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  • Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro

    Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro Como o modelo híbrido de energia solar e criação de peixes traz uma nova fronteira de oportunidades sustentáveis para o Brasil O avanço das energias renováveis pelo mundo não acontece mais de forma isolada. Projetos que integram geração fotovoltaica com atividades agrícolas e aquícolas estão se consolidando como soluções inteligentes e sustentáveis capazes de multiplicar os benefícios econômicos, ambientais e sociais em uma mesma área. Um exemplo recente e promissor vem da China, onde a empresa Huasun Energy concluiu a instalação de uma usina solar híbrida com piscicultura de 25 MWp, no município de Liqiao, província de Anhui, em parceria com a Datang Xuancheng New Energy.  Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro Energia solar sobre tanques de peixe: como funciona? O projeto utiliza módulos HJT Himalaya G12-132 , uma tecnologia de alta eficiência e bifacialidade quase total , que permite a captação de luz solar de ambos os lados do painel. Os módulos foram instalados em estruturas fixas sobre viveiros de peixes, criando uma cobertura parcial que oferece benefícios simultâneos: Geração de energia limpa e confiável; Sombreamento que reduz a temperatura da água e evita perda de oxigênio nos tanques; Prevenção contra proliferação de algas e melhora na qualidade da água; Condições mais favoráveis para o crescimento saudável dos peixes. Na prática, trata-se de um sistema que gera valor duplo por metro quadrado, unindo eletricidade renovável e produtividade agrícola. Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro   Impacto ambiental e energético Segundo dados da Huasun, a planta híbrida de Liqiao terá capacidade de gerar 20,59 milhões de kWh por ano, o suficiente para abastecer aproximadamente 12 mil residências. A estimativa ambiental é igualmente relevante: Redução de 20.500 toneladas de CO₂ por an o ; Economia de 6.750 toneladas de carvão; Equivalente a reflorestar uma área de 114 hectares. Esses números reforçam o potencial de projetos que, além de limpos, são inteligentes no uso do território e multiplicam os benefícios para o entorno. Oportunidades para o Brasil O Brasil é um terreno fértil para esse tipo de solução híbrida. Além de contar com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, o país possui: Milhões de hectares de lâminas d’água utilizadas em piscicultura; Clima favorável à geração solar distribuída e centralizada; Forte presença de pequenos e médios produtores em busca de eficiência e diversificação de receita. Integrar sistemas solares com viveiros de peixes pode ser um novo modelo de negócio rural, unindo sustentabilidade, geração de energia e segurança alimentar. Entre os potenciais usos no Brasil, destacam-se: Cooperativas aquícolas; Fazendas com tanques escavados; Propriedades rurais com espelhos d’água improdutivos; Projetos comunitários e de agricultura familiar. Tecnologia HJT: a aliada ideal para sistemas sobre água Os módulos HJT (heterojunction)  usados no projeto da Huasun são especialmente indicados para esse tipo de aplicação. Suas vantagens incluem: Alta eficiência com menor área ocupada; Simetria estrutural, ideal para montagem bifacial; Resistência a ambientes úmidos, com menor risco de degradação; Menor temperatura de operação, aumentando a durabilidade; Redução da necessidade de ESS (armazenamento) graças à produção mais estável. Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro Conclusão: o futuro da energia está na integração A experiência da Huasun na China mostra que é possível ir além da geração de energia e criar projetos que conectam tecnologia, preservação ambiental e desenvolvimento econômico local. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade real de inovação no setor solar e no agronegócio. Usinas híbridas com piscicultura têm o potencial de transformar propriedades rurais em hubs de energia e produção sustentável, contribuindo para a transição energética sem abrir mão da produtividade. Usinas solares com piscicultura: a aposta da China que pode transformar o agro brasileiro

  • Evento em São Paulo antecipa debates da COP30 com protagonismo feminino no setor de energia

    4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia reúne, no próximo dia 25 de agosto, em São Paulo, executivas, autoridades e especialistas para debater os principais desafios da transição energética  Evento em São Paulo antecipa debates da COP30 com protagonismo feminino no setor de energia Com o tema central “Energia Limpa, Inteligência Coletiva”, o evento conta com três eixos considerados estratégicos: mobilidade elétrica, armazenamento por baterias e inteligência artificial aplicada ao setor elétrico. São Paulo, julho de 2025 O setor de energia está mudando, impulsionado por inovação tecnológica, descentralização e compromissos climáticos cada vez mais ambiciosos. Nesse cenário, as mulheres estão na linha de frente. Com a expectativa de reunir cerca de 1 mil profissionais em São Paulo, o 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, no próximo dia 25 de agosto, traz ao palco executivas, autoridades e especialistas para debater os principais desafios da transição energética.  O evento, que acontece no Teatro Santander, destaca-se por ser o maior da América Latina com palco exclusivamente feminino e propõe entregar à presidência da COP30 um documento com propostas construídas coletivamente durante os painéis. Em um setor historicamente dominado por homens — no qual as mulheres ainda representam menos de 20% da força de trabalho no Brasil, segundo a ANEEL — o Congresso se consolida como um movimento de transformação, reunindo vozes femininas que já ocupam espaços decisivos na indústria energética. Idealizado pela empresária Lúcia Abadia, o Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia tem como tema central em 2025 “Energia Limpa, Inteligência Coletiva” e abordará três eixos considerados estratégicos: Mobilidade Elétrica, Armazenamento por Baterias e Inteligência Artificial aplicada ao setor elétrico. “Não se trata apenas de dar voz às mulheres, mas de reconhecer que elas já estão no centro das decisões que moldam o futuro do planeta”, afirma Lúcia Abadia. “Nosso Congresso mostra que é possível inovar com diversidade, inteligência e sustentabilidade.” Estão confirmadas participações de nomes como Elisa Bastos, diretora do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS); Tania Cosentino, vice-presidente de Cibersegurança da Microsoft América Latina; Zilda Costa, vice-presidente executiva da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD); e Alessandra Torres, presidente da Associação Brasileira de PCH e CGH (ABRAPCH), além de autoridades federais, executivas do setor privado, representantes de startups, especialistas em inovação, direito, meteorologia, tecnologia e mulheres que atuam em projetos de impacto em diversas regiões do país. A diversidade de perfis reforça a proposta do Congresso: construir uma agenda técnica e inclusiva, alinhada aos desafios reais do setor e aos compromissos climáticos que serão debatidos na COP30, marcada para novembro de 2025, em Belém (PA). Carta das Mulheres da Energia Um dos momentos emblemáticos da programação será a assinatura da Carta das Mulheres da Energia, documento construído de forma colaborativa durante os painéis e que será entregue oficialmente à presidência da COP30. O objetivo é garantir que a perspectiva feminina brasileira esteja presente nas discussões internacionais sobre clima e energia. Com mais de 880 mulheres presentes na edição anterior, o Congresso deste ano promete superar expectativas — tanto pelo conteúdo técnico quanto pela força simbólica de unir diferentes vozes em um só palco. “Mais do que discutir tendências, o 4º Congresso Mulheres da Energia antecipa debates da COP30 sob a ótica da equidade, da inovação e da ação climática com foco brasileiro. Trata-se de um espaço onde decisões são moldadas, redes são formadas e o futuro da energia ganha novas protagonista”, conclui Abadia. Serviço Evento: 4º Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia Data : 25 de agosto de 2025 Local : Teatro Santander – Complexo JK Iguatemi – São Paulo/SP Programação e inscrições : www.mulheresdaenergia.com.br Vagas limitadas. Restam poucos convites Evento em São Paulo antecipa debates da COP30 com protagonismo feminino no setor de energia

