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  • Alta na Conta de Luz em Junho Eleva Inflação e Pressiona Orçamento das Famílias Brasileiras

    Matéria Jornalística – EnergyChannel Contas de luz disparam em junho e colocam pressão sobre a meta de inflação do Brasil Alta na Conta de Luz em Junho Eleva Inflação e Pressiona Orçamento das Famílias Brasileiras Por EnergyChannel – 10 de julho de 2025 O peso da energia elétrica voltou a ser sentido no bolso dos brasileiros. Em junho, as tarifas de eletricidade residencial subiram 2,96%, impulsionadas pelo acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 1, mecanismo que adiciona custo extra às contas para cobrir despesas de geração. O impacto foi direto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o mês com alta de 0,21% — suficiente para levar o acumulado de 12 meses a 4,23%, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,0%. A mudança na bandeira tarifária reflete o aumento no custo de geração de energia, principalmente pela redução nos níveis de reservatórios e maior acionamento de termelétricas. Segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), essa sinalização serve como alerta para o consumidor e também como forma de manter o equilíbrio econômico do setor. Efeitos no dia a dia e na política monetária A alta da energia elétrica tem efeito em cascata sobre diversos setores da economia. Desde a produção industrial até os serviços, o custo adicional se espalha por cadeias produtivas e tende a ser repassado ao consumidor final. Para o Banco Central, que já sinalizava uma política monetária mais cautelosa, o estouro da meta pode postergar cortes adicionais na taxa básica de juros (Selic), afetando crédito e consumo. “Essa elevação da energia acontece em um momento sensível para a economia. As famílias ainda estão se recuperando dos efeitos inflacionários dos últimos anos, e uma pressão tarifária como essa compromete o orçamento, especialmente das classes mais vulneráveis”, avalia Mariana Tavares, economista especializada em infraestrutura energética. Sinal de alerta para a transição energética Para especialistas do setor, o cenário reforça a importância de diversificar a matriz energética e acelerar investimentos em geração limpa e distribuída. “Sempre que há estresse hídrico ou aumento nos custos das usinas térmicas, o consumidor sofre. Isso mostra como ainda somos vulneráveis a oscilações no sistema convencional”, afirma Luiz Antunes, analista da EnergyChannel. Ele destaca que soluções como energia solar residencial, armazenamento e eficiência energética devem ganhar ainda mais protagonismo no debate público e privado. O que esperar para os próximos meses? A expectativa é de que a bandeira tarifária vermelha siga em vigor ao menos até o fim do inverno, quando os reservatórios costumam atingir os níveis mais baixos do ano. A Aneel anunciará nos próximos dias a avaliação de julho, que pode manter ou alterar a sinalização tarifária. Enquanto isso, consumidores buscam alternativas para reduzir o impacto na conta de luz, como adesão a cooperativas de energia solar, instalação de sistemas fotovoltaicos próprios ou mudanças de hábito no uso de eletrodomésticos. 🌐 Leia mais sobre economia da energia, transição energética e soluções sustentáveis em www.energychannel.co Alta na Conta de Luz em Junho Eleva Inflação e Pressiona Orçamento das Famílias Brasileiras

  • Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe

    A busca por construções mais sustentáveis tem inspirado a adoção de telhados equipados com Building Integrated Photovoltaics (BIPV), que transformam as superfícies de cobertura em verdadeiras usinas solares. Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe Neste cenário, a GoodWe apresenta o Galaxy Series BIPV, solução inovadora que alia instalação rápida, leveza excepcional e alta resistência a intempéries, permitindo que qualquer projeto – residenciais, corporativos ou agrícolas – aproveite o potencial energético dos telhados. Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe O Galaxy Series dispensa o uso de perfurações graças a um sistema de encaixe exclusivo que protege a impermeabilização original da cobertura. Cada módulo pesa apenas 8 kg/m², metade do peso dos painéis tradicionais, o que torna possível a aplicação até em estruturas mais antigas e reformas. Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe Além disso, o Galaxy Series suporta granizo, ventos de até 240 km/h e grandes variações de temperatura, graças ao vidro temperado antirrisco e à certificação IP68, garantindo geração contínua de energia em qualquer condição climática. Ao instalar sistemas BIPV Galaxy, os proprietários podem contar com rendimento médio de 1.000 a 1.200 kWh por kWp ao ano, o que reduz substancialmente a conta de energia e gera créditos em programas de compensação. Estudos mostram que o investimento em telhados fotovoltaicos apresenta payback entre oito e doze anos, com retorno anual superior a 13 % em mercados maduros, e uma redução de até 40 % na pegada de carbono ao longo do ciclo de vida da cobertura, em comparação a materiais convencionais. Ademais, a estética integrada dos módulos ultrafinos, disponíveis em diferentes cores e acabamentos, valoriza o imóvel e atrai investidores preocupados com metas ESG. Diversos projetos já comprovam a versatilidade do Galaxy Series. Em uma residência na Zona Sul de São Paulo, capital, 10 kWp garantiram economia de 70 % na fatura de luz, com retorno financeiro em menos de dez anos. Na sede do NIC.br, na Avenida João Dias, foram instalados 20,1 kWp sem perfurações, respeitando a impermeabilização da laje e evitando danos à estrutura, o que resultou na redução de 18 toneladas de CO₂ por ano. Na região central de Goiás, um agronegócio implantou 50 kWp em galpões, assegurando fornecimento estável para sistemas de irrigação e refrigeração, com payback estimado em nove anos. Para apoiar arquitetos e engenheiros, a GoodWe possui uma equipe de profissionais renomados, prontos para especificar a solução ideal para cada projeto. “O Galaxy Series simplifica a adoção de telhados solares, unindo eficiência energética, leveza estrutural e design integrado”, destaca Rafael Carvalho, Gerente de Negócios BIPV da GoodWe Brasil. Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe Telhados sustentáveis ganham destaque com tecnologia BIPV da GoodWe

  • Armazenamento, regulação e futuro: ABGD retoma evento Conexão Empresarial com foco em desafios do setor

