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- Pico do petróleo segue em disputa: por que as projeções globais ainda subestimam a transição energética
Durante as últimas semanas, uma nova narrativa ganhou força no debate energético global: Segundo a Agência Internacional de Energia, a ideia de que a demanda por petróleo continuará crescendo até meados do século, colocando em xeque o conceito de “pico do petróleo”. A leitura rápida de projeções internacionais mais recentes levou parte do mercado a celebrar uma suposta sobrevida prolongada dos combustíveis fósseis. Pico do petróleo segue em disputa: por que as projeções globais ainda subestimam a transição energética Mas uma análise mais cuidadosa dos cenários energéticos globais revela uma realidade bem mais complexa e, em muitos pontos, desconectada do que já acontece no mundo real. No centro dessa discussão está o peso excessivo atribuído às políticas públicas formais e a subestimação de fatores econômicos, tecnológicos e estruturais que estão acelerando a transição energética, especialmente fora das economias avançadas. Projeções energéticas não são previsões neutras Relatórios globais de energia trabalham com múltiplos cenários. Alguns assumem continuidade das políticas atuais; outros consideram metas anunciadas, ainda que não totalmente implementadas. O problema não está na existência desses cenários, mas na forma como eles passam a ser tratados como previsões definitivas. Cenários baseados exclusivamente em políticas vigentes tendem a ignorar um elemento-chave do setor energético moderno: a transição deixou de ser apenas regulatória e passou a ser econômica. Quando custos caem, cadeias produtivas se consolidam e tecnologias se tornam competitivas por si só, a política deixa de ser o principal motor da mudança. A armadilha de olhar o mundo pela lente de poucos países Parte das projeções mais conservadoras sobre renováveis e eletrificação reflete realidades específicas de mercados como os Estados Unidos, onde disputas políticas internas, lobbies consolidados e barreiras comerciais distorcem a dinâmica de adoção tecnológica. O problema é extrapolar esse cenário para o restante do mundo. Na maior parte da América Latina, Sudeste Asiático, África e Ásia Central, a expansão da energia solar, da geração distribuída e dos veículos elétricos ocorre menos por ideologia climática e mais por lógica econômica: reduzir importações de combustíveis fósseis, aumentar segurança energética e baixar o custo da energia. Essas regiões concentram justamente os maiores crescimentos demográficos, urbanos e industriais das próximas décadas. Energia solar: custos falam mais alto que decretos As projeções globais ainda tratam a expansão da energia solar como se dependesse majoritariamente de incentivos estatais. Na prática, os números mostram outra história. O custo dos módulos fotovoltaicos continua caindo, a eficiência cresce e o armazenamento em baterias avança rapidamente. Em muitas regiões do planeta, a energia solar já é a forma mais barata de geração elétrica disponível — com ou sem subsídios. Além disso, países localizados nas chamadas “faixas solares” regiões tropicais e subtropicais com alta e constante incidência solar têm uma vantagem natural que torna a expansão fotovoltaica quase inevitável do ponto de vista econômico. Ignorar esse fator estrutural leva a projeções que subestimam a velocidade real da transição. Veículos elétricos: o Sul Global acelera Outro ponto frequentemente subestimado é a adoção de veículos elétricos em economias emergentes. A leitura tradicional assume que esses mercados avançarão lentamente, mas os dados recentes mostram o contrário. O crescimento das vendas de veículos elétricos em países como Brasil, México, Indonésia, Tailândia e Turquia indica uma mudança estrutural. A combinação de: Veículos elétricos mais baratos, Produção asiática em larga escala, Investimentos industriais locais, Alto custo das importações de petróleo, cria um ambiente altamente favorável à eletrificação do transporte. Para muitos países em desenvolvimento, eletrificar a frota não é apenas uma escolha ambiental, mas uma estratégia de sobrevivência econômica. Economia vence a política A principal falha das projeções conservadoras está em assumir que a transição energética depende, necessariamente, de governos altamente comprometidos com políticas climáticas. A realidade atual aponta para outro caminho: a transição está sendo puxada por preço, eficiência e segurança energética. Quando gerar eletricidade localmente com sol e vento custa menos do que importar combustíveis fósseis, a decisão se torna inevitável — independentemente do discurso político. Petróleo ainda resiste, mas o teto se aproxima Isso não significa que o consumo de petróleo entrará em colapso imediato. A demanda global segue resiliente, sustentada por inércias econômicas, infraestrutura existente e crescimento de curto prazo em alguns setores. No entanto, os sinais de saturação são cada vez mais claros. À medida que renováveis, baterias e veículos elétricos avançam, o espaço para crescimento estrutural do petróleo se estreita. O debate real já não é se o pico da demanda acontecerá, mas quando e com que velocidade o declínio virá depois . Um erro recorrente nas projeções globais Outro ponto pouco discutido é a suposição de que o crescimento da demanda energética global será absorvido majoritariamente por combustíveis fósseis. Ganhos de eficiência, eletrificação de processos e geração descentralizada tendem a reduzir o crescimento líquido do consumo de energia — um fator que segue subestimado em muitas análises. Se a demanda total crescer menos do que o previsto, a pressão sobre os combustíveis fósseis será ainda maior. O futuro energético não será liderado apenas pelos países ricos A grande virada desta década é clara: a transição energética deixou de ser um projeto exclusivo das economias desenvolvidas. O Sul Global passou a liderar, não por altruísmo climático, mas por racionalidade econômica. Quem continuar olhando apenas para políticas formais e disputas ideológicas corre o risco de não enxergar o movimento real que já está redesenhando o sistema energético global. E esse movimento aponta para um mundo onde o petróleo perde espaço não por decreto, mas por falta de competitividade. Pico do petróleo segue em disputa: por que as projeções globais ainda subestimam a transição energética
- A Transição Energética Não Fecha Só na Conta: o Desafio Político por Trás da Liderança Brasileira