  • Energia do Futuro? Depende do Problema: Hidrogênio, Biometano e Elétricos São Peças de um Quebra-Cabeça Energético

    Por EnergyChannel | Bate-papo com especialistas Ricardo Honório, jornalista do EnergyChannel , recebeu hoje no estúdio Eustáquio Sirolli, MSc., consultor especializado em veículos movidos a hidrogênio e células de combustível , para mais um episódio da série de entrevistas sobre o futuro da mobilidade e da matriz energética no Brasil. Energia do Futuro? Depende do Problema: Hidrogênio, Biometano e Elétricos São Peças de um Quebra-Cabeça Energético Durante a conversa, Sirolli compartilhou mais de 40 anos de experiência no setor automotivo e de energia, debatendo os caminhos possíveis para descarbonizar o transporte no país e destacando um ponto fundamental: não existe solução única quando o assunto é energia do futuro. “A resposta correta é: depende do problema. O futuro da energia é uma caixa de ferramentas, não uma bala de prata. Cada região, cada operação logística ou tipo de frota precisa de uma solução própria, seja elétrica, a biometano, a hidrogênio ou, em alguns casos, até diesel com eficiência melhorada”, explicou Sirolli. Metano e Biometano: primeiros passos da descarbonização Sirolli relembrou sua participação em projetos pioneiros com metano ainda na década de 1980, quando participou da criação de um ônibus movido a gás na Mercedes-Benz, muito antes do biometano ganhar relevância. “Em 1984, quando falávamos em metano, ainda não se usava o termo biometano. Hoje, o biometano é uma das melhores alternativas para transporte pesado em regiões agrícolas, como no setor sucroenergético”, destacou. O consultor defende que grandes usinas e produtores de biomassa deveriam pensar em aproveitar o biometano local para abastecer suas próprias frotas, tornando o transporte mais limpo e eficiente. Caminhões a LNG: testes já realizados e tecnologia pronta Sirolli também participou da introdução de caminhões chineses a LNG (gás natural liquefeito) no Brasil, em um projeto de testes iniciado em 2018. “Testamos caminhões movidos a LNG na Serra de Santos e comprovamos desempenho equivalente aos modelos diesel na tração e no freio motor. A diferença é que são mais silenciosos e têm menor impacto ambiental”, contou. A limitação à época foi a potência dos motores, mas hoje, com a evolução tecnológica, já existem modelos a LNG com mais de 560 cavalos , comparáveis aos caminhões diesel mais potentes do mercado. Segundo ele, a expertise chinesa no LNG é referência mundial , fruto de uma estratégia definida há mais de uma década para reduzir a poluição nas cidades e diversificar a matriz energética. Hidrogênio: hora de parar de falar e começar a fazer Um dos destaques do bate-papo foi o papel do hidrogênio, especialmente no transporte rodoviário. Sirolli defendeu a criação de um corredor de abastecimento de hidrogênio entre São Paulo e Rio de Janeiro , aproveitando o maior fluxo logístico do país. “Hoje no Brasil se fala muito de hidrogênio e se faz pouco. Brasília vai inaugurar agora em outubro a primeira estação pública de abastecimento de hidrogênio para ônibus. Por que não fazer o mesmo entre São Paulo e Rio?”, questionou. Sirolli explicou que o investimento inicial em uma estação com eletrólise gira em torno de R$ 60 milhões , mas o impacto ambiental seria imenso, com emissões praticamente zeradas no transporte de carga pesada. Hidrogênio líquido: a aposta para o futuro Segundo o especialista, o hidrogênio líquido deve ser a alternativa mais prática no longo prazo , tanto para caminhões quanto para carros de passeio. “O hidrogênio líquido permite uma adaptação mais rápida porque você consegue usar os mesmos espaços físicos dos tanques de diesel e gasolina. Isso preserva o layout do veículo e a capacidade de carga, sem sacrificar autonomia”, explicou. Ele citou o exemplo do Toyota Mirai , modelo a hidrogênio já utilizado na China e na Europa, que chegou a rodar 1360 km com um único abastecimento . Diesel verde e eficiência também fazem parte do jogo Além do hidrogênio e do biometano, Sirolli lembrou que o Brasil é um dos poucos países do mundo com soluções já em operação para descarbonizar tanto a gasolina (com o etanol) quanto o diesel (com o diesel verde produzido pela BE8). Ele destacou o exemplo da Grunner , empresa que desenvolveu colhedoras de cana de açúcar baseadas em caminhões adaptados, conseguindo reduzir em 50% o consumo de diesel  nas operações agrícolas. Um convite para a Grunner participar do EnergyChannel foi feito ao final do programa. Conclusão: a energia do futuro é plural Na visão de Eustáquio Sirolli , a descarbonização do transporte não depende de uma única tecnologia. “O futuro da energia é um mix. A gente vai usar diesel melhorado, biometano, gás liquefeito, carro elétrico na cidade, hidrogênio em longas distâncias e energia elétrica injetada na rede pelas usinas. A chave está em usar a ferramenta certa para cada necessidade”, concluiu. Energia do Futuro? Depende do Problema: Hidrogênio, Biometano e Elétricos São Peças de um Quebra-Cabeça Energético

  • Thopen inaugura três usinas solares no RN e projeta investir R$ 107 milhões em projetos no estado até 2026