    Por EnergyChannel – Direto de São Paulo Aetor de geração distribuída voltou a se reunir em São Paulo para debater os rumos da energia no Brasil, diante de um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD)  promoveu, em sua sede na Chucri Zaidan, a retomada do tradicional evento Conexão Empresarial , reunindo empresários, especialistas e representantes institucionais para discutir temas críticos como regulação, tributação e armazenamento de energia. Atualização regulatória em pauta A abertura do encontro foi conduzida por Rogério Duarte , diretor da ABGD, que destacou a importância de manter os associados atualizados diante de um cenário regulatório em constante transformação. “Nosso setor é impactado semanalmente por novas medidas e diretrizes. Por isso, o Conexão Empresarial é essencial para mostrar o trabalho que a ABGD realiza em Brasília, especialmente por meio da equipe de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), que atua ativamente no Congresso e nos órgãos reguladores”, afirmou Duarte. A entidade tem intensificado seu posicionamento técnico e político em questões como compensação de energia, regras tributárias e a agenda de transição energética justa e viável. Armazenamento energético ganha protagonismo Um dos temas mais debatidos durante esta edição foi o armazenamento de energia , hoje considerado peça-chave para a estabilidade e expansão da geração distribuída no Brasil. O encontro reuniu especialistas e representantes de empresas que atuam diretamente com tecnologias de baterias, soluções híbridas e sistemas inteligentes de gestão energética. As discussões abordaram desde o impacto do curtailment  (restrições de injeção na rede) até as expectativas em torno do Leilão de Reserva de Capacidade , previsto para 2026. “Temos grandes oportunidades surgindo nesse campo. O armazenamento passou de tendência a necessidade operacional”, pontuou um dos painelistas. Conexão Empresarial segue em expansão Com casa cheia e forte adesão dos associados, o evento reforçou sua importância como plataforma de troca de conhecimento e articulação estratégica do setor. A próxima edição do Conexão Empresarial ABGD  já está confirmada: será realizada no dia 25 de agosto , no Teatro Santander , em São Paulo, prometendo uma programação ainda mais robusta e aberta ao público ampliado do setor de energia. 📌 Em destaque: Armazenamento de energia ganha espaço como solução para curtailment e estabilidade do sistema. Equipe de relações institucionais da ABGD atua de forma ativa no Congresso e na ANEEL. Próxima edição do evento será em agosto, com novo formato e mais painéis técnicos. Armazenamento, regulação e futuro: ABGD retoma evento Conexão Empresarial com foco em desafios do setor Armazenamento, regulação e futuro: ABGD retoma evento Conexão Empresarial com foco em desafios do setor

  • Fox ESS lança microinversores Série Q com foco em homologação Fast Track

    Nova linha oferece potência ideal para projetos com liberação acelerada, instalação prática e alta eficiência energética Fox ESS lança microinversores Série Q com foco em homologação Fast Track A Fox ESS anuncia a chegada da nova Série Q de microinversores ao mercado brasileiro, trazendo uma combinação estratégica de tecnologia avançada, facilidade de instalação e aderência às normas técnicas mais recentes. Com modelos que alcançam até 2.500W de potência, a Série Q foi desenvolvida especialmente para atender à demanda crescente por soluções compatíveis com o processo de homologação simplificada, conhecido como Fast Track. A lógica é clara: ao conectar três unidades da Série Q, os integradores atingem a marca de 7,5 kW – limite ideal para o enquadramento automático previsto na REN ANEEL 1.098/2024. Nessa faixa, as concessionárias de energia não podem recusar o projeto por inversão de fluxo, o que elimina atrasos e incertezas no processo de conexão à rede elétrica. "A homologação Fast Track posiciona a Série Q como uma solução completa para quem atua em um ambiente de alta competitividade e prazos apertados. É uma combinação poderosa de tecnologia, praticidade e segurança regulatória", afirma Robson Meira, Country Manager da Fox ESS Brasil. Eficiência e conectividade como padrão Do ponto de vista técnico, a Série Q se destaca por sua eficiência máxima de 99,8%, com rastreamento MPPT individual por entrada. Todos os modelos contam com quatro entradas independentes, compatíveis com módulos de alta potência e capacidade de corrente de até 20A. A faixa operacional ampla (de 23,5V a 60V), combinada à baixa tensão de partida (32V), permite maior flexibilidade em projetos de diferentes perfis. A construção robusta, com proteção IP67 contra poeira e água, garante desempenho seguro mesmo em ambientes externos adversos. A conectividade também é um ponto forte: os microinversores vêm com monitoramento via Bluetooth e Wi-Fi Mesh. Wi-Fi Mesh é Wi-Fi mesh é uma tecnologia que permite que os equipamentos funcionem como roteadores, criando uma rede sem fio unificada, assim, os microinversores se comunicam entre si, formando uma rede mais estável e com sinal mais forte.  Isso é especialmente útil em instalações maiores, onde o sinal de internet pode não chegar com facilidade a todos os pontos. Tudo isso está integrado à nova plataforma FoxCloud V2.0, que permite acompanhar o desempenho do sistema em tempo real, de forma simples e remota. Aplicações versáteis e pronta entrega Com instalação do tipo plug and play, compatível com conectores MC4 e equipada com proteções integradas, a Série Q é ideal para projetos residenciais e comerciais de pequeno e médio porte. Além disso, o atendimento às exigências da Portaria Inmetro nº 140/2022 e aos padrões de conexão em baixa tensão assegura conformidade total com os critérios técnicos das distribuidoras. A Série Q também representa um ganho operacional para integradores, pois está preparada para cadastro direto nas plataformas das principais concessionárias do país. O resultado é menos tempo gasto em retrabalho e mais eficiência no cronograma de execução dos projetos. Disponibilidade nacional Com a Série Q, a Fox ESS reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às exigências do setor energético brasileiro. Os novos modelos já estão disponíveis nos principais distribuidores parceiros da marca em todo o território nacional. Mais informações estão disponíveis no site oficial: br.fox-ess.com Fox ESS lança microinversores Série Q com foco em homologação Fast Track

