Publicidade
Resultados da busca
2722 resultados encontrados com uma busca vazia
- Radar MME: Governo Federal prioriza gás, biocombustíveis e obras políticas enquanto inovação energética segue em segundo plano
Levantamento inédito revela que, no primeiro semestre de 2025, o Ministério de Minas e Energia concentrou esforços em combustíveis fósseis e infraestrutura com apelo eleitoral, deixando tecnologias emergentes e transição energética em segundo plano. Radar MME: Governo Federal prioriza gás, biocombustíveis e obras políticas enquanto inovação energética segue em segundo plano O primeiro semestre de 2025 expôs, com números concretos, um desequilíbrio estratégico na condução da agenda energética brasileira. Dados do novo Radar MME levantamento exclusivo que monitora os compromissos oficiais do Ministério de Minas e Energia mostram que o ministro Alexandre Silveira manteve seu foco nos setores tradicionais, com ênfase em gás natural, petróleo e biocombustíveis. Iniciativas ligadas à inovação, descarbonização ou transição energética representaram apenas uma fração mínima das ações ministeriais. De janeiro a junho, 28% de todos os compromissos oficiais do ministro estiveram relacionados ao setor elétrico. No entanto, dentro dessa fatia, quase metade concentrou-se em combustíveis fósseis ou em soluções de baixa inovação, como o uso ampliado de etanol e biodiesel. Gás e biocombustíveis no centro da estratégia Dois programas vêm liderando as prioridades da pasta em 2025: o E30 , que pretende elevar a mistura de etanol na gasolina para 30%, e o aguardado Gás para Todos , previsto para ser lançado em 5 de agosto. Ambos foram amplamente discutidos em eventos e reuniões bilaterais com agentes públicos e privados, sinalizando o forte apelo político e econômico da agenda. A presença do ministro em inaugurações e anúncios de obras com forte caráter simbólico e visibilidade regional também foi destaque. Apesar de importantes para a infraestrutura energética, essas ações parecem mirar resultados de curto prazo, com claro viés eleitoral. Transição energética? Só no discurso Enquanto o mundo acelera investimentos em energia limpa, hidrogênio verde, baterias e digitalização da rede, o Brasil parece caminhar na contramão da inovação. O Radar MME revela que apenas uma pequena parcela dos compromissos do Ministério envolveu temas como fontes renováveis avançadas, armazenamento de energia ou eficiência energética. Esse descompasso chama atenção em um momento estratégico para o país. O Brasil possui vantagens competitivas globais uma matriz energética limpa, grande potencial em fontes renováveis e recursos minerais como o lítio. No entanto, falta coordenação institucional e visão de longo prazo para transformar esses ativos em oportunidades industriais. Minas tem ministro, mas energia ainda não tem rumo A frase que ecoa nos bastidores de Brasília — "Minas tem ministro, mas a energia não" ganha novo significado à luz dos dados revelados. O Ministério segue cumprindo sua função institucional, mas parece não liderar um projeto claro para o futuro energético do Brasil. A predominância de ações voltadas ao setor fóssil e a baixa interlocução com áreas ligadas à inovação e sustentabilidade indicam uma agenda desconectada dos desafios globais. Com a COP30 se aproximando e a competitividade energética cada vez mais ligada à inovação e à descarbonização, a ausência de protagonismo do MME nesse campo pode custar caro ao Brasil tanto em reputação internacional quanto em oportunidades perdidas. Radar MME: Governo Federal prioriza gás, biocombustíveis e obras políticas enquanto inovação energética segue em segundo plano
- Brasil amplia mistura de biocombustíveis em meio à pressão internacional e alta do petróleo
São Paulo – Entrou em vigor, nesta semana, a nova regra que aumenta o percentual de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel comercializado no Brasil. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho, chega em um momento de forte instabilidade no mercado global de combustíveis e de valorização do barril de petróleo, ampliando seu peso estratégico. Brasil amplia mistura de biocombustíveis em meio à pressão internacional e alta do petróleo A partir de agora, a gasolina vendida no país terá 30% de etanol anidro (antes eram 27%), enquanto o diesel passa a contar com 14% de biodiesel (ante 12%). Segundo o governo federal, a mudança tem potencial para reduzir a dependência de importações e estimular a produção nacional de biocombustíveis. Impacto nos preços ainda é incerto Durante a aprovação da medida, o governo estimou uma possível redução de até R$ 0,11 por litro no preço da gasolina. Porém, cálculos do setor indicam números mais modestos: a Fecombustíveis projeta queda de apenas R$ 0,02 no custo de distribuição, enquanto para o diesel há previsão de aumento médio de R$ 0,02 . A entidade lembra que os preços dos biocombustíveis estão diretamente ligados a fatores agrícolas e climáticos, o que pode gerar variações significativas entre regiões. “As alterações de preços podem não ocorrer exatamente como previsto, pois dependem de múltiplos fatores de mercado”, destacou a federação em nota. Contexto global: petróleo em alta e tensão geopolítica O aumento nas misturas acontece em um cenário de alta volatilidade internacional. O barril do Brent para outubro fechou a última quinta-feira a US$ 71,70 , após semanas de valorização impulsionadas por riscos geopolíticos e ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump indicou que poderá aplicar tarifas secundárias contra países que consomem petróleo e derivados da Rússia caso a guerra na Ucrânia persista medida que pode atingir o Brasil, hoje um dos maiores importadores de diesel russo. Apesar disso, o petróleo brasileiro ficou de fora do pacote de tarifas de 50% anunciado pelos EUA contra produtos nacionais. O etanol, no entanto, pode ser afetado, o que acende alerta no setor sucroenergético. Agenda regulatória e transição energética Paralelamente, o governo desbloqueou parte dos recursos para agências reguladoras, permitindo à ANP retomar monitoramentos e à Aneel reavaliar prioridades para o segundo semestre. O movimento é visto como essencial para dar previsibilidade ao mercado de energia em um momento de transição. No setor de mobilidade sustentável, os emplacamentos de ônibus elétricos cresceram no primeiro semestre de 2025, reforçando a diversificação da matriz de transporte. O que está em jogo A ampliação das misturas de biocombustíveis é mais do que uma medida ambiental. Trata-se de uma estratégia econômica e geopolítica para reduzir vulnerabilidades diante de crises externas, ao mesmo tempo em que fortalece cadeias produtivas internas. O desafio será equilibrar competitividade, previsibilidade regulatória e estímulo à inovação fatores decisivos para que o Brasil mantenha protagonismo na transição energética global. Brasil amplia mistura de biocombustíveis em meio à pressão internacional e alta do petróleo
- Acordo histórico redefine a matriz energética da Europa e fortalece dependência dos EUA
