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  • FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026

    Plataformas GALAXUS, DAYSTAR, CAVAN C1 e Wonder Plus marcam uma nova era de eficiência, eletrificação e inteligência na indústria global de veículos comerciais Com soluções multienergia e foco em conectividade e sustentabilidade, nova linha cobre todos os segmentos de caminhões pesados a veículos urbanos de última milha FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026 A FOTON Motor realizou em Pequim a Conferência Global de Parceiros 2026, sob o tema “Drive to Great”, atraindo mais de 2.000 participantes de mais de 140 países. Durante o evento, a empresa não apenas apresentou sua estratégia global até 2030, mas também lançou uma nova matriz de produtos que expande substancialmente seu portfólio para atender todos os cenários logísticos e de transporte globais. FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026 Entre os destaques da apresentação está a nova plataforma de caminhões pesados GALAXUS, construída para marcar uma nova era da logística inteligente. A GALAXUS oferece soluções multienergia desde combustível convencional, elétrico, hidrogênio e gás até híbrido e integra mais de 90 tecnologias de desenvolvimento próprio da FOTON. O sistema elétrico mais avançado da plataforma atinge eficiência máxima de 97,5%, com carregamento em nível de megawatts, e elevação da eficiência energética em torno de 7%. O sistema inteligente de condução é validado para mais de 2 milhões de quilômetros e suporta a evolução progressiva de condução com automação em níveis de L2 até L4. Os modelos apresentados, como GALAXUS R9, R5 e D3, atendem a diferentes aplicações, desde transporte de longa distância até entregas expressas. Para o segmento de veículos leves totalmente elétricos, a FOTON lançou a plataforma DAYSTAR, idealizada para o ambiente urbano de distribuição e logística de última milha. FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026 A DAYSTAR incorpora arquitetura de alta voltagem de 800 V, controladores de silício-carbono, motores com resfriamento a óleo e utilização de testes extensivos (mais de 6 milhões de quilômetros) para garantir a confiabilidade. A eficiência energética da plataforma foi aumentada em cerca de 20%. O design da cabine inspira-se em automóveis de passeio, com amplo espaço, degrau ultrabaixo e funcionalidades de conectividade OTA (over-the-air). Ainda voltada às entregas de última milha, a FOTON apresentou o minitruck Wonder Plus, com capacidade de carga incrementada “carry an extra half-ton” (“carrega meia tonelada a mais”), chassi reforçado com armação em aço de alta resistência, suspensão de duplo triângulo (double wishbone) para maior conforto direcional e ampla carroceria (3.800 mm de comprimento por 1.850 mm de largura), para atender variados tipos de carga. FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026 Para o segmento de vans elétricas, a plataforma CAVAN C1 foi anunciada como a “primeira plataforma exclusiva de nova energia para vans” da marca, com bateria de alta segurança desenvolvida internamente, eficiência de condução acima de 93,5% e suporte a carga ultrarrápida (2.2C) que permite percorrer 100 km com apenas 10 minutos de carregamento. Essas características reforçam a ambição da FOTON de oferecer soluções adaptadas tanto à logística urbana como a operações de “última milha”. Em conjunto, essas plataformas formam o núcleo da nova matriz de produtos da FOTON abrangendo caminhões pesados, veículos leves, minitrucks e vans que se alia à estratégia de eletrificação, digitalização e internacionalização da empresa. FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026 A apresentação deixou claro que a FOTON posiciona suas inovações de produto como resposta aos desafios globais de descarbonização, inteligência veicular e eficiência logística. FOTON apresenta nova matriz de produtos durante sua Conferência Global 2026

  • Impacto da IA acelera transformação nos data centers e Brasil enfrenta barreiras

    A rápida adoção de soluções de inteligência artificial está impondo uma mudança estrutural no design e na operação de data center's, elevando demandas por energia, refrigeração, segurança e escalabilidade. Impacto da IA acelera transformação nos data centers e Brasil enfrenta barreiras O cenário é promissor, mas o Brasil ainda precisa superar gargalos regulatórios e infraestrutura limitada para se posicionar como destino competitivo para investimentos internacionais. A avaliação é de  Reinaldo Nakamitsu, Diretor de Engenharia e Construção de Data Centers da Engemon , em análise recente sobre o avanço dessa tecnologia e seus impactos no setor. Segundo Nakamitsu, a explosão da IA generativa e dos modelos de larga escala já exige ambientes com altíssima densidade energética, arquiteturas mais inteligentes e operações automatizadas.  “Não estamos falando apenas de um upgrade técnico. A inteligência artificial está redesenhando a espinha dorsal dos data centers. Projetos hoje precisam prever escalabilidade acelerada, resiliência e integração total entre sistemas críticos, algo que há poucos anos não estava no horizonte de forma tão urgente” , destaca. IA aumenta pressão por energia e refrigeração avançada A demanda por clusters de alta performance tem expandido a necessidade de soluções térmicas inovadoras, como  refrigeração líquida , e ampliado o uso de sensores, automação e análises preditivas para garantir eficiência operacional. “Um data center preparado para cargas de IA não opera mais com margens convencionais. Ele requer monitoramento contínuo, infraestrutura flexível e capacidade de suportar densidades energéticas muito acima da média do mercado atual” , afirma o diretor. Brasil avança, mas ainda não é competitivo globalmente Embora o país tenha dado passos importantes na expansão da capacidade instalada e na consolidação de um ecossistema digital robusto, a disputa global por grandes players de tecnologia esbarra em limitações estruturais. Nakamitsu explica que há entraves claros no ambiente regulatório e na disponibilidade de energia de qualidade em regiões estratégicas.  “O Brasil tem potencial, tem demanda e tem capital humano. Mas ainda enfrentamos uma burocracia pesada para aprovações, além de limitações de infraestrutura energética em regiões que poderiam receber grandes campuses de data centers. Isso afasta investimentos que hoje migram para mercados mais previsíveis e eficientes” , observa. Oportunidade de liderança, se o país avançar rapidamente Com a intensificação da IA, países capazes de entregar energia estável, incentivos competitivos e velocidade nas licenças estão capturando o movimento global e o Brasil precisa acelerar. “Se quisermos atrair hyperscalers e investimentos bilionários, precisamos alinhar política pública, modernização regulatória e expansão de infraestrutura. A janela de oportunidade está aberta agora, e quem se mover rápido terá vantagem estratégica nos próximos anos” , completa. Engemon reforça compromisso com a inovação A Engemon, que já atua no desenvolvimento e construção de data centers de alta complexidade no país, segue investindo em tecnologias voltadas a eficiência energética, automação e projetos adaptados à nova realidade da IA. “Nosso foco é entregar engenharia de precisão, com soluções que combinem robustez técnica e visão de futuro. A IA não é uma tendência passageira; ela redefinirá o setor nos próximos ciclos. Estamos preparados para liderar essa transformação” , conclui Nakamitsu. Impacto da IA acelera transformação nos data centers e Brasil enfrenta barreiras

  • Como a ausência de saneamento básico agrava os impactos das mudanças climáticas no Brasil