    As plantas, localizadas em Santa Cruz, Parelhas e Senador Elói de Souza, somam 6,44 MWp de potência instalada, capacidade suficiente para abastecer o consumo de mais de 8.300 residências; companhia planeja ter 13 usinas no estado até o próximo ano Thopen inaugura três usinas solares no RN e projeta investir R$ 107 milhões em projetos no estado até 2026 São Paulo, 17 de julho de 2025  A Thopen , maior plataforma integrada de geração e gestão de energia elétrica com foco na abertura total do mercado livre, acaba de inaugurar, nesta quinta-feira (17), três usinas solares fotovoltaicas no Rio Grande do Norte. O evento, que celebrará a chegada da empresa no Estado, será realizado em Santa Cruz e contará com a presença de autoridades locais, estaduais e empresários. As três plantas estão localizadas nos municípios de Santa Cruz, Parelhas e Senador Elói de Souza e juntas somam 6,44 MWp de potência instalada, capacidade suficiente para abastecer o consumo médio de 8.310 residências. Os empreendimentos contam com cerca de R$ 32 milhões em investimentos e fazem parte do projeto de expansão da companhia no Estado, que irá gerar ao menos mil empregos diretos e indiretos e contribuirão para o abastecimento de energia renovável na região. O investimento total previsto pela Thopen para o Rio Grande do Norte é de cerca de R$ 107 milhões, considerando as mais de 13 usinas que entrarão em operação no território até o próximo ano.  A empresa oferece uma proposta inovadora para o mercado de energia elétrica, permitindo que empresas e comércios de diferentes portes (pequeno, médio e grande) adquiram energia limpa e de baixo custo por meio de geração distribuída (GD). Esse modelo elimina a necessidade de investimentos em infraestrutura própria de painéis solares, permitindo que os consumidores se beneficiem da energia proveniente de usinas já em operação, com uma redução de pelo menos 10% nos custos com eletricidade. O público-alvo da Thopen são pessoas jurídicas e empresas de qualquer segmento da economia. Pessoas físicas com contas acima de R$ 300 também podem aderir a solução. Hoje a empresa está presente em diversos estados brasileiros, atendendo desde pequenos comércios até grandes indústrias, com uma carteira de clientes que já ultrapassa 250 mil unidades consumidoras.  “Estas inaugurações representam uma vitória significativa para a Thopen no Rio Grande do Norte e são o pontapé inicial do amplo portfólio de energia renovável que projetamos para a região. A meta para o próximo ano é atingir 21,87 MWp de potência solar no estado, um aumento de 239% em relação à nossa capacidade instalada atual. Além disso, com a abertura total prevista para o mercado livre de energia, no futuro pretendemos expandir cada vez mais a nossa atuação regional e contribuir para a democratização do acesso à energia limpa e mais barata para os consumidores locais”, comenta Gustavo Ribeiro,  CEO da Thopen e da Pontal Energy. A inauguração da usina em Santa Cruz é a primeira do portfólio de 52 usinas solares desenvolvido pela Vip Air e adquirido pela Thopen no último mês de junho. A operação envolveu um investimento de R$ 750 milhões para um portfólio de 200 MWp, que além do RN inclui usinas localizadas nos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará. Com essa capacidade, a empresa seria capaz de atender ao consumo de energia de mais de 64 mil comércios na região Nordeste. Serviço: Inauguração das usinas de Rodrigues I, Senador Elói de Souza e Parelhas Data: 17 de julho Horário: 14h30 Local: Sítio Liberdade, nº 9999, Zona Rural, Santa Cruz/RN. Sobre a Thopen A Thopen  é a maior plataforma voltada ao mercado livre de energia elétrica no Brasil. Focada no atendimento ao cliente final, a plataforma surge como um agente estratégico na transição para um mercado de energia mais competitivo, transparente e sustentável. Criada a partir da visão de seus investidores, a inspiração para a marca vem da determinação e do espírito inovador de Thomas Edison, cujas contribuições fundamentais à eletricidade e à tecnologia revolucionaram o mundo. A Thopen quer empoderar o consumidor ao oferecer soluções econômicas e inovadoras em energia renovável, com um ecossistema que simplifica a gestão energética e integra responsabilidade ambiental. Thopen inaugura três usinas solares no RN e projeta investir R$ 107 milhões em projetos no estado até 2026.

  • O Futuro da Energia Não é Mais Só Solar: Greener Defende Nova Agenda para Integradores e Operadores do Setor

    Por EnergyChannel | Especial Mercado de Energia O Futuro da Energia Não é Mais Só Solar: Greener Defende Nova Agenda para Integradores e Operadores do Setor O mercado de energia solar no Brasil atingiu uma maturidade inédita, mas isso não significa que os desafios tenham diminuído. Pelo contrário: a transformação do setor acelerou, exigindo que empresas e profissionais da área expandam sua visão para além da instalação de sistemas fotovoltaicos. Essa foi a mensagem central do bate-papo exclusivo entre Ricardo Honório, apresentador do EnergyChannel , e Marco Conte, executivo de Market Intelligence e Business Development da Greener , uma das principais referências em estudos e inteligência de mercado no setor de energia. Do solar para o sistema energético completo A Greener , tradicionalmente reconhecida por seu trabalho com energia solar, aproveitou a última edição do Greener Summit , realizada em junho, para anunciar um reposicionamento estratégico. O tema da vez não foi apenas a expansão da energia solar, mas sim o futuro do mercado energético como um todo. “O integrador que quiser sobreviver e crescer nos próximos anos precisa se enxergar como um provedor de soluções energéticas completas , e não mais apenas como um vendedor e instalador de painéis solares”, destacou Marco Conte , durante a entrevista ao EnergyChannel . Essa visão significa, por exemplo, considerar soluções de armazenamento de energia, carregadores para veículos elétricos, contratos de operação e manutenção e até a gestão completa do consumo energético de clientes residenciais, comerciais e industriais . Mercado de integração passa por revolução silenciosa A nova pesquisa da Greener com integradores , já em andamento antes da Intersolar, revela um mercado em transição. Cada vez mais empresas do setor estão oferecendo sistemas híbridos, baterias, carregadores de carros elétricos e novos serviços associados ao consumo eficiente de energia. “Não se trata apenas de vender mais sistemas. É hora de ajudar o cliente a gerir melhor a energia que ele já gera e consome. Isso envolve serviços recorrentes, como planos de manutenção, limpezas programadas, inspeções e monitoramento remoto . É o modelo de assinatura chegando ao mercado solar”, explica Marco Conte . A armadilha da performance: usinas que geram menos do que o prometido Outro tema crítico levantado pela Greener é o gap entre a geração projetada e a geração real de usinas solares , principalmente na mini e na geração centralizada. Segundo Conte, muitos portfólios de usinas já consolidadas estão performando abaixo do esperado. As causas vão desde projetos mal dimensionados, falta de manutenção, equipamentos obsoletos e até impactos ambientais não previstos , como queimadas que reduzem a irradiação solar ou aumentam a sujeira sobre os módulos. “A solução passa por um mix de ações: melhorar o O&M, considerar retrofits com equipamentos mais modernos e, principalmente, não negligenciar a operação pós-instalação. O foco não pode ser só levantar um novo ativo, mas fazer os ativos existentes performarem o que deveriam”, reforça. Curtailment, armazenamento e o dilema da rede elétrica O setor enfrenta também o crescente desafio do curtailment , ou seja, a limitação na geração de energia devido à falta de capacidade de escoamento pela rede elétrica. Hoje, o Brasil já soma quase 60 GW de energia solar instalada , sendo cerca de dois terços em geração distribuída e um terço em geração centralizada. Essa rápida expansão trouxe gargalos de transmissão, inversões de fluxo e limitações operacionais que impactam diretamente a rentabilidade dos projetos. “A conta do armazenamento de energia ainda não fecha para todos os casos, mas já existem projetos pontuais sendo implementados, como as baterias da subestação de Registro, em São Paulo, usadas para garantir o fornecimento em momentos de pico, como o Réveillon na Baixada Santista”, comentou Marco Conte . Segundo ele, o mercado caminha para um cenário em que microrredes, baterias colocalizadas e modelos de operação mais sofisticados  serão cada vez mais comuns. O consumidor também precisa mudar o comportamento Seja no residencial, no comercial ou no industrial, o consumidor de energia está mudando mas nem sempre da forma mais eficiente. Muitos aumentam seu consumo após instalar sistemas solares ou migrar para o mercado livre, sem considerar o impacto nos horários de ponta ou o real custo de ficar sem energia. “Energia é segurança e conforto. A tendência é que mais consumidores invistam em tecnologias para se blindar contra falhas no fornecimento. Mas isso precisa ser feito com planejamento e eficiência, evitando desperdícios e pensando no longo prazo”, afirma Marco Conte . O que não muda e o que precisa mudar Para a Greener, a grande lição é saber equilibrar inovação com consistência. Assim como aconteceu em outros setores da tecnologia, quem não acompanha a transformação corre o risco de ser ultrapassado – mesmo sem cometer grandes erros. “Precisamos olhar para frente, mas também entender o que é estrutural. O Brasil já tem quase 100 GW de renováveis instalados. Isso não vai mudar. O que muda é como essa energia será integrada, armazenada e gerida daqui para frente”, conclui. O Futuro da Energia Não é Mais Só Solar: Greener Defende Nova Agenda para Integradores e Operadores do Setor

