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China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial

Em meio ao aumento das tensões com Washington, Pequim adota tom de resistência estratégica, buscando equilíbrio entre defesa econômica e diplomacia negociada.


China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial
China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial

A China declarou nesta terça-feira que “lutará até o fim” caso a escalada da guerra comercial com os Estados Unidos continue a ameaçar seus interesses estratégicos. A afirmação veio do Ministério do Comércio, que, apesar do tom firme, reforçou que o país “mantém as portas abertas para o diálogo e a cooperação econômica”.


O comunicado é uma resposta direta à nova rodada de tarifas e restrições impostas por Washington a produtos e empresas chinesas — medidas que vêm afetando setores como semicondutores, veículos elétricos e tecnologias limpas. Segundo analistas, o impacto dessas sanções ultrapassa o campo econômico e pode influenciar cadeias globais de energia, mobilidade e inovação industrial.

“A posição da China é consistente: não buscamos conflito, mas não fugiremos dele”, declarou o porta-voz do ministério. “As portas permanecem abertas para negociações baseadas em respeito mútuo e benefício comum.”

A tensão entre as duas maiores economias do planeta ocorre em um momento de transição global para tecnologias de baixo carbono e reindustrialização verde — áreas nas quais China e Estados Unidos competem diretamente por liderança tecnológica e domínio das cadeias produtivas.


Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel avaliam que o embate pode acelerar a fragmentação dos mercados globais de energia limpa. “Cada movimento nessa disputa redefine fluxos de investimento e inovação. O resultado pode ser tanto uma guerra comercial prolongada quanto uma reorganização mais sustentável do comércio global”, observa o economista Chen Wei, da Universidade de Tsinghua.


Enquanto Pequim busca reforçar sua resiliência industrial, o governo americano intensifica políticas de incentivo interno, como a Inflation Reduction Act, que subsidia fortemente empresas nacionais de energia renovável e veículos elétricos. Para a China, tais medidas representam uma forma de protecionismo que distorce o comércio internacional.


Mesmo diante das divergências, há sinais de que ambos os lados reconhecem a importância de manter canais diplomáticos abertos. “A cooperação ainda é possível em áreas como transição energética e inovação climática”, afirma Wei. “Mas o equilíbrio será cada vez mais difícil de sustentar.”


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