  • Para auxiliar na expansão dos negócios de energia solar, SolaX Power oferece capacitações gratuitas no Rio de Janeiro e São Paulo

    Os treinamentos serão realizados no dia 22.07, na capital fluminense, e no dia 24.07, na capital paulista Foto: Além do conhecimento teórico, os participantes aprendem, na prática, a instalar sistemas de armazenamento com inversores e baterias   Por Simone Cesário - Assessoria de Imprensa da SolaX Power A expansão do setor de armazenamento de energia no Brasil é uma realidade promissora. De acordo com pesquisa da consultoria Greener, a capacidade instalada do armazenamento no Brasil cresceu 200% de 2023 para 2024. Mas será que os integradores solares brasileiros estão preparados para aproveitar essa demanda crescente e reverter esse cenário positivo em negócios? Para preparar esses profissionais, levando conhecimento sobre o mercado e as novas tecnologias, a SolaX Power percorre todo o País com os eventos de treinamento itinerantes SolaXP. Neste mês, os treinamentos serão realizados no Rio de Janeiro, no dia 22.07, e em São Paulo, no dia 24.07, em parceria com a CorSolar. As inscrições devem ser realizadas pelos links abaixo: Rio de Janeiro – SOLAXP NO RIO DE JANEIRO: Domine o Mercado de Inversores Híbridos em Rio de Janeiro - Sympla São Paulo – SOLAXP EM SÃO PAULO: Domine o Mercado de Inversores Híbridos em São Paulo - Sympla Desde 2024 , mais de dois mil profissionais já participaram das capacitações em todas as regiões brasileiras. Vale ressaltar que os dois estados são destaque entre os maiores com potência instalada no Brasil: São Paulo lidera esse ranking e o Rio de Janeiro ocupa a nona colocação, segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar) . Esse cenário reforça ainda mais o potencial dos sistemas híbridos e, é nesse sentido, que os profissionais da SolaX oferecem orientações sobre o potencial desse mercado e como essa demanda crescente pode se reverter positivamente no negócio, trazendo informações teóricas e treinamentos práticos aos participantes. “A flexibilidade e os benefícios conquistados com as baterias têm sido impulsionadores para que essa solução possa ser promissora e viável a diferentes perfis de clientes, desde os que buscam uma alternativa para garantir o funcionamento de uma residência, mesmo diante de quedas de energia, ou para evitar prejuízos financeiros no negócio, como no caso da indústria ou comércio. Por isso que esses equipamentos podem ser aliados para alavancar o negócio, mas a capacitação é essencial para conhecer e saber como atender às diferentes necessidades de cada cliente” , explica o gerente de marketing da SolaX Power, Valdo Mendes . Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Para auxiliar na expansão dos negócios de energia solar, SolaX Power oferece capacitações gratuitas no Rio de Janeiro e São Paulo

  • Elas existem e lideram: Karina Santos, a voz da regulação e da transição energética no Brasil

    No Energy Women Talks, a advogada e especialista em energia Karina Santos  compartilha sua trajetória no mercado de energia, os desafios da regulação, os caminhos para o futuro do Setor Elétrico Brasileiro e a força das mulheres nesse processo. Elas existem e lideram: Karina Santos, a voz da regulação e da transição energética no Brasil Por EnergyChannel – São Paulo (SP) No mais recente episódio do Energy Women Talks , série de entrevistas conduzida por Zilda Costa  no EnergyChannel, a convidada da vez foi Karina Santos  — advogada, mãe, pesquisadora e uma das maiores referências em regulação do setor elétrico no Brasil. Com uma trajetória que atravessa universidades renomadas como a PUC-SP , FGV , London School of Economics   (LSE)  e CCEE/USP , Karina construiu uma carreira sólida em um dos segmentos mais técnicos e masculinos da economia brasileira: o mercado de energia. “Eu entrei no setor por acaso” , relembra Karina. “Fui convidada ainda na faculdade para trabalhar em um escritório boutique especializado em direito da energia. Desde então, nunca mais saí.”   O acaso virou missão, e a missão se transformou em especialização: ela soma mais de 10 anos de estudos e prática jurídica focada em energia , atuando com temas como riscos na comercialização, abertura do mercado livre, armazenamento de energia e, mais recentemente, o controverso curtailment  — ou limitação da geração de energia por restrições operacionais. O desafio da regulação em um setor em transição Durante a entrevista, Karina trouxe à tona a complexidade crescente do Setor Elétrico Brasileiro. Segundo ela, a inserção maciça de fontes renováveis intermitentes  (como solar e eólica), aliada à deficitária infraestrutura de transmissão e à cada vez mais reduzida flexibilidade sistêmica criou um cenário desafiador à operação do setor pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e para os próprios geradores renováveis. “Curtailment não é só uma palavra técnica. É o nome de um problema real que já afeta centenas de projetos de geração renovável. E a regulação atual não trata todos os casos como passíveis de indenização. Isso tem gerado uma onda de judicializações.” Armazenamento e flexibilidade: o que falta para o futuro? Karina defende que o armazenamento e a gestão inteligente de energia e potência  são peças-chave para equilibrar o futuro do setor, que será mais distribuído, mais digital e mais dinâmico. “A lógica setorial mudou. Não dá mais para pensar só em energia. Potência, flexibilidade e digitalização serão determinantes para a segurança energética”, explica. “E o futuro é, sem dúvida, distribuído . Grandes centrais não darão conta sozinhas da complexidade que estamos vendo surgir.” DSO, agregadores e novos agentes: o sistema está preparado? Um dos temas mais debatidos no episódio foi a criação do DSO (Operador de Sistemas de Distribuição), do Supridor de Última Instância (SUI) e dos agregadores , figuras ainda indefinidas na regulação brasileira, mas essenciais para o controle mais capilarizado da operação setorial e para a abertura total do mercado, respectivamente. “Precisamos definir claramente quem será o DSO, quem será o Supridor de Última Instância e os agregadores, e como eles serão remunerados. Essa nova arquitetura exige um olhar regulatório isento, baseado em sinais econômicos corretos. Sem isso, perdemos a confiança do investidor e atrasamos a modernização do sistema.” Educação contínua, maternidade e o papel das mulheres Ao longo da conversa, Zilda Costa destacou outro aspecto inspirador da trajetória de Karina: sua capacidade de conciliar uma agenda intensa de estudos e atuação profissional com a maternidade . “É uma loucura. Já pensei em desistir muitas vezes”, admite. “Mas a gente vai fazendo. Uma hora por dia, um passo de cada vez. Garra é o que não falta.” Karina também deixou um recado direto para as mulheres que atuam ou desejam atuar no setor energético: “Não é uma disputa entre homens e mulheres. Mas nós podemos ocupar muito mais espaço  do que ocupamos hoje. E precisamos nos apoiar, nos fortalecer e continuar buscando conhecimento. Esse é o nosso diferencial.” Conclusão: o futuro do setor é plural A entrevista de Karina Santos é mais do que uma aula sobre os dilemas técnicos da energia. É um manifesto sobre o protagonismo feminino na construção de um setor mais justo, resiliente e inovador . O Energy Women Talks  segue abrindo espaço para essas vozes transformadoras. Como disse Zilda ao final: “Elas existem. E estão liderando a transição energética do Brasil.”

