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- Berlim inaugura assistente de IA aberto para transformar a gestão pública e acelerar entregas ao cidadão
A capital alemã deu um passo decisivo rumo à digitalização do setor público ao lançar oficialmente o BärGPT , um assistente de inteligência artificial desenvolvido inteiramente como solução open source e criado sob medida para as demandas da administração local. Berlim inaugura assistente de IA aberto para transformar a gestão pública e acelerar entregas ao cidadão A ferramenta marca o início de uma estratégia mais ampla de modernização governamental, com foco em reduzir tarefas repetitivas, aumentar a eficiência interna e liberar servidores para funções mais estratégicas. Projetado em parceria com equipes técnicas e servidores municipais, o BärGPT passou por testes práticos ao longo dos últimos meses, permitindo ajustes finos antes da implementação oficial. A solução atua como um copiloto administrativo, automatizando desde respostas padrão e consultas a documentos internos até a redação de comunicações rotineiras atividades que normalmente consomem grande parte do tempo dos funcionários. Segundo a administração berlinense, a adoção da IA pública busca resolver um problema estrutural: processos lentos, acúmulo de demandas e escassez de mão de obra qualificada em algumas áreas do governo. Com o BärGPT, a cidade espera encurtar prazos de atendimento e minimizar gargalos que afetam diretamente o cidadão. Além de ser disponibilizada em código aberto, a ferramenta foi construída com foco em segurança, transparência e soberania tecnológica , três pilares cada vez mais presentes nos debates europeus sobre o uso de IA no setor público. A arquitetura aberta permite que outras cidades e instituições também possam adotar, adaptar ou auditar o sistema. A prefeitura de Berlim avalia que o modelo poderá, em pouco tempo, servir de referência para governos interessados em acelerar a digitalização sem depender exclusivamente de soluções corporativas fechadas. A intenção é que o BärGPT evolua continuamente, incorporando funções mais avançadas e contribuindo para uma administração mais ágil, conectada e orientada por dados. Com isso, Berlim se posiciona como uma das capitais pioneiras da União Europeia ao utilizar IA de maneira estruturada na gestão pública não apenas como ferramenta tecnológica, mas como parte de uma mudança cultural na relação entre governo, inovação e serviços essenciais. Berlim inaugura assistente de IA aberto para transformar a gestão pública e acelerar entregas ao cidadão
- China rompe barreira histórica e redefine rota do comércio global com superávit recorde
A balança comercial chinesa encerrou os primeiros 11 meses do ano com um feito inédito: mais de US$ 1 trilhão em superávit , resultado que fortalece o peso de Pequim nas cadeias globais de suprimentos em meio ao ambiente de pressão geopolítica e incertezas tarifárias. China rompe barreira histórica e redefine rota do comércio global com superávit recorde De janeiro a novembro, o país acumulou US$ 1,076 trilhão , superando com folga o recorde de 2024, quando havia alcançado US$ 992,2 bilhões. Apenas entre janeiro e outubro, o superávit já somava US$ 964,8 bilhões demonstrando a aceleração contínua das exportações chinesas ao longo do ano. Exportações reagem e mostram mudança de rota comercial Depois de registrar uma queda em outubro, as exportações da China voltaram a subir em novembro, com avanço de 5,9% na comparação anual número acima do esperado por analistas internacionais. Os dados refletem não apenas uma melhora no sentimento global de comércio, impulsionada por novas rodadas de diálogo entre Pequim e Washington, mas também uma estratégia agressiva de diversificação dos destinos de venda e da estrutura produtiva. Mesmo com a retomada do fluxo geral, as exportações para os Estados Unidos continuam em queda acentuada , evidenciando tanto o impacto prolongado da guerra tarifária quanto a busca da China por novos parceiros e mercados de rápido crescimento na Ásia, África, Oriente Médio e América Latina. Reconfiguração das cadeias de suprimentos A ampliação do superávit ocorre paralelamente a um redesenho das cadeias de valor globais. Com empresas chinesas expandindo produção para países aliados e fortalecendo hubs logísticos regionais, a China se mantém como pivô das manufaturas internacionais mesmo sob pressão de tarifas, sanções tecnológicas e políticas de “desacoplamento”. Especialistas apontam que essa reconfiguração tem reduzido a dependência de um número restrito de parceiros comerciais e ajudado a manter o dinamismo das exportações, mesmo em setores sensíveis como eletrônicos, equipamentos industriais e energia renovável. Por que o recorde importa? Consolida a China como maior potência exportadora mesmo em ambiente adverso Mostra resiliência diante da guerra tarifária dos EUA Evidencia a ascensão de novos mercados estratégicos para Pequim Impacta diretamente setores globais de energia, tecnologia e manufatura Para economias emergentes incluindo o Brasil o movimento reforça a importância da China como destino de commodities e como fornecedora de equipamentos industriais e de energia limpa. O que observar nos próximos meses Com a continuidade das tensões comerciais e a aproximação das eleições nos EUA, analistas projetam um cenário de volatilidade, mas destacam que a China entra em 2026 com vantagem estratégica: uma rede comercial mais ampla, madura e menos dependente do mercado americano . A expectativa é que o país mantenha desempenho sólido nas exportações de produtos de alto valor agregado, especialmente nos segmentos de energia solar, baterias, veículos elétricos e eletrônicos de consumo setores centrais para a transição energética e foco permanente de cobertura do EnergyChannel. China rompe barreira histórica e redefine rota do comércio global com superávit recorde
- Cooperação estratégica: França e China articulam nova agenda climática para energia limpa e segurança industrial
