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  • Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta

    O mercado automotivo britânico viveu um novembro de contrastes. Enquanto o ritmo de crescimento nas vendas de veículos 100% elétricos (BEVs) avançou no menor nível dos últimos dois anos, a presença desses modelos no mercado continua a se consolidar sinal de que a transição energética no setor segue ativa, ainda que com novos desafios. Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta Segundo levantamento do setor automotivo britânico consultado pelo EnergyChannel , foram registrados 39.965 novos carros elétricos a bateria em novembro , um crescimento de 3,6%  na comparação anual. Mesmo com o avanço tímido, os BEVs alcançaram 26,4% de participação nas vendas de carros novos , ampliando sua fatia no mercado em 1,5 ponto percentual em relação ao ano passado. Cresce menos, mas cresce e domina cada vez mais o mercado Apesar de o crescimento ter sido o mais fraco desde 2023, os veículos totalmente elétricos já representam mais de um quarto das novas compras no país. E quando se amplia o olhar para todos os modelos eletrificados incluindo híbridos plug-in (PHEVs) e híbridos tradicionais (HEVs) a participação chega a 51,4% dos novos registros . Esse avanço mantém gasolina e diesel como minoria pelo terceiro mês consecutivo , um marco simbólico da mudança estrutural no consumo britânico. Queda geral do mercado afeta desempenho dos elétricos O desempenho morno dos elétricos ocorre em um mercado como um todo pressionado: o Reino Unido registrou 151.154 novos veículos , um recuo de 1,6%  nas vendas totais — a sexta queda consecutiva em 2025 . A retração é explicada principalmente pela queda de 5,5% na demanda do consumidor individual , enquanto frotas corporativas  (+0,2%) e empresas (+18%) ajudaram a segurar parte do volume. Novo imposto ainda não impactou os números mas preocupa Embora a discussão pública associe a desaceleração às mudanças fiscais anunciadas no Orçamento de Outono que prevê uma taxa de 3 centavos de libra por milha para veículos elétricos os dados de novembro ainda não refletem esse impacto, já que foram coletados antes da decisão. Para especialistas do setor, entretanto, a combinação entre incertezas regulatórias e a necessidade de ampliar incentivos pode estar influenciando a confiança dos consumidores. Sinal de alerta do setor “Mesmo com um mercado frágil, a adoção de veículos de emissão zero continua a avançar e isso é essencial. Mas o crescimento mais fraco em quase dois anos deve servir de alerta: não podemos considerar garantida a alta sustentada na demanda por elétricos.” O que esperar daqui para frente Com a nova taxação entrando em vigor e um mercado ainda oscilante, o desafio do Reino Unido será encontrar o equilíbrio entre políticas de arrecadação e estímulo à eletrificação. A trajetória recente mostra que a mobilidade elétrica já conquistou espaço mas sua expansão dependerá de previsibilidade econômica, infraestrutura de recarga e incentivos consistentes. O EnergyChannel  seguirá acompanhando os desdobramentos da política britânica e seus impactos no futuro da eletromobilidade. Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta

  • BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu

    A BayWa r.e. consolidou mais um movimento estratégico no mercado britânico de energia solar ao concluir a venda de dois grandes empreendimentos fotovoltaicos para a gestora internacional Capital Dynamics. BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu Juntos, os projetos Clump Farm (Leicestershire) e Yanel (North Somerset) ultrapassam 121 MWp de capacidade instalada reforçando a oferta de energia renovável em uma das regiões mais aquecidas da Europa para investimentos em geração limpa. Segundo apuração do EnergyChannel , os dois parques já contam com todas as autorizações de planejamento necessárias e foram desenvolvidos com foco em impacto ambiental positivo, incluindo ações para proteção de fauna e flora locais. Onde estão os projetos e qual o potencial energético Clump Farm Solar Park – Leicestershire Capacidade prevista: aprox. 77 MWp Destaque: projeto desenvolvido em amplo terreno rural, com integração de medidas de aumento de biodiversidade. Yanel Solar Park – North Somerset Capacidade prevista: 44 MWp Destaque: preparado para operar com soluções de gestão ambiental voltadas à restauração do solo e estímulo a habitats naturais. Ambos os empreendimentos foram estruturados em parceria com a Grune Energien Solar , reforçando o modelo colaborativo adotado pela BayWa r.e. na Europa. Empresa reforça estratégia de desenvolvimento e portfólio global Para a BayWa r.e., a transação simboliza mais um capítulo de um ciclo ativo de desenvolvimento e comercialização de ativos solares na Europa. Em comunicado enviado ao EnergyChannel , a empresa destacou que o fechamento reforça sua consistência no mercado britânico e internacional. John Milligan, diretor-geral da BayWa r.e. no Reino Unido, afirmou que os dois parques evidenciam o padrão de entrega das equipes técnicas e de desenvolvimento da companhia. Segundo ele, ver os projetos avançarem sob a gestão da Capital Dynamics fortalece o objetivo comum de ampliar o acesso à energia solar em larga escala no país. Já o COO global da BayWa r.e., Dr. Daniel Gaefke , destacou que as vendas recentes consolidam a estratégia da empresa de criar ativos de alto valor para investidores e operadores de longo prazo. “Os projetos representam o tipo de escala e qualidade que buscamos replicar em outros mercados, dentro e fora do Reino Unido”, reforçou. Capital Dynamics amplia exposição em renováveis Com a compra, a Capital Dynamics aumenta sua presença em infraestrutura solar em território britânico, segmento em que tem avançado com apetite nos últimos anos. A empresa deve assumir a fase final de construção e operação dos parques, somando os ativos a um portfólio crescente de geração distribuída e centralizada. Impacto para o mercado de energia solar no Reino Unido A transação reforça três tendências observadas pelo EnergyChannel  no mercado britânico: Valorização de ativos prontos para construção (RTB) , cada vez mais disputados por investidores. Integração de critérios de biodiversidade  como diferencial competitivo e regulatório. Consolidação de players globais , como BayWa r.e. e Capital Dynamics, no avanço da transição energética do país. Com mais esses dois projetos avançando para a fase de implantação, o Reino Unido amplia seu pipeline solar para atender às metas de neutralidade climática e expansão de renováveis até 2035. BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu

  • Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar

    Em um movimento que reforça a expansão das energias renováveis no país, a Caixa Econômica Federal anunciou uma nova linha de financiamento voltada exclusivamente para a instalação de sistemas de energia solar em residências de baixa renda. Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso e apoiar famílias que desejam diminuir a conta de luz e adotar uma fonte de energia mais sustentável. O programa estabelece que poderão participar famílias com renda mensal bruta de até R$ 9.600 , ampliando o alcance para um público que historicamente encontra dificuldades para financiar projetos fotovoltaicos. Segundo a Caixa, a medida responde ao crescimento da geração distribuída no país e à demanda crescente por soluções mais acessíveis. Condições mais flexíveis e foco em economia na conta de luz Embora os detalhes completos das taxas e prazos ainda não tenham sido divulgados oficialmente, a instituição informou que o financiamento contempla condições diferenciadas, permitindo parcelamento estendido e inclusão de equipamentos e instalação no mesmo contrato. A proposta é que a parcela mensal seja competitiva em relação ao valor atualmente pago nas contas de energia. Uma das metas do programa é estimular a independência energética  de famílias que vivem em regiões com altos custos de eletricidade, além de incentivar a adoção de sistemas solares em áreas urbanas e rurais. Programa fortalece mercado fotovoltaico e deve beneficiar instaladores locais A abertura da nova linha de crédito deve movimentar empresas e instaladores credenciados em todo o Brasil. Profissionais do setor avaliam que a iniciativa pode impulsionar especialmente pequenos integradores, ampliando a demanda por projetos residenciais em comunidades de baixa e média renda. Especialistas consultados pelo EnergyChannel  destacam que o programa chega em um momento estratégico: o país já ultrapassa 26 GW de capacidade instalada em geração distribuída, e o segmento residencial continua liderando novas conexões. Caminho para inclusão energética Com a iniciativa, a Caixa reforça sua atuação em projetos de impacto social, alinhando-se a metas ambientais e ao avanço da matriz energética limpa. A expectativa é que milhares de famílias tenham acesso a um sistema solar próprio algo que, até então, permanecia distante para grande parte da população. O EnergyChannel seguirá acompanhando os desdobramentos do programa, incluindo a confirmação das condições de financiamento e os impactos no setor fotovoltaico brasileiro. Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar

  • Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional

    A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Cornélio Brennand, anuncia Regiane Yamanaka ao cargo de diretora de Comercialização de Energia e Institucional. Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional A nomeação da executiva, que ingressou na companhia em 2020, reforça o compromisso da companhia com as soluções de energia renovável e o fortalecimento da comunicação estratégica com clientes e parceiros, além do relacionamento institucional. Com mais de 20 anos de experiência no setor elétrico, Regiane ingressou na Atiaia Renováveis como gerente de Inteligência de Mercado em 2020 e assumiu a gerência de Comercialização de Energia em 2023. É graduada em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com MBAs em Gestão Econômica e Financeira e em Big Data e Business Analytics, ambos pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de especialização em Gestão de Risco pelo Instituto Educacional BM&FBOVESPA. A executiva conta com passagens por organizações como a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a AES Brasil.    Sobre a Atiaia Renováveis A Atiaia Renováveis é uma empresa de geração e comercialização de energia renovável e tem como propósito ser um agente de transformação sustentável dos negócios de seus clientes e da vida das comunidades onde atua. A empresa, que é participante do Pacto Global da ONU, aplica as melhores práticas ESG de forma contínua em todos os seus processos e tem desenvolvido projetos de energia renovável, em linha com o seu planejamento estratégico. Nosso parque gerador contempla 556 MW, sendo 284 MW de usinas em operação e 272 MW de usinas pré-operacionais, todos empreendimentos de baixo impacto ambiental e fontes de energia limpa. Além disso, tem um pipeline de 1,7 GW em desenvolvimento de projetos em PCHs, solares e eólicos, os dois últimos destinados aos seus clientes no mercado livre de energia. Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional

  • SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro

    Por Ricardo Honório | Especial para o EnergyChannel São Paulo, 02 de dezembro de 2025 Num momento em que o sistema elétrico brasileiro enfrenta a maior transformação tecnológica desde a expansão hidrelétrica, o SMA Grid Integration Executive Summit 2025  reuniu, em São Paulo, algumas das principais lideranças do setor elétrico, especialistas internacionais, representantes do governo federal, ONS, empresas de tecnologia e investidores. SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro A pauta central: estabilidade de rede , armazenamento de energia , inversores grid forming , cybersegurança  e o avanço regulatório necessário para que o Brasil sustente sua transição energética com segurança e competitividade. O evento, promovido pela SMA Solar Technology , tornou-se rapidamente um dos encontros mais estratégicos do ano não como uma vitrine de produtos, mas como um fórum técnico de alto nível para discutir o futuro da operação elétrica em um país que já ultrapassa 90% de geração renovável instantânea em diversos períodos. A nova espinha dorsal do sistema elétrico: eletrônica de potência com papel protagonista O presidente da ABSAE , Markus Vlasits , abriu os debates reforçando que o Brasil está vivendo um ponto de inflexão na operação elétrica: “O inversor se tornou o coração do sistema elétrico moderno tanto para renováveis quanto para armazenamento. Ele deixa de ser apenas um conversor e passa a ser peça estratégica para autonomia do consumidor, segurança energética e modicidade tarifária.” Vlasits destacou que os desafios atuais resposta a perturbações, suporte à estabilidade, capacidade de curto-circuito e inércia sintética fazem dos inversores atores centrais da nova rede elétrica . A ABSAE defendeu que " grid forming"  não é mais futuro: é uma necessidade imediata. Pontos-chave trazidos por Markus Vlasits: Inversores passam a cumprir funções históricas de máquinas síncronas. A estabilidade deixa de ser um efeito natural da geração convencional e passa a ser “prestada” pela eletrônica de potência. Debate sobre autonomia energética e tarifas precisa considerar tecnologia de controle avançado. Equipamentos de fabricantes globais como SMA tornam-se parte estratégica da segurança energética. Cibersegurança: a nova fronteira da infraestrutura crítica Num setor cada vez mais digitalizado, a proteção cibernética ganhou destaque especial. Luiz Fernando Moraes da Silva , diretor de Cibersegurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)  da Presidência da República, alertou para a crescente exposição dos sistemas de energia: “Descarbonização, digitalização e descentralização trazem uma nova camada de risco. A infraestrutura elétrica passa a ser também uma infraestrutura digital. O governo está avançando em políticas, normativos e ações concretas para proteger o setor.” Luiz Fernando destacou que o governo está trabalhando em: Políticas nacionais de cibersegurança voltadas ao setor elétrico ; Padronização de requisitos mínimos para ativos digitais de energia ; Integração entre operadores, governo e empresas privadas  para troca de inteligência; Apoio à criação de padrões para redes híbridas de TI e OT , cada vez mais comuns em plantas renováveis. Quando a rede perde inércia: o alerta técnico sobre o novo sistema elétrico O consultor e referência nacional em sistemas elétricos, José Marangon , trouxe uma explicação crucial para entender o momento do setor: “Estamos migrando de um sistema baseado em máquinas síncronas para um sistema baseado em inversores. Isso muda tudo.” Marangon lembrou que: A redução da inércia e da corrente de curto-circuito está por trás de eventos reais, como os apagões de agosto de 2023. Inversores convencionais não oferecem naturalmente as mesmas funções de estabilização que turbinas girantes oferecem. A tecnologia grid forming da SMA e de outros fabricantes já é capaz de suprir parte dessas lacunas, oferecendo inércia sintética , contribuição de corrente de falta  e suporte avançado à estabilidade transitória . “Essa tecnologia não é apenas desejável ela é necessária para que a rede continue estável com a penetração massiva das renováveis.” Mercado, regulação e a experiência internacional: o que o Brasil precisa aprender O painel com Aaron Gerdemann , líder global de novos negócios da SMA, trouxe um panorama claro: o mundo não está fazendo ajustes está vivendo uma revolução energética . “É uma revolução, não uma transição gradual. O Reino Unido, por exemplo, criou um mercado aberto para compra de estabilidade. Fabricantes e investidores podem ofertar soluções tecnológicas para manter a rede segura. O Brasil deve seguir esse caminho.” Aaron detalhou casos da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, onde: A estabilidade se tornou um serviço remunerado , não uma consequência da geração; Sistemas BESS grid forming substituem usinas térmicas em funções de estabilidade; A regulação evoluiu mais rápido do que a expansão de renováveis — o oposto da realidade latino-americana. SMA: experiência global e ambição de liderar o mercado brasileiro O gerente de vendas da SMA no Brasil, Henrique Almeida , reforçou que o evento foi pensado como um fórum técnico, e não comercial: “O objetivo foi compartilhar conhecimento global sobre estabilidade de rede. Sistemas de controle, comunicação, redundância cibernética tudo isso passa a ser tão importante quanto o inversor em si.” Henrique destacou: O Power Plant Manager  da SMA como núcleo digital do sistema; A crescente demanda por segurança cibernética integrada à automação das usinas; A preocupação dos clientes com a complexidade técnica dos projetos de estabilidade; A importância de ter parceiros experientes: “A SMA é hoje a empresa com maior experiência global em serviços ancilares para estabilidade de rede.” ONS: aproximação com a indústria é crucial para o futuro Representando o Operador Nacional do Sistema (ONS) , André Della Rocca Medeiros  destacou o valor do encontro: “Eventos como este ajudam o ONS a se aproximar da indústria de baterias e inversores avançados. Precisamos entender profundamente as características e possibilidades desses equipamentos para operá-los com segurança.” André reforçou: O ONS está estudando experiências internacionais para adaptar requisitos técnicos brasileiros; A regulação impacta diretamente a decisão de investimento em armazenamento; Baterias com controle avançado serão parte integrante da operação do sistema no futuro próximo. Cibersegurança na prática: vulnerabilidade e risco para sistemas elétricos O CEO da Vultus CyberSecurity, Alexandre Brum , apresentou dados inéditos sobre risco digital no setor elétrico brasileiro: “O setor vive um descompasso entre a evolução da TI e da OT. Isso cria superfícies de ataque perigosas. É fundamental integrar segurança desde a concepção dos projetos.” Entre os principais achados: O setor elétrico brasileiro está entre os mais atrativos para atacantes  por seu valor estratégico; Vulnerabilidades crescem com redes híbridas, inversores conectados e sistemas SCADA expostos; A indústria precisa avançar em monitoramento, criptografia, hardening e políticas de compliance. Mercado responde: empresas buscam tecnologia para estabilidade imediata Para Carlos Café , fundador da Aevo Energia , o Brasil vive um momento crítico: “Estabilidade de rede é hoje o tema mais moderno das redes elétricas do mundo. A SMA é pioneira. Estamos aqui para aprender e replicar soluções reais no Brasil.” Ele reforçou que os estudos apresentados mostram aplicações já consolidadas na Alemanha, Austrália e Inglaterra e que o Brasil precisa acelerar. Modelagem, simulação e rigor técnico: o novo padrão exigido para o setor O engenheiro da SMA, Bruno Furtado , destacou que o desafio agora não é apenas construir sistemas de bateria, mas provar matematicamente que eles funcionam em condições extremas : “O Brasil está seguindo o caminho de mercados avançados. Equipamentos precisam atender requisitos rigorosos, e a performance simulada deve ser comprovada em campo. Esse é o grande desafio dos projetos.” Bruno apontou: A necessidade de modelos detalhados e validados junto ao ONS; Requisitos de grid forming que exigem tecnologia madura; Possibilidade de empilhamento de receitas para viabilizar economicamente os projetos. SMA na América Latina: educação, transferência tecnológica e impacto social Em entrevista exclusiva ao Power Storage Show (EnergyChannel) , apresentada por Peter Salles Geib , o gerente geral da SMA na América do Sul, Daniel Rosende , enfatizou que a educação técnica e a transferência de conhecimento são pilares do desenvolvimento regional: “Transferência tecnológica não é só importar equipamentos. É treinar pessoas, capacitar instaladores, formar equipes locais. Sem isso, não há transição energética justa.” Rosende detalhou: Programas contínuos de treinamento técnico com parceiros no Brasil, Chile e México; A importância de alinhar tecnologia com normas internacionais e locais; O compromisso da SMA em apoiar projetos-piloto e replicar modelos globais bem-sucedidos na região. Sobre o mercado brasileiro, Rosende foi enfático: “O Brasil é um dos maiores mercados energéticos do mundo. O potencial é enorme, mas a regulação precisa evoluir para permitir estabilidade e segurança com alta penetração renovável.” Ele também revelou casos de sucesso da SMA no Brasil, como: Gestão de demanda em indústria de grande porte (Coca-Cola); Showroom de estabilidade em Brasília; Primeiro sistema de irrigação off-grid com solar + baterias + térmica da América Latina. Conclusão: o Brasil está pronto falta acelerar regulatórios e integrar tecnologia O SMA Grid Integration Executive Summit 2025  deixou claro que o país tem: Mercado; Competência técnica; Experiência internacional disponível; Fabricantes prontos para entregar soluções avançadas. O que falta é sincronizar regulação, investimento e implementação técnica  para que o Brasil lidere a próxima etapa da transição energética global. E, como resumiu Aaron Gerdemann na plenária final: “O futuro do setor elétrico não será uma adaptação será uma reinvenção.” Rodrigo Cardoso Gatti - Gerente Geral da SMA Brasil SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro

  • Último treinamento gratuito e presencial da SolaX Power em 2025 será em Uberlândia

    A capacitação voltada aos profissionais que empreendem no setor de energia solar acontece no dia 11.12 Os participantes terão acesso a informações de mercado, além da parte técnica sobre os sistemas de armazenamento de energia, incluindo atividades práticas nos equipamentos  Por Simone CesárioAssessoria de Imprensa da SolaX Power Com cerca de três mil profissionais capacitados nos últimos dois anos em todo o Brasil, a SolaX Power promove o seu último treinamento presencial de 2025, que contará com a presença de Hewerton Martins, presidente do Movimento Solar Livre. Será no dia 11 de dezembro, a partir das 9 horas, no SolaX Center – centro de treinamento da multinacional, localizado na rua Silviano Brandão, 98 – Fundinho – Uberlândia. Os interessados devem garantir sua participação efetuando a inscrição no link Treinamento Hands-On da SolaX Power | Uberlândia em Uberlândia - Sympla A capacitação, que engloba conceitos teóricos e práticos acerca dos sistemas de armazenamento de energia, será conduzida pelo time da SolaX Power - Gilberto Camargos e Matheus Henrique Marconi. Vale destacar que o espaço conta com equipamentos modernos que poderão ser explorados pelos participantes. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Último treinamento gratuito e presencial da SolaX Power em 2025 será em Uberlândia

  • Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review

    A publicação cruzou uma série de informações para a produção de um infográfico que aponta os desafios e as oportunidades da indústria de Data Center's Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review O avanço acelerado dos data centers no Brasil e no mundo, impulsionado pela adoção massiva de inteligência artificial e pelos serviços em nuvem, tem acendido um sinal de alerta sobre impactos ambientais relacionados ao consumo de energia, ao uso intensivo de água para refrigeração e à pressão sobre recursos naturais. A análise é da MIT Technology Review Brasil, com base em levantamentos e análises publicadas pela plataforma, a partir de fontes internas e externas. De acordo com a  publicação, em 2024, os data centers responderam por cerca de  1,7% do consumo de energia elétrica no Brasil  (aproximadamente 8,2 TWh), número que tende a crescer conforme aumenta a demanda por processamento de dados.Podendo chegar a 3,9% do consumo total em 2029. Além disso, o uso consuntivo de água do setor foi estimado em  0,003% do total nacional  em 2022, ou cerca de 2 bilhões de litros.No caso da água, o impacto é menos visível, mas não menos relevante. Em 2022, conforme mostra o infográfico, o consumo direto estimado do setor foi de cerca de 2 bilhões de litros, o equivalente a 0,003% da demanda hídrica nacional. O número, à primeira vista modesto, esconde um efeito indireto significativo: grande parte da água associada aos data centers está embutida na matriz elétrica, especialmente em centrais termelétricas e hidrelétricas que abastecem essa infraestrutura. Para o VP de Energia e Sustentabilidade da MIT Technology Review Brasil e CEO do Energy Summit, Hudson Mendonça, esses dados pintam um retrato de urgência, e também de oportunidade: “Vivemos a era da economia digital. A explosão da IA e dos serviços em nuvem depende de data centers. Mas, sem infraestrutura robusta, matriz energética limpa e uso consciente de recursos, corremos o risco de trocar avanço tecnológico por degradação ambiental. O Brasil tem uma chance única: aproveitar nossa matriz renovável para liderar a computação sustentável, com energia limpa, eficiência hídrica e governança estratégica.”Os desafios e oportunidades ligados ao crescimento da infraestrutura digital envolvem eficiência operacional, sustentabilidade e impacto econômico. Muitos data centers de última geração já utilizam tecnologias avançadas, como resfriamento por imersão e sistemas de circuito fechado, que reduzem de forma significativa o consumo de água e energia. Entretanto, o avanço da IA tende a ampliar de maneira expressiva a demanda por processamento e armazenamento, exigindo planejamento da rede elétrica, expansão da infraestrutura e maior integração com fontes renováveis. “Esse movimento também fortalece uma nova cadeia de valor verde: a expansão de data centers sustentáveis estimula a criação de empregos e inovação em engenharia, TI, eficiência energética e infraestrutura limpa, contribuindo para acelerar a transição energética no país. Para garantir desenvolvimento responsável, é fundamental aprimorar a regulação e a governança do setor, com políticas públicas, incentivos à energia limpa e adoção de padrões ESG que assegurem o uso responsável dos recursos naturais”, finaliza Mendonça. Sobre o Energy Summit Organizado em parceria com o MIT, o Energy Summit é o principal evento de inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade, que acontece anualmente no Rio de Janeiro. Conecta os maiores nomes da transição energética e sustentabilidade, incluindo C-levels de grandes empresas e deep techs, autoridades governamentais, palestrantes internacionais, reitores de universidades e centros de pesquisa, que juntos lideram debates essenciais para acelerar o futuro da energia. Saiba mais em:  https://energysummit.global/ Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review

  • Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin

    Migração da matriz energética reforça compromisso da empresa com agenda ESG  Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin O Grupo Sabin, terceiro maior player de medicina diagnóstica do país, alcançou 88% de suas 358 unidades de atendimento abastecidas com energia limpa. O avanço é parte de uma robusta agenda ESG que posiciona a sustentabilidade ambiental como pilar estratégico do negócio e engaja seus cerca de 7 mil colaboradores nas cinco regiões do país. Em 2024, a companhia já alcançou a marca de 67% de seu consumo total de energia elétrica proveniente de fontes sustentáveis, um aumento de 13% na cobertura em relação a 2023.     Para uma empresa com a capilaridade do Sabin, presente em 78 cidades de 14 estados e no Distrito Federal, o desafio logístico é superado com uma estratégia diversificada. A empresa investe em fontes variadas de energia limpa, como fornecedoras de energia solar próximas às suas operações e a compra no Mercado Livre de Energia, que oferece opções de biomassa, pequenas usinas hidrelétricas (PCHs) e usinas eólicas.     “A incorporação dos critérios de sustentabilidade à nossa gestão tem conexão total com nosso propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.  a responsabilidade socioambiental é um dos nossos valores prioritários”, explica a presidente-executiva do Grupo Sabin, Lídia Abdalla. “Nossos investimentos em tecnologia, como a nova plataforma NTO 4.0, não apenas otimizam a operação e melhoram a eficiência, mas também são projetados para gerar menor impacto ambiental, alinhando crescimento e responsabilidade.”     Em 2025, seis regionais aderiram à migração da matriz energética do Sabin. Campinas e São José dos Campos (SP), Palmas (TO) e Teresina (PI) passaram a adquirir energia no Mercado Livre. Em Cuiabá e Tangará da Serra (MT), a modalidade de abastecimento é a geração distribuída com a aquisição de energia de fazendas fotovoltaicas locais.     Ao longo de sua trajetória, a empresa tem consolidado práticas que aliam excelência e qualidade do serviço ao cuidado com o planeta. Em 2007, tornou-se a primeira empresa de medicina diagnóstica da América Latina a ser signatária do Pacto Global da ONU, alinhando suas operações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desde 2019, a empresa prioriza a aquisição de energia limpa, o que lhe rende o Certificado de Energia Renovável a cada ano.      Compromisso abrangente com a sustentabilidade      Além da matriz energética, as ações socioambientais do Grupo Sabin se estendem a outras frentes. Em 2024, a empresa obteve o quarto Certificado de Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa consecutivo, compensando 2.270 toneladas de CO₂ referentes às emissões de 2023.     Há mais de uma década, o sistema de gestão ambiental do Grupo é certificado pela ISO 14001, estimulando a racionalização de recursos naturais em todas as suas operações. A gestão de recursos hídricos e a reciclagem de materiais também são prioridade ambiental no Sabin. Uma moderna Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) em sua sede, em Brasília, garante o tratamento e o reuso adequado da água utilizada no Núcleo Técnico Operacional (NTO) central. O Programa Nacional de Reciclagem da empresa tem superado a meta de aumentar em 5% por ano a quantidade de materiais enviados para reciclagem.      Grupo Sabin  | Com 41 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje, conta com 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.       O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 358 unidades distribuídas de norte a sul do país.          O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.     Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin

  • Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos

    Por Prof. Fernando Caneppele (USP) GEPEA/USP – GESEL/UFRJ Dezembro de 2025. Enquanto o mundo volta suas atenções para os desdobramentos da COP30 em Belém, o Brasil se vê diante de um paradoxo inquietante. Por décadas, nos orgulhamos de possuir uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta, alicerçada na grandiosidade de nossas hidrelétricas e na expansão vigorosa das renováveis. Contudo, a natureza, que sempre foi nossa maior parceira na geração de energia, começa a cobrar um preço alto e imprevisível. Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos A frequência e a violência dos eventos climáticos extremos de secas prolongadas que esvaziam reservatórios a tempestades torrenciais que derrubam torres de transmissão deixaram de ser notas de rodapé em relatórios do IPCC para se tornarem a realidade operacional do Operador Nacional do Sistema (ONS). O setor elétrico brasileiro, historicamente planejado sob a ótica da eficiência econômica e da modicidade tarifária, enfrenta agora seu teste definitivo: a resiliência. Não estamos mais discutindo apenas a capacidade de gerar energia suficiente (segurança de suprimento), mas a capacidade da infraestrutura de suportar choques físicos severos e recuperar-se rapidamente (resiliência). A pergunta que ecoa nas salas de controle e nos conselhos de administração é: nosso sistema elétrico, desenhado para o clima do século XX, está preparado para a volatilidade do século XXI? A Vulnerabilidade do "Gigantismo" Interligado O Sistema Interligado Nacional (SIN) é uma maravilha da engenharia, permitindo o intercâmbio de energia entre regiões continentais. No entanto, essa interconexão, que é nossa força em tempos de normalidade, expõe fragilidades em tempos de crise. Nossas linhas de transmissão, estendendo-se por milhares de quilômetros, são artérias vitais expostas a vendavais cada vez mais destrutivos. Vimos recentemente como eventos localizados podem cascatear para apagões regionais ou nacionais. A dependência excessiva de grandes troncos de transmissão cria pontos únicos de falha. Além disso, a variabilidade hidrológica extrema coloca em xeque a confiabilidade da nossa "bateria natural". Quando a água falta no Sul ou sobra em excesso destrutivo no Norte, a gestão do sistema deixa de ser técnica e passa a ser uma gestão de crise permanente. Adaptação: O Custo do "Não Fazer" A adaptação da infraestrutura energética não é opcional; é um imperativo de segurança nacional. Isso exige investimentos massivos no "endurecimento" ( hardening ) das redes. Precisamos rediscutir, com seriedade técnica e regulatória, o enterramento de cabos em centros urbanos críticos, o reforço estrutural de torres de transmissão e a blindagem de subestações contra inundações. É evidente que essas medidas têm um custo elevado que pressionará as tarifas. No entanto, qual é o custo de um dia sem energia para a indústria de São Paulo, ou para os hospitais do Nordeste? A análise econômica precisa incorporar o "custo do não fazer". A inércia diante da mudança climática é o investimento mais caro que podemos fazer. Tecnologia como Vetor de Resiliência: Microrredes e Armazenamento Se a infraestrutura centralizada está sob ataque do clima, a resposta reside na descentralização inteligente. A tecnologia nos oferece ferramentas para aumentar a granularidade e a robustez do sistema. As microrredes ( microgrids ) surgem como protagonistas nessa nova arquitetura. Comunidades, complexos industriais e hospitais equipados com geração própria (geralmente solar) e sistemas de armazenamento podem operar ilhados durante colapsos da rede principal, garantindo a continuidade de serviços essenciais. Aqui, o papel das baterias e do armazenamento de energia transcende a simples arbitragem de preços. Elas são ativos de segurança. Em um cenário de tempestade, uma bateria carregada vale mais do que ouro. A regulação precisa avançar para remunerar esses ativos não apenas pela energia que entregam, mas pela confiabilidade e resiliência que aportam ao sistema como um todo. O Fim da Estacionariedade e o Futuro do Planejamento O maior desafio, contudo, talvez não seja físico, mas intelectual. O planejamento energético tradicional baseia-se no conceito de "estacionariedade" a ideia de que o passado é um guia confiável para o futuro. Esse conceito está morto. As séries históricas de chuvas e ventos já não servem para prever o clima de 2026 ou 2030. Precisamos integrar modelos climáticos preditivos de alta complexidade à operação do sistema elétrico em tempo real. O planejamento da expansão deve considerar cenários de estresse climático que hoje parecem improváveis, mas que amanhã serão a manchete do dia. Conclusão: Uma Nova Governança para Tempos Turbulentos O Brasil tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, não apenas na mitigação das emissões, mas na adaptação de sistemas críticos. A segurança energética frente ao caos climático exige uma governança ágil, que integre o setor elétrico, a defesa civil e o planejamento urbano. A transição energética justa e segura não se faz apenas com painéis solares e turbinas eólicas; faz-se com concreto reforçado, software inteligente e, acima de tudo, com a visão estratégica de que a resiliência é o alicerce sobre o qual o desenvolvimento sustentável deve ser construído. Se não prepararmos nossas redes para as tempestades que virão, a transição energética corre o risco de ser interrompida pelo apagar das luzes. Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos Por Prof. Fernando Caneppele (USP)

