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- Huasun Energy leva inovações em heterojunção de alta eficiência para a Intersolar South America e México 2025
XUANCHENG, China, 6 de agosto de 2025 A Huasun Energy, líder global em tecnologia solar de heterojunção baseada em silício tipo n (HJT), apresentará suas mais recentes inovações na Intersolar South America, de 26 a 28 de agosto em São Paulo, Brasil, e na Intersolar México, de 2 a 4 de setembro, na Cidade do México. Huasun Energy leva inovações em heterojunção de alta eficiência para a Intersolar South America e México 2025 Como parte do seu compromisso crescente com o mercado solar latino-americano, a Huasun irá expor um portfólio completo de módulos HJT de alto desempenho, desenvolvidos para atender às variadas demandas energéticas de projetos de Uitlity Scale, comerciais e industriais (C&I), além de residenciais em toda a região. Entre os destaques está o módulo Himalaya G12-132 , com previsão de entrega comercial até o final de 2025, oferecendo potência de 760 W e eficiência de conversão de 24,5%. Voltado para usinas fotovoltaicas de grande escala, o modelo entrega até 3% a mais de energia diária em comparação com produtos TOPCon de mesmo formato em climas quentes, uma solução robusta para maximizar a geração energética e o retorno financeiro a longo prazo. Já o módulo vertical Kunlun G12R-132 , com quase 100% de bifacialidade, é ideal para aplicações agrovoltaicas, de infraestrutura de transporte e construção. Seu design inovador otimiza o uso do solo e amplia a captação de luz bifacial, prolongando a geração de energia para os horários de maior consumo (manhã e fim de tarde). Para aplicações em telhados, a Huasun apresenta o Everest G12R-108 , ideal para sistemas residenciais e comerciais de médio porte. Com potência de até 520 W e eficiência de 23,4%, o modelo entrega desempenho excepcional em diferentes tipos de coberturas. Todos os módulos contam com filme exclusivo de conversão de luz, que transforma a radiação UV em luz azul, melhorando a absorção e reduzindo a degradação do equipamento. Graças ao coeficiente de temperatura superior de -0,24%/°C, os módulos HJT da Huasun mantêm alto desempenho mesmo sob forte calor e elevada irradiação solar — condições típicas do Brasil e de diversas regiões tropicais. “O crescimento na América Latina é uma prioridade para nós”, afirma Ricardo Yin, Diretor Regional de Vendas da Huasun. “Estamos entusiasmados com a oportunidade de colaborar com parceiros locais e acelerar a transição para a energia limpa, levando o valor comprovado da tecnologia HJT a mais clientes em toda a região.” Conheça a Huasun na turnê de 2025 pela América Latina 26-28 de agosto @ Intersolar South America 2025 Estande W6.50, Expo Center Norte, São Paulo, Brasil 2-4 de setembro @ Intersolar México 2025 Estande 2605, Centro Citibanamex, Cidade do México, México Site: www.huasunsolar.com Siga a " Huasun HJT " e “ Huasun LATAM ” no LinkedIn para mais atualizações sobre heterojunção Huasun Energy leva inovações em heterojunção de alta eficiência para a Intersolar South America e México 2025
- Mercado global de armazenamento de energia deve ultrapassar US$ 569 bilhões até 2034, impulsionado por renováveis e veículos elétricos
O mercado global de sistemas de armazenamento de energia está prestes a viver uma década de crescimento acelerado. De acordo com levantamento da Precedence Research, o setor deve mais que dobrar de tamanho, saltando de US$ 288,97 bilhões em 2025 para US$ 569,39 bilhões em 2034 uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 7,87%. Mercado global de armazenamento de energia deve ultrapassar US$ 569 bilhões até 2034, impulsionado por renováveis e veículos elétricos O avanço é sustentado pela expansão das fontes renováveis, como solar e eólica, pelo fortalecimento da confiabilidade das redes elétricas e pela rápida popularização dos veículos elétricos. Ásia-Pacífico lidera, mas América do Norte acelera A Ásia-Pacífico segue como a principal região do setor, respondendo por 48% da receita global em 2024, impulsionada por grandes investimentos em China e Indonésia. O bloco deve manter a liderança graças à industrialização acelerada, à urbanização e ao crescimento do mercado de veículos elétricos.Já a América do Norte, que vem ampliando incentivos governamentais para energia limpa e modernização da rede, desponta como a região de crescimento mais rápido na próxima década. Tecnologias em destaque Atualmente, o armazenamento hidrelétrico bombeado domina o mercado, com 95,4% de participação. Entretanto, o segmento de armazenamento eletroquímico que inclui baterias de íons de lítio e de fluxo apresenta o crescimento mais acelerado, projetado para 14,2% ao ano até 2034. Essas soluções têm papel estratégico na gestão da demanda, garantindo energia em horários de pico e permitindo maior participação das renováveis na matriz elétrica. IA e IoT: a nova fronteira da eficiência energética A integração de inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) aos sistemas de armazenamento está transformando o setor. Com análise preditiva e controle em tempo real, a IA otimiza ciclos de carga e descarga, prolonga a vida útil das baterias e reduz custos operacionais.Já a IoT permite que sistemas atuem como usinas virtuais (VPPs), armazenando excedentes de energia solar para uso em períodos de maior demanda, além de viabilizar manutenção preditiva e integração em larga escala de renováveis. Exemplo prático: economia e estabilidade na rede Em Délhi, Índia, um projeto-piloto instalou um sistema de bateria de 10 MW/10 MWh para aliviar picos de demanda e estabilizar a rede. O resultado: redução de até 9% no consumo nos horários críticos, menos uso de geradores a diesel e adiamento de investimentos de milhões de dólares em infraestrutura. Desafios e oportunidades Apesar do potencial, o setor enfrenta barreiras como altos custos iniciais, desafios na reciclagem de baterias e dependência de matérias-primas críticas. Por outro lado, oportunidades surgem com a modernização da rede, projetos híbridos renováveis + armazenamento e o avanço das baterias de segunda vida. Perspectiva até 2034 Com a combinação de queda nos custos das baterias, políticas públicas favoráveis e integração cada vez maior de fontes renováveis, os sistemas de armazenamento de energia devem se consolidar como o coração das redes elétricas modernas garantindo estabilidade, eficiência e segurança energética para uma economia global em transição. Mercado global de armazenamento de energia deve ultrapassar US$ 569 bilhões até 2034, impulsionado por renováveis e veículos elétricos