Por EnergyChannel – 08/08/2025 O resort Turnberry, na Escócia, foi palco de um encontro que pode entrar para a história geopolítica e energética do século XXI. No último dia 27 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para formalizar um acordo que, oficialmente, tratava de tarifas comerciais, mas que, nos bastidores, redesenhou as relações estratégicas entre Washington e Bruxelas. Acordo histórico redefine a matriz energética da Europa e fortalece dependência dos EUA Embora o anúncio público tenha se concentrado na aplicação de uma tarifa unificada de 15% sobre a maioria das exportações europeias para os EUA um número apresentado como um “mal necessário” para evitar taxas de até 50% ameaçadas por Trump, o verdadeiro impacto está em outra frente: a energia. US$ 1,35 trilhão em três anos: a nova ponte energética transatlântica O compromisso não escrito, mas confirmado posteriormente, prevê que a União Europeia destinará aproximadamente US$ 1,35 trilhão aos Estados Unidos até 2028. Deste total, US$ 750 bilhões serão para importação de energia incluindo gás natural liquefeito (GNL), petróleo e componentes nucleares e outros US$ 600 bilhões para investimentos diretos em tecnologia e defesa. A medida consolida a substituição do gás russo pelo GNL norte-americano, mas a um custo mais alto para o consumidor europeu. Diferente do fornecimento via gasodutos russos, o GNL exige liquefação, transporte marítimo e regaseificação, etapas que encarecem o produto. Em 2024, o preço médio do gás dos EUA para a Europa chegou a € 48/MWh , contribuindo para a disparada das contas de energia no continente. Impacto direto: mais caro para o cidadão, mais pressão para as indústrias Especialistas alertam que o efeito imediato recai sobre famílias e pequenas e médias empresas (PMEs), incapazes de absorver a alta de custos. Países como Alemanha, Itália e Áustria já registram ondas de falências em setores industriais que dependiam de energia barata para manter competitividade. A situação é ainda mais crítica no Leste Europeu. Polônia, Hungria, Eslováquia e Bulgária, historicamente dependentes do gás russo de baixo custo, enfrentam aumentos mais acentuados e perda de atratividade industrial, com empresas migrando para regiões fora da União Europeia em busca de energia mais acessível. Mudança de dependência: de Moscou para Washington A relação da Europa com a Rússia sempre foi majoritariamente energética, sem um alinhamento político profundo. Já com os Estados Unidos, o vínculo é mais abrangente, envolvendo defesa, tecnologia e influência institucional . Analistas veem o movimento como uma troca de uma dependência pela outra mas desta vez com menor poder de barganha. Um caminho alternativo era possível? Diversos analistas defendem que a UE poderia ter adotado uma política de contenção estratégica com a Rússia, mantendo canais comerciais e usando a interdependência como ferramenta de influência, em vez de romper quase todos os laços econômicos. A comparação com a política da Arábia Saudita em relação ao Irã é recorrente: Riad mantém equilíbrio delicado, evitando ruptura total e garantindo espaço de negociação. O papel da Arábia Saudita nesse novo tabuleiro Embora a maior parte do petróleo saudita vá para a Ásia, a reconfiguração europeia abre espaço para Riad se posicionar como fornecedor complementar para o Ocidente. O volume do acordo EUA-UE lembra o pacote de US$ 600 bilhões fechado entre Arábia Saudita e Estados Unidos em março deste ano, mas com uma diferença crucial: no caso saudita, o movimento foi estratégico e voluntário não resultado de pressão tarifária. Conclusão: um acordo de tarifas que é, na verdade, sobre energia e poder O Acordo de Turnberry ficará marcado como muito mais que um ajuste comercial. Ele sinaliza uma nova fase de influência dos EUA sobre a Europa, com consequências diretas para competitividade industrial, segurança energética e equilíbrio geopolítico global. Enquanto Washington consolida seu papel como fornecedor-chave e receptor de investimentos europeus, o bloco europeu enfrenta o desafio de manter sua soberania estratégica e sua posição na economia global agora em um cenário de energia mais cara e dependência reforçada. Acordo histórico redefine a matriz energética da Europa e fortalece dependência dos EUA
- NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL
A recente publicação da Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 marca um avanço importante na agenda regulatória do setor elétrico brasileiro, sobretudo por definir diretrizes claras para a incorporação dos Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE) ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Ao fazer uma leitura técnica do documento, ao qual contribuímos por meio da COC Energia e Engenharia, percebo que, embora ainda incipiente em termos de normatização final, a nota sinaliza com clareza uma abertura regulatória para novos modelos de negócio baseados em armazenamento. Isso inclui iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por autoprodutores de energia, consórcios industriais e empreendedores do Ambiente de Contratação Livre (ACL). NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL Além disso, vejo que o documento consolida entendimentos já colhidos na Consulta Pública nº 39/2023 e antecipa pontos que serão tratados no segundo ciclo do roadmap regulatório, previsto para até janeiro de 2026, o que reforça a importância estratégica desse movimento para o futuro do setor. Para mim, essa Nota Técnica é uma indicação clara de que o setor está caminhando para incorporar inovação e flexibilidade, abrindo espaço para que o armazenamento de energia se torne um componente fundamental da matriz energética brasileira. Cronograma do Roadmap Regulatório: Ciclo Período Principais Temas 1º Ciclo 2023 a 2025 Regulação de SAE (exceto UHR ciclo aberto), conceitos, outorga, acesso à rede, ajustes de barreiras. 2º Ciclo 2026 SAE como ativo de transmissão/distribuição, mitigação de curtailment , UHR ciclo aberto/semifechado, revisão de procedimentos. 3º Ciclo A partir 2027 Aprimoramentos em comercialização, agregadores de serviços, simulação de impactos. DEFINIÇÕES E MODELO DE CLASSIFICAÇÃO DOS SAE Um dos maiores avanços trazidos pela Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 foi eliminar a incerteza jurídica sobre “o que é” um Sistema de Armazenamento de Energia (SAE) perante a lei. No caso do SAE Autônomo , a decisão de enquadrá-lo como Produtor Independente de Energia (PIE) amparada pelo Parecer nº 89/2025 da Procuradoria Federal junto à ANEEL representa um marco regulatório. Esse reconhecimento estabelece a equivalência funcional do SAE com um gerador, já que ambos injetam potência e prestam serviços sistêmicos à rede. Com isso, o SAE passa a contar com um regime jurídico robusto e conhecido, facilitando o acesso a contratos, financiamentos e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Para o SAE Colocalizado , ou seja, projetos que adicionam baterias a uma usina existente (solar, eólica etc.), o processo regulatório foi significativamente simplificado: em vez de uma nova e complexa outorga, a inclusão do armazenamento será tratada como uma mera alteração de características técnicas do ativo original. Essa medida reduz burocracia, tempo e custos, tornando mais ágil a integração de soluções de armazenamento a parques geradores já operacionais. No caso das Usinas Hidrelétricas Reversíveis , apenas o modelo de ciclo fechado que não utiliza recursos hídricos da União — foi regulamentado neste