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  • China Dá um Salto Estratégico no Armazenamento de Energia com Mega Projeto em Xinjiang

    EnergyChannel – Cobertura Internacional A China acaba de dar um passo decisivo no avanço da infraestrutura de armazenamento de energia em larga escala. No último dia 19 de julho, entrou em operação a primeira fase do maior projeto autônomo de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) do país, uma iniciativa pioneira que promete redefinir o papel do armazenamento energético na transição para fontes renováveis. Imagem, créditos Power China Localizado na região de Kashgar, em Xinjiang, o complexo da Huadian Xinjiang Kashgar Energy Storage Plant  já nasce como um gigante do setor: são 500 MW de potência e 2 GWh de capacidade de armazenamento por quatro horas , o suficiente para equilibrar picos de consumo e dar suporte à rede elétrica regional em momentos críticos. A segunda fase do projeto, já planejada, dobrará essa capacidade para impressionantes 1 GW/4 GWh . Um projeto monumental com tecnologia de ponta O empreendimento ocupa uma área de 119 mil metros quadrados , equivalente a cerca de 17 campos de futebol. O investimento total é estimado em 1,6 bilhão de yuans , o que corresponde a aproximadamente US$ 223 milhões . O diferencial tecnológico está no modelo híbrido de operação. O sistema utiliza 100 unidades de armazenamento LFP , com metade da estrutura equipada com inversores formadores de rede  (grid-forming), e a outra metade com inversores seguidores de rede  (grid-following). Essa abordagem inovadora aumenta a flexibilidade do sistema, permitindo maior estabilidade e eficiência na resposta às oscilações da demanda. A conexão do projeto à malha energética é feita por meio de uma linha de transmissão de 220 kV , interligada diretamente à subestação de 750 kV de Kashgar , assegurando a integração do sistema ao backbone energético do país. Quem está por trás do projeto? O projeto é liderado pela Huadian Xinjiang Company , braço regional da China Huadian Corporation , uma das cinco maiores estatais do setor elétrico da China. A PowerChina atuou como contratada EPC (Engineering, Procurement and Construction), coordenando a construção e instalação do complexo. Além da Huadian, a State Grid Xinjiang Electric Power Company  e outros parceiros estratégicos colaboraram para viabilizar a obra, superando desafios logísticos típicos da região de Xinjiang, que incluem clima extremo e questões de transporte em longas distâncias. Por que esse projeto é tão relevante? O crescimento da energia renovável, especialmente solar e eólica, coloca pressão sobre os sistemas de transmissão e exige soluções para lidar com a intermitência das fontes limpas. Nesse contexto, os sistemas de armazenamento por baterias se tornam peças-chave. Ao inaugurar um projeto deste porte, a China fortalece sua estratégia de segurança energética e acelera sua transição para uma matriz mais sustentável, ao mesmo tempo em que lidera a corrida global por soluções de armazenamento de larga escala. Impacto regional e global Além de beneficiar diretamente a região de Xinjiang, um polo estratégico para a produção de energia renovável na China, o megaprojeto de Kashgar sinaliza um movimento de transformação do mercado global de armazenamento. A tendência é clara: o armazenamento não é mais apenas um complemento da geração renovável, mas sim um ativo essencial para garantir estabilidade e confiabilidade à rede elétrica do futuro. Sobre o EnergyChannel O EnergyChannel  é um canal internacional de jornalismo especializado em energia, sustentabilidade e inovação tecnológica. Com presença em 10 países e distribuição multiplataforma, nosso objetivo é informar, debater e acompanhar as principais tendências da transição energética global. Acompanhe tudo sobre energias renováveis, baterias e armazenamento em   www.energychannel.co . China Dá um Salto Estratégico no Armazenamento de Energia com Mega Projeto em Xinjiang

  • Brasil, aqui o elétron é doce!

    O tema energias neutras em emissões de produtos livres de componentes de materiais fósseis é um tema que permeia estudos diversos, seja biometano, hidrogênio, biodiesel, etanol, baterias, etc. Brasil, aqui o elétron é doce! No ano 2000 tive a feliz oportunidade de visitar profissionalmente a China, e a imagem que vislumbrei foi triste demais. Aquele estereótipo de pobreza instalada e agora testemunhada foi complicada, pois pensei, como isso será revertido. Nas ruas a bicicleta predominava como os meio de transporte e a vestimenta era tipo um uniforme azul e simples. A poluição era algo que não permitia ver o céu azul, era de uma cor branca e presumida contaminante. A atuação dos chineses que atuavam no setor automotivo era muito primária e simples, falo isso pois fui fazer um apoio nesse setor. Na época visitei clientes que estavam descontentes com os produtos - microônibus - que operavam em rodovias. Fizemos uma reunião de 3 horas e no fim tive que pensar em como resolver e falei: hoje, a hora que os ônibus chegarem vamos passar a madrugada revisando os ônibus e amanhã às 6:00 h estarão prontos para viajarem! Pergunto, qual resposta vocês dariam? Precisei dar o contexto do ambiente que encontrei para entender o movimento dos chineses para os carros elétricos! Ou faziam isso que fizeram ou se asfixiariam com o ar poluído, pior, venenoso! Ou seja tiveram que seguir um caminho energético de despoluição das cidades! Nesse entretempo tive oportunidade de voltar profissionalmente à China em 2011! Já encontrei uma China em ebulição econômica, e em visita a um distribuidor levei a maior dura pela invasão de carros da Volkswagen - Santana - muito usados como táxi, levei a repreenda por ser brasileiro e marca que trabalhava era concorrente, acho que no fim o diretor da concessionária extravasou o descontentamento com alguém do pais de origem do carro! Preciso destacar que fui para um treinamento de vendas na cidade de Sanya, onde fiquei no melhor hotel que já fiquei em toda carreira profissional! Prelúdios de mudanças da e na China! De um pais nota 2,5 já o avaliei como 5,5! Nesse entretempo trabalhei para uma empresa chinesa que estava se instalando no Brasil, quando tive a oportunidade de pergunta aos novatos de Brasil, o que os impressionou mais no Brasil, resposta: blue sky, ou seja, céu azul! E essa resposta impressiona por que lá esteve e presenciou a situação! Aí dá para entender a resposta. Agora vamos pensar em Brasil, que ao invés de focar em elétrico a baterias, em função da crise do petróleo dos anos 70, focou no “doce etanol”! Uma energia renovável e assumo neutra em emissões poluidoras! O etanol está para a gasolina assim como o BeVant óleo diesel de origem vegetal está para o diesel de origem fóssil! Isso é o Brasil, energias de fontes vegetais em abundância, é só querer que tem! Brasil, aqui o elétron é doce!

  • Caminhos da Descarbonização: Por Que o Futuro dos Veículos Pesados Será Múltiplo e Gradual?

