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Profissionalização do O&M solar e a nova fronteira da segurança e eficiência nas usinas

Por EnergyChannel


O setor solar brasileiro passa por uma transformação silenciosa mas decisiva rumo à maturidade operacional. À medida que o país ultrapassa a marca de dezenas de gigawatts instalados, cresce também a necessidade de profissionalizar a operação e manutenção (O&M) das usinas e garantir segurança física e técnica dos ativos.


Profissionalização do O&M solar e a nova fronteira da segurança e eficiência nas usinas

Quem acompanha essa evolução de perto é Paulo Cagnini, fundador da ILIOS, da Solar Safety e da SS Charger, três empresas que atuam em diferentes frentes do ecossistema energético do comissionamento e O&M à segurança e infraestrutura para veículos elétricos.

“A gente percebe uma mudança clara: o O&M está se tornando cada vez mais técnico, estruturado e exigente. Isso é bom para todo o mercado, especialmente para os proprietários das usinas”, comenta Cagnini em entrevista ao EnergyChannel durante a feira 360 Solar.

De projetos à excelência em O&M

Com mais de 500 MW em projetos executivos e comissionados em quase todos os estados brasileiros, a ILIOS nasceu com foco em engenharia e projetos fotovoltaicos, mas tem direcionado sua atuação para o O&M etapa crítica para o desempenho e a longevidade das usinas.

“A maior parte do mercado começou com projetos e execução, mas hoje o diferencial está em garantir que as usinas continuem entregando energia com performance e segurança”, explica o executivo.

O portfólio da empresa inclui projetos de destaque no Rio Grande do Norte, Bahia, Sudeste e até Manaus, sempre em usinas acima de 1 MW.

Segurança e monitoramento: a nova camada de valor

Além da ILIOS, Cagnini comanda a Solar Safety, empresa dedicada à proteção de ativos solares. O foco está em sistemas de CFTV inteligentes e monitoramento 24h das usinas — uma demanda que cresce à medida que o número de empreendimentos de geração distribuída se multiplica.

“Segurança é um tema que o setor ainda subestima. Mas uma usina desprotegida pode ter perdas financeiras e operacionais severas. Cuidar da integridade física do ativo é parte do O&M moderno”, ressalta.

Retrofit e requalificação: o barato que sai caro

O empresário alerta para um problema recorrente: usinas mal construídas ou mal documentadas. Segundo ele, muitos investidores priorizaram o preço na fase inicial da energia solar no país, contratando integradores sem experiência em projetos de maior porte.


O resultado? Estruturas mal fixadas, aterramentos incorretos, projetos incompletos e relatórios de comissionamento fraudulentos inclusive com fotos de outras usinas, como relatou Cagnini.

“Já recusamos assumir o O&M de usinas com falhas estruturais graves. Há casos em que seria preciso refazer toda a base do projeto. O risco para nossos profissionais e para o ativo não compensa”, afirma.

Ele cita como exemplo o trabalho com o grupo Multiplan, responsável por shoppings em todo o Brasil, que mantém 12 MW de potência solar instalada. Em algumas usinas, construídas em 2017, a substituição de módulos e inversores tem se mostrado economicamente viável, elevando a eficiência e o retorno do investimento.


Documentação e transparência: pilares do desempenho

Outro gargalo identificado por Cagnini é a falta de documentação técnica adequada. Projetos executivos que não refletem a realidade da instalação, relatórios incompletos e ausência de S-BIL (as-built) comprometem o controle e a segurança das operações.

“Não adianta ter uma usina de pé se ela não foi construída do jeito certo. Projeto, documentação e comissionamento precisam conversar entre si. É o que garante segurança e performance desde o primeiro dia de operação”, conclui.

Novas frentes: carregadores elétricos e integração energética

A terceira empresa do grupo, a SS Charger, amplia a atuação para o setor de mobilidade elétrica, com estações de recarga já instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A iniciativa reforça a convergência entre geração solar e transporte sustentável uma tendência global que começa a ganhar força no Brasil.


Um mercado mais maduro e conectado

Com a entrada de empresas qualificadas e o fortalecimento de eventos que reúnem os principais players do setor, como a 360 Solar, o mercado caminha para uma nova fase de profissionalização, integração e responsabilidade técnica.

“A concorrência está crescendo, mas de forma saudável. A troca de conhecimento eleva o padrão do mercado. No fim, quem ganha é o investidor e o setor como um todo”, resume Cagnini.

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