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  • Belém reúne especialistas para discutir clima e energia antes da COP30

    Semana Internacional das Energias Renováveis propõe articulações entre governo, setor produtivo e sociedade civil entre os dias 23 e 25 de setembro Belém reúne especialistas para discutir clima e energia antes da COP30 Belém (PA) recebe, entre os dias 23 e 25 de setembro de 2025, a Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente, encontro que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro na capital paraense. A programação reúne representantes do setor público, setor produtivo, academia e organizações da sociedade civil em torno de temas como transição energética, desenvolvimento sustentável e bioeconomia na região Norte. A abertura da semana ocorre com o 3º Fórum Carbono Neutro, no dia 23, com debates sobre estratégias de descarbonização, mercado de créditos de carbono, responsabilidade socioambiental corporativa (ESG, na sigla em inglês) e impactos de novas regulamentações internacionais sobre cadeias produtivas. O evento concentra atenção nos desafios específicos da Amazônia. Ricardo Harduim, presidente do Instituto de Reflorestamento Integrado da Mata Atlântica (Instituto Prima) e um dos organizadores do fórum, afirma que a proposta é dar continuidade às discussões iniciadas em edições anteriores. “Em setembro, realizamos mais uma edição do Fórum Carbono Neutro, com foco no enfrentamento da crise climática. A primeira edição ocorre em Manaus, com bons resultados, e agora em Belém reunimos especialistas para debater caminhos para uma sociedade de baixo carbono”, diz. Nos dias 24 e 25, a programação segue com o 29º Fórum de Geração Distribuída da Região Norte (Fórum GD Norte), que discute temas como energia solar, armazenamento, financiamento, políticas públicas e inovação tecnológica. Também integra a agenda o Fórum Amazônia, com um painel dedicado à bioeconomia, turismo sustentável, inovação social e valorização de comunidades locais. Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, responsável pela organização da semana, explica que os encontros visam gerar contribuições regionais para os debates globais sobre clima e energia. “Reunimos especialistas, empresas, instituições de pesquisa e representantes da sociedade para discutir soluções para os desafios da região Norte e ampliar a participação do Brasil nas agendas internacionais”, comenta. Fraga acrescenta que a iniciativa busca integrar diferentes setores em torno de propostas objetivas. “Conectamos governo, setor produtivo e academia, com foco em energias renováveis, armazenamento e políticas voltadas à economia de baixo carbono”, afirma. Ao final da programação, os organizadores encaminham ao comitê da COP30 um documento técnico com os principais encaminhamentos debatidos durante a semana. Dados do setor Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil contabiliza cerca de 40 GW de capacidade instalada em geração solar distribuída, parte de um total nacional em energia solar que supera 50 GW, incluindo geração centralizada. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que aproximadamente 83% da matriz elétrica brasileira se baseia em fontes renováveis (hidrelétrica, eólica, solar, biomassa), enquanto a média global gira em torno de 28%. Faça sua inscrição A Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente é promovida pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, com apoio da FECOMÉRCIO-PA e diversas instituições públicas e privadas. Faça sua inscrição através dos sites oficiais e garanta sua vaga. Acesse:   www.forumcarbononeutro.com.br     www.forumamazonia.com.br     www.forumgdnorte.com.br   Serviço Evento: Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente Data: 23 a 25 de setembro de 2025 Local: FECOMÉRCIO-PA – Auditório Orlando Sozinho Lobato Endereço: Av. Assis de Vasconcelos, 359 – Campina, Belém – PA Informações: contato@grupofrg.com.br | 55 (41) 9 91066463 Instagram: @forumgd | @forumamazonia | @forumcarbono Belém reúne especialistas para discutir clima e energia antes da COP30

  • Huasun fecha acordo de 500 MW com Kaisheng para fornecimento de módulos HJT na China

    Parceria estratégica impulsiona projetos solares na cidade de Xuancheng, na província de Anhui Huasun fecha acordo de 500 MW com Kaisheng para fornecimento de módulos HJT na China A Huasun Energy  acaba de firmar um acordo estratégico de fornecimento  com a empresa Xuancheng Kaisheng Supply Chain Services Co., Ltd. , subsidiária do Grupo Kaisheng . Pelo contrato, a Huasun fornecerá 500 MW de módulos solares de heterojunção (HJT)  para apoiar o desenvolvimento de projetos fotovoltaicos na cidade de Xuancheng , no leste da China. Reconhecida por sua eficiência de conversão de ponta , alta bifacialidade , desempenho térmico otimizado e baixa degradação , a tecnologia HJT da Huasun está entre as mais avançadas do setor. O acordo reforça o papel da empresa como referência global em tecnologia fotovoltaica n-type de alta eficiência . Para o Grupo Kaisheng, estatal chinesa, a parceria garante fornecimento confiável  para projetos solares locais prioritários, incluindo iniciativas de zonas industriais zero carbono . O movimento também se alinha ao compromisso do grupo com a transição energética da China  e o investimento em infraestrutura sustentável. Segundo as empresas, o acordo marca apenas o início de uma colaboração mais ampla. Huasun e Kaisheng planejam integrar expertises técnicas e cadeias de suprimento para acelerar a implantação solar em Xuancheng e fortalecer o ecossistema regional de energia limpa . Huasun fecha acordo de 500 MW com Kaisheng para fornecimento de módulos HJT na China

  • Brasil fora do Mapa da Fome? A Vitória Parcial de um País que Ainda Falta ao seu Povo