A essa altura, já estamos ambientados com a chamada Transição Energética e seus desafios técnico-econômicos. Sabemos falar de eficiência, custos nivelados e emissões evitadas. Sabemos fechar, ao menos no papel, o fluxo de carga e o balanço termodinâmico da transição. O problema é que isso, por si só, já não basta. A Transição Energética Não Fecha Só na Conta: o Desafio Político por Trás da Liderança Brasileira A transição energética deixou de ser apenas um exercício de engenharia. Ela se tornou um problema de organização da sociedade , de priorização política e de coerência institucional . É nesse plano mais profundo que o documento “Brazil, World Leader in Energy Transition – The Ministry of Mines and Energy’s public policies to foster the green economy and promote social inclusion (2023–2025), COP30 Edition” deve ser lido. O relatório projeta um Brasil protagonista, capaz de liderar a transição energética global a partir de uma combinação rara: matriz elétrica majoritariamente renovável, experiência histórica com biocombustíveis, abundância de recursos naturais e posição estratégica na geopolítica dos minerais críticos. A narrativa é sedutora e não é desprovida de fundamento. Poucos países reúnem, de fato, um conjunto tão amplo de vantagens comparativas no campo energético. Mas o texto vai além da tecnologia. Ao insistir que a transição não é apenas uma troca de fontes, e sim um novo modelo de desenvolvimento , o documento toca em um ponto crucial. A criação da Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e a centralidade dada ao combate à pobreza energética revelam uma tentativa de alinhar descarbonização, crescimento econômico e inclusão social. O plano brasileiro traz algo frequentemente ausente em estratégias mais tecnocráticas observadas no Norte Global. O portfólio apresentado é amplo: energias renováveis, bioenergia, hidrogênio de baixo carbono, captura de carbono e combustíveis sustentáveis para transporte e aviação. Leis como a “Lei do Combustível do Futuro buscam dar previsibilidade ao investimento privado e sinalizar compromisso de longo prazo. No papel, o arranjo parece robusto. O risco, como sempre, não está na ambição, mas na execução. Talvez o ponto mais revelador do documento esteja na ênfase dada aos minerais críticos . Ao mesmo tempo em que o Brasil se apresenta como potência climática, também se projeta como fornecedor estratégico de insumos fundamentais para a transição global. Isso abre oportunidades, mas também expõe contradições: como conciliar liderança climática, soberania mineral, proteção ambiental e justiça territorial em um país historicamente marcado por conflitos socioambientais associados à exploração de recursos? No campo social, o relatório acerta ao recolocar a energia no lugar que ela nunca deveria ter deixado: o de direito básico . Programas voltados ao acesso à eletricidade, ao gás e à redução da pobreza energética reconhecem que não existe transição justa em sistemas que continuam produzindo exclusão. Ainda assim, permanece a pergunta incômoda: A expansão acelerada de novas infraestruturas energéticas caminhará no mesmo ritmo da inclusão ou repetirá assimetrias já conhecidas? O documento do Ministério de Minas e Energia funciona, portanto, menos como um balanço técnico e mais como uma declaração política de intenções . Ele diz ao mundo que o Brasil quer liderar a Transição Energética para o Baixo Carbono. O desafio real começa agora: transformar potencial em coerência, discurso em governança e planejamento em resultados concretos. Porque, no fim das contas, a transição energética não fracassa quando faltam megawatts, mas quando sobram promessas e faltam estruturas capazes de sustentar, social e politicamente, as mudanças que ela exige. A Transição Energética Não Fecha Só na Conta: o Desafio Político por Trás da Liderança Brasileira
- Governo dos EUA paralisa projetos de energia eólica offshore na Costa Leste e reacende tensão no setor renovável
EnergyChannel | Energia Eólica Offshore | Estados Unidos O governo dos Estados Unidos determinou a suspensão imediata de cinco grandes projetos de energia eólica offshore em desenvolvimento na Costa Leste do país, em uma decisão que amplia o clima de incerteza regulatória para o setor de renováveis. A medida atinge empreendimentos estratégicos localizados em estados como Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Virgínia e Nova York. Governo dos EUA paralisa projetos de energia eólica offshore na Costa Leste e reacende tensão no setor renovável De acordo com informações oficiais, a paralisação foi classificada como uma “pausa administrativa” e tem como objetivo permitir uma reavaliação dos projetos sob a ótica da segurança nacional. O Departamento do Interior, responsável pela supervisão da energia eólica offshore, passará a conduzir análises conjuntas com o Departamento de Defesa e outras agências federais. Não foi estabelecido prazo para a conclusão dessa revisão. Projetos suspensos e impacto regional Entre os empreendimentos afetados estão parques eólicos offshore considerados fundamentais para a expansão da geração renovável na Costa Leste, incluindo projetos em fase avançada de construção e planejamento. Juntos, eles representam investimentos bilionários, milhares de empregos diretos e indiretos e uma parcela relevante da futura capacidade energética da região. A interrupção atinge projetos localizados em áreas estratégicas próximas a grandes centros urbanos e corredores marítimos intensamente utilizados, o que elevou o nível de preocupação entre desenvolvedores, governos estaduais e operadores do sistema elétrico. Debate sobre segurança nacional e tecnologia O argumento central do governo envolve possíveis interferências causadas pelas estruturas das turbinas eólicas em sistemas de radar e monitoramento. Estudos técnicos já apontaram que pás de grandes aerogeradores e torres metálicas podem gerar ruído eletromagnético, dificultando a identificação precisa de alvos móveis e criando falsos alertas em sistemas de vigilância. No entanto, especialistas do setor energético e de defesa destacam que projetos desse porte tradicionalmente passam por longos processos de licenciamento, com avaliações conduzidas por diversas agências civis e militares. Para esses analistas, eventuais riscos tecnológicos podem ser mitigados por meio de soluções já disponíveis, sem a necessidade de paralisações totais. Reação do setor de energia limpa A suspensão foi recebida com forte preocupação por representantes da indústria de energia renovável, que enxergam a decisão como mais um obstáculo à transição energética dos Estados Unidos. O setor argumenta que a energia eólica offshore é uma das fontes mais competitivas e confiáveis para atender à crescente demanda elétrica, especialmente diante da expansão acelerada de data centers, eletrificação de frotas e novas cargas industriais. Estados da Costa Leste também avaliam que a paralisação pode resultar em atrasos significativos na entrega de energia, aumento de custos ao consumidor e maior dependência de fontes fósseis no curto e médio prazo. Contexto jurídico e político A decisão ocorre poucas semanas após um revés judicial sofrido pelo governo, quando uma ordem executiva que bloqueava novos projetos eólicos em áreas federais foi considerada ilegal por um tribunal federal. Mesmo assim, a nova suspensão foi estruturada de forma administrativa, o que pode tornar o embate jurídico mais complexo. A política energética da atual administração tem priorizado combustíveis fósseis e demonstrado resistência à expansão acelerada das renováveis, especialmente da energia eólica offshore. Esse posicionamento vem sendo alvo de críticas por parte de governos estaduais, ambientalistas e investidores internacionais. Consequências para empregos e cadeia produtiva Além dos impactos energéticos, a paralisação afeta diretamente a cadeia produtiva da energia eólica offshore, incluindo estaleiros, fabricantes de componentes, operadores logísticos e trabalhadores especializados. Estimativas do setor indicam que cada grande projeto offshore sustenta milhares de postos de trabalho ao longo de sua fase de construção e operação. Empresas responsáveis pelos empreendimentos alertam que interrupções prolongadas podem comprometer cronogramas, elevar custos e reduzir a competitividade da indústria norte-americana frente a mercados como Europa e Ásia, onde a energia eólica offshore avança de forma consistente. Um novo capítulo de incerteza para a transição energética A suspensão dos projetos reforça o cenário de instabilidade regulatória enfrentado pela energia eólica offshore nos Estados Unidos. Enquanto a demanda por eletricidade cresce e metas climáticas pressionam por fontes limpas, decisões desse tipo colocam em xeque a previsibilidade necessária para investimentos de longo prazo. O setor agora aguarda os desdobramentos das análises governamentais e possíveis reações jurídicas, em um momento decisivo para o futuro da matriz energética norte-americana. Governo dos EUA paralisa projetos de energia eólica offshore na Costa Leste e reacende tensão no setor renovável