momento, com outorga simplificada via autorização. Já os modelos de ciclo aberto e semiaberto, que possuem implicações jurídicas e ambientais mais complexas, foram postergados para o segundo ciclo do roadmap regulatório, permitindo que sejam tratados com a devida cautela. A nota também propõe uma estrutura funcional para os SAE baseada em três frentes: Tecnológica – com neutralidade entre diferentes soluções, como baterias de lítio, sistemas de ar comprimido e volantes de inércia; Operacional – abrangendo funções que vão do nível de rede ao nível do consumidor, incluindo suporte à frequência, despacho e controle de rampa; Regulatória – classificando os SAE como ativos híbridos, capazes de atuar tanto como carga quanto como geração, o que exige uma abordagem normativa específica. Além disso, o documento define de forma clara as categorias colocalizado , híbrido e autônomo , tratando com distinção os casos em que há compartilhamento de infraestrutura de conexão, transformadores ou sistemas de medição com outras fontes de geração, como solar e eólica. FLEXIBILIDADE OPERACIONAL E INTEGRAÇÃO AO SIN A NT 13/2025 aponta para a integração plena dos SAE ao Planejamento da Expansão e à Operação do Sistema . Um ponto técnico relevante é o reconhecimento do armazenamento como solução para: Redução de perdas técnicas e custos com swap entre submercados; Deslocamento de energia em horários de pico de PLD ; Melhoria dos níveis de tensão e frequência em redes de distribuição congestionadas ; Participação no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) , algo até então restrito a térmicas e grandes hidrelétricas. O documento também introduz a possibilidade de aplicação de curvas de capacidade para SAE em termos de carga e descarga, o que pode criar critérios objetivos para sua inserção em leilões, mecanismos de reserva e até no atendimento à demanda em sistemas isolados. ENTRAVES TARIFÁRIOS E A PROMESSA DE MODERNIZAÇÃO O eixo tarifário concentrou as definições regulatórias de maior impacto e relevância estratégica, refletindo diretamente na viabilidade econômica dos projetos com SAE. A “Dupla Tarifação” (TUST/TUSD) – A ANEEL manteve a cobrança da tarifa de uso da rede tanto na carga quanto na descarga dos SAE, justificando que se tratam de dois serviços distintos que utilizam a infraestrutura em momentos e sentidos diferentes. Contudo, a agência introduziu uma flexibilização relevante na contratação do Montante de Uso (MUST/MUSD): usinas com SAE poderão contratar uma demanda de injeção até 20% menor (para projetos novos) ou reduzir a demanda já contratada em 5% ao ano. Essa medida permite que o gerador use o SAE para “aparar” picos de geração, otimizando o uso da rede e reduzindo o custo fixo do “pedágio”. Isenção de Encargos sobre Consumo A decisão mais transformadora foi reconhecer que os SAE não são consumidores finais. A energia absorvida é classificada como “consumo funcional”, insumo necessário à sua operação. Assim, os SAE ficarão isentos de encargos setoriais atrelados ao consumo, como CDE, Proinfa, ESS, EER e ERCAP. Essa medida corrige uma distorção que inviabilizaria a maioria dos projetos, destravando o potencial econômico do armazenamento no Brasil. Obrigações Mantidas Como PIE, o SAE autônomo continuará sujeito à Taxa de Fiscalização (TFSEE) e, quando aplicável, aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), garantindo isonomia com os demais agentes de geração. COMERCIALIZAÇÃO E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO A Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 abre as portas para modelos de negócio mais sofisticados, alinhados com as práticas de mercados desenvolvidos. Ao formalizar os Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE) como Produtores Independentes de Energia (PIE), a ANEEL legitima a arbitragem de preços , operação que consiste em carregar energia quando o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) está baixo e descarregar quando está alto prática consolidada em mercados como o da Califórnia (CAISO) e do Reino Unido (National Grid), mas até então inexistente no Brasil. O documento também reconhece a viabilidade do empilhamento de receitas , considerado a chave para a viabilidade financeira dos projetos. Com isso, um mesmo ativo poderá acumular receitas de múltiplas fontes, como: Mercado de Energia : venda direta e arbitragem de PLD; Serviços Ancilares : controle primário de frequência, controle de tensão e fornecimento de inércia sintética; Mercados de Capacidade : participação em leilões para garantir potência disponível, como o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP); Redução de perdas ou de encargos ; Certificados de capacidade e flexibilidade (ainda em estudo pela CCEE e ONS). A NT 13/2025 também propõe formalizar a participação de SAE colocalizados a consumidores no Programa de Resposta da Demanda , permitindo que usem suas baterias para modular o consumo e ofertar flexibilidade ao sistema. Essa medida cria uma oportunidade inédita para autoprodutores e comercializadores no Ambiente de Contratação Livre (ACL) operarem com mais liberdade, vendendo energia em momentos estratégicos e diversificando suas fontes de receita. IMPACTOS POSITIVOS PARA A AUTOPRODUÇÃO DE ENERGIA A nota também abre caminhos interessantes para modelos de Autoprodução de Energia, como os propostos por consórcios industriais, cooperativas e empresas de médio porte no ACL. Primeiramente, há menção clara à necessidade de simplificar o processo de outorga para projetos com SAE, especialmente para aqueles colocalizados com geração renovável. A burocracia tem sido uma das maiores barreiras à entrada de novos agentes no setor, e a sinalização de simplificação — com revisão dos Procedimentos de Rede — atende diretamente aos empreendedores que apostam na autoprodução por locação, reduzindo riscos regulatórios e custos indiretos. Além disso, a possibilidade de comercializar energia armazenada no ACL representa uma nova fronteira para os autoprodutores. Em vez de simplesmente consumir sua energia gerada, o autoprodutor poderá, estrategicamente, armazenar excedentes e revendê-los em momentos de PLD elevado, criando receitas adicionais e flexibilidade comercial. Essa inovação aproxima o Brasil do modelo já consolidado em mercados maduros como o da Califórnia. Outro ponto que favorece diretamente a autoprodução é o empilhamento de receitas. A possibilidade de prestar serviços ancilares à rede (como controle de frequência) sem perder o direito de comercializar a energia armazenada abre uma nova dinâmica de negócio, especialmente rentável para autoprodutores com SAE colocalizados em regiões de alta volatilidade de preço. Por fim, a inclusão dos SAE no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e os estudos para a criação de mapas de capacidade regionalizados permitem que investidores antecipem locais prioritários para a instalação de sistemas de armazenamento, favorecendo autoprodutores que pretendem se estabelecer em áreas críticas do SIN — como o Nordeste e parte do Centro-Oeste. UMA AGENDA EM CONSTRUÇÃO: O QUE AINDA FALTA? Apesar dos avanços, é importante ressaltar que muitos pontos-chave foram remetidos para o segundo ciclo do roadmap regulatório , o que significa que ainda há lacunas normativas importantes . Entre