔎 Como funcionaram as simulações No sistema string , todos os seis módulos foram conectados em série, gerando uma tensão combinada para atingir os 3.000 Wp. Nesse tipo de configuração, o desempenho é ditado pelo pior módulo da série — ou seja, qualquer sombreamento parcial reduz a eficiência de toda a cadeia. Já o sistema de microinversores com 6 MPPTs demonstrou grande capacidade de resposta individualizada por módulo, mantendo alta eficiência mesmo em condições adversas. Mas o verdadeiro destaque foi o *TSUNESS MX3000D*. Com três MPPTs compartilhados, o equipamento equilibra simplicidade de design, baixo custo e excelente performance. Sua estrutura térmica mais enxuta reduz a complexidade da instalação e a necessidade de manutenção, sem comprometer a entrega de energia. 🏆 Por que o TSUNESS MX3000D se sobressai •⁠ ⁠*Custo significativamente mais baixo* que microinversores com 6 MPPTs •⁠ ⁠*Menor complexidade de instalação* e engenharia térmica mais simples •⁠ ⁠*Alta eficiência* em cenários com e sem sombreamento moderado •⁠ ⁠*Robustez construtiva* que reduz riscos operacionais a longo prazo Mesmo sem oferecer rastreamento individualizado por painel, o *TSUNESS MX3000D* mostrou excelente resposta no cenário sem sombreamento e desempenho satisfatório em condições parcialmente adversas, mantendo um equilíbrio sólido entre entrega energética e investimento. 📈 Conclusão: o melhor custo-benefício Embora o sistema com 6 MPPTs ofereça o maior rendimento técnico, o TSUNESS MX3000D apresenta o *melhor custo-benefício para a maioria dos projetos residenciais e comerciais*. Seu projeto mais simples, porém robusto, resulta em um produto confiável, fácil de instalar e de alta durabilidade, ideal para integradores que buscam melhorar retorno sobre investimento sem abrir mão da eficiência. melhor custo-benefício para a maioria dos projetos residenciais, comerciais e industriais. Microinversor TSUNESS MX3000D com 3 MPPTs --- 📊 *Veja a simulação completa com gráficos técnicos e análise detalhada em vídeo no canal oficial do EnergyChannel.* 🔗 Acesse: …. 💡 Receba nossos relatórios e comparativos técnicos direto no seu e-mail: cadastre-se em nossa newsletter gratuita. TSUNESS MX3000D se destaca como solução eficiente e econômica em simulação comparativa de microinversores

  • ABREN promove a 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos em Florianópolis (SC)

    ABREN promove a 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos  em Florianópolis (SC) O evento, que será realizado nos dias 05 e 06 de junho, irá apresentar alternativas na gestão de resíduos sólidos urbanos, industriais e da agropecuária; Estão previstas as participações de representantes do poder público e especialistas, com destaque para Emerson Stein, Secretário do Meio Ambiente e Economia Verde de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, e Emerson Luís Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina. ABREN promove a 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos em Florianópolis (SC) Florianópolis (SC), 29 de maio de 2025 – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) promoverá, nos dias 05 e 06 de junho, em Florianópolis (Santa Catarina), a  6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos . Organizado pela Porthus Eventos, o congresso contará com a participação de mais de 35 palestrantes e irá abordar, por meio da realização de 8 painéis de debate, as alternativas para a gestão de resíduos sólidos urbanos, industriais e da agropecuária. Estão previstas as participações de representantes do poder público, executivos e especialistas, com destaque para Emerson Stein , Secretário do Meio Ambiente e Economia Verde de Santa Catarina, Paulo Bornhausen , secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, e  Emerson Luís Pereira , secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina De acordo com Yuri Schmitke, presidente da ABREN, “o lixo urbano ainda é um dos maiores desafios a serem enfrentados pela gestão pública nos municípios em todo o País. O Brasil gera, por exemplo,  82 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano . Cerca de 60% de todo esse resíduo é destinado para aterros sanitários como alternativa momentânea, mas ainda é grande o volume de lixo a céu aberto. Por isso, é essencial debatermos as soluções mais adequadas para fazer a gestão dos resíduos de forma ambientalmente adequada”. No dia 05 de junho, primeiro dia de evento, o painel de abertura contará com o discurso de autoridades. Estão previstas as participações de Manfredo Guedes P. Junior , Presidente da Câmara de Energia da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Paulo Bornhausen , Secretário Executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, Emerson Stein , Secretário do Meio Ambiente e Economia Verde de Santa Catarina, e Topázio Neto , Prefeito de Florianópolis e Presidente da FECAM - FECAM - Federação Catarinense de Municípios.  Ao longo do dia, o evento contará ainda com debates sobre o panorama global e o direcionamento estratégico do Brasil para desenvolver a recuperação energética de resíduos; o licenciamento ambiental, social e territorial de usinas de recuperação energética de resíduos; as diretrizes para o Plano Estadual de Resíduos Sólidos; e as oportunidades e desafios do biogás e do biometano, com foco na biodigestão de sesíduos orgânicos urbanos e agroindustriais.  No segundo dia de evento, em 06 de junho, o congresso terá a palestra de abertura conduzida por  Yuri Schmitke, presidente da ABREN e Vice-Presidente LATAM do WtERT . Na ocasião, Schmitke irá apresentar um relatório com recomendações das políticas públicas para produção sustentável do biogás e do biometano.  Na sequência, os painéis de debate irão abordar o modelo e os resultados no aproveitamento de resíduos sólidos urbanos por parte do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí; as tecnologias emergentes, com foco na Gaseificação e Pirólise; o equilíbrio no desenvolvimento econômico e sustentabilidade na gestão de resíduos; os desafios e oportunidades para municípios na busca por soluções para tratar os resíduos sólidos urbanos; e inovação, ESG e o mercado de carbono para energia de resíduos.  “Existem alternativas viáveis com o uso dos resíduos para a geração de energia elétrica ou térmica, além da produção de biogás e biometano. Essas tecnologias têm um futuro muito promissor no Brasil, e o congresso será uma oportunidade para que os representantes do poder público e especialistas no tema possam contribuir por meio do conhecimento adquirido para mostrar o futuro do Brasil na gestão de resíduos”, conclui Yuri Schmitke. A programação completa do evento está  disponível aqui . Para realizar sua inscrição, basta  clicar aqui . Serviço: Data: 05 e 06 de junho de 2025. Local: Centro de Eventos Governador Luiz Henrique Silveira. Endereço: Rodovia SC-401, km 01, S/N, Trevo de - Canasvieiras, Florianópolis – Santa Catarina. Inscrições: disponível  aqui . Patrocínio:  Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde de Santa Catarina (SEMAE) e Jono. Sobre o 6º Congresso de Energia de Resíduos: A 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos é uma realização da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e da Porthus Eventos. O evento tem como objetivo fomentar a recuperação energética de resíduos, buscando alternativas para a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa. O congresso pretende apresentar alternativas de gestão de resíduos sólidos urbano, comerciais, industriais e da agropecuária, trazer atualização tecnológica e oportunizar intercâmbio de informações entre inciativa pública e privada. São prioridades do evento: Apresentar atualização tecnológica para melhor aproveitamento de resíduos; Estimular o poder público a interagir com especialistas na busca de soluções regionais; Estimular o uso de energias renováveis através de resíduos sólidos; Debater interesses econômicos, sociais e ambientais; Contribuir para o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade; Democratizar técnicas sobre novas alternativas em energias renováveis; Obter uma visão estratégica para cada prefeitura ou indústria; Apresentar contribuições acadêmicas e projetos científicos no setor; Identificar oportunidades de investimentos e regiões potenciais. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil.  A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram  e YouTube  da associação. ABREN promove a 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos em Florianópolis (SC)