    EnergyChannel | Cobertura Especial A transição energética no transporte pesado já começou, mas a rota não será única nem imediata. Durante um debate promovido pelo EnergyChannel, especialistas do setor defenderam a necessidade de um caminho eclético para descarbonizar a mobilidade urbana e rodoviária, sobretudo no transporte de carga e passageiros. Participaram da conversa o consultor Eustáquio Sirolli, referência em veículos movidos a hidrogênio e células de combustível, e o executivo Cláudio Nelson, especialista no mercado de transporte e sustentabilidade veicular. Descarbonização: Nem só de elétrico vive o futuro Apesar do apelo midiático em torno da eletrificação, a realidade do transporte pesado no Brasil impõe desafios estruturais e econômicos que dificultam uma migração rápida e integral para veículos 100% elétricos. "O Brasil tem características específicas. Não dá para dizer que o futuro será totalmente elétrico ou totalmente a hidrogênio. O cenário é plural e exige soluções combinadas", defendeu Cláudio Nelson. A análise faz sentido: além das questões técnicas — como o peso das baterias e a autonomia limitada —, o custo dos veículos elétricos ainda é proibitivo. Hoje, um ônibus elétrico pode custar de 2,5 a 3 vezes mais do que um equivalente a diesel. No caso dos caminhões, a diferença chega a 30% a mais para modelos a gás. Segundo o levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte), um caminhão Euro 6 emite hoje 1,5 g de CO₂ por kWh, contra 4 g dos modelos fabricados entre 2000 e 2005. Quando o assunto é material particulado, a diferença é ainda mais gritante: 0,01 g no Euro 6 contra 0,15 g nos antigos Euro 2. Curto, médio e longo prazo: a trilha para uma frota mais limpa O caminho para a descarbonização passa por etapas: Curto prazo (até 2 anos) : Renovação da frota com motores Euro 6/Proconve P8. A simples troca de veículos antigos já traz uma redução significativa nas emissões. Médio prazo (2 a 5 anos) : Uso de biocombustíveis avançados, como o diesel vegetal tipo Bivante, produzido sem necessidade de adaptar motores a diesel já existentes. Além disso, o biometano entra no radar, embora ainda com produção concentrada em alguns estados. Longo prazo (acima de 5 anos) : Ampliação da frota elétrica e implementação do hidrogênio como solução de ponta, com corredores específicos de abastecimento e incentivos estruturais. O papel do governo e a importância das políticas públicas Sem políticas públicas e incentivos fiscais, a transição não acontecerá na velocidade desejada. Financiamentos acessíveis, redução de impostos, benefícios em pedágios e IPVA diferenciado são ferramentas possíveis para acelerar a renovação da frota. "Precisamos de um trabalho em conjunto entre setor privado, governo e fabricantes. O caminhoneiro ou empresário quer ajudar o planeta, mas não pode fazer isso sozinho, sob o risco de quebrar o negócio", destacou Ricardo Honório, jornalista e mediador do debate no EnergyChannel. Etanol, biodiesel e novas tecnologias brasileiras Além do diesel vegetal, os especialistas lembraram a importância estratégica do etanol, uma das soluções mais sustentáveis já disponíveis no Brasil desde os anos 70. Novas tecnologias, como o DieselFlex , em desenvolvimento pela Bosch, também prometem ampliar o uso do etanol em motores diesel. "Se a China aposta no carro elétrico, no Brasil o etanol precisa ser mais valorizado. O elétron brasileiro é renovável", reforçou Eustáquio Sirolli. Proposta: um debate contínuo e soluções por etapas O EnergyChannel propõe ampliar o debate, reunindo especialistas de todas as frentes — etanol, hidrogênio, biodiesel, fabricantes e representantes do governo — para construir uma agenda realista e tecnicamente viável de transformação da matriz energética do transporte. "Não se trata de radicalizar. Não será tudo elétrico ou tudo a hidrogênio de uma hora para outra. O futuro do transporte pesado será múltiplo, gradual e adaptado à realidade do Brasil", concluiu Honório. Sobre o EnergyChannel O EnergyChannel  é uma plataforma internacional de jornalismo especializada em energia, sustentabilidade e inovação, com presença em 10 países e cobertura multicanal. Nossa missão é levar informação qualificada sobre a transição energética, sempre com independência editorial e foco no impacto positivo para as futuras gerações. Baixe o aplicativo do EnergyChannel ou acesse www.energychannel.co  para acompanhar os próximos debates e reportagens. Caminhos da Descarbonização: Por Que o Futuro dos Veículos Pesados Será Múltiplo e Gradual?

  • O papel do armazenamento de energia na consolidação de um setor elétrico inteligente e resiliente