Em meio ao recrudescimento das disputas comerciais entre Pequim e a União Europeia, França e China decidiram abrir um novo capítulo na cooperação climática global. Image: Chinese President Xi Jinping and his French counterpart, Emmanuel Macron, jointly meet the press in Paris, France (courtesy of Xinhua/Yin Bogu) Os dois países anunciaram a criação de uma força-tarefa bilateral dedicada a impulsionar tecnologias limpas, ampliar a energia nuclear civil e desenvolver cadeias de valor mais seguras para setores estratégicos como renováveis e transporte marítimo. A iniciativa, que terá sua primeira reunião oficial em 2026, foi desenhada para gerar projetos concretos e não apenas declarações multilaterais em um momento em que Europa e China disputam espaço em mercados de tecnologia verde. Para Paris, a aproximação reforça o acesso à capacidade industrial chinesa, fundamental para cumprir metas de expansão nuclear e renovável. Para Pequim, abre-se um canal direto com uma das maiores potências da UE, reduzindo a dependência do diálogo exclusivamente com Bruxelas. Uma mesa técnica para reduzir ruídos e acelerar projetos O novo grupo de trabalho será alinhado às estruturas existentes incluindo UNFCCC, Acordo de Paris e diretrizes da Organização Marítima Internacional mas com foco prático: aproximar normas europeias e padrões chineses para reduzir barreiras e dar previsibilidade aos investidores. A harmonização regulatória pode se tornar decisiva para cadeias de fornecimento que hoje enfrentam gargalos e políticas mais rígidas de controle, sobretudo na Europa. A França vê na parceria um caminho para acelerar planos de expansão nuclear e renovável até 2050, enquanto a China enxerga a oportunidade de validar tecnologias em mercados tradicionalmente cautelosos com equipamentos chineses. Energia nuclear ganha protagonismo na agenda bilateral Entre todos os temas, a energia nuclear civil é tratada como prioridade absoluta. França e China defendem a meta global de triplicar a capacidade nuclear até 2050 e estudam: Joint ventures em países terceiros , com financiamento e apoio industrial chineses; Testes e validação cruzada de tecnologias, reforçando confiança internacional; Expansão de programas de pesquisa e capacitação entre empresas dos dois países. O movimento reforça a tendência global: mais de 30 nações já apoiam uma estratégia comum para reposicionar a energia nuclear como pilar da transição energética. Transporte marítimo e renováveis entram no centro das negociações O eixo marítimo também avança na agenda da força-tarefa. França e China buscam alinhar diretrizes para garantir emissões líquidas zero no setor até 2050 uma régua fundamental para armadores que precisam decidir entre novos combustíveis, retrofit de embarcações e infraestrutura portuária especializada. No campo das renováveis, a assimetria industrial pesa: A China domina a produção global de painéis solares, baterias e turbinas eólicas , o que lhe dá vantagem na discussão sobre padrões internacionais de rastreabilidade e pegada de carbono. A Europa, por outro lado, aperta as regras de compliance , especialmente em relação à cadeia de suprimentos, subsídios estatais e riscos geopolíticos. Empresas interessadas em participar de projetos conjuntos terão de navegar um ambiente regulatório mais complexo, marcado por sanções internacionais, investigações de práticas comerciais e exigências rígidas de transparência. Por que essa força-tarefa importa para o setor de energia? Para o mercado global e também para o Brasil a criação dessa estrutura sinaliza: ✔ Reconfiguração das cadeias de suprimento de energia limpa A cooperação pode acelerar padrões internacionais que afetarão preços, certificações e acesso a equipamentos. ✔ Consolidação da energia nuclear como ativo estratégico A aproximação França–China reforça o discurso de que o nuclear será indispensável para cumprir metas climáticas. ✔ Novas regras para transporte marítimo e logística verde Comércio internacional e energia offshore passam a operar sob normativas mais claras. ✔ Competição tecnológica mais intensa Europa e China disputam liderança em baterias, solar e eólica e a aliança bilateral adiciona novos contornos à disputa. Para o EnergyChannel A nova força-tarefa pode se tornar um dos acordos bilaterais mais relevantes das próximas décadas para a transição energética global, moldando padrões de mercado e influenciando desde o custo da energia solar até a expansão de reatores nucleares de próxima geração. Trata-se de um movimento estratégico que conecta diplomacia, política industrial e inovação e que deve ganhar força a partir de 2026. Cooperação estratégica: França e China articulam nova agenda climática para energia limpa e segurança industrial
- SolaX Power, Ourolux e LONGi promovem treinamento virtual e gratuito sobre armazenamento de energia
A capacitação é voltada aos profissionais que empreendem no setor de energia solar em todo o Brasil e acontece no dia 10/12/2025. Foto: O treinamento será focado nas principais inovações tecnológicas voltadas aos sistemas de armazenamento de energia Por Simone CesárioAssessoria de Imprensa da SolaX Power As capacitações virtuais promovidas pela SolaX Power continuam a todo vapor nesta reta final de 2025. Amanhã, dia 10, a partir das 14h, acontece uma nova edição do treinamento virtual e gratuito, promovido por meio da parceria com a LONGi Solar e a Ourolux. As inscrições devem ser realizadas antecipadamente pelo link Microsoft Virtual Events Powered by Teams . Desde 2024, cerca de três mil profissionais participaram dos treinamentos, presenciais e virtuais, promovidos por uma das principais fabricantes mundiais de soluções para armazenamento de energia. O gerente de marketing da SolaX Power no Brasil, Valdo Mendes, destaca que o interesse dos integradores pela qualificação tem se mostrado crescente, “principalmente porque o cenário no Brasil está cada vez mais promissor para as soluções de armazenamento em baterias, seja pela iminência da realização do leilão e pela MP 1.304 (sancionada no último dia 25 pelo Governo Federal), o que deve potencializar a demanda por essas soluções. E, nesse cenário, estar capacitado é fundamental para que o empreendedor solar possa reverter positivamente esse aumento na demanda para seu negócio”. Nicolas Tonolli, gerente de Produtos & Soluções da LONGi Solar, enfatiza que “não é mais uma aposta futura, pois esse mercado vem sendo puxado por mudanças regulatórias, como a MP 1.304, e pela necessidade crescente de autonomia, segurança energética e otimização tarifária por parte dos consumidores”, pontua. Em relação aos treinamentos, ele ressalta ainda que, para o integrador, representa a chance de sair da guerra de preços do on-grid tradicional e migrar para soluções mais completas, inteligentes e de maior valor agregado. “E isso exige capacitação técnica, já que, quem dominar sistemas híbridos, baterias e gestão de energia, ocupará um espaço privilegiado nessa nova fase do setor. O mercado está mudando rápido e este é o momento certo para o integrador se atualizar, aprender e se posicionar. Na LONGi, temos visto esse movimento de perto e estamos preparados para ele”. O gerente de Marketing da Ourolux, Bruno Felipe, destaca que tem acompanhado de perto a participação dos integradores nos treinamentos e que o engajamento tem sido extremamente positivo. “São profissionais realmente interessados em aprender, tirar dúvidas e se atualizar, o que demonstra o quanto esse tipo de capacitação é valorizada no dia a dia do integrador”. E acrescenta: “Esses treinamentos vão muito além da simples apresentação de produtos. Eles elevam o nível técnico dos profissionais, aumentam a segurança nas instalações, melhoram a qualidade dos projetos entregues ao cliente final e fortalecem todo o mercado”. Para ele, investir em capacitação “é investir na profissionalização do setor, na credibilidade das soluções e no crescimento sustentável da energia solar e da tecnologia como um todo, o que contribui diretamente para a evolução do mercado”. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder Sobre a Ourolux - A Ourolux conta com mais de 30 anos de história e é a marca mais vendida do Brasil no mercado. Está sempre antenada às tendências do setor e oferece produtos de qualidade e alta tecnologia, com o maior mix do segmento de iluminação. A companhia reúne mais de 50 mil metros de área de estocagem, divididos em três centros de distribuição estrategicamente localizados próximos aos principais aeroportos, portos e estradas. Toda essa estrutura logística possibilita agilidade e segurança aos clientes, com alto padrão de excelência comprovado e reconhecido pelo mercado. A Ourolux Solar, divisão de produtos fotovoltaicos da marca, também possui a certificação AAA concedida pela Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) em duas categorias: de empresas importadoras/distribuidoras e de projetistas, que atestam por meio de requisitos e auditoria a governança e excelência para a execução de serviços ou o fornecimento de produtos. Sobre a LONGi Solar - Fundada em 2000, a LONGi está comprometida em ser a empresa líder em tecnologia solar do mundo, focando na criação de valor orientada pelo cliente para a transformação completa do cenário energético. Sob sua missão de 'fazer o melhor uso da energia solar para construir um mundo sustentável', a LONGi se dedica à inovação tecnológica e possui diversas frentes de atuação, incluindo wafer monocristalino, células e módulos, soluções solares para os setores comercial e industrial, soluções em energia renovável e equipamentos para hidrogênio. A empresa fortalece constantemente sua capacidade de fornecer energia sustentável e, mais recentemente, expandiu sua atuação para produtos e soluções de hidrogênio verde, contribuindo para o avanço da descarbonização global. www.longi.com/br/ SolaX Power, Ourolux e LONGi promovem treinamento virtual e gratuito sobre armazenamento de energia
- Aplicações de Inteligência Artificial em Energia Nuclear
Por André Luis Ferreira Marques Em recente evento na UFRJ, descrevi algumas aplicações de Inteligência Artificial em Energia Nuclear. Aplicações de Inteligência Artificial em Energia Nuclear O campo que mais se mostra promissor é o uso da IA para manutenção preditiva e prescritiva, o que já ocorre, e no processamento de documentos de licenciamento, o que ainda é embrionário. A parte mais desafiadora é o auxílio na operação de reatores nucleares de potência, por causa da velocidade de se chegar a conclusões e prognóstico de ações a tomar. Essas aplicações demandam ‘Large Language Models – LLM’ treinando com muitos dados, para varrer todos os casos possíveis e ter a melhor precisão e assertividade. Afinal, trata-se de setor onde o risco aceitável encontra-se nas faixas mais estreitas. Com isso, os sistemas de IA demandaram hardware em escala intensiva, considerando todos os atuais tipos: CPU, GPU, NPU e TPU. Este último grupo (Tensor Processing Unit) é uma linha de avanço liderada pelo Google, o que incrementa a velocidade de processamento, onde as camadas de microchips situam-se próximo a 3 nanômetros. Para a tecnologia atual de CPU, as camadas situam-se próximo a 15 nanômetros. Toda essa situação demanda energia, não apenas diretamente pelo hardware, mas também pelos ‘clusters’ envolvidos e seus respectivos sistemas de resfriamento. A figura abaixo mostra uma estima inicial, onde considerei o hardware disponível nos próximos 5 anos. Aplicações de Inteligência Artificial em Energia Nuclear Como se pode ver, na hipótese de que a IA consiga auxiliar na operação de reatores, o investimento em energia para essa aplicação pode chegar a 1% do total produzido pela usina. Não é um valor assustador, mas indica o nível de sofisticação e demanda que se pode chegar. Nesta avaliação numérica, considerei o hardware médio disponível atualmente e, para o caso mais avançado, o predomínio da tecnologia TPU. Para a parte de manutenção preditiva, as tecnologias de CPU e GPU já se mostram capazes de auxiliar o setor nuclear atualmente. Aplicações de Inteligência Artificial em Energia Nuclear
- Sem eficiência energética, edificações desperdiçam uma Itaipu por ano e pressionam o sistema elétrico brasileiro
Se todos os prédios adotassem a integração de sensores e sistema de gestão predial, entre outros mecanismos de eficiência energética, o país poderia economizar US$ 45 bilhões nas próximas décadas, gastos com a demanda de eletricidade que poderia ser evitada. Esta e outras conclusões estão no estudo “Cenário das edificações sustentáveis e inteligentes no Brasil”, a ser divulgado hoje, durante Congresso Edificações do Futuro e Expo , em São Paulo. Sem eficiência energética, edificações desperdiçam uma Itaipu por ano e pressionam o sistema elétrico brasileiro São Paulo, 3 de dezembro de 2025 – Sem edifícios sustentáveis e eficientes energeticamente, perto da metade do consumo de eletricidade do Brasil simplesmente ficará de fora da transição energética. Contudo, medidas simples, como a integração de sensores e a adoção de sistemas de gestão predial poderiam proporcionar reduções de consumo de eletricidade entre 20% e 40%, levando a uma economia anual de 14% do consumo total de eletricidade no país, equivalente à geração anual de uma Itaipu e a duas grandes linhas de transmissão (de cerca de 6 mil quilômetros cada), entre outros impactos sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN). Estas e outras conclusões são parte do estudo “ Cenário das edificações sustentáveis e inteligentes no Brasil: contribuições da automação predial e iluminação ”, a ser apresentado durante o Congresso de Edificações do Futuro e Expo (CEFX) , promovido pela GHM Solutions em parceria com o Instituto de Energia? e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), que acontece hoje, no auditório principal do próprio IEE-USP. O evento reunirá autoridades, representantes de entidades, empresas e academia ao longo de um dia de debates. Além do estudo, assinado pela GHM Solutions, o CEFX apresentará as últimas tendências das edificações inteligentes e sustentáveis, com uso de IoT, IA e gêmeos digitais, num olhar de 360 o O evento também abordará temas como políticas públicas para viabilização das edificações sustentáveis, a importância e os caminhos para obtenção das certificações necessárias e as aplicações dessas tecnologias. Políticas