os aspectos que merecem detalhamento, destacam-se: A padronização de métricas de desempenho para SAE (como taxa de perdas e tempo de resposta); A criação de sandboxes regulatórios para testar modelos operacionais e comerciais com consórcios de autoprodução; E a revisão definitiva dos critérios de acesso e outorga , para que a simplificação proposta se torne realidade. Enquanto isso, é fundamental que os agentes de mercado continuem participando ativamente das consultas públicas, contribuindo com experiências práticas e modelos de negócio viáveis, sobretudo os desenvolvidos fora do eixo tradicional de grandes geradores e distribuidoras. CONCLUSÃO A Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 representa, sem dúvidas, um passo relevante e estratégico para a modernização da matriz elétrica brasileira . Embora ainda não seja normativa, ela pavimenta o caminho para a inserção estruturada do armazenamento de energia no setor elétrico, oferecendo um conjunto de sinalizações positivas para o investidor privado. Para os autoprodutores e empreendedores do ACL , especialmente os que operam com modelos inovadores como locação de ativos e consórcios de energia renovável, o documento traz perspectivas reais de ganhos econômicos, regulatórios e operacionais desde que os pontos indicados avancem para regulamentações claras e aplicáveis. Cabe agora aos formuladores de política pública, à ANEEL, ao MME e à EPE transformarem essas diretrizes em regras objetivas, que garantam segurança jurídica, isonomia regulatória e estímulo ao investimento em inovação energética no país . NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL
- Ameaça tarifária dos EUA acende alerta no setor elétrico: ONS avalia revisão extraordinária da carga
Crescimento acelerado de data centers e tensões globais impulsionam demanda por energia no Brasil Ameaça tarifária dos EUA acende alerta no setor elétrico: ONS avalia revisão extraordinária da carga EnergyChannel, Brasília O impacto das novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos está ultrapassando fronteiras. No Brasil, a possibilidade de reflexos indiretos já mobiliza o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que estuda uma revisão extraordinária das projeções de carga de energia elétrica para os próximos meses. A medida é considerada diante da perspectiva de aumento significativo na demanda energética, impulsionada por fatores estruturais e conjunturais. Entre eles, destaca-se a previsão de instalação de até 1 gigawatt (GW) em novos data centers no país nos próximos anos um movimento que pode redefinir o perfil do consumo nacional de eletricidade. Data centers: novo vetor de demanda energética Com a consolidação do Brasil como hub estratégico de tecnologia e armazenamento de dados na América Latina, o setor de data centers se tornou uma peça central no planejamento energético nacional. De acordo com fontes do setor, a estimativa é de que novas instalações, algumas já em fase de construção, entrem em operação até 2030, exigindo soluções de fornecimento estáveis, seguras e sustentáveis. “O crescimento dos data centers não é mais uma tendência é uma realidade que exige respostas imediatas de toda a cadeia elétrica” Efeitos colaterais do “tarifaço” de Trump Ainda que a alta na carga esteja mais relacionada a fatores internos, o ONS também monitora os desdobramentos da política tarifária dos EUA, que reacendeu incertezas no comércio global. Com a imposição de novas tarifas sobre produtos estratégicos embora o petróleo tenha sido excluído há temores de impactos indiretos sobre cadeias produtivas e investimentos internacionais no Brasil. Essas incertezas podem alterar os fluxos de importação, influenciar decisões de grandes consumidores industriais e afetar os projetos energéticos, especialmente os de grande porte. ONS busca antecipar cenários e evitar riscos sistêmicos O plano de revisão extraordinária da carga tem como objetivo principal antecipar eventuais gargalos e garantir que o sistema elétrico nacional esteja preparado para diferentes cenários tanto de expansão acelerada quanto de choques externos. Segundo técnicos do ONS, o foco será ajustar as projeções à nova realidade de consumo mais intensivo, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram os principais polos de TI e infraestrutura crítica. Ameaça tarifária dos EUA acende alerta no setor elétrico: ONS avalia revisão extraordinária da carga
- Primeiros voos com combustível solar marcam nova era para a aviação sustentável
Tecnologia suíça promete reduzir em até 99% as emissões de CO₂ e inaugura fase histórica nos céus da Europa Primeiros voos com combustível solar marcam nova era para a aviação sustentável Hamburgo (Alemanha) – agosto de 2025 Pela primeira vez na história da aviação comercial, uma aeronave de passageiros decolou utilizando um combustível solar sintético quase neutro em carbono . O marco foi protagonizado pela companhia aérea SWISS , que realizou um voo entre Hamburgo e Zurique com parte da energia fornecida por um novo tipo de querosene sustentável, desenvolvido pela empresa suíça Synhelion . O feito representa muito mais do que uma inovação tecnológica: é um divisor de águas na corrida global por alternativas reais aos combustíveis fósseis no setor aéreo, um dos mais difíceis de descarbonizar. Energia solar líquida: o nascimento de um novo combustível A Synhelion produziu e entregou 190 litros do combustível solar ao Aeroporto de Hamburgo , que foram integrados diretamente ao sistema de abastecimento convencional sem qualquer necessidade de adaptação na infraestrutura existente. A solução não apenas reduz radicalmente as emissões de carbono, mas também demonstra viabilidade técnica imediata para uso em larga escala. O combustível foi gerado na planta de demonstração DAWN , localizada em Jülich, no oeste da Alemanha. Ali, um sistema de energia solar concentrada alimenta um processo termoquímico inovador , que transforma dióxido de carbono capturado e hidrogênio em combustíveis líquidos, como gasolina, diesel e querosene de aviação. Ao contrário dos biocombustíveis tradicionais, a tecnologia da Synhelion é 100% alimentada por calor solar armazenado e utilizado para manter a produção ativa 24 horas por dia , independentemente das condições climáticas. Emissões quase zero: o impacto climático da nova tecnologia Com emissões líquidas até 99% menores do que os combustíveis fósseis, o combustível solar representa uma das alternativas mais promissoras para a aviação sustentável. O chamado syncrude (petróleo sintético) é refinado em instalações convencionais e pode ser utilizado em qualquer motor a jato já existente. Segundo a Synhelion, a colaboração com a SWISS e o Grupo Lufthansa deve se intensificar nos próximos anos, com novas entregas programadas e o aumento gradual da capacidade de produção. “Acreditamos que o combustível solar será uma peça-chave na descarbonização da aviação. A tecnologia está pronta agora, o desafio é escalar”, afirmou um porta-voz da empresa. Aviação verde: desafios e próximos passos Embora os volumes atuais de produção ainda sejam limitados, o potencial de expansão é considerável. A planta DAWN está sendo ampliada, e os testes comerciais devem evoluir para rotas regulares nos próximos dois anos. O custo ainda é um fator de atenção: como toda tecnologia emergente, os combustíveis solares são atualmente mais caros que os convencionais. No entanto, especialistas apontam que a redução de preços virá com o ganho de escala e com incentivos regulatórios , como taxação de carbono e políticas de estímulo à aviação sustentável. O que muda a partir de agora A estreia do combustível solar na aviação comercial simboliza um novo horizonte para o setor e para a transição energética global. A integração entre inovação tecnológica, políticas climáticas e infraestrutura logística mostra que a descarbonização da aviação está mais próxima da realidade do que nunca . O EnergyChannel acompanhará de perto os próximos passos da Synhelion, da Lufthansa Group e de todas as iniciativas que estão redefinindo o futuro do transporte aéreo mundial. Primeiros voos com combustível solar marcam nova era para a aviação sustentável
