top of page

MP 1.304 reacende debate sobre encargos, subsídios e futuro da geração distribuída no Brasil

A Medida Provisória 1.304 abre nova discussão sobre encargos e subsídios no setor elétrico, colocando a geração distribuída no Brasil diante de desafios regulatórios e oportunidades para o avanço do armazenamento e da abertura do Mercado Livre de energia.


A Medida Provisória 1.304 abre nova discussão sobre encargos e subsídios no setor elétrico, colocando a geração distribuída no Brasil diante de desafios regulatórios e oportunidades para o avanço do armazenamento e da abertura do Mercado Livre de energia.
MP 1.304 reacende debate sobre encargos, subsídios e futuro da geração distribuída no Brasil

Nova MP traz incertezas e oportunidades para o setor elétrico

A Medida Provisória 1.304, publicada pelo governo federal, voltou a acender o debate em torno da sustentabilidade financeira da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e dos rumos da geração distribuída (GD) no país.


A proposta cria um novo encargo setorial e promete alterar a dinâmica de subsídios e custos no sistema elétrico brasileiro um tema que há anos divide agentes, investidores e consumidores.


Segundo especialistas ouvidos pelo EnergyChannel, a MP tem potencial de reconfigurar o equilíbrio entre incentivo à energia solar e responsabilidade tarifária. Por outro lado, a falta de clareza sobre seus impactos práticos pode reabrir discussões sensíveis do Marco Legal da Geração Distribuída, aprovado em 2022.


Entenda o que muda com a MP 1.304

A medida propõe criar um novo mecanismo de financiamento para a CDE, que hoje concentra recursos destinados a programas como subsídios à tarifa social, universalização do acesso e compensações regionais.Com a nova contribuição, o governo busca diluir custos entre diferentes segmentos do mercado elétrico, incluindo consumidores livres, distribuidores e autoprodutores.


Na prática, a mudança pode afetar a previsibilidade regulatória de quem investe em sistemas solares fotovoltaicos e projetos de geração descentralizada justamente o setor que mais cresceu nos últimos cinco anos, impulsionado por políticas de incentivo e avanços tecnológicos.


Geração distribuída no Brasil: avanços e novos desafios

A geração distribuída no Brasil ultrapassou em 2025 a marca de 29 GW instalados, com mais de 3 milhões de sistemas conectados à rede, segundo dados da Aneel. O modelo consolidou o país entre os líderes mundiais em adoção de energia solar em telhados e pequenas usinas.


Entretanto, o rápido crescimento também trouxe pressões sobre o sistema de compensação de créditos, que vem sendo revisto para equilibrar custos entre os consumidores com e sem geração própria.


A MP 1.304 reacende essa discussão ao questionar o modelo de subsídios cruzados, em que parte da conta de energia é redistribuída entre diferentes grupos.

“O setor vive um ponto de inflexão. Precisamos encontrar um equilíbrio entre promover a transição energética e garantir sustentabilidade econômica e previsibilidade regulatória”, comenta um executivo de uma distribuidora ouvido pela reportagem.

Armazenamento e mercado livre ganham protagonismo

Entre as oportunidades trazidas pela nova medida, está o avanço de soluções de armazenamento e a expansão do Mercado Livre de energia para consumidores de menor porte.


Com a redução dos custos das baterias e a evolução das regras de comercialização, cresce o interesse de empresas e residências em associar geração solar a sistemas híbridos, capazes de reduzir picos de demanda e melhorar a gestão de energia.


A abertura gradual do Mercado Livre também cria um ambiente mais competitivo e dinâmico, onde novos modelos de negócio como comunidades de energia e microrredes podem florescer com mais autonomia.


O futuro da GD depende de estabilidade regulatória

Embora a MP 1.304 ainda precise ser debatida no Congresso, sua simples publicação já sinaliza que o modelo atual de financiamento do setor elétrico será revisto.Para o setor solar e de geração distribuída, o desafio será manter a confiança dos investidores e consumidores, garantindo que a transição para uma matriz mais limpa não seja freada por incertezas de curto prazo.


A evolução da geração distribuída no Brasil dependerá, portanto, de regras claras, previsibilidade e incentivo à inovação pilares essenciais para consolidar o país como referência em energia renovável e descentralizada.


MP 1.304 reacende debate sobre encargos, subsídios e futuro da geração distribuída no Brasil

 
 
 

Comments

Rated 0 out of 5 stars.
No ratings yet

Add a rating
EnergyChannel

2026 The EnergyChannel Group.

EnergyChannel — Information that moves the world​

Welcome to The EnergyChannel, your source for reliable news and analysis that sheds light on the issues shaping the world. We bring you breaking headlines, in-depth reporting, and opinions that truly matter to you. We are guided by ethics and independence.

Our commitment is to inform with rigor and respect for the reader.


We don't want to be the biggest by making a lot of noise.

We want to be great through trust.

 

​Categories:

 

EnergyChannel Global​

EnergyChannel Brazil

Customer Service Center


E-mail
info@energychannel.co

QuiloWattdoBem

Certifications


Company associated with QuiloWattdoBem

EnergyChannel Group - An informative, factual, pluralistic channel, without declared militancy. A modern, multiplatform news channel, focusing on the real economy, technology, energy, science, and people's daily lives.


“EnergyChannel is an expanding media group with consolidated operations in Brazil, a global editorial hub in English, and a brand presence in strategic markets.”

Customer Service Center​: E-mail info@energychannel.co

bottom of page