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- Com presença global e foco técnico, STS se consolida como parceira estratégica para garantir qualidade e segurança na cadeia solar
Empresa internacional especializada em soluções para a cadeia de suprimentos em energia solar e armazenamento detalha atuação em entrevista exclusiva ao EnergyChannel, durante evento em Munique Com presença global e foco técnico, STS se consolida como parceira estratégica para garantir qualidade e segurança na cadeia solar Por Ricardo Honório | EnergyChannel – Munique, Alemanha Em meio ao crescimento acelerado da energia solar no mundo, garantir qualidade, segurança e rastreabilidade em toda a cadeia de suprimentos tornou-se um dos maiores desafios enfrentados por desenvolvedores, EPCistas e investidores. Nesse cenário, a STS (Solar Technology Services) desponta como uma das empresas mais respeitadas do setor, oferecendo soluções integradas para mitigar riscos e dar suporte técnico ao longo de todo o processo de aquisição de equipamentos solares e sistemas de armazenamento. Durante cobertura especial do EnergyChannel na Intersolar Europe, em Munique, conversamos com Nacky , executiva da STS, que compartilhou a visão da empresa e os principais serviços oferecidos ao mercado. Suporte em toda a jornada de compras Com 15 anos de atuação no setor de renováveis, a STS apoia compradores desde a fase de inteligência de mercado , passando pela avaliação de fornecedores , suporte na elaboração de contratos técnicos e verificação de conformidade de produtos tanto durante a fabricação quanto após a instalação. “Nosso trabalho começa com o fornecimento de informações estratégicas. Ajudamos os clientes a entender o cenário de mercado, mudanças regulatórias, movimentações da indústria e evolução tecnológica. Isso permite que tomem decisões mais seguras desde a fase de concorrência”, explica Nacky. Contratos técnicos e análise de conformidade Um dos pilares da atuação da STS é o suporte na redação de contratos robustos , com foco nos aspectos técnicos que garantem que o comprador esteja protegido em etapas futuras da cadeia de suprimentos. Além disso, a empresa realiza inspeções técnicas em fábricas , avaliações durante e após a produção, e auditorias para assegurar que os produtos adquiridos estejam de acordo com as exigências contratuais. “Essa etapa é crítica. É onde conseguimos mitigar riscos técnicos e assegurar a performance esperada” , completa. Mudanças globais e desafios recorrentes Segundo Nacky, os desafios do setor continuam os mesmos: escolher o fornecedor certo, com o produto adequado , em um ambiente em constante transformação. As mudanças nos centros de produção influenciadas por políticas de incentivo, questões geopolíticas e estratégias industriais e a rápida evolução tecnológica (como o avanço dos módulos back-contact ou novas soluções de armazenamento) exigem acompanhamento constante. Nesse ponto, a STS atua com especialistas internos e externos, promovendo webinars, encontros presenciais e sessões técnicas com uma comunidade global que já ultrapassa 60 membros. Rigor técnico para uma transição energética confiável A executiva reforça que, em um cenário de transição energética global, a rastreabilidade e a independência na avaliação de fornecedores ganham um papel estratégico. “Fabricantes querem inovar e reduzir custos; investidores esperam rentabilidade com responsabilidade; compradores precisam garantir conformidade técnica e integridade na origem dos produtos. Nosso papel é justamente alinhar esses interesses com transparência e rigor técnico” , finaliza. Com presença global e foco técnico, STS se consolida como parceira estratégica para garantir qualidade e segurança na cadeia solar
- Banco do Brasil se posiciona para liderar mercado de carbono com mesa própria de negociação
Com meta de movimentar R$ 100 milhões até 2030, estatal aposta na expansão do setor como parte estratégica da agenda de sustentabilidade nacional Banco do Brasil se posiciona para liderar mercado de carbono com mesa própria de negociação Por EnergyChannel | São Paulo O Banco do Brasil deu um passo para se tornar protagonista no emergente mercado de carbono brasileiro. A instituição anunciou a criação de uma mesa própria de negociação de créditos de carbono e revelou sua ambição de movimentar mais de R$ 100 milhões até 2030 ano em que se espera que o mercado regulado esteja plenamente operacional no país. A iniciativa integra a nova agenda prioritária de sustentabilidade do banco, que visa não apenas participar, mas liderar a intermediação desse segmento estratégico. O objetivo é ampliar a presença da estatal em um setor que promete transformar a forma como empresas e governos lidam com suas emissões. “Queremos ser um dos principais players do mercado de carbono. É uma frente na qual o Banco do Brasil pretende ganhar escala e relevância”, destacou José Sasseron, vice-presidente de Sustentabilidade do BB. Mercado em construção Regulamentado no Brasil no final de 2024, o mercado de carbono ainda está em fase inicial de implementação. O ambiente secundário de comercialização de créditos, por enquanto, segue dominado por negociações bilaterais e operações de balcão — modelo no qual compradores e vendedores negociam diretamente, sem um sistema estruturado de intermediação. Nesse contexto, a proposta do Banco do Brasil de estruturar uma mesa dedicada pode representar um divisor de águas para o setor, contribuindo para dar mais liquidez, segurança e transparência às transações. Potencial de crescimento O movimento do BB ocorre em sintonia com a tendência global de valorização de soluções voltadas à transição energética e à neutralização de emissões. Com a agenda climática cada vez mais presente nas estratégias empresariais e nas exigências regulatórias, o mercado de carbono desponta como uma das ferramentas centrais para alcançar metas de descarbonização. Ao apostar na estruturação de um ambiente institucional para negociação, o Banco do Brasil pretende atrair empresas que desejam compensar emissões, fomentar novos projetos de captura e evitar que o país fique à margem da corrida verde internacional. O papel do setor financeiro na nova economia de baixo carbono A movimentação do BB reflete uma tendência crescente no setor bancário: o protagonismo das instituições financeiras na construção de soluções de sustentabilidade. Mais do que financiadores, os bancos estão assumindo o papel de articuladores de ecossistemas econômicos voltados para uma economia mais limpa, resiliente e regenerativa. Nesse cenário, o mercado de carbono regulado ganha status de oportunidade estratégica e o Banco do Brasil quer liderar esse capítulo da transição energética nacional. Banco do Brasil se posiciona para liderar mercado de carbono com mesa própria de negociação
- Governo de SP firma acordo internacional e lança app para impulsionar setor do biometano