  • Falta de manutenção pode reduzir em até 20% a geração anual de energia solar em usinas, alerta especialista da L8 Energy

    Serviço de Operação e Manutenção garante eficiência, segurança e retorno sobre o investimento em sistemas fotovoltaicos Falta de manutenção pode reduzir em até 20% a geração anual de energia solar em usinas, alerta especialista da L8 Energy O bom funcionamento de uma usina fotovoltaica vai muito além da instalação dos painéis solares. Isso porque a ausência de um plano de Operação e Manutenção (O&M) pode reduzir em até 20% a geração anual de energia solar, de acordo com levantamento realizado pela L8 Energy, empresa da L8 Group que atua na área de integração e industrialização de sistemas fotovoltaicos. Essa perda impacta diretamente o retorno financeiro do investimento. “É um erro comum achar que basta construir a usina para ela operar sozinha no seu desempenho máximo” , explica Luiz Brambila, especialista da L8 Energy. O trabalho de Operação e Manutenção ao qual o especialista se refere diz respeito a ações que devem ser pensadas de forma recorrente para usinas acima de 1MW, garantindo a máxima eficácia da usina. Entre essas ações estão o monitoramento técnico constante dos softwares, por meio do qual é possível analisar a geração diária e identificar possíveis desligamentos ou defeitos, e também a manutenção física da usina. “Dados da L8 Energy mostram que o acúmulo de poeira, sujeira ou até mesmo excrementos de pássaros nos painéis podem reduzir a produção de energia em até 20%. Já o sombreamento causado por vegetação alta afeta diretamente a captação solar”, afirma Brambila. Além disso, o desligamento de equipamentos como inversores ou transformadores, se não identificado rapidamente, pode comprometer o desempenho da usina por dias e até semanas. Entre os protocolos de O&M recomendados pela L8 Energy estão: inspeções mensais com engenheiro eletricista, manutenção preventiva e corretiva, inspeções termográficas e comissionamento anual a quente - processo de testes e verificações que atestem que tudo esteja operando corretamente e que a usina esteja operando em sua capacidade máxima.  “O trabalho de manutenção é essencial e precisa ser encarado com profissionalismo. A realidade é que muitas vezes o investidor só percebe isso quando a usina tem uma pane e nesses casos, a UFV pode ficar até 30 dias sem funcionar. É preciso ter em mente que a mão de obra emergencial nem sempre está disponível, além de ser cara”, explica ele. Hoje, a inteligência artificial e a análise de dados são aliados no serviço de O&M, pois é possível assim identificar potenciais problemas antes que ocorram, otimizando a manutenção preventiva e minimizando interrupções. “Essa prevenção pode prolongar a vida útil dos equipamentos e garantir a máxima disponibilidade da UFV. Isso inclui também verificação de conexões elétricas e testes de desempenho de inversores e transformadores”, conta ele. Usina parou, o que fazer? Caso o plano de O&M não seja executado profissionalmente e com regularidade, a chance de a usina ter uma pane é grande. Caso aconteça, o especialista alerta que escolher um fornecedor que tenha solidez e referência é essencial. “Vivemos um momento de instabilidade no mercado fotovoltaico, com muitos players saindo. Por isso escolher uma empresa sólida no mercado garante ao cliente a entrega correta dos serviços contratados” , alerta Brambila.  Ainda, é preciso buscar um serviço de O&M que atue de forma rápida, minimizando assim o tempo de inatividade da usina e garantindo que não existam perdas significativas. “O impacto positivo em uma UFV que tenha uma gerência adequada é a certeza para o investidor de que sua usina está gerando o máximo de energia pelo maior tempo possível”, finaliza ele.  Sobre a L8 Fundado em 2014, o Grupo L8 é formado pela L8 Security, especializada em soluções para segurança da informação; pela L8 Energy, que atua na industrialização e distribuição de sistemas fotovoltaicos; e pela L8 GROUP, holding operacional do grupo que atua com foco em Tecnologia da Informaçãoe Segurança Eletrônica. Com a missão de facilitar e otimizar a utilização de tecnologias diferenciadas, oferecendo soluções com valor agregado aos clientes, o grupo preza por inovação e materiais de qualidade, tornando-se referência no mercado brasileiro.   www.l8group.net Falta de manutenção pode reduzir em até 20% a geração anual de energia solar em usinas, alerta especialista da L8 Energy

  • CRISE NO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL: RECUPERAÇÕES JUDICIAIS EXPÕEM FALHAS ESTRUTURAIS DO SETOR