públicas “Sem edifícios sustentáveis e eficientes energeticamente, perto da metade do consumo da eletricidade simplesmente ficará de fora da transição energética”, ressalta Juliana Ulian, CEO da GHM Solutions, organizadora do evento e a coordenadora do estudo. Ela lembra que o CEFX se dará num momento de pós-COP 30, no qual os edifícios sustentáveis e inteligentes passam a ser vistos como cruciais à transição energética. “A automação da iluminação, assim como a eficiência energética de equipamentos em edificações, precisa de políticas públicas claras, pois ambas são de interesse nacional”, frisa a especialista. Na ponta do lápis, o estudo da GHM Solutions informa que a adequação das edificações permitiria uma economia anual de 87Twh/ano, ou o suficiente para abastecer mais de 35 milhões de residências, considerando uma faixa de consumo médio entre 150 kWh/mês a 200 kWh/mês. O potencial total de economia acumulada supera US$ 45 bilhões ao longo das próximas décadas. Payback em até 5 anos Juliana salienta: “E ainda que os benefícios da adequação das edificações possam ser sistêmicos, eles também se traduzem em vantagens econômicas para quem investe na área”. Para a CEO da GHM Solutions, a viabilidade econômica da automação predial é indiscutível: o seu payback típico se dá entre 2 e 5 anos. “As medidas de menor custo e de rápida implantação (sensores de presença, termostatos inteligentes, dimerização por fotossensores) são de rápido retorno. Já, as soluções mais complexas, ainda que demandem prazos mais longos de retorno, permitem ganhos maiores de economia”, detalha J. Confira abaixo o payback das tecnologias, segundo o estudo: Sensores de presença de iluminação – em até um ano Termostatos inteligentes – em até 1,2 ano Fotossensores /dimerização - em até 1,5 ano Motores para a climatização (aquecimento, ventilação e ar-condicionado) com acionamento de frequência variável, isto é, com um mecanismo que ajusta a velocidade do motor, conforme a frequência e a tensão da energia fornecida - em até 2,5 anos Analytics para internet das coisas (IoT) em equipamentos prediais – em até 3 anos Sistemas de climatização central por fluxo de refrigerante variável (FRV ou VRV), para controlar a temperatura de forma individualizada em cada ambiente - em até 3,5 anos Building Management System (BMS) ou Sistema de Gerenciamento Predial completo, capaz de automatizar e monitorar todos os sistemas de um edifício – em até 4 anos Presenças confirmadas no CEFX Além da apresentação das conclusões do estudo, o CEFX está reunindo autoridades, representantes de entidades, empresas e academia. Já confirmaram a presença, entre os painelistas do CEFX, os seguintes nomes: Deputado Arnaldo Jardim, autor do Programa de Aceleração da Transição Energética (Lei nº 15.103/2025), que instituiu uma política pública voltada ao desenvolvimento sustentável; Claudio Violato, presidente Fórum Brasileiro de IoT ; Gustavo Reis, vice-presidente da Associação Paulista de Municípios (APM); Myrthes Marcele Farias dos Santos, representante do Programa Nacional de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (Procel/ ENBPar /MME); Juliana Ulian, CEO da GHM Solutions , do Portal Ecogateway e do CEFX; Roberto Donato da Silva Júnior, assessor docente do gabinete do reitor da Unicamp ; Lucia Abadia, representando a Associação Mulheres da Energia e o Congresso Mulheres da Energia; Marco Martins Poli, diretor executivo da Associação Brasileira da Industria da Iluminação (Abilux); Tercio Ambrizzi, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP); e Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira da Internet das Coisas (ABINC), para analisar os tópicos referentes a IA, IoT e Gêmeos Digitais. Veja, abaixo, os principais temas a serem debatidos no CEFX: • Políticas públicas e regulamentação : o impacto das políticas e normas nos prédios inteligentes e eficientes energeticamente, públicos ou privados • Certificações de edifícios : PBE, AQUA, EDGE e outras certificações para edificações sustentáveis. • Automação predial e Sistemas de Gestão de Energia: tecnologias e integração de sistemas para gestão eficiente de edifícios. • Iluminação Inteligente : o papel da iluminação e controles como porta para a inteligência e conectividade. • Eficiência energética : estratégias e tecnologias para otimização do consumo em edificações. • Casos de sucesso : exemplos práticos e resultados comprovados de projetos inovadores no Brasil. • Tecnologias emergentes : IoT, IA, gêmeos digitais, BIM, entre outros Para mais informações, acesse aqui . Sobre a GHM Solutions : A GHM Solutions é uma empresa de Pesquisa e MarComm para o Setor de Energia. Também realiza o CPIIC – Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro voltado ao tema iluminação pública como ativo estratégico e porta para cidades inteligentes. Sobre o IEE-USP : O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) é uma unidade de pesquisa e ensino dedicada ao estudo e desenvolvimento de soluções para questões relacionadas à energia e ao meio ambiente, com foco na sustentabilidade. Sem eficiência energética, edificações desperdiçam uma Itaipu por ano e pressionam o sistema elétrico brasileiro
- Edificações podem economizar, em média, 30% de energia com medidas simples de automação predial e eficiência energética
A integração de sensores e sistema de gestão predial nas edificações, entre outros mecanismos de eficiência energética, têm no Brasil um potencial de economia de 87TWh, ou 14% do consumo de eletricidade do país. Essa economia, caso realizada, permitiria que US$ 44 bilhões de investimentos fossem evitados. O tema foi discutido durante o Congresso Edificações do Futuro e Expo (CEFX), hoje, em São Paulo, no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP). Edificações podem economizar, em média, 30% de energia com medidas simples de automação predial e eficiência energética São Paulo, 3 de dezembro de 2025 - Ainda que US$ 424 bilhões sejam necessários até 2050 para que as edificações no Brasil sejam verdes e inteligentes, obtendo economias com energia entre 20% e 40%, esse investimento se pagaria entre 2 a 5 anos. E garantiria um potencial de economia de 14% do consumo de eletricidade do país, ou 87TWh. O tema foi discutido hoje durante a abertura do Congresso Edificações do Futuro e Expo (CEFX), realizado hoje em São Paulo, no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo. “O país, segundo o IBGE, possui hoje, perto de 107 milhões de edificações, as quais respondem por 47% do consumo de eletricidade”, afirmou Juliana Ulian, CEO da GHM Solutions, organizadora do evento. “Nesse momento pós COP30, em que se discute a descarbonização das economias, se apenas automatizássemos os prédios e adotássemos sistemas de gestão predial, entre outros mecanismos de eficiência