Ações visam ampliar energias renováveis, reduzir emissões e estimular combustível de baixa emissão *Crédito foto: Planta de produção de biometano do Grupo Solví e MDC Energia, em Caieiras, São Paulo.Foto/Divulgação: Grupo Solví e MDC Energia Protagonista na transição energética nacional, o estado de São Paulo deu mais alguns passos importantes na sua estratégia para aumentar o uso de energias renováveis, reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e estimular a produção de biogás e biometano. Nesta quinta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) , firmou parceria com a World Biogas Association (WBA) ao assinar um memorando de entendimento para a implementação de um conjunto de políticas, regulamentações e padrões necessários para acelerar o desenvolvimento da indústria do biogás em São Paulo. O ato marca uma nova frente de cooperação internacional voltada à valorização do biometano como fonte estratégica para a transição energética do Estado aliada à economia circular. “Essa assinatura representa mais um marco importante no fortalecimento da indústria de biogás no nosso Estado e reflete o compromisso de São Paulo com a inovação sustentável e com a agenda global de mudanças climáticas. Por meio da colaboração com a WBA, esperamos somar esforços e ganhar eficiência para impulsionar políticas públicas e iniciativas que ampliem a produção e o uso do biogás e do biometano no estado, criando um ambiente propício para novas oportunidades de negócios e geração de emprego e renda”, explicou a secretária da Semil, Natália Resende. Ações globais como essa têm favorecido o crescimento do setor. Um exemplo disso ocorreu durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, em 2024. A Semil realizou reuniões bilaterais com organizações internacionais com o intuito de alavancar a produção de biometano em São Paulo. Desse esforço resultou um novo acordo de cooperação técnica, desta vez com o instituto de pesquisas World Resources Institute Brasil ( WRI Brasil ), que vai permitir a estruturação de diretrizes que viabilizarão um certificado de garantia do biometano, assegurando a rastreabilidade e a integridade ambiental do produto para agentes que atuam no mercado de gás natural. A finalidade desse documento é reconhecer o ativo ambiental do biocombustível no inventário de compensação de carbono. “O WRI Brasil pode nos auxiliar na definição dos critérios de sustentabilidade do certificado e na modelagem do mecanismo de integridade do sistema, inédito no país. O registro da procedência do biocombustível será mais um incentivo à produção de biometano em São Paulo, já que as empresas poderão usar o documento com segurança jurídica e regulatória em seus inventários de emissões e, assim, contribuir com o compromisso de descarbonização”, enfatizou a subsecretária de Energia e Mineração da Semil, Marisa Barros. O biogás e o biometano promovem benefícios ambientais, sociais e econômicos, como a criação de economias circulares, a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a diversificação da matriz energética. Em São Paulo, essa é também uma oportunidade para o setor sucroenergético, já que cerca de 80% do potencial de produção de biometano provém das usinas de açúcar e etanol, a partir da vinhaça, um dos resíduos gerados no processo. O biometano é obtido por meio da purificação do biogás e pode substituir o gás natural utilizado em indústrias e veículos, contribuindo significativamente para a descarbonização. “O objetivo é introduzir no mercado soluções inovadoras para impulsionar a produção potencial de 6,4 milhões de metros cúbicos por dia”, complementa Marisa. Aplicativo para conectar ecossistema do biometano Em mais uma iniciativa para incentivar projetos de transição energética, a Semil, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e a InvestSP — agência de promoção de investimentos vinculada à SDE — lançou a versão para celular da plataforma Conecta Biometano SP . O aplicativo já está disponível para download gratuito nas lojas virtuais Google Play e Apple Store . O serviço foi criado para facilitar a conexão entre representantes da cadeia de biogás e biometano, a fim de viabilizar novos projetos. Por meio da plataforma, diversos agentes do setor poderão se cadastrar, incluindo produtores de biometano, comercializadores, prestadores de serviços, fornecedores de equipamentos e até bancos que financiam esses projetos. O combustível é uma das grandes apostas de São Paulo para reduzir as emissões de GEE, principalmente porque o Estado é o maior produtor nacional de etanol, cujo resíduo do processo, a vinhaça, é usado como matéria-prima para a obtenção do biometano. De origem renovável, ele é considerado uma das opções mais viáveis para a descarbonização da indústria e dos transportes pesados nos próximos anos. “A iniciativa também está alinhada ao Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), que tem como meta zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. Esse movimento reforça o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e o apoio a projetos de economia circular, tanto em empresas quanto em municípios”, enfatizou a secretária Natália Resende. A Semil é responsável pelo Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), um dos instrumentos da estratégia climática paulista. Já a InvestSP atua seguindo as diretrizes de desenvolvimento definidas pelo Governo de São Paulo e pela SDE, que reforçam o apoio a projetos de descarbonização e economia circular, seja por empresas ou municípios. “Além de dar suporte ao Governo do Estado nas políticas e ações voltadas para a transição energética, queremos fortalecer a cadeia de suprimentos do biometano, incentivar a geração de negócios e garantir que o setor privado seja um parceiro estratégico do poder público na busca por uma matriz energética cada vez mais limpa e sustentável”, afirmou o presidente da InvestSP, Rui Gomes. Além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a agenda de biogás e biometano conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Setor pode gerar até 20 mil empregos Com o avanço das iniciativas para ampliar a produção de biometano em São Paulo, o setor apresenta um enorme potencial não só ambiental, mas também econômico e social. A expansão dessa cadeia produtiva pode gerar milhares de empregos e movimentar diversos segmentos da economia local. Um estudo da Fiesp , em parceria com a Semil, apontou o grande potencial para a cadeia do biometano no Estado de São Paulo, para a geração de até 20 mil empregos diretos, indiretos e induzidos com o aumento da produção desse combustível renovável, além de contribuir para a redução dos GEE. De acordo com o estudo, a oferta potencial de biometano é estimada em 6,4 milhões de m³ por dia, diante da produção atual inferior a 1 milhão de m³ por dia – ou seja, quase 7 vezes a capacidade atual. A maior parte desse gás (80%) pode vir do setor sucroenergético – aproveitando a vinhaça, um subproduto da produção de etanol. Outros 20% podem ser gerados em aterros sanitários, a partir da decomposição da matéria orgânica. Essa produção potencial de 6,4 milhões de m³ por dia equivale a quase metade do consumo total de gás natural em São Paulo e a 25% do consumo de óleo diesel no setor de transportes, em especial de veículos pesados. O biometano é um combustível com menor pegada de carbono e pode contribuir para reduzir o aquecimento global. O projeto teve como objetivo identificar barreiras ao desenvolvimento da cadeia do biogás e biometano, além de embasar a criação de políticas públicas que promovam o crescimento do setor. As etapas incluíram diagnóstico técnico e de mercado, levantamento e análise de medidas de incentivo e sugestões de priorização dessas medidas. O estudo aponta, entre os principais resultados, que a substituição do diesel por biometano pode contribuir com a redução de 5,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) para as metas de descarbonização do estado até 2050, representando 3,7% da meta estabelecida. Se for considerado todo o ciclo de vida, desde o uso dos resíduos na produção até o consumo do biometano no setor de transportes, a redução pode chegar a 24,5 milhões de tCO2e (16% da meta estadual). Além da Semil, o estudo desenvolvido pela Fiesp contou com a parceria conjunta das secretarias de Desenvolvimento Econômico, por meio da InvestSP, e da Agricultura e Abastecimento. Resolução fomenta empreendimentos de biogás e biometano O Governo de São Paulo tem adotado medidas que facilitam e estimulam o desenvolvimento do setor. Nesse sentido, em maio de 2024, a Semil e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento firmaram uma parceria para ampliar a produção de energia renovável no Estado. A partir da resolução conjunta, a Cetesb normatizou o licenciamento ambiental para estimular a produção de biogás e biometano por meio de biodigestores nas propriedades e indústrias agrícolas paulistas. Entre os objetivos da medida estão a diminuição da dependência de combustíveis fósseis, a evolução da autonomia e segurança energética, além da redução de custos. A utilização dessas tecnologias também beneficia o agro, ampliando a produção de biofertilizantes e possibilitando a geração de créditos de carbono. O maior potencial para esse aproveitamento está no setor sucroenergético, com estimativa de produção de biogás de mais de 5 milhões de metros cúbicos por dia. Governo de SP firma acordo internacional e lança app para impulsionar setor do biometano