    Por Claudia Andrade @cauvic2 Hoje, 28 de julho de 2025, o Brasil comemora uma notícia que parece grandiosa: saímos oficialmente do Mapa da Fome da ONU. Um marco simbólico, importante, que representa, sim, o esforço de muitas mãos — políticas públicas, ações sociais, agricultura familiar, programas de transferência de renda, movimentos populares e organizações de base. Brasil fora do Mapa da Fome? A Vitória Parcial de um País que Ainda Falta ao seu Povo Mas é também hoje que a gente sente o peso da contradição. O brasileiro comemora essa vitória enquanto lida, no mesmo prato, com a alta dos alimentos, o aumento do gás de cozinha, a energia que não dá trégua, e agora, um tarifaço norte-americano que promete pressionar ainda mais a economia global e empurrar para cima o custo de vida, especialmente nos países em desenvolvimento como o nosso. Os índices oficiais dizem que vencemos a fome extrema — mas basta sair às ruas para perceber que ela continua estampada nos olhos de quem escolhe entre almoçar ou jantar. Entre pagar o transporte ou comprar o pão. A inflação voltou a ser protagonista silenciosa do cotidiano. A carne sumiu do prato. O feijão virou luxo em muitas mesas. A comida existe — mas será que está acessível? Sustentável? Nutritiva? Garantida como direito e não como favor? E aqui entra uma reflexão que carrego na pele: eu que trabalho com o ODS 6, que levo tecnologias de acesso à água potável para comunidades em todo o Brasil, pergunto com sinceridade e dor: Que país é esse que saiu do mapa da fome, mas onde milhões ainda não têm nem água para beber? Sim, cada avanço deve ser comemorado. E que bom que demos um passo. Mas ainda há um país inteiro com os pés descalços pisando em chão seco, onde falta saneamento, falta energia regular, falta renda, falta escola de qualidade, falta dignidade. Falta justiça. O brasileiro não tem fome só de comida. Tem fome de segurança. De respeito. De trabalho digno. De acesso à saúde, à moradia, à água limpa. Tem fome de direitos que o Estado insiste em negar ou tratar como esmola. O que está por vir com a instabilidade global e o aumento nos custos — puxado por decisões econômicas externas como o tarifaço dos Estados Unidos — é mais exclusão. Mais vulnerabilidade. Mais crianças dormindo sem jantar, não por estarem no mapa da fome, mas por estarem fora do mapa de prioridades. Não podemos aceitar uma narrativa que acomoda. O Brasil sair do Mapa da Fome é importante, mas não pode ser cortina de fumaça para as outras mazelas que gritam nesse país. A verdade é que a vulnerabilidade mudou de roupa, mas não foi embora. Ela anda agora com o crachá do desemprego informal, com a mochila vazia dos estudantes da periferia, com a conta de luz vencida da mãe solo, com a torneira seca do sertanejo. A fome não acabou. Ela apenas aprendeu a se esconder nas estatísticas. Porque um país só sai de verdade do mapa da fome quando sai também do mapa da negligência — e essa negligência não é apenas do governo. Ela é também das empresas que exploram sem devolver, das pessoas que se acomodam, das instituições que viram o rosto. Todos temos responsabilidade. A transformação exige um esforço coletivo, com consciência, coragem e ação. E se hoje o Brasil celebra uma conquista, amanhã já deve arregaçar as mangas para as próximas. Porque enquanto o tarifaço norte-americano pressiona a economia global e empurra ainda mais o custo de vida para cima, especialmente dos mais pobres, nós precisamos estar atentos e unidos para que o preço das grandes decisões não recaia, mais uma vez, sobre quem já carrega demais. ⸻ #ODS1 Erradicação da Pobreza #ODS2 Fome Zero e Agricultura Sustentável #ODS6 Água Potável e Saneamento #ODS10 Redução das Desigualdades #ODS12 Consumo e Produção Responsáveis #ODS16 Paz, Justiça e Instituições Eficazes #ODS17 Parcerias e Meios de Implementação Brasil fora do Mapa da Fome? A Vitória Parcial de um País que Ainda Falta ao seu Povo

  • Atlas Renewable Energy recebe R$ 1 bilhão do BNDES para erguer mega complexo solar em Minas Gerais

    Projeto Draco contará com 11 usinas fotovoltaicas e 505 MW de potência instalada, reforçando a presença da Atlas no mercado livre de energia Atlas Renewable Energy recebe R$ 1 bilhão do BNDES para erguer mega complexo solar em Minas Gerais Minas Gerais, 28 de julho de 2025 A transição energética no Brasil acaba de ganhar novo impulso. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão  para viabilizar a construção do Complexo Solar Draco , empreendimento da Atlas Renewable Energy  no estado de Minas Gerais. Composto por 11 usinas fotovoltaicas , o projeto terá uma capacidade instalada total de 505 megawatts (MW) , suficiente para abastecer centenas de milhares de residências com energia limpa. A estrutura contará ainda com um sistema de transmissão próprio de cerca de 15 km , garantindo o escoamento eficiente da energia gerada. O destaque do projeto é a sua atuação no Ambiente de Contratação Livre (ACL) , modelo que permite aos consumidores negociar diretamente com geradores e comercializadores, fora do mercado regulado. A Atlas aposta nesse modelo como motor de expansão dos projetos solares no Brasil, principalmente entre grandes consumidores corporativos que buscam reduzir sua pegada de carbono. “Esse financiamento é estratégico não apenas para o crescimento da Atlas no país, mas para a consolidação de Minas Gerais como líder nacional em energia solar”, destacou a empresa em comunicado. Minas Gerais lidera a transição solar Com irradiação solar elevada e um ambiente regulatório favorável, Minas Gerais  tem se consolidado como um dos principais polos solares do Brasil. O estado abriga atualmente alguns dos maiores complexos fotovoltaicos em operação e continua atraindo novos investimentos. O Complexo Draco se junta a outros projetos da Atlas no país, como os complexos Lar do Sol, Sertão Solar Barreiras e Juazeiro. Desde sua entrada no mercado latino-americano, a empresa tem investido fortemente em infraestrutura renovável, com foco em energia solar e soluções sustentáveis para grandes consumidores. Energia limpa e competitiva no mercado livre A entrada do Complexo Draco no ACL  reforça uma tendência crescente entre empresas que buscam não apenas economia na conta de luz, mas também a adesão a compromissos ambientais mais robustos. A energia gerada será 100% limpa e poderá ser rastreada por meio de certificados de energia renovável (I-RECs), aumentando o apelo entre clientes com metas de ESG. Atlas Renewable Energy recebe R$ 1 bilhão do BNDES para erguer megacomplexo solar em Minas Gerais

  • Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica

    Marca global traz ao país portfólio completo de carregadores para veículos elétricos e mira expansão no mercado de infraestrutura de recarga Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica São Paulo, 28 de julho de 2025 A transição para uma mobilidade mais limpa e conectada acaba de ganhar um novo protagonista no Brasil. A multinacional Autel, reconhecida globalmente por suas tecnologias automotivas avançadas, anunciou sua entrada oficial no mercado brasileiro com o lançamento da linha de carregadores para veículos elétricos. A iniciativa reforça o avanço da eletromobilidade no país e promete acelerar a implantação de soluções robustas e acessíveis para recarga em residências, empresas e grandes corredores urbanos. Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica Com presença em mais de 70 países, a chegada da Autel Brasil faz parte de um movimento estratégico de expansão global e posiciona o Brasil como peça-chave no crescimento da mobilidade elétrica na América Latina. O portfólio inclui carregadores AC para uso doméstico e corporativo, além de estações de recarga ultrarrápida DC projetadas para rodovias, shoppings e eletropostos. “Estamos entusiasmados em contribuir com o desenvolvimento da eletromobilidade no Brasil. Nossos produtos aliam conectividade, segurança e alta performance para oferecer uma experiência de recarga eficiente e inteligente”, afirma o porta-voz da Autel Brasil. Carregadores inteligentes para todos os segmentos Entre os destaques do portfólio estão os modelos MaxiCharger AC Wallbox , ideais para garagens residenciais e estacionamentos corporativos, e as estações DC Fast , voltadas para recarga ultrarrápida em áreas de grande circulação. Todos os equipamentos contam com certificações internacionais, design premiado e integração com aplicativos, o que permite monitoramento remoto e gerenciamento inteligente da recarga. Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica A empresa também aposta em parcerias estratégicas com integradores de sistemas, montadoras, redes varejistas, shopping centers e operadores de infraestrutura , buscando acelerar a implantação de pontos de recarga em todo o território nacional. Mobilidade elétrica com visão de longo prazo Mais do que fornecer carregadores, a Autel pretende atuar como agente ativo na transformação do setor de energia e transporte. Segundo a companhia, o objetivo é democratizar o acesso à recarga de veículos elétricos por meio de tecnologia de ponta, suporte técnico local e uma rede sólida de distribuição . “Queremos contribuir para um ecossistema de mobilidade elétrica sustentável e acessível. Por isso, estamos investindo não só em produto, mas também em conhecimento e parcerias de longo prazo”, destaca o executivo da Autel Brasil. A empresa já confirmou participação em eventos estratégicos do setor de energia e mobilidade, como a Intersolar South America , e pretende ampliar sua presença em feiras, fóruns e iniciativas de educação para o consumidor e o mercado. Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica Sobre a Autel Fundada em 2004, a Autel  é referência global em soluções automotivas, com atuação nas áreas de diagnóstico veicular, calibração ADAS, sensores TPMS e, mais recentemente, infraestrutura para mobilidade elétrica. A empresa reúne mais de 1.000 engenheiros em sua operação global e possui um portfólio robusto de patentes, combinando inovação tecnológica e sustentabilidade. 🔌 Quer conhecer a linha completa de carregadores Autel no Brasil? Acesse: autelenergy.com/global | Siga nas redes sociais: @autelenergy.brasil Autel estreia no Brasil com soluções de carregamento inteligente e reforça aposta na mobilidade elétrica

  • Enel Brasil reforça equipes após fortes ventos atingirem São Paulo na madrugada desta segunda-feira