energética, seria possível reduzirmos em 40% as emissões de gás de efeito estufa”, complementou. Victor Moura, especialista da GHM Solutions, apresentou o estudo lançado, durante o CEFX, “Green & Smart Buildings no Brasil: Cenário das edificações sustentáveis e inteligentes: contribuições da automação predial e iluminação ”. Segundo ele, o potencial de economia da automação predial e da eficiência energética nas edificações se traduz em 16,5 GW evitados anualmente, ou o equivalente à geração de 1,2 Itaipus. “Isso representa, ainda, 4,7 milhões de toneladas de CO2 evitadas, levando-se em conta premissas conservadoras nesses cálculos”, frisou. Sistema econômico sustentável Ildo Luíz Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE/USP) chamou a atenção para o consumo mundial de energia, hoje na casa dos 620 exajoules (ou 620 quintilhões – 10 à 18ª. potência) de joules. “Mais do que nunca, com o reconhecimento das crises climáticas, voltamos à questão da gestão da energia”. “Precisamos retornar à ciência básica e a um sistema econômico sustentável”, defendeu. A resposta, segundo José Roberto Muratori, do Instituto de Automação/Prédio Eficiente, está na necessidade de se integrar as várias tecnologias para se chegar à máxima eficiência. Entre elas, a gestão corporativa, com gêmeos digitais, dashboards, alarmes e analytics da supervisão dos sistemas, controles programáveis para a iluminação e climatização, assim como sensores. “A automação predial, contudo, não é algo estático”, alertou: “é preciso revisar diariamente os sistemas, baseando-nos em dados, sem “achismos”, acompanhando o desempenho real de equipamentos.” De acordo com o consultor e projetista de automação residencial e predial, não basta às edificações uma automação passiva. “Ela deve ser ativa, capaz de tomar decisões automaticamente, com inteligência”, conclui Muratori. Economias comprovadas Os resultados com automação predial e eficiência energética podem ser medidos na prática. Luciano Rosito, diretor geral da B.E.G.Brail, ressaltou que já se é possível obter reduções de 70% de economia de energia com uma infraestrutura de dados sem comprometer o nível de conforto dos ambientes das edificações. Ele apresentou um estudo de caso de um galpão de logística, com tecnologia DALI, baseada em sensores instalados a 16 metros de altura, num sistema de 560 luminárias, com economia de 58%. Para Marcos Martins Poli, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), no entanto, não bastam produtos de eficiência energética para resolver o desafio energético. “Temos que começar por um bom projeto”. Para ele, é importante se maximizar os recursos de energia disponíveis nas edificações. “E temos métricas para avaliar se esses prédios estão, efetivamente, gerando o bem-estar que queremos”, afirma. Na mesma linha, Adriano Cotrim Pita, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, reforça: “não existe edifício inteligente sem projeto inteligente, e isso significa uma edificação que leve em consideração o meio ambiente e seu uso.” Já, segundo Lucia Abadia, conselheira da Associação Mulheres em Energia há um aspecto importante para quem investe em edificações a ser considerado: “A parcela de pagamento do imóvel um dia acaba. Mas a taxa de manutenção é permanente. Precisamos evoluir na consciência da sustentabilidade, com economia de energia ao longo do tempo”, concluiu Lucia, ao final do painel. Participaram, ainda, da abertura do CEFX, Claudio Violato, presidente do Fórum Brasileiro de IoT e Gustavo Reis, vice-presidente da Associação Paulista de Municípios (APM) e Cesar Massaro, coordenador do Centro de Edificações Inovativas da Universidade de São Paulo, lançado neste evento. Para baixar o estudo Green & Smart Buildings no Brasil, clique aqui: https://we.tl/t-9YQSITvOBe Sobre a GHM Solutions: A GHM Solutions é uma empresa de Pesquisa e MarComm para o Setor de Energia. Também realiza o CPIIC – Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro voltado ao tema iluminação pública como ativo estratégico e porta para cidades inteligentes. Sobre o IEE-USP: O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) é uma unidade de pesquisa e ensino dedicada ao estudo e desenvolvimento de soluções para questões relacionadas à energia e ao meio ambiente, com foco na sustentabilidade. Edificações podem economizar, em média, 30% de energia com medidas simples de automação predial e eficiência energética
- Descarbonização de produtores de insumos para construção é fundamental para o país avançar na transição energética nas edificações
País precisa também avançar na parametrização dos insumos para possibilitar isonomia competitiva entre fornecedores de matérias primas. Temas foram debatidos no painel Pós-COP: Transição Energética Brasileira e o papel das edificações, durante Congresso Edificações do Futuro 2025 – CEFX 2025. Descarbonização de produtores de insumos para construção é fundamental para o país avançar na transição energética nas edificações São Paulo, 4 de dezembro de 2025 – A redução das emissões de gases de efeito estufa nos processos construtivos depende, em grande parte, de mudanças na produção de insumos de difícil descarbonização, como aço, cimento, cerâmica, madeira, transporte e logística. É importante também que o país avance na definição de parâmetros confiáveis no processo produtivo dos vários insumos utilizados nas construções, como blocos, tintas, materiais elétricos entre vários outros, para garantir a isonomia entre os fornecedores. Esses foram pontos destacados durante o painel Pós-COP: Transição Energética Brasileira e o papel das edificações, do Congresso Edificações do Futuro 2025 – CEFX 2025, que ocorreu nesta quarta-feira, 3, em São Paulo, evento promovido pela GHM Solutions no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP). ‘Não é no processo construtivo em si que está a origem das emissões mais representativas do setor de edificações, mas é na produção dos insumos que encontramos os responsáveis pelo “carbono embutido’ nas construções. Então temos de olhar e atuar nos setores que fornecem insumos para as construções e são setores de difícil descarbonização”, pontuou Carla da Costa Lopes Achão, superintendente de Estudos Econômicos e Energéticos da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) do Ministério das Minas e Energia (MME). De acordo com Carla, o setor da construção civil representa cerca de 1/3 das emissões globais de CO2. Para ela, a descarbonização de importantes segmentos do setor, como produção de cimento, siderurgia, química entre outros passa pela substituição do uso de combustíveis fósseis por gás natural, biometano ou energia elétrica, além do uso de geração distribuída e da implantação de processos de captura, armazenamento e uso do carbono. “Isso passa por uma