- Transição Energética no Brasil: Incertezas, Prioridades e Oportunidades à Vista
Transição Energética no Brasil: Incertezas, Prioridades e Oportunidades à Vista Por Janayna Bhering – Especialista em Inovação e membro do Comitê Brasileiro do World Energy Council; e Talita Covre, Gerente de Transições Energéticas, World Energy Council O World Energy Issues Monitor 2025 , iniciativa global do World Energy Council (WEC), acaba de chegar à fase de comentários nacionais, e os dados do Brasil revelam uma fotografia rica em contrastes, desafios e potenciais transformadores. Como parte do processo de construção do Comentário Brasileiro , tive a oportunidade de contribuir com reflexões sobre quatro dimensões centrais: incertezas críticas, prioridades de ação, pontos cegos e experiências inspiradoras. Se você quiser saber mais do trabalho do Brasil no World Energy Council, visite esta página: https://www.worldenergy.org/world-energy-community/members/entry/brazil_ 🔶 Incertezas críticas: O futuro em aberto da nossa transição energética Temas como segurança energética , acesso a financiamento para inovação e adaptação às mudanças climáticas se destacam como áreas de alto impacto e elevada incerteza . Essas questões refletem o cenário global volátil, mas ganham contornos próprios no Brasil: dependência de fontes hídricas vulneráveis, descompasso entre política industrial e ambiental, e gargalos regulatórios que atrasam investimentos. Também se destaca a fragmentação de instrumentos de financiamento e incentivos à transição energética, que embora existentes, permanecem dispersos entre ministérios, agências e fundos, dificultando a previsibilidade para investidores e a coerência na execução de políticas públicas. Além disso, há uma disputa narrativa e política em torno do papel dos combustíveis fósseis na transição, o que acentua a incerteza sobre a trajetória de médio prazo. Para lidar com isso, precisamos de modelos mais flexíveis, integrados e adaptativos , que levem em conta as especificidades territoriais e sociais do país. 🔷 Prioridades de ação: O que já sabemos que precisa ser feito Do lado das ações de curto prazo , há mais convergência: eletrificação de frotas, modernização das redes de transmissão, expansão das energias renováveis e investimentos em eficiência energética aparecem como temas com alto impacto e menor incerteza. O desafio não está no “o quê fazer”, mas em como e com que velocidade . O Brasil já dispõe de instrumentos — como o Programa MOVER, o RenovaBio, e as chamadas públicas da Aneel — mas ainda precisa destravar investimentos, acelerar a regulamentação e ampliar a capacitação técnica local . Nesse sentido, a interoperabilidade entre políticas industriais, energéticas e ambientais aparece como um fator crítico para a efetiva implementação das prioridades mapeadas. Mecanismos de coordenação intersetorial podem contribuir substancialmente com a escalabilidade e replicabilidade das soluções já testadas em iniciativas isoladas. ⚪ Blind spots: O que ainda não enxergamos com clareza O mapa também revela temas negligenciados , ainda com baixo impacto percebido e baixa incerteza. Entre eles, destacam-se: gestão de resíduos energéticos, inclusão produtiva na transição e o papel da bioeconomia de baixo carbono . A baixa visibilidade da bioeconomia contrasta com o potencial estratégico do Brasil na articulação entre biodiversidade, produção de bioenergia e desenvolvimento regional. A construção de cadeias de valor sustentáveis e rastreáveis, especialmente na Amazônia e no Cerrado, pode transformar esse ponto cego em uma vantagem competitiva, se apoiada por políticas de inclusão produtiva e instrumentos de certificação ambiental robustos. A pouca visibilidade desses temas é um sinal de alerta. A transição energética não é apenas tecnológica, mas estrutural e social , e se não for inclusiva desde o início, pode aprofundar desigualdades. Precisamos trazê-los para o radar, conectando energia com biodiversidade, desenvolvimento regional e justiça social. ✨ Bright spots: O que o Brasil tem a ensinar Apesar dos desafios, o Brasil também é fonte de inspiração global . A expansão das fontes renováveis, especialmente a geração distribuída solar , é um exemplo de como a descentralização energética pode fortalecer comunidades e democratizar o acesso. Outro destaque está na experiência brasileira com bioenergia e agroindústrias de baixo carbono, que vêm testando modelos de descarbonização que integram eficiência energética, aproveitamento de resíduos e uso sustentável do solo, com potencial de serem replicados em outros países tropicais com estrutura fundiária e produtiva similar. Além disso, modelos de governança colaborativa , como os observatórios estaduais de transição justa, vêm gerando aprendizados valiosos. A articulação entre diferentes atores — governos, setor privado, academia e sociedade civil — é o caminho mais promissor para uma transição eficaz e equitativa. O World Energy Issues Monitor 2025 reforça que a transição energética no Brasil não é apenas uma questão de matriz energética , mas de modelo de desenvolvimento . Temos clareza sobre os caminhos prioritários, mas ainda convivemos com incertezas estruturais e pontos cegos que precisam ser iluminados com dados, diálogo e inovação. É tempo de agir com ambição, mas também com empatia e inteligência sistêmica. A energia do futuro será tão renovável quanto colaborativa. Transição Energética no Brasil: Incertezas, Prioridades e Oportunidades à Vista
- iFood amplia programa de bikes elétricas e aposta em soluções sustentáveis para entregadores
Plataforma também financia projetos que visam acelerar a transição para uma logística de entregas mais verde no Brasil iFood amplia programa de bikes elétricas e aposta em soluções sustentáveis para entregadores Campinas, julho de 2025 – O debate sobre a descarbonização da logística urbana acaba de ganhar mais um capítulo importante. O iFood, uma das maiores plataformas de delivery da América Latina, anunciou a ampliação do seu programa de incentivo ao uso de bicicletas elétricas por entregadores parceiros. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa para reduzir as emissões de carbono nas operações e fomentar soluções logísticas sustentáveis. O projeto inclui não apenas a oferta de bikes elétricas em condições especiais, mas também o financiamento de estudos e projetos-piloto voltados à melhoria da mobilidade urbana e à eficiência das entregas de curta distância. Segundo o iFood, o objetivo é construir um ecossistema logístico mais limpo, seguro e economicamente viável para quem faz as entregas e para as cidades. Mobilidade elétrica como motor da logística urbana O programa de bikes elétricas do iFood já está em funcionamento em diversas capitais brasileiras, e agora terá expansão para novas regiões. Os entregadores podem aderir ao modelo de aluguel ou compra com subsídios e linhas de crédito facilitadas. A iniciativa inclui ainda manutenção preventiva, seguro contra roubo e suporte técnico, fatores que tornam o uso das e-bikes mais acessível e seguro. "Queremos promover a mobilidade elétrica como uma alternativa prática e sustentável para os entregadores. As bicicletas elétricas não apenas reduzem as emissões, mas também ajudam a otimizar rotas e aumentar a eficiência das entregas no tráfego urbano", destaca Gustavo Vitti, vice-presidente de Pessoas e Sustentabilidade do iFood. Além da redução das emissões de CO₂, a empresa aponta benefícios sociais relevantes: as bikes elétricas permitem que mais pessoas possam trabalhar com entregas, mesmo aquelas que não possuem carteira de habilitação ou motocicleta, ampliando a inclusão produtiva no setor. Financiamento de soluções para logística verde Outra frente do projeto envolve o apoio financeiro a iniciativas de pesquisa e inovação voltadas à descarbonização da logística de última milha. A empresa tem investido em parcerias com startups, universidades e centros de pesquisa para desenvolver novos modelos de entregas sustentáveis e tecnologias que reduzam o impacto ambiental do setor. Estudos sobre micro hubs urbanos, soluções de compartilhamento de baterias, algoritmos de otimização de rotas e modelos híbridos de mobilidade estão entre os projetos apoiados. Essa abordagem coloca o iFood como um dos principais protagonistas na transformação da cadeia logística do delivery no Brasil. Meta: neutralizar a pegada de carbono das entregas O movimento faz parte do compromisso público do iFood de neutralizar as emissões de carbono do seu ecossistema logístico até 2028. Atualmente, o transporte de pedidos representa uma das maiores fontes de emissão da plataforma. Por isso, a ampliação da frota elétrica e o apoio à pesquisa aplicada são considerados estratégicos. Com a medida, o iFood se alinha a uma tendência global que aponta para a eletrificação da mobilidade urbana, especialmente em centros urbanos congestionados e com crescente preocupação com a poluição do ar. Energia limpa, logística inteligente O setor de energia e mobilidade vê com atenção iniciativas como essa. A eletrificação da logística urbana é um dos caminhos mais promissores para cidades mais inteligentes e sustentáveis. E a combinação de mobilidade elétrica com inteligência logística é considerada por especialistas uma das alavancas para acelerar a transição energética no Brasil. iFood amplia programa de bikes elétricas e aposta em soluções sustentáveis para entregadores
- VR Energia aposta na expansão do mercado livre de energia com nova regulamentação para ampliar base de clientes no Sul
VR Energia chegou à marca de R$ 50 milhões em economia gerada para seus clientes/empresas no mercado livre e evitou a emissão de mais de 15 mil toneladas de CO₂. VR Energia aposta na expansão do mercado livre de energia com nova regulamentação para ampliar base de clientes no Sul Brasil, 22 de julho de 2025 - A VR Energia, líder consolidada no mercado livre de energia na Região Sul do Brasil, celebra as oportunidades geradas pela recente publicação da Medida Provisória 1.300/2025, que reformula o setor elétrico nacional e amplia o acesso ao mercado livre para consumidores de baixa tensão. Essa mudança, publicada em maio de 2025, promete transformar o cenário energético do país ao permitir que pequenos consumidores residenciais e comerciais, conhecidos como Grupo B, possam migrar para o mercado livre de energia de forma gradual, a partir de agosto de 2026, com a inclusão de indústrias e comércio, e posteriormente, em dezembro de 2027, de todos os demais consumidores. Viviane Rosa, CEO da VR Energia, destaca o potencial dessa nova fase regulatória: “Se a MP for convertida em lei, o mercado livre de energia no Brasil terá uma expansão significativa, com a abertura também para o Grupo B. Isso representa uma oportunidade única de crescimento para a VR Energia, que já atua com sucesso no segmento, atendendo atualmente mais de 140 empresas e gerando uma economia superior a R$ 50 milhões, além de evitar cerca de 15 mil toneladas de CO₂até o momento.” VR Energia aposta na expansão do mercado livre de energia com nova regulamentação para ampliar base de clientes no Sul A parceria estratégica da VR Energia com a Auren Energia, terceira maior geradora do país com produção 100% renovável, reforça o compromisso de ambas as empresas com a transição para uma matriz energética mais sustentável, eficiente e responsável. “Essa colaboração fortalece nossa missão de oferecer soluções inovadoras e sustentáveis, alinhadas às demandas do mercado por práticas mais responsáveis e ambientalmente conscientes. Nosso foco é consolidar a transição energética no Brasil e ampliar o acesso a fontes limpas de energia”, afirma Viviane Rosa. A executiva reforça que o momento de migrar para o mercado livre é agora. Para as empresas, essa mudança não se limita ao potencial de redução de custos — que pode chegar a até 35% na conta de luz — mas também oferece autonomia na escolha de fornecedores, negociação de contratos alinhados ao perfil de consumo e a oportunidade de adotar práticas sustentáveis, como a aquisição de energia renovável. “Postergar essa decisão pode resultar em custos maiores a partir de 2026 e na perda de controle sobre a gestão energética, aspectos essenciais para a modernização e competitividade dos negócios”, alerta Viviane. A VR Energia, que há mais de três anos atua na comercialização de energia no mercado livre, reafirma sua posição como facilitadora da transição energética sustentável no Brasil. Sua expertise tem contribuído para que empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul possam reduzir custos, melhorar sua imagem corporativa e cumprir metas ambientais, ao mesmo tempo em que reduzem sua pegada de carbono. Segundo Viviane Rosa, “estamos entusiasmados com o impacto positivo dessa nova fase regulatória. Nosso objetivo é ampliar nossa base de clientes, atendendo desde supermercados e condomínios até indústrias de grande porte, com contratos mais flexíveis, preços competitivos e fontes de energia renovável, como solar e eólica. Nos próximos 12 meses, acreditamos que podemos dobrar nossa carteira de clientes, impulsionando a transformação do setor energético brasileiro.” A VR Energia reafirma seu compromisso de promover soluções energéticas inovadoras, sustentáveis e personalizadas, contribuindo para a construção de um Brasil mais limpo, eficiente e consciente. Com essa visão, a empresa reforça seu papel de protagonista na transição para uma matriz energética mais responsável, alinhada às metas globais de redução de emissões e desenvolvimento sustentável. VR Energia aposta na expansão do mercado livre de energia com nova regulamentação para ampliar base de clientes no Sul
- Gestão de energia na prática: participantes do Performa TEC visitam a CampusGrid da Unicamp
