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Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30

O documento, divulgado nesta segunda-feira (17), contou com a revisão de Yuri Schmitke, presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e vice-presidente LATAM do Global Waste-to-Energy Research and Technology Council (WtERT);


Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30
Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30

O relatório, produzido pelo PNUMA e pela CCAC, oferece uma avaliação abrangente dos progressos e das lacunas restantes nos esforços para reduzir o metano, gás de efeito estufa responsável por quase um terço do aquecimento global atual;


O documento destaca que, embora avanços significativos tenham sido alcançados desde o lançamento do Global Methane Pledge, são necessários esforços adicionais para alinhar o nível de ambição e ação às metas do respectivo compromisso.


Belém (PA), 17 de novembro de 2025 – Foi lançado, nesta segunda-feira (17), durante a COP30, realizada em Belém (PA), o Relatório Global sobre o Metano, documento produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e pela Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) e que contou com a revisão de Yuri Schmitke, presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e vice-presidente LATAM do Global Waste-to-Energy Research and Technology Council (WtERT).


O relatório traz uma avaliação abrangente dos progressos e das lacunas restantes nos esforços para reduzir o metano, um potente gás de efeito estufa responsável por quase um terço do aquecimento global atual. O documento destaca que, embora avanços consideráveis tenham sido alcançados desde o lançamento do Global Methane Pledge em 2021, ainda é necessário ampliar os esforços para alinhar o nível de ambição e ação às metas do compromisso.


O relatório mostra que, embora as emissões de metano ainda estejam aumentando, as projeções para 2030 sob a legislação atual já são mais baixas do que previsões anteriores, devido a uma combinação de políticas nacionais, regulamentações setoriais e mudanças de mercado. No entanto, o documento alerta que somente a implementação em larga escala das medidas de controle comprovadas e disponíveis será capaz de fechar a lacuna para alcançar a meta do Global Methane Pledge: reduzir as emissões em 30% abaixo dos níveis de 2020 até 2030.


De acordo com Schmitke, “como revisor do relatório, vejo com clareza que o mundo está finalmente reconhecendo aquilo que defendemos há muitos anos: precisamos aumentar os esforços para reduzir a emisão de metano, e o setor de resíduos é um dos segmentos mais críticos mas também um dos mais fáceis e viáveis de se enfrentar. Para países como o Brasil, isso significa realizar a gestão do lixo urbano a partir da recuperação energética e da biodigestão anaeróbica, utilizando uma infraestrutura moderna que gera energia limpa, reduz emissões e protege vidas, além de ambientalmente mais adequada. Não há mais espaço para adiar, é preciso agir com rapidez”.


Adalberto Maluf, Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, participou do painel de lançamento do relatório e reforçou a necessidade de o Brasil reduzir as emissões de metano, bem como as iniciativas já adotadas com essa finalidade. “O Brasil aderiu ao movimento Methane Pledge na COP28 para estabelecer a meta de reduzir 30% das emissões de metano. E, para viabilizar essa contribuição, estamos executando muitas iniciativas e diferentes planos apoiados pela CCAC — a Coalizão Clima e Ar Limpo — que o Brasil e o Reino Unido têm o privilégio de co-presidir. Estamos vendo esses planos avançarem com ações concretas. No ano passado, por exemplo, lançamos o nosso programa nacional de descarbonização para produtores e importadores de gás natural”.


O relatório destaca, ainda, que as soluções estão prontas e são economicamente viáveis. De acordo com o texto, medidas comprovadas em todos os setores emissores devem ser ampliadas como programas de detecção e reparo de vazamentos, tamponamento de poços abandonados no setor de óleo e gás, melhorias na gestão hídrica em plantações de arroz, e separação e tratamento de resíduos orgânicos nos setores agrícola e de resíduos. 


Entre os principais resultados, o estudo mostra que a implementação dos atuais compromissos de Nationally Determined Contributions (NDC) e Methane Action Plans (MAP) poderia resultar em:


  • 8% de redução nas emissões antropogênicas de ch₄ até 2030 em relação a 2020

  • A maior e mais sustentada redução projetada nas emissões de metano já registrada na história


Além disso, o aumento da ambição, com implementação completa das reduções tecnicamente viáveis existentes, poderia resultar em:

  • 32% de redução nas emissões antropogênicas de ch₄ até 2030 em relação a 2020

  • 0,2 °c de aquecimento evitado até 2050

  • 180.000 mortes prematuras evitadas anualmente até 2030

  • 19 milhões de toneladas de perdas de safras evitadas anualmente até 2030

  • US$ 330 bilhões em benefícios anuais até 2030

  • Mais de 80% das reduções com baixo custo anual


Vale destacar que o relatório mostra que as emissões globais de metano continuam subindo e que os maiores aumentos projetados até 2030 ocorrem exatamente nos setores de agricultura e resíduos, impulsionados pelo crescimento populacional e econômico. Por outro lado, o texto evidencia que políticas recentes em países desenvolvidos especialmente Europa e América do Norte já estão reduzindo projeções futuras de emissões no setor de resíduos, graças a regulamentações atualizadas de resíduos sólidos. Esses são bons exemplos que o Brasil pode seguir”, acrescenta Schmitke.


O documento destaca, ainda, que as escolhas feitas nos próximos cinco anos determinarão se o mundo vai aproveitar essa oportunidade, abrindo caminho para um ar mais limpo, economias mais fortes e um clima mais seguro para as próximas gerações. 

Para acessar o Relatório Global sobre o Metano, clique aqui.

Sobre a ABREN:

A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. 


A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site, Linkedin, Facebook, Instagram e YouTube da associação.


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