- Solar avança na Irlanda e governo prepara ciclo histórico de modernização da rede elétrica
A energia solar segue ganhando protagonismo na matriz elétrica da Irlanda em 2025, impulsionada pelo crescimento da geração fotovoltaica e por um ambicioso plano de investimentos públicos para modernizar a infraestrutura de transmissão e distribuição do país. Os dados mais recentes indicam um salto consistente na produção solar, ao mesmo tempo em que o governo prepara um dos maiores pacotes de expansão da rede elétrica de sua história. Solar avança na Irlanda e governo prepara ciclo histórico de modernização da rede elétrica Nos primeiros nove meses de 2025, a geração solar em usinas de grande porte alcançou uma média mensal próxima de 1 TWh, um avanço significativo em relação ao desempenho registrado ao longo de 2024. O crescimento reflete a rápida entrada de novos projetos em operação e o amadurecimento do mercado fotovoltaico irlandês, que já ultrapassou a marca de 2 GW de capacidade solar instalada total, incluindo sistemas centralizados e telhados residenciais e comerciais. Em 2024, a geração solar fotovoltaica do país superou 1 TWh no acumulado anual. A maior parte desse volume veio de plantas conectadas à rede em escala utility, enquanto os sistemas distribuídos em telhados responderam por pouco mais de um terço da produção. Em paralelo, o segmento residencial atingiu um marco importante ao ultrapassar 1 GW de capacidade instalada, sinalizando a adesão crescente dos consumidores à geração própria de energia. Rede elétrica no centro da transição energética Para sustentar esse avanço e garantir segurança energética no longo prazo, a Irlanda prepara um amplo programa de investimentos estimado em € 18,9 bilhões para o período de 2026 a 2030. O plano, que orienta a próxima fase de desenvolvimento do setor elétrico, tem como foco principal a expansão e modernização das redes, condição considerada essencial para integrar volumes cada vez maiores de energia renovável. O pacote prevê a execução de mais de 500 projetos de capital, incluindo novas linhas de transmissão prioritárias, subestações estratégicas e a modernização de cabos, postes e linhas aéreas. Parte relevante dos recursos também será destinada ao reforço da resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos extremos, com obras subterrâneas e programas específicos de preparação para tempestades. Dentro desse esforço, bilhões de euros serão direcionados à operadora do sistema de distribuição para acelerar a entrega de projetos em terra nos próximos cinco anos. A expectativa é que os investimentos viabilizem a conexão de centenas de milhares de novas residências até o fim da década, além de preparar a rede para atender a uma frota crescente de veículos elétricos e à expansão do uso de bombas de calor. Demanda em alta e novos desafios O planejamento energético irlandês considera um cenário de forte aumento da demanda por eletricidade nos próximos anos, impulsionado pela eletrificação do transporte, do aquecimento e pela expansão de grandes centros de processamento de dados. Esse contexto exige não apenas mais geração renovável, mas também soluções de armazenamento, flexibilidade do lado da demanda e fontes despacháveis que garantam equilíbrio e confiabilidade ao sistema. As projeções indicam que a demanda residual aquela que precisa ser atendida quando não há vento ou sol suficientes pode atingir patamares elevados até 2035. Para responder a esse desafio, o país precisará estruturar um portfólio robusto que combine baterias, interconexões internacionais, gestão inteligente da demanda e usinas de apoio operando como reserva estratégica. Ao mesmo tempo, a aceleração dos processos de licenciamento e o uso de ferramentas digitais aparecem como fatores-chave para destravar novos projetos e evitar gargalos. O objetivo central é reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, fortalecer a segurança energética e consolidar a Irlanda como um dos mercados mais dinâmicos de energias renováveis da Europa. Com crescimento acelerado da solar e um plano bilionário para a rede elétrica, o país entra em uma nova fase da transição energética, marcada por investimentos estruturais de longo prazo e pela integração definitiva das fontes limpas ao coração do sistema elétrico. Solar avança na Irlanda e governo prepara ciclo histórico de modernização da rede elétrica
- Onda de calor coloca Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta nos próximos dias
Onda de calor coloca Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta nos próximos dias A primeira onda de calor do período chuvoso deixa em alerta parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, até pelo menos o dia 28 de dezembro. ⚠️ ALERTA METEOROLÓGICO: Nível 🔴Onda de calor: Sul, Sudeste e Centro-Oeste Entre 22 e 26/12 – SC : entre 32 e 35°C (até 5°C acima da média) Entre 22 e 28/12 PR, SP, MG e MS : entre 32 e 35°C (até 5°C acima da média) Entre 22 e 28/12 RJ : entre 35 e 40°C (até 6°C acima da média) Entre os dias 22 e 26 de dezembro, o estado de Santa Catarina deve registrar temperaturas máximas entre 32°C e 35°C, valores que podem ficar até 5°C acima da média climatológica. Já entre 22 e 28 de dezembro, o calor intenso deve se estender para o Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com máximas também variando entre 32°C e 35°C, igualmente até 5°C acima do normal. Onda de calor coloca Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta nos próximos dias No Rio de Janeiro , o calor será ainda mais intenso. A previsão indica temperaturas entre 35°C e 40°C, o que representa até 6°C acima da média para esta época do ano, e eleva significativamente o risco de estresse térmico, especialmente em áreas urbanas. Ondas de calor são caracterizadas pela persistência de temperaturas de pelo menos 5°C acima da média por mais de 5 dias consecutivos e costumam ter impactos diretos na saúde, sobretudo para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, além de agravar problemas como desidratação, exaustão térmica e sobrecarga nos sistemas de energia e abastecimento de água. Recomendações Nessas condições é recomendado que a população mantenha hidratação frequente, evite exposição ao sol nos horários mais quentes do dia (entre 10h e 16h), reduza ou suspenda atividades físicas ao ar livre, use roupas leves e evite aglomerações. Acompanhe as atualizações da Tempo OK para saber como fica a temperatura na sua região. Onda de calor coloca Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta nos próximos dias
- O Paradoxo Renovável: Como o Brasil Desperdiça Energia Limpa e Ameaça o Futuro do Setor