    A Cop 30 terminou e vai gerar muitos debates ainda sobre as mudanças climáticas e o saneamento básico no Brasil Como a ausência de saneamento básico agrava os impactos das mudanças climáticas no Brasil   Por Engº Francisco Carlos Oliver   A falta ou insuficiência de saneamento básico (que engloba o fornecimento de água, tratamento de esgoto, limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos, além da drenagem e gestão de águas pluviais), e como o saneamento básico é um dos pilares mais eficientes de mitigação de riscos climáticos, sua falta torna consideravelmente o Brasil mais suscetível aos efeitos das alterações climáticas, intensificando suas consequências adversas. Cidades com redes deficientes sofrem muito frente a eventos extremos (chuvas intensas, ondas de calor e estiagens prolongadas).   A implementação de soluções, por sua vez, exige um sólido planejamento a longo prazo, investimentos e a convergência das políticas de saneamento com as políticas de planejamento urbano e gerenciamento de riscos e catástrofes. Como temos 26 Estados e um distrito, e um total oficialmente de 5.570 municípios, o consenso e alinhamento ficam mais complicados. Há muitos interesses e necessidades diferentes, que devem ser considerados e analisados profundamente.   Mas o que fica evidente é que a carência de saneamento básico no Brasil aumenta os impactos das mudanças climáticas porque deixa as cidades mais vulneráveis a enchentes e deslizamentos, e aumenta a incidência de doenças que se agravam com o calor e chuvas intensas. Em períodos de seca diminui a disponibilidade de água potável e multiplica danos materiais, elevando os custos econômicos. No entanto, o que mais entristece é que lamentavelmente penaliza desproporcionalmente as populações mais pobres.   O que tem ficado evidente e não se pode ignorar é que o saneamento básico insuficiente aumenta os danos causados por eventos climáticos extremos. Naqueles períodos de chuvas intensas e inundações a inexistência de coleta e tratamento de esgoto contribui expressivamente para a propagação das inundações, que misturam águas pluviais, esgoto bruto e lixo. O resultado é a contaminação de rios e mananciais utilizados como fontes de água potável.   O contato com água contaminada eleva consideravelmente o risco de surtos de doenças transmitidas pela água, como leptospirose, cólera, hepatite A e diarreias graves. Essas mazelas sobrecarregam o sistema de saúde público.   Entre outras funções o saneamento básico é a principal barreira contra muitas doenças. Se ele não for utilizado adequadamente, potencializa bastante o risco de saúde associado às mudanças climáticas. Com o aumento das temperaturas globais, a população fica mais vulnerável a muitas moléstias, principalmente por causa do crescimento de vetores como o mosquito  Aedes aegypti , que transmite a dengue, zika e Chikungunya.   Por sua vez, os sistemas de drenagem ineficientes não conseguem dar vazão ao volume de água das chuvas mais fortes (mais frequentes e intensas), o que resulta em alagamentos que comprometem a infraestrutura de abastecimento e tratamento de água e esgoto. O problema pode até levar à interrupção dos serviços em certas ocorrências.   Nos períodos de secas prolongadas e ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas existem outros desequilíbrios ambientais. A competição e escassez por água pode se tornar preocupante, porque a estiagem diminui consideravelmente o volume nos mananciais. E a falta de tratamento de esgoto, agrava a escassez porque reduz a quantidade de água que poderia ser tratada e reutilizada, para usos não potáveis ou para reintrodução em corpos hídricos como rios, lagos, aquíferos ou lagoas, que podem ser naturais ou artificiais, porém são essenciais para a vida e para o uso humano.   A qualidade da água é sem qualquer hesitação uma das mais prejudicadas. A redução do volume de água nos rios eleva a concentração de poluentes gerados nos esgotos não tratados. Por causa das altas temperaturas, a proliferação de algas tóxicas e outros microrganismos se torna um ambiente favorável para seu aumento, tornado a água remanescente mais difícil e cara de ser tratada, e muitas vezes inviável para o consumo humano.   Uma das principais medidas de adaptação às mudanças climáticas é a construção de infraestrutura de saneamento básica avançada e compatível com as reais necessidades de uma comunidade ou de uma população maior. Sua falta impede que elas se preparem adequadamente para o futuro provocado pelas mudanças climáticas.   Lamentavelmente a ausência de saneamento básico torna a população bem mais vulnerável às adversidades climáticas, transformando situações que poderiam ser controladas em crises de saúde e meio ambiente, e em alguns casos até de grandes proporções.   A vulnerabilidade social causada pela desigualdade está muito ligada ao saneamento precário. Aquelas populações sem acesso ao saneamento básico, geralmente residem em áreas de ocupação informal e de risco (como encostas e margens de rios). Por essa razão, as pessoas ficam mais vulneráveis aos desastres climáticos e suas consequências interferem na saúde de todos os moradores da localidade. A fragilidade da infraestrutura também afeta de maneira desproporcional as pessoas. É crucial, portanto, investimentos em soluções de saneamento resiliente e adaptativo para reduzir a vulnerabilidade social no Brasil.   O transtorno se estende para outros aspectos, porque muitas infraestruturas urbanas já instaladas também apresentam problemas, porque diversos sistemas de saneamento existentes também podem estar fragilizados. Em certos locais em que o saneamento já está presente, a infraestrutura do lugar pode não estar preparada para enfrentar adequadamente os novos eventos climáticos extremos, como tornados, grandes tempestades ou até ondas de calor. Se tornou urgente por isso, segundo alguns estudiosos, que se realize um planejamento de saneamento e climático bem mais profundo para antever nos próximos anos cenários climáticos extremos, a fim de se evitar colapsos no abastecimento de água e tratamento de esgoto.   O website  Think Global Health ,  do Conselho de Relações Exteriores e Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME), afirmou em sua matéria  ‘COP30 e as consequências climáticas de ignorar o saneamento básico’  que o clima e o saneamento se cruzam e as mudança climáticas e as condições sanitárias têm uma relação bidirecional. O veículo considerou que a Cop 30 se tornou um momento crítico no qual todos os países deviam participar das soluções para as mudanças climáticas e o saneamento.   Na visão daquela publicação, as políticas de saneamento devem priorizar sobretudo os grupos mais vulneráveis — mulheres, meninas, pessoas com deficiência e populações deslocadas — com financiamento específico e indicadores para monitorar o progresso. Além disso, são necessários urgentemente sistemas de dados confiáveis e sensíveis ao clima para orientar os investimentos, evitar duplicação de esforços e garantir o máximo impacto. O site defende ainda que o governo deve apoiar as comunidades na criação conjunta de soluções. Há exemplos de países da Ásia meridional, em que a liderança local multiplica o impacto desse trabalho.    Segundo  Think Global Health , o Plano de Ação de Saúde na COP 30 oferece um roteiro para conciliar clima e saneamento, mas só terá sucesso se o saneamento for claramente definido em suas metas, além do financiamento e sistemas de monitoramento.   Hoje em dia, pela nossa perspectiva, é essencial para o poder público brasileiro ampliar o acesso ao saneamento básico com infraestrutura adaptada às mudanças climáticas, ou seja, seria o foco no investimento no chamado ‘saneamento resiliente’, aquele em que o ecossistema tem plena capacidade de retornar à condição original de equilíbrio após suportar alterações ou perturbações ambientais. Deste modo, as condições sanitárias essenciais precisariam estar integradas às estratégias de adaptação climática, com especial atenção na saúde pública e na justiça social.   Engº Francisco Carlos Oliver é diretor técnico industrial da Fluid Feeder Indústria e Comércio Ltda., especializada em tratamento de água e de efluentes por meio de soluções personalizadas.  www.fluidfeeder.com.br   Como a ausência de saneamento básico agrava os impactos das mudanças climáticas no Brasil

  • Projeto Serra Dourada: ISA ENERGIA BRASIL avança com o maior investimento em transmissão de energia renovável em construção no Estado da Bahia