- Mercado internacional respira aliviado com exclusão do petróleo na nova rodada de tarifas dos EUA
Decisão dos EUA em manter o petróleo fora da lista de tarifas ameniza tensões no setor energético global Mercado internacional respira aliviado com exclusão do petróleo na nova rodada de tarifas dos EUA EnergyChannel, cobertura internacional O anúncio recente do governo dos Estados Unidos de não incluir o petróleo na nova rodada de tarifas sobre importações foi recebido com evidente alívio pelo mercado global de energia. A medida, que integra uma série de sanções econômicas voltadas a setores estratégicos, sinaliza uma postura cautelosa de Washington diante da importância geopolítica e econômica do petróleo no cenário internacional. A decisão ocorre em um momento de grande sensibilidade para o setor, marcado por oscilações de preços, tensões em cadeias de suprimento e debates intensos sobre segurança energética. Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel avaliam que a exclusão do petróleo foi estratégica para evitar instabilidades em um mercado já pressionado por conflitos e pela transição energética em curso. “Qualquer movimento brusco envolvendo tarifas sobre petróleo teria impactos imediatos nos preços internacionais e nas relações com parceiros comerciais-chave”, analisa o consultor energético. Interesses econômicos e estabilidade interna em jogo Além das considerações geopolíticas, há um claro interesse doméstico por trás da medida. Com o preço da gasolina ainda sendo um fator sensível na economia americana, aumentar custos de importação de petróleo poderia gerar efeitos negativos diretos sobre o consumidor final. Fontes do setor afirmam que a medida também busca preservar o equilíbrio na oferta e na demanda interna. O papel do Brasil e da América Latina A exclusão do petróleo da lista de tarifas também favorece países exportadores da América Latina, como o Brasil. O mercado vê espaço para ampliar acordos bilaterais e garantir maior protagonismo na segurança energética global, sobretudo em um momento em que as grandes potências buscam diversificar suas fontes de suprimento. Mercado internacional respira aliviado com exclusão do petróleo na nova rodada de tarifas dos EUA
- Mercado solar da América do Norte em alerta: cortes de subsídios, fusões e bilhões em novos investimentos redefinem o setor
Crise política ameaça programa “Solar para Todos” nos EUA enquanto gigantes como Meta, Schroders e Bluewave movimentam bilhões em energia limpa EnergyChannel – América do Norte O setor de energia solar fotovoltaica nos Estados Unidos e Canadá vive um momento decisivo. Com pressões políticas, avanços corporativos e novos fluxos de investimento, o cenário atual mistura incertezas regulatórias com uma crescente aceleração de negócios em grande escala. Em destaque, está o possível cancelamento de até US$ 7 bilhões em subsídios do programa federal “Solar for All” , que mira em comunidades de baixa renda. A medida, caso confirmada, pode gerar um forte impacto na estratégia de democratização da energia limpa no país. Colorado avança, enquanto Washington recua Na contramão das incertezas em nível federal, o estado do Colorado segue fortalecendo seu compromisso com fontes renováveis. O governo local anunciou a priorização de novos projetos de energia solar e eólica , sinalizando estabilidade regulatória para investidores e desenvolvedores regionais. Meta fecha novo PPA com Pine Gate Renewables O setor corporativo continua aquecido. A gigante da tecnologia Meta , controladora do Facebook e Instagram, firmou um contrato de compra de energia (PPA) com a desenvolvedora Pine Gate Renewables . A parceria viabilizará novos parques solares dedicados ao abastecimento de data centers, reforçando o compromisso da empresa com sua meta de neutralidade de carbono. Investimentos e aquisições sacodem o mercado A gestora Schroders Greencoat , especializada em ativos de energia renovável, confirmou um novo aporte na infraestrutura solar norte-americana , com aquisição de ativos da JERA Nex , braço da gigante japonesa de energia. Outro destaque é a decisão judicial nos EUA que autorizou a venda de ativos da Sunnova Energy , uma das maiores fornecedoras de sistemas solares residenciais do país, em meio a um processo de reorganização financeira. Já a Statkraft , estatal norueguesa de energia, concluiu a venda da subsidiária Enerfin Canada , reforçando uma tendência de consolidação e foco estratégico em outros mercados. BlueWave garante US$ 247 milhões para projetos solares e armazenamento A empresa norte-americana BlueWave , focada em soluções solares distribuídas e armazenamento de energia, anunciou a captação de US$ 247 milhões para expansão de seus projetos nos Estados Unidos. A rodada de financiamento atraiu grandes fundos e reforça o apetite do mercado financeiro por ativos verdes. Hanwha Q Cells enfrenta barreiras alfandegárias sob nova lei dos EUA Por outro lado, tensões geopolíticas e preocupações com direitos humanos voltaram à tona com relatos de que a alfândega dos EUA ( CBP ) estaria retendo remessas da Hanwha Q Cells sob a Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado de Uigures (UFLPA) . A medida reforça o cerco contra componentes fotovoltaicos com possíveis vínculos à exploração laboral na China e pode impactar a cadeia de suprimentos no curto prazo. Análise EnergyChannel: o que está em jogo para o setor solar? O possível corte do programa "Solar for All" representa mais que uma questão orçamentária. Ele pode desacelerar a inclusão energética em comunidades vulneráveis e gerar reflexos negativos na geração distribuída. Por outro lado, a movimentação de grandes players como Meta, Schroders e BlueWave indica que o setor corporativo e financeiro mantém forte confiança na energia solar como eixo estratégico da transição energética . O mercado segue dividido entre avanços locais e entraves federais — um equilíbrio delicado que exigirá visão estratégica e capacidade de adaptação por parte dos atores da cadeia fotovoltaica. Mercado solar da América do Norte em alerta: cortes de subsídios, fusões e bilhões em novos investimentos redefinem o setor
- VR Energia amplia atuação no mercado livre de energia no Espírito Santo com expansão e novos executivos