O Paradoxo Renovável: Como o Brasil Desperdiça Energia Limpa e Ameaça o Futuro do Setor Por Daniel Pansarella | Energy Channel linkedin.com/in/danielpansarella A Crise que Ninguém Esperava O Brasil vive um paradoxo que expõe as fragilidades de sua matriz energética. Ao mesmo tempo em que se consolida como potência global em energia renovável, com investimentos que ultrapassam R$ 380 bilhões na última década, o país é forçado a desperdiçar uma parcela crescente de sua produção limpa. O fenômeno, conhecido como constrained-off , representa a redução ou interrupção da geração de energia eólica e solar, mesmo em condições ideais de vento e sol. A medida, acionada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), visa garantir a estabilidade da rede, mas revela um problema estrutural que ameaça a viabilidade econômica do setor. Em novembro de 2025, o impacto atingiu níveis alarmantes. Um levantamento da consultoria ePowerBay, que monitora aproximadamente 240 conjuntos de geração, revelou que as perdas percentuais para os 20 empreendimentos mais afetados variaram de 38,45% a 67,96% para a fonte eólica e de 30,36% a 55,16% para a solar. Esses cortes representam um aumento de 230% em relação ao ano anterior, gerando perdas financeiras que ultrapassam os R$ 6 bilhões desde 2024, segundo estimativas da consultoria Aurora Energy Research. O Gargalo que Paralisa o Setor A região Nordeste, epicentro da crise, concentra a maior parte das usinas renováveis afetadas pelo constrained-off . Subestações como Janaúba 1 (com perdas de 68%), Sol do Sertão (65%) e Barreiras (62%) enfrentam restrições diárias que impedem o escoamento da energia produzida. O problema é estrutural: a infraestrutura de transmissão não acompanhou o ritmo acelerado da expansão da capacidade de geração. "Há um descompasso entre a infraestrutura de transmissão e a capacidade renovável instalada", avalia Matheus Dias, pesquisador sênior da Aurora Energy Research. "Construir uma nova linha leva em média cinco anos a mais do que uma usina de energia renovável." Enquanto mais da metade do consumo de eletricidade do país está no Sudeste, a maioria das usinas renováveis com constrained-off está no Nordeste mais pobre. O problema é agravado pelo crescimento da geração distribuída – painéis solares em residências e empresas –, que reduz a demanda por energia da rede em determinados horários do dia. "O sistema começou a ter um excedente de energia, das 8h às 16h", explica Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). "O operador nos manda desligar todos os dias." A indústria de energia solar estima que infraestrutura inadequada é responsável por cerca de 50% dos incidentes de constrained-off . O restante é atribuído ao excesso de oferta de energia e à falta de flexibilidade no sistema. O Impacto Econômico que Afasta Investidores O constrained-off não representa apenas desperdício de energia limpa. A imprevisibilidade dos cortes e a redução da receita dos geradores criam um ambiente de incerteza que afugenta investidores. A Auren Energia, por exemplo, devolveu as licenças para cinco parques eólicos planejados, citando o aumento do constrained-off como uma das razões. "Temos membros que tiveram 70% de sua produção cortada no início da temporada. Isso é mortal", afirma Talita Porto, da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). "Alguns empresários estão deixando o Brasil." Os números confirmam a preocupação. O setor prevê queda das instalações de parques eólicos e solares em 2026, segundo ano seguido de desaceleração. Estudos indicam que o corte de geração fotovoltaica pode chegar a 27,7% em 2030 , com níveis de cortes de geração solar centralizada chegando a 23,5% na média anual já em 2026. A Tempestade Perfeita: Data Centers e Demanda Crescente Enquanto o setor debate soluções para o constrained-off , uma nova ameaça se aproxima: a entrada massiva de data centers no Brasil. Especialistas apontam que a demanda crescente desses empreendimentos vai exigir muito da já tensionada rede elétrica. Com a abundância de água e energia limpa, o Brasil atrai investimentos na área, mas a infraestrutura não está preparada. Mais de 20,5 mil consumidores migraram para o mercado livre de energia em busca de maior previsibilidade, mas a situação permanece crítica. A entrada de data centers, combinada com o constrained-off persistente, criará uma "tempestade perfeita" que pode comprometer a competitividade energética do país. Sinais de Esperança: Petrobras, Vestas e Baterias Nem tudo é pessimismo. A Petrobras embarcou em uma joint venture com a BP e vai operar um parque solar no Ceará, sinalizando confiança no setor apesar dos desafios. Além disso, Casa dos Ventos e Vestas anunciaram um parque eólico de R$ 5 bilhões no Piauí com 828 MW, energia para 2 milhões de residências e uma possível retomada do setor renovável. O governo também avança em soluções estruturais. O primeiro leilão para contratação de armazenamento de energia em baterias está previsto para abril de 2026, um passo importante para dar flexibilidade ao sistema. A Brookfield, empresa canadense, está de olho nesse mercado, vendo baterias como a próxima fronteira do setor. As Soluções em Debate Para Alecio Fernandes, CEO da consultoria especializada Carpe Vie Engenharia, a solução passa por uma combinação de medidas regulatórias e investimentos em infraestrutura. A empresa defende a modernização da rede de transmissão, a implementação de sistemas de armazenamento de energia em baterias e a criação de um marco regulatório que incentive a flexibilidade e a resposta à demanda. Em novembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.269, que prevê a compensação parcial aos geradores afetados pelos cortes. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também aprovou um plano para cortar o excedente de energia renovável, mas a medida é vista como um paliativo. O governo federal estima que serão necessários quase R$ 40 bilhões em investimentos até 2039 para construir 8.400 km de novas linhas de transmissão. Esse investimento é fundamental para resolver o gargalo que hoje paralisa o setor. O Ponto de Inflexão O Brasil está em um ponto de inflexão. A capacidade de superar o paradoxo do desperdício de energia limpa definirá não apenas o ritmo da transição energética, mas também a competitividade da economia brasileira no cenário global. A janela para ação é estreita. Sem investimentos robustos em transmissão, armazenamento e regulamentação adequada, o país corre o risco de ver seu potencial renovável desperdiçado enquanto a demanda por energia cresce exponencialmente com a chegada de data centers e a eletrificação da economia. A solução existe. O desafio agora é implementá-la antes que seja tarde demais. Dados-Chave (Novembro 2025) Métrica Valor Conjuntos monitorados pelo ONS ~240 Perdas eólica (mín-máx) 38,45% - 67,96% Perdas solar (mín-máx) 30,36% - 55,16% Aumento de curtailment (YoY) 230% Perdas financeiras (desde 2024) R$ 6 bilhões Subestação mais afetada Janaúba 1 (68%) Investimento necessário (até 2039) R$ 40 bilhões Novas linhas de transmissão 8.400 km Previsão de cortes solares (2030) 27,7% #constrainedoff #curtailment #energiasolar #energiaeólica #transmissão #ONS #EnergyChannel #CarpeVie #Brasil
- Como Métricas Mal Interpretadas poderão Drenar a atratividade do Seu Projeto BESS