    Considerado um projeto prioritário do PAC, empreendimento representa um vetor para o escoamento da produção de energias renováveis na região Oeste da Bahia e no Norte de Minas Gerais, com destaque para a conexão de usinas eólicas e solares da região; Serão investidos R$ 3,2 bilhões (Capex ANEEL) e, durante sua construção, empreendimento gerará cerca de 6.000 empregos diretos e indiretos. Projeto Serra Dourada: ISA ENERGIA BRASIL avança com o maior investimento em transmissão de energia renovável em construção no Estado da Bahia São Paulo, 9 de dezembro de 2025  – A ISA ENERGIA BRASIL, líder em transmissão de energia no País,avança na construção do Projeto Serra Dourada, conquistado no Leilão de Transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nº 01/2023 – lote 01, que atualmente é um dos maiores empreendimentos privados em desenvolvimento no Estado da Bahia.  Com investimento de R$ 3,2 bilhões (Capex ANEEL), o empreendimento é considerado um projeto prioritário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), desenvolvido pelo Governo Federal, e representa um vetor para o escoamento da produção de energias renováveis na região Oeste da Bahia e no Norte de Minas Gerais, com destaque para a conexão de usinas eólicas e solares da região.  O projeto contempla a construção de cinco linhas de transmissão aérea em 500 kV, com 1.097 km de extensão, que conectam Oeste da Bahia e o Norte de Minas Gerais, passando por 23 municípios, sendo 20 baianos e 3 mineiros. Além das linhas, estão previstas três novas subestações (Campo Formoso II, Barra II e Correntina), que vão aliviar o carregamento na rede existente, ampliando os níveis de confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), com reforço ao fluxo de energia Nordeste-Sudeste. “O Projeto Serra Dourada contribuirá para a transição energética no Brasil, com o escoamento de fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa, especialmente no Oeste da Bahia e no Norte de Minas Gerais. Além disso, fortalecerá a interligação entre os sistemas Nordeste e Sudeste, mitigando de maneira expressiva gargalos e desafios do setor elétrico”, destaca Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL. A Receita Anual Permitida (RAP) do empreendimento é de R$ 322 milhões para o ciclo 2025/2026. Licenciamento Ambiental do Empreendimento No Trecho Sul (Barra–Arinos), sob análise do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Projeto Serra Dourada avançou de forma decisiva: após a emissão da Licença Prévia em maio de 2025 e da Licença de Instalação em julho, as obras tiveram início em agosto, consolidando o cronograma previsto. No Trecho Norte, conduzido pelo INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), o processo regulatório segue em ritmo consistente. O segmento Barra–Buritirama obteve Licença Prévia em fevereiro de 2025 e aguarda a Licença de Instalação, enquanto o trecho Barra–Juazeiro conquistou Licença Prévia em outubro e está em fase de solicitação da Licença de Instalação.  PEDRA FUNDAMENTAL – Lançamento do Projeto Serra Dourada A ISA ENERGIA BRASIL realizou ontem (8) a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Projeto Serra Dourada, o maior empreendimento de transmissão de energia elétrica em construção na Bahia. O evento contou com as presenças do secretário estadual de Infraestrutura Saulo Pontes, senador Jaques Wagner e do Governador do Estado, Jerônimo Rodrigues, além de demais autoridades estaduais e federais. Na oportunidade, os executivos da Companhia, Rui Chammas (Diretor-Presidente), Dayron Urrego (Diretor-Executivo de Projetos) e Simone Albuquerque (Diretora de Talento Organizacional) realizaram a entrega da placa que simboliza o início das obras e prestaram homenagem aos colaboradores que participam da concretização do empreendimento. O ato foi marcado por depoimentos de lideranças locais, reforçando a relevância estratégica do projeto para o desenvolvimento sustentável da região e para o fortalecimento da matriz energética nacional. "Temos um alinhamento perfeito entre o momento histórico da transição energética, a Bahia por decisões tomadas liderando a geração de energia eólica e solar no País e, agora, a infraestrutura do empreendimento Serra Dourada que vai permitir que essa transição energética avance. Daqui a alguns anos, vão olhar para trás e falar: aquele foi um momento histórico", afirma Rui Chammas, diretor-presidente da ISA ENERGIA BRASIL. A cerimônia ocorreu no Palacete Tira-Chapéu em Salvador (BA), situado na Rua Chile, primeira via a receber energia elétrica em Salvador, em 8 de dezembro de 1903. Exatamente 122 anos depois, o mesmo local testemunha um novo marco histórico: o lançamento do maior projeto de transmissão de energia renovável da Bahia, que conectará usinas eólicas e solares ao Sistema Interligado Nacional. "É muito prazeroso estar aqui, no Palacete Tira-Chapéu, recepcionando o anúncio da ISA ENERGIA BRASIL no que diz respeito aos investimentos na Bahia. Hoje, estamos aqui fazendo um ato de geração de emprego, de renda e de transição energética. Eu quero trabalhar com vocês para criarmos um ambiente de desenvolvimento e inovação tecnológica", declara o governador do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Se em 1903 a Rua Chile iluminou Salvador pela primeira vez, em 8 de dezembro de 2025 o Estado da Bahia ilumina o Brasil com energia limpa, conectando ventos e sol ao desenvolvimento sustentável. "Essas linhas de transmissão, com mais de 1.000 quilômetros e boa parte aqui dentro da Bahia, não tenho dúvidas, vão significar novos investimentos para a Bahia como um todo", diz o senador Jaques Wagner. DADOS DO PROJETO SERRA DOURADA Leilão:  Lote 1 do Leilão de Transmissão nº 01/2023 Localização:  Bahia e Minas Gerais Investimento:  R$ 3,2 bilhões (Capex ANEEL) RAP:  R$ 322 milhões ciclo 2025/2026 Empregos gerados:  cerca de 6.000 (diretos e indiretos) Operação:  5 LTs de 500 kV, que somam 1.097 km de extensão, e 3 subestações (Campo Formoso II, Barra II e Correntina) Finalidade:  Permitirá novos pontos de conexão de energia renovável nas regiões de Campo Formoso, Barra e Correntina, permitindo o potencial eólico e solar, além de biomassa, do Oeste da Bahia e do Norte de Minas Gerais  Energização:  Março/2029 (prazo ANEEL)   Mídia Kit para acesso às fotos do evento de lançamento ( https://imaz.app/collection/69383610333cfc75d53e28f7 )   Sobre a ISA ENERGIA BRASIL A ISA ENERGIA BRASIL (B3: ISAE3; ISAE4) é líder em transmissão de energia no País, por meio da gestão de 34 concessões distribuídas em 18 Estados. Com mais de 1.600 colaboradores, a Companhia é responsável por cerca de 30% da energia elétrica transmitida no País e aproximadamente 95% no Estado de São Paulo, além de ser pioneira no desenvolvimento de tecnologias, como as primeiras subestações digital e 4.0, o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias em larga escala e o primeiro sistema com tecnologia FACTS do tipo SSSC no sistema de transmissão brasileiro. Seu sistema elétrico é composto por mais de 31 mil km de circuitos, incluindo ativos próprios e controlados em conjunto, e 136 subestações próprias com tensão de até 550 kV. Tem como acionista controlador a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total. “Energia, Vida e Transição” são três palavras que definem a essência de sua estratégia que busca impulsionar a transformação para um futuro sustentável, com o compromisso de priorizar a vida em todas as suas formas e garantir uma transição energética resiliente, segura, limpa e justa. Projeto Serra Dourada: ISA ENERGIA BRASIL avança com o maior investimento em transmissão de energia renovável em construção no Estado da Bahia

  • Estudo publicado na Universidade de Oxford confirma baixas emissões de CO₂ da Usina Belo Monte