- Infraestrutura para veículos elétricos avança no mundo, mas enfrenta gargalos estratégicos
O crescimento global dos veículos elétricos (VEs) está transformando o setor automotivo e pressionando governos, empresas e investidores a acelerar a modernização da infraestrutura. Infraestrutura para veículos elétricos avança no mundo, mas enfrenta gargalos estratégicos Enquanto países líderes já colhem resultados expressivos, regiões emergentes ainda lutam para acompanhar o ritmo dessa transição. Adoção desigual pelo mundo De acordo com o Global EV Outlook , da Agência Internacional de Energia (IEA), as vendas globais de veículos elétricos ultrapassaram 10 milhões de unidades já em 2022. Na Noruega, eles já representam 54% de todos os carros novos vendidos. O Reino Unido soma mais de 42 mil pontos de recarga públicos e a Holanda elegeu centros de carregamento comunitários como parte central de sua política de mobilidade elétrica. Nas áreas urbanas, incentivos fiscais e subsídios aceleram a instalação de estações de recarga, mas zonas rurais seguem desassistidas. Empresas como a ChargeGuru, na Europa, ampliam a malha de pontos de recarga, mas o desafio de levar infraestrutura a regiões remotas ainda é evidente. Rede elétrica sob pressão O avanço dos VEs traz um efeito colateral: o aumento da demanda elétrica, que pode sobrecarregar redes já próximas do limite.Soluções como sistemas de carregamento inteligente e buffer de bateria , exemplificados pelo ChargePost da ADS-TEC Energy, permitem equilibrar o fluxo de energia, evitando picos de carga e melhorando a eficiência. Além disso, o carregamento bidirecional (V2G – Vehicle-to-Grid ), explorado por empresas como a Tokyo Electric Power, abre caminho para que a energia armazenada nas baterias dos veículos seja devolvida à rede, ajudando na estabilização e no gerenciamento da oferta. O papel da política e da regulação Planos estratégicos e marcos regulatórios são decisivos para o avanço da infraestrutura de carregamento.Iniciativas incluem: Incentivos financeiros como descontos, subsídios e créditos fiscais; Regras que obrigam a instalação de pontos de recarga em novas construções; Parcerias público-privadas para acelerar projetos; Exemplos de referência , como a Estratégia de Infraestrutura de VE do Reino Unido, que busca tornar o carregamento “tão simples quanto abastecer gasolina”. Casos de sucesso pelo mundo Noruega: modelos de tarifa dinâmica reduzem custos e suavizam picos de demanda. Holanda: hubs comunitários com tecnologia bidirecional fortalecem redes locais. Reino Unido: expansão coordenada por empresas privadas amplia a cobertura nacional. Essas experiências reforçam a importância da padronização de protocolos e da cooperação entre empresas e governos para garantir uma experiência de recarga eficiente e acessível. Tendências que vão moldar a próxima década O futuro da infraestrutura de VEs será marcado por: Baterias de estado sólido com maior autonomia e recarga ultrarrápida; Carregadores de altíssima potência , capazes de abastecer em menos de 10 minutos; Carregamento sem fio , com energia transferida de forma contínua; Integração com cidades inteligentes , usando IA para coordenar tráfego, energia renovável e demanda da rede. O recado para os próximos anos A transição para uma mobilidade elétrica de massa exigirá investimentos robustos , inovação em sistemas inteligentes e cooperação entre todos os atores do setor . Empresas precisam acelerar o desenvolvimento de baterias e software, governos devem garantir marcos regulatórios claros e investidores têm diante de si uma das maiores oportunidades de infraestrutura verde da história. Com planejamento estratégico e tecnologia avançada, o carregamento de veículos elétricos deixará de ser um desafio para se tornar uma operação quase invisível tão simples quanto estacionar. Infraestrutura para veículos elétricos avança no mundo, mas enfrenta gargalos estratégicos
- GoodWe antecipa novidades e lançamentos para a Intersolar 2025 em webinar especial
No dia 20 de agosto, ao meio-dia, o público do setor solar terá uma oportunidade exclusiva para conhecer, em primeira mão, as novidades que a GoodWe levará para a Intersolar South America 2025. GoodWe antecipa novidades e lançamentos para a Intersolar 2025 em webinar especial A fabricante, reconhecida globalmente por suas soluções de inversores e armazenamento de energia, promoverá o Webinar Esquenta Intersolar , um evento online que promete aquecer os motores para a maior feira de energia fotovoltaica da América Latina. Durante a transmissão, a GoodWe apresentará: Principais lançamentos que estarão no estande da marca na feira; Iniciativas inéditas voltadas ao mercado brasileiro; Detalhes da nova campanha “Quem Move o Sol” ; A chegada do GoodWe PLUS+ , programa que amplia benefícios e suporte aos clientes; Spoilers exclusivos sobre sorteios, premiações e outras ações especiais que ocorrerão durante a Intersolar. O webinar contará com a participação do time técnico da GoodWe , formado por: Alexandre Pereira , Gerente de Soluções; Thiago Guimarães , Diretor Comercial; Lucas Santos , Engenheiro de Soluções BIPV. A transmissão é gratuita e aberta a profissionais, integradores, distribuidores e demais interessados no setor solar. Para participar, basta realizar a inscrição no link oficial: news.goodwe.com/f-webinar-esquenta-intersolar . Serviço:Webinar Esquenta Intersolar GoodWe 📅 Data: 20 de agosto de 2025 ⏰ Horário: 12h (horário de Brasília)🔗 Inscrições: Clique aqui Com a expectativa de movimentar o mercado e gerar grandes anúncios, o evento reforça o posicionamento da GoodWe como uma das líderes em inovação no segmento fotovoltaico. GoodWe antecipa novidades e lançamentos para a Intersolar 2025 em webinar especial
- Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil
A mobilidade elétrica está deixando de ser uma tendência para se tornar uma realidade cada vez mais presente no Brasil. Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil Com o aumento significativo na venda de veículos eletrificados e híbridos que bateu recordes em 2024, segundo a ABVE o país começa a se preparar para um novo cenário de infraestrutura e comportamento do consumidor. E, no centro dessa transformação, está um elemento fundamental: os eletropostos. Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil A expansão da rede de recarga elétrica no Brasil é estratégica. Grandes centros urbanos, rodovias e polos logísticos já recebem investimentos públicos e privados para implantação de carregadores de diferentes tipos, com foco em autonomia, conveniência e sustentabilidade. Neste contexto, a tecnologia se torna o elo essencial entre o veículo e o futuro da mobilidade e é justamente aí que a Autel se destaca. Presença Estratégica e Nacional A Autel, multinacional reconhecida globalmente por sua excelência em equipamentos automotivos, vem protagonizando um novo capítulo da mobilidade elétrica no Brasil por meio da divisão Autel Energy. Com um portfólio robusto, soluções inteligentes e foco na inovação, a Autel se consolida como uma das principais fornecedoras de carregadores veiculares do país, oferecendo desde soluções para uso residencial até estações ultrarrápidas para grandes eletropostos. Com operação 100% nacional, a Autel Brasil conta com: Suporte técnico especializado local; Distribuidores autorizados em todo o território brasileiro; Equipe comercial preparada para projetos customizados e escaláveis; Participação ativa em eventos estratégicos do setor automotivo e energético. Portfólio Completo para Todos os Cenários A linha Autel Energy foi desenvolvida para atender diferentes necessidades da mobilidade elétrica: Produto Potência Indicação de Uso Diferenciais Autel AC Wallbox 7kW a 22kW Residências, condomínios, comércios Design moderno, fácil instalação, app Autel Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil AC Compact 7KW e 22kW Estacionamentos e redes comerciais Gestão via plataforma, carga simultânea Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil DC Compact 50kW Frotas, shoppings, hubs logísticos Alta eficiência e compatibilidade universal DC Fast 60kW a 240kW - Rodovias, postos e grandes centros comerciais, Recarga rápida, robustez, operação remota. DH480 Até 480kW- Eletropostos e infraestruturas premium Tempo de recarga ultrarrápido (até 15 min) Diferenciais Tecnológicos da Autel Compatibilidade com os principais padrões internacionais (CCS, CHAdeMO, GB/T); Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil Aplicativo Autel para monitoramento, agendamento e controle da recarga; Plataforma de gestão centralizada, ideal para redes com múltiplos carregadores; Soluções escaláveis, adaptáveis ao crescimento da demanda elétrica; Design premiado e foco em experiência do usuário. Compromisso com Sustentabilidade Todos os produtos da Autel são desenvolvidos com foco em eficiência energética e sustentabilidade. A marca também incentiva o uso de energia renovável integrada aos eletropostos, reforçando seu compromisso com um futuro mais limpo, consciente e conectado às necessidades ambientais do planeta. Sugestão de chamada na diagramação da revista: “Inovação que impulsiona o Brasil rumo ao futuro elétrico. A Autel não só fornece carregadores. Ela entrega soluções para transformar o país.” Autel: Tecnologia que Move o Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil
- Mercado de carbono regulado no Brasil aumenta a demanda e reposiciona os atores do setor energético
Por Laís Víctor – Especialista em Energias Renováveis e Diretora Executiva Mercado de carbono regulado no Brasil aumenta a demanda e reposiciona os atores do setor energético O Brasil está prestes a dar um passo decisivo que pode reposicionar sua economia no cenário global: a criação de um mercado regulado de carbono. Com a aprovação do Projeto de Lei que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o país passará a integrar o grupo seleto de nações que não apenas medem e reportam suas emissões de gases de efeito estufa, mas também atribuem valor econômico ao carbono, estabelecendo um sistema de precificação que transforma a gestão ambiental em ativo estratégico. Essa transição representa muito mais do que uma medida ambiental. Trata-se de um novo eixo de competitividade capaz de reorganizar cadeias produtivas inteiras, redefinir critérios de desempenho empresarial e impulsionar a modernização tecnológica em setores-chave. Ao criar mecanismos claros para o comércio e a compensação de emissões, o SBCE oferece previsibilidade regulatória, estimula a atração de investimentos e abre caminho para a diversificação de receitas por meio de soluções baseadas em baixo carbono. Vejo que o impacto dessa mudança será profundo e abrangente. Setores intensivos em emissões terão de repensar seus modelos operacionais e de negócios, incorporando a variável carbono nas decisões estratégicas e buscando alternativas de geração, transporte e consumo mais eficientes. Para o mercado de energia, a regulação traz a oportunidade de integrar soluções de fornecimento limpo com compensação certificada, fortalecendo a posição do Brasil como referência na transição energética global. Do voluntário ao obrigatório: o salto do Brasil para o mercado regulado Nas últimas décadas, o Brasil construiu um conjunto expressivo de iniciativas voluntárias para mitigação de emissões, com destaque para projetos de bioeconomia, programas de reflorestamento e expansão da geração de energia limpa. Essas ações contribuíram para impulsionar a pauta da sustentabilidade no país e projetar uma imagem mais alinhada às demandas globais por economia de baixo carbono. No entanto, a ausência de um marco regulatório robusto limitava a previsibilidade das operações, gerava insegurança para investidores e restringia o volume de negociações, impedindo a consolidação de um mercado de carbono com escala nacional. Mercado de carbono regulado no Brasil aumenta a demanda e reposiciona os atores do setor energético Com o avanço do Projeto de Lei no Congresso Nacional e o respaldo institucional do Ministério do Meio Ambiente, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) aproxima-se de se tornar realidade. Trata-se de um modelo inspirado em referências internacionais já consolidadas, como o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia, os programas regulatórios implementados na China e o modelo da Califórnia, nos Estados Unidos. O desenho do SBCE está estruturado em pilares claros: definição de tetos de emissões setoriais (cap), distribuição inicial e comércio de permissões (trade) e criação de instrumentos de compensação por créditos certificados (offsets). Essa transição exige muito mais do que