  • Energia que Navega: Como a Apollo Flutuantes e a Tigo Energy Estão Redefinindo o Futuro da Geração Solar no Brasil

    Por EnergyChannel – Direto de São Paulo A transição energética brasileira ganha novas formas – e agora, literalmente, também ganha flutuabilidade. Em uma conversa reveladora no estúdio do EnergyChannel, Teixeira, CEO da Apollo Flutuantes, e André Gellers, Country Manager da Tigo Energy no Brasil, detalharam um dos projetos mais inovadores do setor solar: o uso de estruturas flutuantes inteligentes para geração de energia sobre espelhos d’água, com tecnologia de ponta para segurança e eficiência. Energia que Navega: Como a Apollo Flutuantes e a Tigo Energy Estão Redefinindo o Futuro da Geração Solar no Brasil Do Lago à Amazônia: Energia que Transforma Comunidades O ponto alto da conversa foi o novo barco 100% solar desenvolvido pela Apollo Flutuantes, capaz de operar o dia inteiro apenas com energia do sol – e ainda navegar à noite, graças ao sistema de baterias. Inicialmente criado para apoiar instalações e manutenções de usinas flutuantes, o modelo passou a despertar o interesse de outros setores: saúde, turismo e, especialmente, inclusão energética. Teixeira revelou que o projeto está sendo adaptado para se tornar a primeira Unidade Básica de Saúde flutuante movida a energia solar na Amazônia. E não para por aí: o barco também pode gerar 5 kW trifásico, suficiente para eletrificar comunidades ribeirinhas, viabilizando desde refrigeração de alimentos até o beneficiamento de produtos extrativistas como açaí e pescado. Um salto real em desenvolvimento sustentável. "Energia é tudo. Sem ela, não existe progresso, não há saúde, não há dignidade. Esse barco é uma miniusina solar que navega",  defendeu Teixeira. Tigo Energy: Inteligência, Segurança e Eficiência no Coração das Usinas Parceira da Apollo no desenvolvimento das usinas solares flutuantes, a Tigo Energy traz mais do que tecnologia. Ela entrega inteligência operacional, proteção ativa contra incêndios e otimização da produção. Integrados nos painéis solares, os otimizadores da Tigo oferecem monitoramento individualizado, com 5.400 pontos de medição por ilha fotovoltaica. Isso permite detecção precisa de falhas, identificação de hotspots e atuação automática em casos críticos. Se um módulo superaquecer, o sistema dispara shutdown remoto em milissegundos, isolando o problema sem comprometer o restante da geração. "É uma proteção em tempo real. E mais: essa inteligência reduz o custo do seguro da usina e melhora o retorno do investimento,"  explica André Gellers. Outro diferencial é a otimização da performance dos módulos, especialmente em usinas com painéis bifaciais de 700 W. Com a tecnologia da Tigo, o sistema ajusta automaticamente tensões e correntes para extrair o máximo de cada painel – mesmo em strings com módulos de diferentes potências, evitando o "efeito dominó" do menor limitar o desempenho dos demais. Inovação de Ponta com Foco em Resultados A Apollo adotou uma estratégia batizada de "instale e esqueça" : criar usinas robustas, seguras e com operação autônoma por 30 anos. Essa visão orienta cada decisão, desde a escolha de fornecedores até o desenvolvimento dos barcos solares e novas estruturas com fibra de vidro para solo e água. "Nós usamos os melhores componentes do mercado. Porque se der problema, o cliente vai lembrar da gente todo dia. Se não der, ele esquece. E é exatamente isso que queremos: que funcione sem dor de cabeça por décadas,"  resume Teixeira. Aplicações Reais e Escaláveis: do Agro à Intersolar O encontro também destacou o papel das usinas solares flutuantes no agronegócio. A tecnologia reduz evaporação em reservatórios, aumenta a produtividade e substitui o uso de diesel em sistemas de irrigação, proporcionando uma queda significativa no custo do kWh. Na Bahia, por exemplo, está sendo construída uma usina flutuante de 50 MW sobre um reservatório de 1 km de diâmetro. É um dos maiores projetos do tipo no país. E vem mais por aí: Teixeira e André convidaram o público para conferir de perto essas soluções durante a Intersolar South America 2025 , onde as empresas estarão presentes com estande e novidades técnicas. Conclusão: O futuro da energia solar no Brasil passa por soluções flutuantes e inteligentes. A união entre engenharia aplicada e impacto social, como mostra essa parceria entre Apollo e Tigo, representa mais do que geração de energia: é sobre gerar desenvolvimento sustentável. 📌 Acompanhe essa e outras inovações no setor de energia no energychannel.co Energia que Navega: Como a Apollo Flutuantes e a Tigo Energy Estão Redefinindo o Futuro da Geração Solar no Brasil