    Por  Laís Víctor, especialista em energias renováveis e diretora executiva A transição energética em curso, impulsionada pela crescente participação de fontes renováveis na matriz elétrica, tem promovido avanços significativos em termos de sustentabilidade, redução de emissões e modernização da infraestrutura energética global. Imagens ilustrativa: créditos Hopewind No entanto, esse novo arranjo também impõe desafios operacionais complexos, especialmente no que diz respeito à estabilidade e à previsibilidade do fornecimento. A intermitência característica da geração solar e eólica, fontes cada vez mais relevantes na expansão da oferta evidencia a limitação dos modelos convencionais de operação do sistema elétrico, estruturados historicamente sobre fontes controláveis e despacháveis. Neste cenário, o armazenamento de energia passa a ocupar um papel central na viabilização técnica e econômica da transição. Longe de ser um recurso auxiliar ou contingencial, o armazenamento consolida-se como infraestrutura estratégica para garantir a segurança energética, aumentar a eficiência dos ativos existentes e permitir a gestão inteligente de fluxos energéticos em tempo real. Sua função transcende a simples compensação de intermitência: ele contribui ativamente para o equilíbrio dinâmico entre oferta e demanda, a estabilização de frequência e tensão, o alívio de congestionamentos na rede e a integração entre diferentes regiões e mercados. Além dos ganhos operacionais, o armazenamento influencia diretamente variáveis econômicas fundamentais. Impacta o modelo de precificação de energia, viabiliza contratos com maior flexibilidade de entrega, reduz a dependência de térmicas para atendimento a picos de carga e permite novos arranjos comerciais, como os serviços ancilares e a arbitragem de energia. Trata-se, portanto, de um componente estrutural da matriz do futuro uma matriz que será cada vez mais limpa, descentralizada, digital e orientada por critérios de resiliência e eficiência. Uma corrida global já em curso O armazenamento de energia deixou de ser uma solução pontual para se tornar parte integrante da nova infraestrutura elétrica global. À medida que aumenta a participação das fontes renováveis intermitentes nas matrizes energéticas, países que lideram essa transição vêm adotando o armazenamento como uma resposta concreta à necessidade de estabilidade, previsibilidade e flexibilidade operacional. Segundo projeção da BloombergNEF, a capacidade instalada de sistemas de armazenamento deverá ultrapassar 1.000 gigawatts até 2040, um crescimento sustentado por metas climáticas, pressão regulatória e avanços em escala industrial. Estados Unidos, China e Europa ocupam posição de destaque nesse movimento. Esses mercados já operam sistemas híbridos em escala comercial, nos quais grandes plantas solares e eólicas são integradas a baterias de íons de lítio com controle digital. A consolidação desses projetos se apoia em dois fatores principais. O primeiro é a significativa redução no custo das baterias, que caiu cerca de 89 por cento na última década, conforme dados da Agência Internacional de Energia. O segundo é a existência de marcos regulatórios que reconhecem o papel do armazenamento e atribuem a ele fontes claras de remuneração, seja por serviços de resposta rápida, seja por alívio de sobrecarga na rede. Na Europa, a volatilidade nos mercados de energia de curto prazo tem levado agentes a investir em projetos dedicados à arbitragem, aproveitando diferenças horárias de preço para armazenar e despachar energia conforme o sinal econômico. Já nos Estados Unidos, o fortalecimento do papel das baterias em serviços ancilares vem sendo impulsionado por uma combinação de políticas federais e incentivos estaduais. Nestes casos, o armazenamento cumpre funções específicas, como estabilização de frequência, suporte à reserva girante e fornecimento imediato em situações de oscilação da carga. Essa movimentação internacional indica não apenas uma resposta à necessidade técnica, mas um alinhamento estratégico. O armazenamento passa a ser tratado como ativo essencial na construção de um sistema energético mais eficiente, seguro e preparado para operar com uma geração cada vez mais variável. A corrida já começou, e quem estruturá-la com clareza regulatória e viabilidade econômica ocupará posição central na nova geografia da energia. O Brasil tem potencial estratégico latente à espera de ativação efetiva O debate sobre armazenamento de energia no Brasil avança, mas ainda de forma restrita e fragmentada. Embora o tema já tenha sido incorporado em documentos estratégicos, como o Plano Decenal de Expansão de Energia 2032, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, sua inserção prática no sistema elétrico ainda esbarra em limitações institucionais. O plano reconhece que os sistemas de armazenamento podem reduzir os custos com geração de reserva, melhorar o aproveitamento de fontes renováveis e oferecer maior segurança na operação. No entanto, reconhecer a importância não é suficiente. Sem um arcabouço regulatório claro, esses benefícios permanecem potenciais, e não concretos. O principal obstáculo é a indefinição jurídica quanto à natureza do armazenamento no Brasil. Não há consenso entre os órgãos reguladores sobre como classificar essa tecnologia: se como uma forma de carga, geração ou serviço ancilar. Essa ambiguidade compromete a modelagem técnica e financeira dos projetos. Sem clareza sobre como o armazenamento será remunerado, é difícil estruturar contratos bancáveis, o que afasta investidores institucionais e encarece o custo do capital. Além disso, a ausência de um sinal econômico específico reduz o interesse de agentes que, em outros mercados, já operam modelos comerciais sustentados por diferentes fontes de receita. Outro ponto crítico é o não reconhecimento dos efeitos sistêmicos que o armazenamento pode gerar. Tecnologias de baterias aplicadas estrategicamente na rede podem aliviar congestionamentos, adiar a necessidade de novos investimentos em infraestrutura de transmissão e reduzir perdas elétricas em longas distâncias. Ainda assim, esses benefícios não são incorporados nos modelos tarifários nem nos mecanismos de leilão atualmente em vigor. Como consequência, projetos que trariam ganhos coletivos ao sistema não encontram espaço competitivo para se desenvolver. A despeito dessas limitações, há sinais positivos. Chamadas públicas, estudos regulatórios e iniciativas-piloto começam a ser promovidos por instituições como ANEEL, EPE e Operador Nacional do Sistema Elétrico. Mas o avanço dependerá de decisões concretas, que incluam definição de diretrizes regulatórias, revisão dos critérios de remuneração e estímulo à inserção do armazenamento em projetos de geração, distribuição e consumo final. O potencial técnico é evidente. O desafio agora é torná-lo viável. O que o armazenamento entrega e por que isso importa A introdução estruturada de tecnologias de armazenamento no sistema elétrico nacional representa uma resposta direta às limitações operacionais decorrentes da variabilidade das fontes renováveis. Mais do que uma alternativa técnica, o armazenamento agrega valor sistêmico à operação elétrica, criando condições para um uso mais racional da infraestrutura existente e viabilizando modelos energéticos mais resilientes e economicamente sustentáveis. Em primeiro lugar, o armazenamento viabiliza o deslocamento temporal da geração renovável, permitindo que a energia solar produzida em horários de baixa demanda, como o meio do dia, seja armazenada e consumida nos períodos de pico do início da noite. Isso reduz a necessidade de acionar usinas térmicas e contribui para a redução das emissões associadas à geração de ponta. Outro impacto relevante está no alívio da rede elétrica em horários críticos. Em regiões com restrições de escoamento ou sobrecarga na transmissão, o armazenamento em pontos estratégicos permite suavizar picos de carga, evitando a necessidade de investimentos imediatos em novas linhas e subestações. Essa função adquire relevância adicional em sistemas que enfrentam crescimento acelerado da demanda ou forte expansão da geração distribuída. O armazenamento também está apto a participar de serviços ancilares, oferecendo resposta em milissegundos para estabilização de frequência, controle de tensão e suporte à reserva operativa. Essas características tornam as baterias uma ferramenta de apoio à confiabilidade da operação em tempo real, especialmente em contextos de geração altamente distribuída e intermitente. Em ambientes isolados ou com vulnerabilidades climáticas e logísticas, o armazenamento permite autonomia energética por meio de microredes, nas quais sistemas solares ou eólicos são integrados a baterias locais. Isso garante continuidade do abastecimento, reduz dependência de geradores a diesel e fortalece a resiliência comunitária. Há um aspecto financeiro e estratégico que merece destaque. Projetos que integram armazenamento a soluções de eficiência energética e descarbonização se tornam mais competitivos na captação de financiamento climático. São elegíveis a linhas de crédito com critérios ESG, fundos multilaterais e emissões de títulos verdes, o que melhora o custo do capital e amplia o acesso a investidores institucionais. Essas aplicações, quando combinadas, ampliam a eficiência técnica da matriz elétrica, aumentam a previsibilidade do suprimento e criam novas fontes de receita para agentes do setor, seja por meio da comercialização de serviços, da redução de custos operacionais ou da inserção em mecanismos de remuneração por desempenho. O armazenamento, portanto, não apenas responde a uma limitação estrutural, mas inaugura uma nova lógica de gestão do setor elétrico. Preparar o setor para a nova lógica do investimento energético A consolidação do armazenamento de energia como elemento estrutural da matriz elétrica exige uma mudança de postura por parte dos agentes econômicos. Executivos e investidores que desejam atuar nesse segmento precisam adotar uma abordagem que vá além da avaliação tecnológica. É necessário compreender que o armazenamento opera de forma transversal dentro do setor, com impacto na geração, no transporte, na comercialização e no consumo de energia. A lógica que sustenta sua viabilidade é sistêmica, e sua integração exige leitura cuidadosa dos diferentes elos da cadeia. O primeiro passo consiste em mapear as aplicações de maior valor agregado, o que varia conforme a localização, a estrutura tarifária e o perfil de carga. Em áreas com restrições de rede, o armazenamento pode evitar investimentos em infraestrutura. Em sistemas isolados, ele garante segurança de suprimento. Em mercados mais maduros, atua como ativo financeiro, prestando serviços ancilares ou arbitrando energia entre horários de preços distintos. Entender esse contexto é essencial para desenvolver modelos de negócio coerentes com as necessidades do sistema e com o apetite dos financiadores. Ao mesmo tempo, é indispensável antecipar os movimentos regulatórios e institucionais. O Brasil ainda está construindo o marco regulatório para o armazenamento, o que exige atenção contínua a consultas públicas, estudos promovidos por órgãos como ANEEL, MME e EPE, e a iniciativas regionais ou setoriais que possam sinalizar caminhos viáveis. Projetos-piloto, leilões experimentais e programas de inovação podem abrir portas para agentes que desejam testar modelos e se posicionar de forma antecipada. Outro ponto relevante é a diversificação tecnológica. Embora as baterias de íons de lítio dominem o mercado global, especialmente em aplicações de curto ciclo e resposta rápida, outras tecnologias começam a se mostrar promissoras. Soluções como baterias de fluxo redox, armazenamento térmico, hidrogênio verde e sistemas mecânicos podem ser mais adequadas em determinados contextos operacionais ou em escalas específicas. A análise deve considerar critérios como profundidade de descarga, tempo de resposta, durabilidade, disponibilidade de insumos e impacto ambiental. Construir alianças estratégicas será determinante para a redução de riscos. Parcerias com desenvolvedores experientes, integradores de tecnologia, empresas de geração e distribuição e até startups especializadas permitem acelerar a curva de aprendizado, testar soluções de forma mais segura e compartilhar responsabilidades em projetos-piloto ou comerciais. A articulação entre os diferentes agentes será um dos pilares da inserção bem-sucedida do armazenamento no setor elétrico brasileiro. O investimento em armazenamento não é apenas uma aposta em tecnologia emergente. É uma decisão estratégica que exige visão de longo prazo, capacidade de articulação institucional e leitura precisa das transformações em curso nos mercados de energia. Preparar-se agora é uma forma de ocupar espaços futuros com segurança técnica e vantagem competitiva. O futuro da matriz elétrica será decidido por quem souber armazenar valor, não apenas energia O setor elétrico global avança em direção a uma configuração em que descentralização, digitalização e descarbonização não são mais tendências futuras, mas características operacionais já em curso. Neste novo arranjo, o armazenamento de energia ocupa uma função central. Ele permite maior aproveitamento das fontes renováveis, garante estabilidade ao sistema mesmo em condições de alta variabilidade e cria novas possibilidades de operação, precificação e participação nos mercados. Ao conectar os diferentes pilares da transição energética, o armazenamento se consolida como o componente que dará escala, previsibilidade e segurança a uma matriz mais limpa. Sua adoção não se limita a um avanço técnico, mas representa uma mudança estrutural na forma como se planeja, investe e opera energia. Do ponto de vista brasileiro, essa é uma oportunidade que não pode ser adiada. Temos uma matriz com alta participação renovável, disponibilidade de recursos naturais, capacidade técnica instalada e instituições que já reconhecem a importância do tema. Mas transformar potencial em liderança depende de ação coordenada. Isso significa definir regras claras, estruturar instrumentos financeiros adequados e preparar o ambiente regulatório para acolher o armazenamento com segurança jurídica e sinal econômico consistente. Estamos diante de uma inflexão estratégica. O armazenamento não é mais um recurso auxiliar. É o que permitirá ao Brasil consolidar sua posição como referência global em energia limpa. O país que souber armazenar valor - no sentido energético, econômico e institucional - será o país que liderará a próxima fase da transição energética. Essa decisão começa agora, e seu impacto será medido pelas próximas décadas. Sobre a autora   Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis.  O papel do armazenamento de energia na consolidação de um setor elétrico inteligente e resiliente