VR Energia amplia atuação no mercado livre de energia no Espírito Santo com expansão e novos executivos VR Energia chegou à marca de R$ 50 milhões em economia gerada para seus clientes/empresas no mercado livre e evitou a emissão de mais de 15 mil toneladas de CO₂; Para fortalecer sua presença no Espírito Santo e liderar essa nova fase, a VR Energia anuncia a chegada de quatro novos executivos altamente experientes no mercado local para atuar em Vitória, Vila Velha e outras principais cidades. Brasil, 6 de agosto de 2025 - A VR Energia, líder consolidada no mercado livre de energia na Região Sul do Brasil, anuncia sua estratégia de expansão para atender às empresas do Espírito Santo, capitalizando as oportunidades geradas pela recente publicação da Medida Provisória 1.300/2025. Essa medida, publicada em maio de 2025, promove uma importante reforma no setor elétrico nacional, ampliando o acesso ao mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão — uma mudança que promete transformar o cenário energético do país. Com a nova regulamentação, pequenos consumidores residenciais e comerciais, conhecidos como Grupo B, poderão migrar para o mercado livre de forma gradual a partir de agosto de 2026, incluindo indústrias e comércio, e posteriormente, em dezembro de 2027, todos os demais consumidores. Essa abertura representa uma oportunidade inédita para empresas de todos os tamanhos reduzirem custos, ganharem autonomia na escolha de fornecedores e adotarem práticas sustentáveis. Para fortalecer sua presença no Espírito Santo e liderar essa nova fase, a VR Energia anuncia a chegada de quatro novos executivos altamente experientes no mercado local. Essa equipe reforça o compromisso da VR Energia em oferecer soluções inovadoras, flexíveis e sustentáveis para o mercado capixaba. A VR Energia anuncia sua entrada no mercado livre de energia, com operações previstas nas principais cidades do estado, incluindo Vitória, a capital do estado e Vila Velha. Vitória destaca-se como um importante centro econômico, portuário e de serviços, com forte presença nos setores de petróleo e gás, comércio, serviços públicos, além de atividades portuárias e logísticas devido ao Porto de Vitória. Já Vila Velha é reconhecida por sua indústria diversificada, que inclui cimento, móveis e comércio, além de atrair turistas por suas praias e pontos históricos. A iniciativa da VR Energia reforça seu compromisso em oferecer soluções energéticas inovadoras e sustentáveis para atender às demandas desses centros econômicos estratégicos. Viviane Rosa, CEO da VR Energia, comenta sobre a oportunidade para as empresas do Espírito Santo: “Se a MP for convertida em lei, o mercado livre no Brasil terá uma expansão significativa, e o Espírito Santo será uma peça fundamental nesse crescimento. Nosso objetivo é atuar de forma estratégica na região, ajudando empresas a reduzir custos — que podem chegar a até 35% na conta de luz — além de possibilitar autonomia na gestão energética e o uso de fontes renováveis, como solar e eólica.” A parceria estratégica da VR Energia com a Auren Energia, terceira maior geradora do país com produção 100% renovável, reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a transição para uma matriz energética mais limpa. “Nossa colaboração fortalece a missão de oferecer soluções eficientes e responsáveis, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável no Brasil e, especialmente, no Espírito Santo”, destaca Viviane Rosa. A empresa, que há mais de três anos atua na comercialização de energia no mercado livre, já atende mais de 140 empresas na Região Sul, gerando economia superior a R$ 50 milhões e evitando cerca de 15 mil toneladas de CO₂ até o momento. Com a abertura do mercado para consumidores de baixa tensão, a VR Energia projeta ampliar significativamente sua carteira de clientes no Espírito Santo, incluindo supermercados, condomínios, indústrias e demais setores empresariais. “Nosso foco é oferecer contratos mais flexíveis, preços competitivos e acesso a fontes de energia renovável, ajudando nossos clientes a se modernizarem, reduzirem custos e fortalecerem sua responsabilidade ambiental”, afirma Viviane Rosa. “Nos próximos 12 meses, acreditamos que podemos dobrar nossa presença na região, impulsionando a transformação do setor de energia capixaba.” A VR Energia reafirma seu papel de protagonista na transição energética do Brasil, comprometida em promover soluções sustentáveis, inovadoras e personalizadas. Com essa expansão e a chegada de novos líderes, a empresa reforça sua missão de contribuir para um Brasil mais limpo, eficiente e consciente, alinhado às metas globais de redução de emissões e desenvolvimento sustentável. Sobre a VR Energia Com mais de três anos de atuação no mercado livre de energia, a VR Energia é reconhecida por sua expertise em oferecer soluções que combinam economia, sustentabilidade e inovação. Sua atuação abrange empresas de diversos setores na Região Sul do Brasil, contribuindo para uma transição energética mais responsável e eficiente. VR Energia amplia atuação no mercado livre de energia no Espírito Santo com expansão e novos executivos
- Norte Energia investiu R$ 290 milhões em ações socioambientais e de sustentabilidade em 2024
Informação integra a 5ª edição do Relatório de Sustentabilidade lançado nesta quarta-feira (06) Norte Energia investiu R$ 290 milhões em ações socioambientais e de sustentabilidade em 2024 Geração de energia limpa e renovável, contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa, inovação na busca por soluções sustentáveis para o setor elétrico, ações sociais e de preservação da Amazônia. O Relatório de Sustentabilidade 2024 da Norte Energia, lançado nesta quarta-feira (06), traz, além do resultado dessas ações, informações sobre o investimento de R$ 290 milhões nas áreas Socioambiental e Sustentabilidade. O valor foi alcançado mesmo com a finalização de compromissos assumidos no licenciamento da Usina Hidrelétrica Belo Monte, da qual a companhia é concessionária. Desde 2010, quando teve início a implantação do empreendimento, foram aplicados cerca de R$ 8 bilhões na região do Médio Xingu. Maior hidrelétrica 100% nacional, Belo Monte gerou, em 2024, 22.690 GWh de energia limpa e renovável, atendendo, em alguns momentos, até 16% da demanda do país. O documento, que segue o padrão da Global Reporting Initiative (GRI), do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e tem certificação de empresa independente, também mostra que a usina alcançou o maior índice de disponibilidade entre todas as hidrelétricas brasileiras: 99,39%. Isso significa que Belo Monte atendeu à demanda do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) praticamente todas as vezes em que foi acionada. O relatório informa, ainda, que a Norte Energia comercializou 2,8 milhões de certificados de energia renovável no período. “Belo Monte tem papel estratégico para o setor elétrico brasileiro e, com sua geração de energia, reduz a necessidade de utilização de fontes poluentes. O Relatório de Sustentabilidade 2024 registra, além desse aspecto, os importantes investimentos que fizemos ao longo do ano e o olhar da companhia para o futuro, em conexão com a região onde o empreendimento foi instalado, sendo um agente de transformação social”, avalia o diretor presidente da Norte Energia, Paulo Roberto Ribeiro Pinto. A inovação, mais uma vez, é um componente de grande relevância. Ao todo, a empresa destinou, em 