Por EnergyChannel | Cobertura Especial | Performa TEC 2025 – Campinas (SP) Durante o Performa TEC 2025 , evento dedicado à inovação em energia e sustentabilidade, o EnergyChannel acompanhou de perto uma das atividades mais esperadas do segundo dia de programação: a visita técnica ao projeto de microrrede inteligente da Unicamp , em Campinas (SP). Gestão de energia na prática: participantes do Performa TEC visitam a CampusGrid da Unicamp A iniciativa faz parte do CampusGrid , uma infraestrutura já implantada na universidade, que se tornou referência em operação de redes elétricas locais com geração própria, armazenamento e inteligência operacional. O jornalista Ricardo Honório , do EnergyChannel, registrou todos os detalhes dessa visita, que reuniu especialistas, empresários e gestores públicos interessados em compreender, na prática, como funciona uma microrrede capaz de operar de forma autônoma e segura mesmo durante quedas no sistema convencional. O que é a microrrede da Unicamp? A CampusGrid foi desenvolvida para operar de forma independente da rede principal em situações emergenciais, como blecautes. O sistema garante o fornecimento contínuo de energia para pontos estratégicos do campus de Barão Geraldo, como as Bibliotecas Central e de Obras Raras , o Ginásio Multidisciplinar e a Faculdade de Educação Física . Os equipamentos da microrrede ficam instalados ao lado do posto de abastecimento do ônibus elétrico da Unicamp, criando um ecossistema de mobilidade e energia sustentável interligado. Pesquisa aplicada e inovação tecnológica A visita técnica revelou detalhes sobre o processo de desenvolvimento do projeto, resultado de uma parceria entre a Unicamp , a CPFL Energia , a Aneel e instituições nacionais e internacionais, como a UFMA , o Cepri (China Electric Power Research Institute) e a Universidade de Engenharia Elétrica do Norte da China . “A microrrede é um laboratório real para testar soluções que, no futuro, serão comuns em bairros, condomínios e indústrias do Brasil. O Performa TEC trouxe essa oportunidade de ver como isso funciona na prática”, explicou Danúsia Arantes , doutora e pesquisadora do projeto. Algoritmo próprio e operação automatizada Durante a apresentação, a pesquisadora Jessica Alice , pós-doutoranda da Unicamp, explicou como o sistema usa algoritmos desenvolvidos em Python para gerenciar o consumo, o armazenamento e a geração de energia. “O sistema calcula o despacho ótimo , ou seja, define como as baterias e os sistemas fotovoltaicos devem operar para reduzir custos ou perdas de energia, inclusive prevendo demandas futuras e otimizando as cargas”, detalhou Jessica. Em situações de operação isolada da rede (modo ilhado), o sistema é capaz de reduzir automaticamente a geração solar ou cortar cargas, evitando sobrecarga das baterias e mantendo a segurança do fornecimento. Desafios da transição energética e regulação O projeto também abordou as barreiras regulatórias que ainda limitam a expansão das microrredes no Brasil. Como explicou o professor Luiz Carlos Pereira da Silva , cada microrrede exige soluções específicas e há um grande caminho a ser trilhado em termos de normatização. “Formar profissionais capacitados e gerar conhecimento aplicado são etapas fundamentais desse processo. Estamos colaborando para preparar o setor elétrico para essa nova realidade”, afirmou. Impacto no mercado e próximos eventos O projeto também abriu portas para empresas de tecnologia, como a Hexing , que participou do desenvolvimento da infraestrutura e testou os equipamentos previamente na China antes da implementação no Brasil. Essa cooperação internacional reforça o protagonismo da Unicamp em soluções de energia distribuída. O Performa TEC 2025 segue com programação intensa nos próximos meses. Depois de Campinas, o evento terá edições em Sinop (MT) e Campina Grande (PB) , além do Performa Experience 2026 , que já tem paradas confirmadas na Alemanha e na China . Principais destaques da visita técnica 🔋 Microrrede com operação inteligente e independente ⚡ Gestão de energia automatizada com algoritmo próprio 🌎 Parceria internacional entre universidades e setor privado 🎓 Formação de especialistas para o mercado de energia do futuro 🏙️ Modelo replicável para bairros, condomínios e indústrias EnergyChannel – O jornalismo da transição energética Acompanhe mais notícias sobre inovação, energia limpa e tecnologia em www.energychannel.co Gestão de energia na prática: participantes do Performa TEC visitam a CampusGrid da Unicamp
- Frontwave Arena: Um Novo Marco em Sustentabilidade Energética na Califórnia
Instalação de Sistema Solar e Armazenamento de Bateria Redefine o Padrão para Arenas Esportivas e de Entretenimento Créditos, Frontwave Arena: Um Novo Marco em Sustentabilidade Energética na Califórnia O cenário de arenas esportivas e de entretenimento na Califórnia acaba de ganhar um novo protagonista em sustentabilidade. A recém-inaugurada Frontwave Arena, localizada em Oceanside, Califórnia, agora opera com um avançado sistema de energia solar e armazenamento de bateria. Esta iniciativa, fruto da colaboração entre a DSD Renewables (DSD) e a Baker Electric, estabelece um novo paradigma para a infraestrutura de grandes eventos, demonstrando um compromisso tangível com a redução da pegada de carbono e a promoção da eficiência energética. Detalhes Técnicos da Instalação: Potência e Capacidade O projeto compreende uma instalação solar fotovoltaica de 797,07 kW, complementada por um sistema de armazenamento de energia de bateria com capacidade de 1.146,88 kWh. Essa combinação estratégica permite que a Frontwave Arena não apenas gere uma parcela significativa de sua própria eletricidade a partir de uma fonte renovável, mas também otimize o consumo de energia, armazenando o excedente para uso em períodos de pico de demanda ou quando a geração solar não é possível. A DSD Renewables será a proprietária e operará os sistemas de energia solar e armazenamento de energia a longo prazo, enquanto a Baker Electric, membro da Developer Network da DSD, foi responsável pelo projeto e instalação, aproveitando sua vasta experiência em EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção) comercial e industrial. Compromisso com a Sustentabilidade: Além da Energia Solar A Frontwave Arena, que serve como casa para o time profissional de futebol de salão San Diego Sockers e o time profissional de basquete San Diego Clippers, da NBA G League, demonstra um compromisso abrangente com a sustentabilidade. Além da instalação de energia solar, o local implementou medidas para reduzir o consumo de água, minimizar a produção de resíduos e diminuir as emissões gerais de gases de efeito estufa. Essa abordagem holística reflete uma visão de longo prazo para operações ambientalmente responsáveis, estabelecendo um novo padrão para locais de entretenimento. Vozes do Projeto: Visão e Impacto Josh Elias, cofundador e CEO da Frontwave Arena, enfatizou a missão do empreendimento: “Desde o início, nossa missão tem sido construir um local de primeira classe no Condado de North San Diego, priorizando entretenimento, comunidade e práticas sustentáveis. Com o apoio da DSD e da Baker Electric, este projeto nos permitirá não apenas compensar uma parcela significativa do nosso consumo de energia, mas também demonstrar nosso compromisso de longo prazo com a sustentabilidade, proporcionando experiências memoráveis aos nossos clientes.” Scott Williams, vice-presidente executivo da Baker Electric, destacou a colaboração e o impacto do projeto: “A conclusão deste sistema marca um passo significativo em direção à nossa visão compartilhada de infraestrutura e operações sustentáveis. Em parceria com a DSD, conseguimos entregar com sucesso um sistema que reflete o compromisso da arena com a sustentabilidade e estabelece um novo padrão para locais de entretenimento com foco em energia na região.” Katherine Lillydahl, Executiva Sênior de Contas da Developer Network da DSD, ressaltou o impacto positivo na comunidade: “Concluir este projeto com a Baker Electric e a Frontwave Arena foi incrivelmente gratificante. Criar um impacto positivo nas comunidades em que atuamos é um princípio fundamental da DSD. Com este projeto, estamos proporcionando economia de energia a longo prazo e um impacto ambiental aprimorado para um local que servirá como um centro cultural na região por muito tempo.” Frontwave Arena: Um Novo Marco em Sustentabilidade Energética na Califórnia
