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Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades

MME destaca critérios para novos acordos; Paraguai, Argentina, Chile e Uruguai apresentam limites estruturais, regulatórios e operacionais


Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades
Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades

Campinas, 27 de novembro de 2025 – O Ministério de Minas e Energia – MME trouxe novos elementos sobre a expansão da integração elétrica regional durante o segundo dia do Encontro Anual do Mercado Livre de Energia (EAML 2025), organizado pela Informa Markets em coorganização com a Associação Brasileira de Comercializadores de Energia ABRACEEL. O governo informou que mantém o recebimento de 120 MW médios do Paraguai no âmbito dos acordos bilaterais vigentes e reforçou que segurança energética é o ponto de partida para qualquer avanço.

 

Segundo Cristiano Augusto Trein, Diretor do Departamento de Políticas para o Mercado do MME, a integração só evolui quando sustentada pela confiabilidade das interconexões. “Não há integração se a segurança energética não for rigorosamente respeitada”, afirmou. Ele observou que a previsibilidade nas trocas internacionais é essencial: “Precisamos ter capacidade de trocar energia de maneira confiável; se um suprimento é cortado, perde-se a confiança”.

 

A discussão trouxe dados estruturais apresentados pelo Chile. Segundo Rodrigo Moreno, Chefe de Ensino do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidad de Chile, experiências internacionais mostram que a coordenação de sistemas melhora resultados ambientais, operacionais e econômicos. “Energia mais limpa, menores emissões e operação mais eficiente são resultados que melhoram quando coordenamos os países da região”, afirmou.

 

A necessidade de reforçar o fluxo entre Brasil e Paraguai apareceu de forma clara. De acordo com Fábio Lucantonio, Diretor de Recursos Energéticos do Viceministério de Minas y Energía, o país pode atingir o limite de sua capacidade de geração até 2030. “Vamos precisar de nova geração”, disse. Ele explicou que a interconexão atual é unidirecional: “Pode mandar para o Brasil, mas não pode mandar do Brasil para o Paraguai”. Lucantonio reforçou o peso econômico da cooperação: “O capex da integração é muito menor que o capex da nova geração”.

 

Os aspectos operacionais foram aprofundados pela Argentina. Juan Alberto Luchilo, Gerente de Análise e Controle Global da Cammesa, destacou que, apesar do bom funcionamento das operações semanais e do apoio em emergências, barreiras comerciais ainda limitam a aceitação de ofertas mais competitivas. “Existem limitações que impedem a aceitação de ofertas mais baratas”, afirmou, apontando que contratos de gás e condições econômicas locais reduzem o aproveitamento das oportunidades.

 

O Uruguai defendeu ajustes regulatórios para ampliar o uso das complementaridades regionais. Para Andrés Osta, Diretor da Divisão de Assuntos Regulatórios do Ministério da Indústria, Energia e Mineração, é necessário revisar o tratamento dado às importações. “Uma integração plena deveria considerar ofertas de importação da mesma forma que geradores internos”, disse. O país também vê espaço para mecanismos que valorizem a flexibilidade das hidrelétricas brasileiras em momentos de oferta barata na região.

 

Ao reunir as diferentes perspectivas, o painel apontou três fatores essenciais para o avanço da integração energética no Cone Sul: infraestrutura de transmissão capaz de garantir confiabilidade, regras comerciais que permitam o fluxo competitivo e estabilidade regulatória para sustentar acordos bilaterais mais amplos.


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