    Companhia alerta para continuidade das rajadas ao longo do dia e mantém prontidão para atender ocorrências emergenciais na rede elétrica Enel Brasil reforça equipes após fortes ventos atingirem São Paulo na madrugada desta segunda-feira São Paulo amanheceu sob os efeitos de fortes rajadas de vento nesta segunda-feira (28), fenômeno que começou ainda na madrugada e impacta diversas regiões da Grande São Paulo. Em resposta à instabilidade climática, a Enel Brasil emitiu um comunicado oficial informando o reforço imediato de suas equipes técnicas para atendimento a possíveis emergências. Segundo a distribuidora, o cenário meteorológico atual pode provocar incidentes como quedas de árvores e galhos sobre a fiação elétrica, exigindo uma operação ágil para minimizar os impactos à população. A previsão, de acordo com os dados mais recentes, é que as rajadas persistam ao longo de todo o dia. “A segurança da população e a continuidade do fornecimento de energia são nossas prioridades. Por isso, mobilizamos equipes adicionais para garantir o atendimento rápido e eficaz em caso de interrupções ou danos à rede”, informou a Enel no comunicado. Sistema elétrico sob pressão climática A ocorrência de ventos intensos em áreas urbanas densas como São Paulo representa um desafio adicional para o sistema de distribuição. Além da vulnerabilidade da infraestrutura a interferências externas — como vegetação urbana —, a agilidade na resposta depende da logística e da mobilização regional das concessionárias. Casos como o desta segunda-feira evidenciam a importância de protocolos de contingência climática robustos e investimentos contínuos em manutenção preventiva, automatização de redes e uso de tecnologias como sensores inteligentes e monitoramento remoto. Alerta à população A Enel também reforça que, em caso de identificação de fios caídos ou postes danificados, os moradores devem evitar qualquer aproximação e acionar imediatamente a distribuidora por meio dos canais oficiais de atendimento. Usuários podem acompanhar atualizações em tempo real e registrar ocorrências por meio do aplicativo Enel SP, site oficial, central de atendimento 0800 72 72 120 ou pelo WhatsApp (21) 99601-9608. Enel Brasil reforça equipes após fortes ventos atingirem São Paulo na madrugada desta segunda-feira

  • Lideranças do setor elétrico discutem importância de IA e cibersegurança para avanço do mercado

    Especialistas destacam que implementação da IA no setor elétrico depende da superação das desigualdades regionais. Lideranças do setor elétrico discutem importância de IA e cibersegurança para avanço do mercado 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia reúne, no próximo dia 25 de agosto, em São Paulo, executivas, autoridades e especialistas para debater temas estratégicos como e inteligência artificial aplicada ao setor elétrico, mobilidade elétrica, armazenamento por baterias. A poucos meses da COP30, que será realizada em Belém (PA) em novembro de 2025, o setor elétrico brasileiro se vê diante de um desafio urgente: atender à crescente demanda energética sem perder de vista a sustentabilidade e a justiça climática. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) desponta como uma aliada estratégica para tornar a operação do sistema mais eficiente, resiliente e adaptada às exigências do futuro. “Eu vejo a IA como uma grande alavancadora de negócios, uma aceleradora do crescimento econômico nacional e da geração de PIB”, afirma Tania Cosentino, Vice-Presidente de Cibersegurança da Microsoft América Latina e palestrante do 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, o maior fórum de energia da América Latina com palco exclusivamente feminino. Segundo ela, nesse cenário de expansão impulsionado pela IA, é fundamental que as empresas também priorizem a cibersegurança. “Se eu vou usar mais Inteligência artificial, com certeza eu vou precisar de mais segurança”, complementa. Apesar de contar com uma matriz majoritariamente renovável, responsável por 88% da eletricidade gerada, segundo o Balanço Energético Nacional 2025, o país ainda enfrenta gargalos estruturais e regulatórios que limitam a consolidação de uma transição energética plena e equitativa. Soluções baseadas em IA, como sensores inteligentes, algoritmos preditivos e sistemas de monitoramento em tempo real, já vêm sendo implementadas por concessionárias para prevenir falhas, detectar perdas, otimizar ativos e melhorar a gestão das redes. “A inteligência artificial ainda tem muito a evoluir no mercado de energia; seu maior potencial está em melhorar a experiência do consumidor, um diferencial competitivo em um setor onde essa abordagem ainda é pouco explorada”, afirma Paula Misan Klanberg, C-CEO e cofundadora da Outly e da Electy, uma das conferencistas convidadas para debater este tema no painel “IA para um Setor Elétrico mais Limpo e Eficiente”, durante o evento. Além da eficiência, a inteligência artificial também tem ganhado espaço na gestão de riscos, auxiliando a prever e mitigar riscos operacionais e financeiros. “A integração de dados, automação de processos e previsão de cenários abre espaço para uma nova era na geração e distribuição de energia, uma era onde o risco pode ser previsto e controlado com mais precisão”, reforça Gisele Queiroz, Diretora de Riscos Corporativos da Interrisk, que também estará presente no congresso a ser realizado em São Paulo, no dia 25 de agosto.  Com o mundo voltado para a COP30, o Brasil tem uma oportunidade única de demonstrar liderança na construção de soluções tecnológicas voltadas para uma transição energética justa. O 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, que acontece em agosto no Teatro Santander (SP), tem a inteligência artificial para o setor elétrico como um de seus três eixos estratégicos, ao lado da mobilidade elétrica e do armazenamento por baterias. A proposta é discutir como a IA pode contribuir para a inovação, redução de desigualdades e avanço da sustentabilidade no setor. Desigualdade tecnológica Mas os benefícios da IA não são uniformemente distribuídos. A desigualdade tecnológica ainda é um entrave importante para sua adoção em todo o território nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, apenas 0,2% dos domicílios brasileiros não tinham acesso à energia elétrica, índice que se mantém nesse patamar desde 2016, com exceção de 2017, quando chegou a 0,3%. No entanto, a situação é mais desafiadora na região Norte, onde o acesso à eletricidade ainda é mais restrito, especialmente nas áreas rurais, onde 4,4% dos domicílios seguem sem fornecimento de energia. Nesse mesmo sentido, Eliza Tannus, CEO da P15 Educação, ressalta: “a tecnologia deve ser aliada. Mas o que realmente move o futuro são pessoas engajadas, diversas, colaborativas, e dispostas a aprender sempre.”  A digitalização também altera profundamente o perfil das competências profissionais exigidas. A automação de processos operacionais traz consigo a necessidade de requalificação e desenvolvimento de novas habilidades digitais e analíticas. “Na era da IA, o profissional do futuro não é quem sabe tudo, mas quem sabe se reinventar, aprender, desaprender e reaprender será essencial”, destaca Karina Ribeiro, Head da Universidade Corporativa do Instituto Eldorado. Eliza Tannus e Karina Ribeiro completam o time de especialistas que farão parte do congresso. Lideranças do setor elétrico discutem importância de IA e cibersegurança para avanço do mercado