- Evento vai debater temas ligados a pauta da COP em Belém, em setembro
Eventos serão um esquenta para o encontro global, focado nas pautas de meio ambiente e energias renováveis Evento vai debater temas ligados a pauta da COP em Belém, em setembro Entre os dias 23 e 25 de setembro de 2025 , Belém (PA) sediará a Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente , um dos eventos mais importantes do calendário nacional em preparação para a COP30 , marcada para novembro na mesma cidade. O encontro visa promover um grande debate sobre o futuro energético, climático e ambiental da Amazônia, reunindo especialistas, empresas, autoridades e representantes da sociedade civil . A programação ocorrerá no Auditório Orlando Sozinho Lobato , da FECOMÉRCIO-PA , e contará com painéis técnicos, fóruns temáticos, networking, exposições e debates estratégicos voltados à transição energética e ao desenvolvimento sustentável da região Norte. Foco em transição energética e soluções para a Amazônia A abertura da Semana, no dia 23 de setembro , será marcada pela realização do 3º Fórum Carbono Neutro , com atividades ao longo de todo o dia. O evento abordará temas como estratégias de descarbonização , créditos de carbono, ESG e os impactos das novas regulamentações internacionais sobre o setor produtivo, com especial atenção aos desafios da região amazônica. “Em setembro estaremos realizando mais um Fórum Carbono, sobre o enfrentamento da crise climática. O primeiro foi em Manaus, foi um sucesso, e agora em Belém estamos reunindo grandes especialistas para debatermos caminhos para uma sociedade baixo carbono” destaca Ricardo Harduim, presidente do Instituto Prima (Projeto de Reflorestamento Integrado da Mata Atlântica) e um dos organizadores do evento. Nos dias 24 e 25 , por sua vez, também acontecerá o 29° Fórum GD Norte , o maior encontro da região sobre geração distribuída de energia , com discussões sobre energia solar, armazenamento, financiamento, baterias, políticas públicas e inovação tecnológica . A edição deste ano contará ainda com o Fórum Amazônia , incorporado como um painel especial dentro da programação, focado em bioeconomia, turismo sustentável, inovação social e valorização das comunidades locais . “Teremos pessoas ligadas a área da academia, do empresariado, das energias renováveis, da ecologia humana e faremos uma pré-COP, exatamente para nos organizarmos para esse grande encontro que haverá no final do ano na cidade de Belém” explica Harduim. Brasil lidera expansão das energias renováveis Atualmente, o Brasil é referência global na produção de energia limpa. Segundo a Agência Nacional Energia Elétrica (ANEEL), por exemplo, mais de 41 GW de potência instalada já são provenientes da geração distribuída , com destaque para a energia solar, que representa 99,9% desse total. Ainda segundo a agência, o país ultrapassou a marca de 39 GW de capacidade instalada em energia solar fotovoltaica , o que coloca o Brasil entre os cinco maiores mercados do mundo nesse segmento. Na matriz elétrica brasileira, as fontes renováveis (hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa) já correspondem a cerca de 83% da produção de energia , muito acima da média global, que gira em torno de 28%. Evento será ponte entre a região Norte e a COP30 A expectativa dos organizadores é que a Semana Internacional funcione como um verdadeiro divisor de águas, ampliando a visibilidade da região Norte e contribuindo com propostas concretas para a COP30. Um documento técnico com os principais resultados dos debates, inclusive , será entregue ao comitê organizador da conferência. Na avaliação de Tiago Fraga , CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos , empresa organizadora dos eventos, a semana internacional fortalece a integração entre os diversos setores da economia verde e coloca Belém no centro das decisões sobre clima e energia no mundo. “A Semana Internacional das Energias Renováveis, do Meio Ambiente e da Sustentabilidade veio para coroar esse momento todo especial no Brasil com a realização da COP, que vai ser realizada no mês de novembro na cidade de Belém” ressalta ele. “Os temas são muito similares, onde o foco, os holofotes estão todos direcionados para as energias renováveis, a transição energética limpa e renovável, a indústria de baixo carbono. Então especialistas, empresas, players, acadêmicos do Brasil e do mundo estarão reunidos na cidade de Belém para debater os rumos, os futuros, as oportunidades, os gargalos. Tudo o que vai passar por esse setor que engloba meio ambiente, sustentabilidade, boas práticas de ESG e um foco todo especial no armazenamento de energia por causa dos sistemas isolados que muito se tem na região Norte” complementa Fraga. “Nós temos certeza que o evento vai ser um marco, um divisor de águas, inclusive no número de conexões e também nos investimentos em energias renováveis e na sustentabilidade em toda a região Norte” finaliza o executivo. Faça sua inscrição A Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente é promovida pelo Grupo FRG Mídias & Eventos , com apoio da FECOMÉRCIO-PA e diversas instituições públicas e privadas. Faça sua inscrição através dos sites oficiais e garanta sua vaga. Acesse: www.forumcarbononeutro.com.br www.forumamazonia.com.br www.forumgdnorte.com.br Serviço Evento: Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente Data: 23 a 25 de setembro de 2025 Local: FECOMÉRCIO-PA – Auditório Orlando Sozinho Lobato Endereço: Av. Assis de Vasconcelos, 359 – Campina, Belém – PA Informações: contato@grupofrg.com.br | 55 (41) 9 91066463 Instagram: @forumgd | @forumamazonia | @forumcarbono Evento vai debater temas ligados a pauta da COP em Belém, em setembro
- ONU Reforça Alerta Climático: Relatório do PNUMA Pede Ação Urgente e Mais Ambição Ambiental Global
Por EnergyChannel | Cobertura Internacional | Julho de 2025 ONU Reforça Alerta Climático: Relatório do PNUMA Pede Ação Urgente e Mais Ambição Ambiental Global O planeta está diante de uma encruzilhada e o tempo para reagir está se esgotando. Essa é a principal mensagem do Relatório Anual 2024 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) , divulgado no início deste ano. O documento traz um panorama robusto sobre os desafios ambientais mais críticos do mundo e cobra ações concretas e imediatas dos governos, das empresas e da sociedade civil. Com foco em soluções e dados científicos, o relatório destaca avanços em algumas negociações globais, mas alerta: ainda falta muito para garantir um futuro seguro e sustentável. Negociações importantes, mas com resultados insuficientes O ano de 2024 foi marcado por uma agenda ambiental intensa no cenário internacional. Grandes encontros como a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente (UNEA-6) no Quênia, a COP16 da Biodiversidade na Colômbia e a COP29 do Clima no Azerbaijão colocaram temas críticos na mesa. Também aconteceram reuniões estratégicas como as negociações para o tratado global de combate à poluição plástica na Coreia do Sul e a COP de Desertificação na Arábia Saudita. Apesar de avanços pontuais, o relatório evidencia um problema recorrente: as grandes decisões sobre o futuro do planeta continuam emperradas em divergências políticas e falta de consenso entre as nações. Questões-chave ficaram sem solução, reforçando a necessidade de cooperação global mais efetiva e urgente. Emissões ainda fora de controle O Relatório da Lacuna de Emissões de 2024 , publicado pelo PNUMA, trouxe um dado preocupante: as metas atuais dos países estão muito aquém do necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C até 2100 , conforme o Acordo de Paris. A não ser que haja um corte