  • Por que a construção de branding importa no cross-selling de baterias e inversores híbridos

    Por Tatiane Carolina No mercado de energia, o branding  ainda é visto por muitos apenas como “identidade visual”, mas diante da crescente de tecnologias e amadurecimento de modelos de negócios, a gestão estratégica da marca se torna um ativo fundamental para vender mais, minimizar objeções e consolidar confiança em fornecer soluções de alto valor agregado. Por que a construção de branding importa no cross-selling de baterias e inversores híbridos Segundo a pesquisa “ Global Trust ” (2024) da Forrester,  a confiança do consumidor permanece estável, mas varia entre diferentes tipos de instituições. Em mercados B2B e setores técnicos, como energia, esse impacto é ainda mais sensível, pois a confiança é essencial para decisões de investimento. Em um mercado onde baterias e inversores híbridos apresentam especificações técnicas similares entre concorrentes, a marca passa a ser o fator decisivo para que o cliente perceba valor além do preço. Em Strategic Brand Management  (2024) de Kevin Lane Keller , há ênfase que o valor de uma marca depende da clareza e relevância das associações construídas na mente do consumidor, especialmente no contexto B2B. O que me leva a te fazer refletir, pensando no mercado de armazenamento de energia, o quanto atributos como “autonomia operacional” e “controle inteligente” se tornam essenciais na construção de valor percebido. São associações que ampliam a sensação de segurança e confiabilidade nas soluções. Neste contexto, é necessário ter um olhar estratégico para os possíveis canais de vendas, alinhando objetivos, posicionamento e indicadores claros para estratégia de marketing da marca. Desta forma, não apenas se gera desejo, mas também constrói autoridade em um mercado cada vez mais competitivo, conforme demonstrado na tabela a seguir: Estrátegia de Canais Orgânicos - Armazenamento de Energia (Exemplo: Fabricantes) Essa tabela apresenta quatro colunas: canal, objetivo, posicionamento e indicadores. Exibe estratégias para quatro canais: Instagram do Country Manager, Instagram da marca, YouTube da marca e newsletter no LinkedIn com metas como alcance, conversão, educação e fidelização. Cada canal tem um posicionamento e indicadores sugeridos para medir resultados, como engajamento, leads gerados e taxa de abertura. Apresenta um plano claro para fabricantes de soluções de armazenamento que desejam aproveitar os canais digitais orgânicos. Ela conecta os desafios comunicacionais do setor com ações práticas para gerar engajamento, autoridade e conversão, tornando-se essencial para executar as oportunidades de marketing citadas anteriormente. A popularização de baterias e inversores híbridos é um movimento inevitável. Com o amadurecimento dos modelos de negócios, o desafio não é só tecnológico, mas também comunicacional. O mercado já possui soluções robustas e até mesmo mais baratas, segundo o Estudo Estratégico de Armazenamento de Energia (2025) da Greener,  cerca de R$ 22,5 bilhões deverão ser investidos até 2030 no mercado brasileiro de baterias junto aos consumidores. Essa perspectiva se deve ao resultado apresentado no último ano, no qual a demanda de equipamentos para BESS ( Battery Energy Storage System ) cresceu em 89% em relação a 2023. Um dos motivos que ajudam a entender esse crescimento é a redução no preço da tecnologia: as baterias registraram uma queda de 20% do preço FOB em 2024 frente à 2023, sendo a diminuição do valor da célula o principal fator. Segundo o Estudo, ao longo de 2025, a previsão é que o preço caia mais 22% e atinja a faixa dos US$ 90,00/kWh. Por que a construção de branding importa no cross-selling de baterias e inversores híbridos Neste gráfico de barras horizontais, temos a projeção de queda nos preços das baterias de lítio de 2024 a 2030, partindo de US$ 115 em 2024 até US$ 64 em 2030. Ao lado, texto destaca que a popularização de baterias e inversores híbridos é inevitável, e que o desafio agora é comunicacional. Sugere a necessidade de redesenho da oferta, integrando o marketing à solução energética com foco em cross-selling. Reforça que o mercado de armazenamento de energia está em expansão e os preços das baterias estão em queda. Isso torna o momento oportuno para ações estratégicas de marketing que expliquem os benefícios da tecnologia e promovam soluções completas, destacando o papel fundamental da comunicação e da integração de produtos. Quando falamos em sistemas de armazenamento, é preciso reconhecer que estamos diante de um produto com baixa maturidade de percepção, pois ainda há mitos, objeções técnicas e incertezas sobre retorno do investimento. Ou seja, a entrega de valor aqui não pode ser genérica, ela precisa ser fundamentada, segmentada e contextualizada na aplicação do produto. Para vender, não basta dizer que o cliente “ terá mais segurança ”. É preciso, por exemplo, mostrar como o sistema previne prejuízos operacionais em cadeias produtivas em alta dependência de energia, como acontece no agronegócio, ou como ele viabiliza projetos de autoprodução em horários fora da curva de geração solar. Os argumentos precisam ser respaldados por métricas e implicações econômicas, ou seja, usar o marketing como tradutor de engenharia em valor percebido para o negócio. Reforçar a arquitetura de oferta com conteúdo técnico alinhado a um storytelling focado em redução de riscos operacionais, por exemplo. Ao analisar posicionamento de ofertas no setor, é possível ter a percepção de que as baterias são tratadas como um “extra", uma espécie de opcional inserido no final da proposta comercial, com foco no custo adicional. Esta é uma abordagem orientada por produto, não por valor. É necessário redesenhar toda a arquitetura da oferta, incorporando o branding ao cross-selling , não dizendo apenas o que o sistema faz, mas o que o cliente perde ao não tê-lo integrado a uma solução energética. Isso precisa gerar uma mudança de mindset da equipe comercial, inclusive. As ações de branding da marca precisam incorporar estratégias baseadas em segmentação, dor técnica e proposta de valor clara. Com a expansão do uso de baterias, quem dominar essa linguagem terá vantagem competitiva real. Mais do que vender equipamentos, será preciso vender autonomia, continuidade operacional e futuro energético sob controle. E isso exige marketing com estratégia, engenharia e inovação. Sobre Tatiane Carolina Especialista em marketing e modelos de negócios no setor elétrico. Engenheira, MBA em Gerenciamento de Projetos e pós-graduanda em Comunicação Empresarial Transmídia pela ESPM, atua conectando engenharia e marketing no desenvolvimento de marcas, produtos e ecossistemas no setor de energia. CEO da Ello Moving e Host do maior podcast do mercado solar: Boteco Solar. Por que a construção de branding importa no cross-selling de baterias e inversores híbridos Participe aqui no EnergyChannel, deixe seu comentário...