  • Senado Federal votará Projeto de Lei que cria o Programa Nacional do Metano Zero

    O PL visa estabelecer um marco regulatório para integrar as políticas de gestão de resíduos da agropecuária, industriais e urbanos, com a produção de energia limpa e renovável; O texto do Projeto de Lei, que contou com a contribuição da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), tem como objetivo reduzir a emissão de metano no Brasil. Senado Federal votará Projeto de Lei que cria o Programa Nacional do Metano Zero Brasília, 11 de julho de 2025 – O Senado Federal deverá apreciar, nos próximos dias, o Projeto de Lei (PL) número 3.311/25, que trata sobre a criação do Programa Nacional do Metano Zero (MetanoZero) . O texto do PL, que contou com a contribuição da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), estabelece um marco regulatório que tem como objetivo integrar as políticas de gestão de resíduos da agropecuária, industriais e urbanos, com a produção de energia limpa e renovável, e a consequente redução da emissão de metano. O Projeto de Lei propõe a implementação de usinas de biodigestão anaeróbia  de resíduos da agropecuária, industriais e urbanos, por meio de coleta seletiva na fonte, além do coprocessamento do combustível derivado de resíduos (CDR) e da recuperação energética de resíduos sólidos não recicláveis,  que seriam destinados a lixões e aterros sanitários, em todo o território nacional. A destinação proposta, além de ser ambientalmente mais adequada, não prejudica a saúde pública, diferentemente do que ocorre atualmente. Segundo Yuri Schmitke, presidente executivo da ABREN, “ o Projeto de Lei será um marco para o Brasil. O PL cria e regulamenta um sistema nacional que promove a conversão de resíduos em fontes viáveis de energia renovável, por meio de processos tecnológicos que cumprem rigorosamente os requisitos ambientais e de saúde pública, visando especialmente a minimização da emissão do metano ”. O Ministério de Minas e Energia , o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima , o Ministério das Cidades , o Ministério da Agricultura e Pecuária  e o Ministério da Fazenda  serão os órgãos responsáveis por estabelecer metas conjuntas para descarbonização das emissões de metano, com revisão a cada quatro anos. Isso ocorrerá, conforme previsto no PL, por meio de vínculo com a contratação de energia elétrica anual através da biodigestão anaeróbia, do coprocessamento e da recuperação energética.  Além disso, as metas do Plano Nacional de Mitigação das Emissões de Metano  deverão estar de acordo com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), decorrentes do Acordo de Paris e demais declarações assinadas pelo Brasil no âmbito das mudanças climáticas e metas definidas no Plano Clima, entre outras.  Outro ponto importante refere-se aos estímulos previstos. Conforme o texto, a União será a responsável por adotar as ações de estímulo à geração de energia por meio de resíduos, mediante a cooperação com Municípios para a estruturação de consórcios públicos ou blocos regionais que contemplem usinas de biodigestão anaeróbia, de coprocessamento de CDR e de recuperação energética de resíduos sólidos. “ Nós vivemos uma urgência climática sem precedentes e precisamos do apoio do Congresso Nacional para que este Projeto de Lei seja apreciado em regime de urgência. Recentemente outros PLs relacionados à questão ambiental, como o Combustível do Futuro, o marco legal do hidrogênio verde e a legislação referente às eólicas offshore foram votados com base na urgência desse tema. Esperamos que o Senado mantenha essa avaliação e vote o Programa Nacional do Metano Zero o quanto antes ”, explica Schmitke. Certificação de Origem Metano Zero O Projeto de Lei cria, ainda, a Certificação de Origem Metano Zero , que tem como objetivo reconhecer e verificar a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio das atividades de biodigestão anaeróbia de resíduos da agropecuária, industriais e urbanos, de coprocessamento de CDR e de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (UREs) para geração de energia renovável, conforme regulamento a ser editado. As certificações serão emitidas pelo Órgão Certificador Autorizado , após a verificação dos dados de redução de emissões de gases de efeito estufa na geração de energia renovável fornecidos pela usina de biodigestão, coprocessamento ou UREs. A certificação terá validade de cinco anos, devendo ser renovada mediante nova verificação dos dados.  Além disso, os Certificados de Origem Metano Zero serão registrados em um sistema eletrônico administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, garantindo a rastreabilidade e a transparência. A certificação também poderá ser utilizada para a comercialização de créditos de carbono, no âmbito do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Comitê Interministerial do Programa Nacional do Metano Zero – CIPEM O PL prevê também a instituição, por meio do Poder Executivo, do Comitê Interministerial do Programa Nacional do Metano Zero (CIPEM) , de caráter permanente, com a finalidade de estabelecer diretrizes, articular e coordenar a implementação das ações e políticas públicas do País relativas à biodigestão anaeróbia, coprocessamento de CDR e a recuperação energética de resíduos sólidos. O CIPEM terá entre suas atribuições a promoção do diálogo com o Congresso Nacional, Governos Estaduais, Municípios, Tribunais de Contas, Ministério Público Federal e Estadual, a sociedade, o setor empresarial e o setor científico-acadêmico, nos termos de sua competência. O Comitê será responsável, ainda, pelo estabelecimento de metas para a estruturação de concessões municipais, desenvolvimento de projetos, editais, normas e regulamentos, entre outras atividades relacionadas à biodigestão anaeróbia, ao coprocessamento de CDR e à recuperação energética de resíduos sólidos no Brasil. “ O Brasil é o quinto maior emissor de metano do mundo, representando 5,5% das emissões globais, com um impressionante aumento de 53% entre 1990 e 2020. O setor de Agricultura lidera as emissões de metano no Brasil, com 71,8% do total, enquanto o setor de resíduos está em segundo lugar, com 15,8% do total. Se nada for feito para mudar esse cenário, o meio ambiente e a saúde pública serão cada vez mais afetados ”, explica Schmitke.  “ A criação do MetanoZero representa um avanço significativo para a economia circular e a sustentabilidade no Brasil, alinhando-se às melhores práticas internacionais e promovendo uma transição energética que reduz impactos ambientais, fortalece a segurança energética e gera benefícios sociais e econômicos ”, conclui o presidente da ABREN. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil.  A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram  e YouTube  da associação. Senado Federal votará Projeto de Lei que cria o Programa Nacional do Metano Zero