adequação burocrática ou cumprimento formal de novas exigências legais. Estamos diante de uma reformulação estratégica de grande porte, que obriga as empresas a incorporar a variável carbono como elemento central em suas decisões de negócios. Isso implica revisar cadeias de valor, otimizar processos produtivos, investir em inovação e, principalmente, enxergar a gestão de emissões como um diferencial competitivo e não apenas como obrigação regulatória. Os obstáculos estruturais para a efetivação do mercado regulado de carbono no Brasil Embora o avanço político e institucional em direção à criação de um mercado regulado de carbono represente um marco para o país, a implementação dessa estrutura enfrenta barreiras técnicas e operacionais que exigem atenção imediata dos agentes envolvidos. A complexidade do novo modelo demanda mudanças profundas nos processos empresariais, no arcabouço regulatório e na qualificação da força de trabalho. Mercado de carbono regulado no Brasil aumenta a demanda e reposiciona os atores do setor energético Um dos pontos mais críticos está na mensuração e rastreabilidade das emissões. As empresas precisarão adotar sistemas robustos de mensuração, relato e verificação (MRV) capazes de gerar dados precisos e auditáveis, com validação técnica independente, garantindo transparência e credibilidade às transações de créditos de carbono. A capacitação setorial é outro desafio central. Grande parte das organizações potencialmente afetadas ainda carece de equipes qualificadas e de estruturas organizacionais específicas para a gestão de carbono, o que exige investimentos em treinamento, consultoria e adequação de processos internos. A integração com outras políticas públicas também é fundamental para o sucesso do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. É necessário assegurar coerência entre as diretrizes do SBCE, o Plano Nacional de Energia e os programas de incentivo à transição energética, evitando sobreposições, lacunas e contradições regulatórias. A segurança jurídica é elemento indispensável para atrair investimentos e garantir estabilidade ao mercado. A clareza nas regras, nos procedimentos de alocação de permissões e na definição de responsabilidades entre União, estados e setor privado é essencial para reduzir riscos e promover um ambiente de negócios confiável e previsível. O mercado regulado de carbono como catalisador de novos negócios e investimentos A transição do Brasil para um mercado regulado de carbono não apenas redefine padrões de emissão, como também abre um conjunto expressivo de oportunidades estratégicas para empresas, investidores e instituições de diferentes portes. Longe de ser apenas um mecanismo de controle ambiental, o novo modelo regulatório se apresenta como uma plataforma de crescimento econômico e de inovação tecnológica. Entre os benefícios mais imediatos está a valorização de ativos limpos. Projetos de energias renováveis, eficiência energética, mobilidade elétrica e economia circular passam a gerar créditos com valor de mercado reconhecido, ampliando a atratividade de iniciativas sustentáveis e fortalecendo a competitividade dos empreendimentos de baixo carbono. Outro aspecto de grande relevância é a internacionalização de investimentos. Um sistema regulado confiável, alinhado a metodologias e padrões globais, tem potencial para atrair capital estrangeiro, fundos verdes e parcerias internacionais, ampliando o fluxo de recursos para projetos estratégicos e consolidando o Brasil como player relevante na economia de baixo carbono. O engajamento das comercializadoras de energia também ganha espaço nesse contexto. Empresas que já atuam no mercado livre de energia poderão se reposicionar como integradoras de soluções de carbono, oferecendo pacotes completos que combinem fornecimento de energia limpa e compensação de emissões, criando novas linhas de receita e fortalecendo relações comerciais. O ambiente regulado estimula o fomento à inovação. Tecnologias de captura e armazenamento de carbono, digitalização de emissões e certificação via blockchain surgem como diferenciais competitivos, capazes de transformar processos e aumentar a transparência. Tais avanços tecnológicos não apenas contribuem para o cumprimento das metas ambientais, mas também geram valor agregado e posicionam o país na vanguarda das soluções climáticas. Ações estratégicas para prosperar no novo mercado de carbono regulado A consolidação do mercado regulado de carbono no Brasil exige que os agentes do setor energético adotem uma postura proativa e estruturada, capaz de transformar obrigações regulatórias em vantagem competitiva. Não basta apenas cumprir requisitos legais. É preciso antecipar tendências, construir capacidades internas e estabelecer relações estratégicas que fortaleçam o posicionamento no cenário nacional e internacional. O primeiro passo é mapear as emissões de forma precisa e regular, utilizando padrões internacionais de reporte, como o GHG Protocol. Essa prática garante confiabilidade aos dados e possibilita comparações transparentes com benchmarks globais. Incorporar a variável carbono nos modelos de negócio é igualmente essencial. Ao precificar as emissões como custo e priorizar ativos de baixa intensidade de carbono, as empresas alinham sua estratégia de investimentos às demandas crescentes por sustentabilidade e reduzem a exposição a riscos regulatórios e financeiros. O investimento em capacitação técnica e governança climática deve ser contínuo. A criação de áreas internas de compliance e gestão ambiental integrada contribui para o cumprimento das exigências regulatórias e fortalece a tomada de decisão com base em critérios técnicos sólidos. Buscar parcerias estratégicas com certificadoras, consultorias especializadas e startups de mensuração e gestão de créditos é outro movimento crucial. Essas alianças podem acelerar a adoção de soluções inovadoras, aumentar a eficiência operacional e ampliar o alcance das iniciativas de descarbonização. É indispensável participar ativamente das discussões regulatórias. O envolvimento nos fóruns e consultas públicas assegura que as regras do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões reflitam as condições técnicas e operacionais do setor, evitando distorções que possam comprometer a competitividade e a viabilidade de projetos. O mercado regulado de carbono como ponto de virada para a competitividade e a transição energética no Brasil A