  • Al Gore: Brasil deve liderar transição climática e incluir fim dos fósseis na pauta da COP30

    Durante evento em São Paulo, ex-vice-presidente dos EUA defende papel central do Brasil na geopolítica ambiental e anuncia expansão de gestora voltada a investimentos sustentáveis Foto créditos instagram, Al Gore: Brasil deve liderar transição climática e incluir fim dos fósseis na pauta da COP30 São Paulo, julho de 2025 Um dos nomes mais influentes da luta global contra as mudanças climáticas, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore , defendeu nesta semana que a redução dos combustíveis fósseis  esteja no centro das negociações da COP30 , que será realizada em Belém (PA) no próximo ano. A declaração foi feita durante sua participação no Expert XP 2025 , evento realizado em São Paulo, onde também anunciou a expansão da atuação da Generation Investment Management , gestora de ativos que cofundou em 2004 com foco em investimentos sustentáveis e impacto climático , agora com presença ampliada no mercado brasileiro. “O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o debate climático global. A COP30 precisa colocar com clareza a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis como prioridade”, afirmou Gore durante painel no evento. 🌎 COP30: O protagonismo climático do Brasil em foco A realização da COP30 na Amazônia brasileira marca um ponto de virada simbólico e estratégico nas negociações climáticas internacionais. Para Al Gore, o país reúne ativos ambientais, influência geopolítica e potencial renovável suficientes para assumir um papel de liderança na transição energética global . Segundo ele, além da agenda de preservação florestal, é fundamental que o Brasil conduza as discussões com foco na substituição de fontes fósseis por energias renováveis tema que tem enfrentado resistências nas cúpulas climáticas anteriores. 💼 Capital sustentável: a expansão da Generation Investment Durante o evento, Gore também confirmou o avanço da gestora Generation Investment Management  no Brasil. Com mais de US$ 40 bilhões sob gestão, a empresa aposta no país como um dos polos emergentes em finanças verdes  e transição energética. A gestora planeja ampliar sua atuação junto a projetos de descarbonização, inovação em energia limpa e cadeias de suprimentos regenerativas , com foco em soluções escaláveis e alinhadas a critérios ESG. 🔍 O recado para investidores e formuladores de políticas públicas A fala de Al Gore veio acompanhada de um apelo direto ao setor financeiro e aos formuladores de políticas públicas: o mundo está em contagem regressiva para limitar o aquecimento global a 1,5°C, e os próximos anos serão decisivos. “Não é apenas uma escolha ética, mas uma decisão econômica inteligente. Investir em combustíveis fósseis está se tornando, cada vez mais, uma aposta de alto risco”, destacou o ex-vice-presidente. Al Gore: Brasil deve liderar transição climática e incluir fim dos fósseis na pauta da COP30

  • 🔥 Queimadas provocaram mais de 65 mil interrupções no fornecimento de energia no Brasil em 2024

    Alta de 38% em relação a 2023 expõe vulnerabilidade do sistema elétrico diante de eventos climáticos extremos 🔥 Queimadas provocaram mais de 65 mil interrupções no fornecimento de energia no Brasil em 2024 28 de Julho de 2025 O avanço das queimadas no Brasil está se consolidando como um novo fator crítico de risco para o setor elétrico nacional. Em 2024, mais de 65 mil interrupções no fornecimento de energia  foram provocadas diretamente por focos de incêndio em diferentes regiões do país, de acordo com levantamento da ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) , com base em dados oficiais da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) . O número representa um aumento alarmante de 38% em relação a 2023 , quando foram contabilizadas cerca de 47 mil interrupções por causas semelhantes. O pico da crise foi registrado no terceiro trimestre do ano passado, entre julho e setembro, período em que a combinação de estiagem prolongada, baixa umidade do ar e altas temperaturas  cria o ambiente perfeito para a propagação do fogo. “Estamos observando um crescimento recorrente das interrupções causadas por queimadas. O impacto dos eventos climáticos extremos sobre a distribuição de energia e a vida das pessoas está se intensificando a cada ano”, alerta Marcos Madureira, presidente da ABRADEE. 🌍 Mudanças climáticas pressionam infraestrutura energética A tendência registrada nos últimos anos reforça o alerta de especialistas para a necessidade de adaptação da infraestrutura elétrica brasileira às novas realidades climáticas . Redes de distribuição, transformadores, postes e linhas aéreas tornam-se alvos vulneráveis diante de incêndios florestais ou focos acidentais de fogo às margens de rodovias, pastagens e áreas urbanas em expansão. O dado também evidencia o quanto o sistema elétrico nacional ainda depende de estratégias preventivas eficazes  para enfrentar os impactos diretos da crise climática. As queimadas, além de provocarem apagões localizados, também afetam a qualidade da energia e aumentam os custos de manutenção para distribuidoras. 🔎 Um desafio além da energia O crescimento das interrupções energéticas causadas por fogo não é apenas um problema do setor elétrico, mas uma questão transversal de segurança, meio ambiente e gestão pública . O enfrentamento das queimadas exige políticas integradas de prevenção, fiscalização e educação ambiental — além do fortalecimento da resiliência das infraestruturas essenciais. 🔥 Queimadas provocaram mais de 65 mil interrupções no fornecimento de energia no Brasil em 2024