    Nos últimos anos, o mercado brasileiro de geração de energia renovável foi abalado por uma série de pedidos de recuperação judicial. A mais recente e simbólica foi a Rio Alto Energia Renováveis, responsável por um dos maiores complexos solares do Brasil o Complexo Solar Santa Luzia, de 2,4 GW, localizado na Paraíba. Mesmo com a relevância estratégica do projeto, que fornece cerca de 95% da energia do estado, o grupo entrou com pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências de São Paulo em 15 de julho de 2025. CRISE NO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL: RECUPERAÇÕES JUDICIAIS EXPÕEM FALHAS ESTRUTURAIS DO SETOR Mas a Rio Alto não está sozinha. A 2W Ecobank, que apostava no modelo comercializador integrado à geração própria, protocolou o pedido de recuperação judicial em 23 de abril de 2025 , na 3ª Vara de Falências de São Paulo, com dívida de R$ 2,39 bilhões . A empresa também solicitou liminar para impedir seu desligamento pela CCEE, abalando sua capacidade de operar ou honrar contratos PANORAMA DAS RECUPERAÇÕES JUDICIAIS NO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL 1) RIO ALTO ENERGIA RENOVÁVEIS: CRISE NO SETOR SOLAR A Rio Alto Energia Renováveis, operadora do Complexo Solar Santa Luzia (2,4 GW) na Paraíba, entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 15 de julho de 2025, com uma dívida entre R$ 1,5 e R$ 2,2 bilhões. O complexo, que fornece 95% da energia do estado, enfrentou restrições operacionais ( curtailment ) impostas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), limitando a injeção de energia na rede. A empresa buscou aportes de até R$ 300 milhões do fundo IG4 Capital, mas a crise expôs a dependência de contratos frágeis e a falta de infraestrutura de transmissão. 2) 2W ECOBANK: PRESSÕES NA GERAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO A 2W Ecobank, com foco em energia eólica, teve sua recuperação judicial aprovada em 24 de abril de 2025, após investimentos de R$ 2,2 bilhões em dois parques eólicos. Atrasos na construção, insolvência de empreiteiras e a necessidade de comprar energia no mercado spot a preços elevados, devido ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) em picos de 2024, agravaram a situação. Restrições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) limitaram sua capacidade de cumprir contratos, destacando os riscos de integrar geração e comercialização sem PPAs de longo prazo. 3) RENOVA ENERGIA: RECUPERAÇÃO COMO REFERÊNCIA A Renova Energia, pioneira em eólica, encerrou sua recuperação judicial em 12 de fevereiro de 2025, iniciada em 2019 com uma dívida de R$ 3,1 bilhões. A empresa enfrentou custos de R$ 815 milhões em 2018 para comprar energia no mercado spot, mas reestruturou suas operações, focando em PPAs de longo prazo e otimização operacional. Sua recuperação demonstra a viabilidade de estratégias financeiras disciplinadas. 4) OUTROS CASOS RELEVANTES A Brasil Comercializadora, com dívidas de R$ 335 milhões, teve seu pedido de recuperação judicial indeferido em 25 de agosto de 2023, ilustrando a volatilidade do mercado de comercialização. A Abengoa, com R$ 4,2 bilhões em dívidas de suas subsidiárias no Brasil em 2016, enfrentou paralisação de projetos de transmissão e geração, evidenciando impactos de crises operacionais. No setor sucroenergético, 24% das 446 usinas (107 unidades) estão em recuperação judicial ou falidas, com casos como a Usina Laginha (R$ 4 bilhões em dívidas) destacando vulnerabilidades financeiras em usinas de biomassa. CAUSAS ESTRUTURAIS DA CRISE 1) MODELOS CONTRATUAIS INADEQUADOS A dependência de contratos de curto prazo ou indexados ao mercado spot, com preços médios de R$ 250/MWh em 2024, não cobre os custos totais, que incluem CAPEX (R$ 3,3-5 milhões/MW para solar), OPEX (R$ 70-80 mil/MW/ano) e dívidas com juros de 10-15% ao ano. PPAs de longo prazo, com preços entre R$ 300-350/MWh, são raros, comprometendo a bancabilidade dos projetos.  A MP 1300/2025 pode agravar essa vulnerabilidade ao limitar descontos em TUST/TUSD, aumentando a pressão por contratos mais robustos. 2) PRESSÕES FINANCEIRAS E OPERACIONAIS Projetos greenfield, planejados para venda rápida, enfrentam dificuldades em um mercado de fusões e aquisições com queda de 30% em transações em 2024. Custos operacionais elevados, como manutenção  (R$ 20-30 mil/MW/ano para eólica) e tarifas de transmissão (R$ 50/MWh), combinados com a compra de energia no mercado spot, esgotam o fluxo de caixa. A alta da Selic para 15% em 2025 encareceu dívidas, com 60% dos projetos financiados pelo BNDES/ BNB exigindo reestruturação. 3) IMPACTOS NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA A crise ameaça as metas do Acordo de Paris, com o Brasil comprometido a reduzir 43% das emissões até 2030. A redução de novos parques eólicos (de 3,3 GW em 2024 para 2-2,4 GW em 2025) e demissões, como as 3.700 na Aeris, limitam a expansão da capacidade renovável.  A demanda por energia, projetada para crescer 4% ao ano até 2030, exige investimentos de R$ 150 bilhões em geração e transmissão, mas a instabilidade desencoraja investidores. A ILUSÃO DO MERCADO: NÃO BASTA GERAR ENERGIA Parte do setor parece ter sido capturada por uma visão míope: gerar energia e vendê-la “a qualquer preço” . Consequentemente,   essa visão é compartilhada para muitos consumidores criando uma barreira no mercado.  Essa lógica, típica de quem atua apenas como comercializador, não funciona para o gerador, que precisa pagar dívidas, manter operação, reinvestir em manutenção e ainda garantir retorno ao investidor. Do ponto de vista financeiro, muitos projetos falharam em estruturar PPAs firmes, de longo prazo, com preços capazes de cobrir seus custos totais e garantir margens de lucro. A aposta excessiva em contratos indexados ao mercado de curto prazo (spot ou PLD) ou em acordos bilaterais frágeis, sem garantias reais, resultou em fluxo de caixa imprevisível o que compromete diretamente a bancabilidade do projeto. O ERRO DAS EMPRESAS: APOSTAR NA VENDA DO ATIVO COMO ÚNICO CAMINHO Outro fator crítico foi o comportamento de parte dos empreendedores, que estruturaram projetos greenfield esperando vendê-los rapidamente antes mesmo da operação. Quando o mercado de fusões e aquisições esfriou, ficaram com ativos caros, endividados e sem caixa. Transformar um projeto greenfield em brownfield exige mais que inauguração exige lastro financeiro, estratégia de comercialização, e resiliência operacional. SUGESTÕES ESTRATÉGICAS 1) CONTRATOS DE LONGO PRAZO PPAs de 10-15 anos com preços de R$ 300-350/MWh, indexados à inflação, e cláusulas de força maior para curtailments  são essenciais.  Modelos como os leilões A-4 e A-6, que garantiram 2,5 GW em 2024, devem ser expandidos. 2) EXPANSÃO DA INFRAESTRUTURA DE TRANSMISSÃO Investimentos em 5.000 km de novas linhas até 2028 e sistemas de armazenamento (baterias com capacidade de 1 GW) podem reduzir curtailments  em 50%, segundo estudos da Absolar. Leilões de armazenamento, previstos para 2025, devem priorizar incentivos fiscais para reduzir custos (atualmente 85% em impostos). 3) GESTÃO FINANCEIRA E OPERACIONAL Empresas geradoras e comercializadoras devem adotar precificação baseada em custos totais,   evitando vendas abaixo de R$ 300/MWh.  Projetos greenfield precisam de reservas de caixa para 2-3 anos de operação, enquanto a digitalização de manutenção, com sensores IoT, pode reduzir OPEX em 15%. NÃO EXISTE MÁGICA: CAPEX, OPEX E LUCRO PRECISAM SER COBERTOS A conta é simples e cruel: um projeto de geração precisa cobrir, minimamente: CAPEX: os investimentos iniciais (terrenos, equipamentos, engenharia, conexão, licenças); OPEX: os custos operacionais recorrentes (manutenção, pessoal, seguros, encargos, tarifas); Custo financeiro da dívida: especialmente em um cenário de juros elevados; Margem de lucro: o projeto precisa ser lucrativo, mesmo que modestamente. Ignorar qualquer uma dessas variáveis e aceitar contratos abaixo do preço viável é cavar a própria recuperação judicial. O QUE PRECISA MUDAR NO SETOR Modelos contratuais mais robustos: PPAs com garantias reais, prazos longos e preços adequados devem ser regra, não exceção. Disciplina na precificação: vender energia abaixo do custo total é suicídio. Planejamento realista: não há glamour em construir um projeto que nunca se pagará. Apoio institucional: o excesso de burocracia, instabilidade regulatória e falta de políticas públicas comprometem a segurança do investidor. Maturidade de mercado: o mercado de energia não pode tratar a geração como uma commodity que “brota” da terra ela custa caro e exige remuneração. CONCLUSÃO A crise no setor de energia renovável, com destaque para as recuperações judiciais de Rio Alto e 2W Ecobank, evidencia fragilidades estruturais que exigem respostas urgentes. Contratos frágeis, infraestrutura limitada, instabilidade regulatória e gestão financeira deficiente colocam em risco não apenas os investidores, mas toda a cadeia do setor.  A recuperação da Renova Energia mostra que a reversão é possível com planejamento e disciplina. No entanto, a falência de uma usina afeta consumidores, credores, operadores e compromete a confiança na transição energética. Se o Brasil quer manter sua liderança em renováveis, precisa tratar a geração de energia como um negócio de longo prazo com seriedade técnica, estabilidade e visão estratégica. CRISE NO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL: RECUPERAÇÕES JUDICIAIS EXPÕEM FALHAS ESTRUTURAIS DO SETOR

  • REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM PARTE III

    Que a MP 1.300 trará o fim do desconto pra energia Incentivada, isso você já sabe (Se não sabe volta nas minhas outras postagens que você vai entender). Por Isaaque Félix, Analista de Regulação Estratégica de Mercado SR na CPFL, Tecnólogo em Gestão Empresarial, Técnico em Eletrotécnica e graduando em Engenharia Elétrica. Pós-graduado em Direito de Energia e Negócios do Setor Elétrico. REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM PARTE III Porém, o que você talvez não sabe, mas PRECISA MUITO SABER é como está sendo desenhada a proposta de portaria para regulamentar o fim da incentivada. Há no momento, uma Consulta Pública no MME, n° 187/2025, que está propondo uma portaria com regras e detalhes adicionais ao que se conhecia até então para os registros de incentivada até 31/12/25 da MP 1300. A portaria mantém o registro até 31/12/25 para garantia do desconto na TUSD, porém, com "DETALHES" adicionais: Além de registrar o contrato até 31/12/25, pela portaria você vai informar à CCEE também: 1) Montante anual do contrato em MWh, por ano civil; 2) Flex acordada: Limitada até 20% (SIM, PODERÁ AJUSTAR!) 3) UCs atreladas ao contrato, quando envolver consumo (Se mudar de Varejista, perde o desconto). Com isso, ao final de cada ano civil, a CCEE calculará o novo ENCARGO EXTRAORDINÁRIO (EE), na seguinte sequência de comparações: A soma dos registros mensais no ano e a soma das medições mensais no ano (quando houver consumo ou geração no contrato) são iguais e estão dentro da flex informada?  Se sim, não há "EE". Se não, inicia-se a segunda sequência: A maior diferença (entre a soma dos registros ou soma das medições) com relação ao montante anual informado em MWh subtraída de 5% do montante anual informado.  O residual em MWh será multiplicado por 3x o valor em R$ da cota CDE do submercado do consumidor no contrato, ou a média nacional da cota CDE caso não haja consumidor. O valor final em R$/MWh será cobrado meio a meio entre as duas partes do contrato. E detalhe... O "EE" dá um valor ALTO... Ou seja, uma vez que o "EE" utiliza a variação da medição, o gerador que vender para o consumidor estará assumindo o risco da variação do consumo da sua contraparte, assim como o consumidor assume o risco da medição do gerador e o comercializador assume o risco da medição de ambos. Como se não bastasse, ontem, foi publicada a MP 1304 que traz um teto para a CDE e cria outro novo encargo, o ENCARGO DE COMPLEMENTO DE RECURSO (ECR), que será cobrado dos beneficiários da CDE quando o orçamento da CDE passar o teto. E advinha qual será uma das categorias de beneficiários que será "chamada" para este pagamento??? Os "usuários" da energia Incentivada!!! 2 encargos pra um mesmo usuário e referentes a uma mesma energia... O "EE" e o "ECR"... Ou seja, o ACL que teve na Incentivada uma das suas maiores riquezas, agora se vê ameaçado por dois "gigantes" (EE e ECR) que podem esmagar as negociações deste tipo de Energia. E agora... quem poderá socorrer o consumidor do ACL? O congresso que irá votar as MPs? O Varejista, assumindo os encargos? Não sei... mas se eu fosse você, pensaria bem com qual empresa você está negociando hoje, ela pode não suportar o "amanhã ".... REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM PARTE III