drástico e imediato das emissões, essa meta está cada vez mais distante, o que coloca o mundo no caminho de um cenário climático com eventos extremos mais frequentes e devastadores. Emissões ainda fora de controle Adaptação e financiamento: o desequilíbrio persiste O Relatório sobre a Lacuna de Adaptação também aponta um grave desequilíbrio entre necessidade e realidade. Mesmo com o aumento de US$ 6 bilhões nos fluxos de financiamento internacional para adaptação entre 2021 e 2022, o valor atual ainda é insuficiente para preparar os países em desenvolvimento para os impactos das mudanças climáticas. Sem novos recursos, esses países continuarão vulneráveis a desastres naturais, secas, enchentes e crises humanitárias. Poluição em Gaza e a face invisível dos conflitos Outro ponto alarmante do relatório foi a avaliação ambiental preliminar em Gaza , onde o conflito na região gerou um colapso ambiental. Resíduos tóxicos, esgoto e munições estão contaminando o solo, a água e o ar, ameaçando de forma irreversível os ecossistemas locais. O PNUMA alerta que, além da crise humanitária, Gaza enfrenta agora uma crise ambiental de proporções inéditas. Monitoramento do metano: tecnologia a serviço da ação climática O PNUMA também intensificou a atuação no combate às emissões de metano , um dos gases de efeito estufa mais potentes. O Sistema de Alerta e Resposta ao Metano , parte do Observatório Internacional de Emissões de Metano, já enviou mais de 1.000 alertas a governos e empresas nos últimos dois anos. A tecnologia, que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial, ajudou a interromper vazamentos na Argélia e na Nigéria , evitando emissões equivalentes às de 1 milhão de veículos circulando por um ano . Mobilidade elétrica e energia limpa ganham força Apesar dos desafios, o relatório traz também boas notícias. O PNUMA conseguiu mobilizar recursos expressivos em parceria com financiadores internacionais, viabilizando projetos de mobilidade elétrica, eficiência energética e energias renováveis . Essas ações devem beneficiar diretamente mais de 17 milhões de pessoas e reduzir cerca de 300 milhões de toneladas de CO₂ , o equivalente a tirar 65 milhões de carros das ruas . Mobilidade elétrica e energia limpa ganham força O recado do PNUMA: é hora de sair do discurso e partir para a prática O resumo do relatório é claro: o mundo já sabe o que precisa fazer. O desafio é transformar os compromissos em políticas concretas e ações rápidas. A ambição climática precisa deixar o papel e ganhar as ruas, as fábricas, os governos e as salas de reunião das grandes corporações. A sustentabilidade deixou de ser opção e se tornou questão de sobrevivência. ONU Reforça Alerta Climático: Relatório do PNUMA Pede Ação Urgente e Mais Ambição Ambiental Global
- Paraguai: A Ascensão de um Gigante Energético e o Futuro de Itaipu
Demanda Crescente por Criptomoedas, Data Centers e Hidrogênio Verde Redefine o Cenário Energético Regional Paraguai: A Ascensão de um Gigante Energético e o Futuro de Itaipu O Paraguai, historicamente reconhecido por sua vasta capacidade de exportação de energia hidrelétrica, projeta uma transformação significativa em seu perfil de consumo. Estimativas recentes indicam que, a partir de 2035, o país vizinho deverá absorver até 50% da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, um marco que redefine a dinâmica energética regional e impulsiona discussões sobre a expansão da capacidade da binacional. Este aumento expressivo na demanda é multifacetado, impulsionado principalmente pelo florescimento de setores de alta intensidade energética, como a mineração de criptomoedas, a proliferação de data centers e o promissor desenvolvimento da indústria de hidrogênio verde. Criptomoedas: A Febre da Mineração e o Consumo Energético A atratividade do Paraguai para a mineração de criptomoedas reside, em grande parte, no baixo custo da energia elétrica proveniente de Itaipu. Essa vantagem competitiva tem atraído um número crescente de mineradoras, transformando o país em um polo global para essa atividade. A mineração de criptoativos, especialmente Bitcoin, é um processo intensivo em energia, exigindo grandes quantidades de eletricidade para alimentar os equipamentos de hardware especializados. Embora a atividade seja legal no Paraguai, a fiscalização de operações clandestinas e o uso irregular da energia têm sido desafios para as autoridades, evidenciando a necessidade de regulamentação e infraestrutura adequadas para lidar com essa demanda crescente. O impacto da mineração de criptomoedas no consumo energético paraguaio é inegável, contribuindo significativamente para a projeção de aumento da demanda por energia de Itaipu. Paraguai: A Ascensão de um Gigante Energético e o Futuro de Itaipu Data Centers e Inteligência Artificial: O Novo Horizonte da Demanda Paralelamente à mineração de criptomoedas, o Paraguai emerge como um local estratégico para a instalação de data centers, impulsionado pela mesma oferta de energia abundante e de baixo custo. O avanço da inteligência artificial (IA) e a crescente necessidade de processamento e armazenamento de dados em larga escala têm catalisado a construção e expansão desses centros. Data centers são infraestruturas que consomem quantidades massivas de energia, não apenas para alimentar os servidores, mas também para sistemas de refrigeração que garantem o funcionamento adequado dos equipamentos. A chegada de grandes players do setor de tecnologia e o desenvolvimento de projetos de IA no país vizinho representam um vetor de crescimento substancial para a demanda energética, consolidando o Paraguai como um hub tecnológico na América do Sul e reforçando a projeção de consumo de 50% da energia de Itaipu. Data Centers e Inteligência Artificial: O Novo Horizonte da Demanda Hidrogênio Verde: A Aposta Sustentável para o Futuro Energético O hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando energia renovável, desponta como uma das principais apostas do Paraguai para diversificar sua matriz energética e se posicionar como um player relevante na transição energética global. A vasta disponibilidade de energia hidrelétrica de Itaipu confere ao país uma vantagem estratégica na produção desse combustível limpo. Projetos de grande escala para a produção de hidrogênio verde e seus derivados, como a amônia verde, estão em desenvolvimento, visando atender tanto à demanda interna quanto à exportação. A produção de hidrogênio verde é um processo eletrointensivo, o que significa que o crescimento dessa indústria no Paraguai contribuirá significativamente para o aumento do consumo de energia de Itaipu, alinhando o desenvolvimento econômico do país com as metas de sustentabilidade e descarbonização global. O Futuro de Itaipu e a Soberania Energética Paraguaia A projeção de que o Paraguai consumirá 50% da energia de Itaipu a partir de 2035 não é apenas um indicativo de crescimento econômico, mas também um reflexo da crescente soberania energética do país. A demanda impulsionada por setores de ponta como criptomoedas, data centers e hidrogênio verde posiciona o Paraguai como um ator estratégico no cenário energético sul-americano. Essa nova realidade exige uma gestão estratégica dos recursos energéticos e uma contínua colaboração entre Brasil e Paraguai para garantir a otimização da capacidade de Itaipu e o atendimento às crescentes necessidades de ambos os países. O EnergyChannel continuará acompanhando de perto essa evolução, trazendo as análises e os desdobramentos desse cenário dinâmico e promissor. --- Por EnergyChannel As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em projeções e dados disponíveis até a data de publicação e podem estar sujeitas a alterações.