    Tese de doutorado da COPPE/UFRJ conclui que emissões do reservatório da usina são ainda menores que os resultados do primeiro estudo realizado pela instituição Estudo publicado na Universidade de Oxford confirma baixas emissões de CO₂ da Usina Belo Monte Um novo estudo publicado na  Revista Clean Energy , da Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluiu que as emissões do reservatório da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, são 33,3% inferiores ao cálculo anterior. O artigo científico “Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa do Reservatório da Usina Hidrelétrica Belo Monte” é de autoria do meteorologista brasileiro Claudio Augusto Borges Pavani, doutorando da COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro). O trabalho aprofunda um estudo anterior da própria COPPE e reforça, com base científica, que Belo Monte é uma aliada no desafio da transição energética. Entre 2019 e 2022, dez pesquisadores da COPPE/UFRJ realizaram seis campanhas de medição em 45 pontos da Bacia do rio Xingu e do reservatório da hidrelétrica, monitorando emissões ao longo de três anos. O estudo confirmou que as emissões associadas ao empreendimento estão entre as mais baixas já observadas em hidrelétricas de grande porte.  Para aumentar a precisão das estimativas de valores globais do projeto como um todo, os pesquisadores aplicaram o Método de Monte Carlo, que permite simular milhares de combinações possíveis e reduzir incertezas, oferecendo um retrato mais robusto das emissões reais do reservatório. Os resultados demonstram que, em termos de intensidade energética, Belo Monte apresentava um fator de emissão de 1,79 gCO₂e/kWh pelo cálculo analítico tradicional e aplicando o método Monte Carlo o fator de emissão foi de 1,20 gCO₂e/kWh. “O objetivo do estudo foi aumentar a precisão da estimativa de emissão de GEE global do reservatório de Belo Monte a partir da utilização da análise de todos os valores possíveis e de qualidade que o Método de Monte Carlos propicia”, explica Cláudio Pavani" Emissão ínfima se comparada a outras fontes A análise dos resultados, quando relacionada à energia efetivamente gerada, mostra que Belo Monte apresenta um fator de emissão de apenas 1,2 gCO₂e por kWh, índice inferior ao de outras fontes renováveis, como a solar, que varia entre 5 e 20 gCO₂e/kWh, e a eólica, entre 2 e 12 gCO₂e/kWh. O desempenho também se destaca quando comparado a fontes fósseis: usinas a carvão chegam a emitir cerca de 930 gCO₂e/kWh, enquanto usinas a gás natural apresentam aproximadamente 412 gCO₂e/kWh, segundo dados do IPCC (2014). “As hidrelétricas costumam ser estigmatizadas, mas Belo Monte é um projeto de alta eficiência e baixas emissões. É uma usina com reservatório pequeno e capacidade gigantesca de geração. Quando se compara a emissão de gases com a energia produzida, fica evidente o quanto esse projeto é positivo sob as óticas energética e ambiental”, afirma Marco Aurélio Santos, coordenador da pesquisa da COPPE e professor orientador da tese de Pavani.  O estudo também rebate trabalhos anteriores que superestimaram as emissões da usina por não considerarem as remoções naturais de gases nem o cenário anterior ao enchimento do reservatório, aspectos essenciais para uma análise completa do ciclo do carbono. O recente trabalho se baseia em medições mais amplas e metodologia aprimorada. “Estou seguro em dizer que Belo Monte é um dos melhores projetos hidrelétricos do ponto de vista de baixas emissões e eficiência. E acreditamos que, entre cinco e dez anos, a tendência é que as emissões sejam ainda menores”, conclui Marco Aurélio Santos. De fato, as hidrelétricas se destacam pela eficiência na geração de energia limpa e renovável e garantem a estabilidade do sistema elétrico, pois não sofrem intermitências, com a solar e eólica, e produzem energia em grande escala.  Tomando Belo Monte como exemplo, desde 2019 a usina evitou a emissão de 84,4 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera, quando comparada às emissões de uma usina termelétrica a gás, no mesmo período. Isso acontece porque enquanto Belo Monte está gerando energia renovável para o Brasil, diminui a necessidade do acionamento de outras fontes de energia poluentes e mais caras para a população, principalmente em momentos de pico de consumo nacional. O cálculo considera a geração de Belo Monte até setembro de 2025 e foi feito com base no Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), maior autoridade mundial sobre aquecimento global.  Somente em 2025 foram evitadas 12 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera, o que equivale a uma estimativa de 1,3 milhão de carros a menos nas ruas por dia. Sobre Belo Monte A Usina Belo Monte, localizada no rio Xingu, no Pará, é a maior hidrelétrica 100% brasileira e uma das principais responsáveis pelo fornecimento de energia limpa e renovável do país. Operada pela Norte Energia, Belo Monte desempenha papel estratégico no Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo de forma decisiva para a segurança energética do Brasil. Estudo publicado na Universidade de Oxford confirma baixas emissões de CO₂ da Usina Belo Monte

  • Mercúrio, saúde e meio ambiente: os riscos de descartar lâmpadas fluorescentes de forma incorreta

    A exposição ao mercúrio é silenciosa, tóxica e pode atingir comunidades inteiras quando lâmpadas fluorescentes são descartadas no lixo comum Mercúrio, saúde e meio ambiente: os riscos de descartar lâmpadas fluorescentes de forma incorreta Em 2025, o tema do descarte responsável de lâmpadas fluorescentes ganhou ainda mais destaque no Brasil com a publicação da Portaria nº 693, de outubro de 2025. Essa nova norma reforçou a necessidade de controlar rigorosamente o destino desse tipo de resíduo, justamente porque ele contém mercúrio, um metal pesado altamente tóxico. Para entender a importância desse cuidado, vale lembrar que, quando uma lâmpada contendo mercúrio é descartada no lixo comum ou reciclável, ela pode quebrar e liberar vapores e partículas que contaminam o solo, os lençóis freáticos e até rios. Essa contaminação pode atingir plantas, animais e seres humanos, acumulando-se na cadeia alimentar e causando diversos problemas de saúde. A Portaria 693/2025 está alinhada aos compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção de Minamata, um acordo internacional que busca reduzir e eliminar fontes de poluição por mercúrio em todo o mundo. Essa convenção foi criada justamente após episódios graves de intoxicação ambiental, como o caso emblemático da cidade de Minamata, no Japão, reforçando a importância de prevenir qualquer forma de exposição ao metal. Diante desse cenário, o trabalho da Reciclus torna-se ainda mais essencial. A Reciclus é a entidade nacional responsável por operacionalizar a logística reversa de lâmpadas que contêm mercúrio em todo o Brasil. Na prática, isso significa que a associação coordena toda a cadeia necessária para que uma lâmpada usada tenha o destino ambientalmente correto, desde o momento em que é descartada pela população até sua chegada às empresas especializadas e homologadas que fazem o tratamento e a descontaminação do material. A Reciclus funciona como o elo que conecta consumidores, comércio, fabricantes, transportadores e recicladoras, assegurando que cada etapa siga padrões rigorosos de segurança e conformidade ambiental. Para tornar esse processo acessível ao público, a entidade mantém uma ampla rede nacional de quase quatro mil Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), instalados em estabelecimentos comerciais, para que qualquer pessoa possa descartar suas lâmpadas usadas de maneira simples e gratuita. Além disso, conta com um serviço de coleta itinerante, que leva o atendimento a municípios com menos de 25 mil habitantes e regiões onde não há PEVs, viabilizando o descarte correto para populações mais afastadas dos grandes centros. Todo o transporte e a destinação final são realizados por empresas homologadas, treinadas e licenciadas, o que assegura que o mercúrio presente nas lâmpadas seja tratado de maneira segura. Paralelamente, a Reciclus investe em ações de educação ambiental por meio do Programa Reciclus Educa, que produz e dissemina conhecimento, promove a conscientização ambiental e incentiva práticas responsáveis de descarte, aproximando a sociedade do tema e mostrando que pequenas atitudes geram grandes impactos. Como realizar o descarte correto? Para que a logística reversa funcione, a participação da população é indispensável. O primeiro passo é separar as lâmpadas usadas e nunca descartá-las no lixo comum ou no reciclável, pois elas precisam de tratamento específico. Depois da separação, basta levá-las até um dos PEVs da Reciclus, disponíveis em diversos estabelecimentos comerciais de todo o país. Para encontrar o ponto mais próximo, o processo é simples e rápido: Acesse o site   www.reciclus.org.br . No menu principal, clique em “Onde Descartar”. Digite seu endereço, CEP ou cidade no campo de busca. O mapa exibirá os PEVs mais próximos, com o endereço completo dos locais. Caso você more em um município com menos de 25 mil habitantes, regiões que, por enquanto, ainda não contam com PEVs fixos, o sistema oferece uma alternativa gratuita: a coleta itinerante, que leva o serviço diretamente às cidades menores. Quando necessário, a prefeitura, secretaria de meio ambiente ou instituições públicas como hospitais, escolas e universidades podem solicitar o serviço. Assim, mais comunidades têm acesso a destinação ambientalmente correta de lâmpadas fluorescentes.    Sobre a Reciclus    Desde 2017, a Reciclus – Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação – desempenha o papel de entidade gestora da logística reversa de lâmpadas com mercúrio no Brasil. A organização operacionaliza a coleta segura, o transporte e a destinação adequada em parceria com recicladoras e transportadoras homologadas. Comprometida com a construção da Educação Ambiental, concentra esforços na produção e disseminação de conhecimento, especialmente para crianças e jovens. Desde o início de suas operações, foram coletadas mais de 51 milhões de lâmpadas fluorescentes nos mais de 3,9 mil pontos de coleta disponibilizados pela Reciclus. A partir de 2022, a associação também dedica esforços à criação e disseminação de conhecimento por meio do Programa Reciclus Educa, especialmente para crianças e jovens. O objetivo é oferecer gratuitamente materiais educativos sobre educação ambiental para professores e alunos de escolas públicas e privadas. No total, até o momento, foram mais de 130 mil exemplares de "A Cartilha do Bem" e mais de 53 mil revistas "Turma da Mônica: Uma ideia brilhante" distribuídos por todo o Brasil. Além disso, o Programa já ultrapassou a marca de mil professores capacitados.  Mercúrio, saúde e meio ambiente: os riscos de descartar lâmpadas fluorescentes de forma incorreta

  • Atiaia Renováveis expande certificações I-REC e REC Brazil para 8 usinas em alinhamento aos 17 ODS da ONU

    Com três novas PCHs certificadas em 2025 - Buriti (MS), Canoa Quebrada (MT) e Foz do Cedro (MT) -, empresa reforça liderança em geração de energia limpa no Brasil Atiaia Renováveis expande certificações I-REC e REC Brazil para 8 usinas em alinhamento aos 17 ODS da ONU A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Cornélio Brennand, anuncia um novo avanço em sua agenda de sustentabilidade. Em 2025, a companhia ampliou o selo de sustentabilidade para energia renovável REC Brazil, adicional à certificação internacional I-REC, para oito usinas que estão em operação nos estados de Pernambuco, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com a inclusão das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Buriti (MS), Canoa Quebrada (MT) e Foz do Cedro (MT), a empresa fortalece sua participação entre os empreendimentos que atendem aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030. As novas certificações somam-se às das PCHs Areado (MS), Bandeirante (MS) e Porto das Pedras (MS), além das Usinas Fotovoltaicas (UFVs) Maravilhas I (PE) e Maravilhas II (PE) – todas já reconhecidas por seu alinhamento aos critérios de sustentabilidade global. Com o acréscimo dos novos empreendimentos, a Atiaia Renováveis estende as certificações I-REC e REC Brazil para 80% das usinas em operação, totalizando aproximadamente 211 MW de potência instalada e 1,1 milhão de MWh de geração anual. “A ampliação destas importantes certificações para oito usinas reafirma o propósito da Atiaia Renováveis de operar com excelência e responsabilidade socioambiental. Cada nova adesão representa mais um passo rumo a uma matriz energética mais limpa e inclusiva, refletindo o nosso compromisso em gerar valor para a sociedade, o meio ambiente e as comunidades do entorno”, destaca Lígia Guedes, gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Atiaia Renováveis. Enquanto o I-REC atesta a origem sustentável da energia consumida em conformidade com padrões internacionais de protocolos ambientais, o REC Brazil garante que as usinas certificadas cumprem critérios de adicionalidade, como sustentabilidade nos aspectos sociais e ambientais. A iniciativa é promovida pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e pela Associação Brasileira de Energia Limpa (Abragel), com apoio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e da Associação Brasileira de Biogás e de Biometano (ABiogás). Confira mais informações sobre as usinas certificadas:  Usina Localização Potência instalada Geração anual PCH Buriti MS 30 MW 220.000 MWh PCH Canoa Quebrada MT 28 MW 210.000 MWh PCH Foz do Cedro  MT 24 MW 140.160 MWh PCH Areado MS 18 MW 95.000 MWh PCH Bandeirante MS 28 MW 161.000 MWh PCH Porto das Pedras MS 28.03 MW 200.000 MWh UFV Maravilhas I PE 27,5 MW 64.000 MWh UFV Maravilhas II PE 27,5 MW 64.000 MWh   Comercialização de certificados I-REC A Atiaia Renováveis comercializa certificados I-REC combinados com o selo REC Brazil, garantindo aos clientes energia proveniente de fontes renováveis e alinhada aos mais altos padrões de sustentabilidade. A aquisição dos certificados da empresa permite neutralizar emissões de gases de efeito estufa associadas ao consumo de eletricidade (escopo 2) e reforçar o compromisso com a descarbonização e o fortalecimento da matriz energética renovável no Brasil. Cada I-REC equivale à comprovação de que 1 megawatt-hora (MWh) foi gerado exclusivamente a partir de fontes renováveis.   Sobre a Atiaia Renováveis A Atiaia Renováveis é uma empresa de geração e comercialização de energia renovável e tem como propósito ser um agente de transformação sustentável dos negócios de seus clientes e da vida das comunidades onde atua. A empresa, que é participante do Pacto Global da ONU, aplica as melhores práticas ESG de forma contínua em todos os seus processos e tem desenvolvido projetos de energia renovável, em linha com o seu planejamento estratégico. Nosso parque gerador contempla 556 MW, sendo 284 MW de usinas em operação e 272 MW de usinas pré-operacionais, todos empreendimentos de baixo impacto ambiental e fontes de energia limpa. Além disso, tem um pipeline de 1,7 GW em desenvolvimento de projetos em PCHs, solares e eólicos, os dois últimos destinados aos seus clientes no mercado livre de energia. Atiaia Renováveis expande certificações I-REC e REC Brazil para 8 usinas em alinhamento aos 17 ODS da ONU

  • Campinas Recebe Imersão Avançada em Energia Solar com Especialistas de Renome Internacional

    Em 12 a 17 de Janeiro de 2026 , Campinas será palco de uma experiência inédita no setor de energias renováveis. Campinas Recebe Imersão Avançada em Energia Solar com Especialistas de Renome Internacional O Showroom Apollo , localizado na Estância Jatobá, abre suas portas para um curso formativo presencial de 60 horas , voltado a técnicos e engenheiros que desejam elevar sua atuação no mercado fotovoltaico nacional ao mesmo nível de profissionais europeus e norte-americanos. O evento oferece aulas teóricas e práticas , divididas em três modalidades: presencial, online e sob demanda , garantindo flexibilidade para diferentes perfis de aprendizado. O acompanhamento pedagógico fica por conta da Unicamp , referência acadêmica e científica no Brasil. Conteúdo Programático Abrangente O programa contempla uma ampla variedade de tópicos essenciais para a instalação, operação e manutenção de usinas fotovoltaicas, incluindo: Inversores e painéis fotovoltaicos : Solis, Risen e AE Solar Monitoramento e segurança : otimização com Tigo, segurança perimetral com fibra óptica Alfa Sense, Altus CLPs. Estruturas e sistemas : Norsk Hydro (alumínio), Arcol (trackers e estruturas solo) Operação e manutenção de usinas : gestão completa de O&M de projetos fotovoltaicos Baterias e sistemas isolados : Moura Brasil Integração com inteligência artificial : inversores SIG Energy Usinas flutuantes : Apollo, soluções avançadas para UFFs Apollo - Eletrocentros Hikvision Sistemas de CFTV e Radar Cada módulo será conduzido por especialistas com experiência internacional e décadas de atuação prática  no setor, garantindo que os participantes recebam conteúdos atualizados sobre tecnologias de ponta e melhores práticas de engenharia e gestão. Corpo Docente de Alto Nível Entre os instrutores confirmados estão: Ana Carolina Trentini  (Solis Brasil), engenheira elétrica e gerente de produtos, com expertise em treinamentos e suporte técnico para integradores. José Alves Teixeira Filho  (Apollo Flutuantes), referência em usinas fotovoltaicas flutuantes (UFFs) e estruturas agrivoltaicas. Vanderleia Ferraz  (Risen Energy), engenheira elétrica e gerente de produtos para América Latina. Clebson Alves  (O&M Solar), com experiência em mais de 3 GW de usinas solares no Brasil. Guilherme Palloni  (Norsk Hydro), especialista em cálculo estrutural e desenvolvimento de produtos para o setor solar. Paulo Edmundo Freire  (Paiol Engenharia), referência nacional em aterramento e proteção elétrica, com consultorias internacionais. Dauer Aguiar, Gerente de Engenharia da Moura Brasil Saulo Barbosa | Lucas Barrios , Hukseflux Jones Camilo , Altus. Ricardo Kallai, Gerente de Engenharia da Hikvision Brasil. Todos os professores combinam expertise técnica profunda  com vivência prática, proporcionando uma experiência de aprendizado única e altamente aplicada. Uma Oportunidade Limitada O evento promete ser uma das maiores imersões já realizadas no Brasil  em termos de conhecimento técnico e atualização profissional em energia solar. As vagas são limitadas, reforçando a exclusividade da experiência para quem deseja desenvolver competências de nível internacional  e se destacar no mercado. Campinas Recebe Imersão Avançada em Energia Solar com Especialistas de Renome Internacional O EnergyChannel  acompanhará de perto todos os detalhes deste grande encontro, trazendo cobertura exclusiva e atualizações sobre os principais conteúdos e tendências apresentadas . Campinas Recebe Imersão Avançada em Energia Solar com Especialistas de Renome Internacional Para maiores informações e inscrições; imersao.campinas@apolloflutuantes.com.br