  • Armazenamento Global de Energia Bate Recorde: Implantações de BESS Crescem 54% no Primeiro Semestre de 2025

    EnergyChannel | Cobertura Internacional – Julho de 2025 O mercado global de armazenamento de energia por baterias (BESS, na sigla em inglês) segue em ritmo acelerado e acaba de registrar um novo marco histórico. No primeiro semestre de 2025, as implantações de sistemas BESS em escala de rede cresceram 54% em comparação com o mesmo período do ano passado, consolidando o setor como peça-chave da transição energética mundial. Armazenamento Global de Energia Bate Recorde: Implantações de BESS Crescem 54% no Primeiro Semestre de 2025 Segundo dados da Rho Motion , referência internacional em inteligência de mercado, só no mês de junho foram conectados à rede 7,96 GW/22,17GWh  de capacidade de armazenamento em 109 projetos ao redor do mundo. Trata-se do maior volume mensal de 2025 até agora, representando um salto de aproximadamente 19% em relação a maio . China lidera a corrida do armazenamento Mais da metade dos novos sistemas instalados estão na China, que mantém uma liderança confortável no mercado global de armazenamento em larga escala. O país vem acelerando a implementação de BESS para dar suporte à integração de fontes renováveis variáveis como solar e eólica, reduzindo riscos de intermitência e fortalecendo a segurança energética de sua matriz. A expansão do armazenamento por baterias também reflete a urgência dos países em modernizar suas redes elétricas diante do crescimento exponencial das energias limpas e do aumento da demanda por flexibilidade no fornecimento. Energia armazenada: o novo ativo estratégico do setor elétrico O avanço dos sistemas de armazenamento em escala de rede está mudando a dinâmica do mercado energético global. Tecnologias como BESS permitem não apenas armazenar excedentes de geração renovável para utilização posterior, mas também oferecem suporte à estabilidade da rede, evitando apagões e aliviando picos de consumo. “Os números de 2025 mostram que o armazenamento já deixou de ser um segmento emergente para se tornar um componente estratégico das políticas energéticas globais”, destaca o EnergyChannel em análise do setor. Projeções para o segundo semestre Com o ritmo atual de implantações e uma agenda global cada vez mais focada em descarbonização e segurança energética, a expectativa é de que o segundo semestre de 2025 mantenha a tendência de crescimento acelerado do armazenamento em baterias. Empresas, governos e investidores acompanham de perto esse movimento, que redefine o papel do armazenamento como um elo indispensável na nova cadeia de valor da energia limpa. Armazenamento Global de Energia Bate Recorde: Implantações de BESS Crescem 54% no Primeiro Semestre de 2025

  • Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT)

    A Huasun Energy  comemora seu quinto aniversário consolidada como a principal fabricante mundial de produtos solares de ultra-alta eficiência com tecnologia HJT (Heterojunction) . Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT) Em apenas cinco anos, a empresa passou de uma startup ambiciosa para uma potência global, com cinco unidades de fabricação distribuídas pelas cidades chinesas de Xuancheng, Hefei, Wuxi, Dali e Yinchuan , atingindo uma capacidade produtiva de 20 GW  com cadeia de suprimentos totalmente integrada — desde a produção de lingotes até a montagem dos módulos. Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT) Até o momento, a Huasun já forneceu mais de 13 GW de produtos HJT para mais de 80 países e regiões  em todo o mundo. Fundada em 2020, em um momento em que o mercado estava saturado com a tecnologia PERC , a Huasun apostou desde o início no potencial do HJT devido às suas vantagens técnicas e possibilidades ainda pouco exploradas.“Desde o início, eu acreditava que o HJT lideraria a próxima era da energia solar”, afirma Jimmy Xu, presidente da Huasun . “Essa tecnologia oferece alta eficiência, baixa degradação e flexibilidade de aplicação — exatamente o que o mundo precisa para alcançar a energia sustentável.” Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT) Portfólio de produtos avançados e soluções para ambientes extremos Atenta à crescente demanda global, a Huasun lançou diversas linhas de produtos, entre elas as séries Himalaya, Everest e Kunlun . Um dos destaques é o módulo Himalaya G12-132 , que bateu recordes ao atingir 768,9 W de potência de célula campeã  e até 730 W de potência entregue em campo , com uma eficiência de 23,5% . Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT) Esses módulos foram implementados com sucesso em projetos solares de larga escala, inclusive em condições extremas, como áreas marinhas e desérticas. Graças à tecnologia avançada de encapsulamento, que inclui filme conversor de luz, adesivo butílico e estrutura glass-glass , os módulos garantem alto desempenho, durabilidade e confiabilidade a longo prazo. Fotovoltaico vertical e novas fronteiras tecnológicas A série Kunlun , por sua vez, foi projetada com quase 100% de bifacialidade , sendo ideal para aplicações verticais em agrovoltaicos, corredores de transporte e fachadas de edifícios . Na Europa, a Huasun firmou parceria com a Next2Sun AG , participando de quase 100 MW em projetos de PV vertical  em setores como Agri-PV  e cercas solares. Esses projetos são reconhecidos por reduzir o acúmulo de neve e poeira, capturar luz refletida e minimizar o impacto no uso da terra. Próximo passo: tandem HJT-Perovskita No seu quinto ano de operação, a Huasun iniciou uma linha piloto de 100 MW para células tandem HJT-perovskita , com o objetivo de lançar até o final de 2026 um módulo de nova geração com mais de 800 W de potência e eficiência de 25,75% . Com uma trajetória construída sobre ciência, agilidade e sustentabilidade, a Huasun Energy  segue na vanguarda da inovação solar, oferecendo soluções acessíveis e de alto desempenho para impulsionar um mundo mais limpo e eficiente. Huasun Energy celebra 5 anos liderando a inovação e a industrialização da tecnologia solar Heterojunction (HJT)

  • Irlanda bate recorde e consolida energia eólica como pilar da matriz elétrica

    Por EnergyChannel – Cobertura Internacional Dublin, 21 de julho de 2025 —  A transição energética irlandesa ganhou um novo marco histórico em junho. De acordo com dados divulgados pelo operador nacional de energia, os parques eólicos do país foram responsáveis por 30% de toda a eletricidade consumida no mês , consolidando a energia do vento como um dos principais pilares da matriz elétrica da Irlanda. Irlanda bate recorde e consolida energia eólica como pilar da matriz elétrica O resultado representa um crescimento em relação ao mesmo período de 2024, quando a participação da eólica foi ligeiramente inferior. Além disso, junho de 2025 também foi um mês recorde para a geração solar no país , reforçando o avanço das fontes renováveis em uma nação que, tradicionalmente, sempre apostou forte no vento, mas começa a diversificar sua matriz limpa. Demanda energética também sobe, mas renováveis acompanham Segundo o relatório mensal do operador elétrico irlandês, o consumo total de energia em junho atingiu 3.151 GWh , um crescimento de aproximadamente 4,3%  em relação aos 3.019 GWh  registrados no mesmo mês do ano passado. O aumento no consumo acompanha a tendência de crescimento econômico e da eletrificação de setores como transporte e indústria. Apesar dessa expansão na demanda, as renováveis conseguiram manter o ritmo e evitar que o aumento do consumo representasse um crescimento proporcional da geração fóssil. Energia eólica: a força motriz da transição irlandesa A Irlanda é hoje uma das líderes globais em energia eólica per capita. O país investiu pesado nos últimos anos em infraestrutura offshore e onshore, aproveitando sua localização estratégica no Atlântico Norte. Com ventos constantes e regulatórios favoráveis, o mercado eólico irlandês segue batendo recordes. O desempenho robusto de junho fortalece o plano nacional de descarbonização, que prevê a substituição gradual das termelétricas a gás e carvão por fontes limpas até 2030. A meta do governo é atingir 80% da eletricidade a partir de renováveis  até o final da década, e os dados recentes indicam que esse caminho está bem pavimentado. Solar ganha espaço mesmo com desafios climáticos Embora o foco principal da geração renovável da Irlanda seja o vento, o mês de junho mostrou que a energia solar também começa a ganhar relevância no mix energético do país. Aproveitando os dias mais longos do verão europeu, os parques solares atingiram volumes inéditos de geração. Mesmo com limitações climáticas, como a menor incidência de sol em comparação a países do sul da Europa, a tecnologia fotovoltaica tem se mostrado viável em território irlandês graças ao avanço tecnológico e à redução dos custos de instalação. Cenário global e oportunidades de mercado O desempenho da Irlanda é acompanhado de perto por outros países europeus e serve de exemplo para mercados emergentes em energia limpa. O equilíbrio entre geração eólica e solar, mesmo em um cenário de crescimento de consumo, é um case que reforça a viabilidade da transição energética acelerada. Empresas de tecnologia, investidores e desenvolvedores de projetos de energia renovável enxergam no modelo irlandês um laboratório real de como integrar renováveis de forma eficiente ao sistema elétrico. Cobertura Especial – EnergyChannel: As notícias mais relevantes sobre energia, inovação e sustentabilidade no Brasil e no mundo. Irlanda bate recorde e consolida energia eólica como pilar da matriz elétrica

