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Mercado de eletrolisadores dispara e projeta salto para US$ 14,4 bilhões até 2031

O setor global de eletrolisadores entrou em uma fase de expansão sem precedentes, impulsionado pela corrida mundial para produzir hidrogênio de baixo carbono em larga escala. Novos levantamentos analisados pelo EnergyChannel indicam que o mercado, estimado em cerca de US$ 2 bilhões em 2025, deve alcançar US$ 14,48 bilhões até 2031, avançando a uma taxa anual média próxima de 38%.


Mercado de eletrolisadores dispara e projeta salto para US$ 14,4 bilhões até 2031
Mercado de eletrolisadores dispara e projeta salto para US$ 14,4 bilhões até 2031

O movimento reflete uma combinação de fatores estratégicos: maior demanda da indústria pesada, integração com parques renováveis, metas de descarbonização e o surgimento de grandes hubs de hidrogênio em diferentes continentes.


Tecnologias ganham escala e novos modelos avançam


Entre as soluções disponíveis no mercado, os eletrolisadores alcalinos continuam liderando a adoção global. Trata-se da tecnologia mais consolidada, que combina custos competitivos e robustez para aplicações industriais que exigem produção contínua.


Ao mesmo tempo, os sistemas PEM (Proton Exchange Membrane) ampliam sua presença, especialmente em operações que dependem de respostas rápidas a variações de energia como plantas conectadas a eólicas e solares e na fabricação de hidrogênio de alta pureza.


A partir de 2025, um novo protagonista começa a ganhar destaque: a eletrólise AEM (Anion Exchange Membrane). Essa tecnologia híbrida combina elementos dos dois modelos tradicionais, prometendo eficiência semelhante aos eletrolisadores PEM com custos mais próximos dos sistemas alcalinos. A expectativa é que a AEM registre o crescimento mais acelerado da década, favorecendo aplicações distribuídas, pequenas plantas industriais e novos usos de hidrogênio voltados ao transporte.


Europa acelera corredores de hidrogênio e puxa a demanda


O continente europeu desponta como o mercado de expansão mais rápida. A região vive uma onda coordenada de projetos estruturantes, que inclui:

  • corredores internacionais de hidrogênio, conectando países e polos industriais;

  • instalações de armazenamento em larga escala;

  • novos distritos industriais preparados para hidrogênio verde;

  • incentivos públicos que vão desde licitações nacionais até Contratos por Diferença (CfDs) e programas estratégicos de financiamentos continentais.


Iniciativas voltadas a combustíveis sintéticos para aviação, descarbonização do transporte marítimo e redes de aquecimento urbano também aceleram a procura por eletrolisadores no continente. Em resposta, fabricantes europeus expandem suas linhas de produção e implantam gigafábricas para atender à nova demanda.


Competição global se intensifica com fusões e expansão industrial


O avanço do hidrogênio verde tem estimulado movimentos estratégicos entre os principais fabricantes do setor.


Empresas globais fortalecem portfólios tecnológicos, disputam contratos multibilionários e ampliam capacidades produtivas.

Em 2025, um dos acontecimentos de maior impacto foi a expansão tecnológica da thyssenkrupp nucera, que incorporou novos ativos de eletrólise alcalina pressurizada, reforçando sua estratégia industrial e aumentando seu alcance em mercados emergentes.


A John Cockerill também ampliou sua atuação internacional. Por meio da subsidiária asiática, firmou um acordo para acelerar projetos de hidrogênio e amônia na Ásia, reforçando um portfólio que já reúne dezenas de patentes e histórico de grande participação nas entregas globais de equipamentos alcalinos.

Fabricantes como Siemens Energy, Nel e Cummins seguem adotando estratégias semelhantes, combinando parcerias, acordos industriais e expansões de fábricas para garantir presença relevante no novo cenário energético global.


Um mercado decisivo para a economia do hidrogênio


Com projeções robustas, evolução tecnológica acelerada e metas climáticas pressionando governos e empresas, o mercado de eletrolisadores passa a ocupar papel estratégico na transição energética. A capacidade global instalada até 2031 deverá definir não apenas o preço do hidrogênio verde, mas também a competitividade de setores como aço, fertilizantes, mineração, logística e transporte pesado.


A corrida já começou e os próximos anos serão decisivos para determinar quem dominará a infraestrutura crítica da economia do hidrogênio.


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