São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes
- Energy Channel Global

- Dec 31, 2025
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Desde 1989, quando a tradicional Corrida de São Silvestre passou a ser disputada no período da tarde, o calor se consolidou como um dos principais desafios enfrentados pelos corredores. A mudança para o período da manhã, em 2011, com largada às 9h, reduziu significativamente a exposição às temperaturas extremas que marcaram as edições vespertinas.

Calor nos anos anteriores
Com largada realizada por volta das 8h da manhã (9h quando havia o horário de verão), a São Silvestre reúne atletas de diferentes níveis, muitos dos quais completam os 15 km em aproximadamente duas horas. Isso faz com que grande parte do pelotão retorne à Avenida Paulista já próximo das 10h (11h no horário de verão), horário em que a temperatura costuma subir de forma mais acentuada na cidade de São Paulo. Nesse contexto, os registros ao longo da última década mostram que, mesmo após a mudança definitiva para o período da manhã, a São Silvestre continuou convivendo com edições marcadas pelo calor.
A previsão para a centésima edição da São Silvestre indica um cenário que se aproxima, e em alguns aspectos pode até superar, os anos mais quentes já registrados desde 2011.
O meteorologista Paulo Lombardi, afirma que valores semelhantes aos anos de 2016 e 2019 podem ser alcançados:
A expectativa é de cerca de 26°C no momento da largada, com elevação ao longo da manhã, podendo alcançar valores próximos de 31°C na chegada, na Avenida Paulista. Caso se confirme, a prova deste ano ficará em patamar semelhante ao observado em edições como 2016 e 2019, quando o calor teve papel decisivo no desgaste físico dos corredores, especialmente entre os atletas amadores que permanecem mais tempo no percurso.

O meteorologista Celso Oliveira afirma que a atual onda de calor que influencia o tempo em São Paulo reforça essa preocupação, já que remete a cenários já vividos em anos recentes e às condições enfrentadas em algumas das provas mais quentes da era matutina. Dentro desse cenário, determinadas edições acabaram ficando na memória dos corredores pelas altas temperaturas ao longo do percurso, como mostram os dados a seguir:
2016 – largada com 26,8°C e chegada próxima dos 30°C, uma das provas mais desgastantes da era matutina.
2019 – temperaturas elevadas desde cedo (26,6°C na largada) e 30,6°C na chegada, considerada por muitos atletas como a edição mais quente do período.
2014 e 2015 – mesmo com largadas menos quentes, a elevação ao longo do percurso levou a chegadas acima de 26°C, exigindo atenção redobrada à hidratação.
2024 – marcou o retorno de calor intenso, com 24,6°C na largada e 28,4°C na chegada, reacendendo o debate sobre os impactos do clima na prova.
Recomendações para os atletas
Diante da possibilidade de mais uma edição da São Silvestre disputada sob temperaturas elevadas, a atenção dos corredores precisa ir além do desempenho esportivo. O calor impõe ajustes na preparação e na estratégia de prova, tornando alguns cuidados fundamentais para enfrentar os 15 km com mais segurança e conforto.
Hidratação antecipada: comece a se hidratar nos dias que antecedem a prova, mantendo ingestão regular de água e líquidos com sais minerais.
Ritmo controlado: ajuste o ritmo desde a largada, evitando forçar o desempenho nas primeiras subidas, quando o desgaste térmico é maior.
Aproveite os pontos de apoio: utilize todos os postos de hidratação disponíveis ao longo do percurso, mesmo que não sinta sede.
Roupas adequadas: prefira vestuário leve, de cores claras e tecidos respiráveis, que facilitem a dissipação do calor.
Proteção contra o sol: boné ou viseira podem ajudar a reduzir a exposição direta ao sol, especialmente nos trechos finais da prova.
Atenção aos sinais do corpo: tontura, náusea, calafrios ou exaustão excessiva são alertas para reduzir o ritmo ou buscar atendimento médico.
São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes



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