  • Belo Monte Sofre Revés na Justiça e Enfrenta Cobrança Bilionária no Mercado de Energia

    Por EnergyChannel – Cobertura Especial Brasília, julho de 2025 —  A Norte Energia, concessionária responsável pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, enfrenta um dos capítulos jurídicos mais delicados desde a sua operação comercial. Uma decisão judicial recente reverteu uma liminar que protegia a empresa de uma cobrança milionária no mercado de energia. Belo Monte Sofre Revés na Justiça e Enfrenta Cobrança Bilionária no Mercado de Energia Agora, a concessionária corre contra o tempo para evitar um débito que já ultrapassa R$ 480 milhões . O imbróglio envolve o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), sistema do setor elétrico brasileiro criado para redistribuir, entre os geradores, os riscos de hidrologia adversa. Na prática, o MRE funciona como uma espécie de "seguro coletivo" contra períodos de seca. Quando as hidrelétricas geram menos energia do que o previsto, os custos são compartilhados. No caso de Belo Monte, a Norte Energia vinha questionando judicialmente parte desses repasses desde 2021, alegando desequilíbrios no cálculo e impactos específicos relacionados ao modelo de operação da usina no rio Xingu. Com a liminar que mantinha o pagamento suspenso derrubada, a empresa agora precisa arcar com o montante acumulado nos últimos anos, acrescido de juros e correções. Impacto bilionário e riscos ao caixa A dívida, segundo fontes do setor, pode ultrapassar os R$ 500 milhões  caso novas cobranças sejam incorporadas até o julgamento final do mérito. O valor coloca pressão sobre o caixa da Norte Energia e acende um alerta no mercado de geração. Apesar de operar uma das maiores hidrelétricas do mundo, com capacidade instalada de 11,2 GW , Belo Monte tem convivido com desafios relacionados à sazonalidade da geração e à complexidade do sistema elétrico brasileiro. A situação também reacende o debate sobre o modelo de gestão de riscos hidrológicos no Brasil, especialmente em grandes empreendimentos da Amazônia, onde o regime de chuvas é diferente do restante do país. O que diz a Norte Energia Em nota, a companhia afirmou que "mantém diálogo com os órgãos reguladores e o Operador Nacional do Sistema (ONS) para buscar uma solução equilibrada que respeite a sustentabilidade financeira da operação e a segurança jurídica do setor". A empresa destaca ainda que o modelo de operação de Belo Monte foi desenhado para respeitar condicionantes ambientais e indígenas, o que, segundo a concessionária, "impacta diretamente nos volumes de geração e na previsibilidade da energia entregue ao sistema". Reflexos no mercado e cenário regulatório Especialistas do setor elétrico consultados pelo EnergyChannel  avaliam que a decisão cria um precedente relevante para outros players do mercado, especialmente para grandes hidrelétricas com operação complexa ou sazonal. Além disso, o episódio coloca em pauta a necessidade de modernização do MRE e de mecanismos mais adequados para lidar com a nova realidade do setor elétrico, que hoje convive com uma matriz cada vez mais híbrida, combinando hidrelétricas, solares, eólicas e sistemas de armazenamento. Enquanto o mercado acompanha os próximos desdobramentos, a Norte Energia tenta evitar que a conta bilionária se concretize. Nos bastidores, fontes do setor afirmam que a empresa poderá buscar novos acordos ou até mesmo renegociações dentro da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Cobertura contínua: EnergyChannel – Acompanhe as principais atualizações do setor elétrico brasileiro. Belo Monte Sofre Revés na Justiça e Enfrenta Cobrança Bilionária no Mercado de Energia

  • Tempestade no Texas: Incertezas travam novos projetos de energia limpa e abalam confiança do mercado

    Por EnergyChannel | Redação O Texas, conhecido por ser o epicentro da transição energética nos Estados Unidos, está enfrentando uma reviravolta inesperada. Depois de anos liderando o crescimento da energia solar e do armazenamento em baterias, o estado agora assiste a uma onda de cancelamentos de projetos que ameaça desacelerar esse ritmo de expansão. Tempestade no Texas: Incertezas travam novos projetos de energia limpa e abalam confiança do mercado Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Energética (IER) , mais de 9 GW em novos projetos de energia foram cancelados nos últimos dois meses , entre abril e maio de 2025. É o maior volume de desistências desde o início da pandemia, um sinal de alerta que pode indicar um período de estagnação no pipeline de energia limpa do estado. O impacto: 4 GW de baterias e 3,5 GW de energia solar cancelados O segmento mais afetado tem sido o de armazenamento de energia . Cerca de 4 GW em projetos de baterias  foram retirados dos planos, somando-se a 3,5 GW de usinas solares  e quase 2 GW em projetos de gás natural . Os dados do Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (ERCOT)  mostram que a combinação de fatores políticos, econômicos e comerciais está gerando um cenário de incerteza generalizada. O que está por trás da desaceleração? O cenário texano é reflexo direto de uma série de mudanças no ambiente regulatório e comercial. Um dos principais pontos de tensão é a recente restauração de tarifas de importação sobre equipamentos solares e baterias , retomadas pelo governo Trump e ampliadas em 2025. Como a maior parte das células e componentes de armazenamento vem da China, o impacto para o setor foi imediato. Além disso, o pacote legislativo conhecido como One Big Beautiful Bill (OBBBA) , sancionado no Dia da Independência deste ano, coloca em risco os créditos fiscais estabelecidos pela Lei de Redução da Inflação (IRA)  de 2022, afetando diretamente a viabilidade econômica de projetos solares e eólicos. A Solar Energy Industries Association (SEIA)  estima que as mudanças podem resultar em perdas de até US$ 50 bilhões em investimentos solares somente no Texas . Gás natural ganha terreno Enquanto os projetos de energia renovável enfrentam incertezas, o setor de gás natural avança com apoio do governo estadual . O Texas ampliou o Fundo de Energia do Texas em US$ 5 bilhões , visando financiar até 10 GW em novas usinas a gás  com linhas de crédito facilitadas. A estratégia sinaliza uma preferência crescente por fontes despacháveis, o que coloca pressão adicional sobre as renováveis. A Texas Public Policy Foundation  também entrou no debate, alegando que a intermitência da energia renovável custa anualmente US$ 2 bilhões extras ao sistema elétrico . Críticos, porém, apontam que esse cálculo ignora as quedas significativas nos custos das tecnologias solar e de baterias e os benefícios de longo prazo da transição energética. Rede mais confiável, apesar dos cortes Apesar do aumento nos cancelamentos, a confiabilidade da rede elétrica do Texas melhorou significativamente em 2025 , segundo o próprio ERCOT. No último ano, o estado adicionou mais de 9.600 MW de nova capacidade , com destaque para 5.400 MW de energia solar  e 3.800 MW de armazenamento em baterias . No mesmo período, houve uma perda líquida de 360 MW de geração a gás. O CEO do ERCOT, Pablo Vegas , afirmou que o risco de emergências no sistema caiu de 16% para menos de 1% neste verão. Mesmo diante das turbulências políticas, a infraestrutura de energia do Texas vem batendo recordes de demanda e de uso de baterias para atender os picos de consumo. Na última sexta-feira, o estado registrou 6 GW de fornecimento de energia via baterias durante o horário de pico , um marco histórico para o mercado de armazenamento. O futuro do mercado texano de energia limpa Embora a situação atual inspire cautela, algumas empresas mantêm uma visão otimista. A Lydian Energy , por exemplo, anunciou a captação de US$ 233 milhões  para financiar três novos sistemas de armazenamento em baterias na região da ERCOT. Analistas afirmam que o Texas pode ser um termômetro do que está por vir no cenário nacional . A tendência de cancelamentos definitivos, algo incomum no mercado de energia, chama atenção: foram 4,5 GW de cancelamentos em abril e 4 GW em maio , indicando que essa não é uma simples pausa, mas sim uma mudança de rota. Demanda em crescimento, mas com futuro incerto A demanda por eletricidade no Texas continua em ascensão, com previsão de crescimento de 70% até 2031 , impulsionada por data centers, criptomoedas e crescimento populacional. A grande dúvida é: quem vai atender esse aumento? Serão as renováveis, o gás natural ou um mix de ambos? Enquanto o mercado ajusta suas estratégias e espera definições regulatórias, o Texas permanece no centro das atenções do setor energético global. O que acontecer lá, mais uma vez, pode definir os rumos da transição energética nos Estados Unidos. Tempestade no Texas: Incertezas travam novos projetos de energia limpa e abalam confiança do mercado