- INDICADOS PARA A DIRETORIA DA ANEEL EM 2025: WILLAMY MOREIRA FROTA E GENTIL NOGUEIRA DE SÁ JÚNIOR
Em julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado Federal as indicações de Willamy Moreira Frota e Gentil Nogueira de Sá Júnior para compor a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essas nomeações visam preencher vagas deixadas pelos ex-diretores Hélvio Neves Guerra e Ricardo Lavorato Tili, cujos mandatos se encerraram em maio de 2024 e maio de 2025, respectivamente. As indicações, publicadas no Diário Oficial da União em 15 de julho de 2025 , aguardam sabatina e aprovação no Senado , previstas para ocorrer entre 11 e 15 de agosto de 2025. Este artigo detalha os perfis dos indicados, suas trajetórias, quem os apadrinhou, suas possíveis ideias e as pautas que devem assumir na ANEEL. PERFIL E TRAJETÓRIA DOS INDICADOS WILLAMY MOREIRA FROTA ORIGEM E EXPERIÊNCIA : Willamy Frota é um Engenheiro Eletricista com experiência no setor elétrico, especialmente na região Norte do Brasil. Ele ocupou cargos de destaque, como presidente da Amazonas Energia , distribuidora de energia do Amazonas, e diretor da Eletronorte , empresa responsável pela geração e transmissão de energia na região. Durante sua gestão na Amazonas Energia, Frota enfrentou desafios significativos, como a privatização da empresa e a expansão da infraestrutura energética em uma região marcada por dificuldades logísticas e geográficas. Ele também atuou como chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia (MME) durante a gestão do senador Eduardo Braga (MDB-AM) no governo Dilma Rousseff, o que reforça sua proximidade com o político amazonense. INDICAÇÃO : A indicação de Frota foi articulada pelo senador Eduardo Braga , ex-ministro de Minas e Energia e uma liderança influente no setor elétrico. Sua nomeação é vista como parte de um acordo político entre o governo Lula e Braga, refletindo a influência do MDB no Senado. A escolha também é interpretada como uma tentativa de dar voz à região Norte na diretoria da ANEEL , considerando os desafios energéticos específicos da Amazônia. GENTIL NOGUEIRA DE SÁ JÚNIOR ORIGEM E EXPERIÊNCIA : Gentil Nogueira é o atual secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME). Engenheiro mecânico com ênfase em produção, ele possui especialização em direito regulatório da energia e análise de impacto regulatório. Nogueira tem uma trajetória técnica sólida, com passagens anteriores pela própria ANEEL e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) , o que lhe confere um perfil técnico e institucional. Sua experiência no MME o coloca em sintonia com as políticas energéticas do governo Lula, especialmente sob a liderança do ministro Alexandre Silveira . INDICAÇÃO : Gentil Nogueira foi indicado com o apoio direto do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira , que tem buscado emplacar nomes alinhados com sua agenda no setor elétrico. A nomeação de Nogueira é vista como uma tentativa do governo de alinhar as políticas públicas do MME com as decisões regulatórias da ANEEL, garantindo maior integração entre o ministério e a agência. CONTEXTO DAS INDICAÇÕES As indicações de Frota e Nogueira ocorrem em um momento de recomposição da diretoria da ANEEL, que enfrenta instabilidade devido a vagas abertas desde maio de 2024. A agência, responsável pela regulação do setor elétrico brasileiro, opera com uma diretoria colegiada composta por um diretor-geral e quatro diretores. Atualmente, a diretoria conta com Sandoval de Araújo Feitosa Neto (diretor-presidente, mandato até 2027), Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva (mandato até 2026) e Agnes Maria de Aragão da Costa (mandato até 2027), além de uma vaga em aberto. O processo de indicação foi marcado por negociações políticas entre o governo Lula e o Senado, especialmente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Um acordo garantiu que as vagas fossem divididas entre indicações do governo (Nogueira, apoiado por Silveira) e do Senado (Frota, apadrinhado por Braga ). Esse equilíbrio reflete a prática histórica de divisão de influência entre o Executivo e o Legislativo nas nomeações para agências reguladoras. PAUTAS PROVÁVEIS NA ANEEL Os novos diretores, caso aprovados, assumirão em um momento sensível para o setor elétrico brasileiro. As principais pautas que devem estar na agenda da ANEEL incluem: ORÇAMENTO DA CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO (CDE) : Em 15 de julho de 2025, a ANEEL aprovou o orçamento da CDE para 2025, no valor de R$ 49,23 bilhões, um aumento de 32,4% em relação a 2024. Esse orçamento financia subsídios, como a tarifa social, e impacta diretamente as tarifas de energia. Os novos diretores terão que gerir os impactos desse aumento nas contas dos consumidores e na sustentabilidade financeira do setor. MODERNIZAÇÃO DO MARCO REGULATÓRIO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA : A geração distribuída, especialmente de energia solar, está em expansão no Brasil. A ANEEL tem discutido ajustes regulatórios para equilibrar o crescimento desse segmento com a estabilidade do sistema elétrico, considerando os impactos nas distribuidoras e nos consumidores. Nogueira, com sua experiência no MME, deve liderar essa pauta. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E DIGITALIZAÇÃO : O avanço de tecnologias como inteligência artificial e a digitalização da infraestrutura energética são prioridades do MME. Os diretores devem trabalhar na regulamentação de soluções inovadoras, como redes inteligentes e armazenamento de energia, para aumentar a eficiência do sistema. UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO À ENERGIA : Especialmente na região Norte, onde Frota tem expertise, a ANEEL enfrenta o desafio de expandir o acesso à energia em áreas remotas e isoladas, como as comunidades da Amazônia. Isso envolve programas como o Luz para Todos e a integração de fontes renováveis em sistemas isolados. RESPOSTA A CRISES ENERGÉTICAS : Após o apagão em São Paulo em 2024, que gerou tensões entre o MME e a ANEEL, os novos diretores terão que fortalecer a fiscalização das concessionárias, como a Enel, e melhorar a resposta a crises. A relação entre o ministro Alexandre Silveira e o diretor-geral Sandoval Feitosa tem sido marcada por atritos, o que pode influenciar as decisões da diretoria. EÓLICA OFFSHORE : O MME abriu consulta pública em 2025 para definir critérios para a geração de energia eólica offshore. A ANEEL terá um papel crucial na regulamentação desse novo segmento, que promete atrair investimentos significativos. CONCLUSÃO As indicações de Willamy Moreira Frota e Gentil Nogueira de Sá Júnior para a diretoria da ANEEL representam uma combinação de experiência técnica e articulação política. Frota, com sua trajetória na região Norte e apoio do senador Eduardo Braga, deve trazer uma perspectiva regional e prática, enquanto Nogueira, alinhado ao MME e ao ministro Alexandre Silveira, reforçará a agenda do governo na agência. As pautas que assumirão, como a gestão do orçamento da CDE, a modernização regulatória e a transição energética, serão cruciais para o futuro do setor elétrico brasileiro. As sabatinas no Senado, previstas para agosto de 2025, determinarão se esses nomes serão confirmados, marcando um novo capítulo na regulação da energia no Brasil. INDICADOS PARA A DIRETORIA DA ANEEL EM 2025: WILLAMY MOREIRA FROTA E GENTIL NOGUEIRA DE SÁ JÚNIOR











