đ HidrogĂȘnio em Movimento: GWM FTXT Traz ao Brasil o Primeiro CaminhĂŁo a CĂ©lula a CombustĂvel para Testes e Validação TecnolĂłgica
- Energy Channel Global

- Sep 26, 2025
- 2 min read
Por EnergyChannel | Entrevista: Ricardo HonĂłrio
O hidrogĂȘnio deixou de ser promessa para se tornar realidade â e o Brasil estĂĄ prestes a dar um passo importante nessa direção. Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel, o jornalista Ricardo HonĂłrio conversou com Davi Lopes, Ph.D., Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, e com o consultor EustĂĄquio Sirolli, MSc., especialista em veĂculos a hidrogĂȘnio e cĂ©lulas a combustĂvel, sobre o futuro da mobilidade limpa no paĂs.

Durante o bate-papo, Davi revelou que a GWM trouxe ao Brasil o primeiro caminhĂŁo pesado movido a cĂ©lula a combustĂvel de hidrogĂȘnio â um modelo de 49 toneladas â para testes em condiçÔes reais no paĂs. âQueremos provar que o hidrogĂȘnio nĂŁo Ă© apenas um sonho. Ă uma tecnologia madura, jĂĄ em operação em larga escala na China, e agora estamos validando sua aplicação no mercado brasileiroâ, destacou.
TrĂȘs pilares para o hidrogĂȘnio no Brasil
Segundo Davi, a estratĂ©gia da GWM no Brasil estĂĄ baseada em trĂȘs pilares principais:
Inovação: demonstrar que a tecnologia de cĂ©lula a combustĂvel estĂĄ pronta para operar em diferentes modais.
Nacionalização: avaliar fornecedores e oportunidades de produção local de componentes.
Academia:Â engajar universidades e centros de pesquisa para estudar o desempenho da tecnologia em solo brasileiro.
âQueremos que o Brasil se torne um polo de desenvolvimento em hidrogĂȘnio, integrando indĂșstria, governo e academiaâ, afirmou o executivo.
Ănibus, caminhĂ”es e atĂ© navios
AlĂ©m do caminhĂŁo, a agenda da GWM inclui o desenvolvimento de ĂŽnibus e navios movidos a hidrogĂȘnio. A empresa jĂĄ acumula mais de 40 milhĂ”es de quilĂŽmetros rodados com veĂculos a cĂ©lula a combustĂvel em operação na China. âEstamos falando de uma solução comprovada. O Brasil agora tem a oportunidade de se inserir nessa transição energĂ©ticaâ, reforçou Davi.
Descarbonização e saĂșde pĂșblica
Para EustĂĄquio Sirolli, o impacto do hidrogĂȘnio vai muito alĂ©m da redução de emissĂ”es de COâ:
âEstamos falando de melhorar a qualidade do ar, reduzindo gases nocivos Ă saĂșde, como NOx e material particulado. Isso significa menos casos de doenças respiratĂłrias e cardiovasculares, principalmente em grandes centros urbanosâ, explicou.
Desafios e prĂłximos passos
Apesar do avanço, ainda hĂĄ desafios para viabilizar a tecnologia no Brasil. A principal barreira Ă© a infraestrutura de abastecimento. âO prĂłximo passo Ă© instalar estaçÔes de hidrogĂȘnio (HRS) nas principais capitais, como SĂŁo Paulo e Rio de Janeiro, para permitir testes em rotas de alta circulaçãoâ, disse Davi.
Ele adiantou que outubro e novembro serĂŁo meses decisivos, com eventos e demonstraçÔes que devem marcar o inĂcio de uma nova fase para o hidrogĂȘnio no paĂs.
O hidrogĂȘnio como peça-chave da transição energĂ©tica
Tanto Davi quanto EustĂĄquio reforçam que nĂŁo existe uma Ășnica solução para a descarbonização. âA energia do futuro serĂĄ plural. O hidrogĂȘnio Ă© mais uma ferramenta no portfĂłlio de tecnologias que vĂŁo compor a matriz limpa do Brasilâ, concluiu Davi.
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