  • Adeus LCOE? Por Que o Solar Precisa Repensar Seu Próprio Modelo de Negócio

    Modelo tradicional de cálculo de custos da energia solar está em xeque e especialistas apontam: chegou a hora de repensar o design das usinas fotovoltaicas Adeus LCOE? Por Que o Solar Precisa Repensar Seu Próprio Modelo de Negócio Por EnergyChannel | Especial Intersolar 2025 A transição energética vive um novo capítulo. A discussão sobre o LCOE (Levelized Cost of Energy) , ou Custo Nivelado da Energia, que dominou o planejamento de projetos solares na última década, está oficialmente aberta. E a provocação partiu de ninguém menos que a Huasun Energy , uma das maiores fabricantes de módulos heterojunction (HJT) do mundo. Adeus LCOE? Por Que o Solar Precisa Repensar Seu Próprio Modelo de Negócio Durante um painel na Intersolar, Christian Komas , Head de Desenvolvimento de Negócios da Huasun na Europa, fez um alerta direto ao mercado: " Estamos entrando na era pós-LCOE. É hora de repensar o desenho das plantas solares ". Quando produzir mais energia significa ganhar menos dinheiro O argumento central é simples, porém disruptivo. Até agora, o LCOE era a bússola dos projetos solares: quanto menor o custo por MWh gerado, melhor o retorno financeiro. Só que essa lógica não se sustenta mais em mercados onde a energia solar já representa 20% a 25% da matriz elétrica — como acontece hoje em países como Alemanha, Espanha e Califórnia. O excesso de geração nos horários de pico solar tem levado a uma queda drástica no preço da eletricidade no mercado spot, chegando até mesmo a valores negativos em algumas situações. Resultado? Plantas solares tradicionais, com painéis voltados ao sul e máxima densidade, estão produzindo justamente quando o mercado não paga quase nada pela energia. "Se continuarmos projetando as usinas para gerar o máximo ao meio-dia, vamos continuar gerando no horário mais barato. Isso destrói o retorno financeiro, mesmo com LCOE baixo" , explicou Komas. O risco do curtailement e da mudança regulatória Além do impacto direto no mercado spot, o excesso de energia fotovoltaica durante o dia já está levando a cortes obrigatórios de geração (o temido curtailment ) em vários países. Quando isso acontece, os operadores de rede determinam que as plantas solares desliguem parte da sua produção, eliminando qualquer receita durante essas horas. Segundo Komas, isso coloca em risco até mesmo contratos garantidos por leilões ou tarifas feed-in. "Se o mercado não valoriza a energia solar durante boa parte do dia, os governos podem rever contratos e cortar benefícios. O risco jurídico aumenta", alertou. Como escapar dessa armadilha? A resposta óbvia seria adicionar sistemas de armazenamento , como baterias, para guardar a energia do meio-dia e vender à noite. Mas Komas propõe uma alternativa mais barata e eficiente: instalações verticais de módulos bifaciais de altíssima eficiência . Ao instalar painéis em posição vertical, com módulos bifaciais de 95% de efetividade, a geração se distribui mais nas bordas do dia — início da manhã e final da tarde — justamente quando os preços da energia são mais altos e a concorrência com outras plantas solares é menor. Segundo as simulações da Huasun, mesmo considerando um custo inicial de montagem mais elevado para o sistema vertical, o retorno financeiro supera o de projetos com baterias em praticamente todos os cenários analisados. Além disso, as instalações verticais facilitam o uso do solo para agricultura, o que abre novas oportunidades de projetos agrovoltaicos. O recado para desenvolvedores solares A provocação da Huasun não é apenas sobre hardware ou tecnologia, mas sobre mentalidade de mercado. "Estamos planejando projetos como se estivéssemos em 2015, mas já vivemos a realidade de 2030" , afirmou Komas. Ele defende que, nos próximos anos, as plantas solares precisarão considerar não apenas quanto custam e quanto produzem, mas quando e como essa energia é vendida no mercado . Em um cenário de preços dinâmicos e maior participação do solar na matriz, o valor da geração distribuída ao longo do dia será mais relevante do que a produção total. O futuro do design das usinas solares O paradigma está mudando. Na visão da Huasun e de outros players do setor, o desenho das plantas solares do futuro será mais variado e adaptável. Haverá espaço para: PV vertical para otimizar geração nas extremidades do dia Baterias para armazenamento estratégico de energia Topologias híbridas, combinando diferentes orientações de módulos Integração com mercado spot e contratos PPA flexíveis A conclusão é clara: não basta mais construir a planta mais barata por MWh gerado; é preciso construir a planta mais rentável em um mercado que muda hora a hora. "Adeus LCOE? Por Que o Solar Precisa Repensar Seu Próprio Modelo de Negócio"

  • Energia Solar a Bordo: Cargueiro "Blue Marlin" Reduz Consumo de Diesel com Sistema Fotovoltaico Inédito