instituição de um mercado de carbono regulado no Brasil representa, em minha análise, um marco capaz de redefinir profundamente não apenas a política ambiental, mas também a lógica de competitividade e inovação que sustenta o setor energético. Trata-se de uma mudança que reorganiza cadeias produtivas, acelera a transição para fontes limpas e estabelece novos parâmetros de desempenho empresarial, onde a gestão de emissões deixa de ser opcional e se torna fator determinante para a sustentabilidade e a longevidade dos negócios. No cenário que observo, os agentes que encararem essa regulação como oportunidade e não apenas como obrigação terão vantagem competitiva significativa. A convergência entre gestão de carbono e planejamento energético cria espaço para soluções integradas, capazes de atender às exigências ambientais e, simultaneamente, gerar valor econômico e reputacional. Isso exige visão estratégica, articulação institucional e a capacidade de criar parcerias sólidas que unam tecnologia, governança e inovação. Estamos diante de uma janela de oportunidade singular. O mercado brasileiro pode se posicionar como referência global na combinação entre transição energética e regulação climática, desde que haja alinhamento entre políticas públicas, iniciativa privada e sociedade civil. Aqueles que compreenderem a dimensão desse movimento e se prepararem desde já não apenas evitarão penalidades, mas se colocarão na linha de frente de um mercado em expansão, explorando novas frentes de negócios sustentáveis, de longo prazo e com impacto positivo para o futuro do país. Sobre a autora Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis. Mercado de carbono regulado no Brasil aumenta a demanda e reposiciona os atores do setor energético
- Sinergia entre Fotovoltaico e Transporte: Inovação Vertical HJT da Huasun Impulsiona Mobilidade Eficiente em Espaço e de Baixo Carbono
Com a escassez de terrenos limitando a instalação de energia solar ao longo de corredores de transporte em grandes áreas urbanas incluindo ferrovias, sistemas de transporte público e rodovias os sistemas fotovoltaicos (FV) verticais estão surgindo como uma solução eficiente em termos de espaço. Os módulos heterojunção (HJT) de alto desempenho da Huasun Energy estão agora viabilizando uma nova onda de instalações verticais, projetadas para integrar energia limpa em ambientes de transporte com restrições de espaço. Tomemos a China como exemplo: órgãos governamentais, como o Ministério dos Transportes, estão incentivando fortemente o uso de energias renováveis ao longo da infraestrutura de transporte, com a meta de adicionar 5 GW de capacidade não fóssil até 2027. Enquanto isso, a cobertura total de carregamento de veículos elétricos (EV) nas áreas de serviço de 11 províncias demonstra que o país está pronto para uma ampla integração da energia solar. A série Kunlun de módulos HJT da Huasun, que entrega até 768,9 W de potência máxima e quase 100% de bifacialidade, é ideal para aplicações verticais de FV. Seja instalada na vertical em orientação retrato ou paisagem, essa tecnologia reduz significativamente a ocupação do solo e se integra perfeitamente à infraestrutura existente, sem necessidade de alterações no layout ou no design. Além de economizar espaço, as instalações verticais geram mais eletricidade durante a manhã e à noite, quando a demanda e os preços de energia costumam ser mais altos. Isso ajuda a evitar os preços mais baixos típicos do meio-dia em sistemas inclinados tradicionais. Uma avaliação de desempenho da Huasun em Xinjiang, no oeste da China, mostrou que, sob tarifas de energia diferenciadas por horário, os sistemas verticais apresentaram uma taxa interna de retorno (TIR) 2,29% maior em comparação aos sistemas inclinados convencionais. Com quase 100 MW de projetos verticais de FV já implantados na Alemanha, os módulos HJT da Huasun estão prontos para apoiar o avanço global em direção a soluções integradas de “FV + Transporte”. De rodovias a aeroportos, eles viabilizam um caminho escalável para uma mobilidade mais limpa e eficiente. Sinergia entre Fotovoltaico e Transporte: Inovação Vertical HJT da Huasun Impulsiona Mobilidade Eficiente em Espaço e de Baixo Carbono
- BESS: O Sistema de Armazenamento de Energia que Está Redesenhando o Futuro da Segurança Energética no Brasil
Por EnergyChannel BESS: O Sistema de Armazenamento de Energia que Está Redesenhando o Futuro da Segurança Energética no Brasil Notícias e Análises sobre o Setor de Energia O armazenamento de energia, antes restrito a grandes projetos internacionais, começa a ganhar força no Brasil e promete mudar a forma como empresas e residências lidam com o consumo e a segurança elétrica. Conhecidos como Battery Energy Storage System (BESS) , esses sistemas oferecem muito mais do que economia: eles garantem independência energética, estabilidade e continuidade de operação mesmo diante de falhas ou oscilações na rede. Recentemente, o EnergyChannel conversou com Sérgio Lin , Solution Manager, e Chen Chieh , gerente de vendas da Hopewind Brasil , para entender por que o BESS está se tornando peça-chave para negócios, indústrias e até consumidores residenciais. Do conceito global à aplicação no Brasil Enquanto mercados como Estados Unidos, Europa e China já exploram o armazenamento de energia em larga escala há anos, o Brasil começa a enxergar seu potencial em um momento estratégico. Aqui, o desafio não é apenas gerar energia limpa, mas garantir que ela esteja disponível quando for mais necessária. “Hoje, se a concessionária interrompe o fornecimento, você não tem alternativa além de geradores a diesel que poluem, exigem manutenção constante e representam alto custo”, explica Sérgio Lin. “O BESS, por outro lado, entrega autonomia, gestão inteligente e redução de custos a longo prazo.” Mais que backup: gestão inteligente de energia Uma das aplicações mais importantes do BESS é o gerenciamento da curva de demanda , fenômeno conhecido internacionalmente como “ curva do pato ” quando há excesso de geração solar no meio do dia e déficit à noite. Segundo Chen , o armazenamento resolve problemas que vão muito além do fornecimento emergencial: Peak Shaving : Redução de picos de demanda para evitar tarifas mais altas no horário de ponta. Load Shifting : Armazenamento de energia em horários de baixa demanda para uso nos períodos mais caros. Backup instantâneo : Continuidade operacional para indústrias, hospitais, data