  • Baixa tensão com mais liberdade: entenda como pode funcionar o novo modelo de energia

    Por Felipe Figueiró – Engenheiro Eletricista e Especialista em Energia Você que está na Baixa Tensão (consumidores menores em volume e custo de energia), já imaginou poder escolher de quem comprar sua energia e ainda pagar menos por ela? Essa realidade está mais perto do que você imagina. É isso que a MP 1.300/2025 quer transformar. Falei sobre ela essa semana, visto que marca o início da abertura do mercado de energia para consumidores de baixa tensão, mesmo ainda sem virar lei, focando na abertura e nas tarifas para os consumidores. Se você ainda não viu, recomendo a leitura para entender o contexto dessa mudança histórica: MP da Energia: o início da revolução na baixa tensão Mas hoje quero ir além da MP. Quero explicar de forma simples e direta o que é o Mercado Livre de Energia  e por que isso vai impactar diretamente você, sua empresa e, em breve, até sua casa. Lembrando, mesmo que a MP sofra mudanças, essa leitura é importante. O Mercado Livre de Energia pode libertar o consumidor de baixa tensão. O Mercado Livre já existe, mas agora está se expandindo O Mercado Livre de Energia não é novidade. Ele existe no Brasil há mais de 20 anos, mas sempre foi restrito aos grandes consumidores como indústrias pesadas, shoppings, grandes supermercados e redes hospitalares. Ou seja, quem consome em média ou alta tensão. Inclusive, a abertura total para alta tensão só ocorreu em 2024, onde empresas com menos de 500 kW de demanda (potência contratada) puderam entrar na modalidade varejista, então ainda estamos vivendo mudanças importantes no setor. Essas empresas puderam, ao longo dos anos, negociar contratos diretos de energia bilateralmente , escolhendo de quem comprar, selecionado suas opções no contrato e pagando menos por isso. É como sair do plano tradicional da distribuidora e entrar em um mercado onde o preço e as condições podem ser negociados livremente. Agora, com a MP nº 1.300/2025 , estamos diante de uma virada histórica: A partir de agosto de 2026 , comércios e pequenas indústrias conectadas em baixa tensão também poderão migrar. Em dezembro de 2027 , será a vez das residências  entrarem nesse novo modelo. Na prática, o que muda para o consumidor? Mesmo migrando para o Mercado Livre de Energia para Baixa Tensão, nada muda na entrega da energia, visto que ela continua chegando pela mesma rede da distribuidora, com a mesma qualidade de sempre (para o bem ou para o mal). A grande diferença é que você deixa de pagar a conta inteira para a distribuidora e escolhe de quem quer comprar somente a parcela de energia, podendo pagar menos por ela. É como sair de um plano fixo e fechado de telefonia para negociar o melhor preço no mercado, com economia de até 30% na fatura , no modelo atual. E o melhor disso, sem precisar investir em estrutura, trocar equipamentos, mudar sua rotina ou sofrer com as bandeiras tarifárias (que inclusive vão pressionar em 2025 o custo da energia). Basicamente, você passará a ter duas faturas para pagar: A primeira é da distribuidora , conhecida como "custo fio" , que cobre o custo pela energia chegar até você e pela demanda (potência) contratada. A segunda é da comercializadora de energia  que você escolher, pagando apenas o valor da energia contratada e consumida  naquele mês, conforme seu contrato. Essa divisão deixa claro o que você está pagando, e abre espaço para negociar preços melhores na parte mais flexível que é o custo da energia. Quem pode migrar hoje e como funciona? Atualmente, o acesso continua restrito aos consumidores do Grupo A , aqueles que utilizam média ou alta tensão. Para migrar, o processo leva cerca de 180 dias  e envolve algumas etapas técnicas, todas seguindo as regras da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) . Existem dois modelos: Modelo Atacado : o consumidor se torna agente direto da CCEE e cuida da operação. Indicado para quem tem estrutura técnica e consumo elevado. Muitas vezes, conta com o apoio de uma consultoria especializada. Modelo Varejista : mais prático e acessível. A comercializadora cuida de tudo, da burocracia à operação mensal. É, literalmente, a carta facilitada para entrar no mercado livre. Esse é o método que aportará a baixa tensão. Por que isso importa? A abertura da baixa tensão é um passo enorme no setor elétrico brasileiro. Ela representa: Mais liberdade de escolha para todos os perfis de consumidores. Economia real, se manterem as visões de hoje, podemos ter reduções que podem chegar a 30% na conta de luz. Mais concorrência e transparência no setor. Uma visão ampliada do uso de fontes renováveis. A possibilidade real de comparar entre a GD solar e o Mercado Livre de Energia para entender a melhor operação. Um novo papel para o consumidor, que agora tem voz ativa na contratação da sua energia, com vários produtos. E o melhor, essa revolução está chegando na sua conta de luz, seja no seu negócio, seja na sua casa. O Mercado Livre de Energia vai virar realidade para os consumidores de baixa tensão, independente da MP estar em pauta ainda. Opinião do Autor Eu vivo o setor elétrico há pelo menos 11 anos , e vejo o Mercado Livre de Energia não como uma tendência, mas como um movimento irreversível de empoderamento do consumidor. Durante anos, grandes empresas economizaram milhões com liberdade de escolha, enquanto a maioria dos consumidores ainda nem sabia que isso existia. Essa assimetria está prestes a mudar. Agora, estamos diante da democratização dessa vantagem, e ela não é somente sobre economia, é sobre acesso à informação, autonomia, sustentabilidade e decisões mais inteligentes. Quanto mais cedo entendermos o funcionamento desse novo modelo, mais preparados estaremos para aproveitar seus benefícios com inteligência e estratégia. E isso vale para o pequeno comércio, para a indústria de médio porte e, em breve, para as famílias brasileiras. A energia nunca foi só técnica. Ela move negócios, ideias e pessoas. Está diretamente ligada com a produtividade, ao custo operacional, com a sustentabilidade  e, cada vez mais, com a nossa liberdade de escolha . E agora, ela também pode ser uma decisão sua. É muito importante que você saiba o que é o Mercado Livre de Energia, como funciona e o que muda na prática. Porque a mudança já começou e quem se informa antes, vai sair na frente. Precisamos de cada vez mais informação e diálogos abertos sobre os impactos dessa transformação e sobre como consumidores, grandes ou pequenos, poderão se beneficiar disso com consciência e clareza. Estar em um ambiente com mais produtos e cada vez mais competitivo, acaba gerando bons frutos e momentos diferentes para cada tipo de consumidor. Baixa tensão com mais liberdade: entenda como pode funcionar o novo modelo de energia Gostou? Comente deixe sua opinião contribua com sua participação aqui no EnergyChannel.

