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Cone Sul acelera a corrida solar: países emergentes lideram expansão enquanto o Brasil vive ano atípico

O mapa da energia solar no Cone Sul passa por uma reconfiguração silenciosa e, ao mesmo tempo, acelerada. Levantamento exclusivo do EnergyChannel, baseado na movimentação de importações de módulos chineses ao longo dos dez primeiros meses de 2025, revela quais mercados realmente ganharam tração na região e como novos protagonistas estão surgindo em ritmo surpreendente.


Cone Sul acelera a corrida solar: países emergentes lideram expansão enquanto o Brasil vive ano atípico
Cone Sul acelera a corrida solar: países emergentes lideram expansão enquanto o Brasil vive ano atípico

Embora os números reflitam apenas o período de janeiro a outubro, o cenário já mostra uma virada importante no comportamento da demanda fotovoltaica sul-americana.


Chile, Colômbia e Peru puxam a fila da expansão

Entre os mercados com maior incremento absoluto, três países se destacam pela consistência da curva de crescimento:


  • Chile: +924 MWMesmo com a rede próxima do limite em algumas regiões, o país mantém seu apetite solar. A combinação de grandes projetos e a necessidade urgente de diversificação da matriz mantém o Chile firme na liderança regional.

  • Colômbia: +876 MW (quase 2 GW importados no total)O país consolida sua entrada definitiva na “liga maior” da energia solar, impulsionado por leilões e pela expansão industrial. A tendência é de continuidade, com indústria e governo reforçando compromissos de transição energética.

  • Peru: +568 MW (total de 754 MW)O grande “surpreendente” do ano. Até então discreto, o mercado peruano passou a integrar o radar das distribuidoras e dos investidores. Um segundo semestre mais aquecido promessa recorrente na América do Sul finalmente começou a se materializar por lá.


Esses três mercados mostram o mesmo padrão: menos especulação, mais projetos concretos e uma cadeia de suprimentos mais madura.


Venezuela, Equador e Uruguai mostram viradas percentuais expressivas

Quando o foco se desloca para os crescimentos relativos, o cenário fica ainda mais interessante:


  • Venezuela: +684%Embora parta de uma base pequena (111 MW), a guinada é clara. A reabilitação de infraestrutura elétrica e a busca por alternativas diante da instabilidade da rede aumentam a demanda por solar distribuída.

  • Equador: +160%Um salto quase triplo nas importações coloca o país de volta ao jogo regional. Novos programas de incentivo e acordos com o setor privado impulsionam a retomada.

  • Uruguai: +425%Depois de anos de estagnação, o país volta a investir ainda que em volumes menores em soluções solares para atender projetos de maior eficiência energética e novas demandas logísticas.


As porcentagens reforçam um movimento já conhecido na região: mercados pequenos, mas com grande potencial de aceleração quando a regulação e os incentivos se alinham.


Brasil recua em 2025, mas cenário ainda está em aberto

O Brasil, tradicionalmente líder regional, aparece com queda acumulada de aproximadamente 6 GW entre janeiro e outubro.


A redução é significativa e reflete um período de ajuste profundo da cadeia, marcado por:

  • normalização dos estoques após a explosão de 2022–2023;

  • mudanças regulatórias e tributárias;

  • revisão de projetos de grande porte.


No entanto, a análise ainda não está fechada: faltam dois meses de dados, justamente o período em que o mercado brasileiro costuma acelerar devido ao fim do ano fiscal, compras urgentes e contratação de projetos de utilidade pública.

Ou seja: o “tombo” pode diminuir e historicamente, diminui.


O que os dados do Cone Sul mostram para 2026

A leitura consolidada indica três tendências fortes:

  1. Diversificação dos protagonistas: Chile, Colômbia e Peru começam a dividir com o Brasil o protagonismo regional.

  2. Mercados emergentes voltam ao radar: Venezuela, Uruguai e Equador apresentam mudanças estruturais que podem consolidar novos ciclos de crescimento.

  3. Reorganização da cadeia solar: A dinâmica pós-excesso de oferta global está redistribuindo oportunidades entre países que antes eram secundários.


Para os próximos meses, o EnergyChannel seguirá acompanhando a movimentação aduaneira e o comportamento de preços, fatores decisivos para entender quem vai liderar a próxima onda de expansão solar no Cone Sul.


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