center's e agronegócio. Estabilização de rede : Controle de frequência e tensão, protegendo equipamentos e evitando perdas. “No agronegócio, por exemplo, uma falha de energia pode interromper irrigação, refrigeração ou processos críticos de produção. O prejuízo pode superar, em pouco tempo, o investimento em um sistema BESS”, ressalta Chen. Infraestrutura elétrica e o risco crescente de apagões Com redes elétricas antigas e pouco adaptadas à geração distribuída, o Brasil pode enfrentar, nos próximos anos, mais interrupções e instabilidades. O crescimento acelerado da energia solar exige soluções capazes de integrar geração e consumo sem sobrecarregar a infraestrutura existente. Nesse cenário, a Hopewind aposta em tecnologias como o Grid Forming , que permite que sistemas continuem operando mesmo sem referência à rede elétrica — criando microgrids autônomos e resilientes. “O BESS não é só uma bateria; é uma verdadeira caixa de ferramentas para resolver diferentes desafios energéticos”, afirma Sérgio. “Ele pode ser usado em comércios, prédios, zonas rurais e grandes usinas.” Economia, sustentabilidade e segurança Além de reduzir custos operacionais, o armazenamento de energia ajuda a eliminar a dependência de geradores a diesel, reduzindo emissões de gases poluentes. Em tempos de transição energética, essa combinação de viabilidade econômica e responsabilidade ambiental ganha relevância estratégica. “A melhor energia é aquela que você produz, controla e armazena”, resume Chen. “Com o BESS, o consumidor passa a ter poder sobre sua própria rede, garantindo operação contínua e previsível.” O futuro inevitável Assim como ocorreu com a energia solar fotovoltaica há cerca de uma década, a tendência é que o armazenamento se torne indispensável nos próximos anos. Para empresas que dependem de energia ininterrupta seja para manter uma linha de produção, garantir refrigeração de alimentos ou operar sistemas de segurança, investir em BESS deixa de ser opcional e passa a ser estratégico. Com tecnologia consolidada, suporte técnico no Brasil e vida útil que pode ultrapassar 15 anos, os sistemas da Hopewind surgem como solução completa para um mercado que está apenas começando a explorar seu potencial. BESS: O Sistema de Armazenamento de Energia que Está Redesenhando o Futuro da Segurança Energética no Brasil
- China acelera transição elétrica: de 50% para 80% das vendas de carros elétricos em tempo recorde
EnergyChannel – 09/08/2025 A China está prestes a redefinir o ritmo global da mobilidade elétrica. O país, que já domina a produção e a adoção de veículos elétricos (VEs), deve encerrar 2025 com 50% de participação dos elétricos e híbridos plug-in nas vendas de novos automóveis — uma meta que, segundo previsões oficiais, só seria alcançada na década de 2030. China acelera transição elétrica: de 50% para 80% das vendas de carros elétricos em tempo recorde Essa antecipação histórica não é obra do acaso. É o resultado de uma estratégia industrial integrada , que combina crescimento econômico, redução da poluição urbana, fortalecimento da segurança energética e um ecossistema robusto de produção e inovação. Do incentivo à liderança mundial O mercado chinês avançou pelas etapas de adoção dos VEs em velocidade recorde: De 5% para 15% das vendas em poucos anos, impulsionado por incentivos fiscais e facilidades como prioridade na emissão de placas nas grandes cidades. De 15% para 40% em tempo ainda menor, com ajuda de uma guerra de preços entre fabricantes nacionais que levou modelos elétricos para faixas de preço populares. Em 2024 , os veículos elétricos e híbridos plug-in superaram os a combustão nas vendas mensais, fechando o ano com quase metade do mercado . Enquanto na maioria dos países essas fases se estendem por décadas, na China o processo foi comprimido para poucos anos e a próxima meta, 80% de participação , já está no horizonte. O que sustenta o avanço O salto de 40% para 80% poderá acontecer em três a cinco anos , caso as políticas atuais sejam mantidas. Entre os fatores decisivos: Incentivo fiscal até 2025 , com redução gradual até 2027. Programa de troca que concede até RMB 20 mil (cerca de R$ 14 mil) para quem substitui um carro a combustão por um elétrico já com 10 milhões de adesões até maio de 2025. Expansão acelerada da infraestrutura de carregamento e estações de troca de baterias. Pressão competitiva num mercado doméstico altamente saturado, forçando inovação e queda de preços. Impacto além do volante Hoje, cerca de 1 em cada 10 carros nas ruas da China já é elétrico . Se as projeções se confirmarem, 1 em cada 3 veículos será movido a bateria até 2030. Isso terá efeitos profundos: Redução da demanda por gasolina em áreas urbanas, alterando a economia de postos de combustíveis. Conversão de postos por petrolíferas estatais em hubs de recarga rápida e serviços de energia. Mudança no setor de manutenção automotiva , com queda nos serviços de motor a combustão e crescimento na demanda por diagnósticos elétricos, pneus e reparos estruturais. O modelo chinês como referência global A transição acelerada da China está virando case de estudo internacional . Enquanto a Europa avança de forma consistente e os EUA enfrentam políticas federais que desaceleram o setor, o gigante asiático mostra que escala, políticas públicas coordenadas e incentivos direcionados podem transformar um mercado inteiro em menos de uma década. Se mantiver o ritmo, a China não apenas cumprirá suas metas climáticas antes do previsto, mas também ditará o padrão de competitividade global na indústria automotiva deixando pouco espaço para países que ainda tratam os veículos elétricos como tecnologia de nicho. China acelera transição elétrica: de 50% para 80% das vendas de carros elétricos em tempo recorde
- EPA cancela programa “Solar para Todos” e ameaça acesso de famílias de baixa renda à energia limpa nos EUA