discussão ampla da qual devem participar órgãos governamentais e a iniciativa privada, na definição de métricas baseadas em dados científicos confiáveis, na busca de alternativas para esses setores e também por linhas de financiamento e apoio à inovação”, complementou a superintendente de Estudos Econômicos e Energéticos da EPE. De acordo com Carla, na COP30 o Brasil, uma vez mais, se destacou por ser um dos líderes mundiais na transição energética, que para nós começou há mais de sessenta anos com a priorização da construção de hidroelétricas, uso de carvão vegetal e o programa do álcool combustível. “Como nossa matriz energética, comparada com imensa maioria dos países é limpa, há questionamentos sobre a necessidade de avançarmos mais com a descarbonização e uso de energias renováveis. Precisamos avançar porque a crise climática já é uma realidade e não podemos abrir mão da responsabilidade de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance”, disse. Fornecedores e conformidade Para Orestes Marracini Gonçalves, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), que também participou do painel, a descarbornização das edificações passa pela definição de conformidades nos processos produtivos dos insumos, que viabiliza a isonomia entre fornecedores. “Por vezes temos insumos que, na sua produção, atendem critérios de baixa emissão de carbono, mas apresentam durabilidade bem menor. Isso causa problemas de isonomia entre fornecedores. É preciso avançarmos na definição de certos critérios e conformidades desses materiais para evitarmos esse tipo de problema, principalmente na escolha dos fornecedores para o setor público”, disse. De acordo com Gonçalves, a disponibilização de dados e critérios que possibilitem a parametrização e definição de conformidades de insumos para as edificações tem sido uma das áreas de maior atuação do CBCS. “A entidade foi fundada em 2007 por um grupo de especialistas de diversas universidades, que atuam em sistemas interdisciplinares da construção desde os anos 1980. O Conselho agrega representantes com notório saber de setores como indústria, produção, governo e academia”, destacou. O presidente da CBCS disse ainda que um dos grandes desafios é fazer com que as informações sobre as alternativas para descarbonização, e para reduzir o consumo energético durante a vida útil das edificações, cheguem a todos os envolvidos no processo de construção e gestão desses equipamentos. “Temos muitas tecnologias, mas a dificuldade é mudar a cultura. Precisamos avançar num roadmap para o setor, com informações acessíveis sobre descarbonização e eficiência energética, para orientar desde quem decide pela construção, até para quem vai gerir o prédio no dia a dia”, disse Gonçalves. Sidac e 6 passos O presidente da CBCS informou também sobre a disponibilidade de sistemas de informações facilitam a atuação do setor no processo de descarbonização das construções. Entre elas, ele destacou o CBCS 6 passos, sistema que facilita a escolha de fornecedores, considerando o enfoque na responsabilidade social e ambiental, a partir de critérios como licença ambiental e conformidades fiscal, técnica e trabalhista nas construções ( cbcs6passos.org.br ). Outro serviço destacado foi o Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac), que permite calcular indicadores de desempenho ambiental de produtos de construção, com base em dados brasileiros e nos conceitos da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). O Sidac ( sidac.org.br ) foi desenvolvido tecnicamente pelo CBCS a partir de um convênio como Ministério das Minas e Energia. O Sidac auxilia profissionais na declaração de desempenho ambiental de produtos, na seleção de fornecedores com base em indicadores ambientais, no apoio a decisões de projeto e na elaboração de estratégias para redução do carbono incorporado em edificações entre outros pontos. “Trata-se de um trabalho muito importante, constituído sobre bases científicas densas e consistentes. É um material de apoio muito relevante para avançarmos nas construções de baixo carbono”, afirmou Gonçalves. O deputado Edson Giriboni, da Coordenação da Frente Parlamentar em Prol da Transição Energética, pontuou a liderança do estado de São Paulo tanto na geração distribuída de energia solar como no uso de biomassa. Essas experiências, acredita ele, são uma referência nacional em Transição Energética. O papel das edificações Juliana Ulian, CEO da GHM Solutions e organizadora do CEFX, enfatizou que 40% das emissões são da construção civil. Segundo ela, este é um ponto importante, chegando mesmo a ser um desafio. A executiva, também responsável pelo estudo Green & Smart Buildings no Brasil: contribuições da automação predial e iluminação inteligente, lançado durante o CEFX, afirma que “A construção do futuro deixa de ser apenas um consumidor, com produção própria de energia, armazenamento e a agregação de tecnologias integradas para uma melhor eficiência energética e de operação baseada em dados. Ele passa a ser agente da transição e da matriz energética”, argumentou. O CEFX reuniu em seus diversos painéis diversas autoridades. Myrthes Marcele F. Santos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), por sua vez, defendeu do painel “ Políticas Públicas Para Edificações Sustentáveis e Smart Building ” que também as construtoras têm de ser ouvidas nos processos decisórios sobre temas relativos à descarbonização das edificações. Nesse debate participaram, ainda, Alexandra Maciel, coordenadora de Eficiência Energética de Edificações do Ministério de Minas e Energia; Jair Camponeze, diretor do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) do Estado de São Paulo; e Mohana Barros, da Associação Brasileira dos Arquitetos de Iluminação (AsBai). Sobre a GHM Solutions : A GHM Solutions é uma empresa de Pesquisa e MarComm para o Setor de Energia. Também realiza o CPIIC – Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro voltado ao tema iluminação pública como ativo estratégico e porta para cidades inteligentes. Sobre o IEE-USP : O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) é uma unidade de pesquisa e ensino dedicada ao estudo e desenvolvimento de soluções para questões relacionadas à energia e ao meio ambiente, com foco na sustentabilidade. Descarbonização de produtores de insumos para construção é fundamental para o país avançar na transição energética nas edificações
- Iluminação Pública Ganha Nova Geração de Inteligência: Ubicquia Lança Soluções com IA e Gestão Avançada de Infraestrutura