  • Tigo Energy aposta em segurança, eficiência e retrofit para impulsionar produtividade solar no Brasil

    Por EnergyChannel – Direto de São Paulo Em meio a um cenário desafiador para o setor de energia solar no Brasil, onde o crescimento em novas conexões enfrenta barreiras técnicas e regulatórias, a Tigo Energy  reforça sua presença no mercado com uma proposta clara: aumentar a produtividade das usinas existentes e garantir segurança nas novas instalações . Tigo Energy aposta em segurança, eficiência e retrofit para impulsionar produtividade solar no Brasil Em entrevista ao EnergyChannel, os executivos André Gellers (Country Manager) e Manoel Monteiro (Sales Marketing Manager Latam) apresentaram os pilares da atuação da empresa e as soluções que vêm ganhando força no país. Eficiência como novo vetor de crescimento solar Com a expansão territorial limitada e entraves na infraestrutura elétrica — como saturação das subestações e falta de linhas de transmissão  — o setor solar brasileiro precisa, mais do que nunca, apostar em produtividade. “Hoje a energia elétrica é um bem essencial como alimento. O desafio é extrair o máximo de eficiência das usinas já em operação”, destaca André Gellers. A Tigo se posiciona justamente neste ponto: melhorar a performance das usinas já conectadas , atuando onde o setor mais sente: perdas não identificadas, falhas técnicas ocultas e ausência de monitoramento em tempo real. Retrofit e monitoramento: inteligência aplicada à geração solar Uma das principais apostas da Tigo é o retrofit — ou seja, modernizar usinas existentes com tecnologias de monitoramento e otimização de desempenho . “Com nossos otimizadores, é possível identificar falhas em módulos específicos, sujeira excessiva, falhas em diodos e até sombreamentos localizados. Isso tudo sem precisar deslocar equipes ou interromper o funcionamento da planta”, explica Monteiro. A solução da Tigo permite a detecção automática de perdas de geração , e o retorno do investimento acontece, segundo os executivos, em menos de dois anos , com ganhos médios de geração entre 5% a 7% ao ano . Rapid Shutdown: segurança obrigatória e diferencial competitivo Além da eficiência energética, a segurança elétrica  vem se consolidando como item obrigatório. Estados como Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e, em breve, São Paulo, já exigem sistemas de desligamento rápido (Rapid Shutdown)  em novas instalações solares. E esse é um ponto em que a Tigo se diferencia. “Nossa tecnologia cumpre a norma NBR 17.193, protege as pessoas e os ativos. Isso reduz riscos operacionais e também já começa a impactar positivamente no valor dos seguros das usinas fotovoltaicas , tendência já consolidada na Alemanha”, afirma Gellers. Otimização seletiva: adaptabilidade e economia para integradores e residências Outro diferencial da solução Tigo é a possibilidade de otimização seletiva , ou seja, aplicar otimizadores apenas nos módulos onde há sombreamento ou queda de desempenho — o que reduz custos e permite adequações pontuais. “Não é necessário substituir todos os equipamentos ou investir em microinversores caros. Com os otimizadores da Tigo, o integrador pode preservar o inversor original e adaptar o projeto conforme as necessidades reais do cliente”, complementa Monteiro. Garantia alinhada ao ciclo de vida do projeto solar Com garantia de 25 anos , os equipamentos da Tigo estão em sintonia com o ciclo esperado das usinas solares. Isso significa maior segurança para investidores, integradores e usuários residenciais, além de melhor gestão de ativos no longo prazo. “A maturidade do mercado exige esse tipo de solução. Não temos mais espaço para desperdícios ou para usinas operando abaixo do projetado. O futuro da energia solar está na produtividade, e é isso que a Tigo entrega”, conclui Gellers. Quer aumentar a produtividade da sua usina solar? Se você é integrador, investidor ou consumidor final e quer entender como otimizar sua geração com as soluções da Tigo, deixe sua pergunta nos comentários abaixo ou entre em contato diretamente com a equipe da empresa. Tigo Energy aposta em segurança, eficiência e retrofit para impulsionar produtividade solar no Brasil

  • Argentina mira liderança no mercado global de GNL, mas esbarra em desafio bilionário de infraestrutura