    O transporte marítimo, tradicionalmente movido a óleo combustível e diesel, começa a dar sinais de transformação. Um novo projeto europeu inaugura um marco inédito: a geração de energia solar para alimentar diretamente o sistema de propulsão elétrica de um cargueiro. A iniciativa foi desenvolvida pela holandesa Wattlab , em parceria com a HGK Shipping  e a Salzgitter AG , e já está em operação no navio Blue Marlin . Com 135 metros de comprimento , o cargueiro recebeu um sistema fotovoltaico composto por 192 módulos solares  instalados no estaleiro De Gerlien van Tiem , na Holanda. O projeto foi concluído em tempo recorde: em menos de duas semanas, o sistema estava comissionado e pronto para operação. O diferencial dessa tecnologia é a integração completa da energia solar com a propulsão elétrica da embarcação. Em condições ideais, o sistema é capaz de gerar até 35 kW de potência , reduzindo de forma significativa a dependência dos tradicionais geradores a diesel. Em determinados momentos, a geração solar permite desligar temporariamente um dos quatro geradores a bordo , contribuindo para a economia de combustível e diminuindo as emissões de CO₂ no transporte fluvial e marítimo. Além da propulsão, a energia captada pelos painéis solares também abastece o sistema elétrico de baixa tensão da embarcação, garantindo eficiência energética para as operações internas do navio. Navios solares: tendência ou exceção? A tecnologia aplicada no Blue Marlin  foi pensada não apenas para construções novas, mas também para retrofit em embarcações existentes. Segundo a Wattlab, a adaptação de um cargueiro de porte similar levaria no máximo uma semana de inatividade no estaleiro, tornando o modelo viável para empresas interessadas em modernizar suas frotas. Outro destaque do projeto é a gestão automatizada da energia. O sistema integra a geração solar com o banco de baterias e os geradores a diesel, permitindo que a embarcação utilize a fonte mais eficiente e econômica em cada momento da operação. Transição energética no transporte marítimo A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do setor naval em direção à descarbonização. Embora ainda não seja possível operar grandes cargueiros exclusivamente com energia solar, o avanço representa um passo importante na redução da pegada de carbono do transporte aquaviário, responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa , segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). O sucesso do projeto "Blue Marlin" abre caminho para que tecnologias limpas, como o fotovoltaico e o armazenamento em baterias, ganhem espaço no transporte de cargas por rios e mares um segmento considerado difícil de descarbonizar. Transporte marítimo mais limpo está no radar do setor energético Com iniciativas como essa, o setor naval entra de vez no mapa da transição energética global. A combinação de inovação tecnológica e eficiência operacional promete transformar o modo como mercadorias circulam pelo mundo. Tecnologia solar entra na rota do transporte marítimo e alimenta, pela primeira vez, o sistema de propulsão elétrica de um navio de carga

  • Enerclub: O programa de vantagens da Enersim

    Enerclub: O programa de vantagens da Enersim Economizar na fatura de energia e também no cinema, em lojas de confecções, de aplicativos de transporte e outras centenas de itens é possível no Enerclub, o programa de vantagens exclusivo para associados da Enersim-gestora de energia renovável. Enerclub: O programa de vantagens da Enersim São descontos e condições significativas em uma ampla rede de parceiros na região, em diversos segmentos: alimentação, automóvel, educação, pet, saúde e bem-estar, serviços, vestuário, beleza e estética. Todos os associados têm acesso aos benefícios do Enerclub, basta acessar o site www.enersim.com.br, e conferir os descontos exclusivos. Mário Mendes, coordenador de marketing consegue economizar cerca de R$ 300 reais por mês, em apps de transporte, com o Enersclub. “Eu uso o Uber pra ir e voltar do meu trabalho, então consigo cerca de 30% de desconto nas viagens, usando o voucher do Enerclub, antes gastava em média mil reais por mês, e reduzi para R$ 700 reais”, afirma Mário. Outra vantagem apontada por Mário, é a economia na energia, “consegui também economizar cerca de 20% na fatura. Então se somarmos a economia anual com o Enerclub e a Enersim, devo economizar aí cerca de R$ 5 mil reais por ano. Já dá pra utilizar em uma viagem ou algo assim”, comemora. Enersim inova com Aplicativo "Portal do Associado" A Enersim-gestora de energias renováveis, lançou um novo aplicativo para seus associados, o "Portal do Associado". Esse aplicativo é um grande diferencial para a empresa, oferecendo informações fáceis e acessíveis na palma da mão. O diretor de marqueting da Enersim, Dalmi Ofugi explica que, “o DNA da Enersim é inovar, então o aplicativo "Portal do Associado" faz parte dessa estratégia importante, porque oferece facilidade e conveniência. Com suas funcionalidades úteis e interface simples, o aplicativo é uma ferramenta valiosa para os associados que desejam gerenciar suas contas de energia elétrica de forma eficiente”. O aplicativo "Portal do Associado" oferece várias funcionalidades úteis, incluindo: •⁠ ⁠Segunda via de fatura: Os associados podem acessar e imprimir a segunda via da fatura de energia elétrica. •⁠ ⁠Boleto: Os associados podem visualizar e pagar seus boletos de energia elétrica. •⁠ ⁠Controle de economia: Os associados podem monitorar sua economia de energia e acompanhar seus gastos. •⁠ ⁠Informações personalizadas: Os associados podem acessar informações personalizadas sobre sua conta de energia elétrica. •⁠ ⁠Transparência: O aplicativo fornece informações claras e transparentes sobre a conta de energia elétrica. Enersim A Enersim trata-se de uma empresa de gestão em geração de energia compartilhada, quer seja fotovoltaica, hídrica ou termoelétrica, e distribui para seus 13 mil associados, que se beneficiam da energia renovável produzida em outro lugar. Além disso, não há cobrança de taxa de adesão, manutenção ou fidelização na contratação dos serviços. Como não há taxas de adicionais das bandeiras tarifárias, na conta de energia elétrica, é possível obter economia de até 20%, que atendem tanto pessoa física quanto jurídica em todo o estado. Na prática, o consumidor que tem o custo médio de energia de R$ 2.000 mil por mês, com a adesão à Enersim, ele vai economizar aproximadamente R$ 322,00, além da isenção na cobrança de bandeiras tarifárias. O processo para aderir ao plano é realizado digitalmente, sem custos de adesão ou de cancelamento. Basta fazer uma simulação no site da Enersim ou enviar a foto da última fatura de energia no WhatsApp: (65) 99356.5548 e ter em mãos os seguintes documentos: Empresas: documentos pessoais dos sócios, cartão CNPJ, contrato social e ficha cadastral da Junta Comercial atualizada. Pessoa física: documentos pessoais, última fatura da concessionária de energia. Enerclub: O programa de vantagens da Enersim

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