A transformação digital do setor de iluminação pública acaba de dar um salto significativo. A Ubicquia anunciou uma ampliação estratégica do seu ecossistema de tecnologias inteligentes, introduzindo novos dispositivos, aprimoramentos de plataforma e recursos de análise que reposicionam o poste de luz como um ativo urbano multifuncional. Iluminação Pública Ganha Nova Geração de Inteligência: Ubicquia Lança Soluções com IA e Gestão Avançada de Infraestrutura Entre os destaques está o UbiCell , um microcontrolador compacto de nova geração que otimiza o controle remoto da iluminação pública, ampliando a confiabilidade das redes e reduzindo custos operacionais para cidades e concessionárias. O dispositivo chega ao mercado como parte de um movimento global de modernização da infraestrutura urbana, impulsionado pela necessidade de eficiência energética e automação. Plataformas mais robustas para gestão urbana em tempo real A empresa também apresentou evoluções importantes nas plataformas UbiVu e UbiScout , que agora passam a oferecer monitoramento mais preciso, análise avançada de dados e suporte para tomadas de decisão baseadas em inteligência artificial. Com o UbiVu, gestores públicos podem visualizar a performance de toda a malha de iluminação, identificar falhas, ajustar perfis de luminosidade e acompanhar indicadores de consumo. Já o UbiScout reforça o papel da infraestrutura instalada como ponto de coleta de dados urbanos, ampliando a capacidade de mapeamento, manutenção e planejamento. Essas plataformas, integradas ao novo microcontrolador, constroem um ambiente digital unificado que promete reduzir desperdícios, melhorar a segurança e tornar as operações mais sustentáveis. Vídeo com IA eleva potencial dos postes inteligentes Outro lançamento que chamou atenção foi o novo módulo de vídeo com inteligência artificial embarcada, capaz de transformar postes de iluminação existentes em pontos de análise urbana avançada. A solução incorpora: Iluminação adaptativa , ajustando o brilho conforme fluxo de pessoas e veículos; Análise de tráfego , oferecendo dados essenciais para mobilidade urbana; Monitoramento de meio-fio , útil para planejamento de estacionamento, fiscalização e estudo de uso do espaço público. Com isso, a Ubicquia mira um mercado em ascensão: o das cidades que utilizam sua infraestrutura já instalada para implementar funcionalidades inteligentes sem necessidade de grandes reformas. Energia, eficiência e dados: o novo tripé das cidades inteligentes As novidades reforçam a convergência entre energia, segurança e informação no planejamento urbano moderno. Para prefeituras e concessionárias, soluções integradas como as da Ubicquia representam uma oportunidade de acelerar projetos de cidades inteligentes com investimento otimizado e impacto imediato no cotidiano dos cidadãos. O EnergyChannel seguirá acompanhando a evolução desses sistemas e seu potencial de transformar a iluminação pública em uma peça-chave da transição digital das cidades. Iluminação Pública Ganha Nova Geração de Inteligência: Ubicquia Lança Soluções com IA e Gestão Avançada de Infraestrutura
- Porsche aposta em sensação de condução clássica com câmbio virtual nos próximos modelos elétricos
A Porsche está prestes a adicionar um ingrediente inesperado à condução de seus veículos elétricos: uma simulação de trocas de marcha pensada para resgatar a sensação mecânica típica dos esportivos da marca. Imagem: Porsche: Porsche aposta em sensação de condução clássica com câmbio virtual nos próximos modelos elétricos A novidade, que marca uma virada na estratégia de experiência do usuário em modelos zero emissão, deve estrear primeiro na próxima geração do Taycan, prevista para chegar ao mercado no final de 2026 como linha 2027. Informações obtidas pelo EnergyChannel junto a fontes próximas à rede de concessionárias indicam que a fabricante alemã já comunicou internamente a preparação para o recurso definido como uma “transmissão virtual”. A orientação comercial é que as lojas iniciem treinamentos e ações de apresentação no segundo semestre de 2026, com agosto apontado como o provável início de pré-vendas. Um elétrico com alma de esportivo tradicional A adoção de um câmbio simulado não é inédita na indústria, mas ganha peso ao ser implementada por uma das marcas mais reconhecidas pelo prazer de dirigir. A iniciativa teria ganhado força após executivos da Porsche experimentarem o sistema semelhante presente no Hyundai Ioniq 5 N considerado um dos elétricos mais “emocionais” do mercado. Frank Moser, chefe da Divisão de Série dos modelos 718 e 911, descreveu a experiência como “reveladora” em uma conversa recente com especialistas do setor. Segundo ele, até mesmo membros da equipe tradicionalista da Porsche se surpreenderam com o impacto que a simulação de marchas pode ter na sensação de aceleração e engajamento do motorista. Apesar do entusiasmo, Moser reforçou que o recurso deverá ser opcional e totalmente desativável, permitindo que o condutor escolha entre o perfil esportivo — com respostas mais intensas e trocas virtuais ou a condução silenciosa típica dos veículos elétricos. Mais do que um efeito sonoro: interação física e comportamento dinâmico A solução da Porsche vai além de um efeito sonoro artificial. Para que o sistema seja integrado ao Taycan, o modelo receberá volante atualizado com borboletas de mudança, ausentes na versão atual. É por meio delas que o condutor acionará as marchas simuladas, da mesma forma como ocorre no Hyundai Ioniq 5 N. Apesar disso, não haverá alterações técnicas no powertrain. A simulação será totalmente digital, ajustando torque, resposta do acelerador e curvas de aceleração para criar a ilusão de progressão semelhante a uma transmissão tradicional sem comprometer eficiência e regeneração de energia. Assim como aconteceu com outros recursos de software ligados à experiência sonora, como o sound design artificial já incorporado ao Cayenne elétrico, a Porsche não deverá oferecer a novidade via atualização remota. Ou seja, somente novos veículos serão compatíveis. Por que isso importa para o mercado? A implementação de um câmbio virtual reforça um movimento crescente entre montadoras: aproximar a direção dos elétricos da sensação emocional de veículos a combustão, especialmente nos segmentos esportivos. Ao mesmo tempo, fabricantes buscam diferenciar seus produtos em um mercado onde a entrega de potência instantânea já se tornou comum. Para a Porsche, a estratégia alinha tradição e tecnologia mantendo viva a identidade esportiva da marca enquanto avança na eletrificação completa de seu portfólio. Porsche aposta em sensação de condução clássica com câmbio virtual nos próximos modelos elétricos