  • EnergyChannel Apresenta: A Jornada pela Transição Energética com Camila Ramos

    No mais recente episódio do nosso programa O Mundo da Transição Energética , tivemos o privilégio de entrevistar Camila Ramos, a visionária fundadora e CEO da CELA (Clean Energy Latin America). Com vasta experiência no setor de energias renováveis, ela compartilhou conosco sua trajetória inspiradora, repleta de conquistas e desafios. EnergyChannel Apresenta: A Jornada pela Transição Energética com Camila Ramos Camila, uma referência na indústria de energia, destacou a importância da consultoria estratégica e assessoria financeira que a CELA oferece a empresas e investidores focados em energias renováveis na América Latina. A dedicação de sua equipe abrange uma variedade de soluções sustentáveis, desde biomassa até energia solar, sempre com o objetivo de reduzir as emissões de carbono e promover uma matriz energética limpa. Seu currículo notável inclui prêmios prestigiosos, como ser reconhecida entre as 100 mulheres mais influentes em sustentabilidade e participar de iniciativas que visam aumentar a voz feminina em um setor ainda predominantemente masculino. Camila enfatizou que, apesar dos avanços, o número de mulheres em posições de liderança no setor de energia ainda é alarmantemente baixo, e ela se compromete a promover a inclusão e a diversidade. Um dos pontos centrais da conversa foi a urgente necessidade de mudanças para combater a crise climática. Camila argumentou que, para alcançarmos a neutralidade de carbono até 2050, é crucial triplicar os investimentos em transição energética. Ela ressaltou que as mudanças climáticas são uma emergência global e que ações concretas precisam ser tomadas agora. A discussão se aprofundou nas oportunidades e desafios da energia do hidrogênio, uma das soluções promissoras para a descarbonização de setores difíceis. Camila revelou detalhes de um estudo recente que indica que, sem subsídios, o custo de produção de hidrogênio verde já está se tornando competitivo. No entanto, a necessidade de contratos de longo prazo e a mudança na mentalidade de compradores são essenciais para o sucesso deste mercado emergente. Ao refletir sobre o futuro, Camila expressou sua esperança e determinação em transformar o Brasil em uma potência de energias renováveis, com um foco em práticas que beneficiem a sociedade como um todo. Ela concluiu a entrevista com uma mensagem poderosa: devemos todos buscar soluções criativas para a transição energética, levando em consideração não apenas a eficiência econômica, mas também a justiça social. No EnergyChannel, continuaremos acompanhando e apoiando iniciativas que visam um futuro mais sustentável e equitativo. A mudança começa com cada um de nós, e é através de diálogos e ações que poderemos moldar um mundo mais verde. Fique atento para mais conteúdos e entrevistas inspiradoras que vão impulsionar a discussão sobre energia e sustentabilidade. EnergyChannel Apresenta: A Jornada pela Transição Energética com Camila Ramos

  • REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM - PARTE II

    💲 DESCONTO DA INCENTIVADA 💲 ✅️ Que existe uma tal de Medida Provisória (MP) com o nome de "Reforma do Setor", você já sabe (se não sabe é só ver minhas postagens anteriores que eu explico ok?). ✅️ Que ela vai "mudar o setor elétrico", isso você também já sabe. REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM - PARTE II E o que não te contaram? Bom... vamos lá! A MP 1.300/25 foi publicada dia 21/05 e é sobre ela que tudo o que se tem falado desta Reforma do Setor se baseia. Um ponto crucial desta MP é o fim do desconto da energia Incentivada para os consumidores com contratos registrados na CCEE após 31/12/25. Com isso, alguns veículos de mídia noticiaram que empresas estão registrando contratos a looongoss períodos e além disso, incentivando seus consumidores a fazerem o mesmo com a justificativa de que o desconto irá acabar após a MP. Até aqui sem novidades... ENTÃO O QUÊ NÃO TE CONTARAM⁉️ O que não te contaram, é que até o momento, o que temos é apenas a MP (que é a abreviação Medida PROVISÓRIA), ou seja, não se pode afirmar que esta MP conhecida será o texto da lei publicada e nem se a lei será aprovada. Com isso, neste momento, qual efeito na Incentivada que temos por esta MP? NENHUM... É isso que você leu mesmo... NENHUM! Até que a MP seja de fato uma lei publicada, NENHUMA REGRA MUDOU NO SETOR PARA A INCENTIVADA. 📝 Nem no seu contrato. ➡️ Nem no seu registro. 💲 Nem no seu desconto. Mas pera aí Isaaque, e se a MP for publicada como lei? 🤔🤔 Aí temos o seguinte ponto: 📍 Até 31/12/25, para os contratos registrados na CCEE o desconto estará garantido.  📍 A MP 1.300/25 terá até 120 dias (02/10/25) para ser votada no Congresso como lei, após isso, caso não seja votada ela perde a validade e seus efeitos como lei se desfazem. Com isso, abrem-se 3 possibilidades: 1️⃣ Até o dia 31/12/25, os contratos registrados na CCEE terão desconto garantido. Abrindo a "corrida do ouro 2", ou "corrida do registro". 2️⃣ A MP precisa ser votada no Congresso em até 120 dias da sua publicação (02/10/25), caso contrário ela expira e seus efeitos legais se desfazem, ou seja, volta tudo ao que era antes... 3️⃣ Com isso, entre hoje e até a votação da lei (02/10/25), os registros na CCEE ainda terão o direto ao desconto. Lembrando que se trata do desconto do consumo, pois o desconto da geração não foi afetado pelo texto da MP. 4️⃣ Uma onda de judicialização pode surgir no setor após 31/12/25 (se a MP virar lei), considerando, por exemplo, que consumidores que tenham contrato futuro de incentivada firmado, mas que ainda estão em fase de construção do seu ponto de consumo e, portanto, sem carga cadastrada, não conseguiriam registrar seus contratos no período e perderiam um desconto já precificado em seu contrato. ⚠️⚠️⚠️ MAS... PORÉM... ENTRETANTO... TODAVIA... Tudo isso considerando que a LEI SERÁ publicada E COM O TRECHO DA INCENTIVADA. Ou seja, uma vez que o prazo da MP para os registros contratuais é de até 31/12/25 e a vigência da própria MP para ser aprovada como lei é de até 02/10/25, a MP AINDA NÃO TEM QUALQUER EFEITO LEGAL SOBRE O SETOR NO TOCANTE A INCENTIVADA.  Só se, de fato, ela virar lei, ok? E se de fato o trecho da incentivada estiver lá apeovad como lei, aí sim voltamos a falar... REFORMA DO SETOR ELÉTRICO - O QUE NÃO TE CONTARAM - PARTE II

  • Energy Expedition: Relembre a Primeira Temporada da Série Documental sobre a Transição Energética Global e Conheça os Planos da Nova Fase