  • 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do Futuro

    Por Daniel Pansarella, para o Energy Channel O setor elétrico brasileiro, em um movimento silencioso para o grande público, mas estrondoso para o mercado, está no limiar de sua maior transformação em décadas. 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do FuturoPor Daniel Pansarella, para o Energy Channel Com a aprovação de novas regulamentações e o primeiro leilão de baterias marcado para abril de 2026, o Brasil destrava um mercado bilionário e redefine o futuro de sua matriz energética. As siglas ANEEL, ONS, MME e EPE, antes restritas aos iniciados, agora ditam o ritmo de uma corrida onde critérios locacionais e o armazenamento de energia se tornam as peças-chave de um xadrez complexo e estratégico. A Medida Provisória 1.304/2025, liderada pelo Senador Eduardo Braga, redesenhou o mapa da energia no país, reconhecendo oficialmente as baterias como um pilar para a flexibilidade e segurança do sistema. A frase do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ecoa como um alerta e uma profecia: "sem baterias, nós vamos ao colapso energético" . Em paralelo, a ANEEL aprovou sua Agenda Regulatória 2026-2027, com 91 temas para modernizar o setor, focando em geração, transmissão, distribuição e tarifas, sinalizando um caminho de previsibilidade regulatória fundamental para alinhar investimentos e estratégias de expansão. Este cenário foi tema de intenso debate em recente evento da ABSAE, com a participação de Sumara Ticon (ONS) e Markus Vlasits (ABSAE), onde estive presente e pude observar a convergência e as divergências sobre os próximos passos do setor. A discussão, centrada no mecanismo de resposta da geração e da demanda, deixou claro que o futuro é inexorável, mas o caminho até ele será disputado. O Quebra-Cabeça Locacional: Onde a Energia Vale Mais A EPE, em um movimento de vanguarda, propôs uma metodologia inovadora para o leilão de 2026: um critério locacional  para identificar as regiões que mais se beneficiarão da instalação de baterias. A prioridade será para áreas com menor robustez elétrica, onde o sistema tem dificuldade de manter a tensão e responder a variações bruscas, especialmente com a alta penetração de fontes intermitentes como solar e eólica. A identificação dessas áreas é feita por meio de um índice que combina a potência de curto-circuito da rede com a presença de geradores conectados por inversores, que tendem a reduzir a estabilidade do sistema. Para incentivar a instalação nos locais certos, foi criado um mecanismo de bonificação locacional . Projetos em áreas críticas receberão um bônus (desconto de 10% no preço ofertado para fins de classificação), tornando-os mais competitivos no leilão. O objetivo, segundo a EPE, é estimular a conexão em pontos que reforcem a operação, reduzam sobrecargas e melhorem a qualidade do suprimento. Grid-Forming e Digitalização: A Revolução Técnica que o Brasil Precisa Aqui reside um dos pontos mais técnicos e cruciais da discussão: a diferença entre grid-following  e grid-forming . A maior parte dos inversores de fontes renováveis e baterias opera no modo grid-following, ou seja, eles "seguem" a rede existente, dependendo de geradores síncronos (como hidrelétricas e térmicas) para estabelecer tensão e frequência. Com a substituição progressiva dessas fontes por renováveis intermitentes, o sistema perde a capacidade de formar rede de maneira autônoma. A tecnologia grid-forming  muda esse paradigma. Baterias equipadas com essa funcionalidade podem emular o comportamento de geradores síncronos, criando tensão e frequência de forma independente, sem depender de outras fontes. Isso é fundamental para a estabilidade do sistema, especialmente em regiões com alta penetração de solar e eólica. A exigência de grid-forming no leilão de 2026 eleva o patamar de qualidade dos projetos e garante que as baterias não sejam apenas dispositivos de armazenamento, mas verdadeiros estabilizadores da rede. Paralelamente, a digitalização das redes elétricas  é outro pilar essencial. A obrigatoriedade de digitalização até 2035, prevista em portaria, impulsiona a adoção de smart grids, que utilizam tecnologias digitais e de comunicação para gerenciar e monitorar o fluxo de eletricidade em tempo real. Medidores inteligentes, automação de subestações e sistemas de gestão avançados permitem identificar desperdícios, otimizar o uso da energia e integrar de forma mais eficiente a geração distribuída e o armazenamento. A combinação de grid-forming e digitalização cria um sistema elétrico mais resiliente, flexível e preparado para a transição energética. Sem esses avanços técnicos, o Brasil corre o risco de ter uma matriz renovável, mas instável e sujeita a colapsos. A Revolução das Baterias: Mais que Armazenar, é Estabilizar As baterias não são apenas caixas para guardar energia. Elas são a ferramenta que faltava ao ONS para gerenciar uma rede cada vez mais complexa. Christiano Vieira, diretor do ONS, foi enfático ao afirmar que a discussão sobre armazenamento é "para ontem" . Os atributos das baterias são múltiplos e vão muito além do simples armazenamento: Estabilidade e Sincronização:  Com tecnologias como grid-forming, as baterias podem formar rede de maneira autônoma, garantindo tensão e frequência estáveis, um serviço essencial para a segurança do sistema. Rampa:  A capacidade de carregar e descarregar em altíssima velocidade permite suavizar as variações de geração renovável e responder instantaneamente a picos de demanda. Esse atributo é crucial para gerenciar os "vales de carga" cada vez mais profundos, onde a geração solar domina pela manhã e cai abruptamente no fim da tarde. Combate ao Curtailment:  O corte de geração renovável, que gerou perdas de R$ 3,2 bilhões em 2025 (crescimento de 230% em relação ao ano anterior), pode ser drasticamente reduzido. A energia que seria desperdiçada por excesso de oferta ou congestionamento na rede pode ser armazenada e injetada no sistema quando for mais necessária. Em agosto de 2025, foram descartados 17,2% de toda a geração solar e eólica que poderia ser produzida no país, o equivalente a todo o consumo do Paraná durante um mês. O desafio é imenso. O crescimento da geração distribuída, estimado em 7 GW por ano, ameaça a controlabilidade do sistema, como alerta o ONS. As baterias surgem como a solução para gerenciar esse fluxo e evitar a perda de controle sobre a rede. O Desafio dos Datacenters: Uma Nova Fronteira Energética Se as baterias são a solução para a intermitência renovável, os datacenters são o novo grande desafio para o planejamento energético brasileiro. Em apenas 60 dias após a criação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData), o país registrou um acréscimo de 6,4 GW  em novos projetos. O volume de empreendimentos em análise no MME saltou de 19,8 GW em setembro de 2025 para 26,2 GW em novembro. A maior parte dos projetos está concentrada em São Paulo, especialmente nas regiões metropolitanas da capital e de Campinas, mas há estudos em andamento para Rio de Janeiro (4 GW), Rio Grande do Sul (5 GW) e Nordeste (4 GW). A EPE já recomendou investimentos de aproximadamente R$ 1,6 bilhão para o reforço do sistema elétrico paulista, com potencial para liberar cerca de 4 GW de margem de conexão. Para os datacenters, confiabilidade é o ponto mais importante . Qualquer interrupção no fornecimento de energia pode resultar em perdas operacionais e financeiras catastróficas. As baterias, nesse contexto, não são apenas uma opção, mas uma necessidade. Elas garantem fornecimento ininterrupto, estabilizam tensão e frequência, e permitem integração com fontes renováveis, reduzindo custos operacionais por meio de arbitragem energética. A EPE está avaliando diferentes alternativas tecnológicas para ampliar a capacidade do sistema, incluindo Dynamic Line Rating (DLR), equipamentos FACTS (como SSSC), baterias para armazenamento e reconduzimento de linhas com cabos HTLS. Essas soluções podem ser implementadas no curto e médio prazo, oferecendo alternativas viáveis para atender à crescente demanda. Desafios e Oportunidades: A Corrida Começou Apesar do otimismo, o caminho tem obstáculos. O custo das baterias no Brasil, penalizado por impostos e logística, ainda é alto. A infraestrutura de rede precisa de modernização e a burocracia para novas regulamentações ainda é um risco. A concretização dos projetos depende da disponibilidade de infraestrutura de transmissão e telecomunicações, da viabilidade econômico-financeira e do cumprimento das novas regras de garantias para conexão. Contudo, para o olhar do estratega, desafios são sinônimos de oportunidades. A complexidade abre espaço para consultorias inovadoras, a necessidade de infraestrutura é um convite a fornecedores de tecnologia, e a demanda por capital cria o ambiente para novas estruturas financeiras. A Greener projeta que o mercado de BESS no Brasil deve movimentar mais de R$ 23 bilhões até 2030, e a EPE já cadastrou 126,3 GW em 368 projetos para o leilão de 2026. O futuro do setor elétrico brasileiro está sendo escrito agora. O leilão de 2026 é apenas o primeiro capítulo. A questão não é mais se  o armazenamento vai decolar, mas quem  serão os pilotos dessa jornada. A corrida começou, e quem não se posicionar agora, ficará para trás. Hashtags: #Energia #MercadoDeEnergia #Baterias #ArmazenamentoDeEnergia #ANEEL #ONS #MME #EPE #EnergiaRenovavel #TransiçãoEnergética #Brasil2026 #SetorElétrico #Inovação #Sustentabilidade #GridForming #SmartGrid #Datacenters 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do FuturoPor Daniel Pansarella, para o Energy Channel

  • Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência

    Em meio à corrida global por fontes renováveis de alta performance, uma tecnologia brasileira começa a chamar atenção no setor fotovoltaico internacional: ilhas solares flutuantes capazes de acompanhar o movimento do Sol , combinando engenharia de precisão, automação avançada e ganhos energéticos acima do padrão mundial. Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência Desenvolvido pela Apollo , o sistema apresentado ao EnergyChannel  representa uma mudança estrutural no modelo de geração flutuante até então baseado, quase sempre, em plataformas estáticas orientadas para o Norte. A proposta agora é ir além: usar rastreamento solar (tracking) diretamente sobre a água , ampliando a produtividade e abrindo caminho para aplicações de grande escala, inclusive para alimentar futuros datacenters de inteligência artificial. Estruturas maiores, mas criadas para escalar Embora os módulos flutuantes da Apollo pareçam maiores e mais robustos que os utilizados em projetos internacionais, o design não é excesso é estratégia. Segundo a empresa, o sistema foi concebido para suportar expansões em larga escala , tanto em potência quanto em funcionalidades. Isso significa que uma ilha inicialmente instalada como estrutura fixa pode ser convertida para operação com rastreamento solar com mínimas mudanças mecânicas  e apenas ajustes no software de controle. A engenharia por trás do movimento A operação das ilhas segue uma lógica diária própria. Às 5h da manhã , o conjunto que pode chegar a 3 MWac / 3,65 MWp  e pesar cerca de mil toneladas começa a liberar automaticamente seus 32 cabos de ancoragem , dando início ao deslocamento controlado para Leste, impulsionado por propulsores de jato d’água trifásicos , projetados para até 50 mil horas de operação sem manutenção . Ao nascer do Sol, a ilha já está posicionada no ângulo ideal para receber a primeira incidência de radiação. Durante o dia, os sistemas de ancoragem automática e propulsão trabalham em conjunto para que toda a plataforma e, consequentemente, os módulos fotovoltaicos acompanhe a trajetória do Sol. 12h  → posição voltada para o Norte Pôr do Sol  → posição Oeste Fim do dia  → retorno ao ponto inicial Em condições climáticas severas, o software assume um modo de segurança semelhante aos trackers terrestres, orientando a estrutura para a posição de menor impacto do vento até a normalização. Até 18% mais energia entregue à rede A principal vantagem do sistema está no achatamento da curva de geração . Como a plataforma ajusta a inclinação e a orientação ao longo do dia, os módulos atingem seu melhor desempenho muito mais cedo, mantendo alta eficiência até próximo do pôr do Sol. Os testes iniciais da Apollo apontam que: O ganho bruto chega a 20%  na energia produzida. Considerando o consumo dos sistemas de automação e propulsão, o ganho líquido se mantém em até 18% , índice considerado expressivo para plantas flutuantes de grande porte. O acréscimo de CAPEX  é compensado rapidamente pelo aumento de geração, acelerando o payback. No OPEX, o impacto é mínimo: o ancoramento automatizado já faz parte do projeto padrão, enquanto os propulsores de longa vida útil e o software autogerenciável exigem manutenção reduzida. Tecnologia desenhada para a demanda da IA Com a explosão dos datacenters dedicados a aplicações de inteligência artificial estruturas notoriamente intensivas em energia soluções solares de alto rendimento se tornam essenciais. A Apollo prevê grande aderência dessa tecnologia em projetos híbridos que combinem: ilhas solares flutuantes com rastreamento , baterias de alta capacidade , e operação despachável , algo estratégico para centros computacionais 24/7. Além disso, o modelo flutuante ajuda a preservar áreas terrestres, reduz evaporação de reservatórios e melhora o resfriamento natural dos módulos, ampliando sua performance. Rumo a uma nova fase da energia flutuante no Brasil O avanço das usinas solares flutuantes com tracker marca um salto para o setor fotovoltaico nacional, que passa a disputar espaço com soluções asiáticas e europeias de grande escala. Para especialistas, a tecnologia pode tornar o Brasil um dos principais polos mundiais em engenharia solar aplicada a reservatórios. À medida que a eletricidade se torna insumo crítico para IA, armazenamento e digitalização, soluções que combinam geração elevada, segurança e baixo impacto ambiental tendem a conquistar protagonismo e as ilhas solares móveis podem ser um dos capítulos mais disruptivos dessa transformação. Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência

  • EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS

    A revolução da Geração Distribuída (GD) no Brasil, impulsionada pela energia solar , enfrenta seu maior desafio regulatório com a chegada da Reforma Tributária do consumo, instituída pela Lei Complementar n. 214/2025. A promessa de simplificação fiscal trouxe consigo uma ameaça silenciosa que poderia inviabilizar o modelo de Geração Compartilhada , essencial para a democratização da energia limpa no país. EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS Em uma apuração exclusiva, o EnergyChannel mergulhou nos bastidores da nova legislação e revela o xeque-mate legal que garante a sobrevivência e a segurança jurídica dos empreendimentos, apontando a Associação Civil como o formato mais robusto para blindar consumidores e investidores contra a ampliação da base de cálculo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). O Alerta da Nova Tributação: O que Muda com o IBS e a CBS? A LC 214/2025 redesenha a tributação sobre bens e serviços, substituindo o PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS pelos novos tributos federais (CBS) e subnacionais (IBS). No setor de Geração Compartilhada, onde pessoas físicas e jurídicas se unem para ratear a energia produzida por uma usina remota, a mudança acendeu um sinal de alerta em duas frentes principais: 1. Tributação de Serviços e Aluguéis: Operações que antes tinham tratamento fiscal mais brando, como os serviços de Operação e Manutenção (O&M) e o aluguel/arrendamento de terrenos e equipamentos, passam a ser integralmente tributadas pelo IBS e CBS, conforme os artigos 3º e 4º da nova Lei. Embora haja previsão de desconto de 70% nas alíquotas para locação de bens imóveis, a locação de bens móveis e os serviços de O&M não contam com essa redução, elevando o custo operacional dos projetos. 2. O Risco da Dupla Tributação (O "Rateio Contábil"): O ponto mais controverso é a interpretação de que o pagamento feito pelo associado/consorciado à organização, em troca da compensação energética, poderia ser considerado um "fornecimento de bens" e, portanto, sujeito ao IBS/CBS. O Contra-Ataque Legal: Por Que o Rateio Não é "Fornecimento" A tese de que o rateio de energia deve ser tributado é veementemente refutada por especialistas em direito tributário e societário. A chave para a blindagem legal reside na definição de " fornecimento" e na natureza da operação de Geração Compartilhada. De acordo com a própria LC 214/2025, o fornecimento de energia (equiparada a bem material) ocorre na **entrega ou disponibilização** do bem ao destinatário. No caso da GD, a entrega física da energia (a distribuição) é realizada pela concessionária, que já recolhe os tributos devidos nesse momento. "A operação entre a associação e o associado, nada mais é do que o registro contábil das compensações energéticas efetuadas quando do fornecimento de energia elétrica, que foi realizado pela concessionária e já tributado naquele momento. Não há qualquer tipo de fornecimento de energia da associação ao associado." Análise Jurídica EnergyChannel Em outras palavras, o rateio é um mero acerto de contas interno, um **registro contábil** da compensação de créditos, e não uma nova operação de venda ou fornecimento de energia. Tentar tributar essa etapa representaria uma inconstitucional **bitributação** e um golpe fatal na viabilidade econômica da GD. Associação Civil: O Modelo que Garante a Flexibilidade e a Segurança Diante do novo cenário tributário, a escolha da estrutura jurídica para a Geração Compartilhada se torna um fator crítico de sucesso. A Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL já prevê quatro modelos: consórcio, cooperativa, condomínio civil ou associação civil [2]. No entanto, a Associação Civil se destaca como a opção mais segura e eficiente, especialmente para projetos que buscam reunir tanto Pessoas Físicas (PF) quanto Pessoas Jurídicas (PJ) . Modalidade Jurídica Base Legal Participantes Admissíveis Risco Legal/Tributário na GD Consórcio Empresarial Lei nº 6.404/1976 Apenas Pessoas Jurídicas Fragilidade do "Consórcio de Consumidores" (Lei 14.300/2022) por não ser uma figura societária autônoma e não admitir PF. Cooperativa Lei nº 5.764/1971 PF e PJ (com restrições) Sujeita ao regime regular de IBS/CBS. Restrições para PJ sem fins lucrativos ou sem correlação de atividades. Condomínio Civil Código Civil PF e PJ (coproprietários) Exige copropriedade de bem indivisível, limitando a flexibilidade do arranjo. Associação Civil Código Civil PF e PJ (sem restrições) Alta segurança. Flexibilidade para reunir todos os tipos de consumidores. Ausência de fins lucrativos não impede atividade econômica, desde que o resultado seja reinvestido. A flexibilidade da Associação Civil é crucial. Diferentemente do Consórcio Empresarial (que só admite PJ) ou do controverso "Consórcio de Consumidores" (que carece de regras claras de constituição, registro e tributação), a Associação permite a união irrestrita de PFs e PJs. Além disso, o fato de a Associação ser uma entidade **sem fins lucrativos** não a impede de exercer atividade econômica (como a geração de energia), desde que os resultados sejam integralmente aplicados em suas finalidades institucionais e não distribuídos aos associados [3]. O benefício econômico obtido pelos associados (a redução da conta de luz) é visto como uma vantagem decorrente do objeto social, e não como remuneração de capital, mantendo a integridade do modelo. O Futuro da GD: Planejamento Estrutural é a Palavra-Chave O cenário pós-Reforma Tributária exige que investidores e consumidores de Geração Compartilhada ajam com inteligência e planejamento. A escolha do modelo jurídico não é apenas uma formalidade, mas uma estratégia de blindagem fiscal . O EnergyChannel conclui que, enquanto o setor aguarda a consolidação das interpretações fiscais sobre o IBS e a CBS, a Associação Civil se consolida como o caminho mais seguro para garantir que a Geração Compartilhada continue a prosperar no Brasil, mantendo a promessa de economia e sustentabilidade para milhões de brasileiros. EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS

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