EUA apostam no Brasil para reduzir dependência da China e investem US$ 465 milhões em terras raras de Goiás
Com aporte bilionário na Serra Verde, em Minaçu (GO), os Estados Unidos buscam fortalecer uma nova rota global para minerais estratégicos usados em tecnologia e energia limpa.

Matéria EnergyChannel
Em um movimento estratégico para diversificar o fornecimento global de minerais críticos, o governo dos Estados Unidos aprovou um financiamento de até US$ 465 milhões para a Serra Verde, mineradora brasileira especializada na produção de terras raras, localizada em Goiás. O investimento, realizado por meio da Corporação Financeira dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (DFC), reforça o interesse americano em fortalecer cadeias produtivas fora da influência chinesa.
O projeto financiado envolve a expansão e modernização da mina Pela Ema, em Minaçu (GO), onde a Serra Verde conduz um dos empreendimentos mais promissores do mundo na extração sustentável de terras raras — elementos fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, semicondutores e equipamentos de defesa.
A DFC foi criada durante o governo Donald Trump, com o objetivo de apoiar financeiramente projetos em países em desenvolvimento que estejam alinhados à política externa norte-americana. Agora, o aporte na Serra Verde sinaliza uma nova fase na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no setor de minerais estratégicos.
Com as maiores reservas conhecidas de terras raras fora da China, o Brasil vem se consolidando como um ator-chave na reconfiguração das cadeias globais de suprimento desses materiais. A iniciativa americana ocorre em um momento em que as economias ocidentais intensificam os esforços para reduzir a dependência da China, responsável atualmente por cerca de 70% da produção mundial desses elementos.
Para a Serra Verde, o investimento representa não apenas uma injeção de capital, mas também um reconhecimento internacional da importância do projeto para o futuro energético e tecnológico global. Segundo a empresa, os recursos permitirão acelerar melhorias na infraestrutura e na capacidade de processamento da unidade goiana, com foco em práticas de mineração de baixo impacto ambiental.
Com o avanço do projeto, Goiás tende a se tornar um polo de referência mundial em terras raras, posicionando o Brasil como um parceiro estratégico nas novas rotas da economia verde e nas cadeias de fornecimento de alta tecnologia.
EUA apostam no Brasil para reduzir dependência da China e investem US$ 465 milhões em terras raras de Goiás

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