2024, R$ 16 milhões para o desenvolvimento de 16 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O destaque foi conclusão do primeiro corredor verde de transporte da Amazônia, com um catamarã e dois ônibus elétricos, para atendimento de alunos e profissionais da Universidade Federal do Pará, em Belém. As ações da Norte Energia para a proteção da fauna, da flora e dos recursos hídricos da Amazônia também foram reportadas. Por meio do matchfunding Floresta Viva, do BNDES, quatro projetos para a restauração de 700 hectares de vegetação na bacia do rio Xingu foram selecionados com geração de renda para a população e fomento à bioeconomia. A Norte Energia também manteve importantes iniciativas de preservação da biodiversidade. O Programa de Conservação e Manejo de Quelônios e o projeto de educação ambiental Tartarugas do Xingu promoveram a soltura de 61.357 filhotes no rio Xingu. Desde 2018, mais de 7 milhões de tartarugas-da-amazônia, pitiús e tracajás foram devolvidos à natureza por meio destas ações. A interação com as comunidades da área de influência direta da Usina, em especial povos indígenas, ribeirinhos, pescadores e moradores da Volta Grande do Xingu, seguiu como foco prioritário ao longo do ano passado. Foram realizadas 65 reuniões com a participação de 1.447 pessoas, reforçando ainda a nossa presença digital para a escuta qualificada. As iniciativas documentadas reafirmam o papel da empresa como agente de desenvolvimento sustentável, promovendo uma atuação comprometida com a responsabilidade social e a valorização da diversidade de vozes. No campo da Saúde, destaque para o Programa de Ação para Controle da Malária. Em 2024, o Ministério da Saúde atestou que a Norte Energia cumpriu integralmente as ações previstas no Plano de Ação para Controle da Malária Complementar. Como resultado desse trabalho, o número de ocorrências da doença caiu de 10.838, em 2011, para apenas 472, em 2024, na área de Influência direta da Usina, uma queda superior a 95%, consolidando um importante legado em saúde pública. Na Volta Grande do Xingu, os resultados foram ainda mais expressivos: a redução alcançou 99%, com nenhum caso registrado nos dois últimos anos de execução do programa. Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa A Usina manteve um dos menores indicadores de intensidade de emissão de gases de efeito estufa: 0,000276 tCO₂e/MWh. A taxa é comparável a outras fontes renováveis, como a solar e a eólica. Para se ter uma ideia, caso térmicas a gás fossem acionadas para gerar a mesma quantidade de energia produzida em Belo Monte, em 2024, cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂ teriam sido lançadas na atmosfera. Os dados são reforçados no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, também lançado pela empresa nesta quarta-feira. Referente ao ano de 2024, o documento reafirma a posição da Usina como um dos ativos de geração de energia mais limpos e estratégicos do Brasil. Os dados apresentados seguem a linha dos inventários de anos anteriores ao demonstrar a baixa intensidade de carbono emitida pela usina. Essa performance operacional rendeu à companhia, pelo quarto ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHC Protocol, nível máximo de reconhecimento concedido a inventários completos e auditados. Para acessar o Relatório de Sustentabilidade 2024 e o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Norte Energia, clique aqui . Norte Energia investiu R$ 290 milhões em ações socioambientais e de sustentabilidade em 2024
- NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL
Por Arthur Oliveira A recente publicação da Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 marca um avanço importante na agenda regulatória do setor elétrico brasileiro, sobretudo por definir diretrizes claras para a incorporação dos Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE) ao Sistema Interligado Nacional (SIN). NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL Ao fazer uma leitura técnica do documento, ao qual contribuímos por meio da COC Energia e Engenharia, percebo que, embora ainda incipiente em termos de normatização final, a nota sinaliza com clareza uma abertura regulatória para novos modelos de negócio baseados em armazenamento. Isso inclui iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por autoprodutores de energia, consórcios industriais e empreendedores do Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além disso, vejo que o documento consolida entendimentos já colhidos na Consulta Pública nº 39/2023 e antecipa pontos que serão tratados no segundo ciclo do roadmap regulatório, previsto para até janeiro de 2026, o que reforça a importância estratégica desse movimento para o futuro do setor. Para mim, essa Nota Técnica é uma indicação clara de que o setor está caminhando para incorporar inovação e flexibilidade, abrindo espaço para que o armazenamento de energia se torne um componente fundamental da matriz energética brasileira. Cronograma do Roadmap Regulatório: Ciclo Período Principais Temas 1º Ciclo 2023 a 2025 Regulação de SAE (exceto UHR ciclo aberto), conceitos, outorga, acesso à rede, ajustes de barreiras. 2º Ciclo 2026 SAE como ativo de transmissão/distribuição, mitigação de curtailment , UHR ciclo aberto/semifechado, revisão de procedimentos. 3º Ciclo A partir 2027 Aprimoramentos em comercialização, agregadores de serviços, simulação de impactos. DEFINIÇÕES E MODELO DE CLASSIFICAÇÃO DOS SAE A nota propõe uma estrutura funcional para os SAE baseada em três frentes: Tecnológica : com neutralidade entre diferentes soluções (baterias de lítio, ar comprimido, volante de inércia etc.); Operacional : com funções que se estendem do nível de rede ao nível do consumidor (suporte à frequência, despacho, controle de rampa); Regulatória : classificando os SAE como ativos híbridos, com papel tanto de carga quanto de geração, o que exige abordagem normativa específica. Além disso, o documento define os SAE colocalizados , híbridos e autônomos, tratando com distinção os casos em que há compartilhamento de infraestrutura de conexão, transformadores ou medição com outras fontes de geração (solar, eólica, etc.). FLEXIBILIDADE OPERACIONAL E INTEGRAÇÃO AO SIN A NT 13/2025 aponta para a integração plena dos SAE ao Planejamento da Expansão e à Operação do Sistema . Um ponto técnico relevante é o reconhecimento do armazenamento como solução para: Redução de perdas técnicas e custos com swap entre submercados; Deslocamento de energia em horários de pico de PLD ; Melhoria dos níveis de tensão e frequência em redes de distribuição congestionadas ; Participação no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) , algo até então restrito a térmicas e grandes hidrelétricas. O documento também introduz a possibilidade de aplicação de curvas de capacidade para SAE em termos de carga e descarga, o que pode criar critérios objetivos para sua inserção em leilões, mecanismos de reserva e até no atendimento à demanda em sistemas isolados. ENTRAVES TARIFÁRIOS E A PROMESSA DE MODERNIZAÇÃO Do ponto de vista tarifário, a nota aponta críticas ao atual modelo de cobrança da TUSD/TUST, que penaliza o armazenamento ao cobrar tanto na entrada quanto na saída da energia o que equivale a uma dupla tarifação sem lógica técnica . Há a sinalização de