- ANEEL abre tomada de subsídios: o futuro da Geração Distribuída está em jogo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou no Diário Oficial da União em 4 de dezembro de 2025 a abertura da Tomada de Subsídios nº 23/2025, que trata da valoração dos custos e benefícios da micro e minigeração distribuída (MMGD). O prazo para contribuições vai até 4 de março de 2026, e os relatórios técnicos divulgados neste mês de dezembro serão a base para a definição regulatória que impactará diretamente milhares de usinas solares em operação e em construção. O que está em debate • Geração Distribuída (GD): é o modelo em que consumidores produzem sua própria energia, geralmente por meio de painéis solares, e podem compensar excedentes na rede elétrica. • Tomada de Subsídios: mecanismo de participação pública em que a ANEEL coleta contribuições técnicas e sociais para embasar decisões regulatórias. • Valoração dos custos e benefícios da GD: trata de calcular, de forma justa, o impacto da GD sobre o sistema elétrico — desde redução de perdas na rede até custos de manutenção e equilíbrio tarifário. • Recursos energéticos distribuídos (REDs): incluem geração solar, baterias, veículos elétricos e sistemas de gestão local. • Redes inteligentes e microrredes: tecnologias que permitem maior automação, integração e resiliência, conectando pequenos geradores e consumidores em sistemas locais capazes de operar de forma independente em situações de crise. O ponto de inflexão do mercado elétrico O setor elétrico brasileiro vive um momento decisivo. A Lei 14.300/2022, em seu artigo 17, determinava que a ANEEL deveria apresentar a valoração dos custos e benefícios da GD em prazo definido. Esse prazo não foi cumprido. Paradoxalmente, o atraso acabou sendo providencial: o mercado ainda estava em expansão, e investidores preferiram ignorar a insegurança jurídica. Entretanto, essa indefinição tem prazo de validade. As regras de compensação da energia excedente a partir de 2029 já deveriam ter sido divulgadas. Sem elas, a rentabilidade de projetos futuros permanece incerta. Muitos vendedores de usinas, por desconhecimento ou conveniência, não informaram compradores sobre essa lacuna regulatória. Agora, com a agenda de trabalhos da ANEEL para 2026 e os relatórios técnicos recém-publicados, o setor finalmente se aproxima de uma definição. Dois mundos dentro da GD Hoje convivem dois tipos de usinas: • As que possuem direito adquirido, com regras de compensação garantidas até 2045. • As que foram protocoladas após a promulgação da Lei 14.300/22, que aguardam a definição das regras de compensação a partir de 2029. Essa distinção cria um mercado desigual e gera apreensão entre empreendedores, especialmente aqueles que construíram usinas para arrendamento. A decisão da ANEEL sobre a valoração da GD será determinante para o futuro desses negócios. A importância da resiliência Defender a Geração Distribuída é defender a resiliência energética. Em um país sujeito a eventos climáticos extremos, depender apenas de grandes usinas centralizadas e linhas de transmissão longas é um risco. A GD permite gerar energia junto à carga, alimentar diretamente veículos elétricos e sistemas de armazenamento, e reduzir vulnerabilidades. Enquanto milhões de pequenos geradores se empoderam com novas tecnologias, o modelo tradicional mostra-se robusto, mas frágil diante de crises climáticas. A descentralização, democratização, digitalização e descarbonização são pilares da transição energética que este colunista defende. O que está em jogo para a sociedade As definições que surgirão desta tomada de subsídios não são apenas técnicas: afetarão diretamente consumidores, investidores e a sociedade brasileira. O formato do mercado elétrico será redesenhado. Se a valoração reconhecer adequadamente os benefícios da GD como redução de perdas, alívio de picos de demanda e maior segurança energética o país poderá avançar em direção a um sistema mais moderno e sustentável. Mas se prevalecer uma visão restritiva, que valorize apenas custos imediatos, corre-se o risco de frear um movimento que já mobiliza milhões de brasileiros. Conclusão A abertura da Tomada de Subsídios pela ANEEL marca o início de uma disputa regulatória que definirá o futuro da energia no Brasil. O atraso na aplicação da Lei 14.300/22 trouxe insegurança, mas também tempo para amadurecimento do mercado. Agora, não há mais espaço para postergações. O Brasil está diante de um ponto de inflexão histórico: ou consolida a Geração Distribuída como bandeira da transição energética descentralizada, democratizada, digitalizada e descarbonizada, ou reforça um modelo centralizado que já demonstra fragilidade. O setor elétrico precisa de coragem política e clareza regulatória. A sociedade precisa estar atenta: o futuro da energia e da própria resiliência nacional será decidido em breve. Por Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética ANEEL abre tomada de subsídios: o futuro da Geração Distribuída está em jogo
- COP30 em Belém: polêmicas, vozes e um futuro em disputa
Belém recebeu a COP30 com intensidade rara. No coração da Amazônia, a conferência foi marcada por embates e encontros que revelaram tanto avanços quanto contradições. Povos indígenas tiveram protagonismo inédito, lembrando ao mundo que a floresta é território vivo e não apenas estoque de carbono. COP30 em Belém: polêmicas, vozes e um futuro em disputa Movimentos sociais como o MST trouxeram à mesa a justiça climática, enquanto o agronegócio buscou reafirmar sua narrativa de sustentabilidade. ONGs e sociedade civil, em sua pluralidade, mostraram que o debate climático não pode ser reduzido a tecnicalidades: é sobre vidas e futuros possíveis. Entre os sucessos, destacam-se compromissos financeiros para adaptação e mitigação, ainda que insuficientes, e a maior integração entre ciência e política. A visibilidade dada às comunidades tradicionais foi outro ponto alto. Mas os fracassos também pesaram: metas de redução de emissões continuam aquém do necessário e a resistência de países dependentes de combustíveis fósseis travou negociações cruciais. No entanto, é justamente nesse cenário de tensões que reside a essência de uma COP: o multilateralismo. A ONU, com todas as suas limitações, cumpre a função de mediadora, tentando conciliar interesses divergentes e construir compromissos coletivos. Belém mostrou que as COPs não serão mais as mesmas. A presença vibrante da sociedade civil e a força dos povos indígenas mudaram o tom da conferência. Como colunista, participei intensamente de todos os dias e atividades da COP30. Ainda estou “decantando” tudo o que vivi e aprendi. Foi uma experiência transformadora, que me deixou imensamente grato e satisfeito. Continuarei escrevendo: combater as mudanças climáticas passa por todas as mentes e corações do planeta, e eu não poderia ficar fora dessa missão. A COP30 foi polêmica e, em muitos aspectos, frustrante. Mas também foi um marco de renovação. Se conseguimos reunir tantas vozes na Amazônia, é possível acreditar que o mundo ainda pode se unir para preservar a vida. Por Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética











