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  • Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste

    O Aeroporto Internacional de Natal iniciou um movimento estratégico para redefinir seu modelo energético: a construção de uma usina solar própria de 5 MW, projeto que marca um dos maiores avanços da aviação regional rumo à autossuficiência elétrica. Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste A iniciativa coloca o terminal potiguar na lista dos aeroportos que adotam geração renovável como infraestrutura essencial e não apenas complementar. Uma virada para energia limpa no setor aeroportuário Com investimento previsto de R$ 24 milhões , o empreendimento está sendo desenvolvido em uma área próxima ao terminal e terá capacidade suficiente para suprir 100% da demanda elétrica operacional  do aeroporto ao longo do ano. Quando concluído, o sistema evitará emissões significativas de CO₂ e reduzirá custos de operação no longo prazo um dos principais objetivos de aeroportos que buscam competitividade e eficiência energética. Obras em ritmo acelerado As obras começaram no final de novembro e têm prazo estimado de dez meses  para conclusão. O projeto contempla a instalação de milhares de módulos fotovoltaicos, inversores de alta eficiência e um sistema de monitoramento inteligente, alinhado às exigências técnicas para operação em ambientes aeroportuários. A execução está sob responsabilidade da WSO Solar , empresa sediada em Natal e especializada em soluções fotovoltaicas de grande porte. A companhia já atua em projetos similares no país e tem ampliado sua presença no segmento de energia para infraestrutura crítica. Tendência global que chega com força ao Brasil A adoção de usinas solares por aeroportos tem crescido em todo o mundo, combinando redução de custos, estabilidade energética e metas de descarbonização. No Brasil, o movimento ganha tração com iniciativas como a que está em desenvolvimento em Natal e com estruturas menores, como a usina de 1 MW instalada no aeroporto de Macaé (RJ). O novo sistema no Rio Grande do Norte, porém, eleva o padrão regional ao adotar uma potência mais robusta, capaz de tornar o terminal energeticamente independente e menos vulnerável às oscilações da rede tradicional. Impacto para passageiros e para o estado Além de melhorar a sustentabilidade da operação, o projeto deve fortalecer a imagem do aeroporto como ativo estratégico para o turismo e para a economia potiguar. A iniciativa também abre espaço para futuras expansões e projetos complementares de eletrificação e eficiência. O que vem agora Nos próximos meses, equipes técnicas avançam com terraplenagem, instalação das bases metálicas e montagem dos painéis. A expectativa é que os testes de operação iniciem antes do fim do prazo total das obras, permitindo que o aeroporto comece a integrar a energia solar à rotina operacional de forma gradual. Com essa implantação, o Aeroporto de Natal entra para o grupo de terminais brasileiros que assumem protagonismo na transição energética e reforça o papel do Nordeste como referência nacional em geração fotovoltaica. Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste

  • Alta demanda acelera a modernização dos data center's e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética

    A necessidade de reduzir desperdícios e ampliar capacidade computacional coloca a refrigeração e otimização térmica no centro das estratégias de eficiência do setor. Alta demanda acelera a modernização dos data centers e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética A expansão acelerada da digitalização e de Inteligência Artificial está impulsionando um crescimento expressivo no setor de data centers. A projeção global, segundo aponta o recente relatório da AIE – Agência Internacional de Energia sobre Inteligência Artificial, indica que, até 2030, a demanda energética desses ambientes deve dobrar, passando a representar 3% de todo o consumo mundial de energia elétrica. Com esse avanço, a eficiência energética tornou-se prioridade absoluta para um segmento que precisa escalar capacidade computacional sem ampliar na mesma proporção seu consumo de recursos. A Danfoss, multinacional dinamarquesa, apresenta soluções que vêm ganhando força nesse contexto, entre elas está o liquid cooling. Sistemas fechados de liquid cooling conseguem elevar a eficiência energética em 15% e se destacam por sua capacidade superior de remover o calor gerado pelos equipamentos. Além disso, o processo facilita o reaproveitamento térmico, permitindo que o calor residual seja tratado como um recurso útil para aplicações industriais ou de aquecimento, em vez de ser simplesmente descartado. De acordo com Zachary Dominique, Global Head of Data Centers Sales da Danfoss Climate Solutions, a adoção de tecnologias eficientes é guiada por três pilares centrais: “ Aumentar a eficiência energética, reduzir o uso de água e reaproveitar o calor produzido na operação. Soluções já disponíveis no mercado conseguem atender a esses três objetivos ao mesmo tempo, abrindo caminho para data centers mais sustentáveis e preparados para lidar com a crescente demanda por processamento ”, explica. A Danfoss se posiciona como uma parceira estratégica nesse processo de evolução. A empresa oferece tecnologias de refrigeração e de recuperação de calor projetadas para atender às necessidades específicas dos data centers, com uma abordagem de ponta a ponta voltada à otimização energética. A proposta é apoiar operadores na criação de infraestruturas mais eficientes, capazes de acompanhar a expansão da computação de forma responsável. De acordo com o executivo da Danfoss, a construção de soluções de alta performance exige um ecossistema integrado, em que diferentes empresas atuam conjuntamente no desenvolvimento, otimização e implementação das tecnologias. Modelos de co-criação permitem acelerar a entrega de componentes e sistemas mais eficientes, ampliando a confiabilidade e a capacidade operacional dos data centers. “Estamos diante de um momento em que a eficiência não é opcional. Ao trabalharmos juntos, conseguimos impulsionar tecnologias que aumentam a eficiência, ampliam a capacidade e ajudam a tornar os data centers mais sustentáveis”,  afirma Dominique. A perspectiva para os próximos anos é clara:  “tecnologias atuais já permitem aumentar a eficiência energética, expandir a capacidade de computação e escalar rapidamente a operação dos data centers. O compromisso da Danfoss é contribuir para que esse avanço ocorra de forma cada vez mais eficiente e sustentável, alinhado às exigências da nova economia digital”,  finaliza. Alta demanda acelera a modernização dos data centers e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética Alta demanda acelera a modernização dos data center's e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética

  • MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR

    Por Arthur Oliveira Tornou-se recorrente a busca por uma suposta energia a R$ 180/MWh para 2026, apresentada como solução garantida e de preço fixo uma expectativa que, na prática, não se sustenta no mercado. MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR A resposta é sempre a mesma: esse preço não existe e nunca vai existir de forma sustentável. Quem oferece sabe que não vai entregar, porque nenhuma empresa sobrevive comprando energia por 10 e revendendo por 9. É matemática elementar.  Considerando hidrologia, encargos regulatórios, expansão renovável e curva real de preços, o resultado é cristalino: 2026 será mais caro que 2025. Não é opinião, é fato já precificado pelo mercado.  O QUE OS NÚMEROS REAIS ESTÃO MOSTRANDO HOJE  Na última semana útil antes de dezembro de 2025, o contrato convencional para o primeiro trimestre de 2026 subiu 9,28% e fechou a R$ 262,79/MWh. A energia incentivada 50% já bateu R$ 291,77/MWh, segundo a BBCE. Isso não é ruído, é tendência. A Anace estima que os novos encargos setoriais, custo de transmissão e antecipação de usinas de reserva vão acrescentar até R$ 65/MWh ao custo final do consumidor livre. A TUSD para indústrias já foi reajustada em 18,5% em algumas regiões. A NOAA confirma La Niña fraco com 70% de probabilidade até fevereiro de 2026, o que significa chuvas irregulares no Sul e Sudeste exatamente onde estão 60% dos reservatórios.  Some tudo isso à liquidez altíssima nos contratos de 2026 e você entende por que o mercado inteiro está correndo para travar volume agora.  CENÁRIOS REALISTAS  Esqueça o cenário de energia barata. Ele tem probabilidade próxima de zero. Após cruzar hidrologia com regulação, renováveis com demanda e preços atuais com projeções de longo prazo, chegamos aos seguintes cenários para 2026:  O CENÁRIO MAIS PROVÁVEL (65% de chance) é o de pressão sustentada. Preços médios entre R$ 260 e R$ 290/MWh no convencional e entre R$ 290 e R$ 330/MWh na incentivada 50%. Isso representa aumento real de 12% a 18% em relação a 2025.  Há um CENÁRIO DE ESTABILIDADE TENSA (25% de chance) caso tenhamos hidrologia neutra e entrada forte de renováveis. Nesse caso os preços ficariam entre R$ 220 e R$ 250/MWh no convencional, ainda assim mais caro que 2024 e 2025.  O CENÁRIO DE VOLATILIDADE EXTREMA (10% de chance) traria oscilações brutais, com momentos abaixo de R$ 200/MWh e picos acima de R$ 320/MWh.  Quem depender só do mercado spot pode ver contas saltarem entre 50 e 70% em meses críticos.  A previsão base realista, considerando todos os cruzamentos, aponta para R$ 250/MWh médio no convencional e R$ 290/MWh na incentivada 50%, com 60% de chance de ficar acima disso se a hidrologia for apenas mediana.  O IMPACTO NO BOLSO DE UMA INDÚSTRIA MÉDIA  Para uma empresa com consumo médio de 5 a 10 MW, o cenário mais provável significa entre R$ 2,5 milhões e R$ 3,5 milhões a mais na conta de energia em 2026 comparado a 2025. No cenário de volatilidade extrema, esse valor pode chegar a R$ 4 milhões ou mais em anos ruins. É dinheiro que sai direto do lucro ou vai para o preço final do produto.  O QUE FAZER AGORA AÇÕES CONCRETAS E REALISTAS  Contrate hoje o máximo de volume que o orçamento comportar, mesmo que o preço esteja entre R$ 255 e R$ 295/MWh. É infinitamente melhor pagar 12-15% a mais do que você sonhava do que 40-60% a mais no spot quando chegar 2026.  Dê preferência absoluta a contratos com modulação sazonal ou mensal. Essa flexibilidade permite reduzir volume nos meses caros e aumentar nos meses eventualmente mais baratos.  Avalie com seriedade autoprodução solar com ou sem bateria, ou parceria em pequenas centrais hidrelétricas e usinas fotovoltaicas com equity. Para cargas acima de 4-5 MW médio, a APE irá proteger o consumidor contra desgastes futuros.  Fuja como o diabo da cruz de qualquer proposta boa demais para ser verdade. Energia incentivada 50% a R$ 180-200/MWh para 2026 com contrato longo é sinônimo de calote ou falência da trading antes da entrega.  Considere travar parte do volume em 2027 e 2028. Em vários momentos o mercado está precificando esses anos mais barato que 2026 é oportunidade real de reduzir o custo médio da década.  SEM RODEIOS  2026 não será o ano da energia barata. Será o ano em que apenas quem tomou decisões consistentes em 2025 conseguirá conviver com um custo elevado, porém previsível. Quem aguardou por milagres enfrentará um cenário mais caro, mais volátil e possivelmente sem disponibilidade firme de contrato.  A solução continua sendo a combinação de realismo e estratégia: contratar o que é possível agora, estruturar proteção via hedge e considerar seriamente a autoprodução como mecanismo de estabilidade de longo prazo.  Se desejar, posso elaborar em 24 horas três cenários quantitativos otimista, base e pessimista — com o impacto direto no fluxo de caixa da sua empresa entre 2026 e 2028. Basta enviar o consumo mensal e a posição contratada atual.  O tempo da espera acabou. O que resta são decisões inteligentes.  MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR

  • Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services

    Essa expansão reforça sua atuação no Brasil, ao oferecer às organizações suporte estratégico para transformar seus desafios de sustentabilidade, energia e digitalização em resultados concretos e mensuráveis Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services São Paulo, dezembro de 2025 –  A  Schneider Electric , líder global em tecnologia de energia, anuncia a SE Advisory Services, uma evolução estratégica que amplia sua já consolidada consultoria em energia e sustentabilidade. Essa iniciativa reforça a missão da empresa de acelerar a transição energética e a resiliência dos negócios, oferecendo uma abordagem ainda mais integrada e orientada por tecnologia. A SE Advisory Services é o resultado de um legado sólido, construído ao longo de mais de três décadas de experiência em consultoria estratégica, nas áreas de energia e sustentabilidade. Esse histórico já ajudou centenas de organizações – inclusive mais de 20% das maiores empresas brasileiras em faturamento e mais de 40% da Fortune Global 500 a superarem desafios complexos em energia, sustentabilidade e digitalização. Com a demanda mundial por eletricidade projetada para crescer mais de 3% ao ano até 2030, a jornada rumo à descarbonização vem adicionando novas camadas de complexidade às operações empresariais. Ao mesmo tempo, o panorama comercial internacional e as cadeias de suprimentos cada vez mais intricadas impõem pressão adicional sobre as companhias. Diante desse contexto, torna-se essencial uma abordagem que una conhecimento especializado, tecnologia avançada e capacidade de execução e é para preencher essas lacunas que surge a SE Advisory Services: uma resposta estruturante, que busca apoiar as empresas na transição para uma economia baixa em carbono, na gestão de riscos e no fortalecimento da resiliência, bem como na otimização de processos, infraestruturas, operações e cadeias de suprimentos, ajudando-as a prosperarem em um mundo em rápida transição. “ Tempos de incerteza pedem, acima de tudo, clareza e domínio sobre o que se pode controlar. Por isso, reunimos nossas capacidades de consultoria de âmbito mundial para permitir que nossos clientes atuem com mais agilidade e confiança, superando desafios urgentes em energia, sustentabilidade e tecnologia ”, afirma Frédéric Godemel, vice-presidente Executivo de Gestão de Energia da Schneider Electric. “ Os serviços de consultoria já faziam parte da nossa oferta e se mostraram muito valiosos no passado. Agora, estamos aperfeiçoando essa atuação para proporcionar clareza e um caminho definido rumo ao net-zero ”, sustenta Godemel.  Para Mathieu Piccin, diretor de Negócios Sustentáveis para a América Latina na SE Advisory Services,  “ com a SE Advisory Services consolidamos nossa capacidade de apoiar as organizações latino-americanas na transição rumo a modelos de baixo carbono, enfrentando riscos climáticos, energéticos e regulatórios, acelerando estratégias de descarbonização, ESG e adaptação, e integrando soluções digitais que fortalecem a sustentabilidade, a resiliência operacional e a competitividade. Em um cenário em que as negociações globais sobre o clima avançam mais lentamente do que o necessário, como evidenciado na COP30, acreditamos que o setor privado tem papel decisivo na liderança da ação climática. Estamos prontos para ajudar empresas brasileiras a transformarem desafios em oportunidades por meio de nosso modelo de consultoria exclusivo, que combina estratégia, tecnologia inteligente e uma capacidade de implementação global desde o primeiro passo, garantindo resultados mais ágeis e eficazes em mitigação e adaptação às mudanças climáticas ”, explica.  Redefinindo a experiência de consultoria A SE Advisory Services representa uma evolução nas competências de consultoria em energia e sustentabilidade da Schneider Electric, ampliando o escopo tradicional, consolidando os softwares com IA nativa e a capacidade global de implementação de projetos. Essa atuação completa integra um portfólio em expansão de soluções de alta demanda, a fim de ajudar empresas a fortalecerem processos, infraestrutura, operações e cadeias de valor para o presente e o futuro por meio de serviços ágeis, inteligentes e conectados, que aceleram as transições energética e digital. A consultoria apoia tanto estratégias e programas corporativos globais e regionais quanto iniciativas locais, no nível das operações, abrangendo empresas de todos os setores, com foco em quatro frentes principais: Transformação Sustentável de Empresas : apoia a jornada rumo a uma economia de baixo carbono, desde a medição de emissões, a definição de estratégias, metas e planos de descarbonização e de ESG até a execução de ações que incluem digitalização, eletrificação de processos, aquisição de energias renováveis, infraestrutura baixa em carbono, economia circular, soluções baseadas na natureza e compensação de emissões. Gestão de Riscos e Resiliência : protege as organizações a contra volatilidade energética,  os riscos climáticos e as interrupções operacionais, reduzindo o tempo de inatividade e fortalecendo os sistemas conectados. Desempenho de Recursos e Ativos : avalia recursos e sistemas de maneira estratégica, com o intuito reduzir desperdícios e liberar investimentos para o crescimento. Software Inteligente : disponibiliza soluções com inteligência artificial (IA) nativa, fundamentadas nos conceitos da IA frugal e nas mais de três décadas de expertise consultiva da Schneider Electric, para conectar fluxos de trabalho fragmentados e transformar dados em ações estratégicas. Uma abordagem completa para tecnologia e energia As capacidades de consultoria da SE Advisory Services atuam de forma coordenada, estimulando o melhor desempenho em toda a organização, abordando fatores que vão da descarbonização, da economia circular e do engajamento da cadeia de suprimentos à transformação digital e governança corporativa. Essa visão sistêmica tem sido fundamental para ajudar os clientes a transformar metas em impacto real. O portfólio abrangente de soluções da Schneider Electric levou-a a ser reconhecida como  Líder em serviços de transição energética na avaliação IDC MarketScape Worldwide Energy Transition Professional Services 2025 , em agosto deste ano. Sobre a SE Advisory Services A SE Advisory Services ajuda as organizações a transformar metas ousadas nas áreas de sustentabilidade, energia e digitalização em impactos mensuráveis. Parte da Schneider Electric, a empresa mais sustentável do mundo, ela combina conhecimento especializado com sua capacidade de implementação global e seu portfólio de software nativo de inteligência artificial, a fim de impulsar a transformação nos âmbitos de gestão de energia e riscos, descarbonização, soluções baseadas na natureza, eficiência operacional e inovação digital. Com atuação em mais de 100 países, transforma desafios complexos em vantagem competitiva. Para saber mais sobre as soluções da SE Advisory Services, acesse  SEadvisoryservices.com Sobre a Schneider Electric A Schneider Electric é líder global em tecnologia de energia, promovendo  eficiência  e  sustentabilidade  por meio da eletrificação, automação e digitalização de indústrias, negócios e residências. Suas tecnologias permitem que  edifícios ,  data centers ,  fábricas ,  infraestruturas  e  redes  funcionem como ecossistemas abertos e interconectados, aumentando desempenho, resiliência e sustentabilidade. O portfólio inclui dispositivos inteligentes, arquiteturas definidas por software, sistemas impulsionados por inteligência artificial, serviços digitais e consultoria especializada. Com 160 mil colaboradores e 1 milhão de parceiros em mais de 100 países, a Schneider Electric é constantemente reconhecida como  uma das empresas mais sustentáveis do mundo . Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services

  • Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial

    Executivo traz 15 anos de experiência e histórico robusto em vendas e negociação no setor elétrico. Anúncio acompanha a aceleração da abertura do mercado para novos consumidores. Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial A Armor Energia avança em sua estratégia de expansão ao anunciar Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial. Em um momento em que o setor elétrico atravessa a maior transformação regulatória das últimas décadas, a chegada deste executivo com sólida trajetória na liderança de equipes de vendas, negociação de contratos, sinaliza a aposta da companhia em reforçar sua liderança num mercado cada vez mais competitivo. “Estou animado para contribuir com o crescimento da Armor Energia e reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis, eficiência operacional e atendimento de excelência aos clientes”, afirma Oliveira. Com mais de 15 anos de experiência e passagens por empresas como Newave Energia, Ecom Energia, Comerc Energia, GV Energy e Enel Brasil, Oliveira soma profundo conhecimento em comercialização de energia, expansão de carteira, consultoria energética e projetos de eficiência operacional e energia renovável. É formado em Engenharia de Produção, com pós-graduação em Finanças e Economia e MBA em Administração de Negócios do Setor Elétrico, aliando excelente formação acadêmica à ampla experiência prática. “Estamos fortalecendo a nossa capacidade de oferecer soluções comerciais inovadoras e estratégicas, garantindo que a Armor Energia esteja pronta para atender à crescente demanda do setor e apoiar a transição energética do país”, destaca Marcelo Ávila, presidente do Conselho Consultivo da Armor Energia. Thiago Oliveira junta-se a Fred Menezes, diretor de Comercialização; Marcos Ávila, diretor Financeiro e de Operações; Lucas Kok, Diretor de Inteligência de Mercado; e Luiz Curado, diretor de Novos Negócios, formando um time de cinco sócios que agora lideram a Armor Energia com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado e acelerar a transição energética no Brasil. A nomeação ocorre em um momento estratégico para o setor elétrico, em meio às mudanças trazidas pela Lei nº 15.269, que prevê a abertura gradual do Mercado Livre de Energia. Nos próximos 24 meses, indústrias e comércios terão acesso ao mercado, e em até 36 meses, consumidores residenciais poderão escolher seus fornecedores. “A expansão do Mercado Livre de Energia representa uma oportunidade única para aumentar a competitividade do setor. Estamos bem-posicionados para aproveitar essa transição e continuar a fornecer soluções de excelência”, conclui Ávila. Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial

  • Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro

    Veículos plug-in chegam a 80% das vendas do segmento Participação de mercado dos eletrificados leves vai a 9,3% Nordeste e Sul avançam nas vendas de BEV 100% elétricos Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro Pela primeira vez desde o início da série histórica da ABVE, em 2012, São Paulo deixou de ser a cidade líder de vendas de veículos de eletrificados leves no Brasil. Foi ultrapassada por Brasília, que emplacou 2.413 unidades em novembro – 14 a mais do que os 2.399 da capital paulista. O surpreendente protagonismo brasiliense consolida uma tendência de descentralização da eletromobilidade para fora do eixo Sudeste-Sul, em direção ao Centro-Oeste e Nordeste que já tinha sido captada há alguns meses pela ABVE Data. O crescimento da eletrificação na capital federal parede estar diretamente ligado ao forte apelo dos veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) entre os consumidores locais. Dos 2.413 emplacamentos de eletrificados de Brasília em novembro, nada menos do que 2.109 (87,4%) são modelos com recarga externa. Os eletrificados também responderam por 35% do total de vendas de veículos leves comercializados em novembro em Brasília (6.977). É a maior participação entre todos os estados brasileiros. “Brasília colhe os resultados de uma política clara de incentivo ao carro elétrico que já tem alguns anos, principalmente a isenção de IPVA” – comentou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. “E a resposta do consumidor a esses incentivos foi rápida e contundente, transformando a cidade na nova capital nacional do veículo elétrico” – acrescentou. Com Brasília assumindo a liderança nacional, o mapa da eletromobilidade no Brasil ganha novos contornos e aponta para um 2026 de maior diversidade geográfica nas vendas. A consolidação desse movimento pode redefinir estratégias de fabricantes, distribuidores e gestores públicos, evidenciando que a transição para veículos de baixa emissão é um fenômeno que avança com força em todo o país. Novembro Em novembro, o mercado nacional de eletrificados leves emplacou 21.209 veículos, com uma leve retração de 0,75% em relação a outubro (21.369). Já na comparação com novembro de 2024 (17.143), há um aumento de vendas de 23,7%. A participação de mercado dos eletrificados em novembro (market share) foi de 9,3% sobre o total geral de vendas dos veículos leves no mês (227.174). Em novembro de 2024, essa participação era de 7,1%, sinalizando o crescimento dos eletrificados nos últimos 12 meses. PLUG-IN Dos 21.209 eletrificados vendidos em novembro de 2025, 79,9% (16.943) foram elétricos plug-in (BEV e PHEV), sendo que os PHEV foram responsáveis por 45,7% (9.680) e os BEV 100% elétricos por 34,2% (7.263). Sobre outubro, os plug-in tiveram uma queda de 2,9% nas vendas (17.444, contra 16.943). Sobre novembro de 2024 (12.339 de plug-in), houve um aumento de 37,3%, que pode ser atribuído ao bom desempenho das vendas dos modelos PHEV. Os híbridos plug-in (PHEV) continuam na liderança das vendas dos eletrificados. Em novembro, foram 9.680 unidades. Esse total representa aumento de 2,4% sobre outubro (9.458) e de 39,8% sobre novembro de 2024 (6.922). Os BEV, modelos 100% elétricos, registram em novembro venda de 7.263 unidades. Sobre outubro (7.986), houve uma queda de 9,1%. Sobre novembro de 2024 (5.417), um aumento de 34,1%. Híbridos  Já os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 4.266 unidades vendidas em novembro, o que representa 20,1% do total de eletrificados do mês. Os HEV foram responsáveis por 11,1% (2.357) e os HEV Flex por 9,0% (1.909). Em outubro, a participação dos híbridos sobre o total de eletrificados leves foi de 18,3% (3.925). Em novembro de 2024 (2.886), essa participação era de 16,8%. Os híbridos convencionais (HEV) totalizaram 2.357 unidades vendidas em novembro, o que representa um aumento de 8,8% sobre outubro (2.166) e de 77.1% sobre novembro de 2024 (1.330). Os HEV Flex, totalizaram 1.909 unidades vendidas em novembro. Com um aumento de 8,53% na comparação com outubro (1.759) e um crescimento de 22,7% em relação a novembro de 2024 (1.556). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em novembro de 2025: PHEV 680 (45,6%) BEV 263 (34,2%) HEV             357 (11,1%) HEV FLEX 909 (9,0%) TOTAL:  21.209 Micro-híbridos  Já as vendas dos veículos micro-híbridos MHEV chegaram em novembro a 4.906 unidades, com uma retração nas vendas de 23,1% sobre outubro (6.381). Os MHEV 12V foram responsáveis por 68% das vendas desse segmento (3.339), com uma queda de 24,7% em relação a outubro (4.433). Já os MHEV 48V ficaram com os 31,9% restantes (1.567), registrando uma retração de 19,6% sobre outubro (1.948). Ônibus Em novembro, o mercado brasileiro emplacou 26 ônibus elétricos, com uma queda de 70% sobre o mês anterior (87) e um aumento de 23,8% sobre novembro de 2024 (21). De janeiro a novembro, foram emplacados 662 ônibus elétricos no Brasil, que representam um aumento de 136,4% sobre o mesmo período de 2024 (280). Dos 26 ônibus elétricos de novembro, 25 deles foram emplacados em São Paulo (SP) e um em Aracaju (SE). Geografia de Eletromobilidade A geografia da eletromobilidade no Brasil começa a ganhar novos contornos e a revelar novos protagonistas. Estados e municípios que antes figuravam à margem da transição energética agora emergem com força, impulsionando um mercado que antes se concentrava majoritariamente no eixo Sudeste-Sul do país. Ainda assim, o Sudeste segue como epicentro do processo de eletrificação no Brasil. Em novembro, a região respondeu por 44,2% das vendas de veículos eletrificados (9.382). Mas essa participação vem caindo gradualmente. Em novembro de 2024, era de 45,5% (15.225) e, no mesmo mês de 2023, de 50,7%. A trajetória indica uma desconcentração progressiva do mercado. Parte desse movimento é resultado direto da adoção de incentivos fiscais estaduais e municipais, especialmente políticas de isenção ou redução do IPVA para veículos eletrificados. Por exemplo, capitais como Brasília, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Recife têm se destacado ao criar condições mais favoráveis à compra e circulação desses veículos, contribuindo para uma expansão mais equilibrada da eletromobilidade pelo território nacional. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em novembro 2025:  1º - Sudeste: 9.382 (44,2%) 2º - Sul: 4.033 (19,0%) 3º - Centro-Oeste: 3.618 (17,1%) 4º - Nordeste: 3.417 (16%) 5º - Norte: 777 (3,7%) Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em novembro de 2025:  1º - São Paulo: 6.220 (29,3%) 2º - Distrito Federal: 2.413 (11,4%) 3º - Paraná: 1.470 (6,9%) 4º - Minas Gerais: 1.435 (6,8%) 5º - Rio Grande do Sul: 1.315 (6,2%) Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em novembro de 2025:  1º - Brasília: 2.413 (11,4%) 2º - São Paulo: 2.399 (11,3%) 3º - Belo Horizonte: 908 (4,3%) 4º - Rio de Janeiro: 702 (3,3%) 5º - Curitiba: 641 (3,30%)   Essas informações estão detalhadas no BI (Business Intelligence) da ABVE Data, no site da ABVE. Estão divididas em três temas: Geral, Frotas e Geografia da Eletromobilidade.  https://abve.org.br/bi-geral/ (03/12/2025) Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro

  • O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS

    Por Arthur Oliveira O governo Lula, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), avança com uma medida que pode representar um aumento velado nas contas de luz para milhões de brasileiros: a migração automática para a Tarifa Branca (ou Tarifa Horária) a partir de 2026. O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS Regulamentada inicialmente pela Resolução Normativa (REN) ANEEL nº 733/2016, que estabelece as condições para sua aplicação voluntária a consumidores do Grupo B (baixa tensão), a modalidade agora será imposta como padrão para unidades de alto consumo, conforme proposta da área técnica da agência em nota técnica divulgada em novembro de 2025. Essa tarifa varia o preço da energia ao longo do dia, com acréscimos de até 90% no horário de pico (geralmente das 18h às 21h), período em que famílias chegam em casa e ativam chuveiros, ar-condicionado e eletrodomésticos para o jantar. Sob o pretexto de “incentivar o uso racional da energia” e alinhar as tarifas à expansão de fontes renováveis como solar e eólica conforme previsto na Lei nº 9.074/1995, que regula concessões de serviços públicos de energia elétrica, e na REN ANEEL nº 1.000/2021, que define os postos tarifários (ponta, intermediário e fora de ponta), o Planalto ignora as limitações da rotina brasileira. Trabalhadores da classe média e pequenos comerciantes, que representam cerca de 40% dos consumidores residenciais e respondem por grande parte do consumo acima de 600 kWh/mês, dificilmente podem reprogramar horários de pico para o meio-dia. Dados da ANEEL mostram que a adesão voluntária à Tarifa Branca, disponível desde 2018, é ínfima: apenas 0,1% dos 75 milhões de unidades aptas optaram por ela, apesar de uma média de redução de 4,8% nas faturas para os que aderiram. Essa baixa adesão reflete a incompatibilidade com a realidade socioeconômica do país, transformando a “modernização” em um tarifaço silencioso que agrava a inflação de energia, já em alta de 16,42% até outubro de 2025, segundo o IBGE. CONTEXTO HISTÓRICO: DA VOLUNTARIEDADE À OBRIGAÇÃO, SEM DEBATE PÚBLICO AMPLO A Tarifa Branca surgiu como uma opção facultativa, prevista na REN ANEEL nº 733/2016, para promover eficiência econômica e reduzir custos médios, conforme análise regulatória da própria agência. No entanto, a atual proposta de migração automática contraria o espírito inicial de escolha do consumidor, amparado no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), que prioriza a transparência e a não imposição de ônus excessivos. A medida avança sem amplo debate societal, limitando-se a uma Consulta Pública prevista para o final de 2025, ignorando audiências públicas obrigatórias pela Lei nº 9.427/1996, que criou a ANEEL e exige participação social em decisões tarifárias. Note que a transição depende de medidores inteligentes, cujos custos – estimados em R$ 200 a R$ 500 por unidade, conforme estudos regulatórios da ANEEL – serão repassados nas revisões tarifárias anuais, afetando todos os pagadores de luz. A PROPOSTA DA ANEEL: MIGRAÇÃO AUTOMÁTICA E ESTRUTURA DE COBRANÇA DETALHADAA iniciativa, originada da área técnica da ANEEL, visa inverter a lógica atual: em vez de opt-in (adesão voluntária), adota o opt-out (migração automática, com opção de reversão). Alinhada à REN ANEEL nº 1.000/2021, que detalha os postos tarifários ponta (3 horas diárias, excluindo fins de semana e feriados), intermediário (2 horas adjacentes) e fora de ponta (demais horários), a proposta prioriza a eficiência do Sistema Interligado Nacional (SIN), regulado pela Lei nº 10.848/2004. Detalhe da Proposta Especificação Descrição Início da Implementação A partir de 2026 (fase 1: >1.000 kWh/mês); 2027 (fase 2: >600 kWh/mês) Público-Alvo Inicial Consumidores de baixa tensão acima de 1.000 kWh/mês (cerca de 2,5 milhões de unidades, 25% do consumo em BT) Expansão em 2027 Adição de 2 milhões de unidades acima de 600 kWh/mês (residências médias e pequenos comércios) Mecanismo de Cobrança Fora de ponta: -15%; Intermediário: +25%; Ponta: +90% (horário das 18h às 21h, definido pela distribuidora e aprovado pela ANEEL) Pré-requisito Técnico Substituição por medidores inteligentes (custo: R$ 200–500 por unidade, repassado nas tarifas) Reversão Possível, mas com burocracia e possível taxa de reativação Justificativa Legal REN 733/2016; REN 1.000/2021 (postos tarifários); Lei 9.074/1995 (eficiência em concessões) A agência argumenta que a mudança moderniza o setor, reduzindo o acionamento de termelétricas caras no pico e integrando renováveis, conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2032), aprovado pelo Ministério de Minas e Energia. No entanto, a REN ANEEL nº 1.000/2021 já permite essa estrutura, mas a imposição automática pode violar o princípio de isonomia tarifária da Constituição Federal (art. 170). O IMPACTO REAL: PENALIZAÇÃO À CLASSE MÉDIA E PEQUENOS NEGÓCIOS, SEM FLEXIBILIDADE Sem flexibilidade para alterar rotinas – como trabalhar remotamente ou lavar roupas à tarde –, a classe média enfrentará aumentos reais de até 15–20% nas faturas, segundo simulações da ANEEL para não adaptados. Pequenos comerciantes, que operam no pico noturno, verão margens comprimidas em um cenário de inflação energética de dois dígitos em 2025. Estudos econômicos indicam que a medida transfere ineficiências do sistema – como atrasos em investimentos em transmissão, previstos na Lei nº 10.438/2002 para o consumidor, com custos de medidores elevando tarifas em 2–5% anuais.  ECONOMIA PROMETIDA, MAS RISCOS PARA O BOLSO DO CIDADÃO A ANEEL estima economia média de 5% para adaptados, podendo chegar a 15% com deslocamento de consumo. Contudo, para 80% dos afetados – sem capacidade de mudança, segundo pesquisa da Abradee –, o impacto é negativo, agravando a desigualdade: residências de baixa renda ficam isentas, mas a classe média subsidia o sistema. Em meio à crise hídrica e à expansão renovável (meta de 50% de fontes limpas até 2030, pela Lei nº 14.300/2022), o “sinal de preço” beneficia distribuidoras, que recuperam investimentos via TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição), sem accountability real. O DISCURSO “VERDE” COMO CORTINA PARA O AUMENTO, EXIGINDO FISCALIZAÇÃO Ainda em fase de Consulta Pública, a proposta deve ser escrutinada à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000), que veda repasses indevidos de custos ao consumidor. A baixa adesão histórica prova a inadequação do modelo à realidade brasileira, e forçá-lo é um desrespeito à autonomia do cidadão, violando o art. 5º da Constituição (direito à propriedade e livre iniciativa). O governo Lula, priorizando lucros de distribuidoras sobre o alívio ao custo de vida, arrisca um tarifaço que penalizará famílias e negócios a partir de 2026. Sociedade e Congresso devem intervir, exigindo alternativas como subsídios para adaptação e investimentos públicos em eficiência, conforme o Plano Nacional de Energia 2050. O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS

  • GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS

    Por Sebastião Carlos Martins (*) Num país que avança rapidamente na transição energética, projetos de biocombustíveis como URE, plantas de etanol 2G , unidades de hidrogênio verde e fábricas de fertilizantes organominerais tornaram-se protagonistas da nova economia limpa . GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS No entanto, por trás dos números promissores de TIR, VPL e payback, existe um fator que separa investimentos bem-sucedidos de fracassos financeiros: o gerenciamento de projetos . “Estudos conduzidos pela DBEST PLAN  mostram que mesmo empreendimentos  tecnicamente sólidos podem naufragar na fase de implantação . A causa mais comum? Estouro de CAPEX , falhas de coordenação, desvios de escopo e ausência de planejamento estruturado. Em outras palavras: não basta projetar bem é preciso gerenciar melhor ainda.”. É nesse cenário que o PMBOK 8 , guia de referência global em gestão de projetos, ganha protagonismo ao trazer uma abordagem mais moderna , flexível e orientada a valor. Longe dos antigos modelos rígidos, a nova edição apresenta um arcabouço baseado em sete domínios de desempenho governança, escopo, cronograma, finanças, stakeholders, recursos e riscos que funcionam como pilares integrados da execução. Ao lado deles, seis princípios  norteiam a mentalidade do gestor contemporâneo: visão holística, foco em valor, liderança responsável, qualidade integrada, sustentabilidade e equipes empoderadas. Para projetos industriais complexos, essas diretrizes deixam de ser teoria e tornam-se condições de sobrevivência . A arquitetura do sucesso: fases, entregáveis e riscos O PMBOK   estrutura o ciclo de vida  dos empreendimentos em cinco grandes fases iniciação, planejamento, execução, monitoramento e encerramento, oferecendo um roteiro claro  para navegar a complexidade dos projetos de energia limpa. Na iniciação , define-se o propósito estratégico, o escopo preliminar e as partes interessadas. É o momento de alinhar expectativas e estabelecer fundamentos sólidos. Um erro aqui pode comprometer tudo adiante. O planejamento , descrito como a fase mais crítica  em projetos industriais, detalha como o trabalho será executado. Neste contexto surge a EAP (Estrutura Analítica do Projeto) , ferramenta essencial para organizar o escopo, evitar omissões, estimar custos, construir o cronograma e garantir rastreabilidade. É também nesse estágio que ganham relevância o Baseline de Escopo , o Baseline de Cronograma  e o Baseline de Custos , trio que forma o coração do controle de um empreendimento. O documento lembra que técnicas como CPM (Critical Path Method), PERT (Program Evaluation and Review Technique) e PERT-CPM  não são apenas instrumentos acadêmicos, mas engrenagens indispensáveis de um cronograma realista. Para a DBEST PLAN , que, além destas ferramentas, utiliza sistematicamente a Simulação de Monte Carlo  que permite compreender riscos , antecipar gargalos e propor estratégias mitigadoras  com precisão científica, têm os  investidores e financiadores segurança adicional em relação aos que oferecem apenas soluções determinística para os estudos de viabilidade econômica financeira destes projetos. Essas técnicas podem ser estendidas à: A execução  é onde o projeto ganha forma física e onde erros custam caro . Falhas de qualidade, atrasos logísticos, retrabalhos e escopo descontrolado são riscos recorrentes. Para controlá-los, o PMBOK recomenda supervisão técnica permanente, auditorias, disciplina contratual e o uso sistemático do EVM  (Earned Value Management). PMBOK  significa “ Project Management Body Knowlegde ” é  Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos . Trata-se de um guia publicado pelo Project Management Institute (PMI) que reúne as boas práticas, diretrizes, processos, ferramentas e técnicas para a gestão de projetos. O guia serve para padronizar a linguagem e os processos, oferecendo um modelo para o gerenciamento eficaz de projetos em diversas áreas O monitoramento e controle , etapa contínua e simultânea à execução, garante que custos, prazos e entregas permaneçam alinhados ao plano inicial. Transparência, indicadores, revisões de risco e governança rigorosa são as armas contra desvios não detectados. Por fim, o encerramento  consolida o trabalho, formaliza a entrega, capacita operadores, válida documentação e registra lições aprendidas. Sem essa etapa, um projeto corre o risco de entrar em operação sem maturidade ou suporte técnico adequado situação comum em obras industriais mal gerenciadas. A matemática do atraso: quando um ano custa uma fortuna O estudo do Eng. Martins sobre gerenciamento das URE, destaca um alerta contundente: atrasar um projeto em um ano pode destruir sua rentabilidade . No exemplo da URE de etanol 2G de 500 toneladas/dia , um simples aumento do prazo de construção de 2 para 3 anos — combinado a um aumento típico de 15% no CAPEX gera perda de receitas  superior a R$ 214 milhões  e compromete indicadores como TIR e payback. Não é o mercado que inviabiliza o projeto . É o   fracasso do gerenciamento . A lição final: governança é o motor da sustentabilidade Ao analisar décadas de projetos industriais, a conclusão da DBEST PLAN  converge com as melhores práticas internacionais: não existe sustentabilidade econômica sem sustentabilidade de gestão.  Projetos de energia limpa não fracassam por falta de tecnologia ou mercado, mas por ausência  de: EAP  detalhada Planejamento consistente Execução coordenada Controle rigoroso Encerramento estruturado Afinal, o que vem a ser a EAP?   EAP  é uma metodologia de estruturação de projetos que divide o escopo do projeto em componentes menores e mais gerenciáveis, proporcionando uma visão clara de todas as etapas e entregas necessárias para atingir os objetivos estabelecidos. Outra ferramenta, essencial para o estabelecimento de prazos de construção , Baseline de Cronograma  que apresenta a sequência de todas as atividades, com durações, datas e caminho crítico , é o CPM (Critical Path Method ), técnica que permite estabelecer o tempo mínimo de duração do projeto  com o melhor aproveitamento da força laboral e disponibilização dos recursos financeiros do projeto.  O PMBOK 8 , ao trazer uma visão integrada, adaptativa e orientada a valor, oferece  o que o setor mais precisa: um mapa confiável para transformar boas ideias em empreendimentos bem-sucedidos . Alerta Martins que em um mundo que exige eficiência, transparência e resultados, a nova máxima dos biocombustíveis fica clara: Gerenciar bem é tão importante quanto projetar bem e pode ser o divisor entre sucesso e fracasso. GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS

  • Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil

    O mercado de Geração Distribuída (GD) no Brasil vive um momento de maturidade e expansão , especialmente no segmento Comercial e Industrial (C&I). Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil Com a crescente demanda por soluções que unam alta eficiência, robustez e adaptabilidade às especificidades da rede elétrica nacional, a escolha do inversor se torna um fator estratégico para a rentabilidade dos projetos. Neste cenário, o lançamento de dois novos inversores string de alta potência um modelo de 75 kW sob medida para o Brasil e o mais potente string C&I de 150 kW promete elevar o padrão de desempenho e otimização de custos para grandes consumidores. O Inversor de 75 kW : A Resposta para a Rede 220V Trifásica Reconhecendo a predominância da rede elétrica de 220V trifásica em grande parte do setor C&I brasileiro [3], o inversor HSNV75K-L-G01 de 75 kW foi estrategicamente desenvolvido para atender a essa demanda com precisão. A tensão nominal de saída de 220 Vca (3P + N + PE) é o seu diferencial mais significativo, garantindo uma integração simplificada e eficiente em projetos que operam nessa configuração de rede. Além disso, o equipamento já está alinhado com as tendências de mercado ao oferecer: Alta Corrente MPPT (65 A) : Essencial para a compatibilidade com os módulos fotovoltaicos de alta potência mais recentes (180/210 células), maximizando a captação de energia e o rendimento do sistema [4]. Eficiência Máxima de 98,0%: Um índice que garante a conversão otimizada da energia CC para CA, minimizando perdas operacionais. 6 MPPTs Independentes: Oferecendo flexibilidade de design e maximização da geração em telhados complexos ou com sombreamento parcial. O Gigante de 150 kW: Potência Máxima para Otimização do LCOE Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil Para projetos de grande escala dentro do segmento C&I, onde a otimização do Custo Nivelado de Energia (LCOE) é crítica, o inversor HSNV150K-G01 de 150 kW se posiciona como a solução de maior potência string disponível no portfício da empresa. Com uma potência nominal de 150 kW , este inversor permite a redução do número de equipamentos necessários em grandes usinas, simplificando a instalação, a manutenção e, consequentemente, diminuindo o custo total do projeto. Característica HSNV75K-L-G01 HSNV150K-G01 Vantagem C&I Potência Nominal 75 kW 150 kW Redução do número de inversores em grandes projetos. Eficiência Máxima 98,0% 98,80% Maior rendimento energético e menor LCOE. Tensão de Saída 220 Vca (3P + N + PE) 220 Vca (3P + N + PE) Adaptabilidade à rede brasileira (55% do mercado). Corrente MPPT 65 A 65 A Compatibilidade com módulos de 180/210 células. MPPTs 6 6 Flexibilidade para telhados complexos. A eficiência máxima de 98,80% do modelo de 150 kW é um destaque que se traduz diretamente em maior geração de energia ao longo da vida útil do sistema. Tecnologia Compartilhada: Segurança, Robustez e Inteligência Ambos os modelos compartilham uma base tecnológica robusta, essencial para a operação segura e confiável em ambientes industriais e comerciais: Proteção IP66: Garante total resistência contra poeira e jatos potentes de água, conferindo alta adaptabilidade a ambientes externos e severos. Segurança Integrada: Incluem Dispositivos de Proteção contra Surtos (SPD) Tipo II tanto em CC quanto em CA, além de funções de Desconexão Inteligente CC e AFCI (Arc Fault Circuit Interrupter), que detecta e interrompe falhas de arco elétrico, prevenindo incêndios. O&M Inteligente: A detecção inteligente de strings e a varredura de curva IV (opcional no 150 kW) permitem a identificação precisa e rápida de falhas, reduzindo o tempo de inatividade e otimizando a Operação e Manutenção (O&M). Otimização de Custos de Instalação: O suporte à conexão com fios de alumínio de até 400 mm² é um ponto crucial para a redução de custos de cabeamento em projetos de grande porte. Conclusão: Um Novo Patamar para a Energia Solar C&I Os novos inversores string de 75 kW e 150 kW representam um avanço significativo para o setor C&I no Brasil. Enquanto o modelo de 75 kW oferece uma solução cirúrgica para a demanda de 220V trifásico, o de 150 kW estabelece um novo recorde de potência e eficiência para inversores string, impulsionando a competitividade e a rentabilidade dos grandes projetos solares no país. A combinação de alta potência, eficiência superior, adaptabilidade à rede brasileira e recursos avançados de segurança e O&M posiciona esses equipamentos como ferramentas essenciais para a próxima fase de crescimento da energia solar no segmento Comercial e Industrial. Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil

  • PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética

    Tecnologia E3X da PRYSMIAN foi implantada pela primeira vez no Brasil na linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL, localizada em Rosana (SP), e representa um novo marco de inovação para o setor elétrico nacional PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética A PRYSMIAN , fornecedora global de soluções de cabos liderando a transição energética e a transformação digital, e  a ISA ENERGIA BRASIL , líder em transmissão de energia no País, anunciam a primeira aplicação em campo no Brasil da inovadora tecnologia E3X da Prysmian, que desbloqueia o potencial inexplorado das redes aéreas e pode aumentar a capacidade de transporte de corrente em até 25%. Protegida por mais de 15 patentes, a solução chega ao País como parte de um projeto-piloto inovador. A Tecnologia E3X da Prysmian foi implantada no trecho da linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL em Rosana (SP). Com esta solução, espera-se obter um aumento de até 8% na capacidade de condução da corrente no trecho da linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL onde foi implantada a Tecnologia E3X. Tecnologia E3X: desbloqueando o potencial inexplorado das linhas aéreas A tecnologia E3X consiste em um revestimento cerâmico aplicado na superfície dos condutores aéreos para melhorar a dissipação de calor do condutor, otimizando o desempenho das linhas aéreas. PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética O revestimento cerâmico pode ser aplicado em novos condutores diretamente em fábrica, que podem ser usados em novas linhas ou no recondutoramento de linhas existentes. Além disso, pode ser aplicado com tecnologia robótica avançada para modernizar a infraestrutura existente, em condutores energizados. A aplicação no campo da Tecnologia E3X da Prysmian é realizada com dois robôs avançados que executam a limpeza do condutor existente e a aplicação do revestimento cerâmico. Esta é uma operação robótica avançada que contribui diretamente para o desempenho e a confiabilidade da linha aérea. As operações são realizadas com precisão por equipes altamente treinadas, que atuam com segurança em ambientes críticos.  A modernização da infraestrutura existente sem expansão adicional da base de ativos promove maior eficiência energética com menor impacto ambiental. Além de reforçar a resiliência e a confiança do sistema, contribui para a redução das tarifas, ao permitir adiar - ou mesmo eliminar - a implementação de novas infraestruturas, geralmente mais caras e com maior impacto ambiental. "A chegada da tecnologia E3X ao Brasil representa um marco para o setor elétrico nacional. Estamos trazendo uma solução que combina inovação, sustentabilidade e performance, reafirmando nosso compromisso com o futuro da energia", afirma Daniel Azevedo, diretor de negócios Power Grid da Prysmian Brasil. "Para a ISA ENERGIA BRASIL participar deste projeto piloto com a Prysmian representa uma oportunidade de contribuir para o avanço tecnológico do setor elétrico nacional e reforça o DNA inovador da nossa empresa. Acreditamos que soluções como o E3X são essenciais para garantir redes mais eficientes e preparadas para os desafios futuros", afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL.   Sobre a Prysmian A Prysmian é uma fornecedora global de soluções de cabo liderando a transição energética e a transformação digital. Ao alavancar sua ampla presença geográfica e extensa gama de produtos, seu histórico de liderança tecnológica e inovação e uma forte base de clientes, a empresa está bem posicionada para capitalizar suas posições de liderança e vencer em mercados novos e em crescimento. A estratégia de negócios da Prysmian combina perfeitamente com os principais impulsionadores do mercado, desenvolvendo soluções de cabos resilientes, de alto desempenho, sustentáveis e inovadoras nos segmentos de Transmissão, Rede Elétrica, Eletrificação e Soluções Digitais. A Prysmian é uma empresa pública listada na Bolsa de Valores Italiana, com quase 150 anos de experiência, mais de 33.000 funcionários, 107 fábricas e 27 centros de P&D em mais de 50 países e mais de € 17 bilhões em receitas em 2024.  br.prysmian.com Sobre a ISA ENERGIA BRASIL A ISA ENERGIA BRASIL (B3: ISAE3; ISAE4) é líder em transmissão de energia no País, por meio da gestão de 34 concessões distribuídas em 18 Estados. Com mais de 1.600 colaboradores, a empresa é responsável por cerca de 30% da energia elétrica transmitida no país e aproximadamente 95% no Estado de São Paulo, além de ser pioneira no desenvolvimento de tecnologias como as primeiras subestações digitais e 4.0, o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias de grande porte e o primeiro sistema com tecnologia FACTS do tipo SSSC no sistema de transmissão brasileiro. Seu sistema elétrico é composto por mais de 31 mil km de circuitos, incluindo ativos próprios e controlados em conjunto, e 136 subestações próprias com tensão de até 550 kV. Seu acionista controlador é a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total. "Energia, Vida e Transição" são três palavras que definem a essência de sua estratégia que busca impulsionar a transformação em direção a um futuro sustentável, com o compromisso de priorizar a vida em todas as suas formas e garantir uma transição energética resiliente, segura, limpa e justa. PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética

  • Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos

    Eventos climáticos foram a causa de 43% dos desligamentos em linhas de transmissão entre 2014 e 2023; Segundo especialista os impactos podem ser reduzidos com uma operação moderna e manutenção em dia Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos Estamos entrando na fase do ano em que o Brasil enfrenta o período das chamadas chuvas de verão, que ficaram mais fortes e imprevisíveis devido às mudanças climáticas. Além de alagamentos e transtornos urbanos, elas acabam causando sobrecarga e os apagões no sistema elétrico. Esse evento sazonal, somado às falhas estruturais da rede, expõe a vulnerabilidade energética do país. Os eventos climáticos foram a causa de 43% dos desligamentos em linhas de transmissão entre 2014 e 2023, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Descarga Atmosférica lidera, sendo a responsável por 20% dos casos, seguida pelas queimadas (16%), vento forte (4%) e chuvas e temporais (3%). Um exemplo desse impacto pôde ser observado neste ano com a queda de cinco torres de transmissão de energia. O incidente, causado por uma tempestade, afetou o trecho responsável por transportar a energia da usina de Belo Monte, no Pará, para as regiões Sul e Sudeste. Em 2024, chuvas intensas no Rio Grande do Sul provocaram o alagamento de mais de dez subestações e a paralisação de cerca de 40 linhas de transmissão. Hoje a rede de transmissão brasileira (Rede Básica do SIN - tensão de 230kV A 800Kv) tem 188 mil quilômetros de extensão e é responsável por atender mais de 99,4% da carga elétrica do país. Esta rede, que interliga diversas fontes de geração, é fundamental para assegurar a segurança, estabilidade e qualidade do sistema.  Para Carlos Eduardo Ribas, diretor Comercial do Lactec, um dos maiores centros privados de pesquisa, ciências e tecnologia do Brasil, explica que o sistema de transmissão brasileiro, por ser predominantemente aéreo, acaba ficando mais vulnerável para as ameaças climáticas, principalmente devido ao aumento de temperatura (que reduz a eficiência das linhas e transformadores e altera o padrão de consumo), aos períodos de seca (causadores de queimadas), aos ventos fortes (que podem danificar as estruturas), as chuvas extremas (que podem causar alagamentos e deslizamentos de encostas) e ao aumento do nível dos oceanos (que proporcionam corrosão às estruturas próximas à costa). “Por isso a Operação e Manutenção (O&M) são fundamentais para garantir que o sistema elétrico funcione de forma eficiente, segura e contínua. As atividades de O&M já fazem parte do dia a dia das concessionárias de energia que precisam realizar ensaios elétricos em transformadores, calibração de instrumentos, análises de óleos lubrificantes, verificação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), entre outros”, afirma.   Segundo o diretor, além de ser aéreo, o sistema existente no país tem outras características que contribuem para a vulnerabilidade diante das mudanças climáticas. Entre os pontos de atenção estão: infraestrutura de grande extensão, falta de redundância e ramificação da rede, capacidade insuficiente de intercâmbio de energia em subsistemas, linhas de transmissão projetadas para condições climáticas diferentes às atuais, infraestruturas envelhecidas e dificuldade de acesso a manutenção.  “É de suma importância as concessionárias estarem prontas para atenderem as demandas do mercado e trabalharem preventivamente para que não ocorram apagões. Para isso é necessário entender quais as necessidades atuais do sistema e traçar as melhores soluções. Para auxiliar as concessionárias a aplicarem as últimas soluções em monitoramento e prevenção, no Lactec temos a opção de integração de serviços preditivos e corretivos, equipe multidisciplinar, mais de 20 laboratórios, equipamento e técnica especializada (para as áreas de interrogadores de fibra óptica, para monitoramento de pressões, deformações, deslocamento, nível de água, vazamento, fluxo de água, etc.)”, comenta Ribas. Sobre o Lactec  – O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Saneamento, Meio Ambiente, Indústria e Infraestrutura em todo o ciclo de inovação, desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura. Há 65 anos, suas soluções e serviços atendem às demandas atuais dos diversos setores produtivos da economia brasileira, como empresas, indústrias e concessionárias de energia. Ao longo da sua história, consolidou-se com a conclusão de mais de 500 projetos. Possui mais de 300 profissionais, entre mestres e doutores, com sólida experiência de mercado. Sua sede administrativa fica em Curitiba, onde estão instaladas outras quatro unidades tecnológicas com ampla infraestrutura de laboratórios para atendimento a diversos segmentos industriais, além da unidade localizada em Salvador-BA. O Lactec é Unidade Embrapii de Inteligência Embarcada e em 2023 tornou-se Future Grid, o Centro de Competência Embrapii em Smart Grid e Eletromobilidade. Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos

  • Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon

    Em um movimento que redefine o clima de disputas por propriedade intelectual no setor fotovoltaico, Astronergy  e JA Solar  anunciaram que chegaram a um entendimento amplo para encerrar todas as batalhas judiciais relacionadas às patentes TOPCon  e estabelecer um acordo de licenciamento cruzado  válido para as próximas gerações da tecnologia. Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon O acerto, confirmado pelas duas fabricantes chinesas no último fim de semana, representa um divisor de águas em um período marcado por ações judiciais sucessivas entre líderes globais de módulos solares. A JA Solar havia iniciado o embate legal em agosto de 2025, abrindo um processo por supostas violações relacionadas à tecnologia de contato passivado por óxido de túnel base da arquitetura TOPCon, hoje dominante no mercado. Clima de disputa dá lugar a cooperação estratégica Segundo apuração do EnergyChannel , representantes das empresas conduziram negociações reservadas ao longo das últimas semanas, buscando uma saída que reduzisse riscos de paralisações produtivas e incertezas regulatórias. O acordo firmado prevê: Licenciamento cruzado  das patentes TOPCon já registradas e das próximas inovações vinculadas à tecnologia. Encerramento imediato  de todos os processos judiciais em curso entre as duas companhias. Compromisso de cooperação saudável  em temas de propriedade intelectual, estabelecendo um modelo que pode inspirar outras fabricantes no setor. Especialistas ouvidos por nossa redação avaliam que a trégua tende a estabilizar a cadeia global de suprimentos , em um momento em que a corrida por eficiência dos módulos alcançou um novo patamar competitivo. Impacto no mercado global de módulos A disputa por patentes envolvendo células TOPCon tem sido um dos fatores de maior tensão no mercado solar em 2025, especialmente com a rápida evolução das tecnologias N-type e a aproximação de novos players asiáticos. A conciliação entre duas das gigantes do setor pode acelerar: Escalabilidade da produção TOPCon  em nível mundial; Ampliação da oferta de módulos premium  com maior eficiência; Redução de barreiras legais  que poderiam atrasar lançamentos e certificar novas linhas de produção. Para analistas internacionais, o gesto de Astronergy e JA Solar demonstra uma maturidade industrial crescente  e pode fortalecer a imagem da indústria chinesa em temas de inovação e governança técnica. Perspectivas para 2026 Com o acordo consolidado, as duas fabricantes miram o avanço de suas plataformas de módulos de última geração. A tendência aponta para novos investimentos em: Arquiteturas avançadas TOPCon 3.0; Células híbridas com passivação otimizada; Estratégias conjuntas de padronização técnica. O EnergyChannel continuará acompanhando os desdobramentos e o impacto dessa decisão no mercado brasileiro, especialmente para integradores, distribuidores e grandes desenvolvedores de usinas solares. Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon

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