No cenário energético global em rápida evolução, os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) são a espinha dorsal da resiliência, estabilidade e eficiência da rede. Eles são cruciais desde a aplicações residenciais e do setor de comércio e indústria até aplicações de grande porte para aumento da estabilização de data centers até a integração de energias renováveis e a modernização da infraestrutura de rede. No Brasil com a publicação da Lei 15.269/2025 que criou o marco regulatório do armazenamento de energia em baterias, ficou definido que a Aneel irá regular e fiscalizar a aplicação de sistemas de armazenamento de energia no FTM - Front of the meter e BTM - Behind the meter. Uma outra mudança relevante, foi que o custo da reserva de capacidade das baterias será pago pelos geradores, o que pode impactar no LRCAP BATERIAS - leilão de reserva de capacidade prevista para o primeiro semestre de 2026. Conforme um estudo da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia, o mercado de armazenamento por baterias no Brasil, deverá movimentar cerca de R$ 77 bilhões até 2034, alcançando impressionantes 72 GWh de capacidade instalada. O potencial de mercado se divide principalmente em três segmentos: ● Reserva de Capacidade (LRCAP) Aplicação FTM que surge como solução mais competitiva para suprir o déficit de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN). A projeção é de 30 GWh até 2034, com uma necessidade urgente de 4 GW já em 2027 ● Comercial e Industrial (C&I - Atrás do Medidor): Com aplicações BTM diversas desde empresas buscando confiabilidade, load shifting no horário de ponta, e arbitramento e peak shave, neste segmento pode responder por até 45% do mercado (32 GWh) e movimentando até R$ 32 bilhões até 2034, com payback médio estimado em apenas 4 anos. ● Off-Grid: Voltado para os leilões de suprimento aos Sistemas Isolados / SISOL - Sistemas isolados, eletrificação rural e programas como o SIGFI/MIGDI (Luz para Todos), que podem representar cerca de 13% da capacidade total (9,3 GWh) até 2034. Diante desse crescimento exponencial e dos investimentos massivos, a precisão no dimensionamento e na gestão dos ativos BESS se torna uma necessidade estratégica, não apenas operacional. As métricas críticas mal compreendidas poderão corroer silenciosamente o desempenho e a rentabilidade desses ativos. Portando o dimensionamento de um Sistema BESS as métricas que impactam diretamente suas operações e receitas em tempo real, são conforme abaixo:● Estado de Carga (SoC - State of Charge): Refere-se à quantidade atual de energia armazenada na bateria, geralmente expressa como uma porcentagem da capacidade total (por exemplo, 50% de carga). É o equivalente ao medidor de combustível de um carro convencional. ● Estado de Saúde (SoH - State of Health): É uma medida da condição geral e do desempenho de uma bateria em comparação com quando ela era nova. É expresso em porcentagem, onde 100% indica uma bateria em perfeitas condições de fábrica e um valor menor indica degradação (por exemplo, uma bateria com SoH de 80% reteve 80% de sua capacidade original). ● Desequilíbrio Celular (Cell Imbalance): Ocorre quando células individuais dentro de um pacote de baterias maior têm diferentes estados de carga (SoC) ou estados de saúde (SoH). Esse desequilíbrio pode reduzir a capacidade total do pacote e, em casos extremos, prejudicar a vida útil ou a segurança da bateria, pois o desempenho é limitado pela célula mais fraca. ● Eficiência de Ida e Volta (RTE - Round-Trip Efficiency): Mede a eficiência energética geral de um ciclo completo de carga e descarga. É a razão entre a energia descarregada da bateria e a energia necessária para carregá-la. Uma RTE de 90% significa que 10% da energia é perdida durante os processos de carga e descarga (principalmente como calor). Com o aumento das exigências da rede e o alto valor dos ativos, a margem para erro está cada vez menor. O Ministério de Minas e Energia publicou recentemente a PORTARIA MME Nº 878, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2025, que estabelece as Diretrizes e a Sistemática para a realização do Leilão para Contratação de Potência Elétrica, denominado "Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias - LRCAP de 2026 - Armazenamento". Portanto, dois dos requisitos da consulta pública trata da eficiência RTE e da disponibilidade de potência, como descreve, conforme a portaria: “ Os sistemas de armazenamento de energia em baterias cuja eficiência de carga e descarga (round trip efficiency) não deverá ser inferior a 85%”. E ainda que: “ O sistemas de armazenamento de energia em baterias com capacidade de operação contínua com disponibilidade de potência não inferior a 4 (quatro) horas consecutivas” Portanto para atender estes requisitos do edital que elevam o patamar de qualidade dos projetos, é preciso aplicar metodologias de cálculo de cada uma das métricas citadas. Para o cálculo do SOC (Estado de Carga), DOD (Profundidade de Descarga), RTE (Eficiência de Energia de Ida e Volta) e Inbalance (Desequilíbrio) em baterias de lítio envolve métodos diferentes, muitas vezes implementados em um Sistema de Gerenciamento de Bateria (BMS). ● SOC (State of Charge - Estado de Carga):O SOC é a porcentagem da capacidade total de carga que a bateria ainda possui. Métodos comuns de cálculo incluem: ● Método da Contagem de Coulomb (Current Integration): Este é o método mais comum em sistemas BMS. Ele integra a corrente de carga e descarga ao longo do tempo para estimar a carga restante com base em um SOC inicial conhecido. A fórmula básica é: ● Método da Tensão de Circuito Aberto (OCV): A tensão da bateria em circuito aberto (sem carga por um período) se correlaciona com seu SOC. No entanto, a curva de tensão das baterias de lítio é muito plana na maior parte do ciclo, tornando este método menos preciso sozinho, mas é útil para calibrar o método de contagem de Coulomb. ● Métodos Híbridos/Avançados: Combinação de OCV e contagem de Coulomb, além de algoritmos como Filtros de Kalman, para maior precisão. ● DOD (Depth of Discharge - Profundidade de Descarga) O DOD é o complemento do SOC. Ele indica a porcentagem da capacidade total que foi descarregada. ● RTE (Round-Trip Efficiency - Eficiência de Energia de Ida e Volta) A RTE mede a eficiência do ciclo completo de carga e descarga da bateria. É a razão entre a energia descarregada e a energia carregada.A energia (em Wh) é calculada como a integral da potência (tensão × corrente) ao longo do tempo. As perdas ocorrem devido à resistência interna e calor dissipado durante a operação. ● Inbalance (Desequilíbrio entre células) O desequilíbrio ocorre em baterias compostas por múltiplas células em série/paralelo quando elas apresentam diferentes tensões ou capacidades. O BMS monitora a tensão de cada célula individualmente. O desequilíbrio pode ser quantificado pela diferença máxima de tensão entre as células em um determinado estado de carga (geralmente próximo de 100% ou 0% SOC) ou pela diferença de capacidade estimada entre elas. ● Cálculo simplificado: Um BMS usa circuitos de balanceamento (ativos ou passivos) para gerenciar e minimizar esse desequilíbrio, garantindo que todas as células operem dentro de limites seguros e a capacidade total do pacote seja maximizada. Portanto, para ter êxito no leilão de reserva de capacidade na forma de Potência (LRCap), o proponente deverá levar em consideração: 1. Como essas métricas são medidas e onde os erros de degradação e medição 2. 3. podem surgir. Como prevenir proativamente esses problemas, assegurando a precisão dos dados. Qual o impacto direto desses elementos na energia disponível em tempo real e na funcionalidade geral do sistema. O cálculo otimizado destas métricas são fundamentais para otimizar seu sistema e proteger seu retorno financeiro. ● Compreensão Profunda: Avalie como o SoC, SoH, Desequilíbrio Celular e RTE são medidos e como a degradação e erros se desenvolvem. ● Impacto no Lucro: Analise como a precisão desses parâmetros-chave se traduz diretamente no desempenho e na lucratividade do seu BESS. ● Tecnologia em Foco: Explore como os componentes de hardware e software influenciam a qualidade da análise da bateria e como dados de baixa qualidade podem distorcer seu modelo financeiro. Com a aplicação correta destas métricas e uso de ferramentas de análise de baterias para corrigir prováveis desvios na operação, os proponentes poderão garantir que os proprietários maximizem o ROI e garantam a potência e disponibilidade do sistema BESS, para atender os requisitos no edital do LRCAP.Sydney Ipiranga, engenheiro eletricista, MSc Energias Renováveis, especialista em BESS, Diretor Técnico da ABGD e CEO da Energia Plus Brasil. Como Métricas Mal Interpretadas poderão Drenar a atratividade do Seu Projeto BESS