  • Em 2024, investimento da SolaX Power em P&D atinge US$ 480 milhões

    Os programas de reconhecimento interno, que incentivam e recompensam avanços tecnológicos, resultaram em um aumento anual de 41,96% nas autorizações de patentes de invenção da equipe de P&D Foto: SolaX Power - Em 2024, investimento da SolaX Power em P&D atinge US$ 480 milhões Por Simone Cesário - Assessoria de Imprensa da SolaX Power A área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) sempre foi uma das prioridades da multinacional SolaX Power. Prova disso, é o investimento no setor, que tem apresentado crescimento ano a ano na empresa. De acordo com o relatório público de ESG, os investimentos em P&D na SolaX chegaram ao marco histórico de mais de US$ 480 milhões em 2024, o que representa mais de 15% da receita da empresa.  São quatro grandes centros de P&D da SolaX Power, todos na China, sendo a força de trabalho o coração da empresa, especialmente nessa área. Hoje, os colaboradores de P&D somam mais de 36% da força de trabalho total da empresa, o que representa um aumento anual de 120% nos colaboradores de P&D. A inovação é implementada em todo o processo, incluindo P&D de produtos, design de engenharia, manufatura inteligente e gestão digital, permitindo a atualização contínua das linhas de produtos existentes e a manutenção da iteração de novos produtos. “A SolaX possui um sistema de P&D de três níveis, por meio da colaboração entre o Instituto Central de Pesquisa, o Departamento de Plataforma e as Linhas de Produtos. O Instituto Central de Pesquisa concentra-se em pesquisa tecnológica de ponta, layout de propriedade intelectual de alto valor e avanços tecnológicos essenciais. O Departamento de Plataforma e as Linhas de Produtos operam equipes de P&D responsáveis ​​tanto pelo desenvolvimento de tecnologias comuns e desafiadoras, como pelos negócios e se concentram no desenvolvimento personalizado para diferentes cenários”, explica o gerente de marketing da SolaX Power no Brasil, Valdo Mendes. Vale ressaltar que a valorização dos colaboradores é essencial para manter a eficiência e a motivação da força de trabalho, por isso “a SolaX possui premiações e reconhecimentos internos que incentivam e recompensam avanços tecnológicos, o que resultou em um aumento anual de 41,96% nas autorizações de patentes de invenção, estimulando significativamente a vitalidade inovadora dos talentos de P&D”, pontua. Sobre a SolaX Power  - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Em 2024, investimento da SolaX Power em P&D atinge US$ 480 milhões

  • O CLIMA EM 2025 E 2026: OBSERVAÇÕES SOBRE IMPACTOS HIDROLÓGICOS NOS RESERVATÓRIOS E NO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO

    Por Arthur Oliveira Gostaria de compartilhar algumas observações que fiz ao analisar dados climáticos, pensando nos impactos que podem ocorrer nos reservatórios e no planejamento energético no Brasil e no mundo. Tenho interesse em entender como o clima influencia nossa vida, especialmente no setor de energia, e por isso passei um tempo observando informações disponíveis em sites de meteorologia, como os da Organização Meteorológica Mundial (WMO), do CPTEC/INPE, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), entre outros. Com base no que vi, gostaria de comentar o que pode acontecer em 2025 e 2026, além de dar uma olhada preliminar para 2027, focando em aspectos como chuvas, evapotranspiração e vazões, que afetam diretamente os reservatórios hidrelétricos, fundamentais para a geração de energia no Brasil, onde cerca de 60% da capacidade instalada vem de hidrelétricas, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2024). UMA TENDÊNCIA NEUTRA NO ENOS Ao observar os relatórios da WMO, notei que o El Niño-Oscilação Sul (ENOS) deve se manter em um estado neutro até meados de 2026. Os índices Niño 3.4, Niño 3 e Niño 4, que medem a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial, estão previstos para ficar dentro de ±0,5°C da média histórica (1993-2009) entre junho e agosto de 2025. No entanto, chamou minha atenção um gradiente leste-oeste nas temperaturas, com anomalias negativas de até -0,8°C na região Niño 4, no Pacífico ocidental, e positivas de +0,6°C na região Niño 1+2, mais próxima da América do Sul, o que parece um pouco com as condições de uma La Niña fraca. No Atlântico, os índices de temperatura do Atlântico Tropical Norte (NTA) e Sul (STA) estão projetados para ficar +0,3°C acima da média, indicando um aquecimento que pode aumentar a evapotranspiração em áreas tropicais.   Aqui no Brasil, ao observar os dados da Região 92, disponibilizados pelo CPTEC/INPE, vi que em 2023 houve variações significativas nas chuvas: em abril, choveu 233% acima da média, ou seja, 350 mm contra uma média de 105 mm, enquanto em setembro foi 87,5% abaixo, apenas 12 mm contra 96 mm. Essas variações me fizeram refletir sobre como elas afetam o balanço hídrico, desde a recarga dos reservatórios até a evapotranspiração, que no Nordeste pode chegar a 5-6 mm por dia em meses secos, conforme indicado nos relatórios da ANA (2024). COMO O CLIMA DE 2025 PODE AFETAR OS RESERVATÓRIOS: CHUVAS E EVAPOTRANSPIRAÇÃO Ao analisar os dados para junho a agosto de 2025, notei que as chuvas devem ser 30-40% menores que a média no Atlântico equatorial e no sudeste do Pacífico, com volumes entre 50-70 mm, bem abaixo dos 120 mm históricos. Isso me parece preocupante, pois pode reduzir as vazões em bacias como a do São Francisco, onde as projeções indicam uma queda de 10-15%, de 2.800 m³/s para 2.400 m³/s. No Sudeste, onde vivo, a evapotranspiração deve ser alta, cerca de 4,5 mm/dia,  já que as temperaturas estão previstas para ficar 1,5°C acima da média, chegando a 28°C. Isso pode impactar reservatórios como os da Cantareira, que normalmente operam entre 40-50% da capacidade em anos neutros. Por outro lado, observei que no noroeste da América do Sul, como na Amazônia, as chuvas podem ser 20-25% acima da média, cerca de 200 mm contra 160 mm, o que pode aumentar as vazões na bacia do Madeira em até 12%, de 18.000 m³/s para 20.200 m³/s. No entanto, as temperaturas globais entre 60°S e 60°N, previstas para 1,2-1,8°C acima da média, devem aumentar a evapotranspiração em até 10%, o que pode reduzir os ganhos hídricos. No geral, parece que os reservatórios devem se manter estáveis, mas com uma redução média de 5-8% em relação a 2024, especialmente no Sudeste e Nordeste, a menos que sejam feitas adaptações. 2026 - DESAFIOS REGIONAIS À VISTA Para 2026, notei que os dados sugerem a continuidade do ENOS em estado neutro, com os índices Niño variando em ±0,4°C da média. Aqui no Brasil, as projeções indicam uma redução de 5-10% nas chuvas no Sudeste, de 150 mm para 135 mm por mês no verão, enquanto no Sul pode haver um aumento de 8%, de 180 mm para 195 mm. A evapotranspiração, com temperaturas médias de 27°C no Sudeste, pode reduzir os níveis dos reservatórios em mais 3-5%, especialmente na bacia do Paraná.  Um estudo que examinei, o modelo GTEP, sugere aumentar a geração eólica em 15% no Nordeste, de 12 GW para 13,8 GW, e reforçar a transmissão para escoar excedentes do Sul, onde a geração hidrelétrica pode crescer 10%, de 45 GW para 49,5 GW. 2027 - POSSÍVEIS SECAS NO HORIZONTE Quando comecei a observar as projeções para 2027, fiquei um pouco preocupado. As previsões são mais incertas, mas modelos globais, como os do IPCC (2023), apontam para uma probabilidade 20% maior de secas severas no Brasil, possivelmente devido a uma transição para La Niña.  Se isso se confirmar, as chuvas no Sudeste e Nordeste podem cair 40-50%, de 120 mm para 60-72 mm por mês, o que reduziria os volumes dos reservatórios em 20-25%, de 60% para 45-48% da capacidade. A evapotranspiração, que pode subir 15% e atingir 6,8 mm/dia, tornaria a situação ainda mais desafiadora, exigindo maior uso de fontes como eólica e térmica. IDEIAS PARA LIDAR COM ESSAS MUDANÇAS Depois de observar todos esses dados, penso que o setor elétrico precisa se planejar. O modelo GTEP que analisei sugere aumentar a capacidade eólica em 10-15%, de 20 GW para 23 GW no Nordeste, e investir em linhas de transmissão para escoar 5 GW adicionais do Sul. Também acredito que tecnologias como baterias, com capacidade de 2 GW, podem ajudar a gerenciar picos de demanda. Além disso, construir barragens para regular vazões, aumentando a retenção em 10%, e sistemas de drenagem urbana para evitar perdas por inundações parecem boas estratégias.  É PRECISO FICAR ATENTO AO CLIMA Com base nas informações que observei, acredito que o clima em 2025 e 2026 será neutro, com variações regionais que podem reduzir os volumes dos reservatórios em 5-8%, mas sem mudanças drásticas imediatas. A evapotranspiração alta e as chuvas desiguais vão exigir ajustes e planejamento. Para 2027, a possibilidade de secas severas me deixa mais atento, e acho que precisamos monitorar os dados climáticos de perto e nos adaptar às mudanças. O futuro do setor energético depende de decisões bem fundamentadas, e eventos como a COP-30 NÃO irão nos ajudar a construir um caminho mais sustentável. Referências : WMO (2025). Probabilistic Multi-Model Ensemble Forecast  (emitido em maio de 2025). CPTEC/INPE (2023). Boxplot de Precipitação Mensal: Região 92 . Moreira, A., et al. (2021). Climate-Aware Generation and Transmission Expansion Planning . European Journal of Operational Research. ANA (2024). Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil . O CLIMA EM 2025 E 2026: OBSERVAÇÕES SOBRE IMPACTOS HIDROLÓGICOS NOS RESERVATÓRIOS E NO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO

  • EnergyChannel e Climatempo Conexões Apresentam: O Futuro dos Ventos no Nordeste

    Olá, leitores do EnergyChannel! Hoje vamos explorar um tema crucial e fascinante: a energia eólica no Brasil, com um enfoque especial no Nordeste. Essa região não só se destaca por suas belezas naturais, mas também por ser um dos polos mais promissores para energia renovável, aproveitando ao máximo os ventos generosos e constantes que sopram por lá. EnergyChannel e Climatempo Conexões Apresentam: O Futuro dos Ventos no Nordeste Em um bate-papo recente, conversamos com Ângelo Ribeiro, da Echoenergia, um especialista respeitado em performance de energia eólica. Com uma trajetória impressionante que inclui formações pela Universidade Federal do Ceará e Stanford, além de uma carreira dedicada ao estudo e desenvolvimento de projetos eólicos e solares, Ângelo compartilhou insights valiosos sobre como o setor tem se adaptado às mudanças climáticas e aos desafios operacionais. Nos últimos anos, a variabilidade climática e eventos extremos têm testado a previsibilidade e as operações de parques eólicos. Tornou-se evidente que a meteorologia não é só uma aliada, mas um componente essencial para a eficiência e segurança na geração de energia. E é aqui que entra uma questão central: como adaptar engenharia e meteorologia para otimizar a performance? Tecnologia e Dados no Centro do Progresso A Echoenergia lidera pelo exemplo, apostando em medições anemométricas sofisticadas para entender profundamente os padrões de vento e integrar isso ao planejamento estratégico de longo prazo. Esse monitoramento não apenas informa sobre a operação diária das turbinas, mas também fundamenta decisões críticas de investimento e desenvolvimento. Ângelo explicou como o uso de tecnologias como redes neurais e machine learning está revolucionando o modo como se faz previsão de energia. Essa combinação de inteligência artificial com dados precisos promete um futuro onde as previsões serão cada vez mais assertivas, oferecendo um mapa mais realista do potencial energético das regiões. O Papel da Colaboração e da Inovação Para além da tecnologia, há um esforço contínuo e necessário de cooperação dentro do setor. A integração de dados meteorológicos entre empresas ainda tem caminhos a percorrer, mas vislumbra-se uma era onde essa abertura poderá oferecer novas oportunidades e reduzir riscos significativos. No enfrentamento das mudanças climáticas, a resiliência das operações se torna uma prioridade. A adaptação de aerogeradores ao clima particular do Nordeste brasileiro, o uso de sistemas de monitoramento em tempo real e estratégias de manutenção preditiva são avanços significativos. Eles não só ampliam a eficiência operacional, mas também asseguram que a energia eólica continue sendo uma peça-chave na matriz energética nacional. Desafios e Oportunidades à Vista Mesmo com esses avanços, desafios como as limitações impostas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) trazem questões complexas de planejamento e operação. No entanto, a Echoenergia se posiciona como um protagonista ativo no diálogo para encontrar soluções equilibradas que possam beneficiar todo o setor. Neste emaranhado tecnológico e de cooperação, uma coisa fica clara: o futuro da energia eólica no Brasil é promissor. Com inovação, planejamento inteligente e colaboração, o Nordeste brasileiro está não apenas pronto para enfrentar os ventos de mudanças, mas para liderar a transição energética de maneira sustentável e eficiente. Fiquem ligados no EnergyChannel para mais atualizações e discussões sobre o futuro da energia sustentável! E aí, qual é o seu ponto de vista sobre o futuro da energia eólica no Brasil? EnergyChannel e Climatempo Conexões Apresentam: O Futuro dos Ventos no Nordeste

  • Reduzir o Custo de Produção do H2 de Baixo Carbono exige Inovações Tecnológicas