  • Trânsito intenso eleva consumo de combustível e exige gestão eficiente das entregas de fim de ano

    Aumento do fluxo de veículos entre a Black Friday e o Natal reforça a necessidade de planejamento estratégico nas operações logísticas Trânsito intenso eleva consumo de combustível e exige gestão eficiente das entregas de fim de ano O crescimento da demanda por entregas entre a Black Friday e o período de compras de Natal intensifica de forma significativa a circulação de veículos de carga e os deslocamentos urbanos nas principais capitais brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que o trânsito em dezembro costuma ser, em média, 20% mais lento do que nos demais meses do ano. Esse avanço simultâneo da atividade comercial e do fluxo nas vias não apenas reduz a previsibilidade dos trajetos, como também mantém os veículos por mais tempo em velocidade reduzida, com paradas sucessivas e trechos instáveis. Esse cenário amplia o tempo de motor ligado com o veículo parado — muitas vezes sem que a frota perceba o impacto no consumo de combustível, nos custos de manutenção e nas emissões de CO₂. E tudo isso ocorre justamente quando as empresas precisam sustentar um ritmo acelerado para atender o alto volume de pedidos. Situações de trânsito carregado – que demandam acelerações frequentes, frenagens contínuas e longos períodos de marcha lenta –, elevam de forma direta o custo operacional das entregas. Testes do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) mostram que o consumo de combustível pode aumentar cerca de 40% em congestionamentos. Nas operações de última milha, que dependem de rapidez e regularidade,  esse impacto se torna ainda mais perceptível. Nesse cenário, a  Geotab, líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados , destaca o papel da inteligência de dados para sustentar a otimização e a eficiência durante o pico anual das operações logísticas. As soluções da companhia permitem monitorar o comportamento de veículos e motoristas, identificar e gerir o tempo ocioso, compreender os fatores que elevam o consumo de combustível e as emissões de CO₂ e, a partir disso, ajustar as estratégias de gestão de frotas conforme a dinâmica observada nas vias. “Nos períodos em que o volume de entregas cresce de forma acelerada, como no final do ano, o desafio vai além de lidar com a variação constante das condições nas ruas: é preciso integrar uma gestão de frotas preventiva e preditiva. A análise contínua dos dados, aliada ao uso de IA, permite identificar os fatores que impactam a operação e implementar ajustes com maior precisão, otimizando a frota e garantindo mais rentabilidade e eficiência durante toda a temporada”, afirma  Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab Brasil . Integrar informações e dados como hábitos de condução, quilometragem total percorrida, padrões de abastecimento e desperdício de combustível em uma plataforma unificada permite entender com precisão como cada fator influencia o desempenho operacional. Ao analisar esses elementos de forma conjunta, as empresas passam a ter uma visão abrangente das variáveis que afetam a operação, o que possibilita definir estratégias que ampliam a disponibilidade dos ativos e a produtividade da frota, garantindo eficiência e conformidade mesmo em períodos de alta demanda.   Como os dados ajudam a controlar o consumo de combustível A rotina de entregas no fim do ano exige análises mais precisas para entender como o comportamento de veículos e motoristas influencia a eficiência de combustível. Plataformas de gestão de frotas, como a MyGeotab, reúnem indicadores essenciais como acelerações bruscas, tempo de parada com motor ligado e padrões recorrentes de desaceleração que ajudam a explicar esse consumo. Ao obter uma visão detalhada sobre o uso do combustível e os fatores que geram ineficiência, as empresas podem agir de forma rápida e proativa, evitando possíveis atrasos operacionais e reduzindo custos. O monitoramento contínuo e a análise integrada dos dados são essenciais para otimizar o desempenho e o consumo de combustível da frota. Na plataforma MyGeotab, é possível comparar trajetos, avaliar a eficiência energética dos veículos e entender como fatores como tempo ocioso e excesso de velocidade influenciam a operação em diferentes horários .Esse controle mais refinado sobre o consumo também contribui para mitigar emissões de CO₂, que tendem a aumentar em períodos de trânsito intenso. Com relatórios completos, gestores diferenciam o tempo ocioso operacional do não operacional, organizam recursos e orientam motoristas para uma condução mais regular e econômica. Esse nível de visibilidade cria a base para uma gestão preditiva, capaz de antecipar problemas e assegurar maior disponibilidade da frota durante períodos de maior demanda. “Em um cenário de alta competitividade, ter controle do consumo de combustível é essencial. Ao monitorar continuamente esse indicador, o gestor consegue otimizar toda a operação e obter um melhor retorno sobre os investimentos. Nossos dados mostram que clientes na região já alcançaram uma redução de até 16% no consumo de combustível, elevando significativamente a eficiência e a rentabilidade do negócio”, reforça Eduardo Canicoba. Esse avanço em eficiência energética reforça a importância de integrar também a dimensão ambiental no planejamento das entregas de fim de ano.   Eficiência e sustentabilidade das entregas em períodos de trânsito instável No fim do ano, o desafio das empresas de entrega não se limita ao aumento do volume de pedidos: inclui manter a regularidade das operações em um cenário de trânsito mais imprevisível e fazer isso com eficiência energética e controle das emissões de CO₂. O uso de dados em tempo real permite ter um gerenciamento de rotas, redistribuir a carga entre os veículos e reduzir atrasos que afetam o desempenho logístico e ambiental das operações. Em períodos de maior circulação, a visibilidade operacional oferecida pela Geotab apoia decisões mais ágeis e estratégicas. Ao integrar informações do trajeto, a condução e o vehículo em uma única plataforma, a empresa otimiza as rotas, melhor uso dos ativos e um controle mais preciso sobre o consumo de combustível e as emissões de CO₂, que aumentam à medida que o tempo ocioso cresce nas semanas que antecedem o Natal. Com dados consolidados, os gestores planejam melhor a operação, reduzem custos associados ao deslocamento e mitigam emissões de forma proativa, reforçando uma gestão orientada por dados em que eficiência operacional e responsabilidade ambiental caminham juntas.   Sobre a Geotab A Geotab é líder global em soluções de gestão de frotas, ativos e veículos conectados, com sede em Oakville, Ontário, e em Atlanta, Geórgia. Nossa missão é tornar o mundo mais seguro, eficiente e sustentável. Usamos análise de dados avançada e IA para transformar o desempenho e as operações das frotas, reduzindo custos e impulsionando a eficiência. Apoiados pelos melhores cientistas de dados e engenheiros, atendemos aproximadamente 100.000 clientes globais, processando 100 bilhões de pontos de dados diariamente de mais de 5 milhões de assinaturas de veículos. A Geotab tem a confiança de organizações da Fortune 500, de frotas de médio porte e das maiores frotas do setor público do mundo, incluindo o governo federal dos EUA. Comprometidos com a segurança e a privacidade de dados, possuímos as autorizações FIPS 140-3 e FedRAMP. Nossa plataforma aberta, ecossistema de parceiros excepcionais e o Geotab Marketplace oferecem centenas de soluções de terceiros prontas para impulsionar ainda mais a gestão de frotas. Este ano, estamos comemorando 25 anos de inovação. Saiba mais em  www.geotab.com/pt-br , siga-nos no  LinkedIn ,  Instagram , ou visite nosso  blog . GEOTAB e GEOTAB MARKETPLACE são marcas registradas da Geotab Inc. no Canadá, nos Estados Unidos e/ou em outros países. Trânsito intenso eleva consumo de combustível e exige gestão eficiente das entregas de fim de ano

  • Pesquisa da Logicalis aponta que os setores de Energia, Utilities e, Petróleo e Gás já registram retorno de investimentos em novas tecnologias