  • Ecori disponibiliza linha GoodWe a pronta-entrega

    São Paulo, julho de 2025 A Ecori Energia Solar, uma das principais distribuidoras do setor fotovoltaico no Brasil, reforça sua posição no mercado ao disponibilizar de forma imediata a linha GoodWe. A novidade contempla modelos monofásicos, trifásicos e híbridos trifásicos e armazenamento , prontos para envio imediato em todo o território nacional. A iniciativa atende a uma demanda crescente de integradores e instaladores por soluções confiáveis com entrega rápida especialmente em um cenário de projetos cada vez mais dinâmicos e com prazos apertados. “Ter equipamentos de qualidade à pronta-entrega é essencial para garantir agilidade e previsibilidade nos projetos. A parceria com a GoodWe nos permite oferecer ao mercado soluções tecnológicas avançadas com a eficiência logística que o integrador precisa”, afirma a equipe comercial da Ecori. Linha GoodWe para todas as demandas Os inversores da GoodWe são reconhecidos mundialmente por sua performance, confiabilidade e integração inteligente. Com a curadoria técnica da Ecori, a linha disponível atende às principais necessidades do mercado: Inversores Monofásicos  – Para sistemas residenciais e pequenos comércios, combinam eficiência e instalação simplificada. Inversores Trifásicos  – Ideais para aplicações comerciais e industriais, com alta capacidade e robustez. Híbridos Trifásicos  – Permitem integração com sistemas de armazenamento, oferecendo mais autonomia energética. Logística eficiente para acelerar projetos solares Com estoques estrategicamente posicionados e uma estrutura logística sólida, a Ecori garante entregas rápidas e suporte especializado em todas as regiões do Brasil. Isso representa um ganho real para integradores que desejam manter cronogramas em dia e clientes satisfeitos. A linha GoodWe à pronta-entrega já está disponível para aquisição pelo canal oficial da Ecori . Ecori disponibiliza linha GoodWe a pronta-entrega

  • BIPV revoluciona o setor de energia ao integrar geração solar diretamente na arquitetura dos edifícios

    Tecnologia que transforma fachadas, janelas e telhados em usinas solares chama atenção por unir design e sustentabilidade. Conheça os benefícios que estão redefinindo o futuro da construção urbana. Foto referente a casa modelo na China da GoodWe Por EnergyChannel – 27 de Julho de 2025 A transição energética global ganha um novo aliado com as soluções de BIPV (Building-Integrated Photovoltaics) , que unem arquitetura e geração de energia limpa de forma inédita. Longe de serem apenas painéis solares convencionais, os sistemas BIPV transformam elementos construtivos como fachadas, telhados, janelas e até jardins em fontes ativas de eletricidade , integrando estética, eficiência e sustentabilidade no mesmo projeto. Empresas como a GoodWe , referência internacional no setor, estão liderando essa transformação com tecnologias que permitem que edifícios comerciais, residenciais e públicos se tornem ativos energéticos inteligentes e visualmente impressionantes . Confira os cinco principais diferenciais do BIPV que estão atraindo incorporadoras, arquitetos e investidores em todo o mundo: 1. Design sustentável: energia e estética no mesmo projeto Ao contrário das soluções solares tradicionais, que são instaladas como complementos visuais, o BIPV faz parte do projeto arquitetônico desde a concepção . Isso significa que vidros, paredes e telhados são pensados como superfícies geradoras de energia, preservando ou até mesmo valorizando o design moderno e sofisticado dos empreendimentos. 2. Economia de energia de até 50% ao ano Edifícios equipados com sistemas BIPV reduzem significativamente o consumo de eletricidade da rede. Estima-se que a economia anual possa variar entre 30% e 50%  nos gastos com energia, o que diminui drasticamente as emissões de carbono associadas ao funcionamento da edificação. A GoodWe se destaca por seus módulos fotovoltaicos de alta eficiência , que oferecem retorno mais rápido sobre o investimento, otimizando o custo total do projeto ao longo da vida útil. 3. Redução de custos com materiais de construção Uma vantagem pouco explorada, mas altamente estratégica do BIPV, é a substituição de materiais convencionais de construção por componentes solares ativos . Telhas, vidros e revestimentos são substituídos por soluções solares integradas, reduzindo o uso de materiais tradicionais e, com isso, os custos totais da obra. 4. Durabilidade superior e isolamento térmico Os sistemas BIPV são desenvolvidos para suportar condições extremas de clima e apresentar durabilidade acima de 25 anos , superando a vida útil da maioria dos materiais construtivos convencionais. Além disso, agregam melhor desempenho térmico e acústico , o que contribui para maior conforto dos usuários e menor demanda energética em climatização. 5. Instalação modular e eficiente Outro diferencial importante é o formato modular e pré-fabricado dos sistemas BIPV , que permite a instalação simultânea à construção civil, reduzindo em até 30% o tempo de obra em comparação com instalações solares convencionais . Isso representa um ganho importante de produtividade e economia. BIPV: o futuro das cidades inteligentes começa pela fachada BIPV: o futuro das cidades inteligentes começa pela fachada BIPV: o futuro das cidades inteligentes começa pela fachada A proposta do BIPV vai além da geração de energia. Trata-se de uma mudança de paradigma  na forma como edifícios são pensados: não mais como consumidores passivos, mas como elementos ativos da matriz energética urbana . Com soluções que aliam eficiência, estética, durabilidade e retorno econômico , o BIPV se consolida como uma peça-chave na construção de cidades inteligentes e sustentáveis . E empresas como a GoodWe estão na linha de frente dessa transformação. BIPV revoluciona o setor de energia ao integrar geração solar diretamente na arquitetura dos edifícios

  • Modernização do setor elétrico a partir da convergência entre redes inteligentes e geração renovável

    Por  Laís Víctor, especialista em energias renováveis e diretora executiva A transição energética global tem avançado em ritmo acelerado, impulsionada por compromissos climáticos, avanços tecnológicos e pressões econômicas por fontes mais sustentáveis e competitivas. No centro desse processo, a expansão das energias renováveis altera profundamente a lógica tradicional de funcionamento dos sistemas elétricos. Modernização do setor elétrico a partir da convergência entre redes inteligentes e geração renovável O crescimento consistente da geração solar e eólica, ambas marcadas por variabilidade e dependência de condições climáticas, impõe desafios inéditos à estabilidade, previsibilidade e governança da operação. Modelos construídos com base em geração centralizada, controle hierárquico e fluxos unidirecionais passam a mostrar limites diante de uma matriz que se torna cada vez mais descentralizada, dinâmica e conectada. É nesse cenário que a integração de renováveis em redes inteligentes emerge como um componente estratégico de adaptação estrutural. Mais do que uma evolução tecnológica, trata-se de uma resposta sistêmica à complexidade crescente do setor elétrico. As redes inteligentes permitem monitoramento em tempo real, automação de respostas operacionais, comunicação entre equipamentos e gestão eficiente da variabilidade da geração. Representam, portanto, a infraestrutura necessária para dar suporte técnico e econômico à expansão das fontes limpas, sem comprometer a segurança energética ou a eficiência da operação. Integrar geração renovável e inteligência de rede não é uma opção técnica marginal, mas uma condição essencial para o funcionamento sustentável das matrizes do século XXI. A digitalização como base da nova infraestrutura elétrica A expansão das fontes renováveis tem sido acompanhada, nos principais mercados globais, por um processo contínuo de digitalização da infraestrutura elétrica. Segundo estimativas recentes da International Energy Agency (IEA), 83% da nova capacidade de geração instalada em 2023 teve origem em fontes renováveis, com destaque para solar e eólica. Esse avanço altera não apenas a composição da matriz energética, mas também as exigências sobre a rede que a sustenta. Modernização do setor elétrico a partir da convergência entre redes inteligentes e geração renovável Estados Unidos, China e países da União Europeia lideram a implantação de redes inteligentes com alto grau de automação, medição avançada, resposta à demanda e controle em tempo real. Essas soluções têm permitido maior flexibilidade operacional e integração eficiente de fontes intermitentes, ao mesmo tempo em que fortalecem a resiliência dos sistemas frente a eventos climáticos extremos e oscilações de carga. No Brasil, embora o processo ainda ocorra de forma gradual e desigual, há sinais consistentes de avanço. Iniciativas como o Programa Nacional de Redes Elétricas Inteligentes, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e projetos-piloto conduzidos por concessionárias estaduais e privadas indicam um esforço coordenado de experimentação regulatória e adaptação tecnológica. A incorporação de medidores inteligentes, sistemas de automação de distribuição e plataformas digitais de gestão de energia ainda enfrenta desafios estruturais, mas tende a se intensificar à medida que os marcos legais avancem e os incentivos econômicos se consolidem. Integração exige mais que tecnologia: os obstáculos de uma rede em transição A modernização do setor elétrico por meio da integração entre fontes renováveis e redes inteligentes depende de avanços estruturais em múltiplas frentes. Embora o potencial técnico já esteja consolidado nos principais mercados, a implementação efetiva desse modelo enfrenta barreiras operacionais, regulatórias e institucionais que ainda limitam sua escalabilidade, especialmente em economias emergentes. Do ponto de vista técnico, a interoperabilidade entre sistemas digitais, o envelhecimento da infraestrutura de distribuição e a adoção insuficiente de padrões de cibersegurança representam riscos concretos à confiabilidade e à segurança da operação. A integração de ativos descentralizados exige redes preparadas para bidirecionalidade, gerenciamento dinâmico de carga e resposta em tempo real, o que implica investimentos relevantes em automação, sensoriamento e comunicação. No campo regulatório, persistem lacunas que dificultam a plena valorização da flexibilidade, dos serviços ancilares e da geração distribuída. Modelos tarifários que não reconhecem esses atributos limitam os incentivos à modernização. A ausência de políticas que estimulem a participação ativa do consumidor, inclusive por meio da resposta à demanda e do autoconsumo inteligente, reduz o potencial transformador das redes inteligentes. Além disso, a qualificação profissional surge como um componente crítico da transição. Operar sistemas complexos, descentralizados e digitalizados exige competências que combinam engenharia elétrica, ciência de dados e conhecimento regulatório. No entanto, a formação de quadros técnicos aptos a lidar com essa nova realidade ainda ocorre de forma lenta e fragmentada, gerando um descompasso entre as exigências da operação e a capacidade instalada do setor. Oportunidades estruturais: reorganizando o setor com inteligência e descentralização A integração de fontes renováveis com redes inteligentes não representa apenas uma modernização operacional, mas a chance de reestruturar o setor elétrico com base em maior eficiência técnica, participação ativa dos agentes e melhor alocação de recursos. Trata-se de um processo que não apenas responde aos desafios da transição energética, mas que