    Por Frederico Freitas   Desde o início do ano de 2020, o Brasil vivencia um crescimento significativo no interesse e no desenvolvimento do mercado de hidrogênio. Tal movimentação é impulsionada, principalmente, pela nossa abundância de recursos energéticos naturais que posicionam o nosso país como um potencial líder na produção de energia de baixa emissão. Com metas ambiciosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e atingir a neutralidade de carbono até 2050, a União Europeia  entendeu que investir em hidrogênio de baixo carbono produzido no Brasil ajuda o velho continente a garantir um suprimento estável e sustentável deste combustível, contribuindo para a transição energética e a redução da dependência de combustíveis fósseis. Reduzir o Custo de Produção do H2 de Baixo Carbono exige Inovações Tecnológicas Entretanto, passados quase cinco anos do que uns chamaram de “o hype do hidrogênio” , alguns projetos no Brasil permanecem em estágios pré decisão final de investimento, mostrando que a implementação desta indústria é um desafio complexo e que não depende, unicamente, de uma grande oferta e baixo custo de energia renovável. Se, no início desta jornada, a falta de um marco regulatório brasileiro era apontada como o grande “entrave”   para impulsionar o mercado, esta questão foi superada, em 2024, com a promulgação de Marcos Legais sobre o Hidrogênio, a saber: Lei 14.948 de 02 de agosto de 2024  que Institui o Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono; Lei 14.990 de 27 de setembro de 2024  que Institui o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono; Entretanto, e existência de um marco regulatório em si, não garantirá, de imediato, um produto capaz de competir comercialmente com o hidrogênio de origem fóssil. Vejamos alguns aspectos que se entrelaçam com esta questão. A produção deste vetor energético, com baixas emissões e a um preço competitivo, como US$ 1,50/kg , é um dos maiores desafios da economia do hidrogênio de baixo carbono. Esse valor é considerado por alguns especialistas como um marco para tornar o hidrogênio de baixo carbono viável como combustível em larga escala, competindo com fontes de energia convencionais fósseis, adquirindo atratividade e tornando o hidrogênio um produto mercantil, ou seja, deixando de ter sua produção voltada ao consumo direto pelo produtor, no local de uso ou aproveitamento e passar a ser negociado como uma commodity global como o Gás Natural. Alternativamente, o hidrogênio produzido por eletrólise – rota tecnológica predominante nos projetos que estão em desenvolvimento, enfrenta desafios substanciais devido ao seu alto consumo energético. Esse alto consumo energético contribui para o elevado custo de produção do H2 sendo uma barreira para atingir preços competitivos. Além do custo de CAPEX , a energia necessária para o armazenamento e transporte do hidrogênio se apresentam como desafios técnicos e econômicos a transpor. A eventual competição pelo uso da água, em algumas regiões, ainda pode significar barreira adicional à aceitação pública que deve ser equacionada. Fica evidenciado que os desafios associados à produção, armazenamento e transporte de hidrogênio requerem inovações tecnológicas e avanços em materiais para superá-los. Neste sentido, políticas públicas e investimentos significativos em infraestrutura são essenciais para reduzir os custos e tornar o hidrogênio de baixo carbono uma alternativa viável e sustentável. Foi pensando nestas questões que o BNDES  e a FINEP   tem fomentado algumas Chamadas Públicas visando o desenvolvimento de modelos de negócios para esta nova indústria. Trata-se de uma estratégia muito assertiva que tem como objetivo fomentar Modelos de Negócios  que contemplem investimentos na produção e no desenvolvimento tecnológico de Hidrogênio de Baixo Carbono e seus derivados tais como: Combustíveis Sustentáveis para Aviação (Sustainable Aviation Fuel – SAF), Methanol Verde e/ou Fertilizantes Nitrogenados. Ao contar com o apoio governamental, os empreendimentos podem se concentrar mais na inovação e na escalabilidade, minimizando os riscos de falhas técnicas ou de mercado que são comuns em modelos de negócios disruptivos. Ou seja, ao demonstrar interesse e apoio concreto, o setor público atrai a atenção de investidores privados, que passam a enxergar as iniciativas com menor risco e maior potencial de retorno. Isso impulsiona a alavancagem de recursos e estimula a competição saudável, gerando mais soluções criativas, eficientes e sustentáveis. Fique atento às Chamadas Públicas, disponíveis nos sites do BNDES  e da FINEP   Sobre o autor: Frederico Freitas Engenheiro Eletricista (Univale) , Mestre em Bioenergia (UFPR) , Pós Graduado em Gestão de Negócios (USP/Esalq) , MBA Empresarial para o Setor Elétrico (FISUL) , Certificado PMP® (PMI) e Credenciado PM4R® (BID) ; Especialista em Transição Energética com Formações em Tecnologias e Engenharia do Hidrogênio pela Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio e Hydrogen Power-to-X Brasil por meio da Agência Alemã GIZ Brasil & Ministério de Minas e Energia; Fundador da INFOREDES Green Technologies , Consultoria Estratégica em Transição Energética e Economia de Baixo Carbono; Atuou como Pesquisador Sênior na FGV Energia , na elaboração do Caderno de Hidrogênio publicado pela Fundação Getúlio Vargas em 2023; Professor na Head Energia , primeira EduTech voltada para o setor energético brasileiro e na Escola de Negócios do Setor Elétrico vinculada à Faculdade FISU L;

  • Mercado Livre de Energia: A Revolução Silenciosa que Redesenha o Setor Elétrico Brasileiro e Global