    Por EnergyChannel | Especial Documentário Em um cenário global cada vez mais pressionado pelas demandas da transição energética e da descarbonização da economia, o papel da informação e da comunicação se torna estratégico. É nesse contexto que o EnergyChannel , mídia oficial da série documental Energy Expedition , relembra os principais momentos da primeira temporada do projeto , exibida em mais de 60 países , e antecipa o que vem por aí na nova fase da série, com estreia confirmada para novembro de 2025 . Energy Expedition: Relembre a Primeira Temporada da Série Documental sobre a Transição Energética Global e Conheça os Planos da Nova Fase Como foi a primeira temporada: Solar Expedition Lançada sob o título original de Solar Expedition , a primeira temporada da série teve como foco principal mostrar a expansão da energia solar fotovoltaica  e as iniciativas que estão acelerando a transição energética em diversos países. O documentário percorreu alguns dos principais mercados do setor, conectando culturas, políticas públicas e tecnologias que impulsionam a transformação da matriz energética global. Países visitados na primeira temporada: Brasil  – Projetos solares em larga escala e energia para comunidades isoladas. Estados Unidos  – Expansão da energia solar residencial e corporativa. Alemanha  – Liderança em integração de renováveis e políticas de incentivo. Emirados Árabes Unidos  – O emblemático episódio gravado em Dubai, mostrando a Sustainable City , uma comunidade com abastecimento 100% solar, inclusive com instalação de carports, telhados solares e fachadas fotovoltaicas. China e Japão  – Avanços tecnológicos e a indústria de painéis solares. Austrália  – O papel da energia solar em microrredes e soluções para regiões remotas. Dubai e a Sustainable City: um marco da série O episódio gravado em Dubai , nos Emirados Árabes Unidos, foi um dos grandes destaques da primeira temporada. A série mostrou em detalhes como funciona a Sustainable City , um projeto pioneiro no Oriente Médio que combina geração solar, mobilidade elétrica, eficiência energética e construção sustentável, mesmo em um dos climas mais desafiadores do planeta. Episódio Dubai completo A instalação de 10 megawatts em capacidade solar  atendeu 100% das necessidades de energia para áreas comuns, iluminação pública, sistemas de irrigação e infraestrutura comunitária. Essa abordagem inovadora serviu como inspiração para outros projetos sustentáveis na região do Golfo e marcou um dos episódios mais assistidos da série. Chegando a mais de 60 países A primeira temporada da Solar Expedition  foi distribuída globalmente com versões em inglês, português e espanhol , alcançando um público amplo por meio de plataformas como: Amazon Prime Video Apple TV Google Play Distribuição internacional via Bitmax Vem aí a segunda temporada: Energy Expedition Agora, em 2025, o projeto evolui e ganha um novo nome e uma abordagem ainda mais abrangente: Energy Expedition . Se na primeira temporada o foco foi a expansão da energia solar, a nova série irá explorar as conexões entre as diferentes tecnologias que estão moldando o futuro da energia, como: Armazenamento de energia e baterias inteligentes Hidrogênio verde Mobilidade elétrica Energia eólica e solar BIPV (integrada à construção) Eficiência energética e cidades inteligentes Microrredes e soluções off-grid O objetivo da nova temporada O Energy Expedition pretende mostrar como a integração das fontes renováveis está acelerando a descarbonização da economia mundial  e ajudando a construir um sistema energético mais resiliente e sustentável. “O futuro da energia já começou. A série revela os caminhos da transição energética global e como diferentes soluções estão se conectando para transformar a forma como o mundo produz, armazena e consome energia.” A estreia global da segunda temporada está marcada para novembro de 2025 , com novas locações, novos temas e uma narrativa ainda mais atual sobre o desafio climático e energético da nossa geração. Assista, relembre e prepare-se para a nova jornada O EnergyChannel , como mídia oficial da série, continuará acompanhando cada etapa dessa produção e trará ao público conteúdos exclusivos sobre a Energy Expedition .Se você quer entender as transformações do setor e conhecer as inovações que estão moldando a matriz energética do futuro, essa é uma jornada que você não pode perder. Energy Expedition: Relembre a Primeira Temporada da Série Documental sobre a Transição Energética Global e Conheça os Planos da Nova Fase

  • Segurança Energética em 2025: O Mundo Está Melhor Preparado Para Crises?

    Por EnergyChannel | Cobertura Especial 16 de julho de 2025 –  Em meio a um cenário global marcado por conflitos geopolíticos, crises climáticas e oscilações de mercado, a segurança energética  voltou ao topo da agenda dos governos. Mas a pergunta que surge é: o mundo está realmente mais preparado hoje para enfrentar riscos no fornecimento de energia do que estava no passado? Segurança Energética em 2025: O Mundo Está Melhor Preparado Para Crises? A resposta, segundo especialistas e dados atualizados da Agência Internacional de Energia (AIE) , parece ser sim – mas com ressalvas . A complexidade do sistema energético atual exige uma visão mais ampla e integrada do que jamais foi necessária. Do Petróleo à Cibersegurança: Como Evoluiu a Defesa da Energia A referência histórica mais conhecida quando o assunto é segurança energética remonta à crise do petróleo de 1973 . Naquela época, poucos países possuíam políticas de emergência estruturadas. O resultado foi uma crise global, que expôs a vulnerabilidade das economias dependentes de combustíveis fósseis importados. Hoje, o panorama mudou consideravelmente. Segundo o Global Energy Policies Hub , plataforma de monitoramento da AIE lançada em outubro de 2024 e atualizada anualmente, mais de 84 países já adotaram políticas de segurança energética consolidadas , cobrindo cerca de 90% da demanda mundial de energia . Esse avanço inclui: Reservas estratégicas de petróleo  obrigatórias, equivalentes a 90 dias de importações líquidas. Diversificação das matrizes energéticas , com maior participação de fontes renováveis e gás natural. Programas de eficiência energética  para reduzir a demanda e mitigar impactos em situações de crise. Planos de resposta a emergências , que vão além do petróleo e passam a abranger também energia elétrica, gás e até o setor de armazenamento de energia. Novos Riscos, Novos Desafios Apesar do progresso, o cenário de 2025 traz desafios inéditos que os governos precisam enfrentar . O sistema energético mundial tornou-se mais interconectado e digitalizado, o que amplia o leque de vulnerabilidades: Ameaças cibernéticas  a redes elétricas e sistemas de controle de infraestrutura crítica. Mudanças climáticas , que provocam eventos extremos capazes de desestabilizar a geração e distribuição de energia. Riscos na cadeia de fornecimento de energia limpa , como escassez de matérias-primas essenciais para a fabricação de baterias, painéis solares e equipamentos de armazenamento. Esses riscos emergentes foram debatidos em profundidade durante a Cúpula sobre o Futuro da Segurança Energética , realizada em abril de 2025, reunindo líderes globais e especialistas em energia. O Caminho à Frente: Resiliência e Colaboração A grande lição dos últimos 50 anos, desde a fundação da AIE em 1974, é que a segurança energética depende de preparo contínuo e atualização constante das políticas públicas . Não basta mais armazenar petróleo ou ter contratos diversificados de gás: hoje é preciso pensar em resiliência climática, proteção digital e estabilidade das cadeias de suprimento de energia limpa. A tendência global aponta para uma abordagem mais colaborativa e integrada, combinando ações locais com acordos multilaterais. O monitoramento em tempo real e o compartilhamento de informações estratégicas entre os países serão peças-chave nesse novo cenário. O Que Isso Significa Para o Brasil? No contexto brasileiro, a diversificação da matriz elétrica com fontes renováveis – como hídrica, solar e eólica – coloca o país em posição de destaque, mas também impõe desafios. A dependência de hidrelétricas, por exemplo, pode ser um fator de risco em anos de seca. Além disso, o Brasil precisa fortalecer sua infraestrutura de armazenamento e modernizar seus sistemas de transmissão para aumentar a resiliência. A adaptação a esse novo paradigma global é essencial para garantir a segurança energética nacional e manter a competitividade no cenário internacional. Segurança Energética em 2025: O Mundo Está Melhor Preparado Para Crises?

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