    Com uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo , a Argentina pode se tornar protagonista no mercado internacional de GNL se conseguir atrair ao menos US$ 10 bilhões em investimentos estratégicos . Argentina mira liderança no mercado global de GNL, mas esbarra em desafio bilionário de infraestrutura Por EnergyChannel – Buenos Aires, Argentina A Argentina está diante de uma oportunidade histórica no setor energético. Detentora da segunda maior reserva de gás não convencional do planeta , a formação de Vaca Muerta, na Patagônia, tem potencial para transformar o país em um player global de gás natural liquefeito (GNL). No entanto, entre o potencial e a realidade há uma lacuna bilionária: são necessários ao menos US$ 10 bilhões em infraestrutura  para que o país possa competir no cenário internacional. A crescente demanda mundial por GNL, impulsionada pela transição energética e pela busca de segurança energética por parte da Europa e da Ásia, abriu uma janela de oportunidade. Mas para aproveitar o momento, a Argentina precisa correr contra o tempo e contra seus próprios entraves estruturais. Vaca Muerta: um gigante adormecido A formação de Vaca Muerta concentra volumes gigantescos de gás e petróleo não convencional, comparáveis aos maiores campos dos Estados Unidos. A produção já dá sinais de maturidade e expansão, com operadoras como YPF, Tecpetrol e outras majors globais acelerando operações de fraturamento hidráulico e extração. O problema não está na produção, mas no gargalo logístico. "Produzimos muito mais gás do que conseguimos escoar. Precisamos de gasodutos, plantas de liquefação e terminais de exportação" , afirmou em recente conferência o ministro da Economia argentino, Luis Caputo. “Temos um produto competitivo, mas sem infraestrutura, ele não sai do país.” O que está faltando? Para tornar o GNL argentino viável internacionalmente, o país precisa: Concluir novos gasodutos , como a extensão do Gasoduto Néstor Kirchner; Construir unidades de liquefação , com capacidade modular e escalável; Ampliar a capacidade portuária , com terminais de embarque no Atlântico; Estabilizar o ambiente regulatório , para atrair capital estrangeiro. Estima-se que os investimentos mínimos necessários para esse salto exportador girem em torno de US$ 10 bilhões . E esse valor pode crescer a depender do modelo de negócios adotado. Competição acirrada O mercado de GNL está em plena transformação. Países como os Estados Unidos e o Catar lideram a oferta global, enquanto novas frentes de produção surgem na África e na Ásia Central. O Brasil, por sua vez, amplia sua infraestrutura para importação e já opera terminais regaseificadores no Sudeste e no Nordeste. Nesse cenário, a Argentina tem uma vantagem competitiva : gás abundante, com preço doméstico muito abaixo do praticado internacionalmente. Mas sem resolver os gargalos de escoamento e liquefação, o país continuará desperdiçando valor e oportunidades. Caminho incerto, mas promissor Apesar dos desafios, o setor energético argentino tem conseguido avançar. O governo de Javier Milei defende uma política mais liberal, com foco em concessões e parcerias com o setor privado. As empresas, por sua vez, pressionam por mais previsibilidade fiscal e segurança jurídica. “Com as condições certas, poderemos exportar GNL já nos próximos cinco anos” , disse Pablo Iuliano, CEO da YPF, em recente apresentação. “Mas o tempo é curto, e a concorrência é brutal.” Conclusão: a hora é agora A Argentina tem tudo para se tornar uma potência no mercado global de GNL. Possui reservas, conhecimento técnico e empresas capazes. O que falta é transformar promessa em infraestrutura e atrair os bilhões que podem mudar o jogo. Argentina mira liderança no mercado global de GNL, mas esbarra em desafio bilionário de infraestrutura

  • Geração Distribuída: o monstro do armário do ONS

    Por Daniel Lima – ECOnomista Dores nas articulações, veias e artérias entupidas: eis o estado de saúde do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tudo indica que o diagnóstico é claro sedentarismo energético com risco de colapso funcional. Geração Distribuída: o monstro do armário do ONS Mas eis que surge o tratamento milagroso: geração distribuída. Sem contraindicação, de aplicação simples, disponível sem receita e com efeitos colaterais mínimos talvez apenas uma leve perda de controle central. Só que, por alguma razão místico-técnica, talvez até por um caso avançado de negacionismo contumaz, o ONS insiste em ignorar o remédio que está bem ali, na prateleira. Enquanto o mundo inteiro se deslumbra com painéis solares em telhados e comunidades inteiras se libertam da tirania dos megawatts centralizados, o Operador Nacional do Sistema (ONS) parece desenvolver uma nova fobia técnica: a Distribuitofobia. O cidadão comum, antes um mero pagador de tarifas e vítima das bandeiras vermelhas, agora ousa gerar a própria energia. E pior compartilha o excedente com a rede! Um ato quase subversivo. Para o ONS, isso não é empoderamento, é anarquia solar. Segundo relatos não oficiais (e alguns olhares bastante desconfiados), a proliferação da geração distribuída estaria tirando o sono do ONS. Afinal, como controlar um sistema quando o cidadão teima em produzir sua própria eletricidade? O medo declarado é que “a geração distribuída dificulta o planejamento e operação do sistema elétrico”. Mas a tradução livre seria: “não conseguimos mais brincar sozinhos com os botões gigantes que regulam o país”. Enquanto o operador do sistema ainda digita relatórios em Word 2007, a geração distribuída já conversa em Python, criando algoritmos em tempo real para balancear carga com inteligência artificial. A realidade ignorada é que esse modelo é um passo natural da evolução energética, traz mais resiliência, menor dependência de grandes usinas, e empodera o consumidor. Mas, claro, para quem cresceu no playground das hidrelétricas e termelétricas, isso soa como revolta organizada. O paradoxo curioso é ver o setor temer a evolução como se fosse um apagão iminente quando, na verdade, o apagão está em resistir à mudança. Com mais de 74 mil GWh de geração prevista para 2029, a energia que brota dos telhados parece estar conspirando contra os guardiões do sistema. Afinal, como manter o monopólio do fluxo elétrico quando cada cidadão vira miniusina com Wi-Fi? Geração Distribuída: o monstro do armário do ONS Geração Distribuída: o monstro do armário do ONS

  • OPINIÕES DO MINISTRO ALEXANDRE SILVEIRA SÃO CONTESTADAS POR DEPUTADOS DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