EnergyChannel – 09/08/2025 EPA cancela programa “Solar para Todos” e ameaça acesso de famílias de baixa renda à energia limpa nos EUA O governo Trump deu mais um passo em direção ao desmonte das políticas de incentivo à energia renovável nos Estados Unidos. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) confirmou que está encerrando o programa Solar for All (“Solar para Todos”), que destinaria US$ 7 bilhões para projetos de energia solar comunitária e instalação de painéis solares em residências de famílias de baixa e média renda em todo o país. A decisão ameaça diretamente mais de 900 mil lares , além de colocar em risco milhares de empregos na cadeia produtiva da energia limpa. A medida também reacende o embate entre defensores da transição energética e um governo federal alinhado aos interesses dos combustíveis fósseis. O que está em jogo O Solar for All foi criado para reduzir contas de luz, gerar empregos locais e acelerar a descarbonização da matriz elétrica. Dos US$ 7 bilhões aprovados, apenas US$ 53 milhões já haviam sido aplicados, segundo dados da Atlas Public Policy. Muitos projetos estavam prontos para iniciar a execução. Com o cancelamento, a EPA pretende recuperar os recursos já prometidos a 60 organizações e agências estaduais . A justificativa oficial é de que a agência “não tem mais autoridade legal” para administrar o programa nem fundos apropriados para mantê-lo. Reação imediata A decisão gerou forte resistência de líderes políticos, organizações ambientais e representantes da indústria solar: Bernie Sanders , senador e criador do programa, classificou a medida como “ilegal” e “insana”: “Num momento em que famílias estão sufocadas pelo alto custo da energia e o planeta enfrenta eventos climáticos extremos, eliminar este programa é um ato de sabotagem contra o interesse público.” Sheldon Whitehouse , senador democrata e presidente do Comitê de Meio Ambiente do Senado, afirmou que a decisão “vai aumentar custos, reduzir a confiabilidade da rede elétrica e favorecer megadoadores da indústria fóssil”. Sach Constantine , diretor executivo da Vote Solar, alertou que “comunidades inteiras que se preparavam para iniciar obras agora estão abandonadas, e milhares de empregos locais serão perdidos”. Disputa judicial à vista Organizações beneficiadas já haviam obtido decisões judiciais impedindo o congelamento dos recursos. Agora, entidades como o Southern Environmental Law Center prometem levar o novo corte ao tribunal. Especialistas em políticas públicas alertam que, se confirmada, essa ação se somará a uma série de movimentos do governo Trump para reverter investimentos previstos na Lei de Redução da Inflação (IRA) , incluindo cortes de créditos tributários para energia solar e eólica e bloqueios à geração renovável em terras federais. Impacto no setor e no consumidor Além do impacto direto sobre a população de baixa renda, analistas afirmam que a decisão compromete metas climáticas e enfraquece a competitividade dos EUA no setor de energia limpa. A Solar Energy Industries Association (SEIA) reforça que a energia solar já é uma das fontes mais baratas disponíveis e que os subsídios gerariam bilhões de dólares em investimentos para estados de diferentes espectros políticos. Mobilização nacional Em resposta, movimentos como o Sun Day intensificam campanhas para defender o acesso à energia limpa. A data de 21 de setembro de 2025 será marcada por atos em todo o país, pedindo expansão da energia solar, eólica e sistemas de armazenamento. “Cancelar o Solar para Todos é escolher mais poluição, contas mais altas e menos opções para quem mais precisa. A sociedade americana quer e apoia a energia limpa — e essa mobilização vai crescer”, afirmou Jamie Henn, porta-voz do Sun Day. EPA cancela programa “Solar para Todos” e ameaça acesso de famílias de baixa renda à energia limpa nos EUA
- Parceria estratégica entre Sungrow e Grupo Roca: R$ 500 milhões para 400 MWh em soluções de armazenamento para o mercado C&I
Acordo de R$ 500 milhões entre Sungrow e Grupo Roca marca avanço na energia C&I com 400 MWh em baterias BESS. Parceria estratégica entre Sungrow e Grupo Roca: R$ 500 milhões para 400 MWh em soluções de armazenamento para o mercado C&I Brasil, 9 de agosto de 2025 Em um movimento inédito e estratégico para o mercado de energia brasileiro, a chinesa Sungrow , líder global em soluções de energia fotovoltaica e armazenamento, firmou um acordo de fornecimento de sistemas BESS (Battery Energy Storage System) com a MOBS Armazenagem de Energia e Mobilidade e a TCCOM Comercializadora de Energia , ambas pertencentes ao Grupo Roca . A parceria estabelece a base para um ambicioso plano de implantação de 400 MWh em armazenamento de energia nos próximos três anos , voltados exclusivamente para o mercado comercial e industrial (C&I) . O acordo representa um marco na história do setor elétrico nacional , consolidando o avanço de tecnologias de armazenamento em larga escala em um mercado que ainda engatinha no uso estratégico de baterias. Diferentemente de países com matriz elétrica mais diversificada, o Brasil inicia agora um novo capítulo na transição energética, onde a armazenagem de energia assume papel central na estabilidade da rede, redução de picos de consumo e diminuição da dependência de geradores movidos a combustível fóssil . Parceria estratégica entre Sungrow e Grupo Roca: R$ 500 milhões para 400 MWh em soluções de armazenamento para o mercado C&I A expectativa de investimento é de R$ 500 milhões , cifra que por si só já sinaliza a seriedade e o potencial transformador do projeto. O foco é oferecer soluções inteligentes e completas de armazenamento para médias e grandes empresas, com aplicações que vão desde arbitragem de energia e otimização tarifária até resiliência energética, backup e suporte à qualidade de fornecimento . "Acreditamos que esta parceria representa mais do que uma simples colaboração comercial — é um movimento estratégico que alavanca a maturidade do setor elétrico brasileiro rumo a um futuro mais limpo, eficiente e tecnologicamente avançado", afirma Rafael Ribeiro, Country Manager da Sungrow Brasil . "O armazenamento é o elo que faltava entre geração renovável, consumo inteligente e estabilidade da rede. Agora, ele está chegando com força ao Brasil." Parceria estratégica entre Sungrow e Grupo Roca: R$ 500 milhões para 400 MWh em soluções de armazenamento para o mercado C&I Destaca-se também o apoio estratégico da Sungrow ao Complexo UFV Várzea da Palma I, II e III, que possui uma capacidade instalada total de 182 MWp. A parceria da Sungrow inclui fornecimento de tecnologia de ponta, suporte na implementação e na otimização do desempenho das usinas, além de contribuir para o fortalecimento da matriz energética sustentável na região. Essa iniciativa reforça o compromisso da empresa com a expansão de energias renováveis e o fortalecimento de sua presença no mercado brasileiro de energia solar. O Grupo Roca — conglomerado brasileiro com atuação em diversos