    CIO Report 2025 revela que setores aceleram adoção de novas tecnologias, com destaque para Inteligência Artificial e IoT Pesquisa da Logicalis aponta que os setores de Energia, Utilities e, Petróleo e Gás já registram retorno de investimentos em novas tecnologias Os setores de Energia, Petróleo e Gás, e Utilities estão entre os que mais investiram em inovação tecnológica, como a IA, nos últimos 12 meses, segundo o CIO Report 2025, estudo realizado pela Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação, em parceria com a Vanson Bourne.   O levantamento, que reúne dados de empresas de todo o mundo, incluindo o Brasil, mostra que a maior parte dos investimentos já trouxe retorno financeiro, consolidando a percepção de que a digitalização é essencial para a competitividade dessas indústrias.   De acordo com o estudo, 96% das empresas desses setores investiram em Inteligência Artificial (IA), e 65% afirmam ter obtido retorno do investimento (ROI). Outras tecnologias também têm se destacado como IoT, em que 95% investiram e tiveram ROI de 55% e 5G privado, registrando 91% de investimento, com 58% já gerando ganhos concretos. Machine Learning recebeu investimento de 94% das empresas, enquanto Blockchain registrou 90% e Computação Quântica 84%, apresentando ROI significativo de 54%, 50% e 54%, respectivamente.   Já a Automação de Processos Robóticos (RPA) aparece como um desafio, embora 95% das empresas tenham investido, apenas 40% afirmam já ter registrado retorno, o que indica uma etapa de maturação ainda em curso.   “Esses dados mostram que as empresas desses setores não estão apenas experimentando novas tecnologias, mas percebendo o valor delas. O ROI registrado em áreas como IA, IoT e 5G demonstra que os investimentos estão sendo direcionados de forma estratégica e já impactam a eficiência operacional e a competitividade”, avalia Thiago Renda, gerente de Utilities e Mining da Logicalis Brasil.   O que vem pela frente    O CIO Report 2025 também revela quais são os focos das companhias para os próximos meses. Entre as principais metas estão melhorar a experiência do usuário (37%), integrar IA generativa (35%) e incorporar tecnologias como IoT e 5G privado (32%). Além disso, demonstrar o ROI das iniciativas digitais (32%) e qualificar a força de trabalho (31%), também aparecem como preocupações centrais para os CIOs.   Redução de custos, segurança de dados e automação seguem no radar, reforçando que o avanço tecnológico vem acompanhado da pressão por eficiência e resiliência.   De acordo com Renda, 2025 está se consolidando como o ano da adoção da Inteligência Artificial Generativa e da integração de tecnologias emergentes. “As empresas desses setores não se limitam a incorporar soluções inovadoras, elas estão cada vez mais comprometidas em demonstrar resultados concretos, redefinindo a abordagem e os objetivos dos projetos de transformação digital," afirma.     Sobre a Logicalis    Somos Architects of Change™. Apoiamos nossos clientes a atingir seus objetivos em um mundo digital-first. Aplicamos nosso conhecimento e experiência em tecnologia para que possam construir sua jornada e alcançar resultados sustentáveis que realmente importam. Nossos serviços gerenciados de nuvem, conectividade, colaboração, segurança e dados são desenhados para otimizar operações, reduzir riscos e empoderar equipes.   Como um provedor global de tecnologia, prestamos serviços gerenciados para oferecer, por meio de visibilidade em tempo real, insights para a tomada de decisão sobre o desempenho de seu ecossistema digital, incluindo: disponibilidade, experiência do usuário, segurança, custos, investimentos e impactos ambientais.   Somos mais de 7.000 Architects of Change™ distribuídos em 30 territórios ao redor do mundo, apoiando mais de 10.000 clientes de diversos setores a transformar seus negócios por meio da tecnologia.   A Logicalis possui operações na Europa, América do Norte e Latina, Ásia-Pacífico e África. Somos uma divisão da Datatec, listada na Bolsa de Valores de Joanesburgo. Pesquisa da Logicalis aponta que os setores de Energia, Utilities e, Petróleo e Gás já registram retorno de investimentos em novas tecnologias

  • A hora de destravar o potencial da bioenergia no Brasil

    Por José Piñeiro O Brasil vive uma das transições energéticas mais limpas do mundo. Mais de 84% da nossa matriz elétrica já vêm de fontes renováveis, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que registrou em 2024 a marca histórica de 200 GW de capacidade instalada no país, sendo 84,25% provenientes de fontes renováveis como hidrelétrica, eólica, solar e biomassa. A hora de destravar o potencial da bioenergia no Brasil É um feito admirável. Mas, por trás dessa conquista, existe um desequilíbrio em discussão no setor elétrico. Estamos gerando muita energia, mas entregando potência de forma limitada. Pode parecer um detalhe técnico, mas é o ponto central do futuro elétrico brasileiro. Energia é o volume que produzimos ao longo do tempo. Potência é a capacidade de disponibilizá-la no momento em que o sistema precisa. E essa diferença vai definir quem, de fato, sustentará a transição energética nos próximos anos. Hoje, há uma sobra de energia no setor, principalmente vinda da geração solar e eólica. A energia fotovoltaica já é a segunda maior fonte elétrica do Brasil, com cerca de 26% da matriz, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). Mas essa energia está disponível apenas durante o dia. Quando o sol se põe, ela simplesmente some, e o consumo, claro, não desaparece com o anoitecer. Esse é o dilema que temos pela frente, temos energia renovável, mas falta estabilidade. O sistema elétrico precisa de fontes capazes de responder com rapidez, ligando e desligando conforme a necessidade. É o que chamamos de “entregar potência”. E é exatamente aí que vejo a geração a partir da biomassa como soluções estratégicas. Nas usinas de cana, bagaço e outros resíduos agrícolas têm uma característica que o sol e o vento não possuem. Elas podem ser controladas. Conseguem gerar energia sob demanda, garantindo fornecimento quando as fontes intermitentes não estão disponíveis. De acordo com o ONS, a biomassa responde por cerca de 6,2% da capacidade instalada nacional, sendo a quarta maior fonte renovável em operação no país. Em 2023, essa geração atingiu 3.218 megawatts médios, um recorde histórico, segundo levantamento do Ministério de Minas e Energia (MME). Por isso, acredito que a biomassa pode, e deve, ser a protagonista na entrega de potência firme e renovável. O desafio é que, historicamente, as usinas a biomassa operam de forma contínua, quase “ flat ” ao longo do dia. Para cumprir o papel de fonte flexível, é preciso mudar a forma de operar. Gerar quando o ONS aciona, desligar quando a rede está suprida, e assim por diante. Essa transformação não é tecnológica, mas tem desdobramentos operacionais e culturais. Um preconceito energético que ainda precisamos superar Mesmo com todo esse potencial, a biomassa ainda enfrenta resistência. O leilão de reserva de capacidade (LRCAP) programado para 2026, que vai remunerar as fontes capazes de garantir potência ao sistema, não incluiu a biomassa. Vejo isso como uma visão limitada, que ainda não enxerga o papel estratégico da fonte. O setor público continua focado em volume de energia, não em flexibilidade. E as projeções oficiais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no  Plano Decenal de Expansão de Energia 2033  mostram um crescimento modesto da bioeletricidade até 2030 (EPE, PDE 2033). É uma visão que ignora o óbvio! Quanto mais fontes intermitentes entram no sistema, mais precisamos de fontes controláveis. A biomassa pode cumprir esse papel, com a vantagem de ser renovável e nacional. Energia que gera desenvolvimento, não apenas megawatts Outro ponto que raramente entra na conta é o impacto social da biomassa.Eu vejo, de perto, cidades inteiras que giram em torno de uma usina. Municípios de cinco ou seis mil habitantes que vivem da cadeia da cana, do emprego, da arrecadação, da economia que ela movimenta. Essas usinas mantêm o interior do Brasil vivo. Geram emprego, renda e qualidade de vida. E ainda evitam investimentos bilionários em linhas de transmissão, porque estão próximas dos centros de consumo. Essas externalidades, como chamamos no setor, são reais e deveriam ser valorizadas. No entanto, ainda não são reconhecidas nos mecanismos de mercado. Segundo a FGV Energia, o agronegócio responde por 29% de toda a energia renovável consumida no país, mostrando o peso do setor agroindustrial, onde está inserida a biomassa, na matriz energética nacional. A bioeletricidade representa menos de 5% do faturamento total de uma usina de cana. É natural que o foco esteja em açúcar e etanol. Mas essa falta de atenção faz o setor perder oportunidades. Eu já vi isso acontecer antes. Quando o mercado muda e o produtor não se move, o bonde passa. E quem não estiver preparado, fica para trás. Por isso, o momento é de alerta. A biomassa precisa se reinventar para continuar relevante. Isso significa adaptar a operação, dialogar com os órgãos reguladores, participar dos leilões certos e, acima de tudo, mostrar que sabemos entregar potência com eficiência e responsabilidade ambiental. O caminho até 2030 Se fizermos a lição de casa, a biomassa pode voltar a crescer com força até 2030.O setor sucroenergético está mais capitalizado, mais profissional e com tecnologia suficiente para diversificar receitas. O que falta agora é visão estratégica. O país precisa entender que a biomassa não é o passado da energia renovável, e sim o elo que vai garantir o futuro. Enquanto celebramos a expansão da energia solar e eólica, não podemos esquecer que o sistema precisa de estabilidade. E essa estabilidade está nas usinas que já estão no campo, prontas para atuar com flexibilidade e inteligência. Se o Brasil quiser uma transição energética sólida, que combine sustentabilidade, potência e desenvolvimento regional, precisa olhar com mais seriedade para a biomassa. A energia que pode manter o Brasil aceso não vem apenas do sol ou do vento. Ela pode estar, de novo, no campo.   Sobre   José   Piñeiro:  Executivo da Tria Energia, com 24 anos de experiência no setor de energia, sendo 14 no setor sucroenergético. Atuou em cargos de liderança na Bunge Brasil, BP Bunge e bp bioenergy, com foco em estratégias comerciais e gestão de energia. MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral. Sobre a Tria Energia:  comercializadora que atua no Ambiente de Contratação Livre (ACL) com portfólio completo de comercialização, gestão e trading. Com governança, capital e know-how respaldados pelo Pátria Investimentos, a Tria oferece flexibilidade contratual, gestão ativa, estruturas financeiras e suporte consultivo para viabilizar economia, previsibilidade e descarbonização. A hora de destravar o potencial da bioenergia no Brasil