    Em audiência pública realizada em 9 de julho de 2025 na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o ministro Alexandre Silveira defendeu a aprovação da MP nº 1.300/2025, alegando que ela traria “justiça tarifária” e “liberdade do consumidor”. OPINIÕES DO MINISTRO ALEXANDRE SILVEIRA SÃO CONTESTADAS POR DEPUTADOS DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA No entanto, a proposta repete velhas fórmulas e ignora os reais entraves do setor elétrico. Ao manter benefícios sociais financiados via CDE, sem revisar os subsídios cruzados da geração distribuída, a medida perpetua um modelo tarifário injusto e insustentável. A falta de clareza sobre a abertura do mercado e os impactos do fim da geração incentivada só aumenta a insegurança entre consumidores e setores produtivos. A geração incentivada, que tem sido motor de desenvolvimento, corre o risco de ser enfraquecida, enquanto os mais pobres seguem arcando com o peso dos subsídios cruzados da GD. O deputado Arnaldo Jardim, no mesmo debate, cobrou a instalação da comissão mista para análise da MP,  cuja vigência vai até 18 de setembro de 2025. O texto ainda precisará ser votado pelos plenários da Câmara e do Senado. Até lá, é urgente rever as distorções tarifárias, garantir competitividade e preservar políticas que funcionam de fato. ABERTURA DO MERCADO LIVRE: UMA PROPOSTA PREMATURA COM PROMESSAS E RISCOS A MP reacende o debate sobre a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores , inclusive os de baixa tensão. Embora essa proposta tenha potencial no longo prazo, no cenário atual do setor elétrico brasileiro, sua implementação é precipitada e arriscada . A abertura ampla e irrestrita exige infraestrutura, segurança regulatória e preparação técnica dos consumidores, especialmente os pequenos, que podem ser os mais prejudicados. Não se trata apenas de uma questão técnica. Os entraves são econômicos, jurídicos e estruturais . Sem ajustes profundos, essa transição compromete a estabilidade do setor e impõe riscos ao equilíbrio tarifário. Liberdade de escolha é desejável, mas só faz sentido quando todos têm condições mínimas de participar do mercado em igualdade de condições — o que, claramente, não é o caso hoje. GERAÇÃO INCENTIVADA: UM PILAR QUE NÃO PODE SER ENFRAQUECIDO A MP também propõe revisar subsídios, mas o discurso do governo e especialmente do ministro ignora a importância estratégica da geração incentivada , colocando-a no mesmo pacote dos subsídios ineficientes. Trata-se de um equívoco grave, tanto do ponto de vista econômico quanto técnico. A geração incentivada não é um privilégio: é um instrumento de política energética e econômica.  Ela garante competitividade à indústria, sustentabilidade ao agronegócio e previsibilidade ao varejo. É por meio desses contratos que grandes consumidores conseguem reduzir custos, manter empregos, investir em expansão e garantir preços mais estáveis ao consumidor final. Ao contrário do que se insinua, os custos associados à geração incentivada são, atualmente, menores que os de outros subsídios como os da geração distribuída, por exemplo, que atualmente beneficiam uma minoria da população, mas impõem custos a todos os demais consumidores via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). SUBSÍDIOS CRUZADOS DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: O VERDADEIRO PESO NA CONTA DE LUZ Um dos grandes silêncios da proposta é sobre os subsídios cruzados da geração distribuída (GD) . Enquanto o ministro critica contratos de geração incentivada que movimentam setores produtivos inteiros, mantém intocados subsídios à microgeração solar residencial, que hoje representam um dos principais vetores de crescimento da CDE sem contrapartida econômica relevante para o país . Esses subsídios beneficiam poucos geralmente, consumidores com maior poder aquisitivo — e transferem os custos para a base de consumidores cativos. É este tipo de distorção que deveria ser alvo da racionalização prometida pela MP. Não faz sentido atacar quem gera riqueza e poupar quem transfere custo. DEPUTADO ARNALDO JARDIM: ALERTA NECESSÁRIO AO CONGRESSO Durante a audiência, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)  trouxe ponderações fundamentais. Em sua fala, ele reconheceu os pontos positivos da MP, como a proposta de modernização e ampliação do acesso, mas alertou para riscos sérios à previsibilidade regulatória, à segurança jurídica e à sustentabilidade dos investimentos  no setor. Jardim também cobrou a instalação imediata da comissão mista para análise da MP, alertando para o risco de se perder o prazo e aprovar uma reforma sem o devido debate. Suas palavras foram diretas: “Será que alguém não deseja que essa MP prospere?”, questionou. O tom do deputado revela preocupação legítima com a forma e o conteúdo da proposta, que precisa ser aprimorada não apenas aprovada por impulso. JUSTIÇA TARIFÁRIA: UMA FALÁCIA POLÍTICA OU UM OBJETIVO TÉCNICO? O ministro insiste em afirmar que a MP 1300/25 promove justiça tarifária , mas a proposta está longe disso. A tarifa social ampliada para famílias com consumo de até 80 kWh/mês é louvável — mas será bancada com recursos da CDE, que continuará sendo inchada por mecanismos mal calibrados e por emendas legislativas que fogem do controle técnico do setor. O próprio ministro prometeu uma nova MP para limitar o crescimento da CDE, em resposta às emendas “jabutis” da Lei 15.097, cujos vetos presidenciais foram derrubados. Porém, uma nova MP não resolverá o problema se os diagnósticos continuarem errados e as soluções continuarem políticas, e não técnicas . CONCLUSÃO A MP 1300/25 pode até ter nascido com boas intenções, mas está sendo conduzida de forma precipitada, com pouco embasamento técnico e ataques diretos a instrumentos que sustentam a economia real do país,  como a geração incentivada que precisa ser preservada e expandida, não enfraquecida. A revisão de subsídios é necessária, mas deve começar pelas distorções mais evidentes, como as da GD residencial. A abertura do mercado, por sua vez, exige responsabilidade e planejamento, não decisões apressadas com viés populista. Até agora, sequer foi oficialmente instaurada a Comissão Mista que analisará a MP.  Em audiência na CME, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP) informou que o tema só deverá avançar em agosto,  após conversas com o relator designado, deputado Fernando Coelho Filho (União/PE), ex-ministro de Minas e Energia. Eduardo Braga (MDB/AM), também ex-ministro da pasta, foi indicado para presidir a comissão — ambos os nomes foram confirmados, mas ainda não formalizados . O setor elétrico não pode ser vítima de improvisos. O Brasil precisa de uma política energética tecnicamente sólida, juridicamente segura e economicamente viável — e não de soluções apressadas em pleno ano eleitoral. Fonte: Agência Câmara de Notícias OPINIÕES DO MINISTRO ALEXANDRE SILVEIRA SÃO CONTESTADAS POR DEPUTADOS DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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