elos da cadeia energética — inclui ainda a AXS Energia , empresa que já soma mais de 350 MWp em geração distribuída e utiliza inversores Sungrow como principal tecnologia em seu portfólio. A experiência da AXS em engenharia, operação e desenvolvimento de projetos é uma base sólida para viabilizar a expansão dos sistemas BESS no país. Para o Grupo Roca , a parceria também representa um passo firme na consolidação de sua posição como protagonista da nova matriz elétrica brasileira. “A MOBS nasce com o propósito de liderar soluções de armazenamento e mobilidade elétrica. Com esse acordo, aliamos nossa força de execução à tecnologia de ponta da Sungrow, criando um ecossistema robusto para o mercado C&I”, explica Roberto Stadler, diretor executivo do Grupo Roca . A TCCOM , comercializadora do grupo qualificada pela ANEEL, desempenhará papel estratégico na prospecção e estruturação de projetos junto a sua carteira de clientes em todo o Brasil, com demandas crescentes por soluções que otimizem o consumo e tragam previsibilidade aos custos energéticos. Além da entrega de sistemas, o acordo prevê engenharia, comissionamento, operação e manutenção (O&M) local dos equipamentos pela MOBS, bem como participação conjunta em eventos do setor, capacitações técnicas e ações comerciais voltadas à educação do mercado. Sobre a Sungrow A Sungrow Power Supply Co., Ltd. , líder global em tecnologia de energia renovável, é pioneira em soluções de energia sustentável há mais de 28 anos. Em dezembro de 2024, a Sungrow instalou 740 GW de conversores eletrônicos de energia em todo o mundo. A empresa é reconhecida como a número 1 mundial em remessas de inversores fotovoltaicos (S&P Global Commodity Insights) e a empresa de armazenamento de energia mais rentável do mundo (BloombergNEF). Presente em mais de 150 países, a empresa oferece soluções completas que impulsionam a transição energética com confiabilidade, eficiência e inovação. Sobre a TCCOM e a MOBS A TCCOM Comercializadora de Energia Ltda. é uma empresa do Grupo Roca , autorizada pela ANEEL como Comercializadora Tipo 1, com atuação nacional no mercado livre de energia, incluindo o segmento varejista de alta tensão. Fundada em 2023, a TCCOM tem como foco oferecer soluções personalizadas para empresas que buscam eficiência energética, previsibilidade de custos e integração com novas tecnologias, como sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). A MOBS Armazenagem de Energia e Mobilidade Ltda. também integra o Grupo Roca e tem como missão acelerar a adoção de soluções de armazenamento e mobilidade elétrica no Brasil. A MOBS atua no desenvolvimento, fornecimento, instalação e operação de sistemas BESS voltados ao mercado comercial, industrial e, futuramente, infraestrutura pública. Com uma abordagem tecnológica e orientada à performance, a MOBS busca ser referência nacional em projetos de armazenamento inteligente e sustentável. Parceria estratégica entre Sungrow e Grupo Roca: R$ 500 milhões para 400 MWh em soluções de armazenamento para o mercado C&I
- Brasil Atrasado no Armazenamento de Energia Pode Perder Até 11% da Geração Renovável
País desperdiça oportunidades estratégicas enquanto gigantes globais avançam em baterias Brasil Atrasado no Armazenamento de Energia Pode Perder Até 11% da Geração Renovável Enquanto o mundo acelera o passo rumo a uma matriz energética confiável e limpa, o Brasil ainda patina em uma das peças-chave da transição energética: o armazenamento. Em 2024, o país instalou apenas 269 MWh de baterias estacionárias uma cifra modesta diante dos 5,6 GW de potência solar adicionada no mesmo período. Para se ter ideia, hoje o Brasil conecta mais de 20 MWp de energia solar por dia , mas armazena quase nada disso. O resultado? Energia perdida. E o alerta é grave: estudos apontam que, até 2035 , o Brasil poderá desperdiçar até 11% da geração renovável no Nordeste por falta de infraestrutura de armazenamento. Não é mais uma questão técnica, é uma decisão estratégica nacional. Mundo avança e rápido Em contraste com o ritmo lento brasileiro, países como Austrália, Estados Unidos e Alemanha já tratam o armazenamento como prioridade industrial e energética. Apenas no primeiro trimestre de 2025 , os australianos destinaram US$ 2,4 bilhões à construção de baterias de grande porte. Nos EUA, a capacidade instalada de armazenamento ultrapassou 12 GW (ou 37 GWh ), com custos já abaixo dos US$ 300/kWh . Na Alemanha, o volume de grandes sistemas saltou impressionantes 910% em um ano . O sucesso desses países não veio por acaso. Todos combinaram regulação clara , política industrial robusta e coordenação entre níveis de governo . O Brasil, apesar de contar com vantagens naturais e estruturais únicas como sol abundante, vento constante, hidrelétricas com reservatórios, biomassa, gás natural e uma das maiores reservas de lítio do mundo ainda carece de escala, incentivos e cadeia industrial estruturada . Cadeia travada e potencial desperdiçado Hoje, os impostos sobre baterias no Brasil ultrapassam 80% . A política de conteúdo local é tímida. E, embora tenhamos minas de lítio estratégicas em Minas Gerais, a maior parte do insumo é exportada sem agregação de valor . Isso cria um paradoxo: temos os recursos, mas não temos o mercado. Atrair fabricantes e consolidar um ecossistema nacional de armazenamento vai exigir mais do que boas intenções. É preciso criar demanda, oferecer previsibilidade regulatória e lançar políticas industriais reais com incentivos sólidos e visão de longo prazo. Os primeiros sinais e o desafio do timing Há movimentações no radar. Um leilão de reserva de capacidade para armazenamento está previsto para o segundo semestre de 2025. A Petrobras já começa a estudar sua entrada no setor. Mas o tempo joga contra. Cada GWh de bateria instalado hoje representa: Energia que deixará de ser desperdiçada Apagões que poderão ser evitados Geração solar e eólica que poderá ser melhor aproveitada Empregos e tecnologia sendo gerados em solo nacional A pergunta que o setor precisa responder não é mais se devemos investir em armazenamento. A questão agora é: vamos liderar essa transformação ou continuaremos exportando apenas sol, vento e lítio? O futuro da energia e da economia digital será definido por quem sabe armazenar o que produz . E o Brasil tem tudo para ser esse país. Mas precisa agir. Já. Brasil Atrasado no Armazenamento de Energia Pode Perder Até 11% da Geração Renovável