que essa distorção será tratada na modernização tarifária prevista na Agenda Regulatória 2024-2025 . A proposta mais aceita entre os agentes é que os encargos e tarifas incidam sobre o consumo líquido , ou seja, apenas sobre a energia efetivamente utilizada pelo SAE para fins operacionais ou comerciais. COMERCIALIZAÇÃO NO ACL E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO A nota traz avanços significativos ao discutir a comercialização de energia armazenada . Isso cria uma abertura inédita para autoprodutores e comercializadores operarem com mais liberdade no ACL, vendendo energia em momentos estratégicos. A ANEEL propõe que os SAE possam atuar no deslocamento de energia , arbitrando entre horários de baixo e alto PLD. Esse tipo de operação já é padrão em mercados como Califórnia (CAISO) e Reino Unido (National Grid), mas até então inexistente no Brasil. Além disso, o texto reconhece a viabilidade do empilhamento de receitas , ou seja, a combinação entre: Receita por serviços ancilares; Receita com PLD; Receita com redução de perdas ou de encargos; E, futuramente, receita com certificados de capacidade e flexibilidade (ainda em estudo pela CCEE e ONS). IMPACTOS POSITIVOS PARA A AUTOPRODUÇÃO DE ENERGIA A nota também abre caminhos interessantes para modelos de Autoprodução de Energia, como os propostos por consórcios industriais, cooperativas e empresas de médio porte no ACL. Primeiramente, há menção clara à necessidade de simplificar o processo de outorga para projetos com SAE, especialmente para aqueles colocalizados com geração renovável. A burocracia tem sido uma das maiores barreiras à entrada de novos agentes no setor, e a sinalização de simplificação com revisão dos Procedimentos de Rede atende diretamente aos empreendedores que apostam na autoprodução por locação, reduzindo riscos regulatórios e custos indiretos. Além disso, a possibilidade de comercializar energia armazenada no ACL representa uma nova fronteira para os autoprodutores. Em vez de simplesmente consumir sua energia gerada, o autoprodutor poderá, estrategicamente, armazenar excedentes e revendê-los em momentos de PLD elevado, criando receitas adicionais e flexibilidade comercial. Essa inovação aproxima o Brasil do modelo já consolidado em mercados maduros como o da Califórnia. Outro ponto que favorece diretamente a autoprodução é o empilhamento de receitas. A possibilidade de prestar serviços ancilares à rede (como controle de frequência) sem perder o direito de comercializar a energia armazenada abre uma nova dinâmica de negócio, especialmente rentável para autoprodutores com SAE colocalizados em regiões de alta volatilidade de preço. Por fim, a inclusão dos SAE no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e os estudos para a criação de mapas de capacidade regionalizados permitem que investidores antecipem locais prioritários para a instalação de sistemas de armazenamento, favorecendo autoprodutores que pretendem se estabelecer em áreas críticas do SIN como o Nordeste e parte do Centro-Oeste. UMA AGENDA EM CONSTRUÇÃO: O QUE AINDA FALTA? Apesar dos avanços, é importante ressaltar que muitos pontos-chave foram remetidos para o segundo ciclo do roadmap regulatório , o que significa que ainda há lacunas normativas importantes . Entre os aspectos que merecem detalhamento, destacam-se: A padronização de métricas de desempenho para SAE (como taxa de perdas e tempo de resposta); A criação de sandboxes regulatórios para testar modelos operacionais e comerciais com consórcios de autoprodução; E a revisão definitiva dos critérios de acesso e outorga , para que a simplificação proposta se torne realidade. Enquanto isso, é fundamental que os agentes de mercado continuem participando ativamente das consultas públicas, contribuindo com experiências práticas e modelos de negócio viáveis, sobretudo os desenvolvidos fora do eixo tradicional de grandes geradores e distribuidoras. CONCLUSÃO: UM PASSO ESTRATÉGICO PARA A MODERNIZAÇÃO DO SETOR A Nota Técnica Conjunta nº 13/2025 representa, sem dúvidas, um passo relevante e estratégico para a modernização da matriz elétrica brasileira . Embora ainda não seja normativa, ela pavimenta o caminho para a inserção estruturada do armazenamento de energia no setor elétrico, oferecendo um conjunto de sinalizações positivas para o investidor privado. Para os autoprodutores e empreendedores do ACL , especialmente os que operam com modelos inovadores como locação de ativos e consórcios de energia renovável, o documento traz perspectivas reais de ganhos econômicos, regulatórios e operacionais desde que os pontos indicados avancem para regulamentações claras e aplicáveis. Cabe agora aos formuladores de política pública, à ANEEL, ao MME e à EPE transformarem essas diretrizes em regras objetivas, que garantam segurança jurídica, isonomia regulatória e estímulo ao investimento em inovação energética no país . NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 13/2025: AVANÇOS E DESAFIOS NA REGULAMENTAÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE ENERGIA NO BRASIL
- Engenheiro Bruno Martins é o novo gerente de microinversores da SolaX Power
Foto: “Minha missão é trazer a segurança para o integrador de que a marca é de qualidade excepcional e pode trabalhar sem medo. Dessa forma, o integrador terá a segurança em vender nosso produto e o cliente final em receber o benefício que ele comprou” Simone Cesário Assessoria de Imprensa da SolaX Power Para potencializar a qualidade, eficiência e agilidade no atendimento aos integradores solares, a SolaX Power reforça o time de especialistas que integram a equipe do Brasil com a contratação de Bruno Martins de Souza, engenheiro especialista em energia solar, que estará à frente da gerência de microinversores. Graduado em Engenharia de Energia pela Universidade de Brasília, sua trajetória profissional inclui empresas como Hoymiles, onde atuou como gerente comercial, e a Enphase Energy, tendo atuado como representante comercial e agente de suporte técnico. O engenheiro explica que sua principal missão será difundir a marca entre os integradores, para que possam ter segurança e confiança de que utilizarão um produto com o qual podem trabalhar com tranquilidade. “A empresa tem um grande potencial de crescimento e um produto com qualidade excepcional. Agora precisamos trabalhar para fazer com que ainda mais pessoas conheçam a marca e sintam-se confortáveis em trabalhar. Minha missão é trazer a segurança para o integrador em relação à marca, com a certeza de que pode trabalhar sem medo. Dessa forma, o integrador terá a segurança em vender nosso produto e o cliente final em receber o benefício que ele comprou”. O engenheiro também comenta sobre o potencial do mercado brasileiro no contexto do armazenamento. “Hoje estamos vendo uma mudança de cenário no Brasil, com desafios como a inversão de fluxo, que impacta na diminuição da lucratividade. Nesse sentido, o sistema de armazenamento chega para trazer de volta essa lucratividade, aumentar o nível de tecnologia agregada nas soluções oferecidas aos clientes e garantir a segurança de que o cliente está fazendo um investimento que dará retorno a ele”. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Engenheiro Bruno Martins é o novo gerente de microinversores da SolaX Power