    Da liberdade de escolha à integração com Geração Distribuída e tecnologias digitais, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) transforma a relação dos consumidores com a energia, impulsiona a inovação e define as novas fronteiras da transição energética. Mercado Livre de Energia: A Revolução Silenciosa que Redesenha o Setor Elétrico Brasileiro e Global Por EnergyChannel | 26 de maio de 2025 O setor elétrico mundial atravessa uma era de transformações profundas, e no epicentro dessa revolução encontra-se o Mercado Livre de Energia, conhecido no Brasil como Ambiente de Contratação Livre (ACL). Mais do que uma simples alternativa ao modelo tradicional regulado, o ACL representa um ecossistema dinâmico onde consumidores, geradores e comercializadores negociam energia diretamente, redefinindo relações comerciais, impulsionando a eficiência e abrindo caminho para um futuro energético mais flexível, competitivo e sustentável. No Brasil, esse ambiente já responde por uma parcela significativa do consumo industrial e avança progressivamente para alcançar um universo cada vez maior de consumidores, incluindo pequenas e médias empresas e, futuramente, residências. Compreender o Mercado Livre de Energia é fundamental não apenas para os profissionais do setor, mas também para os consumidores finais que buscam maior controle sobre seus custos e acesso a fontes de energia mais limpas . Este artigo do EnergyChannel mergulha nas nuances do ACL, explorando suas tendências no Brasil e no mundo, analisando vantagens e desvantagens, o impacto crucial da modernização e digitalização, a relação intrínseca com a Geração Distribuída (GD), as opções disponíveis para o consumidor e as projeções para o futuro deste mercado em constante evolução. Mercado Livre de Energia: A Revolução Silenciosa que Redesenha o Setor Elétrico Brasileiro e Global Desvendando o Mercado Livre de Energia (ACL) Em sua essência, o Mercado Livre de Energia, ou ACL, é o ambiente onde a energia elétrica deixa de ser uma commodity com preço regulado e passa a ser um produto negociável . Consumidores elegíveis ganham o poder de escolher de quem comprar sua energia – seja diretamente de um gerador ( usinas hidrelétricas, eólicas, solares, térmicas ) ou de uma empresa comercializadora que atua como intermediária. Essa liberdade se estende às condições contratuais: preço, prazo, volume, fonte de energia (convencional ou incentivada/renovável) e formas de pagamento podem ser customizados de acordo com as necessidades e estratégias de cada consumidor. No Brasil, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) desempenha um papel central, sendo responsável por viabilizar as operações de compra e venda, registrar os contratos, medir o consumo e a geração, e liquidar financeiramente as diferenças no mercado de curto prazo. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regula e fiscaliza as atividades. Historicamente, o acesso ao ACL era restrito a grandes consumidores, mas uma abertura gradual vem ocorrendo. Desde janeiro de 2024, todos os consumidores do Grupo A (conectados em média ou alta tensão) podem migrar, independentemente da demanda contratada, seja diretamente ou através de um comercializador varejista – figura que simplifica a gestão para consumidores menores dentro do ACL. O consumidor no ACL continua conectado à rede da distribuidora local e paga a ela pela utilização da infraestrutura (transporte da energia), mas a fatura referente à energia consumida passa a ser negociada e paga ao fornecedor escolhido no mercado livre. Vantagens e Desvantagens: A Balança da Liberdade Energética A migração para o Mercado Livre de Energia oferece um leque de benefícios potenciais, mas também exige uma gestão mais ativa e consciente por parte do consumidor. A principal vantagem, e motor de muitas migrações, é a redução de custos . Ao negociar diretamente, os consumidores frequentemente conseguem preços mais competitivos do que as tarifas reguladas, que embutem custos da distribuidora e encargos setoriais de forma menos flexível. A previsibilidade orçamentária  também é um atrativo, pois os contratos no ACL podem fixar preços por longos períodos, protegendo o consumidor contra a volatilidade das bandeiras tarifárias e reajustes anuais do mercado regulado. A liberdade de escolha  não se limita ao preço. Consumidores podem optar por contratar energia de fontes renováveis ( solar, eólica, biomassa, PCHs ), alinhando seu consumo a metas de sustentabilidade e agregando valor à sua marca. Essa escolha por energia limpa, muitas vezes incentivada por descontos nas tarifas de uso do sistema, fortalece a imagem corporativa e contribui para a transição energética. A flexibilidade contratual  permite ajustar volumes, prazos e outras cláusulas às necessidades específicas do negócio. Mercado Livre de Energia: A Revolução Silenciosa que Redesenha o Setor Elétrico Brasileiro e Global Contudo, o ACL também apresenta desafios. A complexidade de gestão  é maior do que no mercado regulado. O consumidor (ou seu representante) torna-se responsável por gerenciar seus contratos, prever seu consumo e garantir que o volume contratado seja suficiente. Comprar menos energia do que o necessário pode expor o consumidor ao volátil mercado de curto prazo (Preço de Liquidação das Diferenças - PLD) e a penalidades. A volatilidade dos preços  no mercado livre, embora possa ser mitigada por contratos de longo prazo, é uma realidade, influenciada por fatores como hidrologia, demanda e oferta. A migração exige uma análise de viabilidade  criteriosa e, muitas vezes, a contratação de consultorias especializadas para navegar pelas regras e otimizar as estratégias de contratação. Modernização e Digitalização: Turbinando o Mercado Livre A evolução do Mercado Livre de Energia está intrinsecamente ligada à modernização e digitalização do setor elétrico. Tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Big Data e Blockchain estão revolucionando a forma como a energia é gerenciada, negociada e consumida no ACL. Plataformas digitais de gestão energética permitem aos consumidores monitorar seu consumo em tempo real, analisar padrões históricos e tomar decisões mais assertivas sobre a contratação. Algoritmos de IA podem realizar análises preditivas de consumo e preços, identificando os melhores momentos para contratar energia e otimizando o uso. A automação pode simplificar a gestão de múltiplos contratos e até mesmo realizar negociações baseadas em parâmetros pré-definidos. A IoT possibilita o controle remoto de equipamentos e processos, ajustando o consumo para aproveitar preços mais baixos ou responder a sinais da rede. O Blockchain surge como uma ferramenta para aumentar a transparência e a segurança nas transações e na rastreabilidade da energia renovável (certificados de energia renovável). As redes elétricas inteligentes (Smart Grids) são outro pilar dessa modernização. Ao integrar comunicação digital à infraestrutura física, as smart grids permitem um fluxo bidirecional de informação e energia, facilitando a gestão da demanda, a integração de fontes distribuídas e a resposta rápida a eventos na rede, tornando o sistema mais resiliente e eficiente – fatores cruciais para o bom funcionamento do ACL. Geração Distribuída (GD) e o Mercado Livre: Convergência ou Competição? A Geração Distribuída (GD) – a produção de energia no local de consumo ou próximo a ele, principalmente via painéis solares em telhados – tem sido um fenômeno de crescimento exponencial no Brasil. Inicialmente vista como uma alternativa para consumidores ainda não elegíveis ao ACL ou com perfis de consumo menores, a relação entre GD e Mercado Livre está se tornando cada vez mais simbiótica e, em alguns cenários, competitiva. Para consumidores no ACL, a GD pode ser uma ferramenta complementar. Empresas podem instalar sistemas de geração própria (autoprodução) para abater parte de seu consumo, reduzindo o volume de energia a ser contratado no mercado livre e aumentando sua autonomia. Modelos como a autoprodução remota também ganham espaço. Com a futura abertura total do mercado livre para todos os consumidores, incluindo os residenciais (baixa tensão), surge a questão: o ACL se tornará um concorrente direto da GD? A tendência apontada por especialistas é de convergência e coexistência . O consumidor terá mais opções: contratar 100% no ACL, gerar parte via GD e contratar o restante no ACL, ou mesmo modelos híbridos que combinem GD com armazenamento e participação ativa no mercado. A escolha dependerá de fatores como o perfil de consumo, custo de instalação dos sistemas de GD, tarifas do ACL, incentivos regulatórios e a simplicidade de cada modelo. Empresas que hoje atuam fortemente na GD já se movimentam para oferecer soluções integradas, posicionando-se para atender o consumidor em ambos os ambientes. A competição, no fim, tende a beneficiar o consumidor final, com mais opções e pressão por melhores preços e serviços. Comparativo para o Consumidor: Qual Caminho Seguir? Diante das opções – permanecer no Mercado Regulado (ACR), migrar para o Mercado Livre (ACL) ou investir em Geração Distribuída (GD) – a decisão do consumidor deve ser baseada em uma análise cuidadosa de seu perfil e objetivos: Mercado Regulado (ACR): É a opção padrão, com tarifas definidas pela ANEEL e fornecimento garantido pela distribuidora local. Oferece simplicidade na gestão, mas menor flexibilidade e exposição a bandeiras tarifárias e reajustes anuais. Ideal para consumidores que priorizam a comodidade e não possuem demanda ou estrutura para gerenciar contratos complexos. Mercado Livre (ACL): Indicado para consumidores com demanda mais elevada (atualmente, Grupo A) que buscam redução de custos, previsibilidade orçamentária e/ou acesso a energia renovável. Exige maior envolvimento na gestão ou a contratação de um comercializador varejista/consultoria. O potencial de economia pode ser significativo, mas envolve riscos associados à gestão de contratos e volatilidade de preços (mitigáveis com boa estratégia). Geração Distribuída (GD): Atraente para consumidores de todos os portes que desejam gerar sua própria energia (principalmente solar), reduzir a dependência da rede e obter economia na fatura através da compensação de créditos. Exige investimento inicial (se for geração própria) ou adesão a modelos de assinatura/geração compartilhada. A economia varia conforme a regulação (Lei 14.300) e as tarifas locais. Pode ser combinada com o ACL para otimização. Não existe uma resposta única. A melhor opção depende da análise de viabilidade econômica, perfil de consumo, apetite a risco, objetivos de sustentabilidade e capacidade de gestão de cada consumidor. O Futuro do Mercado Livre: Expansão, Inovação e Desafios O futuro do Mercado Livre de Energia no Brasil e no mundo aponta para uma expansão contínua e uma integração cada vez maior com novas tecnologias e modelos de negócio. A abertura total do mercado  para todos os consumidores, incluindo os residenciais, é a principal tendência regulatória no Brasil, prevista para ocorrer progressivamente. Isso democratizará o acesso à escolha do fornecedor e intensificará a competição. A digitalização  seguirá avançando, com plataformas mais sofisticadas, uso intensivo de IA para otimização e previsão, e maior automação na gestão e negociação. O armazenamento de energia , especialmente via baterias, ganhará protagonismo, permitindo aos consumidores maior flexibilidade para gerenciar seu consumo, aproveitar variações de preço e aumentar a resiliência. A integração com a Geração Distribuída  se aprofundará, com modelos híbridos e soluções que combinem o melhor dos dois mundos. A descarbonização  continuará sendo um vetor importante, impulsionando a demanda por energia renovável rastreável e certificada no ACL. Globalmente, mercados maduros como os da Europa e partes dos EUA servem como referência, mostrando a importância de regras claras, infraestrutura robusta (smart grids) e mecanismos eficientes de mercado para garantir a competição e a segurança do fornecimento. Mercados emergentes, como alguns nos Emirados Árabes Unidos, também investem em modelos inovadores, muitas vezes focados em grandes projetos renováveis e integração tecnológica. Os desafios incluem garantir uma regulação estável e previsível  que incentive investimentos e proteja os consumidores, modernizar a infraestrutura de rede para lidar com a crescente complexidade (fluxos bidirecionais, intermitência renovável), desenvolver mecanismos de mercado eficientes para serviços ancilares (como inércia e controle de frequência) e garantir a segurança cibernética  dos sistemas cada vez mais digitalizados. Em suma, o Mercado Livre de Energia não é apenas uma modalidade de contratação, mas um catalisador para a modernização e a transformação do setor elétrico. Sua expansão e evolução são cruciais para alcançar um futuro energético mais eficiente, competitivo, limpo e centrado nas necessidades e escolhas do consumidor. Mercado Livre de Energia: A Revolução Silenciosa que Redesenha o Setor Elétrico Brasileiro e Global

  • SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade

    A SMA deu mais um passo estratégico em direção ao futuro da energia com o lançamento da nova solução Sunny Central Storage UP-S , apresentada recentemente a clientes e parceiros em um evento exclusivo. Desenvolvida para atender às crescentes demandas por sistemas de armazenamento robustos e inteligentes, a tecnologia promete redefinir padrões de eficiência e confiabilidade no setor. SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade Durante a apresentação, liderada por Franco Chiarella Tapia , Head de Engenharia de Aplicações da empresa, foram destacados os principais avanços incorporados à nova plataforma. Um dos pontos de maior destaque é a eficiência energética aprimorada , que permite uma otimização significativa no uso de baterias — tanto na quantidade necessária quanto na profundidade de descarga, com impacto direto na performance do sistema. SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade Outro diferencial da Sunny Central Storage UP-S é sua capacidade ampliada de operação em altas temperaturas , fator que viabiliza projetos com menor número de inversores, reduzindo custos e simplificando a engenharia das plantas. Segundo a SMA, isso representa uma economia importante em escala, especialmente em regiões de clima extremo. SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade A tecnologia embarcada utiliza SiC MOSFETs  — semicondutores de carbeto de silício — que garantem maior durabilidade dos equipamentos e melhor performance térmica ao longo do tempo. Esse avanço se traduz em um ciclo de vida mais longo e maior confiabilidade operacional. SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade Além disso, a solução oferece reserva térmica estratégica , com capacidade superior para fornecer serviços de estabilidade à rede, como inércia e corrente de falha, contribuindo com a segurança energética em sistemas interconectados. No aspecto financeiro, a solução busca atrair investidores e operadores ao oferecer melhor retorno sobre o investimento (ROI) . A promessa de redução nos custos de CAPEX e OPEX reforça o apelo do sistema como um dos mais competitivos do mercado atual. O evento de lançamento foi também um espaço para troca de ideias entre profissionais do setor, onde se discutiram caminhos para uma transição energética sustentada por inovação tecnológica e parcerias globais. EnergyChannel acompanha de perto os avanços da SMA e seguirá trazendo os principais destaques que impactam a matriz energética global. SMA apresenta solução de armazenamento de última geração com foco em eficiência, potência e durabilidade CONFIRA O VÍDEO DA SMA; https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7330606580771504128/

  • Convert COMPASS: Valmont aposta em inteligência descentralizada para elevar o desempenho de trackers solares

    EnergyChannel – São Paulo. Em um setor cada vez mais orientado por performance e digitalização, a Valmont Solar apresenta ao mercado brasileiro o Convert COMPASS, um sistema de supervisão inteligente que promete revolucionar o monitoramento e controle de trackers solares em usinas fotovoltaicas (UFVs) . A tecnologia, que integra sensores, automação e conectividade de ponta, rompe com os modelos tradicionais de SCADA e entrega mais eficiência operacional, autonomia e resiliência para projetos solares em larga escala. Convert COMPASS, um sistema de supervisão inteligente Com DNA modular e engenharia voltada para simplicidade e alta disponibilidade, o Convert COMPASS se diferencia por sua *lógica descentralizada, eliminando a dependência de centrais de comando para manter os trackers operando mesmo em situações de falha na comunicação. O resultado é claro: **menos downtime, mais energia gerada e decisões automatizadas em tempo real.* Diagnóstico autônomo e comandos inteligentes Ao contrário dos sistemas convencionais, o Convert COMPASS vai além do simples monitoramento. A plataforma realiza *auto-diagnósticos, identifica falhas automaticamente e aplica correções no ato*, dispensando intervenção humana para ajustes básicos de performance. Isso permite que equipes de operação e manutenção atuem de forma mais estratégica, apenas quando necessário. Além disso, a solução permite *comandos remotos customizados, como o acionamento automático de posições para manutenção, limpeza ou proteção contra ventos fortes — tudo isso com **anemômetros distribuídos* ao longo da planta (um por caixa de controle), ao invés de sensores centralizados, aumentando a confiabilidade do sistema de segurança climática. Conectividade e suporte remoto: outro diferencial competitivo A comunicação entre os dispositivos acontece via *LoRa*, um protocolo de longo alcance que garante estabilidade mesmo em ambientes amplos e remotos, superando limitações do ZigBee — amplamente utilizado em soluções convencionais. Toda a arquitetura é compatível com interface gráfica moderna, intuitiva e totalmente customizável, permitindo que os operadores acompanhem os dados em tempo real com clareza e agilidade. Outro ponto de destaque é a *capacidade de suporte remoto: a equipe técnica da Valmont pode acessar o sistema de qualquer lugar do mundo, aplicar atualizações e solucionar problemas instantaneamente. Isso representa um ganho importante em **tempo de resposta e redução de custos operacionais*. Mais do que SCADA: uma plataforma de inteligência operacional “Enquanto muitos sistemas ainda operam com base em controle centralizado, o Convert COMPASS oferece um novo patamar de independência e inteligência para usinas fotovoltaicas. A lógica distribuída do sistema garante que cada tracker tenha seu próprio nível de decisão e resposta autônoma, mesmo sem comunicação com a central”, afirma a equipe técnica da Valmont. A integração com infraestrutura robusta — incluindo gateways Ethernet com redundância de rede, computadores industriais com processamento de alto desempenho e proteção elétrica dedicada — reforça o compromisso da empresa com soluções duráveis, seguras e adaptadas à realidade do mercado solar brasileiro. Mais do que SCADA: uma plataforma de inteligência operacional --- EnergyChannel – Informação com profundidade, inovação com credibilidade. Acompanhe as principais tendências do setor de energia, renováveis e tecnologias disruptivas. Convert COMPASS: Valmont aposta em inteligência descentralizada para elevar o desempenho de trackers solares

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