- Resiliência das Redes Renováveis: IRENA Defende Preparação Global para Eventos Climáticos Extremos
À medida que a transição energética acelera e sistemas de energia com alta participação de fontes renováveis como solar e eólica tornam-se predominantes, cresce também a vulnerabilidade desses sistemas a eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças climáticas. Resiliência das Redes Renováveis: IRENA Defende Preparação Global para Eventos Climáticos Extremos Em relatório recente, a International Renewable Energy Agency (IRENA) alerta que redes energéticas baseadas em renováveis precisam passar por um processo de “clima-proofing” ou seja, serem projetadas e preparadas para suportar ondas de calor, secas, inundações e furacões sem comprometer a segurança energética dos países. ( IRENA ) Por que a resiliência importa? Segundo a IRENA, a eletrificação de setores como transporte e indústria deve elevar a participação da eletricidade para mais da metade do consumo final de energia até meados do século — com as renováveis na linha de frente dessa mudança. Mas, se essas redes não forem resistentes a choques climáticos frequentes e intensos, poderão enfrentar interrupções severas de fornecimento, afetando serviços críticos como saúde, comunicações e segurança pública. ( IRENA ) Qualidade da infraestrutura como base de resiliência No cerne da estratégia da IRENA está o conceito de “qualidade de infraestrutura” (Quality Infrastructure – QI) — um conjunto de padrões, testes, certificações e monitoramento contínuo que garantem que componentes de energia renovável, desde painéis solares até turbinas eólicas, sejam dimensionados e construídos para enfrentar condições climáticas extremas. ( IRENA ) A agência destaca que sistemas com forte QI apresentam: Maior rendimento e menos interrupções; Custos de manutenção reduzidos; Maior confiança de investidores. ( IRENA ) Planejamento estratégico e políticas públicas A IRENA aponta que medidas de resiliência não podem ser reativas ou pontuais — precisam estar integradas ao planejamento nacional de energia. O relatório recomenda que governos: Incorporem critérios de resiliência em regulamentos, licitações e políticas de energia; Mapeiem vulnerabilidades climáticas nas redes de transmissão e distribuição; Prioritizem investimentos em tecnologias e soluções com maior retorno em resiliência; Estimulem mecanismos financeiros inovadores, como “resilience bonds” e parcerias público-privadas para mitigar riscos e atrair capital. ( IRENA ) Tecnologias e inovação na linha de frente Além da infraestrutura tradicional, a IRENA destaca o papel de recursos energéticos distribuídos (DERs) e micro-redes como mecanismos para ampliar a confiabilidade. Quando combinados com armazenamento e medidores inteligentes, esses sistemas podem continuar operando mesmo durante falhas de grandes redes , garantindo eletricidade a comunidades e serviços essenciais em momentos críticos. ( IRENA ) Colaboração entre setores é essencial O relatório enfatiza que resiliência em escala global exige coordenação entre governos, utilities, investidores, fabricantes e comunidades . Compartilhar boas práticas entre países com riscos climáticos semelhantes também é apontado como um caminho para evitar erros e acelerar o fortalecimento das redes renováveis. ( IRENA ) Fonte: IRENA — Strategies for Resilience: Ensuring Renewable Power Systems’ Readiness to Face Extreme Weather (publicado em maio de 2025 e atualizado em dezembro de 2025). ( IRENA ) Resiliência das Redes Renováveis: IRENA Defende Preparação Global para Eventos Climáticos Extremos
- Ford redireciona fábrica de baterias nos EUA para armazenamento de energia e anuncia corte de 1.500 postos de trabalho
Por EnergyChannel A Ford Motor Company confirmou uma profunda reconfiguração de sua estratégia industrial nos Estados Unidos ao decidir converter uma fábrica de baterias no estado do Kentucky, originalmente projetada para atender o mercado de veículos elétricos, em uma nova operação voltada ao armazenamento de energia em larga escala. A mudança terá impacto direto no emprego local, com a previsão de demissão de cerca de 1.500 trabalhadores. Ford redireciona fábrica de baterias nos EUA para armazenamento de energia e anuncia corte de 1.500 postos de trabalho A unidade fica no condado de Hardin, na região de Glendale, e entrou em operação recentemente como parte de um ambicioso plano da montadora para fortalecer sua cadeia de baterias para veículos elétricos. Agora, diante da combinação de demanda abaixo do esperado por elétricos e mudanças no ambiente regulatório norte-americano, a Ford optou por reposicionar o ativo para atender um segmento em rápida expansão: os sistemas de armazenamento de energia baseados em baterias. Novo foco: baterias para a transição energética Com a conversão da planta, a Ford passa a mirar aplicações como data centers, concessionárias de energia e grandes consumidores industriais e comerciais. A estratégia prevê a fabricação de células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP), além de módulos e sistemas completos de armazenamento em contêineres industriais. A empresa anunciou um investimento de aproximadamente US$ 2 bilhões ao longo dos próximos dois anos para estruturar o novo negócio, com a meta de implantar pelo menos 20 GWh por ano em capacidade de armazenamento até o fim de 2027. O movimento sinaliza uma aposta clara no crescimento da infraestrutura energética necessária para suportar fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Reestruturação e impacto no emprego Apesar da perspectiva de longo prazo, a transição trará efeitos imediatos para a força de trabalho. A expectativa é que todos os atuais cerca de 1.500 funcionários da fábrica sejam desligados durante o processo de conversão. Após a reestruturação, a operação deverá empregar aproximadamente 2.100 pessoas, com possibilidade de recontratação de parte dos profissionais desligados, ainda sem cronograma definido. A fábrica vinha passando por um período de incerteza desde que planos iniciais de expansão — que incluíam uma segunda unidade de grande porte foram suspensos, em meio à desaceleração do mercado de veículos elétricos nos EUA. Mudanças estratégicas mais amplas A decisão no Kentucky ocorre em paralelo a uma revisão mais ampla do portfólio de eletrificação da Ford. A montadora anunciou recentemente o cancelamento de alguns modelos elétricos e reconheceu uma baixa contábil bilionária associada a esses projetos. A empresa também reafirmou, no entanto, que segue com o desenvolvimento de uma nova picape elétrica e de uma plataforma universal de veículos elétricos, com produção prevista para começar em 2027 em outra unidade no estado. No campo institucional, o projeto de Glendale também passa por ajustes nos acordos de incentivos públicos firmados com o governo estadual, refletindo a mudança de escopo da operação e seus impactos econômicos. Entre cautela e expectativa Autoridades locais e estaduais têm adotado um tom misto de preocupação e expectativa em relação ao futuro da planta. O consenso é que haverá desafios relevantes no curto prazo, sobretudo para os trabalhadores afetados, mas que o reposicionamento pode garantir a continuidade do investimento industrial na região e alinhar o Kentucky a uma nova fase da transição energética. Para o EnergyChannel, o movimento da Ford reforça uma tendência cada vez mais clara no setor: enquanto o ritmo de adoção dos veículos elétricos enfrenta oscilações, o armazenamento de energia se consolida como um pilar estratégico da nova matriz energética global atraindo investimentos, redefinindo cadeias produtivas e redesenhando o mapa industrial da energia. Ford redireciona fábrica de baterias nos EUA para armazenamento de energia e anuncia corte de 1.500 postos de trabalho