também redefine a forma como a energia é produzida, distribuída, comercializada e consumida. A convergência entre geração distribuída, sistemas de armazenamento e eletrificação de usos finais, como veículos elétricos, gera sinergias que elevam a resiliência do sistema e reduzem a dependência de grandes obras de infraestrutura. A digitalização, por sua vez, permite o monitoramento contínuo da rede, otimizando o despacho de energia, antecipando falhas e viabilizando uma operação mais flexível e responsiva. A utilização de dados em tempo real cria condições para introduzir novos modelos tarifários baseados em variabilidade horária, localização geográfica e perfil de consumo. Esse novo arranjo também amplia o papel dos consumidores, que passam a ser participantes ativos do sistema, com maior autonomia sobre seu comportamento energético. Ao aderirem a contratos de energia personalizados, ao participar de programas de resposta à demanda ou ao operar seus próprios sistemas de geração e armazenamento, consumidores residenciais, comerciais e industriais deixam de ser apenas usuários finais para se tornarem agentes que contribuem diretamente para a estabilidade e a eficiência do setor. Além disso, o ambiente mais descentralizado e digitalizado favorece o surgimento de novos modelos de negócio. Comercializadoras digitais, plataformas peer-to-peer, cooperativas energéticas e agregadores de carga encontram espaço para se consolidar, estimulando a competição, a inovação regulatória e a diversificação da oferta de serviços. Essas dinâmicas ampliam o alcance da transição energética e criam valor em múltiplos níveis da cadeia elétrica. Tomar decisão estratégica em um sistema elétrico em transformação A modernização do setor elétrico, impulsionada pela integração de fontes renováveis e redes inteligentes, exige um redesenho profundo das decisões empresariais, regulatórias e institucionais. Nesse cenário, os agentes do setor precisam agir com discernimento técnico e visão sistêmica, alinhando inovação tecnológica, responsabilidade socioambiental e adaptação regulatória. Para empresas e investidores, isso significa priorizar ativos com maior flexibilidade operacional, capazes de responder de forma rápida e eficiente às variações de carga e geração. Usinas híbridas, equipamentos com inteligência embarcada e soluções compatíveis com armazenamento despontam como elementos centrais de uma nova matriz elétrica mais ágil e conectada. Ao mesmo tempo, é fundamental acompanhar de forma próxima e ativa os avanços regulatórios, especialmente no Brasil, onde projetos de modernização tramitam em busca de maior coerência entre a realidade tecnológica e os marcos legais vigentes. A participação qualificada em consultas públicas, com contribuições técnicas bem fundamentadas, fortalece o processo e amplia a previsibilidade dos investimentos. Outro aspecto decisivo é a articulação com fornecedores, desenvolvedores, centros de pesquisa e universidades. Parcerias técnicas e institucionais têm o potencial de acelerar a curva de aprendizado, reduzir custos de transição e garantir maior robustez na implementação de soluções digitais e descentralizadas. No campo corporativo, as decisões precisam incorporar de forma mais clara os critérios técnicos, ambientais e sociais que moldam o novo mercado de energia. Projetos avaliados apenas sob métricas financeiras tradicionais tendem a perder espaço para aqueles que demonstram impacto territorial positivo, rastreabilidade de suas práticas e compromisso com metas climáticas verificáveis. Diante desse cenário, acredito que nenhuma transformação é viável sem pessoas qualificadas para operá-la. O setor elétrico requer, com urgência, profissionais capazes de interpretar dados em tempo real, gerenciar ativos digitais e atuar em ambientes distribuídos. A formação de equipes preparadas, diversas e atualizadas será um diferencial decisivo para organizações que desejam permanecer relevantes num cenário em constante evolução. Transição elétrica exige redes compatíveis com o futuro A expansão das fontes renováveis representa um avanço necessário, mas não suficiente. À medida que a geração se descentraliza e se torna mais variável, o sistema elétrico precisa evoluir para responder com inteligência, estabilidade e agilidade. Isso não se alcança apenas com mais geração, mas com redes preparadas para operar de forma integrada, digital e distribuída. A inserção qualificada de renováveis depende de uma arquitetura elétrica que reconheça a complexidade do novo arranjo energético e que seja capaz de operar com múltiplos agentes, fluxos bidirecionais e informações em tempo real. A integração entre redes inteligentes e geração renovável deixa de ser uma aspiração técnica para se tornar uma decisão estrutural, que impacta diretamente a segurança energética, a eficiência dos mercados e a soberania do modelo energético nacional. Trata-se de uma mudança que exige compromisso institucional, articulação entre setores e clareza estratégica em todos os níveis da tomada de decisão. Vejo que essa transformação representa uma etapa determinante para o Brasil consolidar um sistema elétrico mais confiável, moderno e alinhado com as exigências globais de descarbonização e competitividade. A oportunidade está posta, com base técnica sólida e viabilidade econômica crescente. O que se espera agora é que os agentes públicos e privados atuem com responsabilidade, coerência regulatória e visão de longo prazo para garantir que essa transição não apenas aconteça, mas seja conduzida com inteligência e maturidade. Sobre a autora   Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis.  Modernização do setor elétrico a partir da convergência entre redes inteligentes e geração renovável

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