  • Tarifa Branca Obrigatória: Como a ANEEL Pode Ameaçar o Futuro da Energia Solar no Brasil

    Por Daniel Pansarella, para Energy Channel O setor de geração distribuída (GD) no Brasil, impulsionado majoritariamente pela energia solar, vive sob um novo espectro de incerteza. Tarifa Branca Obrigatória: Como a ANEEL Pode Ameaçar o Futuro da Energia Solar no Brasil Uma proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) planeja tornar a Tarifa Branca  compulsória para um grupo significativo de consumidores. Embora a medida seja apresentada como uma modernização, na prática, ela pode minar a viabilidade econômica de milhares de investimentos em energia solar, criando um ambiente de instabilidade que o setor não via há anos. Para o consumidor leigo, a mudança pode parecer apenas um detalhe técnico. No entanto, entender seu impacto é crucial. Vamos detalhar o que está em jogo. O Que é a Tarifa Branca e Por Que Ela Existe? Imagine o sistema elétrico como uma grande rodovia. Há momentos do dia, geralmente no início da noite (das 18h às 21h), em que há um "congestionamento" de consumo. Milhões de pessoas chegam em casa, acendem as luzes, ligam chuveiros e outros aparelhos. Esse é o horário de ponta . Para atender a essa demanda massiva e concentrada, as distribuidoras precisam acionar usinas de energia mais caras e, muitas vezes, mais poluentes. A Tarifa Branca foi criada para sinalizar esse custo ao consumidor. Ela divide o dia em três períodos: Ponta:  O período mais caro, quando a rede está sobrecarregada. Intermediário:  Um valor intermediário, geralmente uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta. Fora de Ponta:  O restante do dia, quando a energia é mais barata. Atualmente, o consumidor pode escolher essa modalidade. A nova regra, contida no Processo nº 48500.034060/2025-88, acaba com essa escolha para consumidores do Grupo B (baixa tensão) com consumo médio mensal superior a 1.000 kWh (a partir de 2026)  e 600 kWh (a partir de 2027) . O Impacto Real no Dono de um Sistema Solar: Um Exemplo Prático Vamos analisar o caso de uma pequena empresa ou uma residência de alto padrão que consome 1.500 kWh por mês  e decidiu investir em um sistema de energia solar. O cálculo que justificou esse investimento foi baseado na tarifa convencional, onde o preço da energia (kWh) é o mesmo a qualquer hora do dia. Cenário 1: Tarifa Convencional com Energia Solar O sistema solar gera energia durante o dia (período Fora de Ponta). A energia gerada e não consumida é injetada na rede, gerando "créditos" em kWh. À noite, o consumidor usa energia da rede e abate os créditos gerados. A conta é um simples balanço: (Energia Consumida - Energia Injetada). A economia é alta e previsível, garantindo o retorno do investimento (payback) em poucos anos. Cenário 2: Tarifa Branca Obrigatória com Energia Solar O sistema solar continua gerando energia durante o dia, no período Fora de Ponta , quando a tarifa é mais barata . Os créditos gerados, portanto, têm um valor monetário menor. À noite, no horário de Ponta , o consumo de energia da rede é faturado pela tarifa mais cara . O resultado é uma distorção fatal para o modelo de negócio. O consumidor "vende" sua energia por um preço baixo e a "compra" por um preço alto. A economia mensal despenca, e o payback do investimento, antes projetado para 5 anos, pode facilmente dobrar ou até se tornar inviável. Em termos simples: é como se você vendesse laranjas durante o dia por R$ 1 o quilo e, à noite, fosse obrigado a comprar as mesmas laranjas por R$ 3 o quilo. A conta não fecha. Geração Compartilhada: O Elo Mais Fraco Se o cenário é ruim para o consumidor individual, ele é devastador para a geração compartilhada . Nesse modelo, vários consumidores (cotistas) se unem para investir em uma usina solar maior e compartilhar os créditos. A proposta da ANEEL torna essa gestão quase impossível. Os créditos são gerados na usina durante o dia (tarifa Fora de Ponta), mas os cotistas podem consumir essa energia em suas casas ou empresas no horário de Ponta. A compensação financeira se torna um quebra-cabeça complexo e desvantajoso, destruindo a atratividade do modelo que permitiu a milhares de pessoas sem espaço ou capital para um sistema próprio terem acesso à energia solar. Insegurança Jurídica: O Custo da Incerteza Investimentos em infraestrutura, como os de energia, exigem um ambiente regulatório estável. Ao alterar as regras do jogo no meio do caminho, a ANEEL penaliza quem acreditou no programa de GD e investiu baseado em premissas que agora podem não valer mais. Essa insegurança jurídica é o maior desincentivo para novos aportes e pode frear o crescimento de um setor que gera empregos, atrai tecnologia e contribui para a sustentabilidade da matriz energética brasileira. Tabela Comparativa de Impactos Fator Modelo Atual (Tarifa Convencional) Modelo Proposto (Tarifa Branca Obrigatória) Previsibilidade Alta. O valor do kWh é fixo. Baixa. O custo varia drasticamente ao longo do dia. Retorno do Investimento (ROI) Rápido e calculável. Lento e incerto. O payback pode dobrar ou mais. Valor do Crédito Solar Equivalente ao kWh consumido. Desvalorizado, pois é gerado na tarifa mais barata. Viabilidade da Geração Compartilhada Alta. Modelo simples de compensação. Baixíssima. A assimetria de tarifas torna o modelo inviável. Risco para o Investidor Baixo. Regras estabelecidas. Altíssimo. Mudança de regras prejudica investimentos feitos. O que está em jogo não é apenas uma mudança tarifária, mas a confiança em um setor inteiro. A ANEEL precisa ouvir o mercado e entender que a modernização não pode vir ao custo da quebra de contratos e da punição aos pioneiros que apostaram em um Brasil mais sustentável. #TarifaBranca #GeraçãoDistribuída #EnergiaSolar #ANEEL #Regulação #SetorElétrico #InsegurançaJurídica #GeraçãoCompartilhada #PRORET #EnergyChannel Tarifa Branca Obrigatória: Como a ANEEL Pode Ameaçar o Futuro da Energia Solar no Brasil

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