- Armazenamento de energia acelera nos EUA e já supera todo o volume de 2024
O mercado de armazenamento de energia nos Estados Unidos entrou em uma nova fase de crescimento em 2025. Antes mesmo do encerramento do ano, a capacidade instalada já ultrapassou todo o volume registrado em 2024, consolidando o país como um dos principais polos globais de baterias em larga escala, soluções distribuídas e sistemas híbridos com energia solar. Armazenamento de energia acelera nos EUA e já supera todo o volume de 2024 Somente no terceiro trimestre de 2025, os Estados Unidos adicionaram mais de 5 GW de potência em sistemas de armazenamento , com capacidade energética superior a 14 GWh . Com isso, o acumulado dos nove primeiros meses do ano já alcança 12,6 GW , superando o recorde anual estabelecido no ano anterior. Grandes projetos puxam o crescimento O avanço foi liderado pelos sistemas conectados à rede elétrica, conhecidos como armazenamento em escala de serviços públicos. Esse segmento apresentou crescimento anual expressivo e respondeu pela maior parte da nova capacidade instalada no período. Texas e Califórnia concentraram mais de 80% dessas implantações, reforçando sua posição estratégica na transição energética norte-americana. Juntos, esses dois estados continuam atraindo investimentos em projetos de grande porte voltados à estabilidade da rede, integração de renováveis e redução de picos de demanda. Ao longo de 2025, o volume de sistemas de armazenamento conectados à rede já se aproxima do total instalado durante todo o ano de 2024, evidenciando a aceleração do setor. Novos mercados ganham relevância Além dos tradicionais líderes, outros estados começam a ganhar protagonismo. Wisconsin, por exemplo, registrou avanços importantes ao longo do ano, com a entrada em operação de grandes sistemas de baterias associados a projetos solares e a aprovação de soluções de armazenamento de longa duração. Esse movimento indica uma diversificação geográfica do mercado, com estados que antes tinham participação limitada passando a adotar o armazenamento como ferramenta estratégica para segurança energética e planejamento da rede. Crescimento também no segmento comercial, industrial e residencial O armazenamento distribuído segue em expansão. No segmento comercial, comunitário e industrial , a Califórnia permanece como principal mercado, mas estados como Illinois ampliaram sua participação de forma consistente em 2025. Já no setor residencial, o crescimento foi impulsionado por sistemas de maior capacidade e pelo aumento da busca por autonomia energética. Estados como Califórnia, Arizona e Illinois registraram novos recordes de adesão, enquanto Porto Rico apresentou uma das maiores taxas de crescimento trimestral, reflexo dos altos custos de eletricidade e da necessidade de maior resiliência do sistema. Perspectivas para os próximos anos As projeções para o armazenamento de energia nos Estados Unidos permanecem robustas. A expectativa é que, nos próximos cinco anos, o país adicione quase 93 GW de potência instalada , com capacidade energética superior a 300 GWh . Esse avanço será sustentado por uma combinação de fatores: incentivos fiscais ainda vigentes, fortalecimento da cadeia produtiva doméstica, amadurecimento dos modelos de receita no mercado atacadista e políticas estaduais favoráveis à integração de baterias. Embora o setor possa enfrentar ajustes pontuais nos próximos dois anos, especialmente em função de mudanças regulatórias e da reorganização das cadeias de suprimento, a tendência de médio e longo prazo segue positiva, com retomada de crescimento acelerado a partir de 2028. Armazenamento se consolida como pilar da transição energética Os números de 2025 confirmam que o armazenamento de energia deixou de ser uma solução complementar e passou a ocupar um papel central na matriz elétrica dos Estados Unidos. Seja para dar suporte à expansão das renováveis, aumentar a confiabilidade do sistema ou oferecer novas oportunidades de negócios, as baterias se consolidam como um dos pilares da transição energética global. Para o EnergyChannel, o desempenho do mercado norte-americano serve como um importante termômetro do que pode se expandir também em outras regiões, incluindo América Latina e Brasil, à medida que políticas públicas, modelos de mercado e custos tecnológicos evoluem. Armazenamento de energia acelera nos EUA e já supera todo o volume de 2024
- SolisStorage Anuncia o Lançamento de seu Novo Site
Nova Plataforma Digital com Previsão de Entrar no Ar em 20 de Dezembro de 2025 Ningbo, China – 18 de dezembro de 2025 – A SolisStorage, fornecedora líder de soluções inovadoras de armazenamento de energia, anunciou o próximo lançamento de seu novo site corporativo - programado para entrar no ar em 20 de dezembro de 2025. SolisStorage Anuncia o Lançamento de seu Novo Site O novo site apresenta um design moderno e totalmente responsivo, otimizado para usuários de dispositivos móveis e desktop, com navegação simplificada, tempos de carregamento rápidos, funcionalidade de busca avançada e uma seção de Perguntas Frequentes (FAQ) ampliada para aprimorar a experiência do usuário e a acessibilidade. Os visitantes podem explorar os mais recentes sistemas de armazenamento de energia EverCore da SolisStorage para aplicações comerciais e industriais, incluindo modelos que variam de 100 kWh a 261 kWh com potências nominais de 50 kW a 125 kW. O site oferece páginas de produtos detalhadas e conteúdo orientado a soluções, permitindo que os usuários entendam as capacidades do sistema e explorem opções adequadas para diversos projetos comerciais e industriais. “O lançamento do nosso novo site representa um marco importante em nossos esforços para fortalecer nosso engajamento digital com clientes e parceiros em todo o mundo”, disse Lucy Lu, Gerente Geral Adjunta da SolisStorage. “O design elegante da plataforma e suas capacidades aprimoradas reforçam nosso compromisso em fornecer soluções de energia inovadoras apoiadas por serviços e acessibilidade superiores”. Para marcar o lançamento de seu novo site, a SolisStorage convida clientes, parceiros e partes interessadas do setor a conhecerem o site e a se inscreverem na newsletter da empresa para se manterem informados com as últimas notícias e atualizações. Sobre a SolisStorage A SolisStorage é uma renomada fornecedora de soluções de armazenamento de energia, projetadas para simplicidade e construídas para durar, entregando sistemas seguros e simples desenvolvidos para atender às diversas necessidades dos clientes. Comprometidos com a inovação tecnológica e uma experiência de usuário excepcional, nossos produtos são fabricados para uma longa vida útil, segurança excepcional e adaptabilidade perfeita em várias aplicações. Movida pela missão de acelerar a transição global para a energia limpa, a SolisStorage desafia continuamente os limites da tecnologia de armazenamento de energia. Por meio de inovação contínua e qualidade intransigente, pretendemos ser uma força fundamental na construção de um futuro sustentável e mais verde em todo o mundo. SolisStorage Anuncia o Lançamento de seu Novo Site
- A Jornada da Mulher nas Energias Renováveis: Onde Estamos e Para Onde Vamos
Por Kátia Rezende Moreira A transição energética representa uma das maiores oportunidades desta geração, não apenas para reduzir emissões e enfrentar a crise climática, mas também para redesenhar o mercado de trabalho, os ambientes de liderança e os modelos organizacionais. Nesse movimento global, a presença da mulher nas energias renováveis deixa de ser apenas uma pauta de justiça social e passa a ser um pilar estratégico para inovação, produtividade e resiliência empresarial. A Jornada da Mulher nas Energias Renováveis: Onde Estamos e Para Onde Vamos Embora o setor de renováveis apresente índices de participação feminina superiores aos de segmentos tradicionais de energia, como petróleo e gás, a equidade ainda está distante: estudos recentes mostram que mulheres ocupam cerca de um terço dos empregos no setor, e essa proporção diminui drasticamente à medida que avançamos para funções técnicas, de campo ou posições de alta liderança. Um panorama histórico que molda o presente Desde as primeiras décadas da eletrificação, passando pela industrialização e chegando à expansão das energias renováveis, o setor energético foi estruturado sobre bases masculinas: cursos de engenharia majoritariamente ocupados por homens, cadeias industriais rígidas e culturas corporativas pouco diversas. Nos últimos 15 anos, movimentos globais aceleraram mudanças importantes, programas de capacitação, redes de mentoria, políticas de diversidade e campanhas públicas passaram a iluminar as desigualdades e abrir espaço para transformações. Ainda assim, os dados revelam um cenário de avanços lentos: mulheres em cargos seniores representam menos de 20% em muitos mercados internacionais, segundo IRENA, IEA e REN21. A sub-representação feminina no setor não tem uma única causa; trata-se de uma teia de fatores históricos, culturais, estruturais e sociais: Vieses organizacionais: processos de recrutamento e promoção que valorizam trajetórias tradicionais, redes masculinas e experiências de campo pouco acessíveis às mulheres. Barreiras educacionais e técnicas: menor participação feminina em cursos de engenharia, eletrotécnica, manutenção e áreas essenciais para O&M, projetos e EHS. Ausência de role models: poucas líderes ocupando espaços públicos, recebendo prêmios ou sendo referências em eventos e publicações técnicas. Jornadas dupla: carga doméstica e responsabilidades familiares desproporcionalmente atribuídas às mulheres, dificultando turnos longos, viagens e flexibilidades exigidas pelo setor. Cultura operacional: ambientes de campo ainda pouco adaptados para diversidade, com pouca estrutura de apoio, flexibilidade e segurança. Esses elementos criam um efeito cascata: menos formação técnica → menos candidaturas → menos mulheres contratadas → menor retenção → pouca presença em liderança. Apesar dos desafios, não estamos diante de um cenário estático. Há uma transformação real em curso, impulsionada por políticas públicas, iniciativas privadas e movimentos internacionais: - C3E (Clean Energy Education & Empowerment) e Equal by 30 criam redes de mentorias, premiações, compromissos públicos e visibilidade para mulheres no setor energético. - Programas de capacitação em países da África, Ásia e América Latina formam mulheres em instalação, manutenção, empreendedorismo e operação de sistemas solares, com aumento comprovado de empregabilidade. - Instituições como IRENA, IEA e REN21 passaram a exigir dados desagregados por gênero e incorporar metas explícitas em relatórios e recomendações. - Empresas do setor adotam práticas transformadoras: metas de diversidade, programas de retorno pós-maternidade, políticas de flexibilidade, visibilidade interna e trilhas de carreira mais transparentes. Para transformar participação em poder, visibilidade e remuneração justa, é necessário agir: 1. Políticas públicas: Coleta obrigatória de dados de gênero em editais, leilões e financiamentos verdes. Incentivos fiscais e regulatórios para empresas que atingirem metas de diversidade. Programa de certificação técnica em massa para mulheres (NR-10, NR-35, SCADA, PVSyst, inspeção IR). 2. Empresas e ecossistema corporativo: Metas claras de diversidade com indicadores de desempenho. Flexibilização responsável: escalas rotativas, home office. Políticas de cuidado: auxílio-creche, creches locais, licença parental compartilhada. Programas robustos de mentoria. Parceria com universidades para formar mulheres em áreas críticas como O&M e engenharia. Visibilidade: prêmios internos, participação em painéis, publicações técnicas. 3. Carreira individual: estratégia e posicionamento. Capacitação contínua em áreas técnicas de alta demanda. Construção de marca pessoal: artigos, webinars, palestras, cases de campo. Participação ativa em redes como C3E, Women in Energy e grupos regionais. Documentação de resultados: KPIs entregues, melhorias implantadas, economia gerada. Negociação consciente: usar dados e resultados para argumentar salário e promoções. A presença das mulheres nas energias renováveis é significativa e crescente. A literatura técnica, a experiência das empresas e as pesquisas internacionais convergem em um ponto: equidade de gênero melhora desempenho, acelera inovação e fortalece resultados. Um marco fundamental na promoção da equidade de gênero e no reconhecimento do talento feminino no setor energético é o Congresso Brasileiro Mulheres da Energia (CBME). Em 2026, o evento celebrará sua 5ª edição, consolidando-se como o principal fórum de debate e networking para profissionais femininas da área. O CBME atrai a participação de mais de 1000 mulheres, sendo 100 delas palestrantes líderes e empreendedoras que, em painéis com diversos temas, compartilham insights cruciais sobre o futuro das energias renováveis e a transição energética. Além de promover o diálogo técnico de alto nível, o congresso desempenha um papel vital no reconhecimento profissional, com a entrega de Prêmios (incluindo troféus), que celebram e valorizam a contribuição feminina em um mercado frequentemente dominado por homens. A relevância do evento é inegável, e tive a honra de ser agraciada com o Prêmio Excelência Técnica durante a 4ª edição, realizada em 2025. Este reconhecimento, concedido pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), reforça a importância de dar visibilidade às realizações das mulheres na vanguarda da inovação e da técnica no Brasil. O futuro das energias renováveis será liderado por quem souber integrar diversidade, conhecimento técnico e propósito.E as mulheres têm papel central nesta transformação. Fontes: IEA, IRENA, REN21, C3E.org , UNDP. Kátia Rezende Moreira Kátia Rezende Moreira – Analista de negócios O&M fotovoltaico, Gestora de parcerias estratégicas, Especialista B2B, Consultora comercial, Agente de soluções e oportunidades. Graduação em Comunicação social – Jornalismos e Gestão comercial (em andamento). Prêmio Excelência Técnica pelo Congresso Brasileiro mulheres da energia - ABGD 2025. Colunista do Portal Solar e EnergyChannel. A Jornada da Mulher nas Energias Renováveis: Onde Estamos e Para Onde Vamos











